terça-feira, 20 de setembro de 2011

ANGOLA - CARTA AO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS

Carta ao Presidente José Eduardo dos Santos
*Camarada Presidente,

Desculpa não ter lhe chamado de Excelência.

Quando éramos jovens, no tempo do Comunismo Cientifico Mono-partidário, sabíamos que a luta pela liberdade e dignidade do angolano seria a nossa única saída para uma Angola verdadeiramente livre e democrática.

Camarada Presidente, caso não se lembre de nós, somos aqueles pioneiros que crescemos no tempo das Empas, das Lojas do Povo, das Lojas dos Dirigentes, das Lojas dos Directores, das Lojas dos Responsáveis, das Lojas dos Cooperantes, das Lojas Francas, das Lojas da Angoship, dos Armazéns da
Encodipa, da Edimbi, da Egrosbal, da Disa e outros terrores que V.Excia criou para dominar este povo humilde. Que saudades Camarada Presidente, naquele fardamento da OPA que era a nossa única opção. Até À Missa de Domingo íamos de João Domingos e Calções da OPA já se lembra de nós?
Padlock Angola, José Eduardo dos Santos's regime - Republic of Angola República de Angola
Mesmo naquela altura, sempre acreditamos nos ideais da democracia e temos certeza que V.Excia também, senão nunca teria passado as suas férias no Sul de França, Brasil, Espanha nem tão pouco usaria os fatos de YSL, os relógios Cartier ou os Sapatos Italianos. Nunca ouvi dizer que V.Excia passou alguma temporada de férias em Cuba, Coreia do Norte, Rússia e noutros Gulagues
espalhados pelo Mundo.

Tal como na época colonial nós também aprendemos a viver submetidos as grilhetas do Tribalismo, Racismo e Escravidão. Se no tempo do colono os nossos avós recebiam fuba podre e peixe podre e como sobremesa uma ***da, nós não tivemos melhor sorte, pois, recebíamos peixe podre das Nações
Unidas, fuba Pala-pala amarga, e caso refilássemos uma Jinguba na testa como sobremesa. Para completar o quadro éramos comparados aos porcos que tudo comem e nunca apanham diarreia. Como V.Excia e sua camarilha tem vivido a Grande e a Francesa e usufruem o que de melhor o nosso dinheiro pode adquirir nunca sentiram na pele as verdadeiras consequências dos Vossos actos maquiavelicos.

Naquela época, V.Excia definiu como inimigos de Angola os Carcamanos Sul-Africanos, os Imperialistas (ianques) e o Capitalismo Selvagem que supostamente tinha a intenção de tirar as riquezas de Angola e submeter-nos ao neocolonialismo. Não nos esqueçamos da Igreja Católica que era o ópio do povo e deveria dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Até hoje ainda procuramos pelo César que fazia parte do Governo, na altura.
Nestas circunstâncias, crescemos a odiar os Capitalistas, os Sul-Africanos, os Imperialistas, a UNITA e os padres. Apoiamos o ANC, a Swapo e outros movimentos de libertação mesmo sabendo que nós também éramos vitimas de um regime ditatorial. Será que o que assistimos hoje, em Angola, não é a
materialização dos piores receios dos angolanos de boa-vontade? Quem está a abocanhar as riquezas de Angola? Os Angolanos ou os amigos estrangeiros do Regime?

Nós, os ditos angolanos, assistimos hoje a vinda de uma espécie de mercenários a quem são atribuídos passaporte e bilhete de identidade bem como uma serie de benesses que são negadas ao locais. Será que V.Excia ainda se lembra de Pierre Falcone e outros Falcones espalhados por Angola? Agora
me pergunto: Quem está a promover o neocolonialismo?

Excia. o Vosso Sistema Comunista não vingou em Angola, nem nos países que serviram de modelo deste sistema. Tal como todo sistema absolutista tem os dias contados, V.Excia teima em manter sob vossa alçada todos os pelouros do país. Nem nos piores dias da ocupação colonial o poder tradicional foi tão desvirtuado como nos dias de hoje, pois assistimos a imposição de Sobas e sobados nomeados superiormente. A centralização é tão acentuada que os futuros colonialistas estarão a estudar o V. caso de sucesso. Não falta muito para ser nomeado o Soba da Cidade Alta.

Quanto a democracia, seria de bom tom regular o volume quando tal palavra é pronunciada, pois de nada serve afirmar que tal exercício existe quando nós no dia-a-dia experimentamos todo tipo de actos selvagens e assistimos ao atropelo sistemático dos direitos humanos. Quem não se lembra dos actos
praticados pela V. Guarda Presidencial? Quem não se lembra de Fulupinga Landu Victor? Quem não se lembra do Jornalista da Rádio Despertar? Quem não se lembra do Vandalismo perpetrado contra a Organização dos Direitos Humanos em Luanda? Temos plena consciência que por V. vontade a UNITA já estaria dizima, mas tal não acontece porque eles também sabem mexer com armas. Como
é que V.Excia pode falar em democracia se não permite a livre manifestação e reunião?

Democracia ("demo+kratos") é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), directa ou indirectamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista,
republicano ou monárquico.
As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia directa (algumas vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa a sua vontade por voto directo em cada assunto particular, e a democracia
representativa (algumas vezes chamada "democracia indirecta"), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.
Outros itens importantes na democracia incluem exactamente quem é "o Povo", isto é, quem terá direito ao voto; como proteger os direitos de minorias contra a "tirania da maioria" e qual sistema deve ser usado para a eleição de representantes ou outros executivos.

Camarada Presidente, democracia não significa propalar aos quatro ventos que ela existe quando o principal acto representativo dela é sistematicamente vilipendiado. V.Excia ao mudar a constituição quando estávamos em pleno exercício legislativo é um atentado directo a soberania da nação e aos
elementares direitos do seu povo. Além disso, ninguém pode afirmar com certeza matemática que existe um processo democrático genuíno em Angola, quando não existe um único representante do povo eleito directamente.

Sejamos claros, Ditadura não combina com Democracia.

