sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

HUMOR PARA O SEU FIM DE SEMANA - A GRANDE LOJA LARANJA


A Grande Loja Laranja

PORTUGAL MARAVILHOSO - MARIALVA

JACQUES AMAURY E PORTUGAL

Portugal, num artigo de Jacques Amaury‏

Falam de Portugal...
Mas há mais Países incluindo a França com o mesmo problema
Qual futuro?
Jean-Paul

Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo,
a ler com olhos de ler.

"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história e terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.

Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou.

Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a
empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.

Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um facto de peso nos problemas do país.

Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PPD/PSD (Partido Popular /Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.

Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.

À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio.

Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e
portanto longe das realidades actuais.

Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação.

Ora é aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países. Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas e populares, especialistas em silenciar
posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida.

A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária.

Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais
difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim.

A deserção destes, foi notória.

Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.

Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios."

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "TAMBWE-A UNHA DO LEÃO" EM SETÚBAL, NO MAEDS

17 DE DEZEMBRO DE 2011
MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA DO DISTRITO DE SETÚBAL

ESTE HOMEM É OMNIPRESENTE COMO DEUS


Quantas horas tem o dia para este senhor?



António Nogueira Leite vai ser vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês.

O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.
Actualmente já é:
- administrador executivo da CUF,
- administrador executivo da SEC,
- administrador executivo da José de Mello Saúde,
- administrador executivo da EFACEC Capital,
- administrador executivo da Comitur Imobiliária,
- administrador (não executivo) da Reditus,
- administrador (não executivo) da Brisa,
- administrador (não executivo) da Quimigal
- presidente do Conselho Geral da OPEX,
- membro do Conselho Nacional da CMVM,
- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,
- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,
- vogal da Direcção do IPRI.


É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010 (depois de ter sido governante pelo PS!?).


" este senhor merece o que ganha pois trabalha que se farta!!!"

NOAM CHOMSKY - TÉCNICAS DE MANIPULAÇÃO DAS MASSAS


Noam Chomsky – “Armas silenciosas para guerras tranquilas”.

http://oscafeinicos.wordpress.com/2011/01/13/noam-chomsky-armas-silenciosas-para-guerras-tranquilas/

FRASES PARA O SEU FIM DE SEMANA


A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
(Mia Couto - escritor moçambicano)

____________________________________________________
O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras.
O político fez um gesto e desapareceu o mágico.
(WOODY ALLEN)

EDITH PIAF

http://powerpoint.officeapps.live.com/p/PowerPointFrame.aspx?PowerPointView=SlideShowView&Fi=7GkDdX1efgS6mGMr9U%2fxNuOXZXrSFcFyEk1ppQsZmV7Yur7%2fmd0q3AMuDKUtTllKlGo8r%2bqlFgussBEg9CDmG0b2t9qTpadrsTdGrFBpCee4Y96LNLip0XgSZynMX%2fZRhPhG2Ebc%2fN4xiTbrW4aPA%2bEJUnI%2fJgZwKiggwRQYgcXydJrtuX%2fXDaqMcQcrxhcsEiJaRLEBHOh6aoInJ31JiB7LrkMMHJHP3Gc0SxMDlTgykHeTRTr4zh0Iqm%2fC%2bghpfVQE1AKk39DMFxGElFKCsGG3dEVX7ZfmBX2jlCitaMEQHnk53smGzkQriQONI%2fCxH%2fkl%2ff4MS3W%2faNhScf3Dc8vPKxWJ3bRyJBrXMg20tRQ4LTu4aI%2b7IDFqetkEX8Q4&C=4__hm-bl151w-wshi&ui=pt-br&rs=pt-br&su=01_eeceab8bfd2966deab720e6a399107745ed67e07c37e284607698600435d6036

HITLER



bom, talvez seja melhor não pedir nem esperar, mas... ver, pensar e agir!
às 4ªs, 5ªs, 6ªs e sábados, às 21:30h, domingos às 16:00h, especialmente recomendável a jovens de todas as idades, até 29 de Janeiro, urgente
10€
disponível para ajudar a organizar, reservar, ir lá levar, etc & o que mais se precisar
bom fim de semana e Aqueles Abraços Amigos
tz

ONDA DE CRIMES EM PORTUGAL

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MÉDICOS DO MUNDO - OFERTA DE TRABALHO

