sexta-feira, 18 de outubro de 2013

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O ROMANCE
 
TAMBWE-A UNHA DO LEÃO
 
DE
ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO

ANA MOURA "DESPIU A SAUDADE"


ADRIANO MOREIRA - ESTAMOS ESMAGADOS



ESTAMOS ESMAGADOS – Entrevista a Adriano Moreira

"A culpa morre solteira" - expressão sua.

Usei-a no Parlamento. É uma prática muito verificável em Portugal, designadamente na crise que estamos a atravessar. Você ainda não viu que alguém assumisse a responsabilidade pelas circunstâncias a que chegámos.

Esse é um traço constante, observável em diferentes momentos históricos da vida portuguesa. De onde é que acha que vem esta característica?

Em Portugal tudo fia no ar, e raramente há consequências e um sentimento de justiça que o acompanha.1
Acho que devia ter nascido mais cedo e ter feito essa pergunta ao Agostinho da Silva. [riso] Era capaz de lhe dar uma resposta satisfatória. Há, em todo o caso, uma circunstância de que Portugal é vítima neste momento.
Normalmente, quando examinamos  a vida de um país, há três forças que é necessário avaliar. Uma é a sociedade civil, que neste momento faz
manifestações completamente apartidárias, o que é preciso ver com cuidado.
São expressões que dizem respeito a sentimentos que unem a população, por razões de queixa fundamentais.

Está a pensar na manifestação de 15 de Setembro de 2013?

Exactamente. Depois há outra força: o Governo. E finalmente a terceira força: a conjuntura internacional que influencia qualquer país, e cada vez mais face ao globalismo. Uma ordem internacional implica que pelo menos estes três factores tenham uma harmonia de funcionamento.
Essa harmonia não existe. Com frequência, aconteceu em Portugal a desarmonia entre o Governo e a população, a desarmonia do país com a conjuntura
internacional. Portugal sofreu nos últimos tempos uma evolução extremamente alarmante. Na História portuguesa, o país precisou sempre de um apoio externo.

Sempre?

O Afonso Henriques pediu apoio à Santa Sé. A Segunda Dinastia pediu a aliança inglesa e pagou caríssimo por ela. No fim do império euro-mundista o único apoio que restou foi a União Europeia. Esta evolução mostra que o país
(na ligação com o mundo) é muitas vezes exógeno. Quer dizer: sofre as consequências de causas em que não participou. Um exemplo: a Guerra de 14/18. Portugal participou nas causas? Não. As consequências, quer em Moçambique, quer em Angola, quer na Flandres [foram enormes].
Começou a ser evidente que o país tinha evoluído para um "estado exíguo".
(Escrevi um livro com esse título há anos, dizendo que a relação entre os recursos do país e os objectivos do país é
deficitária.) Várias pessoas com responsabilidade na vida pública avisaram que este declínio estava em marcha. Quando essa equação
(recursos-objectivos) chegou à situação de desastre em que nos encontramos, o país ficou em regime de protectorado.

Um regime sobretudo imposto pela situação financeira?

Sim. Os países têm uma espécie de hierarquia internacional - é por isso que o Conselho de Segurança tem as superpotências. Para terem essa hegemonia precisam de ter um poder que abrange o poder militar, estratégico e
financeiro. Quando esses poderes começam a afastar-se, a hierarquia começa a diminuir. Os Estados Unidos estão a ser atingidos por isso. Portugal
(últimas notícias sobre as restrições nas forças
armadas) mostra que nessa relação (poder militar-poder financeiro) a nossa
debilidade é extrema. É isso que justifica a situação de protectorado em que o país se encontra. As outras debilidades evidentemente atingem o país de um modo mais previsível.

Soluções?

Remédios? Em primeiro lugar é preciso restaurar um valor importante: o da confiança. A confiança entre a sociedade civil, Estado e conjuntura
internacional está profundamente atingido. Parece-me que tem havido uma
certa dificuldade, da parte do Governo, em compreender que há uma diferença entre a legitimidade eleitoral, que justifica a tomada de poder, e a
legitimidade do exercício [de poder], que começa a ser avaliada no dia
seguinte [à tomada de posse]. Esta legitimidade para a execução não é uma coisa para entretenimento das estatísticas de popularidade .

Está a dizer que tem de haver uma correspondência com aquilo que foi o programa eleitoral.

E com a autoridade que foi conferida. Não é só em Portugal que esse valor está em crise. O novo-riquismo que orientou a gestão europeia, e que levou a
Europa a esta situação, já se traduziu no seguinte: a fronteira da pobreza, que ainda no século passado os relatórios da ONU situavam a sul do Sahara, ultrapassou o norte do Mediterrâneo.
Portugal está na área de pobreza. Como está a Espanha, a Grécia, a Itália; a França já começa a dar sinais disso.

Os países mediterrânicos são os que mais têm sentido esse espectro de pobreza, são os que estão mais vulneráveis à crise, Porquê?

A hierarquia de capacidades, não apenas financeiras, mas científicas, técnicas, a eficácia de governo e de iniciativa económica - tudo isso faz
que sejam ressuscitadas fracturas europeias. Não é de hoje a opinião que a
senhora Merkel tem sobre o sul. Se bem me recordo, há um texto do Guizot [primeiro-ministro francês em 1847] que quase emprega as mesmas palavras para o dizer. O que considero errado é considerar que esta crise é uma crise
puramente europeia. Se a comunidade europeia deixar aprofundar as quebras de solidariedade que já se verificam, a Europa arrisca-se a não ter voz no mundo. A crise é ocidental. E o ocidente todo que está num período de decadência.

Isso deve-se, sobretudo, à emergência da China, dos BRlC?

Há uns que perdem capacidades e outros que a adquirem. Não necessariamente com culpas. A Alemanha, que foi responsável pelas duas guerras mundiais que destruíram muitas das capacidades europeias, teve, entre outras coisas, a benesse de estar dispensada de despesas militares durante anos. E todos
colaboraram, incluindo os povos do sul, na defesa do Muro para impedir que a
República Federal fosse atingida pela [força política] a que o Leste estava submetido. Nos cemitérios da Normandia, as sepulturas são de soldados americanos. Não são de soldados alemães. Portanto, estas solidariedades, a Alemanha teve-as.

Como teve quando se tratou da reunificação das duas Alemanhas, após a queda do Muro.

Exactamente. Mas se a nossa crise é uma crise global, quem é que já convocou o Conselho Económico e Social das Nações Unidas? Ninguém.

Quem é que deveria tê-lo feito?
Qualquer membro interessado .

