sexta-feira, 1 de abril de 2011

EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS (continuação)


Não poder com uma gata pelo rabo


Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.



Afogar o ganso


Significado: Relação sexual; masturbação.

Origem: No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os espasmos anais da vítima.



Mal e porcamente


Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.

Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos. Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou " mal e porcamente", sob protesto suíno.» in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro)



Fazer tijolo


Significado: Morrer.

Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo. Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse. O cemitério árabe foi tão amplamente explorado que, de mistura com a excelente terra argilosa, iam também as ossadas para fazer tijolo. Assim, é frequente ouvir-se a expressão popular em frases como esta: 'Daqui a dez anos já eu estou a fazer tijolo'. in 'Dicionário de Expressões Correntes' ; Orlando Neves



Fila indiana


Significado: Enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra. Origem: Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.




Andar à toa


Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.



Embandeirar em arco


Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.

(continuaremos a publicar expressões idiomáticas na próxima semana)

AS DIFICULDADES AGUÇAM O ENGENHO



ANGOLA E A LIBERDADE


FINANCIAL TIMES E A ANEXAÇÃO DE PORTUGAL PELO BRASIL


Colunista do FT explica proposta de anexação de Portugal pelo Brasil

Depois das reacções irritadas recebidas pelo jornal, um colunista do Financial Times defendeu as razões que o levaram a propor a 'anexação' de Portugal pelo Brasil como solução para os problemas de dívida de Portugal. "Era um texto muito curto. Pretendia ser um pouco humorístico. Era uma sugestão pouco convencional e, com certeza, não tinha a intenção de ofender a nação ou o povo português", explicou Edward Hadas, um dos escritores por trás da influente coluna, num vídeo disponibilizado hoje no site do jornal económico britânico Financial Times.


O texto, com o título "Portugal e Brasil: inversão de papéis", apresentava a proposta de "anexação" da antiga potência colonial pela antiga colónia, actualmente um gigante emergente, mas logo em seguida admitia que a nação europeia "seguramente não gostaria de perder estatuto".


A coluna provocou muitos comentários de leitores portugueses, muitos deles ofendidos com o texto e afirmando que, seguindo a mesma lógica, a Grã-Bretanha poderia tornar-se uma "província indiana". "O que pretendíamos é destacar as diferenças sobre como funciona o mundo actualmente", explicou Hadas no vídeo, no qual conversa com o principal responsável pela coluna, John Authers. "O Brasil é muito mais pobre que Portugal, per capita, mas é uma economia muito maior", explicou. "Poderia administrar o problema português absorvendo a sua dívida dentro do país", acrescentou, lembrando que Portugal representaria apenas 10% do Produto Interno Bruto (PIB).


De visita a Portugal, a presidente do Brasil, Dilma Roussef, assim como o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmaram ontem que o país está disposto a ajudar Portugal. "Estamos a estudar a melhor maneira de participar na recuperação da economia portuguesa. As nossas equipas têm um diálogo permanente e fluente sobre esta questão", declarou Dilma Rousseff numa entrevista ao jornal Diário Económico. "Uma das possibilidades é a compra de uma parte da dívida soberana portuguesa", destacou a presidente, que também mencionou a análise de "outras alternativas", como "a compra antecipada de títulos brasileiros actualmente nas mãos do governo português".


@SAPO/AFP

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E A CRISE


A crise política começou e Cavaco não disse nada.

Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.

Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.

Pergunto eu, não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem?

Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.


Dulce Pontes & Os Ganhões de Castro Verde - É Tão Grande o Alentejo

RÚSSIA - FICÇÃO OU VODKA?


VEJAM COMO SE CONDUZ NA RUSSIA



ILHA DO CORVO-AÇORES-PORTUGAL

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Convento do Carmo, Angola @ RTP 2009

A CORAGEM DE MARINHO PINTO - UM DIA DESTES AS ELITES MATAM-NO!


Marinho Pinto, ...tenho que lhe dar os parabéns… ele disse na cara de todos os políticos, olhos nos olhos, aquilo que qualquer um de nós pensa.


Este discurso, na sessão solene da abertura do ano judicial, em qualquer país em que houvesse ainda um resquício de moralidade e vergonha implicaria que ou o Marinho Pinto ia preso por calúnias ou, no outro dia, rolariam muitas cabeças.


Isto foi dito na cara do Cavaco que se diz Presidente da República… e nada aconteceu! Porque talvez tenha o rabo bem trilhado.


O MELHOR CARTAZ DA MANIFESTAÇÃO "DA GERAÇÃO À RASCA"

quinta-feira, 31 de março de 2011

HADOUK TRIO. LIVE au Triton. AEROZEN. 04/06/10.

