"Suspeitos de afundarem finanças islandesas detidos"
Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa.
Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.
A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita.
E cá em Portugal como é que vai ser........... ????
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A DÍVIDA DE GRATIDÃO DE CAVACO
"A Dívida de Gratidão?
Maria Encarnação Gorgulho Santos"
Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara, (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universida...de Católica.
Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.
Como é natural, as faltas às aulas obviamente às aulas da Universidade Nova começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova,na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.
Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.
Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.
Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.
Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto...
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz,sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.
E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas gaffes , a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof.João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.
A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...
A PROPÓSITO DO BEBÉ 7 BILIÕES
A propósito do bébé 7 biliões...
A MELHOR DA SEMANA,...ATÉ VER!
Para descontrair um pouco...
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
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Os livros não mudam o mundo...
Quem muda o mundo, são as pessoas.
Os livros, só mudam as pessoas!
Mário Quintana
Sessão de lançamento da obra Tambwe - A unha do leão
de António de Oliveira Castro
Sessão de lançamento da obra Tambwe - A unha do leão de António de Oliveira Castro. A sessão terá lugar no dia 11 de Novembro às 21h30m, na livraria LER DEVAGAR no espaço Lx Factory. A obra será apresentada pelo jornalista Ferreira Fernandes.
Serão expostas as ilustrações de Nuno David
Música a cargo do Ensemble Voct
UMA VIAGEM PELO MUNDO EM PORTUGUÊS - LUSOTOPIA
Uma Viagem pelo Mundo em Português
Milhões de portugueses (exploradores, marinheiros ou simples emigrantes) ao longo dos séculos tem percorrido o mundo, estabelecendo-se nos seus lugares mais recônditos. Descubra um pouco desta história fantástica de um povo que fez do mundo a sua pátria de eleição.
Carlos Fontes
(CONTINUAÇÃO DO TEXTO PUBLICADO EM 26-10-2011)
Dinamarca
As relações entre os dois países remontam à Idade Média. A filha de D. Sancho I, Dona Berengária de Portugal (1194-1221) casou-se com o rei da Dinamarca Valdemar II. A influência da rainha portuguesa terá sido significativa, pois foi graças à sua acção que a Dinamarca conquistou as últimas terras pagãs do báltico, a actual Estónia (1210).
Dominicana
A Republica Dominicana, partilha com o Haiti o território da antiga Ilha Hispaniola. A presença portuguesa fez-se sentir desde o momento em que foi descoberta (1492). Diego Colón, nascido em Lisboa, filho de Filipa Moniz Perestrelo e de Cristovão Colombo, quando aqui se estabeleceu como vice-rei das Indias, em 1509, levou consigo um numeroso grupo de portugueses.
A comunidade nunca parou de aumentar, tendo um papel de destaque no comércio internacional, tráfico de escravos e nas mais variadas actividades económicas. No século XVII foi reforçada com a vinda de muitos portugueses, cristãos novos, da Ilha de Curação. No Tribunal da Inquisição de Cartagena foram presos vários portugueses desta ilha.
EUA
Foi um português, o primeiro navegador a explorar toda a costa leste dos EUA. A presença portuguesa data do século XVI, constituindo-se no século XVII as primeiras comunidades.
Etiópia (Abissínia)
Mítica "Terra do Prestes João" foi desde o século XV objecto de várias expedições portuguesas, quer por mar, quer por terra (Pêro da Covilhã e Afonso Paiva). No inicio do século XVI já a Etiópia tinha fortes ligações com Portugal. Em 1543, graças à ajuda dos portugueses, a Etiópia não foi conquista e destruída pela Somália.
Emiratos Arábes Unidos
A chegada dos portugueses ao Golfo Pérsico, no século XVI, alterou as relações de poder locais. Nos actuais Emiratos estabeleceram-se na cidade de Julfar (forteleza, 1515 -1622) e em outros portos como Corfaçao (Khor Fakkan, Forte, -1666), Libedia (Badiyah ?, Forte, -1623), Quelba (Kalba, forte), Doba (Diba al Hisn, forte, ) e Mada (Mahdah, forte). Trata-se de um impressionante sistema militar-comercial que foi sendo destruído ao longo de todo o século XVII, devido a sucessivas investidas de persas, turcos, ingleses e holandeses, para além de tribos locais.
