quinta-feira, 14 de abril de 2011

Como EUA interfere nos países - parte1 - Entrevista John Perkins

DIÁRIO DE UM ARGENTINO NO CANADÁ


Ver o vídeo é impagável http://vimeo.com/10325544

O SISTEMA FINANCEIRO EM TEMPOS DE AUSTERIDADE




COMO CAMÕES ESCREVERIA OS LUSÍADAS NA CRISE


Revisão d'Os Lusíadas na Crise... Diria agora Camões...

I

À rasca...espalharei por toda a parte As sarnas de barões todos inchados Eleitos pela plebe lusitana Que agora se encontram instalados Fazendo o que lhes dá na real gana. Nos seus poleiros bem engalanados, Mais do que permite a decência humana, Olvidam-se de quanto proclamaram Nas campanhas com que nos enganaram! II E também as jogadas habilidosas Daqueles tais que foram dilatando Contas bancárias ignominiosas, Do Minho ao Algarve tudo devastando, Guardam para si as coisas valiosas. Desprezam quem de fome vai chorando! Gritando levarei, se tiver arte, Esta falta de vergonha a toda a parte! III Falam da crise grega todo o ano! E das aflições que à Europa deram; Calam-se aqueles que, por engano, Votaram no refugo que elegeram! Que a mim mete-me nojo o peito ufano De crápulas que só enriqueceram Com a prática de trafulhice tanta Que andarem à solta só me espanta. IV E vós, ninfas do Douro onde eu nado, Por quem sempre senti carinho ardente, Não me deixeis agora abandonado E concedei engenho à minha mente, De modo a que possa, convosco ao lado, Desmascarar de forma eloquente Aqueles que já têm no seu gene A besta horrível do poder perene!

9.710.539.940,09€ - MEUS QUERIDOS CONTINUEM A VOTAR NESTES CÃES



9. 7 1 0. 5 3 9. 9 4 0, 0 9 € ( NOVE-MIL-SETE CENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS)‏

Continuem a votar nestes filhos..... tão queridos.

*CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE* *A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!*

O montante do desvio atribuído a *Oliveira e Costa, Luís Caprichoso,Francisco Sanches, Vaz Mascarenhas*, e outros correlegionários do PPD como Dias Loureiro, afilhado de Cavaco e Arlindo de Carvalho e outros é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.


Como se explica que a mulher de Cavaco com uma magra reforma de 800 euros /mês,consegue declarar em 2010 rendimentos provenientes de várias aplicações financeiras da ordem dos milhões de euros?
Devia explicar esse "milagre"!!!
E Cavaco, nada nada sabe acerca daquelas negociatas subterrâneas?

Esta gente só "pensa em subir", em cifrões, seja lá a que preço for!!!
Votem no partido desta cambada, votem, porque ainda há poucos "tubarões" para comer o que resta...

Com *9.710.539.940,09 €* *(NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE
EUROS.....)*poderíamos:
.Comprar *48* *aviões Airbus A380* (o maior avião comercial do mundo)
.Comprar *16 plantéis de futebol* iguais ao do Real Madrid.
.Construir *7 TGV* de Lisboa a Gaia.
.Construir *5 pontes* para travessia do Tejo.
.Construir *3* *aeroportos* como o de Alcochete.

Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias *4.850* *carrinhas de transporte de valores*!

*Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.*
*Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, **caberia a cada um cerca de
971 € !!!*

*Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?!**
**E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!*


*XADRÊS COM OS "CÃES"!!!


* JÁ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!....*


O CONGRESSO DO PS - Rómulo Machado, nem tudo foram rosas

MANUEL SOBRINHO SIMÕES - A OPINIÃO DE UM PORTUGUÊS INTELIGENTE



Não sei de quando é a entrevista. Mas é actual. Para reflectir...


O empobrecimento das famílias entristece-o. A desgovernação do país tira-o do sério.

Manuel Sobrinho Simões, médico, investigador e professor universitário, diz que Portugal continua a ser vítima do conflito de interesses que grassa entre as conveniências dos partidos e dos políticos e as necessidades do país e dos portugueses. Uma análise interessada para ajudar a sair da crise e a permanecer no euro. Nem que tenhamos de fazer o pino.


_ Como é que avalia a nossa relação com o trabalho?

