sábado, 10 de setembro de 2011

ANGOLA - A POLÍCIA MENTE



VÍTIMAS DO JULGAMENTO - POLICIA MENTE DESCARADAMENTE.


Acabo de ligar para a Comandante Bety que fez questão de passar imediatamente o telefone ao oficial Mario Antonio.
1. Ontem por volta das 11h contactei a 2ª esquadra (oficial de guarda Ambrósio) para saber onde se encontravam os presos. Mostrou-me uma lista de 24 cidadãos detidos na tarde de ontem, entre os quais, os membros do Bloco, Abraaão Balanga e Américo Paulo Vaz. O oficial informou-me que os 24 teriam sido deslocados para a DPIC (frente ao cemitério de Santa Ana à estrade de Catete)
2. Desloquei-me a DPIC e falei com o oficial de guarda que me informou que os carros que transportavam os presos regressaram a 2ª esquadra.
3. Voltei a 2ª esquadra (ja depois da meia noite) e o mesmo oficial dizia-me que tinham sido mesmo enviados para a DPIC. Da 2ª esquadra e na presença do oficial telefonei para a Comandante Bety. Esta informou-me com toda a convicção que os presos estavam na DPIC e que hoje poderia ir lá ve-los. Por volta das 2h deixei registada essa informação aqui no facebook
4. As 6h da manha recebo uma informação dum familiar do Abraaão dizendo que o mesmo se encontra na prisão de kakila, no Calumbo, ha cerca de 60kms de Luanda. Fizemos diligencias para confirmar a informação e sabemos que Abraão e outros 24 cidadãos, incluindo o Nfuka encontram-se lá detidos, e foram transportados a meia noite, havendo chegado ao local perto da 1h20m.
5. Contudo nada sabem do paradeiro do Américo Paulo Vaz
6. A comandante Bety passou o telefone ao Mario Antonio que depois de alguma conversa pediu os nomes e diz que 10 mnts depois me voltaria a ligar para informar com precisão onde estão os detidos.
7. É no entanto patente que todos os intervenientes até aqui da Polícia mentiram, nao têm o mínimo de respeito pelos cidadãos, pelos partidos políticos, pelas familias que procuram seus familiares que nada de mal fizeram.
8. É grave o estado de saúde da mãe de Paulo Vaz, com cuja filha mais velha a Carolina acabo de falar.
In Francisco Lopes. Amigos do Bloco Democrático Angola
Publicada por Gil Gonçalves em 13:58 0 comentários Enviar a mensagem por e-mail

Luanda... mais presos

Lista de alguns dos Facebookianos detidos ontem, 8 de Setembro, nas imediaçoes do largo Serpa Pinto e arredores durante uma exuberante demonstração pela exigencia de justiça e Liberdade dos jovens (manifestantes ou arruaceiros) detidos:


1.Domingos Tove Neves Cardoso
2.M'fuka Muzemba( secretario da JURA) detido por faze fotos do modo como a policia destratava alguns manifestantes.
3.Alcebiades Kopumi
4.Agostinho Kamuango
5.Pedro Ulika
6.Abaião Mohindo
7.Afonso Vemba
8.Miguel Constantino.
9.João Dinis.
10.José Morais
11.Cristovão Segunda
12.Lito Antonio.
13.Correia Domingos
14.José Tchilumbo
15.Mario Paulino
16.Paulino Samacaca
17.Rodrigues Matumona
18.Daniel Silveira
19.Manuel Neto
20.Leonildo Eduardo
21.Agapito Jõao
22.Mario Cristo

E termino colocando aí mais um video para divulgação na Web!


http://www.youtube.com/watch?v=g7dId33epx8

Vanessa Mayomona, Amigos do Bloco Democrático Angola

PORTUGAL - A PREVISÃO DE PASSOS COELHO

A previsão de Passos

por FILOMENA MARTINS

Há estado de graça, cair em graça e ficar desgraçado. E há muitas desgraças. São expressões banais, mas que se aplicam como uma luva à banalidade da nossa política. Passos Coelho, que caiu na graça nacional quando José Sócrates entrou em desgraça, está a ver chegar ao fim o seu curto estado da dita. É verdade que todos os dias é conhecido um novo buraco no queijo suíço em que o País se tornou. Mas Passos deveria estar preparado para o pior em vez de prometer o que agora não pode cumprir, deveria saber que ser contrapoder é muito mais fácil que estar no poder. A estratégia de anunciar todas as más medidas no arranque do mandato, por culpa do Governo anterior e imposição externa, era boa. Mas obrigava a que a partir de Janeiro começassem algumas boas-novas. O que parece muito difícil. Decretar o fim da austeridade para o próximo ano (mesmo que só lá para fim de 2012, como Vítor Gaspar, para não o contrariar, teve de precisar) foi aliás tão arriscado quanto tolo tinha sido o mesmo prognóstico feito por Manuel Pinho quando Portugal caminhava para o abismo.

A receita de Lula

Dos muitos relatos elogiosos que me chegaram da palestra de Lula da Silva em Portugal, retive uma receita de sucesso que revelou. "Se deres um milhão a um rico, ele vai pôr numa conta offshore e desatar a especular; se deres dez a cem mil pobres, eles vão consumir e pôr a mexer a economia." Gosto de Lula. Admiro o que fez no Brasil. Fiquei contente por ter sido um "metalúrgico barbudo e sem educação" (designação do próprio) a dar a volta àquele país. Mas na economia não há verdades absolutas, como prova o momento em que vivemos. Dez dólares para um pobre brasileiro são uma pequena lotaria. Para um europeu são uma esmola. Os pobres brasileiros que Lula ajudou puseram em marcha um ciclo de produção que não existia e que arrancou graças à sua procura. Na Europa, não falta procura, falta oferta. E depois de gastarem os dez dólares, quantos pobres de Lula ficaram com meios para manter a máquina a funcionar e até quando?

O método Macedo

Nos impostos, as polémicas decisões e declarações de Paulo Macedo (e não foram poucas!) foram inicialmente eclipsadas pelo valor do seu salário e depois pelos bons resultados finais. Agora na Saúde, como Paulo Macedo até foi perder dinheiro e como o sector move mais interesses que pessoas a capital da Índia em hora de ponta, tudo o que o único ministro que pelos vistos não foi mesmo de férias faz e diz ainda é escrutinado ao milímetro. Mas só no final da linha será possível perceber se se justificaram os actuais meios e se estamos perante palavras infelizes e explicações mal dadas ou erros crassos. Porque "reduzir transplantes" deve significar mesmo deixar de ter equipas permanentes em vários hospitais e reuni-los em centros de excelência; porque acabar com a "comparticipações de pílulas" deve significar mesmo fazer pagar por inteiro quem o pode fazer; porque o que mais precisa de contraceptivo são os gastos da Saúde. Macedo tem sido o elefante na loja onde há jarrões e muitas flores de jarra. Que os parta. Desde que tenha sensibilidade para deixar intacto o que é preciso preservar

PORTUGAL - PROJECTO EÓLICO PODE CRIAR 8.000 POSTOS DE TRABALHO.

Projecto eólico de 20 milhões de euros pode criar oito mil postos de trabalho em Portugal

por Agência Lusa, Publicado em 09 de Setembro de 2011
O projeto de energia eólica "WindFloat", da EDP, um investimento de 20 milhões de euros que vai ser testado na Póvoa de Varzim, poderá permitir a criação de cerca de "oito mil postos de trabalho" em Portugal.

