sexta-feira, 20 de agosto de 2010

No Coliseu -A Morte Saiu á Rua(José Afonso) TvRip.By.Gui.

À SOLDADO DESCONHECIDA


Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

José Afonso - Os Vampiros (ao vivo no Coliseu)

FUGA AOS IMPOSTOS


SÓ OS PEQUENOS PAGARÃO IMPOSTO

Todos ganharam, e muito, com a venda da Vivo a Telefónica, já considerado o negócio do ano. Todos? O fisco parece que não. Feitas as contas, só os pequenos investidores irão pagar imposto no final da operação. A Portugal Telecom, BES, Ongoing, CGD, Visabeira, Controlinveste e diversos fundos estrangeiros, vão ficar isentos.

COMO É FEITA A BURLA?

A participação, indirecta, da PT na Vivo é detida através da Brasicel BV, uma empresa de direito holandês que, por sua vez, é detida pela PT,SGPS, com sede em Portugal. Como todas as empresas do seu país, A Brasicel BV beneficia de um regime jurídico denominado participation excepcion que , segundo o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, faz com que as mais-valias resultantes da venda das acções estejam isentas de imposto.

Quando a mais-valia da Vivo, estimada em 6 mil milhões de euros, for transferida para a PT,SGPS, já sobre a forma de dividendo, a telecom portuguesa também nada pagará. Ao abrigo da directiva europeia 90/343, mais conhecida por mães e filhas, o fisco partirá do pressuposto que o imposto devido já foi retido na fonte - o que teria sucedido se o regime fiscal do país de origem não fosse tão permissivo. Essa directiva tem por objecto eliminar a dupla tributação sobre os rendimentos distribuídos pelas filiais às sociedades-mães sedeadas em estados-membros diferentes.

Mas a isenção fiscal em cascata, inerente a esta operação, não acaba aqui. Os maiores accionistas da PT, nacionais ou estrangeiros, que muito provavelmente irão receber um dividendo extraordinário resultante da venda da Vivo, também não terão não terão de pagar IRC sobre esse valor. Os investidores institucionais nunca serão tributados. Os investidores individuais é que não têm forma de escapar. Há uma tributação abusiva sobre a classe média. Serão os pequenos accionistas os únicos a pagar impostos sobre os dividendos a distribuir pela PT, a uma taxa que o novo PEC fixou em 21,5%.

(Excerto de um texto publicado na Revista Visão de 12 de Agosto de 2010)

COMENTÁRIO

A imoralidade de todo este como de outros negócios, magoa a indefesa classe média. Dói e revolta por ser fraude legal. Porque têm uns de pagar e outros não? Se isto é um Estado de Direito, às urtigas com estas Leis. Por uma questão de ética, de solidariedade para com o país empobrecido, num tempo de crise tão profunda, onde milhares de desempregados se arrastam pelas ruas da amargura sem qualquer subsídio, estas empresas, estes investidores, deviam tomar a iniciativa de devolver ao fisco a parte da riqueza que lhes não pertence. Ingénuo que sou.

São artifícios destes que descredibilizam as democracias onde, supostamente, os cidadãos devem ser tratados, perante a lei, como iguais. Porque apenas os pequenos contribuintes têm o dever, a obrigação, de financiar o Estado e os poderosos não? Este arbítrio revolta e faz-nos, por vezes, desejar soluções violentas. Investidores destes os portugueses dispensam. Desejamos investidores que criem riqueza ao país e não assaltantes que o pilhem, escondidos por leis feitas à sua medida. E o que é triste em todo este logro, é que os políticos sabem que são as pequenas e médias empresas aquelas que verdadeiramente criam emprego e estruturam o edifício industrial, comercial, empresarial do país. Leis destas são um convite a que todos tentemos fugir aos impostos. Temos, também, esse direito!

(AOC)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dr. Michael White - Give it up (gypsy second line)

UM POUCO DE HUMOR EM TEMPO DE CRISE


PÃO ITALIANO


O médico estava namorando a enfermeira.
Ela engravidou;
Ele não querendo que sua mulher soubesse, deu dinheiro à enfermeira, pediu que ela fosse para a Itália e tivesse o bebé lá.
- Como vou avisá-lo quando o bebé nascer?
- Mande um postal e escreva ''Pão Italiano''. Eu cuidarei de todas as despesas da criança.
Alguns meses se passaram, um dia quando o médico chegou em casa, a esposa disse:
- Você recebeu um cartão-postal da Itália e eu não consigo entender o significado da mensagem.
Ele leu o cartão e caiu no chão com um violento ataque cardíaco, foi levado à emergência do hospital.
O cardiologista perguntou à esposa:
- Aconteceu algo que possa ter causado o ataque ?
- Ele apenas leu este cartão postal: "Cinco pães Italianos, três com linguiça e dois sem"

terça-feira, 17 de agosto de 2010

MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUIR UM PAÍS



Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.