No nosso país, uma pessoa que trabalhe todos os dias e que tenha de assinar ponto é visto como um falhado. Quando me tornei professor catedrático até os meus amigos de Arouca ficaram decepcionados quando perceberam que a minha vida ia continuar a fazer-se das mesmas rotinas. E mais recentemente, no Hospital de São João (Porto), a maior parte dos professores da Faculdade de Medicina foram contra a fiscalização do horário de trabalho dos médicos através da leitura da impressão digital - o dedómetro - mas eu fui a favor. É humilhante? É. Sobretudo para quem tem funções de direcção. Mas tem de ser assim, porque infelizmente muitos de nós não cumprimos. Caricaturando a coisa, pode dizer-se que em Portugal só quem não sabe fazer mais nada é que trabalha, isto é, tem uma rotina, cumpre horários, produz e presta contas.
_Esses traços são distintivos só dos portugueses?
Não, este problema não é só nosso. A Europa conseguiu garantir boas condições de vida aos seus cidadãos à custa da exploração dos povos e dos países da Ásia, da América Latina e de África. Uma boa parte do Estado Providência assentou na exploração das matérias-primas e do trabalho daqueles países. Com o aparecimento de economias emergentes muito competitivas e a deslocalização das fábricas, a Europa começou a criar menos riqueza e as dificuldades em conseguir manter o chamado estado social começaram a aparecer. Não é por acaso que a França tem de mudar a idade da reforma. É um sintoma.
_Prenúncio do fim do Estado social?
Com o crescimento da Índia, da China e do Brasil, a Europa ressentiu-se e as pessoas começaram a perceber que vão ter de mudar de vida, que o tempo das mordomias já passou.
_Mas para nós, portugueses, esse tempo mal começou...
Pois é, mas para nós vai ser ainda pior. Os portugueses, além de europeus, são culturalmente mediterrânicos, o que não nos afasta muito dos gregos, dos italianos e dos espanhóis do Sul, com todas as influências que são ditadas pela geografia, pelo clima e pela religião. Sermos judaico-cristãos é muito diferente de sermos calvinistas e protestantes. Além disso nunca corremos o risco de morrer de frio e estamos na periferia, não tivemos guerras e ninguém nos chateou. Na verdade, somos muito individualistas e estamos mais próximos dos norte-africanos do que dos povos do Norte da Europa.
Somos um país mais mediterrânico do que atlântico, com todas as implicações que isso tem até na nossa produtividade.
_Então a diferença entre nós e o resto da Europa, sobretudo os nórdicos, não está nos genes?
Claro que não. A diferença entre nós e os nórdicos não está nos genes, é fruto da cultura e da educação, da geografia, do clima e da religião. Eles tinham frio, era-lhes difícil cultivar cereais e não tinham vinho. Para sobreviverem tiveram de estimular a inovação e a cooperação. Ao contrário de nós, que tínhamos um bom clima, uma agricultura fértil e peixe com fartura. E depois tivemos África, a seguir o Brasil e logo os emigrantes. Não precisámos de nos organizar e não precisámos de nos esforçar. Não era preciso. Não planeávamos, desenrascávamos. Continuamos assim, gostamos de resolver catástrofes.
_É sindicalizado?
Não.
_Fez greve?
Sim, eu e a maioria dos professores de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina. Fizemos greve e estamos furiosos mas assegurámos o serviço no hospital e demos aulas na Faculdade, onde também não faltámos por causa dos alunos. É uma questão de respeito.
_Estão furiosos com quê?
Com a desgovernação. Não é só com a desgovernação do actual governo, é com o desnorte dos últimos vinte e tal anos. O que nos está a acontecer não resulta apenas da desorientação dos últimos dois anos, já há muito que gastamos acima do que podíamos e devíamos. E o mais grave é que demos sinais errados às pessoas. Agora, vamos ter de evoluir de novo para uma sociedade com capacidade de produção real, com agricultura e pesca.
_Mas todos temos na memória os subsídios que foram concedidos aos agricultores para não produzirem.
Foi terrível. E para piorar as coisas, muitos ficaram deprimidíssimos e frequentemente alcoólicos. Destruíram as vinhas, a sua âncora, que lhes dava prestígio e dignidade pessoal nas suas comunidades, e começaram a passar os dias na taberna. Isto aconteceu em todo o Minho. E no Alentejo também.
_Podemos dizer que o nosso super-Estado tem descurado as necessidades reais dos cidadãos e da sociedade?
Desde o tempo do Dr. Salazar que o Estado faz questão de proteger os seus e nós temos aprovado esse amparo. Mas os nossos cidadãos não têm grandes conhecimentos e perguntam pouco, até temos aquela afirmação extraordinária que é «se não sabes porque perguntas?». Ora quando temos dúvidas é que devemos perguntar. Por estas e por outras, nas últimas décadas, dominado por ciclos eleitorais curtos, o Estado passou a viver acima das suas possibilidades e a substituir-se à realidade. E, de repente, a realidade caiu em cima do povo.
_Os portugueses têm razões para se sentirem enganados ou não quiseram ver a realidade?
