quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Putumayo Presents: Africa - Habib Koite "Wassiye" (Live)

A ARTE DE BEM INVESTIR O CAPITAL DOS OUTROS


ESTA CRÓNICA DE MIGUEL SOUSA TAVARES, APESAR DE ANTIGA, CONTINUA ACTUAL.

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
PS: o título da crónica é da responsabilidade do autor deste blogue.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO CHAMPALIMAUD


O PRIVADO E A COISA PÚBLICA



Centro de Investigação Champalimaud

O prazo de construção, 730 dias, foi cumprido

O custo, 100 milhões, não teve derrapagens

Não há sininhos a tocar na vossa cabeça?

AS VELHAS DO ALENTEJO

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Ali Farka Toure - Savane

CINEMA DO REALIZADOR CHILENO RAÚL RUIZ


O realizador chileno Raúl Ruiz acaba de ganhar, no Festival de San Sebastián, o prémio Concha de Prata, com o filme "Mistérios de Lisboa". Rodado em Portugal, o filme é uma adaptação ao cinema da obra de Camilo Castelo Branco. Estreia nos cinemas portugueses a 21 de Outubro. Não deixe de ver para se confrontar com algumas surpresas.

A EUROPA DE REGRESSO À BARBÁRIE MEDIEVAL

SERÁ NISTO QUE QUEREMOS TRANSFORMAR A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL, ONDE A LIBERDADE INDIVIDUAL E TOLERÂNCIA SÃO PARADIGMAS INQUESTIONÁVEIS?

ESTA CENA DE UM FANATISMO HEDIONDO PASSA-SE EM VIENA DE ÁUSTRIA.

LENINE TINHA RAZÃO, "A RELIGIÃO É O ÓPIO DO POVO".
QUANTAS GUERRAS GRASSAM POR AÍ POR CAUSA DA RELIGIÃO?
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MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI


ao Ministro das Finanças Português

- Meu Filho, não PEC mais!

HUMOR EM TEMPO DE CRISE

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Sistema socializado de saude

PUNIÇÃO EM SINGAPURA PARA CONDUTORES ALCOOLIZADOS

AGORA IMAGINEM SE AS AUTORIDADES PORTUGUESAS RESOLVEM APLICAR CASTIGO SEMELHANTE AOS CONDUTORES NACIONAIS...NÃO HAVIA CARRASCOS QUE CHEGASSEM.
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COMO SERIA O MUNDO SEM NEGROS?


Um grupo de brancos decidiu mudar-se para um mundo sem negros.
Entraram por um túnel escuro para sair num novo lugar na América, onde qualquer traço do passado tinha desaparecido.
Respiraram profundamente de alívio e exclamaram: ENFIM,nenhum negro! Mas logo, perceberam que esta nova América era somente uma terra árida e fértil. A boa agricultura sumiu, pois até então, o continente comia frutas, grãos e legumes, frutos do trabalho dos escravos negros nos campos. Não tinha cidades com arranha-céus, pois Alexandre Mills, um negro, inventou o elemento que garante a segurança dos elevadores. Sem tal invenção, não poder-se-ia subir de um andar para um outro. Quase não tinha carros, pois Richard Spikes, um negro, inventou a transmissão automática. Joseph Gammel, um outro negro, inventou o sistema
de alimentação para motores combustíveis internos, e um outro negro Garret A. Morgan inventou o semáforo que regula o trânsito. Não se encontrava os trens expressos urbanos, tramway, pois seu inventor foi o negro Elbert R. Robinson. As ruas estavam sujas de lixo acumulado, pois Charles Brooks, um negro, inventou o varredor elétrico. Tinha poucas revistas e livros, pois o negro John Love inventou o apontador de lápis, o negro William Purvis inventou canetas esferográficas recarregáveis; e o negro Lee Burridge inventou a máquina de escrever, sem contar com o negro W. A. Lovette e sua nova impressora. William Barry inventou o carimbo manual ePhillip Downing, o caixa de correios. O grama era pálido e seco, pois o negro Joseph Smith inventou o regador mecânico, e o negro John Burr, o cortador de grama.
Quando entraram em suas casas, as acharam escuras, sem surpresa para nós, pois o negro Lewis Latimer inventou a lâmpada elétrica, o negro Michael Harvey a lanterna, o negro Grantville T. Woods ointerruptor regulador automático. As casas estavam sujas, pois o negro Thomas W. Seteward inventou o varredor e o negro Lloyds P. Ray, a lixeira.
As suas crianças estavam descalços, com roupas amassados e cabelos bagunçados, era de se esperar, pois o negro Jan E. Matzelinger inventou a máquina que da forma a sapatos, o negro Walter Sammons, o penteador, a negra Sarah Boone inventou a tábua de repassar e o negro Georges T. Samon o secador de roupas.
Ficaram com fome e queriam comer, sem chance, pois comida estragou por faltar uma geladeira da invenção do negro John Standard.
Não é estranho, um mundo moderno sem as contribuições dos negros?
Como dizia o Martin Luther King. Jr., “ saibam que ao se preparar para sair até chegar ao trabalho, mais da metade das coisas que encontram e de aparelhos que usam, foram inventados por negros.”
A história dos negros não se resume à escravidão...

