O Coral Luísa Todi está a preparar mais um regresso à "grande música", previsto para o seu tradicional Concerto de Aniversário", agendado para o dia 10 de Julho próximo. Para isso estamos a aceitar, em período extraordinário, admissões para novos coralistas. Se gostam de cantar, juntem-se a nós. Segue um cartaz em anexo que agradeço divulguem junto dos vossos contactos.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
As noticias que a comunicação social não dá!!!!
Dr. Fernando Nobre
"Temos 40% de pobres"
III Congresso Nacional de Economistas
O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?" Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas". "Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda. "Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre. O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma". No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais". Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".
"Temos 40% de pobres"
III Congresso Nacional de Economistas
O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?" Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas". "Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda. "Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre. O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma". No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais". Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".
DEPUTADOS : VEJAM A DIFERENÇA
Não é DE ESTRANHAR, MAS é INTERESSANTE SABER...COMO TUDO é DIFERENTE...
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo para sentar na Câmara dos Comuns; 2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis; 3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e pagam, todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador; 4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.
Em suma, são SERVIDORES DO POVO.
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários Não Deputados que trabalham na Assembleia têm um subsidio equivalente a 80% do seu vencimento? Isto é, se cá fora ganhassem 1000,00 EUR lá dentro ganhariam 1800,00EU. Porquê? Profissão de desgaste rápido?!!
Devia-se começar, por algum lado, a "purgar" esta "parasitância política", por exemplo...!!!
E depois, vinha o "resto"...
Sebastião José Carvalho e Melo, volta, estás perdoado!!
Já agora, tragam umas rolhas, que o País está a afundar...!
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo para sentar na Câmara dos Comuns; 2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis; 3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e pagam, todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador; 4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.
Em suma, são SERVIDORES DO POVO.
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários Não Deputados que trabalham na Assembleia têm um subsidio equivalente a 80% do seu vencimento? Isto é, se cá fora ganhassem 1000,00 EUR lá dentro ganhariam 1800,00EU. Porquê? Profissão de desgaste rápido?!!
Devia-se começar, por algum lado, a "purgar" esta "parasitância política", por exemplo...!!!
E depois, vinha o "resto"...
Sebastião José Carvalho e Melo, volta, estás perdoado!!
Já agora, tragam umas rolhas, que o País está a afundar...!
Imagine(m)", por Mário "John Lennon" Crespo
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade.
Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.
Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático.
Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar.
Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins. I
maginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade.
Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.
Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático.
Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar.
Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins. I
maginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Sociedade e Geografia de Lisboa.
Começou ontem a funcionar o novo site da Sociedade e Geografia de Lisboa. Tem especial interesse para quem esteve no Ultramar.Quem tiver documentos, objectos ou fotos relacionados com a sua estadia em terras de além-mar e não saiba o que lhe fazer, pode colocá-los à guarda da SGL que os preservará.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
JÔ SOARES “DIZ” FERNANDO PESSOA NO TEATRO VILLARET

“Remix em Pessoa” em cena de 29 de Janeiro a 7 de Fevereiro de 2010 Jô Soares, o conhecido apresentador da TV Globo Portugal "diz" poemas de Fernando Pessoa de 29 de Janeiro a 7 de Fevereiro de 2010, no Teatro Villaret, em Lisboa.
O espectáculo é baseado no CD "Remix em Pessoa", gravado em 2007 e no qual Jô Soares apresenta 12 obras de Fernando Pessoa como "O Poeta é um fingidor...", "No dia em que festejava…", entre outras, ao som de uma selecção musical feita por Billy Forghieri que vai desde Bach, Hip Hop, Jazz, Rock, Valsas, Drum & Bass…
Ao vivo JÔ SOARES “diz” como só ele sabe Fernando Pessoa, com encenação e projecção de imagens ao som da selecção musical já referida. “Remix em Pessoa” já foi levado a palco com muito sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo. Depois de aclamado no Brasil, Jô Soares estreia o espectáculo em Lisboa, cidade que teria inevitavelmente de o acolher.