As duas são verdade. Podemos ofuscar o real durante algum tempo, mas não para sempre. As imagens da Grécia, com reformas aos 55 anos ou até mais cedo para as chamadas profissões de desgaste rápido, permitiram-nos perceber que se eles tinham entrado em colapso também nós corríamos o risco de vir a acontecer-nos o mesmo. Até essa altura, creio que muitas pessoas acreditavam, lá no seu íntimo, que nem os países, nem a segurança social, nem o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem as câmaras municipais podiam entrar em bancarrota. Agora já perceberam que isto pode mesmo entrar em ruptura. Para já reduziram até dez por cento o ordenado dos funcionários públicos, mas no ano que vem pode vir a ser necessário chegar aos vinte por cento. E que é que adianta andar a papaguear que é inconstitucional e que mexe com os direitos adquiridos? Se não há dinheiro o que é que se faz? Esta questão é que tem de ser respondida.
_Não há dinheiro para o Estado social mas tem havido para obras e infra-estruturas. O que pensa disto?
Eu não sei o suficiente para perceber quando é que é necessário um novo aeroporto em Lisboa ou em Beja. Mas como sou um prático, penso que se não é preciso no imediato e temos falta de dinheiro, então temos de investir na criação de riqueza e de emprego e não em obras que têm um retorno mais longínquo.
_Não quer um TGV para o Porto?
Eu não. O que quero é que a TAP faça voos mais baratos. Um bilhete Porto-Lisboa-Porto custa 283 euros, o mesmo que gasto para ir a Oslo. O comboio que temos, o Alfa e o Intercidades, já é muito cómodo mas para ir a Lisboa não é prático, ou nos levantamos de madrugada ou perdemos metade de um dia. O que também necessitamos é de nos ligar à Galiza com mais eficiência porque o aeroporto do Porto tem condições para ser o grande aeroporto do Noroeste peninsular.
_Se fosse governante imagina-se a discutir tantas vezes os mesmos assuntos?
Não. Falta-me experiência política, não tenho treino de negociação. Mas assusta-me saber que há tantas dúvidas sobre investimentos monstruosos. Não consigo perceber porque se continua a discutir a ligação de Lisboa a Madrid por TGV quando aquilo não tem hipótese nenhuma de ser sustentável.
_Os impactes da crise económico-financeira foram durante muito tempo menosprezados pelos governantes. O que pensa disso?
O que senti e sinto é que se não fosse este governo, se fosse outro, teria sido exactamente a mesma coisa. Temos uma crise económico-financeira, mas também temos uma crise de líderes - os políticos portugueses gritam muito contra o estado das coisas e, depois, para ganharem eleições adoptam um discurso demasiado optimista. A primeira coisa que todos os que venceram eleições nos últimos anos fizeram foi, uma vez eleitos, dizer que isto estava uma tragédia. E toda a gente sabe que a maquilhagem do défice foi feita à custa de receitas extraordinárias quer por governos do PS quer do PSD.
_Somos ingovernáveis?
Os nossos líderes e os seus partidos vivem mais para ganhar eleições do que para servir o país e os interesses da nação. Na administração pública até os directores-gerais cessam funções quando há mudança de governo. Ora é óbvio que, assim, qualquer um quer que o seu partido continue no governo, se não corre o risco de ir para a rua. O nosso individualismo militante e a fragilidade organizativa contribuem também para a ingovernabilidade.
_O Estado é refém da administração pública?
O Estado deixou desenvolver, no seu seio, várias corporações, cada uma mais egoísta do que a outra - juízes, médicos, professores, militares, etc. Além disto, partidarizou a administração pública e passou a fazer concessões despudoradas aos chamados novos poderes, aos construtores, à banca, à comunicação social. Isto já não é culpa do Dr. Salazar.
_O FMI vem aí?
Todos os tipos em quem eu confio dizem que sim, por isso acredito que sim, que está no vir. Ainda há dias estive numa reunião com João Cravinho, António Barreto e Rui Rio e esse foi um dos temas da conversa. A conclusão foi de que a vinda do FMI será provavelmente inevitável.
_Sente o orgulho beliscado por ter de ser o FMI a pôr ordem na nossa casa?
Não, de todo. Mas não sei o suficiente de economia para perceber o que é que a intervenção do FMI vai implicar. Vão mudar o sistema das reformas, as pensões, os impostos? Nós já temos uma carga fiscal enorme, tenho assistido com muita tristeza ao empobrecimento da classe média portuguesa. Se a intervenção do FMI empobrecer ainda mais a nossa classe média e as famílias mais desfavorecidos ficarei muito triste.
_Pensa que esta crise vai ser pior do que as outras?
Penso, infelizmente sim. E quando ouço os economistas falarem ainda fico espantado. Como é que eles não se aperceberam de que aumentando progressivamente o défice tínhamos uma receita para o desastre? Sei que vamos ter de mudar de vida. Se tivermos de o fazer num contexto de protecção da Europa e do euro prefiro a solução FMI a ter de saltar do euro e ir para soluções do domínio da magia, com a desvalorização da moeda, altivos e sós.
_Afirmou várias vezes que o que de melhor nos aconteceu foi a entrada no euro. Foi uma oportunidade perdida?
Foi uma oportunidade muito mal aproveitada, mas teria sido muito pior para o país e para os portugueses se não tivéssemos entrado. Desbaratámos as vantagens da entrada no euro sem que os cidadãos tenham sido alertados para as fragilidades que vieram com a moeda única. Limitámo-nos a ser os recipientes líquidos de uma quantidade enorme de dinheiro em vez de aproveitar esses fundos para desenvolver e inovar. Não é por acaso que temos automóveis de luxo, iates e terceiras casas numa quantidade que é obscena relativamente ao nível de vida da população.
Ainda assim, defendo que, se for preciso, devemos fazer o pino para nos mantermos no euro. Prefiro ficar sob o domínio da Europa do que ficar apenas entregue aos jogos políticos portugueses. Estamos na pontinha da Europa, se isso acontecesse, connosco sozinhos e em roda livre, seria mortal.