Perfil de Posto
Enfermeira de Saúde Mental e Psiquiatria
Dependência operativa:
Reporta directamente à Coordenadora de Projectos, baixo a supervisão da Coordenadora Geral de Representação, do Coordenador de Projectos Nacionais, do Director de Acção Humanitária e do Responsável pelo Departamento Financeiro.
Habilitações Necessárias: Licenciatura em Enfermagem e Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica, reconhecida pela Ordem dos Enfermeiros
Local: Médicos do Mundo, Porto
Requisitos:
  • Experiência na área da Especialidade
  • Experiência na área de projectos (Gestão de ciclo de Projecto)
  • Proactividade
  • Conhecimento de Informática na óptica do utilizador
  • Experiência em voluntariado
  • Carta de condução
Descrição das funções do Posto: O profissional contratado deverá desenvolver as actividades a seguir definidas, sem prejuízo de poder desenvolver outras acções que a organização considere pertinentes para o sucesso do projecto
  1. Consultas de enfermagem de saúde mental e psiquiátrica
  2. Acompanhamento às instituições da especialidade
  3. Inserção do utente nas estruturas da rede, ao nível da especialidade
  4. Articulação das consultas com os vários projectos
  5. Actividades de Educação para a Saúde
  6. Actualização dos processos individuais dos utentes
  7. Manutenção, organização e gestão da medicação dos utilizadores
  8. Visitas domiciliárias e saídas de terreno
  9. Elaboração de relatórios de actividades mensais
  10. Actualização mensal dos indicadores dos projectos e respectiva documentação
  11. Reuniões de equipa
  12. Formação da equipa e de voluntários
  13. Orientação de alunos em estágio da sua área de formação e função
  14. Integração de novos elementos da equipa no âmbito do projecto que integra
  15. Articulação com as instituições de apoio
  16. Participação em reuniões institucionais
Carga horária: 7h/Semanais
Envio de candidatura até dia 27de Janeiro de 2012 para florbelacordeiro@medicosdomundo.pte joana.jesus@medicosdomundo.pt

PASSOS, ESTOU FARTO DE ANDAR DE SKATE!



Expresso

Sai da frente Passos: temos um governo à "Hélio Imaginário"

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/sai-da-frente-passos-temos-um-governo-a-helio-imaginario=f700038#ixzz1jnetzMpp
Que o "imaginário" deste governo, em especial em termos de medidas, é limitado não tinha grandes dúvidas. Agora optarem pelo modelo de governação "o medo é coisa que que não nos assiste" (por isso tomem lá mais uma cacetada no lombo) já me parece um bocadinho mais perigoso. Eu falo por mim, não tenho problema algum em confessar que tenho medo deste governo. Pânico. E "assiste-me" ter medo de quem dirige desta forma amadora os destinos do país. É um direito. E quem não tem medo ou é estúpido ou inconsciente.
Quem segue empoleirado em cima do Skate nesta estrada atribulada é todo um país - os cidadãos (os Hélios) e não o Pedrito de Massamá e sua corte. Esses vão bem instalados dentro da viatura recém adquirida em Leasing a enfardar pastéis de nata franchisados e frangos do Nandos. Ao mesmo tempo filmam o gordo em HD a abanar-se, desequilibrar-se e estatelar-se a grande velocidade. Riem como perdidos . "Sai da frente Guedes, sai da frente Guedes" cantam eles, divertidos.
E assim vamos rolando, com estes senhores a empurrarem os Hélios da vida e a vê-los "esbardalharem-se" nas bermas. Até o Mr. Bean do executivo - Vítor Gaspar - consegue relaxar aquela carinha de arpão de caça submarina espetado na nádega e sorrir cada vez que aparece. A voz de Lexotan 3mg cintila ao anunciar aos Hélios a possibilidade de virem a ter de andar de skate novamente, que é como quem diz levar na tromba fiscalmente, ficar sem um ou vários direito, perder apoios ou subsídios ou termos de pagar mais caro milhares de bens. Nem que seja o acesso à saúde, aquela coisa que o Estado social garante (?)...enfim...
Ou seja, quem sai da estrada desgovernado e bate com os queixos na valeta somos nós - o Portugal habitual. E quem vai acordar com o corpinho cheia de rasgões das silvas, músculos doridos e a cuspir palha é o povinho, as usual.
Onde é que estão os cortes "exemplares" do lado da despesa do Estado que estas beatas histéricas gritavam em altura de campanha? Eu só vejo nomeações aos milhares! A chupar nos bolsos dos outros é fácil governar. Onde estão as grandes medidas para relançar a economia? Ou o pastel de nata é a única linha orientadora deste governo? Tanta porcaria com as exportações e até agora a única coisa que vi foi importarem um péssimo ministro com problemas de comunicação ao Canadá. Estou farto de andar de Skate a mando desta gente. Estou farto de ser um Hélio.


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/sai-da-frente-passos-temos-um-governo-a-helio-imaginario=f700038#ixzz1jnexqWPk

NOVO COMENTÁRIO SOBRE O ROMANCE "TAMBWE-A UNHA DO LEÃO"

TAMBWE - A UNHA DO LEÃO, de António Oliveira e Castro, edição Gradiva. 


Tambwe “ A unha do leão “ exige uma leitura “ sem pressas ”, porque os caminhos são tortuosos, os ambientes complexos, a realidade fantástica.