O mediático apresentador da TV Globo Portugal é um entusiasta e conhecedor da obra do poeta português desde os seus 14 anos. Jô Soares conheceu a obra de Fernando Pessoa durante uma viagem que fez a França e desde então nunca mais parou de ler a poesia do autor. Durante o espectáculo, Jô Soares "diz" os poemas de Fernando Pessoa, pois como ele próprio afirmou «prefiro “dizer” a declamar». “Porquê Pessoa? Porque Pessoa é essencial”, diz Jô Soares O espectáculo “Remix em Pessoa” é promovido pela TV Globo Portugal e por Espelho de Cultura, Produções Artísticas, Lda., entidade responsável também pela produção.
Os bilhetes estão à venda no Teatro Villaret – 21 353 85 86 Ticketline - 707 234 234, Fnac, Worten, El Corte Inglês, CC. Dolce Vitta, Ag. Abreu e Megarede.
Para mais informações poderá contactar:
Porter NovelliT: 21 313 61 05Sofia Farinha ou Marta Brazão
Sismo Haiti

O que falámos:
Há qualquer coisa de muito errado com o sismo do Haiti. Senão vejamos:
1 - A cobertura mediática exaustiva e esmagadora, tipo 11 de Setembro, incomparavelmente mais extensa do que a do sismo de Banda Aceh (grau 9) e do subsequente tsunami, onde morreram mais de 200.000 pessoas;
2- O envio maciço de tropas americanas armadas para o Haiti, como uma força de ocupação;
3 - O envolvimento de quase todas as mega-organizações globalistas, desde a ONU até à AMI, numa escala não vista aquando da catástrofe de Banda Aceh;
4 - A localização, a profundidade e a abrangência do sismo: aparentemente, localizou-se o epicentro mesmo junto à capital (ver o ficheiro Intensity.jpg), não tendo repercussões de monta para além de um raio de pouco mais de 50 Km, o que é inverosímil para um abalo desta magnitude. O que é facto é que não há notícias nem de estragos nem de vítimas na República Dominicana - que partilha com o Haiti a mesma ilha - ou em Cuba. Depois, o abalo dá-se longe das grandes falhas tectónicas que passam entre Cuba e o Haiti (ver Haiti sismo.jpg). Por fim, tanto o grande abalo como TODAS as réplicas se concentraram na mesma área, e a 10 Km de>profundidade, tal como numa série de outros sismos posteriores, do Irão à Argentina (ver Sismos TODOS a 10 Km de profundidade.doc). A probabilidade disto acontecer é muito remota.
Tudo isto dá que pensar. Repare-se que NENHUM dos «resorts» turísticos do Haiti ou da República Dominicana foi danificado, apenas a capital arrasada, tendo toda a energia do sismo sido aí descarregada. Há quem fale em arma> secreta, talvez uma deflagração nuclear subterrânea a grande profundidade (10 Km), com o intuito de fazer parecer um desastre natural, e a invasão ser travestida de «ajuda humanitária». É que 30.000 «marines» em armas não se poderão propriamente encaixar nessa classificação.
Um caso a investigar, e a estar alerta para sismos de área muito limitada, como este (recordemos que o de Lisboa, em 1755, teve o epicentro a 200 Km a> SW do cabo de S. Vicente, e o abalo arrasou praticamente Portugal (muito> maior que o Haiti) e parte de Espanha e Marrocos). Ou seja, teria o sismo do> Haiti sido verdadeiramente um «sismo» ou o abalo provocado por outros meios? E as dezenas de réplicas todas no mesmo sítio, à mesma profundidade, como o desabar parcial de uma mega-caverna deixada por uma explosão? Ficção? Ou coincidências incríveis?
O quadro da GUERNICA em 3D
Clicar no link abaixo para ver a infografia digital de Lena Giesekedo célebre painel de Pablo Picasso em 3D (c/Som) http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html
Toda a gente conhece a Guernica, um painel pintado a óleo com 782 x351cm, que Pablo Picasso apresentou em 1937 na Exposição Internacional de Paris.
A tela, a preto e branco, representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de Abril de 1937 por aviões alemães e actualmente está exposta no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
O pintor, que morava em Paris na altura, soube do massacre pelosjornais e pintou as pessoas, animais e edifícios destruídos pela força aérea nazi tal como os viu na sua imaginação.
Agora uma artista nova-iorquina, Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de infografia digital, decidiu propor uma versão 3D da célebre obra e colocá-la na Net sob a forma de um vídeo (ver relacionados no final do texto).