Hoje há uma verdadeira revolução em África e Angola não poderá ficar fora desse movimento reformador, senão perder-se-á irremediavelmente. A verdade é que os problemas do Egipto, Tunísia, Líbia, Costa do Marfim não são diferentes dos problemas de Angola, a única diferença é que são países que sempre estiveram num estadio político mais progressivo e têm uma população mais instruída que a nossa. Não sei se a memória já começa a falhar, mas o Camarada Presidente de certo lembrar-se-á que a Independência de Angola nasceu, cresceu e floresceu com base nas revoluções operadas no Norte de
África. Agostinho Neto, Savimbi, Holden Roberto e outros dirigentes africanos que encabeçaram a grande avalanche independentista tiveram a sua formação militar e política na chamada África Branca, por isso, não é de estranhar que perante os mesmos problemas as soluções que se nos apresentam
sejam similares.

Segundo os entendidos na matéria: A revolução (do latim revolutìo,ónis: ato de revolver), segundo o Dicionário Houaiss é datada do século XV e designa "grande transformação, mudança sensível de qualquer natureza, seja de modo progressivo, contínuo, seja de maneira repentina"; "movimento de revolta contra um poder estabelecido, e que visa promover mudanças profundas nas instituições políticas, econômicas, culturais e morais"

V.Excia elegeu a internet como o mensageiro da desgraça, no entanto, esqueceu-se que os nossos irmãos que deambulam noite e dia por Luanda, não têm acesso a internet mas sentem a necessidade de mudança. O inimigo de V.Excia está dentro de Vós. V.Excia sente mais prazer em assistir os concursos de Misses do que visitar os seus concidadãos que sofrem cheias em Benguela, Cunene e mesmo em Luanda. Angola precisa de uma verdadeira alternância democrática sem fraudes ou truques.

Camarada Presidente, em democracia não existe insulto mas sim livre expressão, no entanto, V.Excia quando caluniado é livre de expressar o V. descontentamento junto das autoridades judiciais. Mesmo os governos eleitos não estão livres da censura e da crítica, já diz o ditado popular "quem não sente não é filho de boa gente" e como angolanos que somos acreditamos que somos filhos de boa gente, senão V. Excia já teria sido colocado num barril e atirado ao atlântico. Só V.Excia acredita que em Angola existe democracia, por isso, organiza manifestações de apoio e outras macaquices próprias dos regimes autoritários. Não se esqueça V.Excia que até Adolf Hitler foi eleito mas teve que ser derrubado para se repor a democracia na Alemanha. O que determina a continuidade ou não dos governos eleitos é a satisfação dos anseios dos povos e não o contrario. Os governos existem para servir o povo.

V.Excia fala das casas de chapa dos Musseques como se a maioria dos angolanos não soubesse que o seu MPLA pretende lucrar com o famoso programa de construção de 1 milhão de casas. Qual é o angolano que aufere um vencimento de 100 dólares mensal e consegue adquirir uma casa de 60000
dólares? Não adianta invocar os Kazumbiris de Agostinho Neto e outros, pois nós sabemos quanto V.Excia e sua prole gastam na Europa, América, Dubai e noutros cantos em Mulheres, Carros, Mansões, Aluguer de Aviões e outros mordomias. Também sabemos que nós angolanos apesar convivermos com dirigentes milionários fazemos romarias as capitais desse mundo para pedinchar para projectos basilares em qualquer sociedade. Quem não sabe que o programa de luta contra a Poliomielite é patrocinado pela Fundação Linda e Bill Gates? Porquê que a maioria dos dirigentes do MPLA morre no Estrangeiro? Que país do mundo tem as embaixadas nas melhores avenidas das
grandes capitais e o seu povo não tem água potável? Não há futuro sem passado, no entanto, nem todo passado colonial justifica a actual situação política angolana. Será que V.Excia vai dizer que os seu Genro e os seus Netos são responsáveis pela actual situação de pobreza em Angola? Por acaso,
num ponto eles são-no pois fazem parte do 1% da população que usufrui da totalidade da riqueza do país. Angola é Angola e não pode, em circunstância alguma, ser designada por Ex-colónia de Portugal.

Todos nós conhecemos a origem da pobreza em Angola. Foi o MPLA e o seu governo quem criou o homem novo, corrupto, mulherengo, trapaceiro, traiçoeiro, gatuno, dissimulado, assassino, bufo. A confusão da guerra civil contra a UNITA permitiu criar o ambiente político propicio para implantação
do MPLA e o agudizar dos problemas do país. Quem não se lembra do negócio de gasolina que distintos membros do MPLA fizeram com a UNITA? Quem não se lembra dos grupos errantes que atacavam caravanas de camiões em várias estradas de Angola? Muitos lembrar-se-ão que existiram dois grandes grupos, um na Huíla que era encabeçado pelo irmão do então comandante da Região
Militar Sul e outro em Benguela encabeçado pelo irmão do então comandante da Polícia. Ainda nos lembramos daquele dia em que V.Excia disse que não seria candidato pelo MPLA as eleições e, o Camarada João Lourenço (ingenuamente) se ofereceu como sucessor natural, dado ser na altura Secretário Geral do Partido. Depois deste triste episódio, até as moscas fugiam do homem. Pura
malandrice.

A Pobreza, o Desenrasca e o Espertismo têm pai e chama-se José Eduardo dos Santos.

O Camarada Presidente, até me fez chorar a rir ao dizer que em Angola há liberdades porque surgem cada vez mais partido políticos, associações cívicas e profissionais, Ong´s, jornais, rádios comunitárias, etc. Será que V. Excia está a falar dos partidos extintos pelo tribunal constitucional?
Será que está a falar da FESA? Está a falar das ONG´s que falam bem do Presidente ou das Ong´s como a Omugna que não podem manifestar o seu descontentamento pelo demolição de casas dos pobres? Esta a falar do Jornal Angolense ou do Jornal de Angola? Está a falar da Rádio Nacional de Angola ou da Rádio Ecclesia que qualquer dia só vai ser escutada no S. Paulo? Esta a falar da Semba Comunicação? Quem é o etc.?