Eugénio, o principal protagonista deste romance, vive num mundo hostil, percebe um futuro sem solução e desiste. Não deixa, contudo, de amar de forma peculiar aqueles que lhe pertencem. É um homem estranho, enigmático, que se deixa inebriar, possuir pela força dos feiticeiros da sua infância. São estes os únicos amigos em quem confia e que lhe alimentam a sobrevivência.


O protagonista, fortemente influenciado pela rica vivência que a adolescência lhe proporcionou, e depois de muito “aguentar” este mundo de contradições, coloca-se numa posição de desesperança. Intoxicado pelas correntes ideológicas que foi absorvendo ao longo da vida, consciente, percebe que os dias se advinham mais adversos.


De alguma forma o autor, através de Eugénio, parece ter adivinhado a crise financeira e de valores que se apoderou do Ocidente.


Aparentemente estruturado na família, mergulhado nas incertezas, no conflito interior que cada vez mais se agiganta, conduz a sua vida ora pela pouca esperança, ora pela desilusão.


A sua utopia por um mundo livre de conflitos, em que todos vivam a felicidade, leva-o a tomar a decisão de partir, deixando tudo e todos. Abandona a família e o país.


O romance começa com uma dramática partida de Lisboa.


Eugénio parte, parte para o desconhecido, correndo deliberadamente o risco de se expor à morte como derradeira força de alcançar a liberdade.


Fá-lo disposto a facilitar tudo aquilo que o conduza à morte, rápida, poupando-se ao sofrimento da rotina. Contudo, ao mesmo tempo que enfrenta um turbilhão de ambientes desconhecidos, numa viagem de incertezas através do mundo, alimenta a esperança de ser também protagonista na “sementeira” de um mundo de felicidade para todos.


Eugénio é um homem de contradições que acaba por acreditar que a utopia já só se realizará através do caos, ao mesmo tempo que procura a paz de espírito no universo simples e confinado da sua aldeia africana de nascença.


O livro termina com a prisão deste herói. Os últimos parágrafos alimentam-se de um dilema supremo. Morrerá a utopia definitivamente às mãos do algoz, ou os feiticeiros africanos da infância de Eugénio farão com que a esperança renasça?


Eugénio “parte”não sem antes oferecer o amuleto tambwe (a unha do leão) aos filhos que o visitam nos calabouços de Luanda.


Mas parte para onde?...Fica a dúvida!


Leia sem pressas,….é fantástico!


Nuno David

O POETA JOSÉ RÉGIO

Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.


Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.


E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.



JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.


Tão actual em 1969, como hoje...
E depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!

MÚSICA DE ANGOLA - DUO OURO NEGRO - MULOWA

COMO COMEÇAR O ANO DE 2012


COMO COMEÇAR O ANO DE 2012?
COM UM LIVRO QUE NOS PROPORCIONE MOMENTOS DE PRAZER.
COM UM LIVRO QUE PARA ALÉM DA FANTASIA QUESTIONE O COMPORTAMENTO QUE CADA UM DE NÓS TEM PERANTE A VIDA.
COM UM LIVRO QUE NOS FALE DE AVENTURA MAS QUE EXIGA ATITUDE AO LEITOR.
COM UM LIVRO QUE NOS INQUIETE.
"TAMBWE-A UNHA DO LEÃO", EDIÇÃO DA GRADIVA, É O LIVRO CERTO PARA ESTE INÍCIO DE ANO.
DEPOIS DE O LER NÃO VOLTARÁ A SER O MESMO.
UM ABRAÇO DO AUTOR E VOTOS DE UM 2012 SEM PERCALÇOS,
ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO.

NOTA: ESTE LIVRO SERÁ BREVEMENTE APRESENTADO EM AVEIRO (11-02-2012) E PALMELA (17-02-2012).

A REVOLUÇÃO DA MARIA DA FONTE

Revolução da Maria da Fonte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

História de Portugal

Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral.

A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis que se lhe seguiram de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.

Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) por uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte. Como a fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta.

A sublevação propagou-se depois ao resto do país e provocou a substituição do governo de Costa Cabral por um presidido por Pedro de Sousa Holstein, o 1.º duque de Palmela. Quando num golpe palaciano, conhecido pela Emboscada, a 6 de Outubro daquele ano, a rainha D. Maria II demite o governo e nomeia o marechal João Oliveira e Daun, Duque de Saldanha para constituir novo ministério, a insurreição reacende-se.

O resultado foi uma nova guerra civil de 8 meses, a Patuleia, que apenas terminaria com a assinatura da Convenção de Gramido, a 30 de Junho de 1847, após a intervenção de forças militares estrangeiras ao abrigo da Quádrupla Aliança.

A Revolução da Maria da Fonte (Abril e Maio de 1846)

O contexto da revolta 

A partir de 1842 foi instaurado em Portugal um regime, por muitos então considerado despótico, que tinha por líder António Bernardo da Costa Cabral, um dos chefes do movimento constitucionalista de 1842, apoiado, entre outros, por seu irmão José Bernardo da Silva Cabral, 1º conde de Cabral (daí a alcunha popular de governo dos Cabrais ou cabralismo).