A convicção é do diretor do departamento EDP Inovação que, hoje de manhã, participou numa sessão de esclarecimento para apresentação desta estrutura que está a ser montada na Lisnave, em Setúbal, e que dentro de pouco tempo vai ser submersa ao largo da Póvoa de Varzim.

Além de "mudar a forma como Portugal tira proveito da sua costa marítima", João Gonçalo Maciel acredita que a energia eólica poderá ainda "revitalizar vários setores da economia nacional", como a "construção e a reparação naval", ao criar milhares de postos de trabalho, "valorizando ainda as empresas nacionais e internacionais".

Já a nível europeu, prevê-se que esta indústria sustente, nos próximos anos, cem mil empregos.

Após a instalação ao largo da costa da Póvoa de Varzim, o "WindFloat" será "monitorizado" por um período de cerca de dois anos, de forma a "garantir a sua operacionalidade", frisou João Gonçalo Maciel.

A partir de 2014, a EDP, que tem os direitos assegurados da comercialização desta tecnologia, poderá avançar para a construção de um mini-parque, com cerca de cinco unidades, que "valide conceitos a uma escala maior".

Dois anos depois, poder-se-á avançar com a "comercialização" do equipamento, uma vez que a EDP está a apostar na "criação de competências que possibilitem iniciar uma capacidade produtiva nesta área".

Para este projeto, a líder do projeto conta ainda com parcerias da americana Principle Power Inc, o fabricante de turbinas dinamarquês Vestas, a metalomecânica A. Silva Matos S.A., bem como o fundo de capital de risco do Estado português, InovCapital S.A.

O financiamento para a instalação desta estrutura foi assegurado pelas empresas envolvidas e contou ainda com um subsídio a fundo perdido do Fundo de Apoio à Inovação.

O "WindFloat" é uma tecnologia semi-submersível, semelhante a uma plataforma petrolífera com três pilares, sendo que num deles é instalada a torre eólica, com uma turbina.

Tem a vantagem de ser totalmente montada em terra e, posteriormente, será rebocada até ao local onde produzirá energia, ou seja, a seis quilómetros da orla litoral, a cerca de 60 metros de profundidade, na Póvoa de Varzim.

As freguesias mais próximas desta estrutura serão Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, e Apúlia, Esposende.

ETIÓPIA - A HERANÇA CULTURAL PORTUGUESA

Padre Francisco Álvares

Álvares, Padre Francisco (Coimbra c.1470? - Roma c.1540). Historiador português, natural de Coimbra. Presbítero, foi um dos principais autores da historiografia de viagens de Quinhentos. Nasceu em Coimbra por volta de 1470. Em 1515 foi enviado pelo rei D. Manuel, de quem era capelão, numa embaixada à Etiópia (então designada por Abissínia) liderada por Duarte Galvão, embaixador que viria a falecer, sendo substituído por D. Rodrigo de Lima. Foi já na companhia deste que, em 1520, entrou na corte do imperador da Etiópia, país onde permaneceu durante seis anos e onde reuniu os materiais para a sua obra Verdadeira Informação das Terras do Preste João (1540). Esta obra inaugurou o ciclo sobre a Etiópia, e nela o Padre Francisco Álvares descreveu com minúcia e exactidão tudo aquilo que observou durante a sua estadia: as aventuras do percurso efectuado em caravana, a estada na corte do negus (título dos soberanos etíopes da época), povos e locais desconhecidos, com a sua flora e fauna características, a vida doméstica, o vestuário, os rituais sociais e religiosos, o armamento, e tudo o mais que lhe foi permitido observar. O sucesso e o carácter inovador do seu livro foram de tal ordem que, nos anos seguintes, seria traduzido para castelhano, francês, inglês, alemão e italiano. Em 1527, regressou a Portugal. Quatro anos depois, em 1531, partiu em nova embaixada, desta feita a Roma, na companhia do monge Zagazabo, enviado pelo negus (que os portugueses designavam por Preste João das Índias, figura mítica que se acreditava ser o soberano de um reino cristão, cuja localização foi alvo de várias especulações) para prestar obediência ao Papa Clemente VII. Permaneceu em Roma até à data da sua morte.

Presença portuguesa na Etiópia

During the reign of Saint Gebre Mesqel Lalibela (a member of the Zagwe Dynasty, who ruled Ethiopia in the late 12th century and early 13th century) the current town of Lalibela was known as Roha. The saintly king was given this name due to a swarm of bees said to have surrounded him at his birth, which his mother took as a sign of his future reign as Emperor of Ethiopia. The names of several places in the modern town and the general layout of the monolithic churches themselves are said to mimic names and patterns observed by Lalibela during the time he spent in Jerusalem and the Holy Land as a youth.

Lalibela is said to have seen Jerusalem and then attempted to build a new Jerusalem as his capital. As such, many features have Biblical names - even the town's river is known as the River Jordan. It remained the capital of Ethiopia from the late 12th century and into the 13th century.

The first European to see these churches was the Portuguese explorer Pêro da Covilhã (1460 – 1526).

One of the earliest Europeans to see Lalibela was the Portuguese priest Francisco Álvares (1465 - 1540), who accompanied the Portuguese Ambassador on his visit to Lebna Dengel in the 1520s. His description of these structures concludes:

I weary of writing more about these buildings, because it seems to me that I shall not be believed if I write more ... I swear by God, in Whose power I am, that all I have written is the truth[3]
Although Ramuso included plans of several of these churches in his 1550 printing of Álvares' book, it is not known who supplied him the drawings. The next reported European visitor to Lalibela was Miguel de Castanhoso, who served as a soldier under Christovão da Gama and left Ethiopia in 1544.[4] After de Castanhoso, over 300 years passed until the next European, Gerhard Rohlfs, visited Lalibela at some time between 1865 and 1870