Como V.Excia fica muito nervoso quando se fala da corrupção em Angola, louvamos o facto de saber que está certo, pois na realidade não há país nenhum no mundo em que não há corrupção. A tese está aprovada, V.Excia merece um Horroris Causa, pois é o único Presidente no Mundo que aprova a
Universalidade da Corrupção. Como angolanos de boa-vontade queremos um país capaz de apreender os melhores exemplos dos quatro cantos do mundo. Tudo que for mau que fique bem longe da nossa casa, por isso, ficamos indignados pela vossa resignação perante os factos, pois V.Excia deveria ser o guia da nação. Assistimos pois a uma total deturpação do propósito e alcance da função do Presidente da República. Se o nosso Presidente resigna-se perante a corrupção, o que fazer perante a Pedofilia, o Tráfico de Droga, o Abandono Parental, a Fraude Escolar, a Violência e outros males que nos apoquentam por esta Angola fora? Literalmente, estamos paíados!

Também discordo deste gajo que colocou na Internet a notícia que V.Excia tem uma fortuna de vinte biliões de dólares no estrangeiro. Primeiro ele não está a falar de V.Excia, pois há muito que Angola não tem Presidente.
Segundo, 20 biliões de dólares não são nada comparados com as quantias assambarcadas por V.Excia dos Cofres do Estado. Façamos as contas: Por cada barril de petróleo vendido, V.Excia abocanha 3 dólares.Sabendo que só Cabinda produz 600000 mil barris diários é só fazer as contas. Chefe, massa
é massa e os números não enganam. Areia para os olhos, também tem hora. Até hoje ninguém viu o recibo da dívida paga a Rússia, além disso, de onde vem o dinheiro utilizado nas compras feitas pela V. família em Portugal, Brasil e outros locais espalhados pelo mundo. Ainda nos lembramos daquele cheque o Dr. Aguinaldo Jaime tentou transferir nos States.

Convenhamos, só uma pessoa burra e suicida, iria dirigir-se-ia ao Banco Nacional de Angola (BNA) para entregar os nomes dos bancos e os números das contas em que o Vosso dinheiro foi depositado. Também sabemos que em nenhuma circunstância o Governador do Banco de Angola ou o director do Tesouro Nacional iriam fazer a transferência desse valor para as suas contas do Estado. Para onde foram os 600 milhões de dólares encontrados numa conta na Suíça? Sabemos que até ameaçaram cortar as pernas dos Suíços que estavam em Angola, a data dos acontecimentos.

Camarada Presidente, é melhor mandar dar umas chapadinhas ao Camarada que escreveu este discurso. Ir ao dicionário buscar a palavra fantoche até dá saudades do tempo dos comícios em que gritávamos "Abaixo os Fantoches da UNITA!". Depois íamos gritando "Abaixo aquilo! Abaixo aquele outro! e por fim quando mudasse o disco "Viva o MPLA! todo mundo estava na onda do abaixo
e lá vinha "Abaixo!". Definitivamente, o Camarada Presidente está a tentar implementar o sistema comunista numa realidade totalmente diferente e num mundo globalizado. Não aceitamos o comunismo como forma de vida e também temos certeza que para o seu e nosso bem é necessário que o Camarada Presidente abandone o poder enquanto pode ir pelo seu próprio pé.

Caro Camarada,

A paciência do povo angolano tem limites e a nossa intenção clara é chegar a verdadeira democratização do país.

Quanto as eleições sabemos que pela fraude a vitória esta garantida, no entanto, pode ter plena certeza que não vamos vestir o fato de Domingo para te manter no poleiro.

Sabemos que o teu MPLA não é um partido democrático, por isso, adivinhamos um Congresso-Comício de vários dias com bajulações e vivas ao Camarada Chefe. Acreditamos que V.Excia tem mais cerca de um ano e meio de mandato e esse tempo vai ser bem aproveitado para delapidar os cofres do Estado.

Como povo de boa-vontade, desejamos ao Camarada Presidente, muitos anos de vida mas longe do Governo de Angola. 35 anos é muito tempo. Até os mancebos que foram concebidos durante o conflito de 1992 já tem idade para ir a tropa. Chega.

Por Arlindo Faísca, in A Revolução Angolana****

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

Dia Mundial da Música - 01 de Outubro.

Venha assistir ao habitual Concerto Comemorativo do dia Mundial da Música, organizado pelo Coral Luísa Todi. Este ano será apresentado no Auditório do INATEL, na Praça da República, com início às 21:30 horas, no qual participarão o Coral Infantil Luísa Todi e o Coral Luísa Todi.

Aguardamos por si!

Divulgue também junto dos seus contactos.
--
Coral Luisa Todi
Rua Carlos Ferreira, 15
2900 - 025 Setúbal

Telef/fax 265 57 21 90
coralluisatodi@gmail.com - www.coralluisatodi.com

CONFIO NA INTELIGÊNCIA FEMININA

Confio na inteligência feminina - por João Botelho

(Com a devida vénia, transcrevemos da revista Única/Expresso, de 3/9/2011)


Tenho uma história estranha sobre as mu­lheres. Fiquei órfão de mãe aos seis anos, hou­ve uma avó a tomar o lugar dela, e fui educado pelas mi­nhas três irmãs mais velhas. Aos nove, perdi um irmão, que era piloto da Força Aérea. Com os desgostos, omeu pai tornou-se um homem duro, o que se compreende, por isso cresci num universo muito feminino. Mas são agradáveis as minhas recorda­ções de infância. Marcaram-me pa­ra a vida. Além da ternura, da parte afetiva, da tolerância, aprendi mui­to sobre o respeito pelo outro. A imagem que tenho das mulheres vem daí. Nos meus filmes nunca nenhuma foi filmada como objeto de desejo.

Venho de um tempo em que era absoluta a separação entre os sexos, até na escola. Em que a aprendizagem sexual dos rapazes era feita com prostitutas. Felizmente safei-me a isso. Saí de casa aos 16 ou 17 anos e quando cheguei a Coimbra, para estudar, apanhei o início da revo­lução dos costumes. Era ainda um núcleo fechado, dife­rente do resto do país, mas tive sorte. Pela primeira vez, homens e mulheres podiam estar juntos, fazerem o que quisessem sem problemas. E eu fui consolidando essa ideia da mulher como ser diferente, que aprendi a respei­tar imenso.

