quarta-feira, 30 de maio de 2012

A SÍRIA E A RÚSSIA


Rússia vai vetar qualquer iniciativa de intervenção militar na Síria
Publicado às 10.23
JORNAL DE NOTÍCIAS

A Rússia vai vetar qualquer iniciativa sobre uma intervenção militar estrangeira na Síria que seja levada ao Conselho de Segurança da ONU, e considera que foi precipitada a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.


"Sempre dissemos que estamos categoricamente contra qualquer ingerência no conflito sírio, porque isso só agravaria a situação e teria consequências imprevisíveis, tanto para a Síria como para toda a região", declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Guennadi Gatílov.

O diplomata russo respondeu assim ao novo Presidente francês, François Hollande, que não exclui uma intervenção armada na Síria para pôr fim à repressão do regime de Bashar al-Assad, desde que esta seja coordenada pelo Conselho de Segurança da ONU.

A Rússia anunciou, ainda, que está contra a convocação de uma nova reunião do Conselho de Segurança (CS) da ONU sobre a Síria nos tempos mais próximos e contra a medida de ações suplementares de pressão sobre Damasco.

"A declaração do presidente do CS da ONU à imprensa sobre os acontecimentos trágicos em Houla, aprovada e publicada após a reunião extraordinbária do CS da ONU sobre a Síria, foi um sinal suficientemente forte para as partes sírias e é uma reação suficiente face aos últimos acontecimentos no país", declarou hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Guennadi Gatílov.

"Por isso consideramos que seria precipitado analisar no CS quaisquer medidas novas de ação", frisou o governante russo, ao comentar as declarações de Guido Westerwelle, ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.


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A violência na Síria causou 98 mortos na terça-feira, dos quais 61 eram civis, nove opositores armados e 28 soldados governamentais, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.


Em contacto telefónico com a AFP, o presidente da organização, Rami Abdel Rahmane, deu conta da realização de outro massacre, de 13 civis, na manhã de terça-feira na região de Deir Ezzor, no Noroeste sírio.

"Eles [as vítimas] foram executados com uma bala na cabeça, segundo as primeiras informações provenientes do local", declarou, apelando aos observadores da Organização das Nações Unidas para que se desloquem ao sítio, para inquirirem sobre este presumível massacre e identificarem os autores.

A violência durante o dia de terça-feira ocorreu, em particular, durante bombardeamentos e confrontos entre rebeldes e exército regular, especificou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em 14 meses, a violência na Síria fez mais de 13 mil mortos, dos quais 1.800 desde o início da trégua instaurada em teoria no dia 12 de abril, segundo o OSDH.

Na terça-feira, o mediador internacional Kofi Annan reuniu-se com o presidente sírio, Bachar al-Assad, pedindo-lhe "medidas corajosas agora", para acabar com a violência, invocando um "momento charneira" depois do massacre de Houla, que provocou uma onda de indignação internacional.

Mais de 100 pessoas, entre as quais uma cinquentena de crianças, foram mortas em Houla, na sexta-feira e no sábado, e cerca de 300 outras feridas, segundo os observadores da Organização das Nações Unidas no terreno.

Japão alinha na pressão à Síria e expulsa embaixador em Tóquio

O Japão ordenou a saída do embaixador sírio em Tóquio, informou, esta quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a exemplo de outros países que iniciaram as expulsões de diplomatas japoneses em protesto contra o massacre em Houla no domingo.

O governo japonês pediu a Mohamed Ghassan Al Habash para partir "o mais rápido possível", disse um responsável à AFP.

"Esta é uma ação para demonstrar o protesto do Japão contra a Síria, não só pela violência, mas também pelas últimas violações graves dos direitos humanos", disse.

"O governo japonês tomou esta decisão em coordenação com outros estados", acrescentou.

Na terça-feira, a Austrália, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha e os Estados Unidos expulsaram os diplomatas sírios dos seus países, aumentando a pressão sobre o regime do presidente Bashar al-Assad.