Egipto
Em 1509 os portugueses travaram contra os turcos e os egípcios (mamelucos ) uma maiores batalhas de todos os tempos. A batalha de Diu (Índia), ganha pelos portugueses, marcou o fim da ameaça islâmica que pesava sobre a Europa. Desde o princípio do século XV que os turcos e os egípcios se mostravam invencíveis, expandindo-se por toda a África, Ásia, mas também pela Europa oriental. Nesta batalha D. Francisco de Almeida, comandando uma pequena armada portuguesa destroçou por completo uma poderosa armada turco-egípcia. O Império Otomano saiu humilhado, nunca se tendo refeito desta pesada derrota. A dinastia dos mamelucos no Egípto acabou destroçada (1517). A partir desta batalha os Portugueses, durante quase um século, dominaram por completo o oceano Índico, abrindo as portas para a chegada de outros europeus (holandeses, ingleses, franceses). Na Europa esta vitória mostrou que os turcos podiam ser derrotados. O próprio Império Mongol que se expandia pela Índia evitou hostilizar os portugueses.
Espanha
Um antigo ditado português afirma que de "Espanha nem bom vento, nem bom casamento", traduzindo a ideia portuguesa que o país só existe quando se projecta para fora da Península Ibérica e se abre ao Mundo.
Equador (Ecuador)
A presença de portugueses na região do actual Equador data do início da conquista espanhola, onde participam activamente na conquista do "Império Inca". João Fernandes, por exemplo, como almirante da frota de Pedro Alvarado (1534) foi à costa do Equador, tendo subido até Quito.
Estónia
A conquista da Estónia pela Dinamarca, em 1210, está ligado a acção de uma portuguesa rainha deste país - Dona Berengária. Os navios portugueses desde a Idade Média que visitavam o porto de Talin. No século XVIII, o português António Vieira (Judeu), foi nomeado por o Czar russo Pedro I para o porto de Talin. Em meados do século XIX, Ivan Velho, neto de José Celestino Velho ( mercador da cidade do Porto e primeiro consul português em São Petersburgo) foi recebeu o título de barão e foi nomeado pelos czares russos governador da cidade estónia de Narva.
Filipinas
O arquipélago das Filipinas foi descoberto por portugueses navegando para leste, e depois por Fernão Magalhães, um português ao serviço de Espanha, navegando para ocidente (1521). Antes dos espanhóis aqui se estabelecerem, a partir de 1565, já a maioria das ilhas havia sido explorada pelos portugueses. Contudo, atendendo aos limites fixado no Tratado de Tordesilhas, os portugueses não se opuseram ao seu controle pelos espanhóis, até porque dessa forma os afastavam da Índia.
Finlândia
Portugal reconheceu a independência da Finlândia a 19/12/1919, tendo-se iniciado as relações diplomáticas a 10/1/1920. Inúmeros episódios uniram desde então os dois países.
Um dos mais curiosos é o do presidente da república da Finlândia, Marechal Mannerheim, que durante anos tentou vir passar umas férias em Portugal, apenas o tendo conseguido em 1945 (9/11/1945). , ficando alojado na Praia da Rocha (Algarve),
A comunidade finlandesa em Portugal relativamente numerosa. Em Abril de 2011,os finlandeses manifestaram-se contra a concessão de um empréstimo da UE a Portugal.
Formosa / Taiwan
Navegadores portugueses alcançaram a ilha de Taiwan em 1544, e logo a baptizaram de Ilha Formosa. Era um ilha habitada por piratas que resistiu durante muito tempo à colonização, inclusive dos próprios chineses. Em fins do século XIX os chineses cederam esta ilha aos japoneses, mas em 1949 milhares de chineses que não aceitarem o domínio do Partido Comunista sobre a China refugiaram-se aqui, onde fundaram a República da Formosa, também conhecida por República da China ou China Nacionalista (01/03/1950). Trata-se de um regime anti-comunista e pró-ocidental, suportado pelos EUA.
