sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PORTUGAL MARAVILHOSO - O CASTELO DE BRAGANÇA


MORREU O ESCRITOR MANUEL ANTÓNIO PINA


Prémio Camões 2011
Morreu o escritor Manuel António Pina
19.10.2012 - 17:11 Por Isabel Coutinho
JORNAL PÚBLICO

 O Prémio Camões de 2011 estava internado no Hospital de Santo António no Porto. Morreu esta tarde.Tinha 68 anos.


Quando, em 2011, Manuel António Pina soube que lhe tinha sido atribuído o Prémio Camões por toda a sua obra - que inclui poesia, crónica, ensaio, literatura infantil e peças de teatro – afirmou: “É a coisa mais inesperada que podia esperar”.
Também a sua poesia tinha sentido de humor – o que é raro na poesia portuguesa - e mantinha vivo o diálogo com Fernando Pessoa. Na literatura infantil, Pina mostrava também essa tradição do “non sense”, da brincadeira sem deixar de lado a complexidade.
Era um cinéfilo e sabia cenas de alguns filmes de cor. Numa pequena biografia publicada há alguns anos na imprensa francesa dizia-se que gostava de “cultivar a imagem de poeta de ‘série B’ – para usar uma metáfora cinematográfica – neutralizando assim a tentação de fazer ‘a grande poesia’ fruto de auto-ironia e de uma dimensão manifestamente lúdica dos seus textos”.
Costumava citar Luiz Pacheco, que dizia que daqui a cem anos ninguém se lembrará do que escrevemos, para contrapor que essa meta acabava: já daqui a um ano. No entanto os seus livros, nomeadamente os infantis que formaram a geração que hoje tem mais de 40 anos, continuam a ser reeditados e não envelheceram.
Quando em 2011 foi publicada pela Assírio & Alvim, “Todas as palavras – Poesia Reunida (1974-2011)” o crítico Pedro Mexia lembrava no “Expresso”, que “os primeiros poemas de M. A. Pina, não sendo estritamente políticos, documentam uma certa ‘paz dos cemitérios’ e sugerem que ‘não é possível dizer mais nada mas também não é possível ficar calado’. Embora seja tarde, talvez não seja ainda demasiado tarde.”
O título do seu primeiro livro de poesia, “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma é Apenas um Pouco Tarde”, que foi publicado em 1974 tem sido lembrado nas redes sociais e em cartazes espalhados pelo Porto. É uma iniciativa POP para se criar uma versão nacional e actual do cartaz “keep calm and carry on” que, dizem na página que mantém no Facebook, contou com “o apoio e incentivo directo” de Manuel António Pina. O cartaz original foi criado para ser afixado em Londres, caso houvesse invasão alemã durante a II Guerra Mundial. O cartaz português retoma o título de Pina e é uma homenagem ao poeta “pelas palavras que há muito tempo escreve”: “Não é o fim nem o princípio do mundo, calma é a apenas um pouco tarde” procura “de certa forma, sensibilizar, motivar e mobilizar as pessoas tal como o da situação original”, explicam no Facebook.
O escritor que nasceu, em 1943, no Sabugal, na Beira Alta, vivia no Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam material de sobra para os poemas. Conta-se, e foi relatado no “JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias” em 2001, que durante a visita a uma exposição de retratos de escritores portugueses na Feira do Livro de Frankfurt, Helmut Kohl terá parado em frente da fotografia de Manuel António Pina e de um gato e perguntado quem era o escritor. Responderam-lhe que era “o do bigode”. E o chanceler terá dito: “Bigodes têm os dois”. Além de integrar a representação oficial da literatura portuguesa na Feira do Livro de Frankfurt, em 1997, o escritor esteve também na comitiva do Salão do Livro de Paris, em 2000, e no Salão do Livro de Genève, em 2001.
Durante a infância, foi-lhe difícil fazer amigos. Andou de terra em terra por causa da profissão do pai que era chefe das Finanças e também tinha o cargo de juiz das execuções fiscais. A família nunca chegava a ficar mais de seis anos em cada localidade. Foi o pai que o ensinou a ler e a escrever mesmo antes de ir para a escola e treinava a ler os títulos do “1º de Janeiro”. Desde os seis ou sete anos que escrevia poemas, que a sua mãe guardava, e embora só tivesse publicado o primeiro livro de poemas em 1974, começou a escrevê-lo em 1965.

POEMA ERÓTICO DEDICADO AO PRIMEIRO-MINISTRO PEDRO PASSOS COELHO

Caixa de texto:   'Poema erótico'
  de Drummond de Andrade





  'Satânico é meu pensamento a teu respeito, 
  e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão,
  numa sede de vingança incontestável 
  pelo que me fizeste ontem.

  A noite era quente e calma e eu estava em minha cama,
  quando, sorrateiramente, te aproximaste. 
  Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, 
  sem o mínimo pudor! 
  Percebendo minha aparente indiferença,
  aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos. 
  Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.

  Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente,  
  mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas 
  irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.

  Esta noite recolho-me mais cedo, 
  para na mesma cama te esperar. 
  Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. 
  Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. 
  Só descansarei quando vir 
  sair o sangue quente do teu corpo.