_Acha que os países europeus mais fortes, nomeadamente a Alemanha, vão continuar a tolerar os nossos esquemas?
Não. Vão ser implacáveis porque é a Europa e o projecto União Europeia que estão em causa. Este ano, só a Índia vai pôr no mercado mais engenheiros do que todos os 27 países da Europa. O que é que a França ou a Alemanha representam na competição com a Índia? As pessoas não têm consciência da nossa dimensão. Eu dou aulas na China, em Chengchow, uma cidade que ninguém conhece a sul do rio Amarelo, na província de Henan, onde fica o templo de Shaolin. Só esta província tem cem milhões de habitantes e a cidade de Chengchow tem sete milhões. É outra escala. O campus universitário de Chengchow, onde estão sempre uns guardas de metralhadora em riste, é simplesmente enorme. Os hospitais não são apenas maiores, são melhores do que o São João, aqui no Porto, ou o Santa Maria, em Lisboa. Não estamos a falar de Xangai, de Hong Kong ou de Pequim, essas são cidades extraordinárias. Estamos a falar de uma cidade de que não se ouve falar mas que tem uma universidade que é uma coisa de um mundo que já não é o nosso. Isto para dizer que a Europa ou se enxerga ou desaparece.
_O estado a que isto chegou era evitável?
Fomos sempre muito bons a avaliar meios, mas nunca quisemos avaliar os resultados. Nos hospitais vejo muita gente preocupada em discutir o número dos médicos, enfermeiros, consultas e exames realizados. E não se discute o mais importante que é a frequência das complicações e da mortalidade dos doentes, os reinternamentos, a sobrevida dos doentes com cancro aos 5 anos, etc. O que precisamos de conhecer é a quantidade e a qualidade de vida dos doentes que são tratados em cada um dos nossos hospitais, mais do que avaliar os meios. O mesmo sobre os blindados da PSP. Não quero saber se comprámos dois ou seis. O que precisamos de saber é como e quanto é que a eficiência da PSP aumenta com os ditos blindados. Nós fugimos aos «finalmente». Não temos cultura de avaliação.
_Entretanto as universidades formaram muitos jovens. Eles não têm lugar em Portugal?
Pois não. Nesta altura não há espaço para os jovens. Os muito bons vão logo para fora e os outros também vão, ou como bolseiros ou já como profissionais. E eu acho que é uma boa solução para o país - por exemplo, entre enfermeiros, médicos e médicos dentistas temos uma leva de emigrantes diferenciados em Inglaterra de que nos devemos orgulhar.
_Precisamos dos povos do Sul ou temos de rumar para sul?
África oferece imensas oportunidades mas ainda tem problemas com a segurança, a política, a organização. Há muitas oportunidades de negócio no retalho, na construção, nas energias, até na saúde, um sector que não tem um retorno tão imediato mas que também é rendível e socialmente muito importante. A América do Sul também é um destino a equacionar, embora os estados do Sul do Brasil sejam muito desenvolvidos e também tenham jovens com muito boa formação universitária.
_Se fosse governante o que é que mudava?
Melhorava a educação, mas fazia-o com seriedade. Temos os miúdos na escola, e bem, mas não acautelámos a qualidade do ensino. Vejam-se os resultados dos estudos PISA, onde os nossos alunos, comparados com outros da mesma idade e de outros países da OCDE, revelam competências muito baixas nos conhecimentos da língua materna, da matemática e das ciências, três instrumentos básicos. Isto é um problema gravíssimo.
_Defraudámos as expectativas das famílias?
Completamente. Há muitas famílias cujos pais fizeram sacrifícios enormes para custear os estudos dos filhos, inscritos em universidades privadas e em cursos que não têm saída. As pessoas não entendem. Disseram-lhes que o diploma era importante. Por outro lado, não faz sentido que tenhamos 28 cursos de arquitectura em Portugal. E outros tantos de tecnologias da saúde. Aqui no Porto, em instituições privadas, os enfermeiros estão a ganhar cerca de quatro euros por hora.
_Já os seus alunos têm boas perspectivas, pois faltam médicos.
Os alunos de medicina também estão assustados com o futuro. Já não sabem se vão poder fazer a especialidade que gostariam, ou se serão forçados a adaptar-se às vagas que existirem e às condições de trabalho e de remuneração que lhes forem impostas.
_O SNS está ameaçado?
Em termos de sustentabilidade, está. Mas o último relatório do Tribunal de Contas vem dizer que as soluções de gestão que foram introduzidas nos hospitais-empresa, muitas vezes à revelia dos profissionais, não funcionaram. A saúde é um bem imaterial, não é um bem que se venda a retalho. Como a educação. Os serviços assistenciais também vivem da manutenção do respeito pelos pares, e as hierarquias não são apenas funcionais, são também de competência.
_Ainda defende a regionalização?
Sim.
_E não teme que sirva sobretudo para criar mais uma casta de burocratas?
Defendo-a mas confesso que tenho muito medo, precisamente por causa disso.
_E defende a criação de mais estruturas, para além das que existem?
Não, isso não. Para já defendo que se avance com as regiões que temos e à experiência, com líderes e profissionais que já deram provas e sem cargos de confiança política. As regiões precisam de autonomia e não podem ser extensões de outros poderes. Sou a favor da regionalização dos serviços de saúde e de ensino, incluindo as universidades.
_Com a crise corremos o risco de nos tornar um país mais desigual?