Na Europa existe uma subjugação à Alemanha? A orientação da chanceler
Merkel
é grandemente responsável pelo destino actual da Europa?

Ela - [Alemanha] -, a responsabilidade, é evidente que a tem. O que é discutível é que a percepção que tem da evolução da Europa coincida com o projecto dos fundadores. Atribuo aos fundadores da União Europeia uma
espécie de [estatuto de] santidade. Esses homens enfrentaram a guerra, a destruição dos seus países, transformaram o sofrimento em sabedoria, e disseram: "Vamos criar condições para isto nunca mais acontecer".
Schuman e Adenauer, sobretudo esses tiveram esse espírito. Não podemos esquecer Jean Monet. Nas memórias, escreve que, se fosse hoje (quando estava a escrever), teria começado, não pelo comércio, mas pela cultura. Porque a crise de valores era extraordinária. Essa crise é que afecta as
solidariedades, e faz que, mesmo num ponto de vista internacional, a
governação ande entregue a órgãos que nenhum tratado criou - caso do G-20 - ou a órgãos que parecem transformar as Nações Unidas num templo de orações a um deus desconhecido.

A ONU está destituída de poderes e de importância?

Acho que a ONU está numa crise enorme. Precisa de uma remodelação. A começar pelo Conselho de Segurança que já não corresponde, de maneira nenhuma, às
condições em que vivemos. As potências, qualificadas de superpotências, com direito de veto, também têm a sua crise - incluindo os Estados Unidos. Mas
para a Europa é importante saber porque é que a França e a Inglaterra têm
direito de veto.
Que poder é que [estes países] têm em relação ao mundo? Uma das reformas que seria útil fazer seria pôr no Conselho de Segurança países que, pela sua dimensão, são efectivamente necessários lá, e regionalismos.
Era a Europa que devia estar no Conselho de Segurança e não a França e a Inglaterra.
Há cerca de um ano assinalaram-se os 5O anos do Tratado Franco-Alemão.
É extraordinário pensar como este "longínquo" projecto europeu se esgotou.
Na sua génese, estava uma ideia de solidariedade e de desenvolvimento harmonioso que promovesse o equilíbrio entre as diferentes partes da Europa.

Acha inevitável que se faça uma refundação de toda a Europa? Esse projecto assinado há 50 anos pode ainda ser afinado e recuperado?

Na base de qualquer projecto destes tem de estar um princípio. O princípio da unidade europeia é muito antigo. Continuo a ter admiração pelo conde Coudenhove-Kalergi, que parecia ter nascido para o internacionalismo. Todos os grandes líderes europeus depois da Guerra estiveram nos congressos que
promoveu. (Ainda hoje existe uma fundação Coudenhove-Kalergi a que pertenço; já lá não vou). Esse homem falava na federação europeia. E claro que a palavra "federação" tem muitos sentidos, e isso não significava que ele tivesse o modelo final.
Significava que tinha de se caminhar, como sempre entenderam os projectistas da paz (é preciso sempre falar do Kant). Tinha que haver uma gestão
solidária, comum, da Europa, que está mais ligada por valores do que por
etnias, pela língua, pela cultura, que são variadas mas que têm um tronco comum. Não temos dúvidas quando dizemos que somos europeus.

Essa pertença é ainda herdeira dos valores da Revolução Francesa? É a famosa trilogia liberdade, igualdade, fraternidade que nos guia e que define o tronco comum?

Não é só isso. Esses valores são um produto da evolução do espírito europeu.
"Todas as pessoas nascem com igual direito à felicidade", mas os índios não, os escravos não, os trabalhadores não, as mulheres não... Foi preciso uma grande luta [para efectivar estas conquistas].
Mas sempre a partir do tal paradigma. Esse conjunto de valores é que dá identidade à Europa.
A Europa que teve a ambição de europeizar o mundo... - daí o império euro-mundista que morreu o ano passado.
Essa circunstância tem uma consequência importante: a redefinição (a ideia de refundação é muito ambiciosa) desses valores. O principal deles é a
soberania. E o direito a certas prestações que o Estado deve fornecer ("le
droit aux prestations", como dizem os franceses) - o Estado Social. Há uma coisa curiosa na vida [das nações] (na vida das pessoas também): mantêm a convicção do poder quando já não o têm.

Ou seja, funcionando Portugal num regime de protectorado, não temos o mesmo poder nem a mesma soberania.

Não, não temos. Nem temos o que está previsto no Tratado Europeu.
Fomos vítimas do facto de sermos um estado exógeno. Também fomos vítimas de mau governo, [dito em tom irónico] Sem culpas, sem culpas... Mas queria dizer-lhe alguma coisa de esperança.

E voltamos à palavra antiga que usou: remédios. Há remédios?

[riso] Acho que há. Em primeiro lugar, olhar para o país na situação actual e ver quais são os factores da redefinição da soberania de que precisamos.
Não é só a segurança que diz respeito às forças armadas e à segurança interna. Há um elemento da soberania que é fundamental: o ensino e a investigação. Uma das razões da mudança de centros (entre os países
emergentes e os que estão a descer) é que talvez tenha sido esquecido que não há fronteiras para a circulação do saber e do saber fazer. Hoje, a
Alemanha parece que tem um bom mercado para os seus excelentes automóveis na China. Não me admira que daqui a algum tempo seja a Alemanha a comprar os automóveis à China. Um país que quer manter-se na competição global precisa de um ensino e de uma investigação que lhe permitam utilizar o saber e o saber fazer.

Em Portugal, era preciso que se continuasse a investir na investigação científica, na qual nos temos destacado nos últimos anos?

Sim. A minha vida tem sido quase toda na universidade. O que ouvi recentemente foi um conselho, [um apelo à] emigração. Há cursos de tal
qualidade (sobretudo na área da Economia e da Gestão) que se orgulham que os
seus diplomados, mestres e doutores emigrem e sejam muito bem recebidos lá fora. Eu não me sinto feliz que vão trabalhar por conta de outrem, para
outro país. Queria era que tivéssemos condições para que aqui ficassem, e fizessem do país um país capaz de competir.
Esta vaga de emigração que agora temos. É de alta qualidade.
Nada tem que ver com a vaga dos anos 50 e 60, essencialmente constituída por força braçal e iletrada.
É uma força altamente qualificada. Se os melhores se vão embora... As contribuições de jovens cientistas, em especial da Universidade do Minho e da Universidade de Aveiro, sim, ajudam o país a recuperar uma posição no mundo concorrencial em que estamos.