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Sé Catedral de Goa, Índia @ RTP 2009

ILHA DAS FLORES-AÇORES-PORTUGAL

SOBRE O SOLDADO AMERICANO BRADLEY MANNING

O SOLDADO BRADLEY ANTES DE SER TORTURADO



Bradley Manning, o soldado suspeito de passar documentos àWikiLeaks, e por isso declarado "inimigo" da nação americana, está metido desde Agosto de 2010 numa cela com 6 m2 (3 x 2 m), sem luz natural, 23 horas por dia. Até agora podia dormir com roupa interior. O regime foi agravado, vai ter que dormir nu, mas, argumentam os responsáveis prisionais, para bem do próprio.
E DEPOIS DE SER TORTURADO PELAS AUTORIDADES NORTE-AMERICANAS

EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS (continuação)


Dose para cavalo


Significado: Quantidade excessiva; demasiado.

Origem: Dose para cavalo , dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes. Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado. Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.


Dar um lamiré


Significado: Sinal para começar alguma coisa.

Origem: Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade. Historicamente, a expressão «dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa). Nota: Escreve-se lamiré , com o r pronunciado como em caro.


Memória de elefante


Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.

Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo.



Lágrimas de crocodilo


Significado: Choro fingido.

Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.


(Amanhã continuaremos com mais expressões idiomáticas)

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI

MENSAGEM DE BENTO XVI AO MINISTRO DAS FINANÇAS DE PORTUGAL – Meu Filho, não PEC's mais!

POEMA de Mercado Griel


FLORES Y VIDAS...


por Walter Mercado Griel


Junho 19 2009


Donde andas grano de arena perdida en los confines de las envolturas de algún viento ocasional.

Donde andas grano que besaste su cuerpo.

Donde estas grano hermoso con la marca de su cuerpo.

Constituyendo lunas oh estrellas en formaciones.

Conform.

COMENTÁRIO AO ROMANCE "A ESPECIARIA"


Joaquim De Lisboa Serra


31 de Março de 2011 às 16:54

Parabéns António Já acabei... A busca da ESPECIARIA continua!!!!


Quero felicitar-te pelo excelente enredo mas mais quero saudar o ESCRITOR pelo domínio da palavra! Parabéns.


É engraçado. Na na minha cabeça ia-se definindo um mapa por terrenos conhecidos e, quando escreves, na pág 100, "Benguela guinou bruscamente o volante do Willis para a direita, em direcção a Salazar..." eu dei comigo a vê-lo sair da estrada/picada que vem do Golungo Alto.


Tentei mesmo encontrar local para situar o Quartel Militar mas isso não consegui já que na página 106 o dás como ficando " a umas boas dezenas de quilómetros a Norte da cidade" para na página 127 precisares ficar " a vinte quilómetros".


Resumindo, um bom livro para matar a saudade a muitos "do tempo antigo" que ainda por cá andam e de interesse/estudo para os vindouros.


Um abraço JoaquimdeLisboa

quarta-feira, 30 de março de 2011

AS TRÊS PRIMA-DONAS PORTUGUESAS


Talvez houvesse quem ainda esperasse um milagre: o da transfiguração dos agentes políticos de primeira linha em estadistas de primeira água. Mas não há milagres destes na política portuguesa dos nossos dias. Para inverter a lógica perversa da bravata ou da indiferença, impostas pelo interesse particular dos protagonistas com poder de decisão neste processo - começando por Sócrates, Passos e Cavaco -, era preciso que cada um se armasse de uma boa dose de humildade. Só que nenhum deu mostras de perceber como a humildade pode ser a mais ousada demonstração de coragem.


Se houvesse dúvidas quanto à intencionalidade de Sócrates, ao esticar a corda para que partisse no ponto mais vantajoso para si próprio, o comportamento da última semana desfê-las completamente.


Revelando já dificuldade em suster a ânsia do partido pelos carros pretos do poder, o líder do PSD caiu no engodo de Sócrates ao recusar-se a negociar, sabendo perfeitamente que o desfecho do braço de ferro seria a queda do Governo. Não se percebeu muito bem se era isso, efectivamente, o que pretendia. Mas a falta de humildade e, neste caso, também de clarividência, colocaram-no na posição delicada de causador da crise, aos olhos do país e do mundo, dando a Sócrates o papel de vítima de uma oposição irresponsável.


Já do Presidente da República se esperaria que tivesse aproveitado o ensejo para explicar o que é a sua "magistratura activa". Esta deve ter sido a primeira crise política que se desenvolveu e culminou na demissão de um primeiro-ministro, sem que se ouvisse uma palavra do Presidente, a não ser para dizer que nada podia fazer. Também aqui faltou o rasgo e a grandeza...