As expulsões seguiram-se ao massacre na cidade de Houla, que causou pelo menos 108 mortos, incluindo 49 crianças, de acordo com as Nações Unidas.

HUMOR EM TEMPO DE CRISE


O AUMENTO DA IDADE DE REFORMA DARÁ NISTO!
O que acontece se fores forçado a trabalhar cada vez até mais velho!
his IS what will happen when we are forced to work after age 70.

SAVE THE PLANET


EDP - O ESTADO CAPTURADO PELO GRANDE CAPITAL


DEPOIMENTOS & OPINIÕES - EDP ( POR PAULO MORAIS ) ...

EDP - O Estado capturado pelo grande capital

Este artigo de Paulo Morais, no CM, mostra bem quem manda, descaradamente, no Governo de Passos Coelho. Revela bem como o Estado está, ao serviço dos grandes interesses e põe a nu a concebida precariedade do voto como fonte do poder.

O estado da EDP

"A EDP beneficia de favores políticos sem limite por parte de políticos sem vergonha.

Por:Paulo Morais, Professor Universitário

O poder da EDP em Portugal atingiu uma dimensão perigosa. Enquanto consumidores de electricidade, estamos hoje indefesos perante um domínio absoluto e arbitrário.

Na factura de electricidade, a par dos seus consumos, as famílias são coagidas a financiar as empresas de energias renováveis, os gastos perdulários em painéis solares ou os investimentos em antenas de energia eólica. Ao onerar as contas de energia com taxas e mais taxas, em benefício próprio ou em proveito do lóbi da energia, a EDP está a exercer um poder tributário, privilégio dos estados.

A sua fúria despesista, a expensas do povo, não pára. A nova e malfadada barragem do rio Tua irá gerar lucros milionários para a EDP porque tem uma rentabilidade garantida pelo Estado, pela via do défice tarifário que todos pagamos.

Acresce que a EDP arroga-se estar à margem da lei. Bem recentemente lançou uma campanha publicitária utilizando ilegalmente crianças, visando a venda de serviços que não têm relação directa com a sua faixa etária. O que é interdito, nos termos da lei da publicidade. A EDP emprega trabalho infantil, lesa a dignidade das crianças, mas fica impune. O que só é possível porque dispõe de uma enorme influência sobre o poder político. Eduardo Catroga, em nome do PSD, advogava a redução das rendas pagas à empresa, para logo a seguir defender, enquanto presidente da eléctrica, a manutenção do seu pagamento. A ministra Assunção Cristas e o deputado Mesquita Nunes estão ligados ao escritório de advogados que assessora a sociedade nos seus maiores processos, enquanto tutelam e fiscalizam negócios em que o estado tem favorecido descaradamente a empresa. O deputado Pedro Pinto é consultor de empresas intimamente dependentes da EDP. E muitos mais.

Há muitos políticos de duas caras. Duas caras… e muitas coroas. Por outro lado, todos quantos se opõem ao poder da eléctrica, como o ex-secretário de estado Henrique Gomes, que pretendia reduzir-lhe as rendas em 165 milhões, são convidados a "demitirem-se".

Como a EDP beneficia de favores políticos sem limite por parte de políticos sem vergonha, estamos condenados à servidão a uma organização que já não é só uma empresa eléctrica. É um estado dentro do estado."

A BELEZA DE UM ICEBERG


Esta fotografia foi enviada pelo administrador de uma Plataforma Petrolífera da Global Marine Drilling, estacionada em St.Johns, Newfoundland.

Eles têm que mudar o rumo dos icebergs, puxando-os com rebocadores, para evitar que choquem com as plataformas.
Neste caso particular o mar estava calmo, a água cristalina e o sol incidia quase directamente sobre o iceberg, o que permitiu a um mergulhador tirar esta fotografia fantástica. O peso estimado deste iceberg é de 300 milhões de toneladas.