O resultado é fascinante e permite-nos visualizar detalhes que deoutro modo nos passariam despercebidos.Esta técnica inovadora revela-se um instrumento poderoso paracompreender melhor a forma de trabalhar do pintor e até o modo como funcionava a sua imaginação.
Toda a gente conhece a Guernica, um painel pintado a óleo com 782 x351cm, que Pablo Picasso apresentou em 1937 na Exposição Internacional de Paris.
A tela, a preto e branco, representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de Abril de 1937 por aviões alemães e actualmente está exposta no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
O pintor, que morava em Paris na altura, soube do massacre pelosjornais e pintou as pessoas, animais e edifícios destruídos pela força aérea nazi tal como os viu na sua imaginação.
Agora uma artista nova-iorquina, Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de infografia digital, decidiu propor uma versão 3D da célebre obra e colocá-la na Net sob a forma de um vídeo (ver relacionados no final do texto).
O resultado é fascinante e permite-nos visualizar detalhes que deoutro modo nos passariam despercebidos.Esta técnica inovadora revela-se um instrumento poderoso paracompreender melhor a forma de trabalhar do pintor e até o modo como funcionava a sua imaginação.
Visita virtual
Deixo-vos aqui um endereço de internet onde podem fazer uma viagem virtual ao Mosteiro dos Jerónimos. Nesta viagem terão a oportunidade de "entrar" em todas as áreas do referido mosteiro, bem como ver pormenorizadamente alguns dos seus elementos arquitectónicos, nomeadamente o túmulo de Vasco da Gama e de Luís de Camões.
Divirtam-se!
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b
Divirtam-se!
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
ESCÂNDALO
A propósito da notícia colocada neste Blogue sobre a deputada INÊS MEDEIROS, recomendo a leitura do comentário de "NUNO".
Obrigado.
AOC
Obrigado.
AOC
RESPONSÁVEL EUROPEU DENUNCIA FALSA PANDEMIA
O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século.
Consulte o artigo completo em: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/portugal/interior.aspx?content_id=1478235
O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século.
Consulte o artigo completo em: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/portugal/interior.aspx?content_id=1478235

Dearly Beloved.
We would like to invite you to the first exhilarating Ozlem extravaganza.This Wednesday, the 27th of January, at 6pm, a portal will be opened.
:
Sara Nunes FernandesBen Hunt& Mellanie Freshness
...will be indulging us with a splendid array of performative distractions throughout the event
On the wall
Matthew De PulfordRachel HorwoodSam ThompsonNoa KurzweilEduardolor & Zaquisha Jones
Have been commissioned to interpret, reproduce and replace the paintings already hanging in the restaurant.
Julian EmensJulius LadwigJihoi LeeLior Shamriz& Imri Khan
will be contributing pieces of exquisite cinematic video pleasure
Aaron Tan& Philip Lai
Have been commissioned to show pieces in 3D and 7D.
Now.
let us introduce you to Ozlem,
http://willeatformoney.blogspot.com/2009/12/ozlem-dalston.html
...since you are now acquainted, we recommend the Turkish Pizza (Lahmacun) with an Efes Beer. Both 1.50/2 pounds respectively.
Don't have dinner before the show, have your dinner at the show! Please consider Lahmacun, beer, or anything from the menu a kind donation to the generous management of Ozlem, who have very gracefully offered to host us in their magnificent restaurant. You will not regret it, without a doubt, its some of the best food in town.
27/01/01, 6 - 10pm, Ozlem, Ocakbasi Restaurant, Dalston.
85 Stoke Newington Road, on the corner of Prince George Road, Hackney
An invitation is attached
Eternally Yours
Naama & Jack
We would like to invite you to the first exhilarating Ozlem extravaganza.This Wednesday, the 27th of January, at 6pm, a portal will be opened.
:
Sara Nunes FernandesBen Hunt& Mellanie Freshness
...will be indulging us with a splendid array of performative distractions throughout the event
On the wall
Matthew De PulfordRachel HorwoodSam ThompsonNoa KurzweilEduardolor & Zaquisha Jones
Have been commissioned to interpret, reproduce and replace the paintings already hanging in the restaurant.
Julian EmensJulius LadwigJihoi LeeLior Shamriz& Imri Khan
will be contributing pieces of exquisite cinematic video pleasure
Aaron Tan& Philip Lai
Have been commissioned to show pieces in 3D and 7D.