Há uma grandeza nas mulheres que os homens não têm: ter filhos, carregá-los, passar pelo parto para porem a vida cá fora, sem fingir... É uma coisa maravilhosa. Este meu olhar influenciou a forma de me relacionar com as mulheres. Como seres estranhos e diferentes, em que ninguém consegue entrar (ainda que possa ter essa ilusão), nunca tive a tenta­ção de mandar. Mantive um rela­cionamento de 28 anos onde a cumplicidade foi sempre o mais importante.

Confio na inteligência feminina. Tem outra subtileza, mais níveis de pensamento. Distinguem o es­sencial do secundário muito me­lhor do que os homens. É incrível a velocidade do saber em muitas delas, coisa que me impressiona muito mais que a beleza. A beleza por si só não é nada. Sei que os grandes líderes do momento ainda são homens, mas é uma questão de tempo. Elas são fortes e não têm medo. A mudança, tão necessária, vai passar de certeza pelas mulheres.

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•Não mantenha o carregador na tomada depois do aparelho estar carregado.
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•Utilize as máquinas de lavar http://www.eco.edp.pt/pt/particulares/conhecer/equipamentos-eficientes/tratamento-de-roupa/maquina-de-lavar-roupa" \t "_selfroupa e http://www.eco.edp.pt/pt/particulares/conhecer/equipamentos-eficientes/alimentacao/maquina-de-lavar-loica HYPERLINK "http://www.eco.edp.pt/pt/particulares/conhecer/equipamentos-eficientes/alimentacao/maquina-de-lavar-loica" \o "loiça" \t "_self" loiça sempre com a carga completa: poupe água, energia e tempo.
•Utilize o http://www.eco.edp.pt/pt/particulares/conhecer/equipamentos-eficientes/alimentacao/forno-fogao-microondas" \t "_selfmicroondas para aquecer e cozinhar apenas pequenas quantidades de comida. Quanto maior for a quantidade de comida aquecida mais energia será gasta.
•Utilize pilhas recarregáveis, têm um período de vida mais longo.
•Utilize tinteiros reutilizáveis.
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Agradeço-lhe a sua atenção.
O ambiente agradece.
Portugal também!!!

MADEIRA, TRATAMENTO EXEMPLAR A NÍVEL PENAL

Catroga
Madeira merecia "tratamento exemplar" a nível penal

Económico
20/09/11

Eduardo Catroga defende que o caso da Madeira devia ter um tratamento exemplar do ponto de vista penal.

"É pena que o quadro penal da chamada responsabilidade política não esteja mais desenvolvida no nosso País, porque este caso podia merecer um tratamento exemplar", afirmou o ex-ministro das Finanças e responsável pela elaboração do programa eleitoral do PSD aos microfones da TSF.

Catroga responsabiliza, no entanto, todos os partidos políticos pela situação no arquipélago e explica que foi a Assembleia da República que deu meios a Alberto João Jardim e ao governo regional para que continuassem com a indisciplina de forma recorrente.

"Todos os partidos políticos na Assembleia da República têm as suas culpas na medida em que todos normalmente aprovam medidas em relação à Madeira e aos Açores, quase sempre por unanimidade", disse.

Catroga acrescenta que é preciso rever as regras que se aplicam às regiões autónomas e defende uma auditoria independente pelos órgãos competentes da república no sentido de esclarecer também a situação económica e financeira dos Açores.

ESTAMOS FALIDOS!

Soares dos Santos
"Estamos falidos"

Rita Paz com Diogo Carreira
20/09/11


O presidente da Jerónimo Martins diz não ter dúvidas de que Portugal é hoje um País falido.

"Estamos falidos e quando se está falido, está-se falido. Não vale a pena andar-se a discutir. A única coisa a fazer, todos em conjunto, é não assistir a este espectáculo triste de nos estarmos sempre a queixar na televisão, mas darmos as mãos e recuperarmos o país a trabalhar", argumentou hoje Alexandre Soares dos Santos durante uma conferência promovida pela AEP, em Lisboa.

O ‘chairman' da Jerónimo Martins declarou também que o buraco nas contas da Madeira é mais um sinal da "total irresponsabilidade dos nossos governantes". "A questão da Madeira é igual à questão da dívida pública do País que foi feita antes. Não é diferente nem mais importante. Isto é a total irresponsabilidade dos nossos governantes em gerir os nossos impostos e depois vêem-nos pedir mais dinheiro", defendeu gestor.

falidos

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

TAMBWE - O NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO

À VENDA NAS LIVRARIAS NO PRÓXIMO DIA 23

NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO COM ILUSTRAÇÕES DE NUNO DAVID - Um livro de leitura compulsiva.
Tambwe
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De Lisboa a Luanda, seguindo por Paris e por bases aéreas bem guardadas na Rússia e na África do Sul, Tambwe é uma longa viagem sacudida por geografias contrastantes e pelos solavancos da descolonização e do fim da Guerra Fria. É também o percurso interior...
... Um livro de leitura compulsiva.

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PINTURA DE NUNO DAVID

ANGOLA - MUXIMA COM A VOZ DE WALDEMAR BASTOS

A DEFINIÇÃO DO PODER

O BURACO DA ILHA DA MADEIRA

Eu não pago o buraco da Madeira

POR HENRIQUE RAPOSO - EXPRESSO

Segunda feira, 19 de setembro de 2011

Eu não pago o buraco da Madeira enquanto os madeirenses ostentarem os atuais privilégios. Convém lembrar que os madeirenses pagam impostos muito mais baixos. A taxa máxima de IVA, por exemplo, está apenas nos 16%. Perante isto, não é justo pedir mais dinheiro às pessoas do continente. Não é justo. O buraco escavado por Alberto João tem de ser coberto, em primeiro lugar, pelo dinheiro dos madeirenses. A conversa sobre transferências do continente para a ilha só deve surgir num segundo momento.