E ajudam a recuperar confiança. Alento. 

Sim. Por isso sempre sustentei que ensino e investigação é um problema de soberania. As propinas são taxas do Direito Financeiro. Não são o preço do serviço que o professor presta ao aluno. Diz respeito ao interesse do país que isso se faça. Temos outras janelas de liberdade para o país. A meu ver, há duas principais. Uma é a CPLP.

A língua portuguesa como património, como motor, como tesouro?

Não é só a língua E a maneira portuguesa de estar no mundo. É mais do que a língua. Da língua, o que digo é que a língua não é nossa - ela também é
nossa. Mas os valores que a língua transporta, porque a língua não é neutra, esses valores não são iguais em todos os países onde se fala português. A maneira portuguesa de estar no mundo, o Brasil soma valores indígenas, africanos, alemães, japoneses, italianos...
A CPLP é um caso único. A França que teve uma importância tão grande no norte de África, e naquele bocadinho do Canadá, não tem uma CPLP. 
A Espanha
também não. E [a constituição da CPLP ainda é mais significativa] depois de uma guerra de tantos anos [com os países que a constituem]... O que significa que o conflito era com a forma de governo, não era com o povo português.

Angola, Brasil e Moçambique estão a crescer, mas todos têm grandes assimetrias entre ricos e pobres.

É. Acho que a CPLP precisa de grande atenção. A universidade deu por isso: há uma associação das universidades de língua portuguesa. A última vez que reuniu foi em Bragança, 400 pessoas.
Outro problema: o mar. A terra que não se pisa e a água que não se navega não são nossas. Lembro-me sempre da reunião de D. João I com os filhos.

Como foi essa reunião?

Tanto quanto a minha memória me diz, das leituras de há tantos anos, juntaram-se para discutir o que é que haviam de fazer para se expandir.
Havia quem entendesse que a expansão devia ser para a Andaluzia. Os rapazes [os infantes] disseram: "Não. Tivemos uma guerra com Castela que durou anos, agora estamos em paz. Castela considera que a sua zona de expansão natural é a Andaluzia. Se formos para aí, vamos ter guerra outra vez". Então para onde? "Para o mar."
Discutiram. Os recursos, o saber, as armas, os navios, tudo. Definiram um conceito estratégico nacional.
Portugal tem uma posição estratégica privilegiada, mas não um Conceito estratégico nacional. Mesmo agora está a ser discutido um documento sobre defesa e segurança Fui ouvido. A minha primeira pergunta foi: defesa e segurança de quê? Falta o conceito estratégico.
Ser uma plataforma continental é outra janela de liberdade. Se nos for reconhecida pelas Nações Unidas, será a maior plataforma continental do
mundo. O reconhecimento estava previsto acontecer em 2013. Agora já se fala em 2015. Não gosto disto. Esta plataforma é uma riqueza incomensurável. Vi uma notícia sobre a intenção da União Europeia de redefinir o mar europeu.
Lembrei-me de 1890. Nós também tínhamos a ideia de Angola à Contra-Costa e depois veio o Ultimato [Inglês]. Se definem o mar europeu antes de definir que a plataforma é nossa, provavelmente todos os países da União Europeia vão considerar-se co-proprietários. Devíamos apressar isto.

E meios, e força, e dinheiro para apressar isto?

O financiamento é um problema, naturalmente. Aí precisa de uma esplêndida diplomacia. A nossa é boa. E equivalente à do Vaticano!, com a diferença de
a do Vaticano ser ajudada pelo Espírito Santo, [riso]

Está a pensar especificamente no actual ministro dos Negócios Estrangeiros?

Também no nosso ministro, mas a nossa diplomacia é muitíssimo boa. E muitas vezes trabalha sem instruções. É o amor à Pátria, é o que [é considerado] o interesse nacional, e lá vão. Acho que isto faz parte do futuro de Portugal.

Usou a expressão "janela de liberdade", e não "janela de oportunidade", que é uma expressão que agora se usa muito. Não é a mesma coisa.

Não, não é. As pessoas acham que, porque pertencemos à União Europeia, tudo tem de ser feito de acordo com a UE. Eu digo: "Não, não. Há um espaço de
liberdade. A França: aquela gendarmerie que manda para África, para explicar o que é a democracia, não tem nada a ver com a UE. Tem a sua liberdade".
Temos de ter a nossa. Temos de cumprir com os tratados da União, mas a União não nos impede que tenhamos um espaço de liberdade. A CPLP é a nossa liberdade. Por isso prefiro a palavra "liberdade". Essa liberdade já vem ligada a uma espécie de posse. A oportunidade é outra coisa. E preciso [para essa oportunidade] ainda um outro esforço.

Este Governo que temos vai para dois anos está desapontado? Têm sido crítico nas intervenções públicas que tem feito. Esperava mais?

Devo dizer que desapontado estou com a Europa. Depois estou desapontado com a solidariedade atlântica. (Os efeitos colaterais do abandono dos Açores são enormes do ponto de vista económico para o
arquipélago.) Neste Governo, há uma coisa que me incomoda: o objectivo fundamental é o Orçamento. Uso a expressão "ministro do Orçamento".

Ministro ou primeiro-ministro?

Ministro do Orçamento, e não ministro das Finanças ou primeiro-ministro. O ministro mais importante é o do Orçamento.

Portugal não está refém do Orçamento, ou seja, do cumprimento do memorando da Troika?

O estar preso pelas obrigações financeiras internacionais é evidente que exige que essas obrigações sejam assumidas. É isso que restaura a confiança e que restaura a igualdade internacional do país (e que elimina o
protectorado). Mas se fosse um caso isolado, a nossa debilidade seria maior.
Não é o caso. O caso é que a fronteira da pobreza atingiu a Europa, como disse. A solidariedade do espaço, que é um princípio que está em vigor, implica que a situação real dos países tenha de ser avaliada. Não é com
fórmulas aritméticas que se governam os países. E não é um favor que fazem.
É uma dedução do princípio da solidariedade. Já viu algum médico tratar todos os doentes com o mesmo remédio? Nunca viu. O remédio não é igual para todas as situações. A situação de cada país precisa concretamente de ser
avaliada. Portugal não está na mesma posição que está a Inglaterra ou a
França Os países com que nos comparam não são esses. Portugal quis comparar-se com a Grécia, para dizer que não é a Grécia. Que é o bom aluno, cumpridor.
Mas estão todos em pé de igualdade com a Alemanha e a França no que respeita a direitos e obrigações dentro da UE. Se há o princípio de ajuda mútua na
UE, tão obrigada [a isso] está a Alemanha como estamos nós. Quando chegam as dificuldades queremos ser tratados como os outros.