Precisa-se de matéria prima para construir um País
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhãoque foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamaispoderão ser vendidos como em outros países, isto é,pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particularesdos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois,reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,
ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA' congénita,essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a leicom a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos,a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE !
EDUARDO PRADO COELHO (IN PÚBLICO)

Putumayo / Hommage Aux Marquises - Gitano Family

AUSTRÁLIA - DECLARAÇÕES DO PRIMEIRO MINISTRO


O Primeiro Ministro Kevin Rudd - Australia disse aos muçulmanos que querem viver debaixo da lei islâmica Sharia para saírem da Austrália, agora que o governo está de mira nos radicais, numa tentativa de desviar ataques terroristas potenciais.

Separadamente, Rudd enfureceu alguns muçulmanos australianos dizendo que ele apoiava agências de espionagem que monitoram as mesquitas da nação. Citação:

'IMIGRANTES, E NÃO OS AUSTRALIANOS, TÊM QUE SE ADAPTAR. SE NÃO ACEITAREM, VÃO EMBORA. Estou cansado desta nação que se preocupa sobre se estamos ofendendo algum indivíduo ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, experimentamos uma onda de patriotismo sobre a maioria dos australianos.'

'Esta nossa cultura foi desenvolvida através de dois séculos de lutas, experiências e vitórias por milhões de homens e mulheres que buscaram liberdade.'
'Falamos principalmente o INGLÊS, não espanhol, libanês, árabe, chinês, japonês, russo ou qualquer outro idioma. Então, se você desejar se tornar parte de nossa sociedade, aprenda o idioma!'

'A maioria dos australianos crê em Deus. Não se trata de um movimento direitista político, mas um fato, porque homens e mulheres cristãos fundaram esta nação em princípios cristãos, e isto está claramente documentado. É certamente apropriado exibir isto nas paredes de nossas escolas. Se Deus o ofender, então sugiro que você considere outra parte do mundo como seu novo lar, porque Deus faz parte de nossa cultura.'

'Aceitaremos suas convicções e não questionaremos por que. Tudo que pedimos é que você aceite as nossas, e que viva em harmonia e desfruto pacífico connosco.'

'Este é NOSSO PAÍS, NOSSA TERRA e NOSSO ESTILO DE VIDA e nós lhe permitiremos toda oportunidade para desfrutar tudo isso. Mas uma vez que você acabe de reclamar, lamentar e se queixar sobre Nossa Bandeira, Nosso Penhor, Nossas Convicções Cristãs ou Nosso Modo de Vida, eu recomendo fortemente que você tire proveito de uma outra grande liberdade do australiano, 'O DIREITO de IR EMBORA.''

'Se você não está então contente aqui PARTA. Não o forçamos a vir aqui. Você pediu para estar aqui. Assim aceite o país que VOCÊ aceitou.'
video