HERANÇA HISTÓRICO-CULTURAL PORTUGUESA NA ETIÓPIA

PostadO por Dulce Rodrigues a 3 de Março de 2009

As realizações arquitectónicas que os Portugueses deixaram espalhadas pelo mundo são notáveis, mas em muitos casos pouco ou nada conhecidas fora dos países em que se encontram implantadas. Um desses lugares é a Etiópia, e foram os próprios Etíopes que me fizeram descobrir essa rica herança quando da minha recente viagem àquele país. Gostaria de partilhar convosco fotografias de algumas dessas riquezas. No que respeita aos acontecimentos históricos que ligaram Portugal e a Etiópia, não existem monumentos como testemunho; são factos que somente fazem parte da memória colectiva do país e se encontram mencionados nos livros de história.
A primeira ponte portuguesa – na realidade a primeiríssima ponte construída em Africa digna de se considerar uma ponte – foi construída em 1620 no caminho que leva às Quedas do Nilo Azul. Levei cerca de 45 minutos, sempre a subir por caminhos pedregosos e de piso irregular, para chegar ao cimo da colina, tendo sido ajudada em grande parte do percurso por um dos jovens etíopes que acompanhavam o nosso grupo. Mas valeu a pena, perante a magnífica vista das cascatas fumegantes do Nilo Azul. Ao lançarem-se em cachoeira pelos pinhascos, as águas do rio parecem fumegar, pelo que os habitantes da região lhes chamam “Tis Isat” , que significa “lume fumegante”.
Ponte portuguesa, Etiópia
Quedas do Nilo Azul, Etiópia
Situada na garganta do Nilo Azul, a cerca de 50 quilómetros abaixo da nascente do rio no Lago Tana, encontra-se uma outra ponte construída pelos Portuguesas. Os materiais foram pedra, areia, cal e ovos!! Sim, sim, ovos, que antigamente eram usados para dar elasticidade nas juntas. Esta ponte era destinada à passagem de pessoas e burros unicamente; sofreu rupturas e reparações em diversas ocasiões – daí chamarem-lhe "ponte partida" – mas depois da derrota italiana durante a Segunda Guerra Mundial, nunca mais foi reparada convenientemente. A população local ainda a utiliza porém, pois assim evitam o longo caminho até à ponte mais próxima: ligando várias cordas umas às outras por meio de nós e com 6 homens de cada lado a puxar, uma a uma as pessoas conseguem atravessar a fenda existente na ponte.
O complexo de Gondar, composto de castelos e outros edifícios, foi iniciado durante o reinado do imperador Fasilidas (1632-67), que para ali mudou a capital da Etiópia, e continuado depois pelos seus sucessores. A influência portuguesa está bem visível na arquitectura dos edifícios.
Castelo de Fasilidas, Gondar, Etiópia
Castelo de Fasilidas (porta), Gondar, Etiópia Castelo de Fasilidas (janela), Gondar, Ethiopia


Fasil Ghebi

Na Galipedia, a Wikipedia en galego.

Patrimonio da Humanidade - UNESCO

Fasil Ghebi

Vista do palacio de Fasilidas

Castelo de Fasilides.
A cidadela de Fasil Ghebi na cidade etíope de Gondar, é un recinto real amurallado do século XVII dende onde os emperadores de Etiopía reinaron o imperio. En 1979, foi declarada Patrimonio da Humanidade pola Unesco xunto con outros monumentos da cidade e proximidades. Fasil Ghebi é un exemplo dun estilo particular de arquitectura, chamado estilo de Gondar, no que, sobre unha base local árabe integráronse as influencias do estilo barroco europeo, introducido polos misioneiros portugueses, e as técnicas arquitectónicas indias da cocción do cal, aportadas polos mestres construtores chegados de Goa.

O recinto real de Fasil Ghebi está rodeado por unha muralla de novecentos metros de lonxitude, con doce portas e dúas pontes. No seu interior agrúpanse varios edificios históricos:
O castelo de Fasilides, edificio de base rectangular flanqueado nas esquinas por catro torreóns redondos rematados por pequenas cúpuclas, que constitúe a obra cume do estilo de Gondar
O castelo do emperador Iyasu, o edificio máis alto de Gondar, construído entre 1682 e 1706
A chancelaría e a biblioteca de Tzadich Yohannes, dous pabellóns anexos ao castelo de Fasilides
O salón de banquetes
A tumba do cabalo do rei Fasilides
Tres igrexas, entre as que destaca a capela de San Antonio, con pinturas murais
Cuadras

Ademais de Fasil Ghebi, tamén se incluíron no Patrimonio Mundial:
A abadía de Debre Berhan Selassie, coa súa igrexa circular decorada con pinturas, a 1200 m ao nordeste de Fasil Ghebi
Os baños de Fasilides, un palacio de varios pisos nun estanque dentro dun extenso terreo de recreo, onde anualmente se celebra a cerimonia de bendición do baño, a 1500 m ao noroeste
A igrexa de Kuddus Yohannes, a 1500 m ao oeste
O complexo de Qusquam, construído pola Emperatriz Mentuab no século XVIII, a 3000 m ao noroeste, que inclúe unha igrexa redonda e o palacio de Mentuab, construído entre 1730 e 1755, que recorda ao Renacemento europeo
O mosteiro de Mariam Ghemb, chamado Socinios
O palacio de Guzara

A pesares do terremoto de 1704, da guerra civil do século XIX, da decadencia da cidade ao perder a capitalidade do imperio, e dalgunhas desafortunadas reconstrucións realizadas polos italianos durante a Segunda Guerra Mundial, o estado de conservación dos edificios é bastante bo


QUANDO ANDAR DE AVIÃO QUERO ESTE PILOTO

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HUMOR EM TEMPO DE CRISE - EM BREVE À VENDA NAS FARMÁCIAS

video

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

GIGI:ETHIOPIA

ANGOLA-LUANDA, MAIS MANIFESTANTES PRESOS

Mais detenções em Luanda

Polícia impede a tiro manifestação em Angola

08.09.2011 - Por PÚBLICO

No sábado foram reprimidos os protestos contra o Governo de José Eduardo dos Santos (Yves Herman/Reuters)


A polícia angolana impediu a tiro a realização de uma manifestação em frente à embaixada dos EUA, em Luanda, segundo testemunhos ouvidos pela agência Lusa e pelo “Jornal de Notícias”.


Durante a manhã já tinham sido detidas várias pessoas junto ao tribunal onde estão a ser julgados 21 jovens presos no sábado, num protesto contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

"Há um grande aparato [policial] que foi reforçado e dá para ver que estão a prender pessoas", disse à Lusa o advogado David Mendes.

“Muita agitação em Luanda. Tenho notícia de várias prisões de elementos ligados ao Bloco Democrático”, escreveu no Facebook o escritor José Eduardo Agualusa. Ouvido pela TSF, também o jornalista Alexandre Neto, da rádio Voz da América confirmou que as autoridades detiveram algumas pessoas, incluindo o líder da Juventude da UNITA, o principal partido da oposição.

Alexandre Neto confirmou ainda a existência de “tumultos”. Na sala de espera do tribunal a aguardar ser chamado como testemunha, este jornalista adiantou que a área em redor do edifício onde está a ser feito este julgamento esteve “cercada e isolada”. Para além disso, algumas ruas foram fechadas.

Sobre os jovens que estão a ser julgados, Neto disse acreditar que foram mal tratados: “Têm escoriações e adesivos por tudo quanto é parte. Têm partes ensanguentadas e há jovens com gesso. Prevalecem os sinais de agressão física”.

No sábado, para além de manifestantes foram agredidos jornalistas, incluindo membros de uma equipa da RTP, cujo equipamento foi danificado.

O desfile, em que se reclamava a democratização do país e a saída do poder de José Eduardo dos Santos, foi autorizado. A violência terá começado quando parte dos participantes se desviaram do itinerário previsto e procuraram dirigir-se ao palácio presidencial para exigirem a libertação de um companheiro detido antes do início do protesto, que começou na Praça da Independência.

A organização Human Rights Watch afirma que pelo menos 30 detidos continuam incontactáveis e com paradeiro desconhecido.