Voltemos à apreciação a este Governo. Falta-lhe conceito estratégico, dizia.

Falta conceito estratégico. E é evidente que a gestão neoliberal do Governo está a destruir o Estado Social. O Estado Social, uma conquista do ocidente, é uma convergência do socialismo democrático, da doutrina social da Igreja e
até do manifesto comunista de Karl Marx. (As palavras têm uma força
tremenda. Às vezes falo do poder da palavra contra a palavra do poder.) Na
Constituição portuguesa o Estado Social é uma principiologia. Não é uma regra imediatamente imperativa. O que diz é: na medida da possibilidade. E
estranho que se transforme uma principiologia numa rejeição. Não se devem rejeitar princípios, em especial princípios que levaram séculos a ser
desenvolvidos e a ser incorporados na cultura da população. Nesse aspecto, tenho uma certa apreensão e falta de confiança no entendimento da real
situação portuguesa. E não posso considerar que o Orçamento seja o elemento
fundamental. Os que estão já numa situação de pobreza, juntos, têm força suficiente para dar um murro na mesa [e exigir] que os princípios da UE sejam respeitados.

Estamos na iminência de uma revolução em Portugal, justamente porque esses que apontou, juntos, já são capazes de dar um murro na mesa?

Tenho admirado a maneira ordeira e não-partidária com que as reacções se têm verificado. Mas penso que a população portuguesa atingiu o limite da pressão fiscal. Quando vemos os suicídios, as mães que se atiram da janela com os filhos para não os deixar cá, quando as coisas chegam a estes extremos, lembro-me disto: a fome não é um dever constitucional. Sabido isto, a inquietação aumenta dia-a-dia Não preciso de dizer mais palavras.

Isto que estamos a viver tem algum paralelo com alguma coisa que tenha vivido nos seus 90 anos?
Não. É a situação mais deprimente que vivi na minha longa vida. As condições de vida eram diferentes. E mais difícil [agora] perder [determinadas]
condições de vida As condições não eram as desejáveis, mas as pessoas não sofriam tanto. Porque havia a... "vida habitual".
Embora a culpa morra solteira, a sociedade civil não é a que tem mais responsabilidades. Estamos esmagados. Pagamos as dívidas que o novo-riquismo do Estado desenvolveu (não tenho de fazer distinção entre partidos).Temos de pagar as dívidas das câmaras, dos institutos que o Estado multiplicou, e o que sobeja, e que não pode ser o último dos interesses, é  a vida de cada ser humano. A dignidade tem de ser igual. A Europa sabe isto.

É por cegueira que os políticos não aterram nisso que diz?

Vou dar-lhe um texto do Padre António Vieira [que responde]:
"Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra.
Vedes as desatenções do governo, vedes as injustiças, vedes os sonhos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes os respeitos, vedes as potências dos grandes, e as vexações dos
pequenos, vedes as lágrimas dos povos, os clamoroso e gemidos de todos? Ou
os vedes ou não os vedes. Se os vedes, como não os remediais? E se não os
remediais, como os vedes? Estais cegos."

Que é que acha?

O que o Padre António Vieira escreveu em 1669 o que podia ser escrito hoje.
Esta é a nossa sina?
Se isto nos acontecer mais vezes, pode ser que a gente, quando vier para a rua traga o papel e mude.

Porque é que o seu discurso está muito mais esquerdista do que eu imaginaria?

Porque você tem uma imaginação pequena. Vamos lá ver. Nasci numa família muito pobre. Sei muito bem como é que vivem os pobres.
Descrevi isso num livro de memórias que publiquei. Éramos felizes - engraçado. Havia uma solidariedade. O que fiz [politicamente] não obedece a esquerda ou a direita. Obedece à escala de valores que aprendi em criança.
Uso muitas vezes a expressão: os valores são o eixo da roda. A roda corre todas as paisagens. O eixo acompanha a roda, mas não anda. Quando fui
presidente do CDS, disse: "Este partido tem que assumir a obrigação em relação aos pobres". Parece-lhe muito de direita?
     Anabela Mota Ribeiro

AUXILIAR DE MEMÓRIA DO PRESIDENTE CAVACO SILVA

PARA QUEM DIZ QUE NADA TEVE A VER COM O BPN, AÍ ESTÁ.
 
DIZ O POVO QUE MAIS DEPRESSA SE APANHA UM MENTIROSO QUE UM COXO

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ANGOLA, O MEDO DE DIZER

 

Angola e o medo de dizer

Henrique Monteiro
Acho que foi Talleyrand que disse que os regimes passam mas os interesses perenes das nações subsistem. Se isto é verdade, as relações entre Portugal e Angola não se deterioram com um discurso, com um ministro, com um Governo nem mesmo com um Presidente. Angola faz parte do passado e do presente português e Portugal é fundamental para a estratégia de Angola, apesar do estado de espírito que possa ter José Eduardo dos Santos.
O mesmo Talleyrand, que afirmou ser a alta traição "apenas uma questão de data" sabia igualmente que os grandes países podem ter uma política externa baseada nos interesses, mas que os pequenos têm de a fundamentar também nos princípios. Porquê? Porque os países como Portugal não têm interesses suficientes para poder retaliar uma afronta. O que podem é ter moral suficiente para o fazer.
O regime angolano não gostou, seguramente, que alguns dos seus líderes (um deles atual vice-presidente) fosse investigado pelo Ministério Público português. Compreende-se, em Angola as manifestações de independência da magistratura são entendidas de outra forma. Mas acontece também que Portugal, ao invés de exigir respeito por cada editorial do Jornal de Angola que atacava pessoal e descabeladamente personalidades portuguesas, desde ex-presidentes a Procuradores-Gerais, jornal onde (como já escrevi) não sai uma linha que não tenha a bênção do poder, pediu desculpa pela voz de Machete. E já andava a pedir a sotto voce, piano, piano à bouche fermée (como se indica nas pautas de canto) pelo menos desde o tempo de Durão Barroso, senão antes. Mais: alguns patriotas (mais angolanos do que portugueses, certamente), como o meu amigo Vítor Ramalho, ainda hoje descobrem que a culpa é nossa, ocultando o facto de o Presidente de Angola estar no poder há 35 anos e não admitir um ato normal de uma democracia como a investigação de uma suspeita não deixar ninguém acima da lei. (Também é giro ver como há quem por cá defenda o limite de mandatos, se indigne com os 40 anos de Salazar, mas por lá ache normal e salutar 35 anos de poder ininterrupto, total, pessoal e em muitos momentos ditatorial).
A pressão feita pelo Presidente Angolano deveria, em tese, ter uma resposta firme. Mas Portugal já não consegue. Não tem ânimo. Nem nisto se põe de acordo. Está podre. Eis talvez a única coisa em que concordo com o editorialista ao serviço do poder angolano. E parte dessa podridão vem da ânsia do dinheiro fácil que quiseram lá ir buscar, sem cuidar dos princípios. Dos tais princípios que os países pequenos devem ter e que começaram a cair, com Angola, com Kadhaffi, com Chávez... Andámos de mão estendida - agora humilhemo-nos!
Por mim, que já fui atacado de tudo e mais alguma coisa pelo Jornal de Angola, continuo tranquilo. Há de ser um grande país, se alguns figurões que o dominam começarem a perceber que o seu tempo passou. E que bem ou mal, Portugal, pobre, falido e com muitos problemas, continua na lista da honradez e da seriedade, muitos lugares acima do corrupto regime de Luanda (33º no ranking da Transparency International, contra 157º de Angola).