Eu não pago o buraco da Madeira enquanto os portugueses da Madeira ostentarem os privilégios da "insularidade". Até porque em 2011 a questão da insularidade é altamente questionável. A Madeira é mais isolada do que Trás-os-Montes? Não, não é, até porque é difícil atracar um paquete em Bragança. O mesmo pode ser dito sobre o Alentejo interior. Pedir a um alentejano que pague a "insularidade" da Madeira é quase um insulto. Além disso, a Madeira já é uma das regiões mais ricas de Portugal. A solidariedade devia partir dos madeirenses e não dos alentejanos, transmontanos ou beirões. A Madeira devia ajudar partes do continente, e não o inverso.
Eu não pago o buraco da Madeira enquanto os madeirenses viverem à custa dos meus impostos, dos nossos impostos "cubanos". A Madeira retém os seus impostos locais (ou seja, não dá um cêntimo ao resto do país) e depois - como já vimos - paga impostos nacionais a taxas inferiores. Adivinhem quem paga a diferença? Claro, os idiotas dos "cubanos". A Madeira ainda recebe um subsídio de "insularidade" de 300 milhões e a sua dívida foi perdoada várias vezes. Por quem? Pelos idiotas dos primeiros-ministro "cubanos". Como se tudo isto não fosse suficiente, a Madeira voltou a endividar-se e, pior, escondeu a fatura de forma ilegal. Não há como fugir à questão: Alberto João Jardim fugiu à lei, ou seja, a sua gorvernação foi conduzida à margem da lei. E fez isto num momento de altíssimas dificuldades financeiras para o país. Moral da história? A autonomia tem sido a desculpa para a impunidade. Ora, esta brincadeira tem de acabar. Portugal é só um. Portugal é uma nação. Nesta altura de crise, não pode haver enteados "cubanos" e filhos madeirenses. Todos têm de pagar a conta de forma igual.

A MENTIRA DO SACRIFÍCIO PARA TODOS

ALGUNS POLÍTICOS QUE O PSD PARIU


PERCEBEMOS AGORA PORQUE O PAÍS ESTÁ FALIDO.  TÊM SIDO ESTES OS POLÍTICOS QUE NOS GOVERNAM...QUE SE GOVERNAM!

POBRE DEMOCRACIA QUE TAIS FILHOS TEM!

MIRA AMARAL - UM HOMEM SEM VERGONHA

Mira Amaral - um homem sem vergonha

por Carlos Fonseca


Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: "a economia portuguesa não aguenta mais impostos".

Ao estilo de sábio membro do 'Conselho de Anciãos', a ilustre figura avisa: "é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa...".

O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PPD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.

De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia. Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90.

No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18.000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, Eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos.

Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.

Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino corrupto de Angola .

Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250.000 euros anuais de uma instituição pública, perdeu a moral - e igualmente a vergonha - para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas.

Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!

Mas, na vida pública de Mira Amaral, existem outras passagens funestas para o País.

Como Ministro da Indústria de Cavaco Silva, entre 1987 e 1995, ordenou, por exemplo, o esquartejamento da estrutura industrial portuguesa.

O processo de desindustrialização integrou, por exemplo, todo o grupo CUF / Quimigal e foi executado, por um outro homem de mão de Amaral, o célebre António Carrapatoso; homem que, há pouco tempo, esteve na Universidade de Verão do PPD, na qualidade de eminente prelector sobre problemas da economia portuguesa que ele, o seu chefe Mira e o supremo Cavaco tanto fragilizaram com uma política de privatizações, a favor de companhias estrangeiras, criticada publicamente por José Manuel de Mello, Lúcio Tomé Feteira e outros industriais.

in blogue Aventar, 24.09.2010

Meu comentário em jeito de conclusão: vergonha na cara, para não falar em recato na hora de botar opinião, era o minimo que se exigiria a este personagem igual a tantos outros cujas benesses e reformas douradas alimentadas pelo Estado com os nossos impostos, constituem a ponta do rastilho que conduziu o país para o actual estado de sufoco, subjugado ao peso da despesa pública e das suas consequências nos orçamentos familiares....é só fazer as contas para percebermos que, com as reformas de meia dúzia de artistas destes (mais coisa, menos coisa), não seria necessário cortar os abonos de família a milhares de portugueses que com esse parco suplemento conseguiam pagar as contas da água e do gás....




Então não é precisamente no seio deste Partido, que também quer chamar-se PSD (um embuste), mas que, todavia, não é reconhecido internacionalmente como tal e, por isso, os seus deputados eleitos para o Parlamento Europeu, se sentam na bancada do PP, juntamente com os do CDS, que estão os barões e "tubarões", de mentalidade corporativa-salazarista, que mais têm sugado o erário público, à custa dos contribuintes?

Lembram-se, como falava Nogueira Leite, do Governo e de Sócrates antes das eleições?

Ele, que já tem (imaginem) 13 "tachos como administrador, foi agora contemplado por Passos Coelho com um "tacho" na Caixa Geral de Depósitos de 20.000 euros mensais, com mais três outros correligionários (boys), a somar aos 13 "tachos" de administrador que já tem.

E ainda a "procissão vai no adro"...


Tudo isto, que é uma verdadeira afronta aos contribuintes, com tanta gente experiente e desempregada que que há neste país!!!...


Se têm dúvidas, procurem chegar às "Declarações de Rendimentos" desses e tantos outros conhecidíssimos senhores dessa área política e averiguem tudo o que está escondido!!!


Estes, são os verdadeiros responsáveis pelo estado em que se encontra o Estado Português e, por isso, têm de um dia de ser chamados a prestar contas por isso, antes que o povo os atire ao mar!!!

Como estes, há muitos que militam nessa área da política.

A ELITE SECRETA QUE DOMINA AS FINANÇAS DO MUNDO

Imperio financiero

Una elite secreta de 9 banqueros domina las finanzas globales


(IAR Noticias) 09-Septiembre-2011


Si equiparamos la especulación de los "derivados financieros" con el futbol asociado, sería algo así: son dueños de la cancha, del balón y los dos equipos que juegan –después de haber impuesto al jefe de la policía, al presidente municipal de la ciudad sede, al gobernador del estado y al presidente de la república– son también propietarios de la transmisión exclusiva del partido por sus mendaces multimedia ologopólicos (que también controlan), imponen las reglas del juego y están conectados a un casino donde apuestan al resultado que también conocen, como acaba de suceder con el megaespeculador George Soros quien fue avisado por "alguien" (¿por su correligionario Ben Shalom Bernanke?) de la degradación de la "deuda soberana" de Estados Unidos por la descalificada "calificadora" S&P y descolgó cómodamente una "ganancia" descomunal de 10 mil millones de dólares (según The Daily Mail).