PORTUGAL NO MUNDO

MANIFESTAÇÕES CONTRA O GOVERNO ANGOLANO EM LUANDA

PORQUE TENHO VERGONHA DE DIZER QUE SEI ANDAR DE BICICLETA



http://www.youtube.com/watch_popup?v=Cj6ho1-G6tw&vq=medium

O CONFLITO NA LÍBIA (PARTE 2)

El este de Libia: La mayor concentración de candidatos a kamikazes

Otro aspecto muy notable de la contribución libia a la guerra contra las fuerzas estadounidenses en Irak es la marcada propensión de los libios del noreste a escoger el atentado suicida con bombas como principal método de combate. Como reporta el estudio de West Point, «entre los 112 combatientes libios fichados, el 54,4% precisó la naturaleza de su misión. De ellos, el 85,2% (51) inscribieron “atentado suicida con bomba” para describir el objetivo de su llegada a Irak» [5]. Lo cual significa que los libios del noreste son mucho más propensos a los atentados suicidas que todos los combatientes provenientes de otros países. «Los combatientes libios eran mucho más frecuentes en la lista de candidatos a kamikazes que los de cualquier otra nacionalidad (85% en el caso de los libios, 56% en el caso de los demás).» [6]

En 2007, la organización antiKadhafi conocida como Grupo Islámico Combatiente en Libia (GICL) fusiona con Al-Qaeda

La base institucional dedicada al reclutamiento de los combatientes de la guerrilla en el noreste de Libia está ligada a una organización que se llamaba anteriormente Grupo Islámico Combatiente en Libia (GICL) [الجماعة الليبية المقاتلة]. En 2007, el GICL se declaró oficialmente a sí mismo como una extensión de Al-Qaeda y modificó su nombre para convertirse «Al-Qaeda en el Maghreb Islámico» (AQMI) [تنظيم القاعدة في بلاد المغرب الإسلامي]. La consecuencia de esa fusión en 2007 fue un crecimiento de la cantidad de combatientes provenientes de Libia que llegaban a Irak. Según Felter y Fishman, «el aparente flujo de reclutas hacia Irak pudiera estar vinculado a una colaboración cada vez más estrecha entre el GICL y Al-Qaeda, que desembocó el 3 de noviembre de 2007 en la fusión oficial entre el GICL y Al-Qaeda» [7]. Otras fuentes confirmaron esa fusión. En 2008, una declaración atribuida a Ayman al-Zawahiri confirmaba que el Grupo Islámico Combatiente en Libia se había unido a Al-Qaeda [8].

El emir terrorista elogia el protagonismo de Benghazi y de Derna en Al-Qaeda

El informe de West Point muestra claramente que los principales bastiones del GICL –que se convirtió posteriormente en AQMI– eran las ciudades de Benghazi y Derna. Lo anterior queda demostrado en una declaración de Abu Layt al-Libi, el sui generis «emir» del GICL, quien se convertirá posteriormente en uno de los líderes de Al-Qaeda. En el momento de la fusión de 2007, Abu Layt al-Libi, el emir del GICL, subrayó la importancia de la contribución de Benghazi y de Derna en el yihadismo islámico al declarar: «Es por la gracia de Alá que levantamos la bandera de la yihad contra ese régimen herético, bajo la dirección del Grupo Islámico Combatiente en Libia, que ha sacrificado la élite de sus hijos y de sus oficiales para combatir a ese régimen, y cuya sangre se ha derramado en las montañas de Derna, en las calles de Benghazi, en los barrios periféricos de Trípoli, en el desierto de Saba y en las arenas de las playas.» [9]
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Ammar Ashur al-Rufayi, conocido como «Abu Lait el Libio (al-Libi)» (1967-2008), participó en su adolescencia en la lucha contra los soviéticos en Afganistán, bajo las órdenes de Osama Ben Laden y de la CIA. En los años 1990, se convirtió en comandante del Grupo Islámico Combatiente en Libia (GICL) y en asistente de Ayman al-Zahwari. Participó en el complot de Al-Qaeda que trató infructuosamente de asesinar al coronel Kadhafi en 1994. David Shayler, agente del contraespionaje británico, reveló posteriormente que aquella operación fue orquestada por orden de los servicios secretos de Su Majestad. Se le atribuye a Abu Lait el Libio la organización del comando suicida que atacó la base aérea estadounidense de Bagram, en Afganistán, el 27 de febrero de 2007, en plena visita del vicepresidente Cheney. Se ofreció una recompensa de 5 millones de dólares por su cabeza. Fue muerto posteriormente por un avión sin piloto de la CIA.
El resultado de la fusión de 2007 fue que los reclutas libios de Al-Qaeda adquirieron una importancia creciente en la actividad del conjunto de la organización, desplazando así su centro de gravedad y alejándola de los sauditas y los egipcios, anteriormente mucho más preponderantes. Como señalan Felter y Fishman, «las facciones libias (principalmente el Grupo Islámico Combatiente en Libia) tomaron una importancia creciente en el seno de Al-Qaeda. Los ficheros de Sinjar muestran que cada vez más libios se fueron a combatir a Irak a partir de mayo de 2007. La mayoría de los reclutas libios provenían de ciudades del noreste de Libia, una zona conocida desde hacía mucho por sus vínculos con el movimiento yihadista» [10].
El estudio de West Point entregado en 2007 concluyó con la formulación de varias opciones políticas para el gobierno de Estados Unidos. Una posible enfoque, sugerida por los autores, sería que Estados Unidos cooperara con los actuales gobiernos árabes para contrarrestar a los terroristas. Como indican Felter y Fishman, «los gobiernos libios y sirios comparten esta misma preocupación americana sobre una ideología yihadista salafista violenta, y sobre actos violentos perpetrados por sus miembros. Esos gobiernos, al igual que otros en el Medio Oriente, temen a la violencia en su propio suelo y preferirían que los elementos radicales se vayan a Irak en vez de causar problemas “en casa”. Los esfuerzos de Estados Unidos y de la coalición por contener el flujo de combatientes hacia Irak serían mucho más eficaces si tomaran en cuenta el conjunto de la cadena logística que permite el desplazamiento de esos individuos –comenzando por su país de origen– en vez de ocuparse simplemente de los puntos de entrada sirios. Estados Unidos debería ser capaz de aumentar la cooperación de los gobiernos para frenar el flujo de combatientes hacia Irak ayudándolos a resolver sus propios problemas locales de violencia yihadista» [11].
Teniendo en cuenta lo sucedido posteriormente, podemos afirmar que no fue esa la opción escogida, ni al final de la era Bush ni durante la primera mitad del mandato de Obama.
El estudio de West Point ofrece también otra opción, más siniestra. Felter y Fishman dan a entender que es posible utilizar las antiguas facciones del GICL de Al-Qaeda contra el gobierno del coronel Kadhafi, esencialmente mediante la creación de una alianza de facto entre Estados Unidos con un segmento de la organización terrorista. El informe de West Point señala que: «La fusión entre el Grupo Islámico Combatiente en Libia (GICL) y Al-Qaeda, y su aparente decisión de proporcionar prioritariamente un apoyo logístico al Estado islámico de Irak es probablemente motivo de controversia en el seno de la organización. No sería sorprendente que ciertas facciones del GICL sigan priorizando la lucha contra el régimen libio por encima del combate en Irak. Es sin dudas posible exacerbar las divisiones en el seno mismo del GICL, y entre los líderes del GICL y los de Al-Qaeda provenientes de la base tradicional saudita y egipcia.» [12] Lo anterior corresponde a la política estadounidense que estamos viendo hoy en día, que consiste en una alianza con los fanáticos oscurantistas y reaccionarios de Al-Qaeda en Libia contra el coronel Kadhafi, que es un reformador nasserista.

(DEVIDO À EXTENSÃO DO TEXTO, O ARTIGO CONTINUARÁ A SER PUBLICADO NOS PRÓXIMOS DIAS)

HUMPBACK WHALE SHOWS

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PORTUGAL - COIMBRA

Coimbra dos Estudantes.