Taj Mahal Catfish blues

OS FOGOS FLORESTAIS EM PORTUGAL

As imagens que as televisões mostram, chocam-nos!
Estes dantescos espectáculos de horror sucedem, porque continuamos a olhar para as florestas de forma inocente e pouco ou nada fazemos no controle do seu crescimento, sobretudo no sub- coberto, cujas plantas ali encontram boas condições para crescerem e se acomodarem. A natureza vegetal é dinâmica e reage favoravelmente à acção das chuvas, aos nutrientes do solo e assim sendo, deparamo-nos com excessiva massa vegetal de natureza vária. Umas, mais resistente ao fogo, embora acabem por ser também “engolidas”, outras, que facilmente se ateiam criando autênticos braseiros.
As grandes manchas florestais contínuas de monoculturas (pinhais e eucaliptais), são verdadeiros “barris de pólvora”. Uma gestão bem feita, é uma atitude urgente a ter na sua protecção, com consequências nas vertentes da paisagem, da valorização dos ecossistemas e fonte de rendimento económico, resultado da actividade “per si”, mas e também cada vez mais com reflexos no turismo, fonte importante de divisas.
As plantações têm de ser, contrariamente ao que actualmente sucede, mais bem estudadas, tendo em consideração os riscos de fogos. A estrutura assente em aceiros, mesmo com larguras consideráveis (6 a 8 vezes o fuste das árvores das bordaduras), tem-se mostrado ineficaz em muitas situações e até ultrapassadas. Algo tem que mudar, considerando que se deve insistir numa prática mais realista, tendo em conta a situação geográfica, no Sul da Europa com forte influência mediterrânica. Existem novas técnicas de plantação, que passam pela redução do contínuo florestal ( áreas compartimentadas reduzidas), mantendo os caminhos e, nas suas orlas, efectuarem-se plantações de espécies mais resistentes ao fogo, folhosas ( naturalmente de crescimento mais lento) que funcionam como zonas estanques aos fogos que possam deflagrar no miolo das florestas de produção, que são, nestes casos, pinhais e eucaliptais.
Que fique claro. Só com uma boa gestão das áreas florestais será possível evitar que, todos os Verões, não se percam milhões de euros que penalizam drasticamente a nossa economia.
A floresta é um bem inestimável para este país, que é essencialmente de vocação florestal.
Os mais idosos afirmam, com razão, que não têm memória de, quando jovens, haver tantos fogos florestais.
Os tempos são outros, as populações do meio rural recolhiam os matos para combustíveis, camas de gado e compostagem dos estrumes. Muitas vezes, dada a frequência da sua recolha, existia até escassez. Desta forma, mantinham as florestas limpas.
Diga-se, em abono da verdade, que por medo, porque as autoridades actuavam com firmeza, ou por respeito à propriedade de outrem, as nossas florestas eram melhor preservadas.
O mundo rural é hoje, infelizmente, pouco valorizado, fruto de políticas globais que o têm reduzido a níveis de baixa importância. Estou convicto, contudo, que virão os tempos de retorno à mãe terra, aquela que é fonte de vida. Para lá caminhamos, cansados que estamos da precariedade do meio citadino.
Claro que a simples gestão da floresta não é suficiente para acabar com a dimensão apocalíptica dos fogos florestais. Em todo este fenómeno de Verão há contornos pouco claros. Os interesses imobiliários de gente inimputável são também causa desta situação. Os pirómanos constituem outro grupo de risco (o código do processo penal, na opinião de muitos portugueses, é brando para este tipo de crime. Por razões economicistas ou outras, liberta estes criminosos que muito contribuiem para que o risco esteja sempre presente). Muito se tem, ainda, falado e escrito sobre os interesses das empresas envolvidas no combate aos incêndios.

Ano após ano milhares de hectares de floresta são reduzidos a cinzas. É urgente perguntar! Quem paga o prejuízo aos proprietários? Quem paga o prejuízo ao país? Duvido que alguma Seguradora esteja disposta a apostar na floresta. Mesmo que o estivesse, a verdadeira riqueza da matéria-prima ter-se-ia volatizado com o fogo.
A boa gestão da floresta tem também a ver com a educação dos cidadãos.Li, num jornal diário, que 94% dos fogos, tiveram intervenção humana.
Todos, neste momento, temos a noção que o clima está a mudar. As temperaturas médias globais subiram alguns graus. Regiões há que de tão penalizadas pelos fogos viram as amplitudes térmicas subir drasticamente, com Verões com temperaturas muito altas e Invernos com temperaturas a atingir valores muito baixos. As florestas têm um efeito amenizador, regulador.
A humanidade não se pode desresponsabilizar da sua acção nefasta, que ao longo dos últimos 80 a 100 anos muito tem contribuído para este estado de coisas.
Em muitas partes do Mundo é altamente penalizadora para o ambiente, fazendo desaparecer ecossistemas para sempre. Tudo isto se reflecte nas espécies tanto vegetais como a animais, tornando a terra cada vez mais pobre e condenando o homem a sérios riscos de sobrevivência.
É urgente mudar mentalidades. Temos que repensar nos interesses da grande maioria. As políticas não podem continuar a ser objecto da orquestração dos grandes interesses económicos. O civismo tem que imperar.