Portugal manteve relações diplomáticas com a Formosa entre 1954 e Janeiro de 1975, restabelecendo pouco depois as relações diplomáticas com a China continental ou República Popular da China.
França
As relações entre a França e Portugal remontam ao século XI, quando um cavaleiro francês vem para a Península Ibérica e passa a apoiar o desejo de autonomia populações que viviam entre o Douro e o Minho. O seu filho, D. Afonso Henriques será o primeiro rei de Portugal. A partir daqui as relações entre Portugal e a França não pararam de se reforçar, nomeadamente através de casamentos reais e da formação das suas elites culturais.
A PUBLICAÇÃO DESTE TEXTO CONTINUARÁ NOS PRÓXIMOS DIAS
Milhões de portugueses (exploradores, marinheiros ou simples emigrantes) ao longo dos séculos tem percorrido o mundo, estabelecendo-se nos seus lugares mais recônditos. Descubra um pouco desta história fantástica de um povo que fez do mundo a sua pátria de eleição.
Carlos Fontes
(CONTINUAÇÃO DO TEXTO PUBLICADO EM 26-10-2011)
Dinamarca
As relações entre os dois países remontam à Idade Média. A filha de D. Sancho I, Dona Berengária de Portugal (1194-1221) casou-se com o rei da Dinamarca Valdemar II. A influência da rainha portuguesa terá sido significativa, pois foi graças à sua acção que a Dinamarca conquistou as últimas terras pagãs do báltico, a actual Estónia (1210).
Dominicana
A Republica Dominicana, partilha com o Haiti o território da antiga Ilha Hispaniola. A presença portuguesa fez-se sentir desde o momento em que foi descoberta (1492). Diego Colón, nascido em Lisboa, filho de Filipa Moniz Perestrelo e de Cristovão Colombo, quando aqui se estabeleceu como vice-rei das Indias, em 1509, levou consigo um numeroso grupo de portugueses.
A comunidade nunca parou de aumentar, tendo um papel de destaque no comércio internacional, tráfico de escravos e nas mais variadas actividades económicas. No século XVII foi reforçada com a vinda de muitos portugueses, cristãos novos, da Ilha de Curação. No Tribunal da Inquisição de Cartagena foram presos vários portugueses desta ilha.
EUA
Foi um português, o primeiro navegador a explorar toda a costa leste dos EUA. A presença portuguesa data do século XVI, constituindo-se no século XVII as primeiras comunidades.
Etiópia (Abissínia)
Mítica "Terra do Prestes João" foi desde o século XV objecto de várias expedições portuguesas, quer por mar, quer por terra (Pêro da Covilhã e Afonso Paiva). No inicio do século XVI já a Etiópia tinha fortes ligações com Portugal. Em 1543, graças à ajuda dos portugueses, a Etiópia não foi conquista e destruída pela Somália.
Emiratos Arábes Unidos
A chegada dos portugueses ao Golfo Pérsico, no século XVI, alterou as relações de poder locais. Nos actuais Emiratos estabeleceram-se na cidade de Julfar (forteleza, 1515 -1622) e em outros portos como Corfaçao (Khor Fakkan, Forte, -1666), Libedia (Badiyah ?, Forte, -1623), Quelba (Kalba, forte), Doba (Diba al Hisn, forte, ) e Mada (Mahdah, forte). Trata-se de um impressionante sistema militar-comercial que foi sendo destruído ao longo de todo o século XVII, devido a sucessivas investidas de persas, turcos, ingleses e holandeses, para além de tribos locais.
Egipto
Em 1509 os portugueses travaram contra os turcos e os egípcios (mamelucos ) uma maiores batalhas de todos os tempos. A batalha de Diu (Índia), ganha pelos portugueses, marcou o fim da ameaça islâmica que pesava sobre a Europa. Desde o princípio do século XV que os turcos e os egípcios se mostravam invencíveis, expandindo-se por toda a África, Ásia, mas também pela Europa oriental. Nesta batalha D. Francisco de Almeida, comandando uma pequena armada portuguesa destroçou por completo uma poderosa armada turco-egípcia. O Império Otomano saiu humilhado, nunca se tendo refeito desta pesada derrota. A dinastia dos mamelucos no Egípto acabou destroçada (1517). A partir desta batalha os Portugueses, durante quase um século, dominaram por completo o oceano Índico, abrindo as portas para a chegada de outros europeus (holandeses, ingleses, franceses). Na Europa esta vitória mostrou que os turcos podiam ser derrotados. O próprio Império Mongol que se expandia pela Índia evitou hostilizar os portugueses.