  Só assim, livrar-me-ei de ti, mosquito Filho da Puta! '

QUEM ME DERA UMA AUSTERIDADE DESTAS

E PORQUE SERÁ QUE TEMOS QUE SER NÓS A PAGÁ-LA?
 
ATÉ QUANDO DEIXAREMOS QUE NOS HUMILHE?

Exemplos de austeridade!...

1º Exemplo

-   Presidente dos EUA recebe por ano $400.000,00 (291.290,417 Euros);

-   O Presidente da TAP recebeu, em 2009, 624.422,21 Euros;

-   O Vice-Presidente dos EUA recebe por ano $ 208.000,00 (151.471,017 Euros);

-   Um Vogal do Conselho de Administração da TAP recebeu 483.568,00 Euros;

-    O Presidente da TAP ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada  português.


2º Exemplo

-  A Chanceler Ângela Merkel recebe cerca de 220.000,00 Euros por ano;

- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 560.012,80 Euros;

- O Vice-Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 558.891,00 Euros;

- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos ganha por mês 50 anos de salário médio de cada português.


3º Exemplo

-  O Primeiro-Ministro Passos Coelhos recebe cerca de 100.000,00 Euros por ano;

- O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS recebeu 249.896,78 Euros;

- O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS ganha por mês 22,3 anos de salário médio de cada português.


4º Exemplo

- O Presidente da República recebe cerca de 140.000,00 Euros por ano;

- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal recebeu 205.814,00 Euros;

- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal ganha por mês 18,4 anos de salário médio de cada português;


5º Exemplo

-  O Presidente francês recebe cerca de 250.000,00 Euros por ano;

- O Presidente de Administração dos CTT - Correios de Portugal, S.A. recebeu 336.662,59 Euros;

- O Presidente de Administração dos CTT Correios de Portugal, S.A. ganha por mês 30 anos de salário médio de cada português.


6º Exemplo

-  O Primeiro-Ministro David Cameron recebe cerca de 250.000,00 Euros por ano;

-  O Presidente do Conselho de Administração da RTP recebeu 254.314,00 Euros;
 

COMO PODE PEDRO PASSOS COELHO ESTAR MAIS À DIREITA QUE SALAZAR?

'O que é o neoliberalismo?'



É tempo de voltar a analisar as ideologias – que, para o bem ou para o mal, não morreram. Até 1980-90, os conservadores eram de direita (moderada), os liberais reformistas e os democratas-cristãos autênticos eram de centro, e os socialistas ou sociais-democratas (propriamente ditos) eram de esquerda.
Com as doutrinas de Hayek e de Friedman, postas em prática pela dupla Reagan-Thatcher, bem como em consequência da globalização, do comércio livre, dos hedge funds em paraísos fiscais – e também da extinção da URSS – o mundo virou à direita: os neoconservadores tornaram-se mais radicais, os liberais e os democratas-cristãos passaram a conservadores, e os socialistas democráticos procuraram uma «terceira via» que, pelas mãos de Blair/Brown e de Bill Clinton, se afirmou capitalista e pro-rich, abandonando a sua tradição socialista e pro-poor. Tudo isto, porém, ocorreu no quadro da democracia pluralista, sem nunca ultrapassar «pelo menos na Europa, EUA e Japão» - a fronteira que separa a direita democrática do fascismo (Marine Le Pen não é neoliberal).
Aconteceu, entretanto, que a ala mais à direita do Partido Republicano dos EUA (com Bush filho, Romney, Tea Party, etc.) se transformou muito rapidamente num movimento radical, quase-revolucionário, que se tem afirmado como politicamente «neoconservador» e economicamente «neoliberal». Tal transformação transmitiu-se à Europa: Merkel e Sarkozy, Berlusconi, Aznar e Rajoy, Passos Coelho/Paulo Portas (com os respectivos ministros, como Victor Gaspar, e principais assessores, como António Borges).

Deixando por hoje de lado o que diz respeito ao neoconservadorismo (na política externa e interna), procuremos caracterizar a corrente neoliberal, profundamente elitista, que manda na Europa actual:

a) Crença absoluta no mercado e desconfiança total em relação ao Estado (bit e-government);

b) Protecção legal aos mais ricos, sobretudo através da redução dos respectivos impostos, na convicção de que só eles investem, criam empregos e, assim, impulsionam o crescimento económico;

c) Prática constante, e progressiva, de cortes substanciais nas despesas sociais, por se entender que o Separe Skate é uma ilusão perigosa; e que os mais pobres, tornando-se subsídio-dependentes, prejudicam o interesse nacional e não merecem protecção (ou não merecem senão protecção mínima).

O ódio de classe – que Marx considerava ser a ira justa dos pobres contra os ricos – mantém-se, mas de pernas para o ar: é agora a raiva profunda dos ricos contra os pobres, os inúteis, os incapazes que só sabem viver à mesa do Orçamento, à custa dos impostos dos ricos, sendo estes os únicos que dão emprego a quem verdadeiramente quer trabalhar.
Não há, por estas razões, nenhum governo neoliberal que não baixe significativamente a carga fiscal e parafiscal (T.S.U) dos empresários e que não suba, tanto quanto possível, a dos trabalhadores, apesar de nunca conseguirem diminuir o défice e a dívida.
Todos os filósofos gregos – Platão, Xenofonte, Aristóteles – chamavam a isto uma forma de governo «oligárquica», cuja degeneração externa era a «plutocracia» (o governo do dinheiro).