Now.
let us introduce you to Ozlem,
http://willeatformoney.blogspot.com/2009/12/ozlem-dalston.html
...since you are now acquainted, we recommend the Turkish Pizza (Lahmacun) with an Efes Beer. Both 1.50/2 pounds respectively.
Don't have dinner before the show, have your dinner at the show! Please consider Lahmacun, beer, or anything from the menu a kind donation to the generous management of Ozlem, who have very gracefully offered to host us in their magnificent restaurant. You will not regret it, without a doubt, its some of the best food in town.
27/01/01, 6 - 10pm, Ozlem, Ocakbasi Restaurant, Dalston.
85 Stoke Newington Road, on the corner of Prince George Road, Hackney
An invitation is attached
Eternally Yours
Naama & Jack
domingo, 24 de janeiro de 2010
Ves como te gusta la Opera?
Un día cualquiera de mercado la música empieza a sonar. Fragmentos de la Traviata de Verdi interpretados en pleno Mercado Central de Valencia, entre los puestos de frutas y verduras. Los rostros de los compradores, asombrados ante la magia del arte, hacen que recuperemos la confianza en el buen gusto. El gusto por la buena fruta, la verdura, el champán, la música y la vida. Pincha el enlace y sube el volumen de los altavoces. Es digno de ver.
http://www.youtube.com/atenordelaopera
http://www.youtube.com/atenordelaopera
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
Como talvez já seja do conhecimento de todos vós, a partir de Julho de 2009 é permitido a qualquer Cidadão acompanhar os seus Pais, Filhos, Familiares e Amigos dentro dos Hospitais, mais precisamente nos Serviços de Urgência do Serviço Nacional de Saúde, conforme consta no Diário da República nº.: 134 - 1ª. Série de 14 de Julho de 2009 (De.Lei nº.: 33) ver anexo. Contudo,existem Seguranças à porta de diversas Urgências dos Hospitais deste País, que continuam a Barrar o acesso aos Familiares de Doentes que entram nas Urgências o que não pode acontecer...por isso, se possível andam sempre com cópia deste Dec. de Lei na sua carteira. Assim todos nós, ficamos a saber que ninguém, ficará abandonado numa Maca de um qualquer Hospital deste País e/ou num qualquer Corredor de Hospital, sem a devida assistência.
Sintomas provocados por carência de alimentos
1. DIFICULDADE DE PERDER PESOO QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitaminas. ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão, além de suplementos específicos.
2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOSO QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade, trata-se de um desequilíbrio entre potássio, fósforo e sódio.ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes e acelga.
3. COMPULSÃO A DOCESO QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre e cenoura.
4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇAO QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio.ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.
5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINALO QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos.ONDE OBTER: coalhada, iogurtes e similares.
6. MEMÓRIA RUIMO QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.ONDE OBTER: lecitina de soja e gema de ovo.
7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.
8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACASO QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras e gelatina.
9. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOSO QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite
10. DEPRESSÃO, ANGÚSTIA, DESÂNIMO, TRISTEZA, RAIVAO QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, meu filho. Dinheiro!ONDE OBTER: Se você descobrir, me avise.
2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOSO QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade, trata-se de um desequilíbrio entre potássio, fósforo e sódio.ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes e acelga.
3. COMPULSÃO A DOCESO QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre e cenoura.
4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇAO QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio.ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.
5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINALO QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos.ONDE OBTER: coalhada, iogurtes e similares.
6. MEMÓRIA RUIMO QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.ONDE OBTER: lecitina de soja e gema de ovo.
7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.
8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACASO QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras e gelatina.
9. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOSO QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite
10. DEPRESSÃO, ANGÚSTIA, DESÂNIMO, TRISTEZA, RAIVAO QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, meu filho. Dinheiro!ONDE OBTER: Se você descobrir, me avise.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Direito à indignação
José E. Moniz, in “CORREIO DA MANHÔ
"Direito à indignação"
Uma mulher, à volta dos setenta anos, espreita os jornais e comenta para outra, mais nova, seguramente sua filha:
– “E lá conseguiram arquivar mais um processo contra o homem...” Responde a mais nova: – 'Quero lá saber...' – 'Como assim filha? O homem é primeiro-ministro. Só anda metido em confusões e toda a gente lhe põe a mão por baixo. Estas investigações das escutas tinham de ir dar a qualquer lado. Arquivem, mas investiguem primeiro. Ao menos isso.' – 'Sabe uma coisa mãe? Não quero mesmo saber nada disso. Está sempre tudo feito. Vocês é que têm culpa, que o elegeram. Eu não...'