700 (setecentos) anos depois, dentro do mosteiro de Santa Clara-a-Velha, canta-se de novo!

Esta eu não podia de deixar de enviar para todos voces!

Belíssimo!!!!!

Uma linda (e conhecida) melodia entoada pelos ANTIGOS ORFEONISTAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA (Portugal)

http://www.youtube.com/user/heinzfrieden


Circunda-te de rosas,ama,bebe e cala.O mais é....NADA. Fernando Pessoa.

DHAFER YOUSSEF - A DIFFERENT KIND OF LOVE

PRÉMIOS PARA VINHOS PORTUGUESES

Revista especializada Decanter

Três vinhos portugueses entre os 25 melhores mundiais

08.09.2011 - 01:12 Por Lusa

Três vinhos portugueses foram eleitos para o grupo dos 25 melhores a nível mundial pela revista especializada Decanter, que anunciou na quarta-feira à noite os vencedores dos Prémios Mundiais do Vinho.

O Bacalhoa Moscatel 2004 foi eleito o melhor vinho licoroso a menos de 10 libras (11 euros), o Tagus Creek Shiraz e Trincadeira 2010 o melhor tinto de mistura a menos de 10 libras e o Madeira Verdelho Henriques & Henriques 15 anos o melhor vinho licoroso a mais de 10 libras.

Sarah Amed, crítica de vinhos que recebeu em nome da Falua, confiou à Lusa que os júris “ficaram encantados” com o Tagus Creek, por ser “muito fresco e aromático e [possuir] carácter para um vinho deste preço”.

Hugo Campbell, importador e director da Ehrmanns wines, explicou que o “estilo português de moscatel está tornar-se mais conhecido [no mercado britânico] pela elevada relação qualidade-preço”, como o Bacalhoa, que custa cerca de nove libras (10 euros), “tendo em conta que estes vinhos são envelhecidos cerca de seis anos”.

Para Humberto Jardim, administrador, este é mais um prémio internacional para os vinhos da Henriques & Henriques, produtor de vinho da madeira que já tinha sido galardoado há dois anos pela Decanter, algo que admite ser “benéfico” para as vendas, embora não tenha quantificado.

Este ano, Portugal igualou a França, país tradicionalmente reconhecido pelos seus vinhos, no número de prémios internacionais e ultrapassou-a no total de medalhas atribuídas este ano.

O júri da Decanter avaliou no total 12 254 candidatos, dos quais 237 foram distinguidos com medalhas de ouro e 118 receberam troféus regionais.

Na lista dos vencedores internacionais estão também vinhos franceses, italianos, espanhóis, neo-zelandeses, argentinos e, surpreendentemente, um chinês, vencedor do prémio internacional de tinto varietal Bordéus a mais de 10 libras.

França foi o país produtor com maior número de prémios e Espanha concorreu com o maior número de vinhos (1200), que receberam um recorde nacional de medalhas e distinções (828).

Mas a Decanter afirma que “o país para o qual os consumidores e especialistas devem estar atentos é Portugal, que ganhou prémios para mais de 84 por cento dos candidatos, incluindo três troféus internacionais”.

Os vencedores dos prémios partem agora em digressão por uma série de provas de vinho em 21 países, incluindo o Brasil, EUA, França, China e Rússia.

Ganham também o direito de usar para efeitos promocionais o prémio e um autocolante nas garrafas com um D dourado correspondente à distinção feita pela Decanter, cujo efeito nas vendas é substancial.

Hugo Campbell revelou à Lusa que uma recomendação como esta pode impulsionar as vendas em “30 a 40 por cento”.

A Decanter é uma revista especializada em vinhos com milhares de leitores em mais de 150 países, tendo lançado estes prémios internacionais em 2004.

PEDRO PASSOS COELHO UM COLOSSAL EMBUSTE

Um colossal embuste


Não há segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão, usa-se dizer. Dois meses passados, já é possível formar uma primeira impressão do novo Governo. Esta resulta não tanto do que fez, mas antes do que prometeu fazer e manifestamente não fez.

É verdade que temos um extenso histórico de governos que ganharam eleições prometendo uma coisa para no poder fazerem o contrário. Ainda assim, há uma diferença significativa entre violar compromissos de campanha e deitar fora toda a narrativa política que foi usada para vencer eleições. Este Governo já renunciou ao essencial do que prometeu durante mais de um ano.

Passos Coelho não se cansou de apresentar a sua fórmula mágica para resolver os desequilíbrios das contas públicas – a consolidação seria feita 2/3 do lado da despesa e 1/3 do lado da receita –, enquanto repetia que os cortes seriam indolores, pois não implicariam mais sacrifícios para os portugueses ao assentarem nas gorduras do Estado. Um módico de realismo bastava para concluir que a fórmula só por arte mágica era aplicável e que a superação dos nossos desequilíbrios teria necessariamente de ter consequências económicas e sociais.

Dois meses passados, só restam duas hipóteses para explicar a diferença entre o que Passos Coelho candidato disse e o que tem feito enquanto primeiro-ministro: ou estávamos perante um colossal embuste ou um problema sério de dissonância com a realidade. Convenhamos que não é fácil perceber qual das duas hipóteses é verdadeira. O governo tem dados sinais contraditórios.

A entrevista do Ministro das Finanças à TVI indicia que tudo o que nos foi sendo dito não era para ser levado a sério. Em vinte minutos, Vítor Gaspar, em alguns momentos com enorme candura, encarregou-se de renunciar a toda a narrativa política do PSD/CDS e não se cansou de sublinhar que os vários documentos de execução orçamental são “extraordinariamente exigentes do lado da receita e do lado da despesa”. Tendo em conta que foi o PECIV que provocou eleições, não deixa de ser irónico ver o Ministro das Finanças a defendê-lo como nem Sócrates, nem Teixeira dos Santos ousavam fazer. Pode dar-se o caso de, com benefício para a sanidade mental do próprio, Vítor Gaspar não ter acompanhado a política portuguesa no último par de anos, mas, de facto, expôs o colossal embuste em que assentou a vitória eleitoral de Passos Coelho.

Há, contudo, momentos em que somos levados a crer que o primeiro-ministro e a sua entourage mais próxima acreditavam no que anunciavam. O “murro no estômago” que se seguiu ao corte no rating ou a total incapacidade do Governo em posicionar-se sobre os desenvolvimentos políticos na Europa sugerem que há quem continue a crer que estávamos perante uma crise nacional e que a remoção de Sócrates e uma vontade indómita de atacar o propalado despesismo chegariam para sairmos do buraco em que nos encontramos.

Convenhamos que, entre estarmos face a um grupo de crédulos ou a alguém que renunciou à realidade para vencer eleições, é preferível que a segunda hipótese seja a verdadeira.
publicado no Expresso de 27 de Agosto

posted by pedro adão e silva

AS AFIRMAÇÕES DE PASSOS COELHO ANTES DE SER GOVERNO

Passos a passos
por FERNANDA CÂNCIO


"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"

Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011 (Esta nota final foi rectificada às 19.30 de sexta-feira, 2 de Setembro)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SOUAD MASSI - RAOUI

PORTUGAL EM CEILÃO - SRI LANKA

LUÍS DE CAMÕES no Canto Primeiro da sua imortal Obra OS LUSÍADAS designa o Ceilão como a Taprobana:

Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçadas
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublinharam>>


Ante das naus de Portugal chegarem ilha do Ceilão (também conhecida pela terra da canela), o território já era conhecido na Europa e o naturalista romano, Plínio, depois de meados do século I já se refere à Taprobana na sua obra como sendo uma terra de elefantes. Ceilão na língua sinhalesa significa leão e, assim a “Ilha dos Leões”

No início do século I as rotas marítmas para a Índia e o Ceilão eram efectuadas pelo Mar Vermelho, aproveitando as monções. Cada viagem, de Julho a Setembro, demorava três meses e o regresso, de meados de Novembro a Fevereiro, igual tempo de percurso.