Comparemos agora esta tão actual doutrina neoliberal com o pensamento arcaico (?) do «fascista» Oliveira Salazar, em 13 de Abril de 1929.

Escreveu ele: a reforma tributária (então publicada) guia-se, entre outros, pelo princípio da quase uniformidade das taxas dos vários impostos, «com as excepções que favorecem, em todos os países civilizados, os rendimentos provenientes só do trabalho do contribuinte» (A reorganização financeira, Coimbra Editora, 1930, p. 102).

Problema insolúvel da ciência política: como pode um democrata neoliberal de hoje situar-se mais à direita do que um ditador «fascista» de há 80 anos?!...

Diogo Freitas do Amaral, Visão nº1022, 4 a 10 de Outubro de 2012, p. 46

ATENÇÃO, NOVO DOCUMENTO OBRIGATÓRIO

Não se esqueça.
Entra em vigor no final do ano.




Para começar o Governo terá de imprimir 9 milhões… depois se verá…

O Governo já criou um novo cartão, não sei se conhecem, aí vai ….

Diz que dá acesso a vários serviços de luxo…

·       Dormida em albergues;

·       Pagamento das taxas de saúde em suaves prestações mensais;

·       Roupa e alimentação no banco alimentar;

·       Isenção de impostos que não existam;

·       Momentos de convívio e lazer nos jardins públicos;

·       Entre outros…

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O GENERAL PIRES VELOSO: É PRECISO UMA REVOLUÇÃO!


O General Pires Veloso


O general Pires Veloso, um dos protagonistas do 25 de Novembro de 1975 que naquela década ficou conhecido como "vice-rei do Norte", defende um novo 25 de Abril, de raiz popular, para acabar com "a mentira e o roubo institucionalizados".

"Vejo a situação atual com muita apreensão e muita tristeza. Porque sinto que temos uma mentira institucionalizada no país. Não há verdade. Fale-se verdade e o país será diferente. Isto é gravíssimo", disse hoje, em entrevista à Lusa.

Para o general, que enquanto governador militar do Norte foi um dos principais intervenientes no contra-golpe militar de 25 de Novembro que pôs fim ao "Verão Quente" de 1975, "dá a impressão de que seria preciso outro 25 de abril em todos os termos, para corrigir e repor a verdade no sistema e na sociedade".

Pires Veloso, 85 anos, considera que não poderão ser as forças militares a promover um novo 25 de Abril: "Não me parece que se queiram meter nisto. Não estão com a força anímica que tinham antigamente, aquela alma que reagia quando a pátria está em perigo".

"Para mim, o povo é que tem a força toda. Agora é uma questão de congregação, de coordenação, e pode ser que alguém surja" a liderar o processo.

Inversão de valores



E agora que "o povo já não aguenta mais e não tem mais paciência, é capaz de entrar numa espiral de violência nas ruas, que é de acautelar", alertou, esperando que caso isso aconteça não seja com uma revolução, mas sim com "uma imposição moral que leve os políticos a terem juízo".

Como solução para evitar que as coisas se compliquem, Pires Veloso defendeu uma cultura de valores e de ética. "Há uma inversão que não compreendo desses valores e dessa ética. Não aceito a atuação de dirigentes como, por exemplo, o Presidente da República, que já há pelo menos dois anos, como economista, tinha obrigação de saber em que estado estava o país, as finanças e a economia. Tinha obrigação moral e não só de dizer ao país em que estado estavam as coisas", defendeu.
 Pires Veloso lamentou a existência de "um gangue que tomou conta do país. Tire-se o gangue, tendo-se juízo, pensando no que pode acontecer.

E ponha-se os mais ricos a contribuir para acabar a crise. Porque neste momento não se vai aos mais poderosos".

O general deu como exemplo o salário do administrador executivo da Eletricidade de Portugal (EDP) para sublinhar que "este Governo deve atender a privilégios que determinadas classes têm".

"Não compreendo como Mexia recebe 600 mil euros e há gente na miséria sem ter que dar de comer aos filhos. Bem pode vir Eduardo Catroga dizer que é legal e que os acionistas é que querem, mas isto não pode ser assim. Há um encobrimento de situação de favores aos mais poderosos que é intolerável. E se o povo percebe isso reage de certeza", disse.

Para Pires Veloso, "se as leis permitem um caso como o Mexia, então é preciso outro 25 de abril para mudar as leis", considerando que isto contribui para "a tal mentira institucionalizada que não deixa que as coisas tenham a pureza que deviam ter".

Casos como este, que envolvem salários que "são um insulto a um povo inteiro, que tem os filhos com fome", fazem, na opinião do militar, com que em termos sociais a situação seja hoje pior, mesmo, do que antes do 25 de Abril: "Na altura havia um certo pudor nos gastos e agora não: gaste-se à vontade que o dinheiro há de vir".