A leitura só pode ser uma: o Presidente acompanhou com gosto a queda do Governo, pois era esse o seu objectivo não declarado do seu discurso de posse...


Todos estes comportamentos seriam legítimos noutras circuntâncias. Mas sucede que os líderes em causa são os mesmos que andam a dizer, há mais de um ano, que uma crise política em cima da crise da dívida pública seria o pior que podia acontecer a Portugal. Ora o pior está a acontecer.


Comportaram-se como prima-donas incapazes de ceder no seu orgulho e nas suas conveniências a favor do que eles próprios consideravam o interesse geral. Não podem agora esperar compreensão e aplauso de quem vai pagar duramente o preço da sua arrogância.

(Excertos de um texto de Fernando Madrinha, publicado no Expresso de 26 de Março de 2011)

Ravi Shankar & Yehudi Menuhin Sitar & Violin Duet ( HD )

Azores, São Jorge Island - Promocional Video

ANGOLA - O ESCRITOR ÓSCAR RIBAS


Um dos mais interessantes escritores angolanos de todos os tempos é sem dúvida Óscar Ribas. Por várias razões: por ter ultrapassado as suas próprias limitações físicas: foi progressivamente ficando cego, e ainda assim escreveu; mas, sobretudo, pela sua acomodação política: foi dos escritores coloniais mais importantes, entre os escritores favoritos da elite política do Estado Novo (apreciado por Salazar, Marcelo Caetano, Adriano Moreira, e muitos outros), vencedor do Concurso de Literatura Colonial, mas nem por isso deixou de ser celebrado pelas letras pós-coloniais, quando a sua obra foi re-editada, e mereceu outras distinções. E o favor que Ribas gozou tanto para uns e para os outros tem que ver com o facto de ter deixado uma das mais complexas obras alguma vez produzidas por um angolano. Em primeiro lugar, e no que acho muito interessante, por revelar todas as patologias de um mestiço em tempo colonial, que Manuel Rui como nenhum outro escritor soube imortalizar em “O Mulato de Sangue Azul”. É o mestiço, no caso de Ribas, que tem um pé na civilização, domina a escrita, e conhece a língua em que escreve como muito poucos portugueses; mas tem outro pé, na “cultura ignara”, no folclore que os seus contos preservam, convencido de que, mais cedo ou mais tarde, o avanço da civilização sobre o continente africano erradicará todas as práticas que tão afanosamente descreve, como a feitiçaria. As dificuldades em classificar Ribas parecem estar patente na introdução, assinada por Irene Guerra Marques, à edição da colecção da União de Escritores Angolanos. Quem lê “Uanga” percebe a ponta de desprezo que Óscar Ribas nutre pelos angolanos não civilizados: estes seres que vivem esmagados pelo feitiço que “negreja com um cortejo de superstições e terror”. Daí a dificuldade de Guerra Marques em explicar como é que um autor do cânone pós- colonial, tenha usado linguagem tão pouco edificante para classificar os da sua própria “raça”. Guerra Marques resolve essa questão teórica que merecia tomos de explicação ao propor que Óscar Ribas vivia em anos de grande repressão colonial, censura, etc., e que para ver a sua obra publica tinha de a escrever de modo a identificá-la com a “língua [e com as expectativas] do colonizador”, e que só assim, Óscar Ribas, pode então ser lido em “função de uma perspectiva revolucionária”. O que me parece interessante na forma como Guerra Marques explica as contradições de Óscar Ribas serve para perceber a própria literatura de Óscar Ribas. O que Guerra Marques faz é criar uma moldura através da qual se pode ler, nos pós-independência, uma obra que em muitas passagens – sobretudo dos primeiros livros do autor – não difere de muito que foi produzido por outros autores coloniais. Mas foi exactamente isso, ou seja, a moldura, que Óscar Ribas fez, como o próprio descreve na introdução do seu “Uanga”. Ribas usou o método de pesquisa etnográfica, pela recolha de contos, anedotas, histórias e folclore. Mas o molde em que as apresenta é o romance. E “Uanga” é tecnicamente um dos mais bem resolvidos romances escritos por um angolano. Ribas, parece-me, acreditava que feitiço era coisa do tempo. Que do mesmo modo que o vapor tinha acabado com a escravatura, e com o hediondo hábito de brancos se fazerem transportar em tipóias carregadas por negros, o progresso e a crença na ciência haveriam de igual modo varrer da mentalidade do angolano a crença do feitiço. E o seu livro é pois um relicário, não do feitiço, naturalmente, que o feitiço não deixou de existir – e praticado por pessoas que conseguem explicar como é que os aviões voam – mas desta crença na civilização. Se Ribas emoldurou as histórias tradicionais angolanas, e Guerra Marques emoldurou Ribas, para que pudesse ser lido, é talvez tempo, quando já entre nós a revolução é coisa de outros dias, de voltar a colocar outra moldura na obra de Ribas: uma moldura que faça justiça não apenas à sua grande contribuição para formação da cultura e literatura angolanas, mas que reflicta as grandes contradições da sua obra, do seu tempo, e do homem que ele foi preso nesse tempo. Um dos aspectos mais interessantes na forma como os angolanos representam (pensam, falam, escrevem) o colonialismo é através de uma dualidade por vezes irreconciliável. Em termos de política, o colonialismo surge como um sistema repressor, ou então pouco havia que justificava a luta pela independência. Mas a nível da memória privada, individual, das práticas do dia-a-dia, das idas ao cinema, nos contos do escritor cabo-verdiano (crescido em Luanda) José Vicente Lopes, das farras nos quintais, do livro sobre música angolana de Marissa Moorman, o colonialismo nunca deixou de ser muito bem recordado. É altura, se calhar, de nos estudos sobre a cultura angolana pré-independência, haver uma visão com mais nuances, como forma de só assim podermos ter do nosso passado uma descrição que vá para além da dicotomia básica.