Em relação à Europa já somos dos piores e agora a desigualdade vai agravar-se. Quer o número de pobres, quer a diferença entre eles e os muito ricos, não cessam de aumentar. Vamos ter de criar alguns mecanismos de suporte para ajudar as pessoas que estão aflitas e eu tendo a valorizar os mecanismos da sociedade civil, por exemplo o papel das misericórdias. A filantropia social está desaproveitada - há muito boa gente com competências, vontade e redes sociais a funcionarem bem. Não podemos deixar pessoas morrer à fome e ao frio e não podemos deixar de dar leite às crianças.
_Taxar mais a riqueza pode fazer parte da solução?
Taxar mais a riqueza não resolve nada, primeiro porque calculo que os poucos milhares de muito ricos que temos em Portugal não têm cá a massa e, se tiverem, não serão facilmente taxáveis. Mais impostos também não. Para aumentar a produtividade temos de ser mais competitivos e receio que, a curto prazo, com ou sem FMI, tenhamos de baixar ainda mais os salários. Uma coisa é certa: temos de pagar as nossas dívidas porque se não o fizermos ninguém nos empresta dinheiro.
_Contacta com muitos cientistas e investigadores estrangeiros. Como é que eles nos vêem?
Na ciência não há grandes diferenças entre nós e eles. Em algumas especialidades médicas também não. Por exemplo, os patologistas que conheço têm vidas muito parecidas com a minha, não há grandes diferenças sociais. Já um reumatologista ou um cirurgião português que tenha actividade privada ganha bastante mais do que um colega do centro da Europa.
_E na sociedade?
Na sociedade há bastantes diferenças. Nós não fomos eficientes em criar riqueza, nem conseguimos deixar de gastar mais do que produzimos. Há mais de trinta anos que vou com frequência à Noruega e lembro-me de eles serem relativamente pobres quando nós éramos razoavelmente ricos. Um médico norueguês vivia pior do que um médico português, um advogado também. Nunca conheci um casal norueguês da classe média que tivesse dois carros e muito menos uma empregada de limpeza. Eles agora vivem com algum conforto mas nunca gastaram mais do que aquilo que produzem. As receitas das reservas de petróleo e de gás estão aplicadas num Fundo, não estão a ser gastas e muito menos ao desbarato.
_Enquanto nós desperdiçamos o que pedimos emprestado...
Nós somos mal governados em parte por culpa própria, em parte pela escassez de líderes exemplares. Gosto muito dos países nórdicos, aprendi imenso lá, toda a minha família aprendeu. Na Noruega, na Suécia, na Finlândia, não corremos o risco de ser atropelados quando atravessamos a rua. Eles quando bebem não conduzem, vão para casa de táxi. E um ou outro que o faça é alvo de medidas sérias de repreensão económica e social e vai para a prisão. Nos países nórdicos, o exemplo conta e quem não é exemplar é punido socialmente.
_Os portugueses são condescendentes?
Pior, nós admiramos o sucesso do aldrabão. Em Portugal não há censura social para a esperteza saloia nem para a corrupção a que passámos a chamar informalidade. Pelo contrário, admiramos os esquemas, os expedientes. Vivemos deles.
_Mas depois queixamo-nos.
A nossa tragédia é que somos um povo pré-moderno. Não perguntamos, não responsabilizamos, não exigimos nem prestamos contas. Não temos a literacia nem a numeracia necessárias. Outro problema é a falta de transparência, a opacidade. Olhe o que se passou com o BPP e com o BPN, histórias tão mal contadas.
_A evasão e a fraude fiscal são duas das grandes marcas nacionais. A corrupção é outro crime sem castigo.
Não metemos ninguém na cadeia, deixamos os problemas eternizarem-se sem punições, mas também não recompensamos ninguém. O Estado é burocrático, não nos deixa avançar, mas dá-nos segurança. A nossa tradição é empurrar os problemas com a barriga esperando que se resolvam por si. Quando as coisas dão para o torto somos injustos ou por excesso ou por defeito. Quem tem muito poder económico pode recorrer a expedientes e a mecanismos dilatórios que são usados de maneira desproporcionada. Quem não tem esse poder é totalmente vulnerável. Somos demasiado tolerantes, somos condescendentes, no mau sentido, aderimos mais ao tipo que viola a lei do que ao polícia. Temos afecto pelo fulano que faz umas pequenas aldrabices, admiramos secretamente os grandes aldrabões, não punimos os prevaricadores. Na verdade somos contra a autoridade.
_Tem 63 anos e é funcionário público. Já meteu os papéis para a reforma?
Não, não sei fazer mais nada além de trabalhar. E fui sempre funcionário público, não me imagino a trabalhar numa actividade privada. O meu pavor é pensar que um dia talvez não possa trabalhar. Às vezes sinto-me um pouco desconfortável por ter de responder a tantas solicitações burocráticas no dia-a-dia, mas pior será quando deixar de trabalhar.
_Continua a ser leitor compulsivo de jornais?
Fico nervoso se não tiver jornais. Leio muitos, sobretudo semanários e estrangeiros. Infelizmente gasto cada vez mais horas diárias a ler revistas científicas. Não tenho tempo para ler literatura de novo isto é, quase só releio. A falta de tempo é o meu maior problema.
_O que é que o faz perder a paciência?
A irresponsabilidade e a incompetência, não sei o que é pior. Sou um exaltado mas já não tenho idade para fazer fitas. Disfarço melhor, mas se sou apanhado de surpresa é tramado.
_E o que é que o faz dar uma boa gargalhada?
Sorrio mais do que rio e acho uma graça especial aos meus netos.