Espanha
Um antigo ditado português afirma que de "Espanha nem bom vento, nem bom casamento", traduzindo a ideia portuguesa que o país só existe quando se projecta para fora da Península Ibérica e se abre ao Mundo.
Equador (Ecuador)
A presença de portugueses na região do actual Equador data do início da conquista espanhola, onde participam activamente na conquista do "Império Inca". João Fernandes, por exemplo, como almirante da frota de Pedro Alvarado (1534) foi à costa do Equador, tendo subido até Quito.
Estónia
A conquista da Estónia pela Dinamarca, em 1210, está ligado a acção de uma portuguesa rainha deste país - Dona Berengária. Os navios portugueses desde a Idade Média que visitavam o porto de Talin. No século XVIII, o português António Vieira (Judeu), foi nomeado por o Czar russo Pedro I para o porto de Talin. Em meados do século XIX, Ivan Velho, neto de José Celestino Velho ( mercador da cidade do Porto e primeiro consul português em São Petersburgo) foi recebeu o título de barão e foi nomeado pelos czares russos governador da cidade estónia de Narva.
Filipinas
O arquipélago das Filipinas foi descoberto por portugueses navegando para leste, e depois por Fernão Magalhães, um português ao serviço de Espanha, navegando para ocidente (1521). Antes dos espanhóis aqui se estabelecerem, a partir de 1565, já a maioria das ilhas havia sido explorada pelos portugueses. Contudo, atendendo aos limites fixado no Tratado de Tordesilhas, os portugueses não se opuseram ao seu controle pelos espanhóis, até porque dessa forma os afastavam da Índia.
Finlândia
Portugal reconheceu a independência da Finlândia a 19/12/1919, tendo-se iniciado as relações diplomáticas a 10/1/1920. Inúmeros episódios uniram desde então os dois países.
Um dos mais curiosos é o do presidente da república da Finlândia, Marechal Mannerheim, que durante anos tentou vir passar umas férias em Portugal, apenas o tendo conseguido em 1945 (9/11/1945). , ficando alojado na Praia da Rocha (Algarve),
A comunidade finlandesa em Portugal relativamente numerosa. Em Abril de 2011,os finlandeses manifestaram-se contra a concessão de um empréstimo da UE a Portugal.
Formosa / Taiwan
Navegadores portugueses alcançaram a ilha de Taiwan em 1544, e logo a baptizaram de Ilha Formosa. Era um ilha habitada por piratas que resistiu durante muito tempo à colonização, inclusive dos próprios chineses. Em fins do século XIX os chineses cederam esta ilha aos japoneses, mas em 1949 milhares de chineses que não aceitarem o domínio do Partido Comunista sobre a China refugiaram-se aqui, onde fundaram a República da Formosa, também conhecida por República da China ou China Nacionalista (01/03/1950). Trata-se de um regime anti-comunista e pró-ocidental, suportado pelos EUA.
Portugal manteve relações diplomáticas com a Formosa entre 1954 e Janeiro de 1975, restabelecendo pouco depois as relações diplomáticas com a China continental ou República Popular da China.
França
As relações entre a França e Portugal remontam ao século XI, quando um cavaleiro francês vem para a Península Ibérica e passa a apoiar o desejo de autonomia populações que viviam entre o Douro e o Minho. O seu filho, D. Afonso Henriques será o primeiro rei de Portugal. A partir daqui as relações entre Portugal e a França não pararam de se reforçar, nomeadamente através de casamentos reais e da formação das suas elites culturais.
A PUBLICAÇÃO DESTE TEXTO CONTINUARÁ NOS PRÓXIMOS DIAS
ALERTA A TODOS OS QUE ACREDITAVAM NA SALVAÇÃO!