Numa tentativa de criar as estruturas de um Estado moderno, Costa Cabral promoveu reformas e fomentou obras de vulto. Para conseguir tal desiderato, o governo começou a mexer em privilégios instalados e em hábitos muito arreigados. E, sobretudo, porque se tornava imperiosa a reorganização fiscal e o agravamento dos impostos, Costa Cabral foi obrigado a promover medidas de alteração da estrutura fiscal, com a introdução da contribuição predial. Contra estas medidas insurgiram-se espontânea e violentamente a população rural.

Com o governo mantendo um reformismo que exacerbava os grupos miguelistas inimigos da implantação do liberalismo. O descontentamento ia crescendo rapidamente, acordando ressentimentos remanescentes das guerras liberais da década anterior. Estes primeiros vencidos mas com um governo na clandestinidade, com D. Miguel no exílio, servindo-se dos seus simpatizantes, alimentavam e aproveitaram o descontentamento popular, sonhando restaurar o absolutismo. Nas zonas rurais mais distantes e sujeitas a maior consciência religiosa, sobretudo no Alto Minho e em Trás-os-Montes, pontificavam os agentes mais avessos à implantação de partidos políticos e ferozmente anti-liberais. Na verdade, a guerra civil entre liberais e miguelistas, apesar de oficialmente terminada a 26 de Maio de 1834, com a assinatura da Convenção de Évora-Monte, continuava a dividir os portugueses.

Neste contexto de acesa contestação ao governo, o surgimento de novas exigências fiscais, o recenseamento da propriedade e a feitura de matrizes prediais, significativamente chamadas pelo povo as papeletas da ladroeira, para apuramento do imposto e um maior rigor no recrutamento militar levaram o ânimo das populações rurais ao rubro. O rastilho foi contudo uma matéria que aparentemente teria menor impacto: por decreto de 28 de Setembro de 1844 tinham sido proibidos os enterros nas igrejas e imposto o depósito dos restos mortais dos falecidos, depois de registo do óbito e obtida licença sanitária, em cemitérios construídos em campo aberto.

Por via da nova regulamentação dos serviços de saúde, o povo teria de romper com a tradição multissecular de enterrar os defuntos nas igrejas, esperar que o delegado de saúde certificasse o óbito e, ainda, pagar as despesas do funeral.

Inicialmente a determinação foi largamente ignorada, já que eram poucos os cemitérios, pois apesar da lei das taxas e da construção de cemitérios datar de 21 de Setembro de 1835, nunca fora cumprida dada a pobreza em que se vivia na época, agravada pela crise económica resultante da guerra civil e pela praga da batata e a seca que tinham assolado o país durante boa parte da década anterior. Contudo, quando as autoridades decidiram impor as novas regras de enterramento, o povo, empolgado pelo ressentimento acumulado, insurgiu-se violentamente contra o que considerava ser uma prepotência dos políticos liberais.

O próprio clero mais conservador falava da lei da proibição dos enterros nas igrejas como anti-religiosa e como tendo a chancela do diabo e da Maçonaria.

Para complicar a situação, a rainha D. Maria II, que a 8 de Setembro de 1845 tinha concedido o título de conde de Tomar a Costa Cabral, era vista como demasiado próxima dos Cabrais, não mantendo um distanciamento que permitisse resguardar a monarquia do descontentamento popular.

Maria da Fonte e os motins iniciais

Depois de múltiplos incidentes e arruaças isoladas, ocorridos um pouco por todo o país, mas com maior relevo no norte, o gatilho da revolta será um acontecimento deveras banal: a morte, a 21 de Março de 1846, da idosa Custódia Teresa, habitante do lugar de Simães na freguesia de Fontarcada, dos arredores da Póvoa de Lanhoso.

Quando na manhã do dia seguinte, 22 de Março de 1846, um grupo de vizinhos, onde predominavam mulheres, decide proceder ao enterramento da defunta na Igreja do Mosteiro de Fonte Arcada, sem autorização da Junta de Saúde e ao total arrepio das normas legais, as autoridades decidem intervir. A razão da dureza da intervenção parece dever-se a já ser aquele o segundo incidente do género naquele ano, pois há registo de terem ocorrido em Fonte Arcada graves distúrbios a 20 de Janeiro de 1846, aquando do enterro de José Joaquim Ribeiro, ali falecido.

No caso do enterramento de Custódia Teresa, o povo não permitiu que o comissário de saúde viesse atestar o óbito, tendo-o espancado, nem os familiares aceitaram pagar a taxa de covato. O enterro terá sido mesmo feito sem acompanhamento religioso, por o pároco ter recusado participar no desacato, embora o povo alegasse que o fazia por razões religiosas, pois que se o corpo fosse enterrado fora da igreja, noutro chão qualquer que não o do templo, o morto estaria desprotegido.