Coisas como esta fazem-nos perceber por que uma fotografia vale mais do que mil palavras ...
Não tanto pela imponência, mas principalmente pela sua beleza.

Convite à subscrição da carta aberta "Na Grécia, o povo é quem mais ordena".


Eu assinei...


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Caras e caros amigos

A grave situação económica e social que se vive actualmente na Grécia levou um grupo de cidadãos a promoverem uma tomada de posição pública de apoio ao povo grego. Dirigida aos presidentes do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, deseja-se que esta iniciativa obtenha uma expressão significativa, de maneira a ficar bem demonstrado o apoio dos portugueses ao povo grego.

É nesse sentido que os proponentes desta iniciativa o/a convidam a subscrever e a divulgar a carta aberta "Na Grécia, o povo é quem mais ordena", que se encontra em http://nagreciaopovoequemaisordena.com

Os proponentes

ISTO É UM GOVERNO?



sábado, maio 26, 2012

Isto é um governo ou uma associação de malfeitores?




O governo começou mal e não vai acabar melhor, desde o início que esta dupla maravilha formada por Passos Coelho e Miguel Relvas que anda enredada pelas secretas e pela Ongoing, não se sabe muito bem onde acaba a intervenção dos agora governantes e começa a secreta, nem se sabe quando estamos falando de secretas ou da Ongoing. Se considerarmos que apenas se sabe uma ínfima parte de toda a verdade, começa a ser legítimo questionar até que ponto muito do que sucedeu antes da queda do governo de Sócrates já não teve a intervenção deste trio, que abarange gente muito activa no ódio a José Sócrates como a jornalista Manuela Moura Guedes.



Aos poucos vai-se conhecendo a teia de relações tecida pela dupla que lidera o governo, sendo claro que esta teia serviu para conquistar o poder e depois para o manter, tendo tido um papel muito activo nas escolhas de governantes, como se viu no caso Bernardo Bairrão, e na escolha dos mais altos dirigentes do Estado como resulta dos sms entre os amigos Silva Carvalho e Miguel Relvas.




Percebe-se claramente que a teia montada por Passos e Relvas assentava em dois eixos, agentes secretos, patrões da comunicação social e jornalistas. Não admira que entre os que foram recebidos na São Caetano à Lapa, nos dias em que se estava a formar governo, estivesse o patrão da Cofina e o director do DE certamente em representação dos interesses da Ongoing. Compreende-se agora que o núcleo da Ongoing, onde está a mais poderosa célula de agentes secretos, teve um papel determinante.

Começa-se a perceber que foram criadas várias células jornalísticas em diversos órgãos de comunicação social que têm assumido não só a manipulação da informação em favor de um governo incompetente, como também o trabalho sujo de manter vivo o ataque a Sócrates, o ódio de estimação da direita fascista. É também evidente o papel dos blogues, quer na oposição a Sócrates, quer no apoio a Passos Coelho, nalguns casos até se percebe como a capa de esquerda encobriu o trabalho sujo de alguns agentes de Miguel Relvas.




Já se conheciam os métodos de ataque ao anterior governo, agora sabe-se como se pretendia eliminar ou pressionar a comunicação considerada hostil, parece que vale de tudo, desde investigações secretas clandestinas a ameaças a jornalista usando informação de muito baixo nível.




O problema do país começa a deixar de ser um problema financeiro para passar a ser um problema de higiene. Se o governo já se tinha revelado incompetente no combate à crise financeira e pouco empenhado na promoção ou defesa do bem-estar dos portugueses, começa agora a perceber-se que os seus métodos não são próprios de gente com formação democrática, assemelham-se mais a uma organização de extrema direita. Mistura com serviços secretos, envolvimento de estruturas que se escondem atrás de organizações privadas, destruição de candidatos a governantes com base em informações falsas, investigações clandestinas a patrões da comunicação social considerados hostis, chantagem sobre jornalistas.