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/angola-e-o-medo-de-dizer=f835774#ixzz2hyYeqXC7

http://expresso.sapo.pt/angola-e-o-medo-de-dizer=f835774

O QUE SÃO ACTIVIDADES SEXUAIS?


O INVEJÁVEL CURRICULUM DO PRIMEIRO-MINISTRO PASSOS COELHO



Curriculum Vitae...INVEJAVEL.....


Pedro Passo Coelho* foi casado com uma das cantoras das "doce"

 

- Se a actual mulher de Pedro Passo Coelho só agora começa a ser conhecida para além do seu círculo de amigos, já a anterior, Fátima Padinha, era, na época, um dos rostos e não só, mais conhecidos de Portugal - era a Fá das
Doce, a girl band que, entre 1979 e 1986, coleccionou êxitos com temas como Amanhã de Manhã, OK KO, Ali Babá - Um Homem das Arábias, Bem Bom,(ela lá sabia) de entre outros. Cinco ou seis anos mais velha do que o (então) “jovem político-empresário”, Fátima Padinha é a mãe das suas duas primeiras filhas: a Joana, que nasceu em 1988, e a Catarina, que nasceu em 1993. E Pedro Passos Coelho, que cantava o fado na Adega do Ribatejo com os seus companheiros da JSD, na altura em que viveu com a cantora ainda tentou aperfeiçoar a sua voz de barítono, em aulas com uma professora de canto lírico. Até chegou a participar num casting para entrar num musical de Filipe La Féria.




 PRIMEIRO MINISTRO

 

Ex - toxicodependente, com várias desintoxicações feitas em Espanha, e com processos-crime por violência doméstica, por espancamento brutal da sua 1ª esposa, uma das cantoras do grupo musical conhecido, das ex-Doce, o que fez por cinco vezes, pelo menos, conforme consta, com queixas dos vizinhos por desacatos no prédio onde morava!...
(coisos da concorrência)

NÃO OBSTANTE TUDO ISTO, EIS O SEU "PRONUNCIADO"
CV:

Curriculum do primeiro-ministro deste país.... …algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho!...) a alguém com esta "Carreira de Vida"

(Curriculum Vitae [CV])!?...


Nome:
Pedro Passos Coelho
 

Morada:
Rua da Milharada - Massamá
 

Data de nascimento:
24 de Julho de 1964

Formação Académica:
Licenciatura em Economia - Universidade Lusíada - concluída em 2001
Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (já com 40 anos de idade)
passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado 'moço-de-fretes', tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
 

(2007-2009) Presidente da HLC Tejo, SA;

 

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;

 

(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente, SA;

 

(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;

 

(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;

 

(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;

 

(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest, SGPS, SA;

 

(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;

 

(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo, SA.




  

Este é o "EXEMPLAR CV do mandarete que teoricamente governa este País! Que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada...) com 37 anos


Mais: Que mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR... em empresas de Ângelo Correia, "barão maçónico" do PSD, seu tutor e mentor político!...E que nesse universo continua a exercer funções!...

 

E FALA DE ESFORÇO NA VIDA E DE "MÉRITO"!!

 

E ATREVE-SE A REPRETENDER DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, PARA ALIMENTAR AS SUAS FAMÍLIAS, SOBREVIVER, GANHANDO PARA ISSO, ORDENADOS DE MISÉRIA!*


É ESTE QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE "BOYS" E DE  "COMPADRIOS", LOGO ELE QUE, COMO SE COMPROVA,NÃO PRECISOU DE

"FAVORES" DE NINGUÉM... PARA ARRANJAR EMPREGO!...

 

EDIFICANTE!... NÃO ?...


 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

HUMOR EM TEMPO DE CRISE

video

PASSOS COELHO, NÃO CONHEÇO NENHUM MALFEITOR QUE SEJA HONESTO


 

AI SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO!
Por Joaquim Letria

Se Passos Coelho começasse por congelar as contas dos bandidos do seu partido que afundaram o país, era ......hoje um primeiro ministro que veio para ficar.
Se Passos Coelho congelasse as contas dos off-shore de Sócrates que apenas se conhecem 380 milhões de euros (falta o resto) era hoje considerado um homem de bem.
Se Passos Coelho tivesse despedido no primeiro dia da descoberta das falsas habilitações o seu amigo Relvas, era hoje um homem respeitado.
Se Passos Coelho começasse por tributar os grandes rendimentos dos tubarões, em vez de começar pela classe média e baixa, hoje toda a gente lhe fazia uma vénia ao passar.
Se Passos Coelho cumprisse o que prometeu, ou pelo menos tivesse explicado aos portugueses porque não o fez, era hoje um Homem com H grande.
Se Passos Coelho, tirasse os subsídios aos políticos quando os roubou aos reformados, era hoje um homem de bem.
Se Passos Coelho tivesse avançado com o processo de Camarate, era hoje um verdadeiro Patriota.