Quando o British Hospital surge numa conversa, tendemos a perguntar: o de Campo de Ourique ou o das Torres de Benfica? O hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN. O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos.
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos.
ESPAÑISTAN, ESTE PAIS SE VA A LA MIERDA
Españistán, este pais se va a la mierda
Clarinho como ÁGUA! E não é só a Espanha, também em Portugal foi assim!
Video espanhol de Aleix Saló. Vocês não acham que está acontecendo algo muito parecido aqui no Brasil, em varias capitais de Estado? A leitura dos Planos Diretores segundo as empreiteiras e aliados…
Clarinho como ÁGUA! E não é só a Espanha, também em Portugal foi assim!
Video espanhol de Aleix Saló. Vocês não acham que está acontecendo algo muito parecido aqui no Brasil, em varias capitais de Estado? A leitura dos Planos Diretores segundo as empreiteiras e aliados…
OBRIGATÓRIO LER ESTE TEXTO DE TÃO BEM ESCRITO QUE ESTÁ.
CARTA ABERTA A CAVACO SILVA
SENHOR PRESIDENTE
Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V. Exa. por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão e mais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil, os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V. Exa. passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador, ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V. Exa. descansou e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais. Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V. Exa. endossados, qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa. Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V. Exa. pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir. Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país. Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede. E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa., com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V. Exa., coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão, que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V. Exa. ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V. Exa. no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade. Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V. Exa. pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor. Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,
SENHOR PRESIDENTE
Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V. Exa. por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão e mais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil, os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V. Exa. passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador, ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V. Exa. descansou e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais. Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V. Exa. endossados, qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa. Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V. Exa. pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir. Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país. Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede. E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa., com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V. Exa., coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão, que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V. Exa. ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V. Exa. no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade. Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V. Exa. pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor. Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,
António Maria dos Santos
Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011
O QUE AS CRIANÇAS PENSAM DOS POLÍTICOS. É TEMPO DE MUDAR COMPORTAMENTOS!
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IMAGINEM
JÁ AQUI PUBLICADO MAS CADA VEZ MAIS ACTUAL!
por MÁRIO CRESPO
Imaginem Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
por MÁRIO CRESPO
Imaginem Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
DESCULPEM A MINHA INGENUIDADE
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ESSE É O BRASIL, O SEU BRASIL...!
ESSE É O BRASIL, O SEU BRASIL. . . !
Amigas/os.Repetindo o saudoso Prof.DARCY RIBEIRO,"..Só há duas opções nesta vida:resignar -se ou indignar-se. Eu não me resignarei nunca!.."
A exemplo dele, eu também não. E vocês? Pensem nisto,enquanto observam as imagens abaixo.....
Abrs.M.M. *
[image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-1.jpg]
[image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-2.jpg]
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[image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-11.jpg]
[image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-12.jpg]
*A única coisa que faz o brasileiro reclamar é quando o time dele perde...
Aí ele se dispõe a ir até no aeroporto de madrugada xingar jogador...
Por que não vai até a câmara dos deputados exigir reforma da previdência, reforma política, acabar com aposentadorias milionárias pra políticos, acabar com auxílio terno, exigir a prisão de políticos corruptos, acabar com a imunidade parlamentar etc.???? *
[image: http://m1.tnonline.com.br/0211/foto_20324_600,400,index.jpg]
[image: http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/botafogo.jpg]*
E viva a política do pão e circo... Povo Burro, imbecil e ignorante que só pensa em futebol, copa do mundo, e bolsa família, enquanto os políticos fazendo a festa com a ignorância do povo!*
[image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-13.jpg]
Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca. ( DARCY RIBEIRO )*
Amigas/os.Repetindo o saudoso Prof.DARCY RIBEIRO,"..Só há duas opções nesta vida:resignar -se ou indignar-se. Eu não me resignarei nunca!.."
A exemplo dele, eu também não. E vocês? Pensem nisto,enquanto observam as imagens abaixo.....
Abrs.M.M. *
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*A única coisa que faz o brasileiro reclamar é quando o time dele perde...
Aí ele se dispõe a ir até no aeroporto de madrugada xingar jogador...