Inversão do 25 de Abril



Quanto ao povo, "assiste passivamente à mentira e ao roubo, por enquanto. Mas se as coisas atingirem um limite que não tolere, é o cabo dos trabalhos e não há quem o sustenha. Porque os cidadãos aguentam, têm paciência, mas quando é demais, cuidado com eles".

"Quando se deu o 25 de Abril de 1974, disseram que havia de haver justiça social, mais igualdade e melhor repartição de bens. Estamos a ver uma inversão do que o 25 de Abril exigia", considerou Pires Veloso, para quem "o primeiro-ministro tem de arrepiar caminho rapidamente".

Passos Coelho "tem de fazer ver que tem de haver justiça, melhor repartição de riqueza e que os poderosos é que têm que entrar com sacrifícios nesta crise", defendeu, apontando a necessidade de rever rapidamente as parcerias público-privadas.

"Julgo que Passos Coelho quer a verdade e é esforçado, mas está num sistema do qual está prisioneiro. O Governo mexe nos mais fracos, vai buscar dinheiro onde não há. E, no entanto, na parte rica e nos poderosos ainda não mexeu. Falta-lhes mais tempo? Não sei. Sei é que tem de mudar as coisas, disse Pires Veloso.

ABRIU A CAÇA AO COELHO!


O MIÚDO QUE VAI ENSINAR O MINISTRO

O MIÚDO QUE VAI ENSINAR O MINISTRO GASPAR A FAZER CONTAS:

SEM INVESTIMENTO NÃO HÁ IMPOSTOS E RECEITAS!

PORTUGUESES NO MUNDO-ENTREVISTA COM HENRIQUE CASTRO EM JAKARTA



OIÇA A ENTREVISTA DA ANTENA 1

http://www.rtp.pt/play/p518/e96050/portugueses-no-mundo

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A CIGARRA E A FORMIGA-CARTA AO MINISTRO MACEDO

Uma carta explicativa da fábula das cigarras e das formigas…
A seguir, transcrevemos a pertinente e elucidativa carta, do cidadão Joaquim Amaro, recebida através da Internet.
 


 
Joaquim Amaro - Urbanização Quinta João de Ourém, Lote 8- 2.º Direito - 8700-132 Olhão           

Exmo. Senhor Doutor Miguel Macedo

Ministro da Administração Interna

Praça do Comércio - 1149-015 Lisboa

Registada c/ Aviso de Recepção                                 

Olhão, 25/09/2012


Senhor Ministro,


Com os meus cumprimentos, dirijo-me a V. Excelência verberando as suas recentes declarações que transcrevo:


“Portugal é um País com muitas cigarras e poucas formigas”


Esta sua afirmação leva-me a concluir que o Senhor Ministro por ignorância ou desconhecimento, não sabe interpretar o sentido da fábula da cigarra e da formiga.


Eu explico:


As formigas são a maioria dos Portugueses que o Senhor ofendeu com a sua infeliz afirmação, que trabalham (aqueles que têm trabalho) e levam para casa uns míseros trocos para o sustento das suas famílias.


Para que o Senhor Ministro meça no futuro as suas palavras, não resisto a contar-lhe a fábula como eu a conheço:


Aqui vai, nasci no longínquo ano de 1939 numa freguesia rural do Alentejo.

Sou filho de um camponês que tinha mais cinco descendentes, sendo eu o mais velho.


A formiga era o meu pai que trabalhava de sol a sol (assim como uma grande parte dos portugueses).



Ouso perguntar-lhe: O Senhor Ministro alguma vez na sua vida ouviu cantar o galo? Eu disse galo, não disse cigarra, essa certamente já a ouviu, porque elas só cantam com o sol em pleno.

Era precisamente à hora que os galos cantavam no verão entre as 4,30 horas e as 5,00 da manhã que ele se levantava para ir trabalhar. Levava no alforge um bocado de pão, azeitonas, toucinho ou chouriço, quando o havia e iniciava mais um dia de calvário calcorreando cerca de 2 léguas a pé para chegar à Quinta de São Pedro, onde trabalhava.


Chegado ali, dirigia-se às cavalariças para aparelhar as mulas, dar-lhes de beber e alguma ração e em seguida iniciava os trabalhos consoante a época do ano e que consistiam, em lavrar e arar a terra, semear, mondar, ceifar, debulhar as sementes e muitos outros serviços inerentes à atividade agrícola.


O Senhor Ministro antes de dizer aquelas “palermices” tem consciência do que é estar à boca de uma debulhadora ou a ceifar sob o tórrido sol do Alentejo? Eu respondo por si; não tem porque o Senhor nasceu em berço de ouro.


Quando o sol desaparecia no horizonte, no verão cerca das 21,00 horas, dirigia-se às cavalariças, desaparelhava o gado, dava-lhes água, palha e ração e regressava a casa, muitas vezes debaixo de grandes intempéries (isto no inverno, como é óbvio), atravessando ribeiras e trilhando caminhos cheios de lama, muitas vezes às escuras e com um feixe de lenha às costas para os filhos se aquecerem no inverno. Ceava qualquer coisa e deitava-se mais morto do que vivo, porque muitos dias não conseguia dormir com as dores que sentia no corpo. 