Diálogo de fim da manhã, num sábado coberto de chuva, ouvido, indiscretamente, na caixa de um posto de abastecimento de combustível. Duas mulheres, de gerações diferentes, abordando, de forma apressada, o caso mais relevante da actualidade. A mulher mais velha lá acabou por se afastar, com ar conformado, mas não convencido, enquanto a mais nova repetia que não se sentia responsável por nada, dando a entender que não havia votado nas últimas eleições legislativas. Perdoem-me a reprodução desta escuta não autorizada, mas penso que ela não está abrangida pelo segredo de justiça, nem carece do aval do presidente do Supremo e, muito menos, de despacho do procurador--geral.
Citei-a apenas porque ela me parece representar o essencial daquilo que é o sentimento do cidadão comum perante os casos de justiça envolvendo personalidades com alguma relevância na vida pública portuguesa. Escândalos que, pela sua natureza, ganham enorme eco em toda a Comunicação Social, mas que vêem a sua repercussão ampliada, por causa da teia de malabarismos político-jurídicos que ardilosa e empenhadamente os tentam lançar para as catacumbas do esquecimento.
Foi o dr. Mário Soares que, um dia, falou no 'direito à indignação'. A recuperação desse direito, nesta altura, afigura-se-me apropriada, dado que em causa estão questões que se revestem de enorme gravidade e importância. Assisto com perplexidade ao desfile de atitudes e argumentos que estão a enrodilhar a Justiça em Portugal, desacreditando-a aos olhos de todos e desprestigiando os seus agentes, que deveriam ser referenciais de respeitabilidade e de confiança, baluartes essenciais de uma democracia sã e estabilizada, apta a resistir a atropelos e indiferente a privilégios.
Presenciando o filme ‘Face Oculta’, que, há algumas semanas, se encontra em exibição em todas as casas portuguesas, fico surpreendido (apesar da experiência emprestada pela idade) com a forma como actos processuais são encarados, como se ajustam procedimentos e decisões a timings eleitorais, como a Justiça e a Política se embrulham de modo pouco transparente. É à custa de situações como esta que o País cada vez menos acredita na sua Justiça, interiorizando que há tratamentos diferentes consoante se faz parte do lote de ‘poderosos’ ou não. Uma Justiça em dois patamares ou a dois tempos, conforme os intervenientes. Não sou jurista e, por isso, não me vou enredar na teia de argumentações que, mais do que esclarecer, confundem o cidadão, bombardeado, nos últimos dias, com opiniões, as mais desencontradas, sobre a sustentabilidade, ou falta dela, de actos das mais altas instâncias da Justiça portuguesa.
Muito menos me vou pronunciar, nesta altura, sobre a ousadia espelhada em declarações de políticos que querem, novamente, mudar a lei do segredo de justiça, depois de nela terem mexido há apenas dois anos, como se o País fosse uma coutada em que as leis se fazem e desfazem ao sabor de casos individuais e conveniências correspondentes. A falta de vergonha, neste caso, revela-se tão flagrante que só se o País estivesse completamente inerte uma tal coisa poderia acontecer.