Talvez por considerarem menos provável que as autoridades agissem de forma violenta contra mulheres, parecem estas ter tido papel preponderante nos eventos e é às mulheres do lugar de Simães que se imputam as principais culpas. Esta imagem de liderança feminina também pode ter resultado da forma como o evento foi descrito pelas autoridades, que procuraram minimizar os incidentes atribuindo-os a grupos de beatas fanatizadas pelos apostólicos.

Perante os factos, as autoridades resolveram prender as cabecilhas da revolta e proceder à exumação do cadáver e à sua sepultura no terreno destinado a cemitério. Para tal a 24 de Março dirigiram-se à freguesia, tendo sido recebidas à pedrada pela população armada com foices, chuços e varapaus. Sem poderem exumar o cadáver, procederam à prisão de quatro mulheres que foram consideradas cabecilhas dos incidentes dos dias anteriores: Joaquina Carneira, Maria Custódia Milagreta, Maria da Mota e Maria Vidas.

Quando a 27 de Março as presas iam ser ouvidas pelo juiz, os sinos tocaram a rebate, reunindo o povo, que marchou do Cruzeiro até à vila para arrombar com machados as portas da cadeia. À frente deste grupo, confiadas de que não se atreveriam a atirar sobre as mulheres, estavam algumas jovens, entre elas, conspicuamente vestida de vermelho, Maria Angelina, a irmã do sapateiro de Simães, a qual terá sido a primeira a acometer à machadada a porta da cadeia.

Então, quando as autoridades procuravam identificar os insurrectos, a jovem Maria Angelina, que o irmão diria mais tarde ao padre Casimiro José Vieira (que incluiu o testemunho nos seus Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte) se estremava das mais apenas por estar vestida de vermelho, foi colocada no topo da lista. Como os circunstantes se recusavam a identificar os amotinados, ficou registada simplesmente por Maria da Fonte Arcada, depois abreviado para Maria da Fonte.

Contudo, sobre esta matéria as opiniões divergem, já que nos anos imediatos muitas foram as Marias da Fonte que apareceram pelo norte de Portugal, reclamando, com maior ou menor justiça, a glória do nome. A identificação com Maria Angelina, de Simães, que de facto foi processada e pronunciada nos tumultos da Póvoa de Lanhoso, parece a mais credível, já que o padre Casimiro José Vieira era um setembrista convicto, que teve importante papel nos acontecimentos da Revolução da Maria da Fonte e que viveu de perto os acontecimentos.

Outra explicação alternativa, que colhe elevada verosimilhança, dado o enquadramento social e político dos eventos, é a alcunha Maria da Fonte ser um epíteto desdenhoso lançado pelos políticos cabralistas para designar colectivamente as mulheres que, convenientemente para a versão minimizadora dos incidentes, pareciam liderar a contestação. Assim, em vez de uma Maria da Fonte, teríamos uma multidão de Marias. Depois, romantizado pela intelectualidade da época, a Maria da Fonte acabaria por transformada no epítome das virtudes guerreiras das mulheres do norte de Portugal, passando de defensora de ideias reaccionárias, materializadas em costumes atávicos, a genuína expressão do desejo de liberdade da alma popular. Afinal, é assim que nascem os mitos.

De qualquer forma, graças a Camilo Castelo Branco, o nome da taberneira Maria Luísa Balaio também recebeu grande atenção e, muitos anos mais tarde, em 1883, o jornal O Comércio de Portugal ainda noticiava que Na noite de 7 para 8 de Dezembro de 1874, faleceu na freguesia de Verim, Ana Maria Esteves, natural de Santiago de Oliveira, casada com António Joaquim Lopes da Silva daquela freguesia de Verim e que fora a famigerada Maria da Fonte. Tal é a força da fama.

(continuaremos a publicar, nos próximos dias, mais informação sobre esta revolta popular)

Hino da Maria da Fonte

 

PORTUGAL MARAVILHOSO - AVEIRO

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

RUI VELOSO - NÃO ME MINTAS

ESTE GOVERNO NÃO É UMA PESSOA DE BEM!

RECORDAR A ENTREVISTA DE UM JUÍZ

“O Estado não tem o direito de pagar a uns e não a outros”. Entrevista de Micael Pereira ao Dr. António Martins, no Expresso. Da revista In Verbis. Enviado pela Maria Inês Aguiar.

29-Out-2011

Antes de embarcar num avião para os Açores, onde vai estar este fim de semana no congresso dos juízes portugueses, o magistrado António Martins teve tempo de explicar ao Expresso porque é que o corte dos subsídios de férias e Natal é ilegal - não devendo ser cumprido mesmo que aprovado pelo Parlamento - e como é inadmissível que o Estado trate os seus credores de forma diferente. Porque os funcionários públicos são tão credores como os donos da dívida pública.