Em Portugal, não falta legislação que corrija procedimentos e acautele os fogos florestais. A questão é sempre a mesma. O incumprimento sem consequências.
A lei obriga a limpeza das matas, sobretudo dos arbustivos (matos) que proporcionam as cargas excessivas do combustível que alimentam os fogos no Verão, num raio de 50 metros das habitações. E o que vemos nós? Floresta paredes meias com as habitações.
Está legislada a criação de centrais de combustão dos resíduos florestais, que outrora eram dispensadas pela acção de limpeza que as populações faziam na busca de combustíveis. Pouco ou nada foi feito neste sentido. A iniciativa privada não mostrou interesse no negócio. Unidas, por regiões, as autarquias bem poderiam ter um papel de relevo no cumprimento da lei. Elas mesmo poderiam construir estas centrais. Lucravam com a energia produzida que viessem a injectar na rede pública da EDP, criavam postos de trabalho e, sobretudo, não viam desaparecer a riqueza da floresta de que tanto precisam, através dos impostos, para os seus exíguos orçamentos; lucravam ainda os proprietários, quer pela preservação da sua floresta, quer pela venda dos matos e outros materiais lenhosos às centrais de combustão.
Aplique-se a lei. Não se assista à inércia das entidades responsáveis. Criem-se políticas de apoio aos que por fracos recursos, não podem limpar as suas propriedades. As autarquias têm um papel importantíssimo a desempenhar na criação de riqueza para o país.

Muito se tem falado e escrito na forma como os fogos florestais são combatidos pelos bombeiros. Embora reconheça que se evoluiu favoravelmente nalguma formação dos bombeiros, estes, a quem presto homenagem pelo seu esforço e dedicação… são voluntários. Esta condição é, por si só, um problema. A coordenação, embora esforçada, é muitas vezes a menos acertada para cada caso. Os meios aéreos são eficazes quando as descargas de água são violentas e pesadas sobre as chamas. O combate no solo resulta quando se faz frente ao fogo, fazendo-se desaparecer o combustível, ou seja, quando se actua com máquinas de rasto. O contra fogo é uma técnica que só especialistas o sabem fazer, de modo a que, ateado numa frente, depois de um cordão limpo de combustível, o fogo avance no sentido do que já lavra. Esta técnica tem em consideração a orografia do terreno, pois o fogo existindo na zona baixa, progride mais rapidamente numa encosta no sentido ascendente do que descendente.
Combater verdadeiramente um fogo florestal com eficácia e rapidez, requer conhecimentos, saber e meios. O relevo, a gestão e eliminação dos matos numa frente previamente estudada, com meios mecânicos, evitando-se a propagação das chamas, isolando tanto quanto possível a área em combate e incidir cargas de água no núcleo das chamas. De nada serve espalhar água em locais de pré incêndio, porque a evaporação dessa humidade acontece num ápice. O ataque é eficaz quando feito à base da chama.
Para um eficaz combate é necessário conhecer a natureza das plantas, tanto as arbustivas como as arbóreas; as suas características próprias desenvolvem temperaturas díspares e tempos distintos de inflamação. É preciso conhecê-las para se actuar em conformidade.
É importante o conhecimento científico da flora e vegetação que está a ser alvo do fogo.
Uma coisa é certa, o país não pode continuar a empobrecer todos os Verões! E, mais grave ainda, a perder vidas humanas, que, generosamente empenhadas, são inocentemente “asfixiadas e engolidas” pelo fogo.
Nuno David
(engº técnico-agrário)
(17 de Agosto de 2010)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/isabel_allende_tells_tales_of_passion.html

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/isabel_allende_tells_tales_of_passion.html

Mama Sissoko - Safiatou

A SOLIDARIEDADE DOS PORTUGUESES

EM PORTUGAL ATÉ A SOLIDARIEDADE DOS PORTUGUESES

SERVE PARA FAZER NEGOCIATAS...

A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.

Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 € + IVA.

São 0,72 € no total. O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50 €.
Assim oferecemos 0,50 € a quem carece, mas cobram-nos 0,72 € , mais 0,22 € ou seja 30 %. Quem fica com esta diferença?

1º - a PT com 0,10 € (17 %) isto é a diferença dos 60 para os 50.
2º - o Estado 0,12 € (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.

Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.

A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado já atingiu os 2.000.000 de euros. Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos entre a PT (400.000 € para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000 € para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam).
A PT cobra comissão de quase 20 % num acto de solidariedade!!!

O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!

ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA!!!

ISTO É UM ASQUEROSO ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!!!
Já agora, vale a pena pensar nas recolhas de alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome feitas nos hipermercados. É uma bela forma de os supermercados venderem mais... e nem em cêntimo dão às instituições que lhes aumentaram as vendas...
Tudo é pago, contemplando o lucro dos ditos e, claro está, os impostos ao consumo...
E o notável negócio das empresas da SONAE com o arredondamento para cima das facturas?

É UMA PIPA DE MASSA QUE ENTRA NOS COFRES DA SONAE!!!
QUANTO RENDE? QUEM CONTROLA?