As especiarias e outros produtos da ilha chegavam aos mercados costeiros mediterrânicos, aos portos de Veneza, Piza e Génova pelas rotas de Ormuz, Tigre e Eufrates.

A descoberta da rota marítima por Vasco da Gama, em 1498, leva a que os portugueses venham a ser os senhores do comércio marítimo da Ásia.

Não são, de todo, faceis os contactos com as populações, dado que os árabes e os sultões otomanos eram os senhores da navegabilidade dessas águas e da permuta mercantil entre a Ásia e a Europa. As caravelas lusas navegam desde Goa, Ormuz, Malaca e não tardam a chegar aos portos do mar do Sul da China e do Japão.

Vasco da Gama, em Maio de 1498, aporta em Calecute, com quatro velas sob o seu comando.Em 1503 Afonso de Albuquerque conquista, definitivamente, Cochim (conhecido como a ilha da pimenta). Portugal fica com isto o senhor do comércio das especiarias e da navegabilidade nas costas de Malabar, do Coramandel, da baía de Bengala e, mais para o sul, do mar de Andaman, do estreito de Malaca e do Golfo do Sião (Golfo da Tailândia) e daqui aberta a porta para o extremo Oriente.

No ano de 1506, oito anos depois de Gama ter chegado a Calecute, os portugueses desembarcam em Ceilão, na ilha de Sinhala Dripa.

A ilha está dividida em vários condados tendo como chefe máximo um Grande Rei ou Imperador. Como religiões tem a budista e, com menor significado, a muçulmana e a hindu. É um país  muito fértil em produtos gerados pela terra, onde se destaca, em primeiro lugar a canela, a folha do betel e plantas corantes. É também rica em marfim, pérolas e safiras.

O palácio do Grande Rei está edificado na cidade de Kotte, que os portugueses tentaram desde logo dominar e, embora, com algumas dificuldades o propósito foi conseguido.

Após uma dúzia de anos (1518) dos portugueses chegarem a Ceilão já tinham construído uma fortaleza para defender o Rei de Kotte. Passado três anos (1521) dominam, totalmente, o comércio de Ceilão. A influência lusa expande-se, pela ilha e dentro dos muros do palácio imperial. Os sobrinhos do Grande Rei, princípes Raygam, Mayadunne e Bhuvanaikabahu conspiraram contra o tio, para, assim, concretizarem as sua ambições de Poder e assassinam-no. O propósito dos conspiradores era o de dividirem o Reino em três parcelas. Dada a sua influência e poderio, os portugueses são chamados a arbitrarem a contenda.

O portugueses colocam-se ao lado do princípe Bhuvanaikabhu que entronizaram como Rei de Kotte. Como seu colaborador fica o irmão Raygam, que faleceu pouco depois. Ao princípe Mayadunne foi-lhe oferecido o condado de Sitavaka. Mayadunne aliou-se aos muçulmanos de Calecute, que, alarmados com a influência dos portugueses na corte do Rei de Kotte viram nesta aliança a oportunidade para atacar e destronar Bhuvanaikabhu.

Foi pedido auxilio naval a Goa, ao Vice-Rei D.Garcia de Noronha, partindo dali uma armada comandada por Miguel Ferreira para reforço da defesa da ilha.

As disputas entre os portugueses e muçulmanos eram constantes. Em 1538 Martim Afonso de Souza desbarata a frota muçulmana e entra triunfalmente em Kotte. No ano seguinte, os muçulmanos voltam a tentar derrotar os portugueses e chamar a eles o comércio da ilha. São definitivamente derrotados por Miguel Ferreira, à porta de Kotte.

Miguel Ferreira um português de convicções, depois de vencer os muçulmanos avança, com os seus aliados sinhaleses e suas tropas para Sitavaka e exige um tratado de paz com Mayudunne. Uma das condições impostas era que lhe entregasse as cabeças dos líderes muçulmanos.

Miguel Ferreira em 26 de Novembro de 1539 está de regresso a Goa e elabora um extenso relatório ao Rei D. João III a dar-lhe conta da vitória sobre os muçulmanos em Ceilão.

Numa das passagens do relatório Miguel Ferreira informa o rei de Portugal, do seguinte: que enviara como seu emissário Manuel Queiróz para negociar a paz com Mayadunne e uma das suas exigências era que lhe entregasse as cabeças dos líderes muçulmanos.

Passagens do relatório dirigido ao Rei João III de Portugal

<<...e no derradeiro os mandou matar e me mandou as cabeças delles e mandou-me a cabeça de Patemerqua e a de Cunhalemerqua e seu sobrinho e a de hu seu cunhado e d’outros muytos capitães e alargou a el-Rey todas as terras que tinha e todos os portos do mar que tinha e pagou a el-Rey todos os gastos, que tinha feitos na guerra. E asy se veo el-Rey pera Cota muito ledo e muito comtente louvando muito a Vossa Alteza, que lhe mamdara emtregar seu Reino tudo ha elle perdido.>>

O prestígio de Portugal no Oriente aumenta e em 1542 uma delegação diplomática do Ceilão. chefiada pelo Embaixador Sri Radaraksa, parte com destino a Lisboa, fazendo escala em Goa, para se avistar com o Rei D. João III.

Seguem presentes para o monarca português e duas estatuetas, uma com a figura e a altura do Princípe Dharmapala, e uma coroa de ouro maciço para que D.João III lha colocasse na cabeça como forma de o entronizar como Rei de Kotte e herdeiro de Bhuvanaikabhu que sempre estivera ao lado dos portugueses.

A cerimónia, segunda foi narrada pelo Padre F. Queiroz (1687) : “que o Embaixador do Ceilão foi recebido por D.João III, que coroou o Príncipe na presença de grandes personagens do reino, aos quais foi lida uma mensagem.”

Em princípios do ano de 1541, D. Martim Afonso de Sousa, quando assumiu o alto cargo de Governador da Índia, cerimónia que teve lugar em Lisboa, teria garantido a S. Francisco Xavier que a ilha de Ceilão estava pronta para aceitar a religião Cristã e a conversão da população. A informação transmitida ao Apóstolo das Índias já tinha sido dada oficialmente, a partir de Goa, ao rei de Portugal por D.Estevão da Gama, segundo filho de Vasco da Gama. Francisco Xavier chega a Goa em 1542 para a missão, ao serviço do Rei de Portugal, de cristianizar o Oriente. Porém a realidade será outra.
De facto o cristianismo penetrou na ilha do Ceilão mas nunca ganhou raizes e passados 460 anos apenas 8% da população é cristã, 69% budista, 15% indu e 8% muçulmana.