- Porque é que o corte dos subsídios de férias e de Natal é ilegal?

- O património das pessoas só pode ser objecto de incorporação no património do Estado por vias legais. E elas são o imposto, a nacionalização ou a expropriação. Não é possível ao Estado dizer: vou deixar de pagar a este meu servidor ou funcionário. O que o Estado está a fazer desta forma é a confiscar o crédito daquela pessoa. Por força de uma relação de emprego público,aquela pessoa tem um crédito em relação ao Estado, que é resultado do seu trabalho. Há aqui uma apropriação desse dinheiro, que configura um confisco: isso é ilegal e inconstitucional.

- Mas não há excepções que tornem o corte legítimo?

- Há o estado de emergência e o estado de sítio, em que os direitos das pessoas podem ser comprimidos ou suspensos durante algum tempo. Mas não foi decretado o estado de sítio ou o estado de emergência. E não o tendo sido decretado, o Estado continua sujeito ao respeito dos direitos dos cidadãos. Pode-se dizer, e nós já o afirmámos, que vivemos um momento difícil, em que é necessário salvar o país. E todos devemos ser mobilizados para essa salvação. Mas de forma adequada, precisamente pela via do imposto.

- Quer dizer que a redução para metade do subsídio de Natal deste ano já não é ilegal?

- Não é um corte. É um imposto. O imposto é lançado sobre todos, ou seja, tem carácter universal, abrangendo todos aqueles que têm capacidade contributiva, que advém dos rendimentos do trabalho mas também dos rendimentos do capital. E tem ainda carácter progressivo, em que quem mais ganha mais paga. Essa é a via justa e equitativa que respeita o direito. É a via adequada para salvar o país. Há um erro profundo na forma como se está a enquadrar esta questão. Porque há uma pergunta que subsiste: onde pára o limite disto? Qualquer dia o Governo lembra-se de decidir que as famílias com dois carros vão ter de entregar um. A situação é a mesma. Ficar com um carro de um cidadão ou ficar com o seu dinheiro é igual.

- E o que vai fazer para combater essa decisão?

- Da parte dos juízes, achamos que temos uma responsabilidade de cidadania e um imperativo de transmitir aos cidadãos portugueses que esta medida, ainda que venha a ser aprovada pelo Parlamento e ainda que venha a ser lei, não é uma lei conforme ao direito e à justiça.

- Será, portanto, uma lei ilegal?

- É uma lei ilegal e que não deve ser cumprida. Os cidadãos podem recorrer aos tribunais para salvaguardarem os seus direitos. E no espaço dos tribunais, por enquanto, num Estado de direito, que se deve equacionar a legalidade das leis e o seu cumprimento ou não. Cabe aos tribunais dizer se elas são conformes ao direito, à justiça e à constituição. Essa é a nossa grande preocupação neste momento.

- Está a apelar para que se recorra em massa aos tribunais?

- Não se trata de um apelo. Caberá a cada cidadão fazer a sua opção. Não estamos a apelar a uma intervenção maciça das pessoas juntos dos tribunais. Temos é um dever de fazer ouvir a voz dos juízes para que os cidadãos não se sintam completamente desprotegidos e abandonados perante este poder fáctico do Estado e que tem apoio em comentadores e opinion makers que aparentemente caucionam toda esta actuação.

- Mas, se a decisão é aprovada pela maioria do Parlamento, ir contra ela não é, de certa forma, um ato de desobediência civil?

- Não se trata de desobediência civil. É um exercício de um direito. Mas queremos, antes que venha a ser lei, que os parlamentares não sejam apenas deputados eleitos na lista de um partido. Queremos que debatam, como representantes das pessoas que os elegeram, se esta é a forma de um Estado ser um Estado de bem. Porque é que o Estado opta por dizer que não paga a estas pessoas e, em vez disso, não opta por dizer que não paga às entidades com as quais fez negócios ruinosos nos últimos anos, celebrando parcerias público-privadas com contratos leoninos?

- Há cláusulas nesses contratos que obrigam, certamente, a pagamentos de multas pesadas…

- E para os trabalhadores públicos não há cláusulas? É obrigação do Estado pagar-lhes os vencimentos, incluindo o 13.º e o 14.º meses. Está na lei.

- Acharia mais legítimo não pagar parte das parcerias público-privadas?

- Um Estado de bem tem a obrigação de pagar a todos os seus credores. Se não tiver possibilidade de pagar a todos, também não tem o direito de dizer que paga a uns e não paga a outros. Esta é a questão. O Estado não tem direito de dizer que paga aos seus credores internacionais, aos seus credores das parcerias público-privadas, aos credores que defraudaram os depositantes no BPN e no BPP, mas não paga às pessoas que trabalham no sector público.

Micael Pereira | Expresso | 29-10-2011
http://www.inverbis.net/juizes/estado-nao-tem-direito-pagar-uns-nao-outros.html.