E O BELMIRO, DEPOIS (SABE-SE LÁ QUANDO), AINDA FAZ UM NÚMERO MEDIÁTICO A ENTREGAR PARTE DO QUE OS PORTUGUESES, DE BOA FÉ, ARREDONDARAM... (pagaram impostos e rechearam a tesouraria das empresas)...
E, EIS A CEREJA EM CIMA DO BOLO: AINDA SE DESCONTA NOS IMPOSTOS DAS VÁRIAS EMPRESAS DA SONAE... POIS CONTABILISTICAMENTE O DINHEIRO GERADO COM OS ARREDONDAMENTOS DOS CLIENTES É ENTREGUE COMO DONATIVO...

E O POVO PAGA!

MISERAVELMENTE ESTA GENTE (?)ATÉ DA SOLIDARIEDADE FAZ NEGÓCIO!!!

TUDO LHES SERVE PARA ASSEGURAREM OS SEUS MULTIMILIONÁRIOS ORDENADOS E PRÉMIOS!!!

NÃO COLABORE NESTAS CAMPANHAS, CASO NÃO SEJA ESCLARECIDO CABALMENTE QUE OS "DONATIVOS" ESTÃO ISENTOS DE IMPOSTOS E DE TAXAS OU COMISSÕES, BEM COMO NÃO CONTRIBUEM (SEM RETORNO SOLIDÁRIO) PARA O AUMENTO DOS NEGÓCIOS DOS GANANCIOSOS GESTORES...

NÃO SEJA TÓTÓ!!!
e não esqueça a aldrabice dos donativos tipo "um euro de solidariedade em cada fralda...litro. ..garrafa ...camisinha"... o que essa gente ganha com as nossas compras e nada dão dos seus lucros - já pensou bem como "é fixe" a solidariedade com o dinheiro dos outros ???

Deolinda "Um Contra O Outro"

FEZ-SE JUSTIÇA, FINALMENTE...

*A justiça portuguesa está de parabéns!

* Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.

· Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,

· Ao desaparecimento de Madeleine McCann,

· Ao caso Casa Pia

· Do caso Portucale

· Operação Furacão

· Da compra dos submarinos

· Às escutas ao primeiro-ministro

· Do caso da Universidade Independente

· Ao caso da Universidade Moderna

· Do Futebol Clube do Porto

· Ao Sport Lisboa Benfica

· Da corrupção dos árbitros

· À corrupção dos autarcas

· De Fátima Felgueiras

· A Isaltino Morais

· Da Braga parques

· Ao grande empresário Bibi

· Das queixas tardias de Catalina Pestana

· Às de João Cravinho

· Dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida

. Do processo Costa Freire / Zeze Beleza, quem não se lembra ?

· Do miúdo electrocutado no semáforo

· Do outro afogado num parque aquático

· Das crianças assassinadas na Madeira

· Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico

· Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi
roubada do Instituto de Medicina Legal

· A miúda desaparecida em Figueira

· Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou

· As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo. Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos.

· Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran

· Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal.

· O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

· E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter
assassinado doentes por negligência

** Pois é... a justiça portuguesa está de Parabéns!
** Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.*

*Prenderam um jovem que fez um download de música ... *

Até que enfim !!!!!!!!!!!!!!

YEAAAAAAAAH!... VIVA!!!!

*Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet!...
**O Indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por
ter feito o download e partilhado música ilegalmente com outros utilizadores!

Agora sim, sinto-me mais seguro !

Anaquim - Lusíadas

APELO À DENÚNCIA

"O Congresso dos EUA aprovou já a lei que convida os americanos a denunciarem aos reguladores do mercado de valores todas as irregularidades praticadas por empresas financeiras. Sempre que a pista prove ser verdadeira, os "delatores" poderão vir a receber 10 a 30% da sanção aplicada."
(texto da revista Visão de 12 de Agosto de 2010)
PARA QUANDO UMA LEI SEMELHANTE EM PORTUGAL?
Sei que os portugueses têm, em relação à delacção, alguns pruridos herdados do regime salazarista. Denúncia e PIDE confundem-se. Só os "bufos" relatavam à polícia política aqueles que punham em causa a segurança do Estado Novo. Neste caso, contudo, a denúncia de crimes económicos não pode confundir-se com a cilada política. Pelo contrário, fortalece, prestigia a democracia. O Estado democrático não pode ser encarado como algo que se deve ludibriar por todos os meios, aproveitando a generosidade das suas leis, o seu respeito pelos cidadãos. Denunciar crimes económicos, fuga ao fisco, é uma questão de justiça social.
Ou será que os políticos estão comprometidos?