(Opinião de António Tomás publicada no Novo Jornal de 25 de Março de 2011 - Luanda)

Cours d'économie du Vénérable Professeur Kuing Yamang.

A CHINA, A EUROPA E A ECONOMIA - uma certa visão.


Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang - que viveu em França: (leia este texto ou siga a entrevista televisiva que publicamos acima)


1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios. Porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...


2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.


3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar "a conta".


4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.


5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos "sangram" os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.


6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.


7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!


8. Dentro de uma ou duas gerações "nós" (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...


9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...


10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

TUBARÕES - ESCUTE E VEJA


Veja as imagens em ecrã grande ... é inacreditável e lindo!


EM TEMPO DE CRISE COMA FAVAS - um alimento completo e barato


AS PRIMEIRAS FAVAS DESTE ANO ESTÃO A CHEGAR AO MERCADO. APROVEITE!

Não se vai arrepender de pagar as favas!

Neste caso, o ganho de nutrientescobre o esforço em experimentá-las mesmo que ainda não seja apreciador, pois talvez mude de opinião e queira combinar a excelência desta leguminosa nas suas refeições principais ou intercalares. Seja em sopa, estufada com peixe ou carne, cozida e adicionada em saladas, ou simplesmente servida como"dentinho" com azeite, cebola e alho, esta leguminosa permite enriquecer os seus pratos e melhorar a sua saúde. A fava é uma leguminosa com características muito próximas ao feijão e restantes leguminosas (ervilha,grão-de-bico, lentilha, soja, tremoço). Contrariamente às expectativas, este grupo de alimentos tem um valor calórico inferior aos cereais. No caso da fava, o seu valor calórico por 100g quando fresca é de 60 Kcal e se seca sobe até às 300 Kcal. Caso procure limitar a ingestão de calorias, a fava fresca oferece margem de manobra na quantidade servida sem que isso constitua um excesso calórico. Por outro lado, os hidratos de carbono(açúcar) das leguminosas são de absorção lenta, isto significa que são demorados, o que é excelente, especialmente para os diabéticos e os obesos.A casca, contém hidratos de carbono indigeríveis, que provocam gases(flatulência). Para os indivíduos com os intestinos mais sensíveis, a eliminação da casca ou a sua trituração em purés, é suficiente para reduzir os sintomas. De qualquer forma, é uma excelente fonte de hidratos decarbono, na forma de amido, que permite abastecer lentamente o organismo de glicose (açúcar utilizado pelas células como combustível) por longos períodos sem que ocorram descidas bruscas do seu nível. A proteína na fava é incompleta, o que significa que a ausência de alguns aminoácidos essenciais,obriga a que se complemente este alimento com pequenas quantidades de peixe,ou da carne, ou ainda se preferir pelos cereais (arroz, massa, milho, pão)combinados com produtos hortícolas (ricos em vitamina C). Esta última hipótese, (leguminosas + cereais + legumes ou hortaliça) constitui uma excelente alternativa aos pratos de carne (por exemplo: milho com favas e couve). Uma sugestão para todos nós, que infelizmente temos esquecido as leguminosas e que estão relacionadas com a diminuição do risco de doença coronária, cancro do cólon e mama, hipertensão, obstipação, etc.Os hidratos de carbono e proteínas fazem-se acompanhar de um conjunto de nutrientes reguladores (vitaminas, minerais e fibras), que oferecem ao consumidor um"pacote" de elevada densidade nutricional. Ou seja, bom equilíbrio entre os nutrientes energéticos e os reguladores. Assim, saliento o ferro, omagnésio, o potássio, o fósforo, o zinco, as vitaminas do complexo B (ácidofólico, B1, B2), fibras e fitonutrientes com propriedade antioxidante. O consumo de favas é imprescindível para o normal funcionamento do nosso organismo e poderá ajudar nos casos de excesso de peso, diabetes,hipertensão, obstipação, anemia, fadiga, convalescença e doença deParkinson .Por fim, a incapacidade em algumas pessoas (favismo) de inibir a acção de uma substância presente na fava crua poderá desencadear um tipo de anemia. Em indivíduos que estejam a tomar inibidores da monoaminoxidase(MAO) para tratamento da depressão poderão notar uma subida da pressão arterial. Estas considerações finais servem apenas para salvaguardar situações específicas e não devem servir de obstáculo para o seu consumo na população em geral. Bom apetite!