QUANTO GANHA A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA?

ASSUNÇÃO ESTEVES

JÁ AQUI PUBLICÁMOS ESTA NOTÍCIA, CONTUDO, DEVIDO AO ASSALTO FEITO POR ESTE GOVERNO AOS EXÍGUOS RENDIMENTOS DA GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO PORTUGUESA, NÃO É DEMAIS RECORDAR A FALTA DE VERGONHA DOS POLÍTICOS QUE NOS DESGOVERNAM.

SERVIÇO PÚBLICO? NÃO! PROVEITO PESSOAL!


*Assunção Esteves PSD, a actual Presidente da Assembleia da República
reformou-se aos 42 anos, com a pensão mensal (14 vezes ano) de € 2.315,51.
Fica o Diário da República de 30/07/1998 para vossa informação. Para que
saibam ainda, a Senhora Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal
(14 vezes ano) € 5.799,05 e de ajudas de custas mensal (14 vezes ano) €
2.370,07. Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Ou seja,
recebe do erário público, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze
mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos). *

*Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial BMW a tempo
inteiro*

YOUTUBE SPACE LAB - NASA - VOTA NO PROJECTO PORTUGUÊS


Youtube Space Lab‏


Olá,


 Eu e mais dois colegas de Bioengenharia, participamos num concurso da NASA, e somos finalistas. Agora precisamos do máximo de votos possíveis.
Infelizmente, não estamos a conseguir o desejado. Por isso, venho por este meio pedir a sua ajuda e de todas as pessoas do DEQ e que conheça para votarem na nossa experiência, que por sinal também é da FEUP.
Aqui está o link para votar. A votação é diária: http://goo.gl/1Rfr7
Muito obrigado pela atenção,
Daniel Carvalho, MIB 1ºano

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, A CENTRAL DE NEGÓCIOS

Fio de Prumo

Poder & Associados

As grandes sociedades de advogados transformaram-se em autênticos ministérios-sombra.

Paulo Morais, Professor Universitário
As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.

É dos seus escritórios que saem os políticos mais influentes e é no seu seio que se produz a legislação mais importante e de maior relevância económica.

Estas sociedades têm estado sobre-representadas em todos os governos e parlamentos.

São seus símbolos o ex-ministro barrosista Nuno Morais Sarmento, do PSD, sócio do mega escritório de José Miguel Júdice, ou a centrista e actual super-ministra Assunção Cristas, da sociedade Morais Leitão e Galvão Teles.

Aos quais se poderiam juntar ministros de governos socialistas como Vera Jardim ou Rui Pena.

Alguns adversários políticos aparentes são até sócios do mesmo escritório. Quando António Vitorino do PS e Paulo Rangel do PSD se confrontam num debate, fazem-no talvez depois de se terem reunido a tratar de negócios no escritório a que ambos pertencem.

Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários. Produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos.

São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção.

Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsultos que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.

Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.

As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional.

(ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL CORREIO DA MANHà)

COMENTÁRIOS:

Comentário feito por: Anónimo               
10 Janeiro 2012
Parece-me que o Otelo é que tem razão,ainda que por razões que não propriamente as que ele referiu...revolução/golpe Estado parecem ser a solução...

Comentário feito por:helena r
10 Janeiro 2012
Meu caro Professor! Como alguém já disse publicamente; a AR, é o escritório de negócios de muitos advogados.

Comentário feito por:antuano
10 Janeiro 2012
E no meio desta vigarice toda, onde está o PGR, O Presidente da Republica,os tribunais ou o tribunal de contas?. Urge referendar uma nova CONSTITUIÇÃO p acabar com esta corrupção sem limites.

CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO, A MULHER QUE PÔS OS REPUBLICANOS NA ORDEM


A MULHER QUE PÔS OS REPUBLICANOS NA ORDEM!
O novo hospital de Loures tem o nome de Beatriz Ângelo. Mas quem foi esta mulher?
Foi, (juntamente com Adelaide Cabede) a primeira médica portuguesa. Mas não só.
Sem direito a qualquer referência, passou em 2011 um século sobre a data em que a primeira mulher portuguesa exerceu o direito de voto. A primeira em Portugal e na Europa. No resto do mundo debatiam-se as Sufragistas e só já votavam as mulheres da Nova Zelândia.. Essa mulher foi Carolina Beatriz Ângelo. Depois de ter metido a Comissão de Eleições, da então jovem República Portuguesa, em Tribunal.
Fora-lhe negado o direito ao recenseamento eleitoral por ser mulher. Beatriz Ângelo meteu a questão em Tribunal. Por sinal, o juiz, pai da activista republicana Ana de Castro Osório, deu-lhe razão.
A lei dizia: "Podem votar os cidadãos portugueses, maiores, pais de família, que saibam ler e escrever." Beatriz Ângelo respondia a todos estes requisitos, pois era viúva e tinha a filha a seu cargo. Os machistas republicanos tiveram de ceder. Vexados, modificaram o artigo, que passou a ser : "Podem votar os cidadãos portugueses do sexo masculino...."
As mulheres deixaram de votar. Um retrocesso de décadas, até que o Estado Novo permitiu o voto a mulheres que tivessem propriedades e identidade fiscal.
Só com o 25 de Abril as mulheres vieram a ter pleno direito ao sufrágio em Portugal.
MJ

Biografia

Frequentou até ao Liceu em sua terra natal, Guarda [3]. Posteriormente ingressou nas Escolas Politécnica e Médico-Cirúrgica em Lisboa, onde concluiu o curso de Medicina em 1902 .