Apesar de o País se parecer, cada vez mais, com um enorme lamaçal, creio que a indiferença dos cidadãos tem limites. A verdade é que Portugal enfrenta uma crise gravíssima, das mais graves da sua História, com a economia de rastos, o desemprego a níveis altíssimos (seguramente no próximo ano bem acima dos dez por cento) e o défice a atingir proporções astronómicas. Caminhamos alegremente para a bancarrota, com o governador do Banco de Portugal a dizer que um aumento de impostos se tornou inevitável e o ministro das Finanças a negar terminantemente tal possibilidade, como se amanhã fossemos novamente ter eleições e, portanto, a campanha eleitoral estivesse em pleno andamento. Claramente o que se passa é que o Governo está sem soluções e navega à vista. O primeiro-ministro, sempre tão seguro das suas convicções e determinado na acção, não tem remédios para aplicar. Está sem soluções e, mais grave, está com a sua credibilidade profundamente abalada. Este caso das escutas do dito ‘Face Oculta’, a juntar a situações que tantas dúvidas têm deixado por esclarecer, como o Freeport, a Cova da Beira, os projectos das casas da Covilhã e o diploma da licenciatura, por exemplo, enfraquecem-no a todos os níveis, diminuindo a sua autoridade e reduzindo a sua margem de manobra aos olhos de todos. São assuntos a mais para a nebulosidade que se abateu sobre ele. Para o vulgar cidadão a sensação que fica é a de que alguma coisa se quer ocultar. Não há nada pior para um primeiro-ministro, que precisa de ter a confiança do País, do que viver envolto numa nuvem de interrogações sobre a sua idoneidade e o seu próprio carácter. Independentemente do que o presidente do Supremo Tribunal possa decidir ou o procurador-geral da República despachar, o País precisa de perceber, de uma vez por todas, o que há de tão extraordinário nas gravações que reproduzem as escutas a Armando Vara que levou dois magistrados de Aveiro, independentes entre si, a considerarem a hipótese da existência de matéria criminal em afirmações do chefe do governo. Não sou adepto da devassa da vida das pessoas, como se vivêssemos num mundo bigbrotheriano, mas já se tornou claro que nos encontramos perante um caso sério em que a honestidade do primeiro-ministro constitui tema de falatório generalizado. O rastilho foi ateado e a maneira como os mais destacados agentes da Justiça actuaram lançou-lhe gasolina para cima. Incompetência, falta de jeito ou o que lhe quiserem chamar, isso agora interessa pouco. O que é facto é que o primeiro-ministro, com as suspeitas levantadas em relação a si, deveria ser o mais interessado em ver tudo esclarecido. Frontal e abertamente, em abono do seu nome e do seu carácter, sem se refugiar no formalismo de dispositivos jurídicos. Num outro país qualquer, em que a democracia não viva atolada em compadrios e em que todos os cidadãos sejam, afinal, iguais perante a lei, muito provavelmente, estaria em curso um processo de averiguações conducente ao apuramento da verdade. Quem não se recorda do que aconteceu a Richard Nixon, por sinal, também a partir de umas escutas que se revelaram fatais para ele? Quem não se recorda do que aconteceu com Bill Clinton, apesar da hipocrisia que esteve por detrás do inquérito que se viu obrigado a enfrentar? Quem não se recorda do caso de um governador de Estado, nos EUA, afastado recentemente do cargo? Por muito que possa ser criticada, a democracia americana está longe de ser frágil. Só se fortalece com as dinâmicas que gera e com a transparência na fiscalização dos actos e comportamentos dos agentes políticos que o povo elege. Não vejo, por isso, o que se perderia se, em Portugal, se adoptassem corajosamente práticas semelhantes. Todos ficaríamos a ganhar. A democracia conquistaria, certamente, outra solidez e maturidade. A relação entre eleitores e eleitos seria mais genuína e confiante. Talvez até se conseguisse que os cidadãos não se demitissem da democracia. Como a filha daquela senhora que mencionei no início deste texto, que nem se deu ao trabalho de ir votar...
José Eduardo Moniz,
Ex-Director-Geral da TVI
Cumprimentos
Luiz Pinto
"Direito à indignação"
Uma mulher, à volta dos setenta anos, espreita os jornais e comenta para outra, mais nova, seguramente sua filha:
– “E lá conseguiram arquivar mais um processo contra o homem...” Responde a mais nova: – 'Quero lá saber...' – 'Como assim filha? O homem é primeiro-ministro. Só anda metido em confusões e toda a gente lhe põe a mão por baixo. Estas investigações das escutas tinham de ir dar a qualquer lado. Arquivem, mas investiguem primeiro. Ao menos isso.' – 'Sabe uma coisa mãe? Não quero mesmo saber nada disso. Está sempre tudo feito. Vocês é que têm culpa, que o elegeram. Eu não...'