Por que não vai até a câmara dos deputados exigir reforma da previdência, reforma política, acabar com aposentadorias milionárias pra políticos, acabar com auxílio terno, exigir a prisão de políticos corruptos, acabar com a imunidade parlamentar etc.???? *
[image: http://m1.tnonline.com.br/0211/foto_20324_600,400,index.jpg]
[image: http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/botafogo.jpg]*
E viva a política do pão e circo... Povo Burro, imbecil e ignorante que só pensa em futebol, copa do mundo, e bolsa família, enquanto os políticos fazendo a festa com a ignorância do povo!*
[image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-13.jpg]
Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca. ( DARCY RIBEIRO )
HUMOR EM TEMPO DE CRISE
NÃO É QUE O JOÃOZINHO TEM RAZÃO?
Quatro lombrigas são colocadas em quatro tubos de ensaio separados:
• A primeira lombriga em álcool;
• A segunda lombriga em fumo de cigarro;
• A terceira em esperma;
• A quarta em água mineral. No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
• A primeira lombriga, em álcool, está morta;
• A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
• A terceira, em esperma, está morta;
• A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e pergunta à classe:
- O que podemos aprender desta experiência?
E, "de pronto", responde o Joãozinho:
"Quem Bebe, Fuma e Trepa não tem Lombriga!"
Quatro lombrigas são colocadas em quatro tubos de ensaio separados:
• A primeira lombriga em álcool;
• A segunda lombriga em fumo de cigarro;
• A terceira em esperma;
• A quarta em água mineral. No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
• A primeira lombriga, em álcool, está morta;
• A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
• A terceira, em esperma, está morta;
• A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e pergunta à classe:
- O que podemos aprender desta experiência?
E, "de pronto", responde o Joãozinho:
"Quem Bebe, Fuma e Trepa não tem Lombriga!"
E QUANDO LHE PERGUNTAREM ONDE TRABALHA?
ESTA FOTO FAZ-ME RECORDAR UMA OUTRA HISTÓRIA PASSADA EM ANGOLA, EM 1972.
ENTRE MUITAS, HAVIA, NO PLANALTO CENTRAL DO HUAMBO, UMA COMUNIDADE DE FAMÍLIAS ORIGINÁRIAS DAS ILHAS DE CABO-VERDE. O GOVERNO PORTUGUÊS, COM O INTUITO DE POVOAR O IMENSO TERRITÓRIO DE ANGOLA, ALICIARA-AS A EMIGRAR DISTRIBUINDO-LHES TERRAS AGRÍCOLAS NO ALDEAMENTO DA "CATOTA".
PARA MIM, IGNORANTE DA LÍNGUA CRIOULA, NADA NAQUELE CURIOSO NOME ME SUSCITAVA DÚVIDAS. ERA MAIS UM NOME ANGOLANO. COMO OUTRO QUALQUER.
SERIA?
NÃO!
"CATOTA" ESCONDIA UMA OUTRA FACE.
ALGUM TEMPO DEPOIS DE OS CONHECER COMECEI A ESTRANHAR O COMPORTAMENTO DAQUELAS FAMÍLIAS.
SEMPRE QUE NECESSITAVAM DE REMETER CORRESPONDÊNCIA PARA OS FAMILIARES OU AMIGOS RESIDENTES NAS ILHAS DE CABO-VERDE, RECUSAVAM-SE VÊ-LA MARCADA COM O O CARIMBO DE "CATOTA".
E COMO É QUE ULTRAPASSAVAM ESTE OBSTÁCULO? COM A SIMPLICIDADE DO ENGENHO. DESLOCANDO-SE A VILA FLOR, UMA OUTRA ALDEIA DE AGRICULTORES, ESPECIALIZADA NO CULTIVO DE BATATA (DAÍ O NOME).
CURIOSO, PERGUNTEI PORQUE PERCORRIAM TODOS AQUELES QUILÓMETROS PARA METER CARTAS NO CORREIO, QUANDO TINHAM O SERVIÇO DOS CTT EM "CATOTA".
"POR PRECAUÇÃO E VERGONHA", FOI A RESPOSTA.
SEM PERCEBER, OLHEI-OS COM CARA DE PARVO.