Por Alfredo Jalife-Rahme - La Jornada, México

Me referiré a un añejo tema de casi 13 años que se remonta a la candidatura de Bill Clinton, quien operó un acuerdo "secreto" con las " manos invisibles" ya muy vistas de la plutocracia oligárquico-oligopólica de los banqueros de Wall Street (Nicholas D. Kristof y Edward Wyatt, NYT 15, 16, 17 y 18/2/99)

Queda expuesto el secuestro tanto de la "democracia" como de la actividad de la "política" y la "economía" subyugadas por las fuerzas del inexistente "mercado financiero", manipuladas por un puñado de banqueros, quienes maniobran en la opacidad absoluta.

Que conste que nos encontramos a inicios del siglo XXI.

Exhumamos (Bajo la Lupa, 31/8/11) un inquietante artículo de Louise Story en The New York Times (NYT, 11/12/10) quien revela que "cada tercer miércoles del mes, nueve miembros de la elite de la sociedad de Wall Street se reúnen en Manhattan" con el fin de "proteger los intereses de los grandes bancos en el vasto mercado de los derivados financieros, uno de los más redituables y controvertidos campos de las finanzas".

Los ocultos nueve banqueros conforman "un poderoso (sic) comité que ayuda (sic) a vigilar las transacciones de los derivados, instrumentos que, como los seguros, son usados para cubrir los riesgos" en un gran negocio de " multibillones".

En realidad, ya rebasaron el millar de billones, en una equivalencia de varias veces el PIB global y cuyo monto se desconoce debido a su " desregulación" (carece de vigilancia tanto gubernamental como ciudadana) y su "contabilidad invisible" (off balance sheet) en los "paraísos fiscales" (off shore).

Los "derivados financieros" hipertóxicos ("armas financieras de destrucción masiva", Warren Buffet dixit) constituyen un incurable cáncer financierista, cuyas metástasis han alcanzado todos los rincones del planeta donde opera la desregulada globalización, que antes de extinguirse cobrará muchas víctimas.

Las víctimas, es decir, los ciudadanos del planeta, se encuentran impotentes para lidiar con tal incurable cáncer financierista, debido a que desconocen su identidad, cuando ni la clase política, patéticamente más ignara que nunca, entiende su dinámica.

Louise Story se extravía en nimiedades (en los excesivos "costos") y se enfoca al rechazo de parte de los nueve banqueros al ingreso de otros marginados de su meganegocio, como sucede con el discriminado Bank of New York (fundado por Alexander Hamilton en 1784), que maneja 23 billones de dólares de "dinero institucional". ¿Los ocultos nueve banqueros practican el racismo y/o la discriminación financiera?

Anjay Kannambadi, ejecutivo del Bank of New York, fustiga que la razón por la cual discriminan a su banco de ingresar es "para preservar sus ganancias, además de que fueron quienes ayudaron a redactar las reglas del ingreso de las membresías".

Si equiparamos la especulación de los "derivados financieros" con el futbol asociado, sería algo así: son dueños de la cancha, del balón y los dos equipos que juegan –después de haber impuesto al jefe de la policía, al presidente municipal de la ciudad sede, al gobernador del estado y al presidente de la república– son también propietarios de la transmisión exclusiva del partido por sus mendaces multimedia ologopólicos (que también controlan), imponen las reglas del juego y están conectados a un casino donde apuestan al resultado que también conocen, como acaba de suceder con el megaespeculador George Soros quien fue avisado por "alguien" (¿por su correligionario Ben Shalom Bernanke?) de la degradación de la "deuda soberana" de Estados Unidos por la descalificada "calificadora" S&P y descolgó cómodamente una "ganancia" descomunal de 10 mil millones de dólares (según The Daily Mail).

Esto no lo puede decir Louise Story, quien defiende a un grupo de banqueros locales neoyorquinos marginados de las grandes ganancias por los otros nueve banqueros cuya identidad ha sido soplada por "alguien": JP Morgan Chase, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Deutsche Bank (del que es asesor el locuaz Alan Greenspan), UBS (que apuesta contra los interese de Pemex a través de su empleado, el hijo de un ex director de la paraestatal que funge ahora como director de la depredadora Schlumberger); la británica Barclays; Credit Suisse; Bank of America; y Citigroup (accionista de la "calificadora" Moody’s).

Lo mejor del jueguito financierista: se desconoce la identidad del "árbitro", cuando el mismo juego es virtual. Lo único real son las supuestas "ganancias" de los bancos y, sobre todo, sus "pérdidas", que endosan a los impotentes ciudadanos, que ni vieron ni entienden el partido.

A juicio de Louise Story resulta que "nadie (¡extra súper sic!) de los reguladores gubernamentales entiende (sic) completamente el tamaño y la interconexión del mercado de los derivados financieros, en especial los Credit Default Swaps (CDS), que aseguran (sic) contra las quiebras de empresas o bonos hipotecarios".

Los ominosos CDS –que se calcula andan entre 30 y 70 billones de dólares (¡el equivalente del PIB global!), dependiendo quién imagine su monto– apuestan a la quiebra de los países (literal) y hoy tienen en agonía –como dicen– a los PIIGS (por sus siglas en inglés: Portugal, Irlanda, Italia, Grecia y España).

Todavía está por develarse la lúgubre historia en el noveno círculo dantesco de los avernos entre la aseguradora AIG y sus contratos, mediante CDS, con los nueve banqueros de la elite secreta de Wall Street.

La crisis de 2088 llevó a la creación de tres "cámaras de compensación" (clearinghouse), de quien "nadie conoce la identidad de sus comités de riesgo", pero que controlan los nueve banqueros de la elite secreta. ¡Viva la transparencia!