BI
Médico, investigador, professor, contador de histórias. O Norte e o Porto são o seu território, o Hospital de São João e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a sua casa, o Ipatimup (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular) a sua ilha. Uma ilha que está ligada aos cinco continentes através da ciência e do ensino. Manuel Sobrinho Simões, 63 anos, prémio Pessoa em 2002, recebeu muitas outras distinções nacionais e internacionais e é um dos mais consagrados peritos do mundo em oncologia, sobretudo em cancro da tiróide. Sobrinho Simões é um português ao serviço da humanidade.

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Nzuá Milhazes

DUO MAIN TENAN



Magnifico

Tirem 7 minutos do vosso tempo

http://www.youtube.com/watch_popup?v=JGq4k8RMe9o

HOMENAGEAR SEBASTIÃO DA GAMA NUM CRUZEIRO SADINO



Associação Cultural Sebastião da Gama [mailto:acsgama@sapo.pt]





Homenagear Sebastião da Gama num cruzeiro sadino

Caro(a) Associado(a),Caro(a) Amigo(a),


Mais uma original homenagem a Sebastião da Gama, desta vez a partir de umbarco tradicional setubalense, é aquilo que nos propõe João Barbas,director-geral da Troiacruze, nas condições que em anexo se descrevem, com aparticularidade de os associados da Associação Cultural Sebastião da Gamabeneficiarem de uma redução no custo de 50%. Não deixe de ver a proposta. E depois... já sabe, estão lá os contactos e éuma proposta para um 17 de Abril - já no próximo domingo! - muito bempassado, em convívio com o Sado, a serra, os amigos e a poesia de Sebastiãoda Gama.


Saudações Amigas,


João Reis Ribeiro


Associação Cultural Sebastião da GamaRua José Augusto Coelho, 105 - 1º Dto2925 AzeitãoE-mail:acsgama@sapo.pt





THOUSAND-HAND GUAN YIN - A DANÇA DAS MÃOS



LEIA PRIMEIRO ( ANTES DE VER O VIDEO)


Há uma dança impressionante, chamada de "As Mil Mãos-Guanyin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas. Sim, é verdade.
Todas as 21 bailarinas são completamente surdo-mudas.

Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espetáculo visual.
O seu primeiro grande "début" internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled People’s Performing Art" e já viajou a mais de 40 países.

A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.

http://www.youtube.com/watch?v=xgHmSdpjEIk

GERAÇÃO À RASCA FOI A MINHA





Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.

Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.

Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.



Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.



Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.



Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.

As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só...



O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.



Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.


As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".


Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza... ...a viagem de ida.



Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros.

Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.



Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.


Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.

A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.



Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos..





Têm brutos carros, Ipad’s, Iphones,PC’s, …. E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!

Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.

Afinal qual é a geração à rasca?


NZUÁ MILHAZES

PS: TENTÁMOS MUDAR A CONDIÇÃO DA NOSSA GERAÇÃO. CORREU MAL!
CABE AGORA À NOVA GERAÇÃO ALTERAR O ACTUAL ESTADO DE COISAS.

HUMOR EM TEMPO DE CRISE



A D. Maria, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Évora.


É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.

Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá.
Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Maria voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu e perguntou-lhe o porquê de tal decoração em cima do órgão.
E responde ela apontando para a jarra: "Ah! refere-se a isto?
Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei".

A Fé é QUE NOS SALVA...

terça-feira, 12 de abril de 2011

CUIDADO ELE ANDA A OUVIR COISAS

Já todos sabíamos que o país se encontrava mergulhado numa profunda crise...


Agora isto....


O homem enlouqueceu de vez... Era só o que nos faltava!

ALGUÉM SABE ONDE ANDA O PRESIDENTE?

A crise política começou e Cavaco não disse nada.


O Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.


O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.

Pergunto eu, não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem?


É que nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa...


PROCURA-SE!!!


DÃO-SE ALVÍSSARAS A QUEM O ENCONTRAR!
A FUGIR DA CRISE? ABANDONAM O PAÍS?