O Senhor imagina o que é fazer este ritual todos os dias do ano, praticamente sem um dia de descanso a não ser no dia de festa da aldeia, sim, porque neste tempo não havia feriados, nem fins-de-semana.


Tudo isto para trazer para casa uma jorna de 105 escudos por semana, correspondente a 7 dias a 15 escudos diários.


 Depois do meu pai chegar a altas horas da noite a minha mãe ia à mercearia do Sr. Silvério, pagar o avio da semana para poder trazer o outro para a semana seguinte, porque se não o fizesse não havia seguinte.


O Senhor Ministro comeu alguma vez pão com 8 dias ou mais?

Com certeza que não porque o Senhor nunca comeu o pão que o diabo amassou, como diz o povo do qual se arvora em defensor.


O Senhor alguma vez ouviu falar nas cadernetas de racionamento?


Certamente pensará que estou a ironizar. Não estou não senhor. Não se trata de uma caderneta de cromos era um livrinho que foi distribuído às famílias para controlar o consumo a que estavam autorizados e obrigados ao tempo.


Sabe o Senhor Ministro o que é que esta formiga amealhou durante os anos em que viveu e tanto se sacrificou? Eu digo-lhe, miséria e fome, tal como alguns milhões que o senhor infelizmente apelida de cigarras.


Sabe qual foi a escolaridade dos meus irmãos? Nenhum chegou à 4.ª classe, porque tiveram que ir guardar porcos e trabalhar no campo para minorar a pobreza do agregado familiar.


Agora espero que tenha compreendido na verdadeira aceção da palavra, o papel da formiga, comento o papel da outra interveniente na fábula.


A cigarra é o Senhor que está no governo e muitos outros que por lá têm passado que conduziram o País à miséria e quase à bancarrota, arvorando-se em defensores dos desprotegidos e dos mais pobres, que são afinal as únicas vítimas da crise e dos desmandos que os senhores estão a praticar e praticaram.


A cigarra são os senhores bem-falantes que estão na Assembleia da República, com bons vencimentos, mordomias e privilégios que ninguém tem, que se intitulam defensores do povo. Qual povo, qual carapuça, os senhores são é defensores dos “tachos” quando aí estão e quando saem para a vida privada. Afirmam muitos que para servir o País e a bem de Portugal, estão a perder dinheiro.


Como tenho pena dos “coitados”. Porque não experimentam viver com o salário mínimo nacional durante uns anos? Porque não têm a reforma só aos 65 anos como a maioria dos portugueses, aqueles que apelidam de cigarras?


A cigarra leva a vida a cantar é o que vocês fazem tentando adormecer os portugueses. Cuidado que eles estão a despertar e o feitiço pode voltar-se contra o feiticeiro e de repente o tapete desaparece debaixo dos vossos pés e ainda podem vir a ser responsabilizados pelo mal que têm feito a este triste País.


Levam uma vida faustosa e de luxúria com bons carros, motoristas, grandes banquetes e sabe-se lá mais o quê e ainda têm o descaramento de chamar “cigarras” aos desgraçados que têm espoliado escandalosamente, contrariando inclusive a própria Constituição da República. Os Senhores foram mandatados para nos governar, não para nos “desgovernar”.


Sabe o Senhor Ministro porque temos muitas cigarras e poucas formigas, eu explico:


Porque os senhores são muitos e para cúmulo mandaram quase um milhão de formigas para o desemprego e para a miséria. Foram os senhores e os vossos antecessores, que mercês das vossas políticas desastrosas acabaram com o aparelho produtivo do País.


Foram os políticos que estiveram nos sucessivos governos que, escudados na obrigatoriedade de cumprirem diretivas emanadas da União Europeia, acabaram com a agricultura, com as pescas e outras atividades que eram o sustentáculo da produção nacional ao ponto de não sermos mais autossuficientes em alguns produtos.


O Senhor Ministro lembra-se ou alguma vez viu os campos verdejantes do Alentejo cobertos de trigo, cevada, grão, milho e outros cereais? Lembra-se de campos cobertos de papoilas e malmequeres?


Sabe o que vejo atualmente nesses campos outrora verdejantes e cultivados?


Vejo-os ao abandono e desertificados.


Triste realidade a que nos conduziram. Houve evolução depois do 25 de Abril, houve sim senhor. O País melhorou em muitos aspetos; melhorou sim senhor. Piorou noutros; piorou.



Deixou de haver respeito e palavra de honra, não se respeitam as autoridades, as instituições, os professores, os mais velhos e quanto à palavra de honra à gente que não sabe o seu significado, incluindo os políticos do seu governo que hoje dizem uma coisa e amanhã outra. Diz-se que navegam à vista, eu, diria navegam ao sabor das correntes, isto é, dos seus interesses.


É por causa das vossas políticas que as empresas abrem falência diariamente e são mandados para o desemprego milhares de portugueses que vão engrossar o número das “cigarras”.


O mais grave é que teimosamente os senhores não reconhecem os vossos erros.