Se Passos coelho reduzisse para valores decimais as fundações e os observatórios, era hoje um homem de palavra.
Se Passos Coelho avançasse com uma Lei anti-corrupção de verdade doa a quem doer, com os tribunais a trabalharem nela dia e noite, era já hoje venerado como um Santo...etc. etc. etc.
MAS NÃO !!!!
PASSOS COELHO É HOJE VISTO COMO UM MENTIROSO, UM ALDRABÃO, UM YES MAN AO SERVIÇO DAS GRANDES EMPRESAS, DA SRA. MERKEL, DE DURÃO BARROSO, DE CAVACO SILVA, MANIPULADO A TORTO E A DIREITO PELO MAIOR VIGARISTA DA HISTÓRIA DAS FALSAS HABILITAÇÕES MIGUEL RELVAS, E UM ROBOT DO ROBOT SEM ALMA E CORAÇÃO, VITOR GASPAR.
Proibido dizer mal de Portugal...
- "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa)

 

A DITADURA PERFEITA - ALDOUS HUXLEY


terça-feira, 15 de outubro de 2013

O PAPA FRANCISCO


A BROA DOS VELHOS

A broa dos velhos

 Por Alberto Pinto Nogueira

A República vive da mendicidade. É crónico. Alexandre de Gusmão, filósofo, diplomata e conselheiro de D. João V, acentuava que, depois de D. Manuel, o país era sustentado por estrangeiros.
Era o Séc. XVIII. A monarquia reinava com sumptuosidades, luxos e luxúrias.

A rondar o Séc. XX, Antero de Quental, poeta e filósofo, acordava em que Portugal se desmoronava desde o Séc. XVII. Era pedinte do exterior.

A Corte, sempre a sacar os cofres públicos, ia metendo vales para nutrir nobrezas, caçadas, festanças e por aí fora….

Uma vez mais, entrou em bancarrota. Declarou falência em 1892.

A I República herdou uma terra falida. Incumbiu-se de se autodestruir. Com lutas fratricidas e partidárias. Em muito poucos anos, desbaratou os grandes princípios democráticos e republicanos que a inspiraram.

O período posterior, de autoritarismo, traduziu uma razia deletéria sobre a Nação. Geriu a coisa pública por e a favor de elites com um só pensamento: o Estado sou eu. Retrocedia-se ao poder absoluto. A pobreza e miséria dissimulavam-se no Fado, Futebol e Fátima.

As liberdades públicas foram extintas. O Pensamento foi abolido. Triturado.



O Povo sofria a repressão e a guerra. O governo durou 40 anos! Com votos de vivos e de mortos.

A II República recuperou os princípios fundamentais de 1910, massacrados em 1928.

Superou muitos percalços, abusos e algumas atrocidades.

Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1976, que se faria Justiça ao Povo.

Ingenuidade, logro e engano.

Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas públicas.

Nada aprenderam com a História. Ignoram-na. Desprezam-na.

Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de crédito de plafond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.

O país faliu de novo em 1983. Reincidiu em 2011.        

O governo arrasa tudo. Governa para a 
troika e obscuros mercados. Sustenta bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político.

Ao seu Povo reservou a austeridade. Só impostos e rombos nas reformas.

As palavras "Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico.

Há direitos e contratos com bancos, 
swaps, parcerias. Sacrossantos.

Outros, (com trabalhadores e velhos) mais que estabelecidos há dezenas de anos, cobertos pela Constituição e pela Lei, se lhe não servem propósitos, o governo inconstitucionaliza aquela e ilegaliza esta. Leis vigentes são as que, a cada momento, acaricia. Hoje umas, amanhã outras sobre a mesma matéria. Revoga as primeiras, cozinha as segundas a seu agrado e bel- prazer.

É um fora de lei.

Renegava a Constituição da República que jurou cumprir. Em 2011, encomendou a um ex-banqueiro a sua revisão. Hoje, absolve-a mas condena os juízes que, sem senso, a não interpretam a seu jeito!!!

Os empregados da 
troika mandam serrar as reformas e pensões. O servo cumpre.

Mete a faca na broa dos velhos.

Hoje 10, amanhã 15, depois 20%.

Até à côdea. Velhos são velhos. Desossem-se. Já estão descarnados. Em 2014, de corte em corte (ou de facada em facada?), organizará e subsidiará, com o Orçamento do Estado, o seu funeral colectivo.

De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?
 
Alberto Pinto Nogueira é Procurador-Geral – Adjunto  
 

 

SOU DA GERAÇÃO DO BASTA - WALID EL SAYED


ESTE GOVERNO ANDA DESORIENTADO E ABRIU UMA GUERRA CONTRA OS PORTUGUESES


VEJA ESTE VÍDEO:

http://video.pt.msn.com/?mkt=pt-pt&vid=d9b07df9-c2b3-4077-a8a6-1ace0cfe0acc&src=v5:share:sharepermalink:&from=sharepermalink

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

RICARDO RIBEIRO E PEDRO JÓIA


FILHOS DA LEITURA-CULSETE-SETÚBAL

FILHOS DA LEITURA
ESPETÁCULO MULTIDISCIPLINAR COMEMORATIVO DO 40.º ANIVERSÁRIO DA CULSETE
 
Caríssima/caríssimo,
No próximo dia 20 de Outubro, domingo, às 16:00 h, o Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, vai abrir as suas portas para oferecer à cidade e a todos os amigos da Culsete um espetáculo multidisciplinar onde a palavra dita e cantada, a música e o bailado estarão presentes. O tempo de duração é de 90 minutos. Trata-se do encerramento das comemorações do 40.º aniversário da livraria.
Nele participarão alguns dos artistas de maior relevo da cidade.
O preço dos bilhetes é simbólico, € 3,00, sendo que parte do seu valor reverte a favor da CECP, Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos.
Gostaríamos muito de a/o encontrar por lá, pois consideramos que faz parte da grande família Culsete.
Ficamos à sua espera. Apareça! Vai valer a pena.
Informe os seus amigos e familiares deste espetáculo. Eles vão agradecer-lhe.
As entradas podem ser adquiridas na bilheteira do Fórum ou por e-mail, ou podem fazer as reservas por telefone e levantá-las até uma hora antes de começar o espetáculo. Já estão disponíveis.
Pode entrar toda a gente, até crianças pequenas, desde que tenha bilhete.
Eu penso estar por lá para a/o receber pessoalmente.
 
