quinta-feira, 17 de Abril de 2014

UM HERÓI ANÓNIMO


CARTA DE UM CONTRATADO - UM POEMA DE ANTÓNIO JACINTO


ANGOLA- PROIBAM A DEMOLIÇÃO DO TEATRO ELINGA

Obrigado por assinar minha petição: Governo de Angola: Proíbam a demolição do Elinga-Teatro!

Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para compartilhar este link com todos que você conhece:

http://www.avaaz.org/po/petition/Governo_de_Angola_Proibam_a_demolicao_do_ElingaTeatro/?tVkcNbb

Vamos fazer a mudança juntos,
Jorge

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Aqui está a petição para encaminhar para seus amigos:

Governo de Angola: Proíbam a demolição do Elinga-Teatro

O edifício do largo Matadi (ex-Tristão da Cunha) é, como sabem aqueles que o frequentam, o maior ponto cultural da cidade. Aquela informalidade e disponibilidade para o outro, sem que seja o dinheiro a comandar a natureza das relações, representando uma certa baixa de Luanda, de mistura socio-cultural, de experimentação e de modernidade, entre o local e o global, com angolanos e estrangeiros, é praticamente só ali que acontece. A convivência de dois tipos de arquitectura é um marco da história da cidade, os vestígios de outros tempos lado a lado com o ritmo acelerado de uma cidade frenética, também ali estão bem representados. Não nos faltam justificativas para a preservação e valorização do Elinga.

Construído por portugueses no século XIX, foi Colégio das Beiras nos anos 40, catalogado por despacho como “testemunho histórico do passado colonial” e monumento histórico, em 1981, vindo depois a ser desclassificado pelo Ministério da Cultura em Abril de 2012. O último período – desde que nasceu formalmente o Elinga Teatro, a quem foi cedida a gestão do espaço, até este desfecho enquanto projecto imobiliário Elipark, entre parque de estacionamento, escritórios e hotel – dá continuidade à vida agitada do edifício. Pelo meio, antes da especulação imobiliária vencer, decorreram quase dez anos de negociações e discussões sobre a requalificação desse conjunto arquitectónico. “Uma morte anunciada mas mal gerida”, como diz o actor Orlando Sérgio ao Rede Angola.

De vários lados vieram alertas e lamentos a esta perda, inclusive da imprensa internacional. “Este centro da cultura angolana, berço de artistas contestatários, vai desaparecer em breve, com as suas paredes cor-de-rosa reduzidas a entulho, esmagadas pelos bulldozers e conhecer, assim, o mesmo destino de tantas casas antigas do centro da capital angolana, entregue aos promotores imobiliários atraídos pelas fragrâncias do ouro negro do segundo produtor de petróleo da África subsariana. E, no entanto, o teatro tinha todas as condições para escapar a este destino funesto.” Escreve Christophe Châtelot no jornal Le Monde a 30 de Agosto do ano passado.

Assine!
http://www.avaaz.org/po/petition/Governo_de_Angola_Proibam_a_demolicao_do_ElingaTeatro/?tVkcNbb

Enviado pela Avaaz em nome da petição de Jorge

sexta-feira, 4 de Abril de 2014

LISBOA-A FEIRA DA LADRA - A Virgem" em árabe diz-se "al-aadraa" (العذراء).




Curiosidade sobre a cidade de Lisboa: a Feira da Virgem
 
 Para quem ainda não sabe, que o nome da Feira da Ladra em Lisboa não tem nada a ver com ladras ou ladrões, mas sim com a língua árabe. De facto a Feira da Ladra remonta ao século XIII (ou mesmo antes), quando a língua árabe era ainda familiar em Lisboa, apesar das barbaridades cometidas pelos cruzados (supostos cristãos), que a conquistaram aos  Mouros.  A conquista "cristã" de Lisboa em 1147 foi um desgraçado desastre para a cidade. Diz-se que o nosso primeiro rei, impotente perante o assalto assassino à população de Lisboa, que vivia civilizada e em comunidade com os cristãos arabizados, sofreu por ver que os seus aliados do Norte da Europa, não distinguiam as pessoas, e para eles todos eram infiéis e inimigos, que se deviam matar desapiedadamente. Afonso Henriques queria, sim, a cidade, mas não queria um genocídio. Enfim, entre mortos e feridos, alguns escaparam e a feira passou a ter o seu nome:
Feira da Ladra, que realmente quer dizer Feira da Virgem (a Mãe de Jesus), pois "A Virgem" em árabe diz-se "al-aadraa" (العذراء).
Esta palavra, ouve-se repetidamente na "Nursat", o canal televisivo dos Maronitas (Católicos) do Líbano

MANIFESTO ANTI LEITURA


ELEIÇÕES 2014 E- PORTUGAL

FERNANDO PESSOA - O SONHO

Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetrável e inexpugnavelmente nosso. (F. Pessoa)


MÚSICA PARA O SEU FIM DE SEMANA - CHEIRA BEM CHEIRA A LISBOA


FONTE DE INSPIRAÇÃO PARA A REFORMA DA JUSTIÇA PORTUGUESA

Fonte de inspiração... para a reforma da nossa justiça?Justiça... no Bairro Palanca (Luanda)

    
Os gatunos são obrigados a devolver o bem furtado, completamente nus... e vão levando umas vergastadas pelo caminho.
 
Imaginem as ruas de Portugal... pejadas de desnudados, sobejamente conhecidos, com sacos de € às costas... ou bidons como este...fazendo várias viagens, claro!!!. 
 
 
 IMAGINEM OS LADRÕES DO BPN, BCP, BPP, DOS SUBMARINOS, ETC.,ETC., JULGADOS DESTA FORMA.
 

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

COMO SE FAZ JUSTIÇA EM PORTUGAL - O BANQUEIRO E O PADEIRO

O banqueiro e o padeiro

 
 

O DIA EM QUE A CRISE ACABAR - UM TEXTO DE CONCHA CABALLERO




Texto de Concha Caballero sobre a Crise


Partilho convosco este magnifico texto de Concha Caballero, tão realista, quanto actual, em Portugal, na Europa e no Mundo. MUITO BEM ESCRITO!

Concha Caballero é licenciada em filosofia e letras, é professora de línguas e literatura. Entre 1993 e 2008 foi deputada no parlamento da Andaluzia.
 O dia em que acabou a crise...
Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários!!!
Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou, embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a atitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.
Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as políticas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta. Mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar, mas cujos objectivos foram claros e contundentes:

Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários!

Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maleáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.
Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, ENTÃO TERÁ ACABADO A CRISE.

Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (excepto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenhas destruído todas as pontes de solidariedade, ENTÃO ANUCIARÃO QUE A CRISE TERMINOU.
Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Só cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra!!!

Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.


Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados, já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.

Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e voilà!: A sua obra estará concluída!!!

Quando o calendário marcar um qualquer dia do ano 2014 mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos 70, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.

 
Concha Caballero