A seu tempo o Imperador Napoleão Bonaparte censurou um dos seus generais de brigada e disse-lhe o seguinte:


“Junot o mal não está no erro, está na persistência do erro”


 Este recuou na sua estratégia. Os senhores também recuam para depois investirem de forma mais austera, tendo sempre como destinatários os mais desfavorecidos e aqueles que trabalham.


Em suma, sempre os mesmos.



Dizem as cigarras estar preocupadas com a justiça, com a corrupção, com a fuga ao fisco e muito mais. O Dr. Paulo Morais, sabe e disse-o na televisão e numa entrevista no Correio da Manhã, onde está instalada a corrupção. Porque não lhe perguntam?



Certamente que ele vai colaborar e eu também, dizendo que estão instalados na Assembleia da República que é afinal o centro de todas as decisões.



Os lobby’s e os interesses instalados não abdicam dos seus privilégios e assim torna-se muito difícil tomar medidas estruturais.



Os problemas de Portugal além de estruturais são económicos. Se não produzimos, não exportamos e diminuímos o consumo interno.



Diminuindo o consumo interno asfixiamos o mercado nacional e somos obrigados a importar, fator que implica o agravamento da nossa balança comercial.



Deixo estas apreciações aos senhores economistas que tudo sabem, mas, que raramente estão em sintonia com as causas com que nos debatemos.



 Não vou alongar-me mais Senhor Ministro, apesar de ter muito para lhe dizer. Quando assisto aos debates na Assembleia da Republica, quase sempre nas vossas interpelações, oiço alguns gracejos, pelo que não devo bater-lhe mais, para não o deixar cheio de nódoas negras, mais, do que aquelas que já tem com a sua atuação que espero em breve ver julgada pelos portugueses.



O Senhor Ministro sabe a tristeza que eu sinto, quando perpasso o olhar pelo hemiciclo e oiço os senhores falarem em sacrifícios que os portugueses precisam de fazer para sair da crise e vejo um grupo de “emproados e anafados deputados”, defendendo as suas damas e acusando-se uns aos outros. Sim porque a culpa é sempre dos outros.



Senhor Ministro depois de ter ofendido a maioria dos portugueses que o elegeram, sugiro-lhe que se demita ou apresente a todos as suas desculpas, dizendo que as suas palavras foram deturpadas e foram reproduzidas fora de contexto? Aliás o final da sugestão é o que normalmente acontece quando os governantes metem “a pata na poça” como diz o povo. Reconhecer os erros é humildade, precisamente o contrário de arrogância.



Ouso perguntar-lhe se já viu a foto da menina que na manifestação de 19 do corrente junto ao Palácio de Belém, está a abraçar um polícia e que está a correr mundo nas redes sociais?



Se ainda não viu; veja que é elucidativa. Espero que o pobre coitado não seja castigado, pois, apesar de ter muita vontade, não esboçou sequer um sorriso apesar de a garota ser linda e muito ternurenta.



Penso que o elucidei sobre a verdadeira essência da fábula acima descrita para que não cometa mais “argoladas”



Reitero os meus cumprimentos,



a)  Joaquim Amaro - B.I. 1346083



Nota - Esta carta respeita as normas do novo acordo ortográfico.

COM CONHECIMENTO:

Aos Grupos Parlamentares do P.S.D. / P.S. / C.D.S./P.P. / P.C. / B.E. E P.E.V..

(Fim de transcrição integral)

ABRIU A CAÇA AO COELHO


PRÓXIMO PLENÁRIO DO MSE


Próximo plenário do MSE
Vem decidir o teu futuro!


 Data: Quinta, 18 de Outubro de 2012, às 18:30
 Evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/207126109420993/
 Local: Parque Polivalente de Santa Catarina - Calçada da Combro nº82A (Lisboa)
 No google maps: https://maps.google.com/?ll=38.710944,-9.14828&spn=0.00166,0.002411&t=m&layer=c&cbll=38.711053,-9.14817&panoid=hXrdfrI6gz1bv3AtXNMVwA&cbp=12,20.4,,1,2.24&z=19

QUEM DEVE PAGAR A DÍVIDA?


VEJA TODA A INFORMAÇÃO SOBRE A COMPRA DOS SUBMARINOS NESTE ENDEREÇO

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CUSTO DOS SUBMARINOS:
1.000 MILHÕES DE EUROS

CUSTO DA BURLA DO BPN:
BPN-A Maior Burla de Sempre emPortugal***** Este número é demasiado grande para caber nos jornais *(9.710.600.000,00€)**!!!*


João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “éo maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve umroubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas emGibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno bancode Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa quese aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foio cavaquismo na sua fase executiva”. O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo dapromiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacionalem 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitosportugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações"para ex-ministros e secretários de Estadosociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa,que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para sersecretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e peloFinibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dosAssuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos deCavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é precisotalento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem maisde 400 milhões de euros. Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da AdministraçãoInterna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de DiasLoureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministrosAmílcar Theias e Arlindo Carvalho.

QUE SE LIXE A TROIKA-CERCO AO PARLAMENTO-LISBOA


O METRO DO AEROPORTO DE LISBOA


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ARRUFOS NO GOVERNO


TROIKA, NÃO! E GOVERNO RUA!


QUE SE LIXE A TROIKA- ESTE ORÇAMENTO NÃO PASSARÁ!