Isto é um governo ou uma associação de malfeitores?
O JUMENTO jumento.blogspot.com

MEMÓRIAS AFRICANAS - NOVA ENTREVISTA DE PAULO SALVADOR, DESTA VEZ A FERNANDO FERREIRA


Caro amigo,

Já está online mais uma entrevista das Memórias Africanas, da Rádio Sim.


Fernando Ferreira nasceu em Lourenço Marques e fez-se homem na rádio, em Moçambique. Naquela terra criou amigos e sonhou projectos. Conheceu os reis da rádio e certo dia até teve de ser pianista do eterno Vasco

Santana. O seu mundo é feitos de muitas memórias da rádio e das pessoas que em África faziam sonhar os ouvintes. Ainda hoje, mais de 55 anos depois, viaja pelas ondas da telefonia na RDP. Nunca deixou de sonhar com Moçambique.

Para ouvir clique aqui

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Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

AVISO AOS ELEITORES


BOLETIM DE VOTO GREGO


CONVITE - RITA REIS - MIMOTRAPUS


Rita Reis I Mimotrapus

Um Mundo no mundo

Dia 2 de junho pelas 16h, o Poço de Ideias vai ser habitado pelos personagens criadas por Rita Reis. Eles vão subir pelas paredes, pelo teto, vão tentar fugir pela janela e vão meter-se com quem aparecer para os visitar.
Nos números 15 e 17 da Rua Poço dos Negros, vai estar um pequeno mundo dentro do mundo, pronto a ser descoberto por quem se aventurar a entrar.

Exposição de 2 jun. a 27 de jul.

informações em pocoideias@gmail.com

A VINGANÇA

NÃO HÁ DINHEIRO PARA A SAÚDE MAS HÁ SUBSÍDIOS PARA AS TOURADAS!



Subsídios para as touradas

Por falar em subsídios, no passado dia 21/03/2012 foi publicada no Diário da República a lista dos subsídios atribuídos pelo IFAP no 2.º semestre de 2011, tal como se havia publicado a listagem relativa ao 1.º semestre de 2011 no dia 26/09/...2011.


No ano de 2011 o IFAP atribuiu subsídios no valor de €9.823.004,34 às empresas e membros das famílias da tauromaquia :

Ortigão Costa - 1.236.214,63 €
Lupi - 980.437,77 €
Passanha - 735.847,05 €
Palha - 772.579,22 €
Ribeiro Telles - 472.777,55 €
Câmara - 915.637,78 €
Veiga Teixeira - 635.390,94 €
Freixo - 568.929,14 €
Cunhal Patrício - 172.798,71 €
Brito Paes - 441.838,32 €
Pinheiro Caldeira - 125.467,45 €
Dias Coutinho - 389.712,42 €
Cortes de Moura - 313.676,87 €
Rego Botelho - 420.673,80 €
Cardoso Charrua - 80.759,12 €
Romão Moura - 248.378,56 €
Brito Vinhas - 53.686,78 €
Romão Tenório - 283.173,89 €
Sousa Cabral - 318.257,79 €
Varela Crujo - 188.957,35 €
Assunção Coimbra - 330.789,44 €
Murteira - 137.019,76 €



Andam os canis municipais a matar cães e gatos porque não têm mais espaço para os acolher e há 10 milhões de euros aplicados na tourada só no ano de 2011? As associações vivem de CARIDADE! Tal como os velhotes que nem têm dinheiro para pagar os medicamentos com a porcaria de reforma que recebem!

Este Verão vamos ver mais e mais florestas a arderem porque as câmaras não têm subsídios para a limpeza das mesmas, e Portugal não tem dinheiro para comprar helicópteros. Andam as esquadras da polícia podres e os carros enfiados em garagens porque não há fundos para os arranjar.