Manuel Medeiros
Culsete
 
Mapa e contactos do Fórum Municipal Luísa Todi em  http://www.bilheteiraonline.pt/Projecto/EntidadesAderentes/1611-forum_luisa_todi
 
 
 
 
 

HUMOR EM TEMPO DE CRISE


OS POLÍTICOS PORTUGUESES QUE SIGAM O EXEMPLO DE JOSÉ MUJICA, PRESIDENTE DO URUGUAI,

José Mujica Presidente do Uruguai

 
"Eu não sou pobre! Pobres são aqueles que acreditam que eu sou pobre.
 Tenho poucas coisas, é certo, as mínimas, mas apenas para ser rico.
 Quero ter tempo para... dedicá-lo às coisas que me motivam. Se tivesse
 muitas coisas, teria que me ocupar de resolvê-las e não poderia fazer
 o que eu realmente gosto. Essa é a verdadeira liberdade, a
 austeridade, o consumir pouco. Vivo em uma pequena casa, para poder
 dedicar tempo ao que verdadeiramente aprecio. Senão, teria que ter uma
 empregada e já teria uma interventora dentro de casa. Se eu tivesse
 muitas coisas, teria que me dedicar a cuidar delas, para que não
 fossem levadas... Não, com três cômodos é suficiente. Passamos a
 vassoura, eu e a velha, e já se acabou. Então, temos tempo para o que
 realmente nos entusiasma. Verdadeiramente, não somos pobres!”

  José Mujica — Presidente do Uruguai

QUEM É JOSÉ MUJICA?

Conhecido como “Pepe” Mujica, o atual Presidente do Uruguai recebe
 USD$12.500/mês (doze mil e quinhentos dólares mensais) por seu
 trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive
 com 1.250 dólares, cerca de R$2.538,00 reais ou ainda 25.824 pesos
 uruguaios. O restante do dinheiro ele distribui entre pequenas
 empresas e ONGs que trabalham com habitação.
  “— Esse dinheiro me basta e tem que bastar, porque há outros uruguaios
 que vivem com menos”, diz o presidente Mujica.
 Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e
 desfrutando da companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao
 poder.
 Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen, cor
 celeste, avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte
 oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía
 Topolansky, também doa a maior parte de seus rendimentos.
 A poucos quilômetros de Montevidéu, já saindo do asfalto, avista-se um
 campo de acelgas. Mais à frente, um carro da polícia e dois
 guardinhas: o único sinal de que alguém importante vive na região. O
 morador ilustre é José Alberto Mujica Cordano, conhecido como Pepe
 Mujica, presidente do Uruguai.
 Perguntado sobre quem é esse Pepe Mujica, ele responde: “— Um velho
 lutador social, da década de 50, com muitas derrotas nas costas, que
 queria consertar o mundo e que, com o passar dos anos, ficou mais
 humilde, e agora tenta consertar um pouquinho de alguma coisa”.
  Ainda jovem, Mujica se envolveu no MLN — Movimento de Libertação
 Nacional e ajudou a organizar os tupamaros, grupo guerrilheiro que
 lutou contra a ditadura. Foi preso pela ditadura militar e torturado.
  “— Primeiro, eu ficava feliz se me davam um colchão. Depois, vivi
 muito tempo em uma salinha estreita, e aprendi a caminhar por ela de
 ponta a ponta”, lembra o presidente uruguaio. Dos 13 anos de cadeia,
 Mujica passou algum tempo em um prédio, no qual o antigo cárcere virou
 shopping. A área também abriga um hotel cinco estrelas. Ironia para um
 homem avesso ao consumo e ao luxo.
 No bairro Prado, a paisagem é de casarões antigos, da velha
 aristocracia uruguaia. É onde está a residência Suarez y Reyes,
 destinada aos presidentes da República. Esse deveria ser o endereço de
 Pepe Mujica, mas ele nunca passou sequer uma noite no local. O palácio
 de arquitetura francesa, de 1908, só é usado em reuniões de trabalho.
 Mujica tem horror ao cerimonial e aos privilégios do cargo. Acha que
 presidente não tem que ter mais que os outros. “— A casinha de teto de
 zinco é suficiente”, diz ele. -“Que tipo de intimidade eu teria em
 casa, com três ou quatro empregadas que andam por aí o tempo todo?
 Você acha que isso é vida?”, questiona Mujica.
 Gosta de animais, tem vários no sítio. Pepe Mujica conta que a cadela
 Manoela perdeu uma pata por acompanhá-lo no campo e que ela está com
 ele há 18 anos.
 A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma
 imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da
 própria formação de Mujica.
 No dia 24 de maio de 2012, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e
 seu filho foram instalados na residência presidencial, que ele não
 ocupa porque mora no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em
 uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o Palácio Suarez y
 Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas
 por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto. Em julho de
 2011, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del
 Este, por 2,7 milhões de dólares. O banco estatal República a comprou
 e transformará a casa em escritórios e espaço cultural. Quanto ao
 dinheiro, será inteiramente investido – por ordem de Mujica, claro –
 na construção de moradias populares, além de financiar uma escola
 agrária na própria região do balneário.
 O Uruguai ocupa o 36ª posição do ranking de EDUCAÇÃO da Unesco,
 enquanto o Brasil ocupa a 88ª posição. Já no ranking de
 DESENVOLVIMENTO HUMANO, o Uruguai ocupa o 48º lugar, enquanto o Brasil
 ocupa o 84º lugar. Enquanto isso no Brasil, políticos reclamam que
 recebem um salário baixo para o cargo que exerce. QUE VERGONHA!!!
 Mujica é um homem raro, nesses tempos de crise de valores morais e
 ética, dentre os políticos sul-americanos.
 Compartilhe essa história, compartilhem mesmo! Os brasileiros têm que
 saber que existe um político de verdade, que trabalha em em favor do
 povo e não de sua conta bancária
 

PASSOS, PSD E O ESTALINISMO


A ideia de o PSD expulsar todos os que participaram em candidaturas que se opuseram ao PSD pode parecer normal. Um militante de um partido está lá para apoiar esse partido e se não quer vai-se embora.
Digamos que esta é a forma básica de colocar o problema. Na versão benigna admite divergências, mas não em determinados assuntos (nas candidaturas, por exemplo); levada ao extremo é o estalinismo puro e duro
Mas é possível pensar de formas mais abertas. Nos EUA, por exemplo, é normal constituírem-se grupos de apoiantes de um partido que apoiam o candidato presidencial do outro. Houve 'Democratas por Reagan', como houve 'Republicanos por Clinton' ou por Obama. Isto porque se aceita que a consciência individual deve prevalecer sobre a do coletivo. Ou seja, um cidadão pode ser socialista ou social-democrata mas preferir no seu concelho ou na sua freguesia um candidato não apresentado pelo seu partido, por estar convicto de que será melhor para a comunidade. Isso faz dele um traidor? E são as direções do PS ou do PSD que definem a pureza do socialismo e da social-democracia em cada lugar, em cada momento, em cada circunstância?
A caça às bruxas é, do meu ponto de vista, sempre condenável. Penso que tem de haver frontalidade e lealdade. Penso que um militante social-democrata, quando apoia outro candidato, não deve invocar a sua condição de membro do partido - deve, até, suspender essa condição. Mas passado esse momento, que é o de uma escolha, a sua mundividência a sua ideologia, a sua forma de ver o mundo não está alterada ao ponto de não poder conviver com os seus antigos companheiros.
Os resquícios de uma sociedade antiga mantêm-se entre nós. Esta exigência de expulsões e o modo como se passam culpas pela derrota diz muito sobre o PSD. E é pena que um partido que se diz de centro, social-democrata e, em certos aspetos, liberal não consiga parecer mais do que uma agremiação de carneiros (e com isto não eximo todos os outros partidos que, em alturas diferentes, já fizeram igual ou semelhante).
Twitter:@HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro

                 Facebook:http://www.facebook.com/pages/Henrique-Monteiro/122751817808469?ref=hl

 

O DESEMPREGO LIBERTA


QUEM FALIU PORTUGAL?


CARTA ABERTA A CAVACO SILVA, O SUPOSTO PRESIDENTE DOS PORTUGUESES

“Carta Aberta” ao Presidente (Esta é forte!!!)

·                                 100 Comentários
Carta publicada no Facebook, por Carlos Paz
“Meu caro Ilustre Prof. CAVACO SILVA,
Tomo a liberdade de me dirigir a V. Exa., através deste meio [o Facebook], uma vez que o Senhor toma a liberdade de se dirigir a mim da mesma forma. É, aliás, a única maneira que tem utilizado para conversar comigo (ou com qualquer dos outros Portugueses, quer tenham ou não, sido seus eleitores).
Falando de eleitores, começo por recordar a V. Exa., que nunca votei em si, para nenhum dos cargos que o Senhor tem ocupado, praticamente de forma consecutiva, nos últimos 30 anos em Portugal (Ministro das Finanças, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Presidente da República, Presidente da República).
No entanto, apesar de nunca ter votado em si, reconheço que o Senhor:
1) Se candidatou de livre e espontânea vontade, não tendo sido para isso coagido de qualquer forma e foi eleito pela maioria dos eleitores que se dignaram a comparecer no acto eleitoral;
2) Tomou posse, uma vez mais, de livre vontade, numa cerimónia que foi PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TINHAM, nessa altura, a boa ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos);
3) RESIDE NUMA CASA QUE É PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TÊM a boa ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos);
4) TEM TODAS AS SUAS DESPESAS CORRENTES PAGAS POR MIM (e pelos mesmos);
5) TEM TRÊS REFORMAS CUMULATIVAS (duas suas e uma da Exma. Sra. D. Maria) que são PAGAS por um sistema previdencial que é alimentado POR MIM (e pelos mesmos);
6) Quando, finalmente, resolver retirar-se da vida política activa, vai ter uma QUARTA REFORMA (pomposamente designada por subvenção vitalícia) que será PAGA POR MIM (e por todos os outros que, nessa altura, AINDA TIVEREM a boa ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos).
Neste contexto, é uma verdade absoluta que o Senhor VIVE À MINHA CUSTA (bem como toda a sua família directa e indirecta).
 
Mais: TEM VIVIDO À MINHA CUSTA quase TODA A SUA VIDA.
E, não me conteste já, lembrando que algures na sua vida profissional:
a) Trabalhou no Banco de Portugal;
b) Deu aulas na Universidade; no ISEG e na Católica.
Ambos sabemos que NADA DISSO É VERDADE.
BANCO DE PORTUGAL: O Senhor recebia o ordenado do Banco de Portugal, mas fugia de lá, invariavelmente com gripe, de cada vez que era preciso trabalhar. Principalmente, se bem se lembra (eu lembro-me bem), aquando das primeiras visitas do FMI no início dos anos 80, em que o Senhor se fingiu doente para que a sua imagem como futuro político não ficasse manchada pela associação ao processo de austeridade da época. Ainda hoje a Teresa não percebe como é que o pomposamente designado chefe do gabinete de estudos NUNCA esteve disponível para o FMI (ao longo de MUITOS meses. Grande gripe essa).
Foi aliás esse movimento que lhe permitiu, CONTINUANDO A RECEBER UM ORDENADO PAGO POR MIM (e sem se dignar sequer a passar por lá), preparar o ataque palaciano à Liderança do PSD, que o levou com uma grande dose de intriga e traição aos seus, aos vários lugares que tem vindo a ocupar (GASTANDO O MEU DINHEIRO).
AULAS NA UNIVERSIDADE: O Senhor recebia o ordenado da Universidade (PAGO POR MIM). Isso é verdade. Quanto ao ter sido Professor, a história, como sabe melhor que ninguém, está muito mal contada. O Senhor constava dos quadros da Universidade (hoje ISEG), mas nunca por lá aparecia, excepto para RECEBER O ORDENADO, PAGO POR MIM. O escândalo era de tal forma que até o nosso comum conhecido JOÃO DE DEUS PINHEIRO, como Reitor, já não tinha qualquer hipótese de tapar as suas TRAPALHADAS. É verdade que o Senhor depois acabou por o presentear com um lugar de Ministro dos Negócios Estrangeiros, para o qual o João tinha imensa apetência, mas nenhuma competência ou preparação.
Fica assim claro que o Senhor, de facto, NUNCA trabalhou, poucas vezes se dignou a aparecer nos locais onde recebia o ORDENADO PAGO POR MIM e devotou toda a vida à sua causa pessoal: triunfar na política.
Mas, fica também claro, que o Senhor AINDA VIVE À MINHA CUSTA e, mais ainda, vai, para sempre, CONTINUAR A VIVER À MINHA CUSTA.
Sou, assim, sua ENTIDADE PATRONAL.
Neste contexto, eu e todos os outros que O SUSTENTÁMOS TODA A VIDA, temos o direito de o chamar à responsabilidade:
a) Se não é capaz de mais nada de relevante, então: DEMITA-SE e desapareça;
b) Se se sente capaz de fazer alguma coisa, então: DEMITA O GOVERNO;
c) Se tiver uma réstia de vergonha na cara, então: DEMITA O GOVERNO e, a seguir, DEMITA-SE.
Aproveito para lhe enviar, em nome da sua entidade patronal (eu e os outros
PAGADORES DE IMPOSTOS), votos de um bom fim de semana.
Respeitosamente,
Carlos Paz”
Recebido no nosso mural (obrigado José Fernando Graça)