O Rei de Portugal firmou vários tratados com o Rei de Ceilão. Através deles Portugal estabelece a mais absoluta suserania sobre o Ceilão e o seu Rei. 


Almeirim, 12 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do direito de sucessão do Príncipe Dharmapala;

Almeirim, 13 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do comércio dos portugueses em Ceilão;

Almeirim, 13 de Março de 1543

Alvará de D.João III para o Rei Bhuvaneka Bahu a respeito da construção naval dos portugueses em Ceilão;

Almeirim 13 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito das terras dos portugueses em Ceilão;

Almeirim, 13 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvakeca Bahu a respeito do controle ou vigilância dos barcos;

Almeirim, 14 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do comércio de compra e venda dos portugueses;

Almeirim, 14 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito dos direitos alfandegários;

Almeirim, 14 de Março de 1543

Alvará de D. João III para Bhuvaneka Bahu a respeito dos direitos a pagar pelos Neo-convertidos;

Almeirim, 16 de Março de 1543

Alvará de D. João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do lugar de interprete em Ceilão;

Almeirim, 16 de Março de 1543

Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu sobre o lugar de camareiro-mor do Rei de Kotte

São, assim, assinados 13 Alvarás que continuam a garantir ao Rei de Portugal a concessão do comércio geral com o Reino do Ceilão.

O relacionamento entre os dois reinos é salutar. Prova-o os presentes valiosos oferecidos ao Rei João III e aos vice-Reis da Índia. O Rei Bhuvaneka conhecendo o poderio naval dos portugueses, com bases em Goa e em Malaca, percebe que só Portugal lhe pode garantir (mesmo com os monopólios concedidos) o trono e a coroa.


Em 1982 visitei a ilha por 15 dias. Não fazia a mínima ideia de que os portugueses tinham passado por ali e permanecido pelo curto espaço de cerca de um século. Antes do avião aterrar no aeroporto de Colombo deparamos, do alto, com uma beleza que nos maravilha.

A poucos quilómetros do aeroporto e quase a entrar na cidade de Colombo deparo com tabuletas a anunciar lojas comerciais escritas com nomes portugueses. Ali estão os Sousas, os Gamas, os Xavieres, os Coutinhos e outros nomes e apelidos lusos.

Entretanto não ficaram só os nomes, mas também a memória da passagem dos portugueses por Ceilão. Ela constitui um facto e maior foi a nossa convicção depois de viajarmos de comboio de Colombo a Baticola (há aqui um forte português com canhões da fundição do Manuel Bocarro de Macau), Jafna e Kenkansantorai. Foi visível a satisfação das pessoas com quem falámos quando lhe dissemos que eramos de Portugal.

A norte, na província de Jafna, numa pequena povoação costeira de nome Kenkansantorai, hospedei-me numa humilde pousada do Governo de Sri Lanka. O gerente dessa pousada, da etnia sinhalesa, Joaquim de Sousa, quando soube que eu era português foi buscar-me um livro da terceira classe, do ensino elementar e um gravador e pediu-me que lhe gravasse toda o conteúdo para que o aprendesse. O que naturalmente o fiz da primeira à última página.

No reinado de D.Manuel I é cunhada moeda em Goa, Cochim e Malaca; nos de D.João III e D. Sebastião em Goa; na era filipina e no reinado de D.João IV a moeda continua a ser cunhada nas Casas da Moeda de Goa e do Ceilão.


Duzentas e dezanove palavras lusas foram introduzidas na língua sinhalesa. E mais, os pandeiros do Minho, as peneiras de arame, as almofadas de rendilheiras de Vila do Conde, os bilros da Póvoa de Varzim, as espichas de osso para correias de roca de Santa Maria de Portuzelo, as lanternas das Alminhas, as camisas de mulher de Viana do Castelo ainda hoje estão em uso Sri Lanka.

Sobre a história de Portugal no Ceilão há muito mais para descrever durante os 165 anos de permanência lusitana na ilha.


P.S. Foi-me muito últil a informação recolhida da obra “Portugal na História e na Arte de Ceilão “Tombos of Ceylon (Arquivo Histórico Ultramarino) – Ceilão e Portugal-Relações Culturais de B. Xavier Coutinho - Lisboa 1972

P.S. O texto tem alguns erros ortográficos e de pontuação.

Posted by Jose Martins at 8:10 PM

WE WILL SURVIVE: IGUDESMAN & JOO + KREMER & KREMERATA

DIVIRTA-SE COM O TRUQUE DE CARTAS

Como é possível?
Divirtam-se um bom bocado. Parece espantoso o que acontece!


http://sorisomail.com/email/178076/smocking-magic--e-tudo-comecou-com-um-truque-de-cartas.html

O MURO DAS LAMENTAÇÕES

NO FUNDO, LÁ MESMO NO FUNDO, O LOCAL DAS LAMENTAÇÕES ASSENTA NA DIFERENÇA DE CULTURAS.
Muros das lamentações:
(Wall) in Jerusalem.


 

... in Portugal .




O CONFLITO NA LÍBIA

Enemigos de la OTAN en Irak y en Afganistán, aliados en Libia


Reciclando a los hombres de Ben Laden



por Webster G. Tarpley

Basándose en el análisis que hizo la academia militar de West Point de los archivos confiscados al Emirato Islámico de Irak, el historiador y periodista estadounidense Webster G. Tarpley demuestra que los miembros del Consejo Nacional de Transición libio provienen en su mayoría de Al-Qaeda. En un amplio movimiento de reorganización de sus acciones secretas, Estados Unidos está dirigiendo en Libia –y en Siria– a los yihadistas contra los cuales luchó en Irak y en Afganistán. El grito cínico de Washington es probablemente en este momento: «¡Ha muerto Ben Laden! ¡Vivan los benladistas!».

Red Voltaire | 29 de mayo de 2011
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«Serpientes, sed, calor y arena. Únicamente Libia puede ofrecer esa multitud de desgracias, capaz de poner en fuga a cualquier hombre.»
Lucano, Farsalia

La actual operación militar contra Libia se basa en la resolución 1973 del Consejo de Seguridad de la ONU [1] y su objetivo es proteger a los civiles. Las declaraciones del presidente Obama, del primer ministro David Cameron, del presidente Sarkozy [2] y de otros dirigentes han subrayado el carácter humanitario de esta intervención, cuyo objetivo oficial es impedir que las fuerzas favorables a la democracia y los partidarios de los derechos humanos sean masacrados por el régimen de Kadhafi.

Al mismo tiempo, numerosos comentaristas han expresado sin embargo cierta ansiedad ante el misterio que rodea el gobierno antikadhafista de transición surgido a principios de marzo en la ciudad de Benghazi, situada en el distrito cirenaico, en el noreste de Libia. Francia y Portugal ya reconocieron ese gobierno como único representante legítimo del pueblo libio. El Consejo de los sublevados cuenta al parecer un poco más de 30 delegados cuya identidad se mantiene, en la mayoría de los casos, bajo un manto de misterio.

Los nombres de más de una docena de miembros de ese Consejo se mantienen incluso en secreto, supuestamente para proteger a esas personas de la [posible] venganza de Kadhafi. Pero el secreto que rodea la identidad de esas personas pudiera deberse a otras razones. A pesar de numerosas incógnitas, la ONU y buena parte de las principales naciones miembros de la OTAN, como Estados Unidos, se apresuraron a ayudar a las fuerzas rebeldes a través de incursiones aéreas, lo que ha resultado en la pérdida de uno o dos aviones de la coalición, con la perspectiva de pérdidas aún más importantes en caso de invasión [terrestre].