Se recuerda que los bancos insolventes (técnicamente quebrados) fueron rescatados con el dinero público de los ciudadanos, quienes ni siquiera tienen derecho a conocer la identidad de sus rescatados. Ahora los miserables estadunidenses viven el "síndrome Fobaproa/IPAB", que ya padecimos con “el itamita México neoliberal”, con el mismo cártel bancario trasnacional (cuya bisagra aquí es Joseph Marie-Cordoba y su aliado Guillermo Ortiz Martínez, hoy mandamás del Banco Internacional de Pagos; Zedillo era un simple "ejecutivo").

Resulta que "la misma gente detenta posiciones influyentes (sic) en otras cámaras de compensación o en sus comités en la poderosa (sic) Asociación Internacional de Swaps y Derivados que ayudan a gobernar (sic) el mercado".

Louise Story comenta que "quizá (sic) ningún negocio en las finanzas sea tan redituable como los derivados" y cuyo "monto preciso (sic) se ignora": su carácter "secreto (¡súper sic!) constituye el factor principal que permite a los nueve banqueros obtener tales colosales ganancias".

La primera auditoría en la historia de la Reserva Federal acaba de revelar "16 billones de dólares (nota: el equivalente del PIB de Estados Unidos) de rescates secretos (¡súper sic!)", teledirigidos a los correligionarios de Ben Shalom Bernanke, que incluye al secreto club selecto de nueve banqueros (IPS, 29/9/11).

¿Cómo vamos a contrarrestar los ciudadanos del mundo a esta nihilista bancocracia secreta?

La luz pública es el mejor antídoto para domar a la bancocracia " secreta" que florece y prospera en los caños y desagües donde predomina la fétida oscuridad.


CONFLITO NA LÍBIA - PARTE 4

Los jefes de los rebeldes Jalil y Yunis, al igual que la mayor parte de los miembros del Consejo de los rebeldes libios, son miembros de la tribu Harabi, vinculada a Al-Qaeda

El resultado de la presente investigación es que la rama libia de Al-Qaeda es una prolongación del Grupo Islámico Combatiente en Libia en Derna y Benghazi. La base étnica del GICL es, aparentemente, la tribu Harabi [profundamente] antikadhafista, de la que procede la gran mayoría de los miembros del Consejo de los rebeldes, incluyendo a sus dos principales líderes Abdul Fatah Yunis y Mustafa Abdul Jalil. Estos elementos demuestran que, en la práctica, el Grupo Islámico Combatiente en Libia, la élite de la tribu Harabi y el Consejo de los rebeldes respaldado por Obama están muy estrechamente vinculados. Como me decía hace algunos años el ex ministro de Relaciones Exteriores de la República de Guyana y presidente de la Asamblea General de la ONU, Fred Willis –quien fue un verdadero combatiente contra el imperialismo y el neocolonialismo–, tras las formaciones políticas en los países en vías de desarrollo (y no sólo en esos países) se esconden a menudo rivalidades étnicas o religiosas. Eso es lo que sucede en Libia. La rebelión contra Kadhafi es una mezcla envenenada de odio fanático contra Kadhafi, de islamismo, de tribalismo y de rivalidades locales. Desde este punto de vista, la decisión de Obama de tomar partido en una guerra tribal es una idiotez.

Cuando Hillary Clinton viajó a París para que el presidente francés Nicolas Sarkozy le presentara a los rebeldes libios, la secretaria del Departamento de Estado se reunió con el líder de la oposición libia Mahmud Jibril, un personaje que recibió una educación estadounidense y cuyo nombre ya era conocido para los lectores de Wikileaks como uno de los [interlocutores] preferidos de Estados Unidos [16].

Jibril puede ser considerado un personaje presentable en París, pero los verdaderos cabecillas de la insurrección libia son en realidad Jalil y Yunis, dos ex ministros de Kadhafi. De estos dos personajes, el verdadero jefe parece ser Jalil, al menos por el momento: «Mustafa Abdul Jalil o Abdul-Jalil (en árabe: مصطفى عبد الجليل, que también puede escribirse Abdul-Jelil, Abd-al-Jalil, Abdel-Jalil o Abdeljalil, y también a veces, erróneamente, Abud Al Jeleil) es un político libio nacido en 1952. Fue ministro de Justicia (y, de forma no oficial, secretario del Comité General del Pueblo) del coronel Muammar el-Kadhafi (…) Abdul Jalil ha sido identificado como el presidente del Consejo Nacional de Transición basado en Benghazi, aunque otros elementos entre los rebeldes cuestionan su nominación a ese puesto debido a sus relaciones pasadas con el régimen de Kadhafi.» [17]

En cuanto Yunis, estuvo estrechamente vinculado a Kadafhi desde que este último tomó el poder, en 1968-1969. «Abdul Fatah Yunis (en árabe: عبد الفتاح يونس) es un alto oficial del ejército libio. Tenía rango de general y ocupó el puesto de ministro del Interior antes de dimitir el 22 de febrero de 2011…» [Ibid.]

Lo que más debería inquietarnos es que tanto Jalil como Yunis son miembros de la tribu Haribi, mayoritaria en el noreste de Libia, que es precisamente la tribu que se relaciona con Al-Qaeda. Según la agencia Stratfor, «…la tribu Harabi es históricamente un poderoso conjunto de clanes del este libio que ha visto declinar su influencia bajo Kadhafi. El líder libio confiscó, en efecto, tierras cultivables a los miembros de esa tribu para entregarlas a otros clanes más débiles, pero más leales… La mayoría de los líderes del este libio hoy emergentes provienen de la tribu Harabi, incluyendo a los jefes del gobierno provisional instalado en Benghazi, Abdel Mustafa Jalil y Abdel Fatah Yunis, que tuvieron un papel fundamental en la deserción de ciertos militares al principio de la insurrección» [18]. Es un poco como una carrera por la presidencia [estadounidense] en la que ambos candidatos provienen del mismo Estado, con la diferencia de que las feroces rivalidades tribales agravan considerablemente el problema.

Consejo de los rebeldes: La mitad de los nombres se mantienen en secreto. ¿Por qué?