POR UMA CAMPANHA ELEITORAL SEM CUSTOS


Por uma campanha eleitoral sem custos para as finanças públicas - JUNTA-TE A NÓS‏


Caros Amigos, Acabei de ler e assinar a petição online:


«Por uma campanha eleitoral sem custos para as finanças públicas»



PASSOS COELHO TRANSFORMOU PORTUGAL NUM PEDINTE


JESSIER QUIRINO - VOU-ME MEBORA PR´O PASSADO


VOU-ME EMBORA PR'O PASSADO‏

- JESSIER QUIRINO: BANDEIRA NORDESTINA - LITERATO


Conteúdo extra da entrevista concedida por Jessier Quirino, para o Programa Literato - do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) em Fortaleza/CE,


VOU-ME EMBORA PR'O PASSADO


HUMOR EM TEMPO DE CRISE - A CORTADORA DE PICKLES


Um sujeito trabalhava há anos numa fábrica de conservas.


Um dia, confessou à mulher que estava possuído por um terrível desejo: a vontade incontrolável de meter o pénis na cortadora de pickles.


Espantada, a mulher sugeriu que ele procurasse um psicólogo, e o marido prometeu que iria pensar no assunto.


O tempo foi passando, até que um certo dia, ele chegou a casa cabisbaixo, profundamente abatido:


- "O que aconteceu amor?"


- "Lembras-te do meu desejo de enfiar o pénis na cortadora de pickles?"


- "Oh não!" - gritou a mulher -" Fizeste isso?!?"


- "Sim fiz!"


- "Meu Deus, e depois?"


- "Fui despedido..."


- "Mas, e...e.... e... a cortadora de pickles ...?"


- "Aahh, a Manuela?! Também foi despedida!"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PORTUGAL - MADEIRA - LEVADA DO CURRAL

Edith Piaf - Non, Je ne regrette rien

História da Língua Portuguesa: Tempo, vida e espaço (Parte 1/2)

A ORIGEM DA CRISE


Diário da República nº 28 - I série (para que se divulgue...)


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...' Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896


Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.


Poderão aceder através do site http://www.dre.pt/


Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica


1 - Vencimento de Deputados .................................................12 milhões 349 mil Euros

2 - Ajudas de Custo de Deputados.............................................2 milhões 724 mil Euros

3 - Transportes de Deputados ...................................................3 milhões 869 mil Euros

4 - Deslocações e Estadas .........................................................2 milhões 363 mil Euros

5 - Assistência Técnica (??) .......................................................2 milhões 948 mil Euros

6 - Outros Trabalhos Especializados (??) ...................................3 milhões 593 mil Euros

7 - RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA...............................................961 mil Euros

8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares................................................970 mil Euros

9 - Equipamento de Informática ................................................2 milhões 110 mil Euros

10- Outros Investimentos (??) ....................................................2 milhões 420 mil Euros

11- Edificios ...............................................................................2 milhões 686 mil Euros

12- Transfer's (??) Diversos (??)................................................13 milhões 506 mil Euros

13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. .................................16 milhões 977 mil Euros

14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ...........................73 milhões 798 mil Euros


NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :¤ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) - Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.


PORQUE ESTAMOS NA FALÊNCIA??????


Remunerações dos gestores públicos


420.000,00 ¤ TAP administrador Fernando Pinto 371.000,00 ¤ CGD administrador Faria de Oliveira 365.000,00 ¤ PT administrador Henrique Granadeiro 250.040,00 ¤ RTP administrador Guilherme Costa 249.448,00 ¤ Banco Portugal 247.938,00 ¤ ISP administrador Fernando Nogueira 245.552,00 ¤ CMVM Presidente Carlos Tavares 233.857,00 ¤ ERSE administrador Vítor Santos 224.000,00 ¤ ANA COM administrador Amado da Silva 200.200,00 ¤ CTT Presidente Mata da Costa 134.197,00 ¤ Parpublica administrador José Plácido Reis 133.000,00 ¤ ANA administrador Guilhermino Rodrigues 126.686,00 ¤ ADP administrador Pedro Serra 96.507,00 ¤ Metro Porto administrador António Oliveira Fonseca 89.299,00 ¤ LUSA administrador Afonso Camões 69.110,00 ¤ CP administrador Cardoso dos Reis 66.536,00 ¤ REFER administrador Luís Pardal: Refer 66.536,00 ¤ Metro Lisboa administrador Joaquim Reis 58.865,00 ¤ CARRIS administrador José Manuel Rodrigues 58.859,00 ¤ STCP administrador Fernanda Meneses 3.706.630,00 ¤


TOTAL: 51.892.820,00 ¤ Valor do ordenado anual (12 meses + subs Natal + subs férias)

Acrescente-se 926.657,50 ¤Média dos Prémios recebidos.
TOTAL GERAL 52.819.477,50 euros ¤ 900,00 euros é a média de um funcionário público 58.688,31 - nº de funcionários públicos que dá para pagar com o mesmo dinheiro...

NUNCA TE RIAS DOS OUTROS

video

SOBRE ANGOLA


Sobre Angola...‏ Mais um sítio com informação sobre a nossa outra terra: http://tudosobreangola.blogspot.com/2010_01_01_archive.html

"A Guerra" - Raul Solnado - 1967 -TV Record Brasil

CONVITE PARA CONCERTO DO E-VOX - 29 Abril



Synapsis e MAEDS apresentam Concerto do grupo e-Vox no MAEDS em Setúbal




"PELO SONHO É QUE VAMOS"




Concerto pelo grupo e-Vox O grupo e-Vox vai apresentar, no dia 29 de Abril, às 21h30, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal de Setúbal (MAEDS), o concerto "Pelo sonho é que vamos", com músicas inéditas de Salvador Peres, feitas sobre poemas de Sebastião da Gama, terá a participação dos declamadores Carlos Medeiros, João Completo e Elisabete Caramelo e do pintor Nuno David.