O Prometido é devido, Sr Engenheiro! Gato Fedorento Vídeos Tesour...

LÚCIA E SARA NA GALERIA SOPRO

Uma exposição de Lúcia Prancha e Sara Nunes Fernandes

Inaugura Quinta-feira 14 de Outubro 2010 às 19h
Aberto de Quinta-Feira 15 de Outubro de 2010 a Sábado 27 Novembro de
2010

A Lúcia morava em São Paulo na altura, e a Sara em Londres. A Sara mudou-se para São Paulo durante dois meses e prepararam uma residência auto-gerida e independente nessa cidade. Durante esse período foram produzidos e documentados 3 eventos: um ensaio público entre duas
bandas locais – o grupo de choro da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) e a banda punk D.I.Y Human Trash– na Praça do Patriarca em São Paulo; a produção pública de um filme no Museu Brasileiro da Escultura onde amigos e visitantes foram convidados a narrar a história possível dos seus antepassados, desde o mais antigo até ao mais recente; uma viagem filmada de bicicleta no Minhocão às 6h20 da manhã (o Minhocão é um viaduto para carros no centro da cidade que encerra ao trânsito rodoviário diariamente das
21h30 às 6h30).


A exposição será acompanhada por uma publicação que será uma articulação entre documentos fulcrais à pesquisa inerente à elaboração do projecto, textos comissionados para se inserirem no contexto da publicação e contexto da exposição, e outras elaborações textuais que circulam os espaços expositivos tangentes a cada um dos eventos, às negociações processuais entre as duas
artistas e respectivos contexto contemporâneo de produção cultural.


Nos meses anteriores da exposição, e durante o período de residência, foi mantido entre as duas artistas um blog de pesquisa e esclarecimento do processo de colaboração: http://negociatas.vivyanefernando.info

An exhibition by Lúcia Prancha and Sara Nunes Fernandes


Private view Thursday 14 October 2010 7pm – 9pm
Show open from Friday 15 October 2010 to Saturday 27 November


At that time, Lúcia was living in São Paulo and Sara was living in London. They decided they should be in the same place for a while, and Sara moved to São Paulo and stayed there for two months. During that period of time, they produced and documented three events: an open to the public joint rehearsal between two local bands — group of chorinho from ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) and punk D.I.Y band Human Trash — at Praça do Patriarca, São Paulo; the production of a film at MuBe (Brazilian Museum of Sculpture) where friends and visitors to the museum were invited to narrate briefly the story of their
familiar origins to present day; a cycle journey through Minhocão (viaduct Presidente Costa e Silva) at 6.20am on a weekday, minutes before it's daily opening for cars-only traffic.

A publication will accompany the show. It will articulate documents relative to the research surrounding each of the events, commissioned contributions by friends; and other text-based elements tangent to each of the events, the processes of negotiation between the artists and ideas of contemporary cultural production.


The blog http://negociatas.vivyanefernando.info/ functions as a build up to the show.

Sopro - Projecto de Arte Contemporânea
Rua das Fontainhas, 40 1300-257 Lisboa
Tel. 213618756 / fax. 213618757 /
galeria@sopro.pt / Map

steffen basho-junghans

O MÊS DA MÚSICA EM SETÚBAL


Sábado, 16 de Outubro
Steffen Basho-Junghans / Black to Comm
Hora: 22h30
Local: Claustros do IPS (em frente ao Museu do Trabalho) link para mapa
Entrada: 5 euros
Apoio: Câmara Municipal de Setúbal, inserido no mês da música de Setúbal

Bilhetes à venda no local ou aqui
+ informações: http://www.rendezvousinfo.org/

Steffen Basho-Junghans
Guitarra acústica


Guitarrista e compositor alemão, Basho-Junghans herda muito do Primitivismo Americano de John Fahey na exploração da guitarra, percorrendo dos country-blues, à música nativo-americana e à clássico-contemporânea europeia.
É pelo domínio técnico do fingerpicking que faz uma descoberta muito própria das propriedades e potencialidades da guitarra, numa relação de tradição e dissidência, nas variações rítmicas virtuosas que celebram sonoridades de uma cosmogonia ancestral. http://www.myspace.com/steffenbashojunghans

Black to Comm
Samplers, mesa-de-mistura, shruti box e voz


Black to Comm é Marc Richter: músico; fundador da Dekorder, editora responsável pelo lançamento de uma selecção híbrida de coisas estranhas e fantásticas para a qual também desenha; dono de uma invejável colecção de discos.
A sua mesa de trabalho inclui loops de cassete, um gamelão caseiro, gravações de pequenos instrumentos, gravações de campo e samples de vinil, cuidadosamente organizados em colagens sonoras de ambientes oscilantes. Como as folhas soltas de um livro por acabar. http://www.myspace.com/legostar

ana baliza
baliza.ana@gmail.com
+351964119702