Andam as crianças a ir para a escola sem tomar o pequeno almoço porque há famílias que só têm dinheiro para pagar as rendas, para não dormirem na rua. Foram cortados subsídios de Natal para ajudar a pagar a dívida portuguesa ao estrangeiro.

Não há dinheiro para nada mas há 10 MILHÕES DE EUROS para a tauromaquia só num ano?


Marta Correia

Coordenadora do Núcleo Faro da Associação PRAVI (Projecto de Apoio a Vítimas Indefesas)

0033-0000-45415941649-05

Coordenadora do Núcleo Sotavento do PAAA ( Projecto de Ajuda Alimentar Animal)

Presidente do Concelho Local do PAN de Faro ( Partido Pelos Animais e Pela Natureza)

CONVITE PARA RECITAL DE GUITARRA do CONSERVATÓRIO REGIONAL DE SETÚBAL


- Conservatório Regional de Setúbal -


Recital Final de Alunos do 5º Grau de Guitarra


Entrada Livre

- Conservatório Regional de Setúbal -Recital Final de Alunos do 5º Grau de Guitarra

Diogo Rodrigues Bernardo Pinho João Sebastião
31 de Maio 15:30 Sala A1 do CRS

- Clube Setubalense - Mafalda Horta João Franco Duarte Machado
31 de Maio 21:30

Entrada Livre


O Conservatório Regional de Setúbal tem o prazer de o convidar para o Recital Final de Alunos do 5º Grau de Guitarra, a decorrer no Club Setubalense, no dia 31 de Maio de 2012. Os alunos Bernardo Pinho, Diogo Rodrigues, Duarte Machado, João Franco, João Sebastião e Mafalda Horta, apresentar-se-ão a solo nestes recitais que representam o momento de conclusão do Curso Básico de Música. Participarão também no recital das 21:30 Alexandre Murtinheira e Ana Rita Franco, alunos finalistas do Curso Secundário de Música.


Contamos com a vossa presença!


Gonçalo Gomes Gouveia
Coordenador da Classe de Guitarra do CRS

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A SOBREVIVÊNCIA DA EUROPA


A sobrevivência

por VASCO GRAÇA MOURA



Os europeus estão a assistir a um filme de terror. De todos os lados lhes surgem ameaças de desastre. Às tantas, era a Grécia e continua. De repente, passa a ser a Espanha e continua. Se a Grécia estoirar, talvez a Europa se aguente. Se for a Espanha, é melhor nem pensar no que pode acontecer. Duvidosamente Portugal terá uma saída. Outros Estados-membros se hão-de seguir no descalabro, sem que haja tempo para se reflectir e para serem tomadas medidas com um mínimo de coerência e um mínimo de sentido. Realmente, apesar de ser tudo muito doutamente técnico e nominalmente muito eficaz, as medidas que vão surgindo falham sucessivamente e não parecem servir para nada. É verdade que, na construção europeia, houve sempre aspectos críticos e tensões, avanços e recuos, discordâncias, obstruções, subtilezas e manobras. Mas, até há pouco, tudo era relativo e as coisas iam-se resolvendo porque os objectivos eram comuns e legitimavam as soluções.

Hoje em dia, os representantes dos Estados-membros da União Europeia passam o tempo a reclamar isto e aquilo para os seus países, a jogar um ping-pong arriscado com o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, a dizer convictamente que estão a ser tomadas medidas e a ver passar os comboios que as ultrapassam. A Europa começa a habituar-se a acordar em sobressalto, no pavor de ficar irreconhecível no espaço de poucas horas. Todos dizem temer o esfacelamento da União, mas não se vê que os que podem alguma coisa estejam propriamente dispostos a fazer seja o que for, salvo a tirar tanto o cavalinho próprio da chuva que, com isso, contribuem ainda mais para relançar o desastre.