Ricardo Oliveira

Catarina Furtado em Mazagão

EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS (continuação)


Do tempo da Maria Cachucha


Significado: Muito antigo.

Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.



À grande e à francesa


Significado: Viver com luxo e ostentação.

Origem: Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.


Coisas do arco-da-velha


Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16) Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina. Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).

(Continuaremos amanhã com mais expressões idiomáticas)

A LÍBIA À BEIRA DA DEMOCRACIA


A qualidade da informação que chega da Líbia é lamentável. Nos últimos dias uma cidade foi libertada pelos rebeldes. As câmaras mostram uma cidade semi-destruída onde o lixo se acumula. Somos guiados por jovens que falam francês e inglês e, por esse facto, parece terem assumido algum relevo no movimento rebelde. Visitamos a família de um rapaz que morreu e um centro artesanal de produção de notícias. Os rebeldes derrotaram as tropas regulares. São exibidos quatro rapazes negros- mercenários, dizem. Um deles confessa, por monossílabos, ter combatido ao lado dos fiéis de Kadafi. São conduzidos para interrogatório a uma cidade próxima. (Presume-se que nessa cidade existe um nível de decisão superior do movimento rebelde. Mas o jornalista desinteressa-se desse facto e da sorte dos prisioneiros.). No Público, de raspão, lemos outra versão. Os rebeldes ocuparam a cidade depois da aviação francesa ter bombardeado as posições do exército, acantonado em dois pontos estratégicos. Noutro momento vê-se um desgraçado com uma catana encostada ao pescoço cercado por uma turba aos gritos. Outro repórter, na fronteira da Tunísia assiste ao êxodo líbio. A informação é sempre a mesma. As fontes são muito limitadas e não identificadas. O papel da NATO na solução militar é ocultado. O tratamento dado pelos revoltosos aos prisioneiros nem sequer é aflorado. Os mortos são todos vítimas de Kadafi. Passa-se tudo no terreno idílico do maniqueísmo . Os bons, desarmados e ingénuos, os maus, mini Kadafis, demonizados. Ao que leio, este digest indigente deixa todos satisfeitos, à beira de mais uma vitória da democracia. Alegremo-nos : já chegou o José Rodrigues dos Santos. Luis Januário - Natureza do Mal


COMENTÁRIO: Também no Afeganistão, a vitória da guerrilha taliban apoiada pelos Estados Unidos foi celebrada como uma vitória da democracia. A realidade foi bem diferente. Os "combantentes da liberdade", como então eram chamados, rapidamente transformaram o país num tenebroso campo de extermínio e de intolerância. Os exércitos das democracias, que hoje sustentam um pseudo governo de corruptos, num impasse longo e sangrento, não sabem como sair do atoleiro em que o Afeganistão se transformou.

Com o derrube das ditaduras as populações árabes criaram justas expectativas. Para além da liberdade, a justa distribuição da riqueza produzido com o petróleo. O Ocidente, que as incitou à revolta, que não as abandone agora. A ânsia de continuar a explorar petróleo barato pode levá-lo a isso. Se o fizer, cairão inevitavelmente nos braços de Osama Bin Laden.

Cuidado!

AOC

terça-feira, 29 de março de 2011

AFINAL HÁ UM MÉTODO SIMPLES PARA REDUZIR O DÉFICE. BASTA OUSAR!