A DÍVIDA DOS PORTUGUESES AO ESTADO NÃO EXISTE


A dívida dos portugueses ao Estado "não existe"
Lusa 12 Out, 2012, 10:19

A historiadora Raquel Varela, coordenadora do livro "Quem Paga o Estado Social em Portugal", disse à agência Lusa que o estudo, agora publicado, conclui que a dívida dos portugueses ao Estado "não existe".

 Segundo a historiadora, trata-se de um estudo científico que prova, através de um modelo matemático que os trabalhadores "pagam o suficiente para todos os gastos sociais do Estado".

De acordo com Raquel Varela, "na maioria dos anos os trabalhadores até pagam a mais, apesar de o Governo nunca ter prestado contas".

O livro, que é hoje apresentado, refere que a "crise põe a nu as contradições do sistema capitalista" e que foram usados na investigação dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística e Eurostat.

"Usamos dados que têm a ver com impostos que recaem sobre o trabalho e subtraímos a esse valor os gastos sociais do Estado. As conclusões a que chegámos é que, na esmagadora maioria dos casos, os trabalhadores pagam mais do que recebem do Estado, em diverso tipo de serviços" disse Raquel Varela.

Sendo assim, diz a historiadora, a conclusão geral é que nos últimos 20 anos os trabalhadores pagaram "todos os gastos sociais que o Estado tem com eles e, portanto, não têm qualquer tipo de dívida".

Entre muitos exemplos, os historiadores usam o caso da situação da saúde para concluírem que o setor está nas mãos das Parcerias Público Privadas (PPP): mais de metade do que os portugueses pagam para o serviço nacional de saúde é transferido para hospitais de gestão privada.

"Isto num país em que os trabalhadores recebem o equivalente a 50% do PIB, mas da massa total de impostos que entram no Estado, 75% vem do rendimentos dos trabalhadores e não do capital", justificam.

"À medida que aumentam as PPP, diminui a eficiência do serviço prestado. Ou seja, nos hospitais empresa, os serviços são mais caros e o Estado gasta mais do que gasta se fizer o mesmo num hospital público. Mais 0,5 por cento na última década", indica Raquel Varela.

Na opinião da especialista, "outro número que está no livro é o cálculo do roubo e do colapso para a segurança social que significa a transferência do fundo de pensões da banca e da Portugal Telecom falidos e que foram transferidos para a Segurança Social".

"Depois admiram-se que a segurança social tem uma dívida", refere Raquel Varela, adiantando: "Outro número escandaloso são as PPP rodoviárias. Mesmo que as pessoas deste país não andem nas autoestradas, estão a pagar como se lá andassem, porque o Estado garantiu a algumas empresas uma renda fixa, independentemente de passarem lá carros ou não. Ou seja, é um capitalismo sem risco. Não é aquela ideia do capitalista empreendedor que corre riscos para ganhar lucro. É a ideia do capitalista que não vive sem a cobertura do Estado".

"Para nós cai por terra o mito da economia privada e empreendedora, sobretudo no que diz respeito às grandes empresas, porque as pequenas empresas não são nada favorecidas nestas questões e estamos a falar de grandes conglomerados económicos. As grandes empresas vivem à conta dos impostos do Estado. Ou seja, não sobrevivem nem têm lucros se não contabilizarmos a massa de valor que é transferida para estas empresas através de esquemas, que são muitos", sublinha a investigadora.

O prefácio é assinado por Maria Lucia Fatttoreli, auditora fiscal do Ministério da Fazenda do Brasil e os autores dedicam o livro "aos médicos e enfermeiros que lutam pela conservação do Serviço Nacional de Saúde" e aos professores que "defendem" o Ensino Público, "de qualidade de todos e para todos".

ESTE GAJO NÃO TEM EMENDA - RELVAS DE NOVO APANHADO A ESCUTAR


Relvas apanhado em escutas sobre privatizações



15 de Outubro, 2012por Margarida Davim


A edição desta segunda-feira do jornal Público revela que a Polícia Judiciária interceptou conversas telefónicas entre o ministro Miguel Relvas e José Maria Ricciardi do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) sobre a privatização da EDP e da REN.
Os telefonemas foram escutados pela PJ no âmbito da operação Monte Branco, uma investigação para desmontar uma rede de lavagem de dinheiro. Mas as gravações, realizadas entre Setembro de 2011 e Fevereiro deste ano, foram feitas no âmbito de recolha de informação e não de recolha de provas.
Segundo fontes policiais ouvidas pelo Público, as conversas entre Relvas e Ricciardi, «mesmo não sendo ilícitas», revelam a «enorme» informalidade com que assuntos como as privatizações são tratados entre detentores de cargos políticos e banqueiros.
O jornal Público tentou saber junto da Procuradoria-Geral da República (PGR) se o ministro dos Assuntos Parlamentares teria sido chamado a prestar declarações sobre as privatizações da REN e da EDP.
A PGR limitou-se, contudo, a responder por e-mail, explicando que «o processo encontra-se em segredo de Justiça, pelo que não é possível qualquer esclarecimento sobre o seu conteúdo».
Tanto José Maria Ricciardi como Miguel Relvas afastam a hipótese de alguma das suas conversas ter algum conteúdo ilícito.
«Não sei o que possa ter dito de errado ao Dr. Miguel Relvas», comentou Ricciardi, admitindo ter demonstrado o seu descontentamento por ver o BESI afastado da consultoria financeira das operações – trabalho dado à norte-americana Perella Wrinberg, por ajuste directo.
Já Miguel Relvas reagiu com «espanto» pelo facto de o Público ter acesso a assuntos «que, se verdadeiros fossem, estariam cobertos pelo segredo de Justiça». E prometeu defender-se nos tribunais, caso o Público noticiasse as escutas. «Desde Já advirto que qualquer notícia difamatória será obviamente tratada no palco judicial», respondeu por escrito o ministro depois de contactado pelo diário da Sonae.
margarida.davim@sol.pt