Tem-se a impressão de que é para o caos que a Europa avança. É imprevisível o que se vai passar. São imprevisíveis as consequências da saída de um Estado-membro da zona euro. Na teoria, no papel e na linguagem diplomática, essa possibilidade ficou consignada. Mas é provável que ninguém a tenha levado a sério e ninguém perdeu tempo a pensar no que podia acontecer na prática, numa época em que as interdependências financeiras são a regra e em que a globalização acarreta consequências imparáveis nos mercados à escala planetária. Não foram criados nem um plano B, nem válvulas de segurança. Tal como, se algum Estado-membro amanhã resolver sair da União, também ninguém é capaz de prever as consequências dessa atitude e de dizer onde e como é que as coisas vão parar. Não há tratados, nem regulações, nem euroburocracias que possam valer nessa emergência. As receitas ideológicas não funcionam, a não ser para estimularem irresponsabilidades corporativas. E as receitas políticas, desamparadas de autoridade nacional e internacional, têm todas vindo a falhar.

Entretanto, a União Europeia fica-se atarantada, entre Bruxelas, Paris e Berlim, e com Londres a fingir que assobia para o lado. Há muita gente a barafustar e pouca gente a fazer coisas úteis, mas todos percebem que se vive uma situação insustentável, que há zonas em que a revolta das populações pode alastrar e acabar por ficar incontrolável. Ninguém está disposto a aceitar o rigor inevitável da austeridade. Toda a gente quer ver mais dinheiro a ser despejado sobre os problemas, o que não resolve absolutamente nada e só aumenta o sorvedouro.

A Europa, sobretudo a do Sul, arrisca-se a ficar à mercê de sucessivas hordas de gente desempregada, desesperada e com fome, de gente que perdeu toda a esperança e se convence de não ter nada a perder com a violência, destravando-se em massas inorgânicas, vociferando invocações de democracia directa, legitimando desmandos de toda a ordem, lançando-se ao saque e à destruição de bens públicos e privados, não recuando ante violações de toda a espécie de direitos, acolhendo caudilhismos e aventureirismos inconsequentes e perigosíssimos. Há sempre uns coronéis disponíveis para essas aventuras e uns idiotas úteis para lhes fazerem alguns fretes.

Por isso mesmo, talvez hoje a grande pergunta a fazer aos Estados-Membros em situação mais difícil seja a que indague da capacidade das respectivas forças armadas e de polícia para segurarem o status quo democrático, em face da conflitualidade implosiva que se começa a desenhar. A sobrevivência da Europa também depende dessa segurança interna.

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Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

PASSOS COELHO E MIGUEL RELVAS PALADINOS INFATIGÁVEIS DE MANDAR PORTUGUESES PARA FORA DO PAÍS


Portugal faz falta a quem?

por BAPTISTA-BASTOS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS de 23-05-2012



"Portugal faz-me falta." É uma frase comovente e bela pela sua clara genuinidade. Proferiu-a um professor de Música, de nome Fernando (desculpem, não fixei o apelido), há vinte e sete anos imigrado na Suíça. Ouvi-a anteontem, no programa Opinião Pública, primeira edição, SIC-Notícias. "Se as condições em Portugal fossem outras, ia para lá hoje mesmo." Não são: são piores. E Fernando vai ficar, iluminando a tristeza dos nossos males, que alguns banalizam, inculcando-nos a tese de que são históricos e inevitáveis.

Não creio que Passos Coelho ou Miguel Relvas (agora enredado em novas encrencas), paladinos infatigáveis de mandar portugueses para fora do País, tivessem conhecimento deste desabafo d'alma. São criaturas de recursos curtos e insistentes, resultantes dessa simbiose milagrosa e casual que tem transformado a mediocridade num desaforo e a ignorância numa carta-de-guia.