EMBORA JÁ AQUI TENHAMOS PASSADO ESTE DOCUMENTÁRIO, NÃO É DEMAIS RECORDÁ-LO NESTE PERÍODO DE ENORME CRISE. O PAÍS ESTÁ À BEIRA DA BANCARROTA. SE OS DEPUTADOS FOREM PATRIOTAS E NÃO MERCENÁRIOS ESTRANGEIROS, OS PORTUGUESES AINDA ACREDITAM QUE AQUELES QUE JURARAM DEFENDER O POVO E A DEMOCRACIA SERÃO CAPAZES DE SEGUIR ESTE EXEMPLO.
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Un extraño en mi Bañera (Violencia domestica) Denuncia el maltrato

HUMOR EM TEMPO DE CRISE


TUDO ISTO SE PASSA NO FUTURO. PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE O PRIMEIRO-MINISTRO SERÁ PEDRO PASSOS COELHO. A Melhor Escola Uma comitiva do Parlamento Europeu, a convite de Pedro Passos Coelho, visita uma escola modelo no nosso país maravilha. Numa sala da primária cheia de jornalistas a ensaiada professora com ambição a uma futura boa colocação, pergunta aos alunos: - Onde existe a melhor escola? - Em Portugal. - Respondem todos. - Onde existe o Magalhães, o melhor portátil do mundo? - Em Portugal. - Respondem. - E onde há os melhores recreios da Europa? - Em Portugal. - Respondem mais uma vez. - E onde existem as melhores cantinas, que servem os melhores almoços, com boas sobremesas? - Nas escolas de Portugal! A professora ainda insaciada, continua: - Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo? - Em Portugal! - Respondem os alunos com a lição bem estudada. Os tradutores lá iam informando a comitiva estrangeira, que abanava a cabeça, céptica. Nisto uma garota no fundo da sala começa a chorar baixinho. Com as televisões em directo, Coelho, para impressionar convidados e jornalistas, pondo-se a jeito para as câmaras, resolve acudir à menina perguntando-lhe: - Que tens minha Menina? Responde a menina, soluçando: - QUERO IR PARA PORTUGAL!!!!!

A RECOLHA DE LIXO


EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS (a explicação)


Erro Crasso Significado: Erro grosseiro. Origem: Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso ". Ter para os alfinetes Significado: Ter dinheiro para viver. Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»


NOTA: amanhã continuaremos com mais expressões idiomáticas

ILHA DO PICO - AÇORES

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Qalat, Bahrain @ RTP 2009

PORQUE O PAÍS FALIU


Ferreira Fernandes

DN 2010-09-30


Ele é vogal de uma dessas entidades reguladoras portuguesas - insisto, não é ministro de país rico, é um vogal de entidade reguladora de país pobre - e foi de Lisboa ao Porto a uma reunião. Foi de avião, o que nem me parece um exagero, embora seja pago pelos meus impostos. Se ele tem uma função pública é bom que gaste o que é eficaz para a exercer bem: ir de avião é rápido e pode ser económico. Chegado ao Aeroporto de Sá Carneiro, o homem telefonou: "Onde está, sr. Martins?" O Martins é o motorista, saiu mais cedo de Lisboa para estar a horas em Pedras Rubras. O vogal da entidade reguladora não suporta a auto-estrada A1. O Martins foi levar o senhor doutor à reunião, esperou por ele, levou-o às compras porque a Baixa portuense é complicada, e foi depositá-lo de volta a Pedras Rubras. O Martins e o nosso carro regressaram pela auto-estrada a Lisboa. O vogal fez contas pelo relógio e concluiu que o Martins não estaria a tempo na Portela. Encolheu os ombros e regressou a casa de táxi, o que também detestava, mas há dias em que se tem de fazer sacrifícios. Na sua crónica nesta edição do DN, o meu camarada Jorge Fiel diz que o Estado tem 28 793 automóveis. Nunca perceberei por que razão os políticos não sabem apresentar medidas duras. Sócrates, ontem, ter-me-ia convencido se tivesse também anunciado que o Estado passou a ter 28 792 automóveis.Por exemplo na Suécia, que é um Pais pobre e de terceiro mundo, só o Primeiro ministro e o dos negócios estrangeiros tem carro, os outros andam como quiserem, de metro de carro (próprio) ou a pé, ou de bicicleta. Eu realmente gosto de viver em países ricos como este onde há gente fina e realmente rica como este artista, quer dizer, rica com o dinheiro dos outros. Realmente estoirar com o taco dos outros não custa nada, nem dói nada.

COMENTÁRIO:

O QUE ASSUSTA OS PORTUGUESES É QUE SE O PSD GANHAR AS ELEIÇÕES VAI TUDO CONTINUAR NA MESMA. SUBSTITUEM-SE OS BOYS DO PS PELOS BOYS DO PSD E LÁ TEREMOS QUE ATURAR OUTROS ILUMINADOS QUE JULGAM QUE SEM ELES O PAÍS SE AFUNDA. ORA, FOI MESMO POR CAUSA DESTES IMBECIS QUE PORTUGAL ESTÁ À BEIRA DA BANCARROTA.