Un análisis de la composición global del Consejo de los rebeldes no logra mejorar la imagen de su base regional, sectaria y estrecha, sino que la empeora. Según una descripción reciente, el Consejo de los rebeldes está «presidido por un ex ministro libio de Justicia, con buena reputación, Mustafa Abdul Jalil, y se compone de 31 miembros, que supuestamente deben representar a todo el país, pero cuyos nombres no pueden divulgarse por “razones de seguridad”» … «Los principales miembros del Consejo, al menos los que conocemos, pertenecen todos a la confederación de tribus Harabi del noreste de Libia. Esas tribus tienen fuertes conexiones con Benghazi que se remontan incluso a la época anterior a la revolución de 1969 que llevó a Kadhafi al poder.» [19] Otros artículos confirman la cantidad de representantes: «El Consejo se compone de 31 miembros; la identidad de varios de esos miembros no se ha hecho pública para preservar así su seguridad.» [20] Con todo lo que ya sabemos sobre la extraordinaria densidad de combatientes del GICL y de fanáticos de Al-Qaeda en el noreste de Libia, nos parece justificado preguntarnos si la identidad de todos esos miembros del Consejo de verdad se mantiene en secreto para protegerlos de Kadhafi o si no es más bien para evitar que sus nombres se reconozcan en Occidente como nombres de terroristas o de simpatizantes de Al-Qaeda. Esta última hipótesis parece estar más cerca de la situación actual.

Los nombres divulgados hasta ahora son: Mustafa Abduljaleel; Ashur Hamed Burashed, representante de la ciudad de Derna; Othman Suleiman El-Megyrahi, por la región de Batnan; Al Butnan, por la zona fronteriza con Egipto y Tobruk; Ahmed Abduraba Al-Abaar, por la ciudad de Benghazi; Fathi Mohamed Baja, por Benghazi; Abdelhafed Abdelkader Ghoga, por Benghazi; Omar El-Hariri en Asuntos Militares, y el Dr. Mahmud Jibril, Ibrahim El-Werfali y el Dr. Ali Aziz Al-Eisawi en Relaciones Exteriores [21].

El Departamento de Estado debería interrogar a esas personas, empezando quizás por Ashur Hamed Burashed, el delegado de la ciudad de Derna, bastión de los terroristas y de los candidatos a la realización de atentados kamikazes.

¿Cuántos miembros, veteranos o simpatizantes de Al-Qaeda componen el Consejo de los sublevados?

Todo lo que se sabe a través de la bruma de la guerra es que se han divulgado oficialmente los nombres de menos de una docena de miembros del Consejo, o sea no más de la mitad de sus 31 miembros. Los medios de prensa estadounidenses y europeos no han tratado de identificar para nosotros los nombres que ahora conocemos y, sobre todo, han hecho todo lo posible por no llamar la atención sobre esa [oscura] mayoría de miembros del Consejo de sublevados que sigue actuando en el mayor secreto. Tenemos que exigir, por consiguiente, que se den a conocer los nombres de los miembros, veteranos o simpatizantes del GICL que forman parte de dicho Consejo.

Estamos siendo testigos de un intento de la tribu Harabi por tomar el poder sobre las otras 140 tribus libias. Los Harabi ya tienen prácticamente el poder hegemónico en la región cirenaica. En el núcleo de la confederación Harabi se encuentra el clan El-Obeidat, dividido a su vez en 15 subclanes [22]. Todas esas consideraciones pudieran no presentar más interés que el puramente académico, si no existiese esta evidente conexión entre las tribus Harabi, por un lado, y, por el otro, el GICL y Al-Qaeda.

DEVIDO À EXTENSÃO DO TEXTO CONTINUAREMOS A PUBLICÁ-LO NOS PRÓXIMOS DIAS.

NOVA IORQUE - WALL STREET

Silêncios de Chumbo

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Enquanto os meios de comunicação social nos entretém com o sobe e desce das bolsas mundiais ( como se a actividade económica e financeira se resumisse a isso) depois do Cristiano Ronaldo, com aquela cara de bronco espalhador de banalidades dizer que é assobiado por “ser rico, jogar bem futebol e ser bonito” (gaba-te cesto!) e antes de Passos Coelho, com ar de quem ter ir a correr para a casa de banho, dizer que o buraco da Madeira “é uma irregularidade grave” e remeter “questão-da-confiança-politica para Psd-Madeira-e-eleitorado-da-Madeira” (não vá o Jardim dar-lhe umas nalgadas), no intervalo de se ver os ditos rebeldes líbios dispararem rajadas para o ar e massacrarem apoiantes e supostos apoiantes do coronel para não lhe ficarem atrás em brutalidade, solicitando que a Nato continue a bombardear indiscriminadamente tropas ainda fiéis ao ditador Kadhafi e todos os civis que não conseguiram fugir ao inferno, enquanto se espera ouvir o silêncio do mi-nis-tro-gas-par-a-di-ge-rir-os-mi-lha-res-de-mi-lhões-que-de-sa-pa-re-cem-no-ca-mi-nho-ma-ri-ti-mo-pa-ra-a-ma-dei-ra-fin-gin-do-não-po-der-fa-lar-po-ter-o-e-só-fa-go- en-tu-pi-do-por-um-ca-cho-de-ba-na-nas (com medo que Jardim o pregue na cruz do défice), à espera de mais umas trivialidades á meas de um comentador avulso, há um silêncio pesadíssimo, um silêncio de chumbo sobre os movimentos populares relevantes que vão acontecendo por todo o mundo, que vão abrindo fissuras na ordem estabelecida de que eles serventuários barricados numa falsa ética jornalística, entrincheirados nos critérios jornalísticos que não são mais que uma efectiva censura sem lápis azul visível.
Na catadupa de notícias que ontem durante todo o dia foram derramadas para dentro das nossas cabeças alguém ouviu alguma coisa sobre a concentração popular que sucedeu em Nova Iorque. Em Wall Street? Esta comunicação social mercenária não tem vergonha nenhuma e tenta cumprir na perfeição o seu papel de manipular a realidade ao serviço do totalitarismo do pensamento único.


domingo, 18 de setembro de 2011

ROMANCE - TAMBWE, A UNHA DO LEÃO


Mário Ramos Cardoso Conheci o António Castro numa viagem e tive ocasião de ler o seu primeiro romance "Especiaria". Foi uma surpresa de tal forma agradável, que lhe pedi me comunicasse logo que publicasse outro. Ele aí está: "TAMBWE". Passem palavra.