ESPERANÇA - FUSO






Esperança





Esperança:
 isto de sonhar bom para diante
 eu fi-lo perfeitamente,
 Para diante de tudo foi bom
 bom de verdade
 bem feito de sonho
 podia segui-lo como realidade

Esperança:
 isto de sonhar bom para diante
 eu sei-o de cor.
 Até reparo que tenho só esperança
 nada mais do que esperança
 pura esperança
 esperança verdadeira
 que engana
 e promete
 e só promete.
 Esperança:
 pobre mãe louca
 que quer pôr o filho morto de pé?

Esperança
 único que eu tenho
 não me deixes sem nada
 promete
 engana
 engano que seja
 engana
 não me deixes sozinho
 esperança.

(ALMADA NEGREIROS)

CORTAR EM VEZ DE AUMENTAR IMPOSTOS

video

MENSAGEM AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


ANTES QUE SEJA TARDE!!!

O CÃO QUE NOS ENSINA


DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MANZARINO

UMA AULA DE POLÍTICA



Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…
Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criando outros.
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E sobre os ricos?
Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então, como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!

MEMÓRIAS AFRICANAS COM PAULO SALVADOR



Só para alertar que há 4 novas entrevistas das minha Memórias Africanas ao vosso dispor. Fernando Seixas, representante de uma das mais poderosas famílias de Angola nos anos 60/70 ; Ana Pinto Soares, filha do homem que esteve na origem e criação do Parque da Gorongoza, o famoso comandante Soares, da Beira; Cremilda Cardos, mulher de Benguela, pintora, que agora vive na Africa do Sul; Maria Manuel Vilanova, produtora e mãe da actriz Margarida Vilanova, uma mulher com passado e presente ligados a Moçambique.
 Oiçam em www.recordarangola.com
 --
Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

António Lobato é o militar português que mais tempo esteve prisioneiro de um movimento de libertação na guerra colonial. Durante sete anos e meio esteve preso às mãos do PAIGC na Guiné Conacry. O sonho dele sempre foram os aviões, que em Portugal lhe sobrevoavam a cabeça a caminho de Lisboa. Apanhado pela guerra, chegou À Guiné e nem avião tinha para pilotar. Esteve à espera que viesse o primeiro e ajudou a montá-lo. Mas um acidente obriga-o a aterrar em território hostil. Sobreviveu aos maus tratos e foi preso, até que o Estado Português, numa missão clandestina e ilegal chamada Mar Verde, invade território estrangeiro e retira-o de Conacry. Viu a morte de perto, mas nunca pode esquecer o sonho de voar. Foi recebido como um herói mas não podia contar a verdade. Uma viagem pela história colonial.
 --
Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

HUMOR EM TEMPO DE CRISE: O PAPAGAIO ANGOLANO


Papagaio Angolano

 Em Luanda, um menino regressa da escola cansado por andar a pé uma grande distância. O táxi subiu para 200 AKZ. A subida do preço do combustível provocou tal alteração.

Faminto, pergunta à mãe;
- Mamã, o que tem para comer?...
- Nada, meu filho!...
 O menino olha para o papagaio que têm em casa e pergunta:
- Mamã, porque não comemos papagaio com arroz?...
- Não há arroz!....
- E papagaio ao forno?...
- Não há gás!...
- E papagaio no grelhador eléctrico?...
- Não há electricidade!...
- E papagaio frito?...
- Não há óleo!...
O papagaio felicísimo gritou:

PUTA QUE PARIU... VIVA O MPLA!!!...

CRIMINOSO - PROFÉTICAS PALAVRAS DE PEDRO

 
PASSOS COELHO CONFESSA-SE CRIMINOSO

Ao deixar derrapar a execução orçamental, ao afundar a economia nacional e ao não cumprir os objetivos que se propôs, designadamente não atingindo a meta do défice (4,5%) com que se comprometeu, o Governo incorreu em responsabilidade criminal.

Quem o disse não fui eu. Foi o próprio Dr. Passos Coelho, num discurso de que o "Correio da Manhã" de 6-11-2010 publicou os seguintes excertos:

 "Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções",

"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objetivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se",
 
(DESEMPREGO)

 "Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles".

 "Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?"

Proféticas palavras!
Pois se assim é, aguarda-se que o Dr. Passos Coelho seja por uma vez coerente e vá entregar-se no posto da G.N.R. de Massamá.