ESPEREMOS TODOS UM MILAGRE. QUE A CRISE ILUMINE A INTELIGÊNCIA DOS POLÍTICOS E SIRVA PARA OS ENSINAR A VIVER COMO OS ESPARTANOS. APENAS O ESSENCIAL.

JÁ AGORA, UM APELO AO FUTURO PRIMEIRO-MINISTRO: ACABE COM OS CARROS, OS TELEMÓVEIS (ENTRE OUTRAS COISAS) PARA TODO CÃO E GATO. FAÇA COMO NA SUÉCIA.

segunda-feira, 28 de março de 2011

JORNAL RUSSO PRAVDA ESCREVE SOBRE PORTUGAL


Jornal russo "Pravda.ru" escreve 4 páginas sobre Portugal


Estão mais informados que 95 % dos portugueses que continuam a votar sempre nos mesmos! Thursday, 17 March 2011 Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria. E não é porque eles serem portugueses. Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão... e Austrália. Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80. O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE? Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito. Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria. E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro. Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê? O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável? Aníbal Cavaco da Silva, agora presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele éconsiderado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos. A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo. Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral. O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam. Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores. Depois de Aníbal Cavaco da Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.
Timothy Bancroft-Hinc

PREPAREM-SE, VAMOS CAIR


Ir aos congressos partidários é um divertimento a que raramente fujo. São comícios em larga escala feitos para os mais fiéis e fanáticos seguidores. Se quiserem, são uma espécie de safari político.

O congresso do CDS em Viseu valeu a viagem. O discurso de governo que o partido fez, apesar de bem articulado, não partia da realidade. Falava de uma agenda de crescimento inteligente. Mas esquecia que nos próximos meses, o que os portugueses vão ter é aumento de impostos, cortes de prestações ou as duas coisas. Ou seja, esquecia a realidade.

Se isto é estranho no CDS, é bizarro no PSD. Aguiar Branco andava a fazer o programa do partido, Carrapatoso a montar o remake dos Estados Gerais, Catroga o programa eleitoral e José Manuel Canavarro animava o gabinete de estudos. Mas até agora não tinham falado de aumentar o IVA. Só isso é que explica que o grupo parlamentar do PSD tenha escrito esta pérola na resolução que deitou abaixo o Governo: "O PEC mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se impostos". Doze horas depois o líder do PSD anunciou que estava pronto a aumentar o IVA.

O PEC 4 pode ser chumbado. Mas a Europa vai exigir uma solução alternativa imediata. Fazer uma resolução a recusar aumento de impostos é estranhamente incompetente.

A grande vantagem das crises é o choque com a realidade. A conversa redonda dá lugar à verdade.

É neste quadro que partimos para umas eleições que, se forem clarificadoras, podem ser importantes. Mas o PSD pode pôr os seus livros na estante por uns tempos. E escrever um capítulo verdadeiro com o título: "Preparem-se, vamos cair!".

(Excertos de um texto de Ricardo Costa publicado no Expresso de 26 de Março de 2011)

AS RAZÕES DA CRISE EM PORTUGAL

PERCEBEMOS AGORA AS RAZÕES QUE LEVARAM ESTE PAÍS À FALÊNCIA. COM ADMINISTRADORES-BOYS DESTES O RESULTADO SÓ PODIA SER O PIOR.
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CIDADÃOS DE PRIMEIRA (FILHOS) E ENTEADOS


Noruegueses, Finlandeses, Suecos, Franceses,....Portugueses!, todos a exigir HONESTIDADE Já reparou? Os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE! E por quê? Leia o que segue, pense bem e converse com os amigos. Envie isto para os europeus que conheça! Simplesmente, escandaloso. Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês. Sim, leu correctamente! Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar. Porquê e quem paga isto? Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia .... Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ... Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam. Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 ? / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos).. O seu colega, Peter Hustinx acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de ? 9 000 de pensão por mês. É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco. Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio: 1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá ? 12 500 por mês de pensão. 2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, ? 12 900 por mês. 3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 ? / mês. Consulte a lista em: http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonneXSSCleanedXSSCleanedXSSCleaned=62286 Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos. Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando? Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc. Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ... Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar! Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas. E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota? Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 ? / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação! O objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão. Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra. «Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos media. http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867

RACISMO

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Ilha Terceira - Azores

Viagem 7 Maravilhas - As maravilhas de Portugal no Mundo - Fortaleza de Ormuz, Irão - RTP Noticias, Vídeo