Diálogo de fim da manhã, num sábado coberto de chuva, ouvido, indiscretamente, na caixa de um posto de abastecimento de combustível. Duas mulheres, de gerações diferentes, abordando, de forma apressada, o caso mais relevante da actualidade. A mulher mais velha lá acabou por se afastar, com ar conformado, mas não convencido, enquanto a mais nova repetia que não se sentia responsável por nada, dando a entender que não havia votado nas últimas eleições legislativas. Perdoem-me a reprodução desta escuta não autorizada, mas penso que ela não está abrangida pelo segredo de justiça, nem carece do aval do presidente do Supremo e, muito menos, de despacho do procurador--geral.
Citei-a apenas porque ela me parece representar o essencial daquilo que é o sentimento do cidadão comum perante os casos de justiça envolvendo personalidades com alguma relevância na vida pública portuguesa. Escândalos que, pela sua natureza, ganham enorme eco em toda a Comunicação Social, mas que vêem a sua repercussão ampliada, por causa da teia de malabarismos político-jurídicos que ardilosa e empenhadamente os tentam lançar para as catacumbas do esquecimento.
Foi o dr. Mário Soares que, um dia, falou no 'direito à indignação'. A recuperação desse direito, nesta altura, afigura-se-me apropriada, dado que em causa estão questões que se revestem de enorme gravidade e importância. Assisto com perplexidade ao desfile de atitudes e argumentos que estão a enrodilhar a Justiça em Portugal, desacreditando-a aos olhos de todos e desprestigiando os seus agentes, que deveriam ser referenciais de respeitabilidade e de confiança, baluartes essenciais de uma democracia sã e estabilizada, apta a resistir a atropelos e indiferente a privilégios.
Presenciando o filme ‘Face Oculta’, que, há algumas semanas, se encontra em exibição em todas as casas portuguesas, fico surpreendido (apesar da experiência emprestada pela idade) com a forma como actos processuais são encarados, como se ajustam procedimentos e decisões a timings eleitorais, como a Justiça e a Política se embrulham de modo pouco transparente. É à custa de situações como esta que o País cada vez menos acredita na sua Justiça, interiorizando que há tratamentos diferentes consoante se faz parte do lote de ‘poderosos’ ou não. Uma Justiça em dois patamares ou a dois tempos, conforme os intervenientes. Não sou jurista e, por isso, não me vou enredar na teia de argumentações que, mais do que esclarecer, confundem o cidadão, bombardeado, nos últimos dias, com opiniões, as mais desencontradas, sobre a sustentabilidade, ou falta dela, de actos das mais altas instâncias da Justiça portuguesa.
Muito menos me vou pronunciar, nesta altura, sobre a ousadia espelhada em declarações de políticos que querem, novamente, mudar a lei do segredo de justiça, depois de nela terem mexido há apenas dois anos, como se o País fosse uma coutada em que as leis se fazem e desfazem ao sabor de casos individuais e conveniências correspondentes. A falta de vergonha, neste caso, revela-se tão flagrante que só se o País estivesse completamente inerte uma tal coisa poderia acontecer.
Apesar de o País se parecer, cada vez mais, com um enorme lamaçal, creio que a indiferença dos cidadãos tem limites. A verdade é que Portugal enfrenta uma crise gravíssima, das mais graves da sua História, com a economia de rastos, o desemprego a níveis altíssimos (seguramente no próximo ano bem acima dos dez por cento) e o défice a atingir proporções astronómicas. Caminhamos alegremente para a bancarrota, com o governador do Banco de Portugal a dizer que um aumento de impostos se tornou inevitável e o ministro das Finanças a negar terminantemente tal possibilidade, como se amanhã fossemos novamente ter eleições e, portanto, a campanha eleitoral estivesse em pleno andamento. Claramente o que se passa é que o Governo está sem soluções e navega à vista. O primeiro-ministro, sempre tão seguro das suas convicções e determinado na acção, não tem remédios para aplicar. Está sem soluções e, mais grave, está com a sua credibilidade profundamente abalada. Este