"SE DISSERMOS QUE MORAMOS NA CATOTA, SEREMOS OBJECTO DE CHACOTA EM CAVO-VERDE. CATOTA, EM CRIOULO, SIGNIFICA O ÓRGÃO GENITAL FEMININO".
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
ENTREVISTA COM O AUTOR DE TAMBWE-A UNHA DO LEÃO

A entrevista será emitida no dia 29 de Outubro às 15h e à meia noite, na Radio Sim.
Em Lisboa a frequência é 102.2 fm.
Para quem está fora do país poderá acompanhar em directo no site www.radiosim.pt
Após a sua emissão ( na segunda ou terça) a entrevista na integra e a nossa foto estarão disponíveis para sempre no meu site.
Gostaria que o visitasse e me desse a sua opiniao.
Basta ir a www.recordarangola.com
UM CONTO DE 1958 SOBRE A CRISE
A CRISE OU OUTRO CONTO CURTO!
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.
Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava...
Os seus cachorros-quentes eram os melhores!
Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:
- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.
O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.
O pai, triste, disse ao filho: - Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: - 'Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...
VIVEMOS NUM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTíCIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS INFLUENCIAR-NOS-ÃO AO PONTO DE NOS
ROUBAREM A PROSPERIDADE.
O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.
Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava...
Os seus cachorros-quentes eram os melhores!
Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:
- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.
O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.
O pai, triste, disse ao filho: - Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: - 'Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...
VIVEMOS NUM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTíCIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS INFLUENCIAR-NOS-ÃO AO PONTO DE NOS
ROUBAREM A PROSPERIDADE.
O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals
OS LIVROS
DEPOIS DE LER O TAMBWE
DEPOIS DE LER TAMBWE-A UNHA DO LEÃO , O GATO ESTÁ A ESTUDAR ESTRATÉGIA MILITAR.
PARA QUE SERÁ?

Os livros não mudam o mundo...PARA QUE SERÁ?

Quem muda o mundo, são as pessoas.
Os livros, só mudam as pessoas!
Mário Quintana
Sessão de lançamento da obra Tambwe - A unha do leão
de António de Oliveira Castro
Sessão de lançamento da obra da obra Tambwe - A unha do leão de António de Oliveira Castro. A sessão terá lugar no dia 11 de Novembro às 21h30m, na livraria LER DEVAGAR no espaço Lx Factory. A obra será apresentada pelo jornalista Ferreira Fernandes.
À FALTA DE PÃO DÊ-SE CIRCO AO POVO MANSO
Estamos em CRISE????
Segundo o jornal “Correio da Manhã”, em caso de vitória frente à Bósnia e consequente apuramento para o Euro 2012, cada jogador irá receber 112 mil euros.
Na atual caminhada, os atletas já encaixaram 40 mil euros fruto das cinco vitórias conseguidas (Dinamarca, Chipre, Noruega e Islândia).
A Federação Portuguesa de Futebol não fica atrás nas contas pois caso a seleção se qualifique, o órgão arrecada 8 milhões de euros.
Estamos em CRISE????não fica atrás nas contas pois caso a seleção se qualifique, o órgão arrecada 8 milhões de euros.
Estamos em CRISE????
Segundo o jornal “Correio da Manhã”, em caso de vitória frente à Bósnia e consequente apuramento para o Euro 2012, cada jogador irá receber 112 mil euros.
Na atual caminhada, os atletas já encaixaram 40 mil euros fruto das cinco vitórias conseguidas (Dinamarca, Chipre, Noruega e Islândia).
A Federação Portuguesa de Futebol não fica atrás nas contas pois caso a seleção se qualifique, o órgão arrecada 8 milhões de euros.
Estamos em CRISE????não fica atrás nas contas pois caso a seleção se qualifique, o órgão arrecada 8 milhões de euros.
Estamos em CRISE????
A HISTÓRIA MUNDIAL PODE SER DIVERTIDA
Uma análise divertida do Mundo
Hernán Casciari
Hernán Casciari
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que têm um conjunto de rock. Ensaiam numa garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul.
O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais prostituta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando gay ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa enganar pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo.
O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.
Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiude de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971.
Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más respeto, que soy tu madre'.
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