Sufragista, destacou-se como militante da Liga Republicana das Mulheres, fundadora e presidente da Associação de Propaganda Feminista .

O fato de ser viúva permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada "chefe de família", tornando-se a assim primeira a votar no país, nas eleições constituintes, a 28 de maio de 1911. Por forma a evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.

Cirurgiã e activista dos direitos femininos, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a votar em Portugal. Estava-se em 1911, a República acabara de ser implantada em Outubro de 1910, e Carolina «torceu» a seu favor um dos «buracos» da lei ou, se se quiser, da língua portuguesa .

Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda em 1877, onde fez os estudos primários e secundários. Em Lisboa, estudou medicina, concluindo o curso em 1902. Nesse mesmo ano, casou-se com Januário Barreto, seu primo e activista republicano. Tornou-se a primeira médica portuguesa a operar no Hospital de São José, dedicando-se mais tarde à especialidade de ginecologia.

A militância cívica iniciou-a em 1906, em conjunto com outras médicas, vindo a aderir a movimentos femininos a favor da paz e da implantação da República e à Maçonaria e tornando-se defensora dos direitos das mulheres, nomeadamente o de votar. Por toda a Europa, e não só, havia anos que as sufragistas reivindicavam ruidosamente este direito para as mulheres e a Nova Zelândia tinha-se tornado o primeiro país a concedê-lo em 1893.

A primeira lei eleitoral da República Portuguesa reconhecia o direito de votar aos «cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família».

Carolina Ângelo viu nesta redacção da lei a oportunidade de a subverter a seu favor, dado que, gramaticalmente, o plural masculino das palavras inclui o masculino e o feminino. Viúva e com uma filha menor a cargo, com mais de 21 anos e instruída, dirigiu ao presidente da comissão recenseadora do 2º bairro de Lisboa um requerimento no sentido de o seu nome «ser incluído no novo recenseamento eleitoral a que tem de proceder-se».

A pretensão foi indeferida pela comissão recenseadora, o que a levou a apresentar recurso em tribunal, argumentando que a lei não excluía expressamente as mulheres. A 28 de Abril de 1911, o juiz João Baptista de Castro proferia a sentença que ficaria para a História: «Excluir a mulher (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano. (…) Onde a lei não distingue, não pode o julgador distinguir (…) e mando que a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral».

Assim, a 28 de Maio de 1911, nas eleições para a Assembleia Constituinte, Carolina Beatriz Ângelo tornou-se a primeira mulher portuguesa a exercer o direito de voto. Não sem um pequeno incidente, que a mesma relatou ao jornal A Capital: «No final da primeira chamada, o presidente da assembleia [de voto], Sr. Constâncio de Oliveira, consultou a mesa sobre se deveria ou não aceitar o meu voto, consulta na verdade extravagante, porquanto, estando recenseada em virtude duma sentença judicial, a mesma não tinha competência para se intrometer no assunto».

O seu gesto teria como consequência imediata um retrocesso na lei: o Código Eleitoral de 1913 determinava que «são eleitores de cargos legislativos os cidadãos portugueses do sexo masculino maiores de 21 anos ou que completem essa idade até ao termo das operações de recenseamento, que estejam no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos, saibam ler e escrever português, residam no território da República Portuguesa».

As mulheres portuguesas teriam de esperar por Salazar e pelo ano de 1931 para lhes ser concedido o direito de voto e, ainda assim, com restrições: apenas podiam votar as que tivessem cursos secundários ou superiores, enquanto para os homens continuava a bastar saber ler e escrever.

A lei eleitoral de Maio de 1946 alargou o direito de voto aos homens que, sendo analfabetos, pagassem ao Estado pelo menos 100 escudos de impostos e às mulheres chefes de família e às casadas que, sabendo ler e escrever, tivessem bens próprios e pagassem pelo menos 200 escudos de contribuição predial…

Em Dezembro de 1968 foi reconhecido o direito de voto político às mulheres, mas as Juntas de Freguesia continuaram a ser eleitas apenas pelos chefes de família. Só em 1974, já depois do 25 de Abril, seriam abolidas todas as restrições à capacidade eleitoral dos cidadãos tendo por base o género.