caso das escutas do dito ‘Face Oculta’, a juntar a situações que tantas dúvidas têm deixado por esclarecer, como o Freeport, a Cova da Beira, os projectos das casas da Covilhã e o diploma da licenciatura, por exemplo, enfraquecem-no a todos os níveis, diminuindo a sua autoridade e reduzindo a sua margem de manobra aos olhos de todos. São assuntos a mais para a nebulosidade que se abateu sobre ele. Para o vulgar cidadão a sensação que fica é a de que alguma coisa se quer ocultar. Não há nada pior para um primeiro-ministro, que precisa de ter a confiança do País, do que viver envolto numa nuvem de interrogações sobre a sua idoneidade e o seu próprio carácter. Independentemente do que o presidente do Supremo Tribunal possa decidir ou o procurador-geral da República despachar, o País precisa de perceber, de uma vez por todas, o que há de tão extraordinário nas gravações que reproduzem as escutas a Armando Vara que levou dois magistrados de Aveiro, independentes entre si, a considerarem a hipótese da existência de matéria criminal em afirmações do chefe do governo. Não sou adepto da devassa da vida das pessoas, como se vivêssemos num mundo bigbrotheriano, mas já se tornou claro que nos encontramos perante um caso sério em que a honestidade do primeiro-ministro constitui tema de falatório generalizado. O rastilho foi ateado e a maneira como os mais destacados agentes da Justiça actuaram lançou-lhe gasolina para cima. Incompetência, falta de jeito ou o que lhe quiserem chamar, isso agora interessa pouco. O que é facto é que o primeiro-ministro, com as suspeitas levantadas em relação a si, deveria ser o mais interessado em ver tudo esclarecido. Frontal e abertamente, em abono do seu nome e do seu carácter, sem se refugiar no formalismo de dispositivos jurídicos. Num outro país qualquer, em que a democracia não viva atolada em compadrios e em que todos os cidadãos sejam, afinal, iguais perante a lei, muito provavelmente, estaria em curso um processo de averiguações conducente ao apuramento da verdade. Quem não se recorda do que aconteceu a Richard Nixon, por sinal, também a partir de umas escutas que se revelaram fatais para ele? Quem não se recorda do que aconteceu com Bill Clinton, apesar da hipocrisia que esteve por detrás do inquérito que se viu obrigado a enfrentar? Quem não se recorda do caso de um governador de Estado, nos EUA, afastado recentemente do cargo? Por muito que possa ser criticada, a democracia americana está longe de ser frágil. Só se fortalece com as dinâmicas que gera e com a transparência na fiscalização dos actos e comportamentos dos agentes políticos que o povo elege. Não vejo, por isso, o que se perderia se, em Portugal, se adoptassem corajosamente práticas semelhantes. Todos ficaríamos a ganhar. A democracia conquistaria, certamente, outra solidez e maturidade. A relação entre eleitores e eleitos seria mais genuína e confiante. Talvez até se conseguisse que os cidadãos não se demitissem da democracia. Como a filha daquela senhora que mencionei no início deste texto, que nem se deu ao trabalho de ir votar...
José Eduardo Moniz,
Ex-Director-Geral da TVI
Cumprimentos
Luiz Pinto
ESCÂNDALO!..
ESCÂNDALO!.. MAIS UM!!!
INÊS DE MEDEIROS, SIM AQUELA QUE É FILHA DO VITORINO DE ALMEIDA,
É AGORA DEPUTADA PELO CIRCULO DE LISBOA DO P.S.
CONTUDO, ELA TEM A RESIDÊNCIA EM PARIS
ASSIM SENDO, RECBE DIÁRIAMENTE DA ASS. DA REPÚBLICA 528€ DE AJUDAS DE CUSTODIÁRIOS, PARA ALEM DE VIAGEM PAGA A PARIS IDA E VOLTA AOS FINS DE SEMANA.
REPAREMOS COMO É POSSÍVEL SE ACEITAR ISTO!
Alguém votou para que tais escândalos existam ... depois queixam-se!!!!
INÊS DE MEDEIROS, SIM AQUELA QUE É FILHA DO VITORINO DE ALMEIDA,
É AGORA DEPUTADA PELO CIRCULO DE LISBOA DO P.S.
CONTUDO, ELA TEM A RESIDÊNCIA EM PARIS
ASSIM SENDO, RECBE DIÁRIAMENTE DA ASS. DA REPÚBLICA 528€ DE AJUDAS DE CUSTODIÁRIOS, PARA ALEM DE VIAGEM PAGA A PARIS IDA E VOLTA AOS FINS DE SEMANA.
REPAREMOS COMO É POSSÍVEL SE ACEITAR ISTO!
Alguém votou para que tais escândalos existam ... depois queixam-se!!!!
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