O evento é integrado na programação Synapsis, em parceria com o MAEDS.




O e-Vox surgiu em 2002, evoluindo a partir da vontade de renovar as ideias que norteavam o grupo In Situ, formação que desenvolveu, em Setúbal, uma extensa actividade nas áreas da música, poesia e pintura entre os anos de 1993 e 2002. Estreou-se nos Açores, em Maio de 2003, nos Encontros de Porto Pim, na cidade da Horta, onde realizou dois concertos. Em Novembro de 2003, levou ao Centro Cultural de Belém o espectáculo De profundis, inspirado em poemas de poetas açorianos. Entre os muitos concertos que já realizou, destacam-se os realizados em Maio de 2004, nos Açores, dois na cidade de Angra do Heroísmo e um na Horta, integrado nos Encontros de Porto Pim. Em Novembro de 2004, levou ao Centro Cultural de Belém o espectáculo “Este Mar que nos Une” e, em Novembro de 2005, também no CCB, estreou o espectáculo “Bocage e Outros Poetas”. Em 2006, voltou aos Açores com o concerto "Cantar Bocage e Outros Poetas". Desde então, tem actuado regularmente em Lisboa e Setúbal, sempre com concertos temáticos associados a grandes poetas portugueses.




Recentemente, a banda mudou a sua constituição, apresentando-se, agora, ao público com a seguinte composição: Diná Peres (voz), Luís Alegria (flauta), Alexandre Murtinheira e Salvador Peres (violas acústicas).




Sexta-feira, dia 29 de ABRIL, pelas 21.30h, MAEDS Entrada Livre MAEDS - Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal Av. Luisa Todi, 162, 2900 Setúbal

A FRAUDE DO ANO E MAIS UM TIRO NO PÉ DE PASSOS COELHO


O QUE FAZ CORRER FERNANDO NOBRE?


Fernando Nobre apoiou Durão Barroso


Fernando Nobre integrou a lista do Bloco de Esquerda para a União Europeia.


Fernando Nobre apoiou Mario Soares


Fernando Nobre apoiou-se em Mário Soares


Fernado Nobre aceitou o convite de Passos Coelho para se Presidente da AR


O QUE O FAZ CORRER?


A vaidade


O oportunismo


A sede de poder


FERNANDO NOBRE QUER ASSEGURAR UMA BOA REFORMA


FERNANDO NOBRE A GRANDE DESILUSÃO. APRENDEU DEPRESSA A MENTIR COMO QUALQUER POLITICOZINHO AMBICIOSO, QUE UTILIZA OS MEIOS MAIS TRISTES PARA ASCENDER AO PODER.


O que se passa com FN é o desmascarar de uma grande fraude (F.Louçã)

CAVACO E A CRISE


CAVACO, QUANDO LHE PERGUNTARAM SE IA AJUDAR O PAÍS A SAIR DA CRISE:

EU?????????????????????


PORQUÊ EU???!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A ADIVINHA DO DIA

0 - Tem um processo em curso de investigação


1 - Negou coisas que o seu chefe disse


2 - Esteve muito ligado ao PSD


3 - Sabe fazer umas cantarolas


4 - Também sabe jogar golfe


5 - Desde há uns meses nunca mais se ouviu falar dele De quem falamos ???? (...ver resposta abaixo ...)


Ainda não descobriu?


Então aí vai mais uma ajuda:


A viver actualmente à grande e à fartazana em Cabo Verde.


É o dono do maior Resort Turístico da Ilha do Sal... ( ... é aquela ilha, daquele país africano onde o BPN criou umas "sucursais" e um banco mais ou menos virtual, com que se faziam umas operações de lavagem e fugas ao fisco, etc. etc... ) ·


PS: Alguém dá por ele na nossa imprensa? O que nos leva a pensar tal esquecimento..? Como vêem é fácil fazer esquecer um roubo superior a mais de 4 mil milhões de euros, quando se tem amigos...por todo o lado...


Até em Belém!


Já sabe quem é? DIAS LOUREIRO

A TODAS AS FORMIGAS DE PORTUGAL E DO MUNDO


Isto é o espelho do mundo do trabalho português, e no fim quem se lixa sempre é a formiga. Como funciona..


'Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava a sério no trabalho

A formiga era produtiva e feliz.


O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.


Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.


A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.


Pouco depois, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas.


O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.


A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.


Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!


O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar uma carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial..


A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente, a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e o controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava e cada vez ia ficando mais aborrecida


A cigarra, então, convenceu o gerente besouro, que era preciso fazer um estudo do clima. Mas, o besouro, ao rever as contas, deu-se conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.


A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes, que concluía: Há muita gente nesta empresa!!


E adivinhe quem o besouro mandou demitir?


A formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida.


Bom trabalho a todas as formigas!!! --

MOUSELAND - O PAÍS DOS RATOS