Este Fernando precisa de Portugal porque sim. A sensação confusa e dorida que nos prende "a esta nesga de terra / debruada de mar" [Torga] - e que designamos de saudade, à falta de melhor explicação, faz parte da nossa retórica sentimental. Essa emoção já me tocou no batente quando vivi na Grécia e no Brasil. Estamos lá sem nunca deixarmos de estar aqui: é mais uma forma abstracta de ser, e uma fragilidade propícia a servidões momentâneas. Uma coisa fora do tempo, um pouco reaccionária e acaso tonta, cujo aproveitamento, ao longo da história das nossas tiranias, tem feito mossa à colectiva maioridade de que necessitamos.

"Portugal faz-me falta." A grandeza emocionada desta confissão confronta-se com a pequenez insultuosa daqueles dois nomeados. "Agora, Estar", escreveu o poeta Pedro Tamen, um dos mais belos livros sobre o Portugal liberto, repleto de uma autenticidade que não tardou em empalidecer. Os senhores da força sem razão remeteram para a ruína anónima aqueles aos quais Portugal fazia falta e que ambicionavam estar, apenas para ser. Passos Coelho e Miguel Relvas são parte dessa herança espúria. Levam a sua capacidade paradoxal ao ponto de nos indicarem a fronteira, por incapacidade de nos reter aqui. 815 portugueses por dia perderam o emprego no primeiro trimestre deste ano. A pátria despovoa-se dos seus jovens e o número de suicídios cresce. Os velhos são um embaraço improdutivo para este Governo que, além de desempregar pessoas, desempregou a generosidade e a compaixão.

Podemos viver nesta aridez de espírito, neste caucionar da agressão sem limites, neste vazio e neste coração oco, ostensivo, incoerente e fatal? A pergunta ainda não saiu dos círculos concêntricos das nossas inquietações quotidianas. Vamo-nos animando com os escândalos diários, e remetemos, para os fojos, a preparação de novos conceitos e de novas resistências.

Agora, ir?

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Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

BONGA NAS MEMÓRIAS AFRICANA



Caro amigo, já está online a mais recente emissão das Memórias Africanas.

BONGA NAS MEMÓRIAS AFRICANAS, com Paulo Salvador.

Bonga é um homem de voz rouca e rasgada. Uma imagem sonora da força africana. Ele foi sete vezes campeão português de atletismo ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Mas curiosamente a sua maior gloria seria no campo musical. Foi o primeiro músico africano a actuar no Olympia de Paris. A política obrigou-o a fugir de Angola para Portugal e depois para a Holanda. Editou alguns dos mais importantes discos de música africana. Foi ele quem primeiro tornou famosa a música Caminho Longe, depois eternizada por Cesária Évora. Ele gravou até um disco no Vaticano. Uma conversa com Bonga é uma viagem no tempo
Oiçam em www.recordarangola.com

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Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

BERNARDO SASSETTI - ALICE

Morreu o pianista e compositor português Bernardo Sasseti, aos 41 anos. O músico estava a fotografar numa falésia, no Guincho, e caiu. A morte foi confirmada às 13h desta sexta-feira pela família.

Em 1987 iniciou a sua carreira profissional, tendo lançado inúmeros discos, a solo ou através de colaborações, e tocado um pouco por todo o mundo.

Casado com a actriz Beatriz Batarda, de quem tem duas filhas, era um dos músicos portugueses mais conhecidos do universo do jazz.

EÇA DE QUEIROZ - OS POLÍTICOS E AS FRALDAS




O Pessimismo é Excelente para os Inertes
O Pessimismo é uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar uma lei universal, a lei própria da Vida; portanto lhe tira o carácter pungente de uma injustiça especial, cometida contra o sofredor por um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho - porque nos sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna.
Quem se queixaria de ser coxo - se toda a humanidade coxeasse? E quais não seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca de um Inverno especial, organizado nos céus para o envolver a ele unicamente - enquanto em redor toda a humanidade se movesse na benignidade de uma Primavera? (...) O Pessimismo é excelente para os Inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da Inércia.