Es hora ya de que estadounidenses y europeos sepan un poco más sobre los rebeldes que supuestamente representan una alternativa democrática y humanitaria al régimen de Kadhafi.

Resulta evidente que los rebeldes no son civiles, sino que constituyen una fuerza armada. Pero ¿qué tipo de fuerza armada?

Dado lo difícil que resulta estudiar a los jefes rebeldes desde el exterior, y ya que resulta imposible determinar el perfil sociológico de los rebeldes en pleno transcurso de esta guerra, es posible que el método típicamente utilizado para la historia de las sociedades pueda ser de alguna utilidad. ¿Existe alguna manera de conocer exactamente el clima de opinión que prevalece en las ciudades del noreste de Libia, como Benghazi, Tobruk o Derna, que constituyen los núcleos de la revuelta?

Un estudio «West Point» de diciembre de 2007 analizó el perfil de los combatientes extranjeros de la guerrilla y comprobó que yihadistas o muyahidines, de los que algunos eran posibles kamikazes, cruzaron la frontera siria hacia Irak durante el periodo 2006-2007, movimiento que se desarrolló bajo la supervisión de la organización terrorista internacional conocida como Al-Qaeda.

Dicho estudio se basa en cerca de 600 fichas de ese «personal» confiscadas en el otoño de 2007 por las fuerzas estadounidenses y posteriormente analizadas en West Point siguiendo una metodología que tendremos la posibilidad de examinar después de haber presentado sus principales conclusiones. Los resultados de ese estudio [Documento disponible para su descarga al final de esta misma página] permitieron descubrir ciertos rasgos predominantes en la mentalidad y estructura de las creencias de las poblaciones del noreste de Libia, y permitieron determinar algunos aspectos importantes sobre la naturaleza política de la revuelta contra Kadhafi en esa región.

Derna, noreste de Libia: Capital mundial de los yihadistas

El mayor descubrimiento del estudio de West Point es que el corredor que va de Benghazi a Tobruk, pasando por la ciudad de Derna, constituye una de las mayores concentraciones de terroristas yihadistas del mundo y puede ser considerado como la primera fuente de candidatos a kamikazes de todos los países. Con una proporción de 1 combatiente terrorista enviado a Irak a «matar estadounidenses»por 1,000 o 1,500 habitantes, Derna parece ser el paraíso de los kamikazes, muy por delante de Riad, en Arabia Saudita.

Según los autores del informe de West Point, Joseph Felter y Brian Fishman, Arabia Saudita ocupa el primer lugar en cantidad absoluta de yihadistas enviados a Irak a luchar contra Estados Unidos y contra los miembros de la coalición durante el periodo en cuestión. Libia, cuya población es menos de la cuarta parte de la de Arabia Saudita, ocupa el segundo lugar. Arabia Saudita envió el 41% de los combatientes. Según Felter y Fishman, «Libia era el siguiente [país] en la lista de países de origen, con un 18,8% (112) de combatientes provenientes de ese país, de los que precisaron su nacionalidad.» Otros países muchos más poblados quedaban muy por debajo: «Siria, Yemen y Argelia eran los siguientes con 8,2% (49), 8,2% (48) y 7,2% (43) respectivamente. Los marroquíes representaban el 6,1% (36) de los efectivos y los jordanos el 1,9% (11).»

Eso significa que al menos 1/5 de los combatientes extranjeros que ingresaban a Irak a través de la frontera siria venían de Libia, un país de apenas 6 millones de habitantes. La proporción de individuos deseosos de combatir en Irak era mucho más importante entre los libios que en cualquier otro de los países que apoyaban a los muyahidines. Felter y Fishman han subrayado que «casi el 19% de los combatientes de los expedientes de Sinjar venían sólo de Libia. Además, proporcionalmente Libia contribuyó mucho más que cualquier otra nación, según los expedientes de Sinjar, incluso en relación con Arabia Saudita.»
Cantidad de combatientes por millón de habitantes. Fuente: Joseph Felter y Brian Fishman
Como los expedientes sobre el personal de Al-Qaeda especifican el lugar de residencia de los combatientes extranjeros, tenemos la prueba de que el deseo de ir a Irak a «matar estadounidenses» no era el mismo en toda Libia sino que se concentra precisamente en las zonas que rodean Benghazi y que conforman hoy en día el epicentro de la sublevación contra el coronel Kadhafi, revuelta que Estados Unidos, Gran Bretaña y Francia respaldan con tanto entusiasmo.

Como señala [el periodista] Daya Gamage en un reciente artículo de Asia Tribune sobre el estudio de West Point, «…elemento inquietante para los estrategas políticos occidentales, la mayoría de los combatientes venían del este de Libia, precisamente del núcleo de la actual insurrección contra el coronel Kadafhi. Según el informe de West Point, la ciudad de Derna situada en el este de Libia envió a Irak más combatientes que cualquier otra ciudad [de Libia]. [El informe] sitúa en 52 el número de combatientes que llegaron a Irak provenientes de Derna, una ciudad de sólo 80 000 habitantes (la segunda fue la ciudad de Riad, en Arabia Saudita, ciudad que cuenta más de 4 millones de habitantes). Benghazi, la capital del gobierno provisional libio seleccionada por los rebeldes antikadhafistas, envió 21 [combatientes], cifra igualmente desproporcionada en relación con su población» [3].
La misteriosa Derna sobrepasó la metrópolis de Riad con 52 hombres contra 51. En cambio, Trípoli, el bastión de Kadhafi, ni siquiera aparece en las estadísticas.
Ciudad de origen de los combatientes libios Fuente: Joseph Felter y Brian Fishman
¿Cómo se explica la extraordinaria concentración de combatientes antiestadounidenses en Benghazi y en Derna?
La respuesta parece vinculada a las escuelas «extremistas» en materia de teología y de política que florecen en esa región. Como señala el informe de West Point: «Derna y Benghazi están asociadas desde hace mucho al militantismo islámico en Libia.»
Esas zonas están en conflicto ideológico y tribal con el poder central del coronel Kadhafi, además de que oponen a él en el plano político. Saber si ese conflicto ideológico amerita que mueran soldados estadounidenses o europeos es una pregunta que exige urgente respuesta.

Felter y Fishman subrayan que «una amplia mayoría de los combatientes libios entre los que precisaron su ciudad de origen en las fichas de Sinjar vive en el noreste del país, específicamente en la ciudad costera de Derna con un 62,5% (52) y la de Benghazi con un 23,9% (21). Ambas [ciudades] están vinculadas desde hace mucho al militantismo islámico en Libia, especialmente a través de un levantamiento [orquestado] por organizaciones islamistas a mediados de los años 1990. El gobierno libio acusó a “infiltrados” provenientes de Sudán y Egipto de fomentar aquella revuelta, al igual que un grupo –el Libyan Islamic Fighting Group (jama-ah al-libiyah al-muqatilah)– conocido por contar en sus filas a veteranos afganos. Las insurrecciones libias fueron extremadamente violentas» [4].



(NOTA: DEVIDO À EXTENSÃO DO ARTIGO CONTINUAREMOS A PUBLICÁ-LO NOS PRÓXIMOS DIAS)