MOÇAMBIQUE - EX- MINISTRO PRESO


Moçambique Ex-ministro condenadopor abuso de funções. O ex-ministro do Interior de Moçambique, Almerino Manhenje, foi condenado a dois anos de prisão pela prática de crimes de abuso de funções, violação da legalidade orçamental e pagamentos indevidos. A sentença condenou na mesma pena e pelos mesmos crimes Rosário Fidelis e ÁlvaroCarvalho, ex-diretor e diretor adjunto da Administração e Finanças do Ministério do Interior do período em que Manhenje era ministro. Os três réus foram igualmente sentenciados ao pagamento solidário de uma indemnização de 1100 mil meticais (cerca de 25 mil euros) a favor do lesado, o Estado moçambicano. Pelo facto de os réus terem sido julgados em liberdade, ainda não recolheram à prisão, pois o advogado da defesa, declarou a intenção de recorrer da sentença para o Tribunal Supremo, garantindo assim a manutenção do estatuto de réus não presos aos três, até trânsito em julgado. Caso o Tribunal Supremo mantenha a sentença , Almerino Manhenje, Rosário Fidelis e Álvaro Carvalho vão cumprir na prática nove meses, pois dos dois anos de prisão decretados serão reduzidos 15 meses correspondentes a um ano e três meses de prisão preventiva que cumpriram. A acusação do Ministério Público moçambicano, no início dirigida a sete arguidos, incluindo os três condenados, queria que Almerino Manhenje fosse acusado por 42 crimes, mas o juiz da causa reduziu-os a apenas três, uma decisão confirmada pelo Tribunal Supremo. Almerino Manhenje, ministro do Interior entre 1994 e 2005,era considerado “o super-ministro” de Joaquim Chissano, ex-Presidente da República, por ter acumulado as pastas do Interior, ministro na Presidência para os Assuntos de Segurança e responsável pelos Serviços Informação e Segurança do Estado (SISE). A condenação do ex-ministro do Interior, Almerino Manhenje foi a segunda sentença de prisão proferida em Moçambique contra um governante no espaço de um ano. Em março de 2010, António Munguambe, ex-ministro dos Transportes e Comunicações, foi condenado a uma pena de 20 anos de cadeia por desvio de mais de 54 milhões de meticais dos cofres da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM). Com ele foram condenados outros cinco réus, na sequência de uma investigação do jornal Canal de Moçambique.

(JORNAL NOVO - Luanda, 25 de Março de 2011)

ANGOLA-CABINDA-FLEC



A morte de dois comandantes da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), em menos de duas semanas, poderá perigar as conversações entre a facção armada cabindense e o executivo angolano. As mortes do comandante Pirilampo, e na última semana, de Maurício Lubota “Sabata”, poderá tornar impossíveis as conversações aludidas nas últimas semanas entre a FlEC e o executivo angolano. Segundo fonte deste semanário, os últimos acontecimentos que se registaram em Cabinda demonstram uma reorganização das forças de Nzita Tiago, depois dos ataques à selecção togolesa. “Depois de se falar em conversações, os últimos acontecimentos no enclave poderão implicar um aumento nas operações das FAA naquele território, e consequentemente afastar a FLEC da mesa de conversações”. Ainda segundo a mesma fonte, as consultas entre Luanda e a FLEC só poderão ter sucesso caso tenha a participação de membros da sociedade civil e acompanhamento da comunidade internacional.
Segunda-feira, 21, uma fonte do Estado- maior General das Forças Armadas Angolanas informou que se registaram “escaramuças” entre o exército angolano e um grupo da resistência de Cabinda, tendo-se verificado baixas de ambas as partes. De acordo com a mesma fonte, o confronto entre os militares e um grupo da FLEC ocorreu no sábado na área do Mincoje. A informação dos alegados confrontos entre os dois lados surge numa altura em que o governo de Luanda demonstrou num comunicado divulgado na imprensa angolana, no início de Março, abertura para falar directamente com a resistência de Cabinda e continuar a negociar soluções para a paz e reconciliação no enclave. Em entrevista à Agência Lusa, o padre Raul Tati saudou quinta-feira a disponibilidade de Luanda, mas enfatizou que esta tem de ser “franca e sincera” para que efectivamente se consiga negociar um acordo de paz. “Sempre insistimos que o conflito de Cabinda só pode ser resolvido através do diálogo, nunca pela via armada [...]. Agora, os problemas resultam da falta de uma certa franqueza e sinceridade por parte do executivo porque sinais para dialogar têm havido sempre da parte da resistência de Cabinda”, afirmou o activista angolano. ANA MARGOSO (Jornal Novo-Luanda 25 de Março de 2011)