Eça de Queirós, in 'A Cidade e as Serras'
Tema(s): Pessimismo Ler outros pensamentos de Eça de Queirós

EÇA DE QUEIROZ - A INEVITABILIDADE DAS REVOLUÇÕES


A Inevitabilidade das Revoluções
As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade.
Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda. As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.

Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'

INGRATIDÃO E FALTA DE MEMÓRIA DA ALEMANHA



José Manuel Alho
http://alho_politicamente_incorrecto.blogs.sapo.pt/


Ingratidão e falta de memória da Alemanha!!!!

Pensemos nisto!...

A memória dos Povos não deve ser curta…

A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.

A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.

Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós-guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.

O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.

Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.

Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.

Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.

Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.

Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.

Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.

"Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao jornal "Bild".

Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.

O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à "Spiegel" que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.

"No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória", afirmou. "Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido", sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e
depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade
económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A CULPA DA GRÉCIA E A CULPA DA ALEMANHA


A culpa da Grécia e a culpa da Alemanha

por PEDRO TADEU-DIÁRIO DE NOTÍCIAS 22-05-2012

Quando, em maio de 1945, a Alemanha perdeu a II Guerra Mundial, tinham morrido, ninguém sabe ao certo, uns 40 milhões de pessoas. O país estava literalmente destruído e contava, por sua vez, cerca de sete milhões de mortos. As potências vencedoras decidiram viabilizar economicamente a nova Alemanha, apesar de a terem separado da Áustria e de a terem dividido: a RFA sob a tutela da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos; a RDA sob a tutela da União Soviética. Mas esta solução foi bem melhor do que a que Churchil, o primeiro--ministro inglês da guerra, chegou a planear: transformar o país num enorme campo agrícola, sem indústrias, sem serviços, sem nada.

De 1947 até 1952 a Alemanha Ocidental recebeu, do Plano Marshal, 3,3 mil milhões de dólares. Esta dívida foi paga ao longo de 25 anos, até 1978: mil milhões pelo Governo, os restantes 2,3 mil milhões por um Fundo que emprestou esse dinheiro a juros baixos e a prazos longos, principalmente a pequenas e médias empresas.

A partir de março de 1960 - 15 anos depois do fim da guerra - a Alemanha Ocidental - graças a um dos maiores crescimentos económicos de sempre, de que o povo da RFA tem todo o mérito mas que só foi possível realizar por não ter faltado dinheiro para investir - começou finalmente a pagar indemnizações devidas a 11 Estados : a Grécia recebeu 115 milhões de marcos alemães, a França 400 milhões, a Polónia cem milhões, a Rússia sete milhões e meio, a então Jugoslávia oito milhões. Foram pagos três mil milhões de marcos a Israel e 450 milhões a organizações judaicas.

Depois da reunificação da Alemanha, com a queda do bloco soviético, a reconstrução da RDA custou, de 1991 a 2009, 1,3 biliões de dólares, sendo que 120 mil milhões vieram de ajudas externas.

Hoje a Alemanha é um dos países que mais contribuíram para ajudar o exterior. É uma das quatro ou cinco economias mais fortes do mundo. É um grande Estado.

Olho o que se passa na Grécia, onde a população, martirizada por cinco anos de austeridade, exige o fim do acordo com a troika e pede, simplesmente, mais tempo e melhores condições para pagar o que deve e para recompor a economia do país. A Alemanha olha-a com desdém, recusa o apelo, ameaça tirá-la do euro, culpa-a por irresponsabilidade e exige castigo por não cumprir os acordos da troika.

Olho esta suposta culpa dos gregos e comparo-a com a culpa dos alemães, há 67 anos. Se os vencedores da guerra de então tivessem sido tão insensatos como os dirigentes da atual guerra financeira, que restaria, agora, da grande Alemanha?

A INQUISIÇÃO

BANIDOS DA BÍBLIA

O SAUDOSO BERNARDO SASSETTI