quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

EXPOSIÇÃO DE ARTE ANGOLANA EM LISBOA

“1ª Paragem: Lisboa” Exposição de Arte Angolana



“1ª Paragem: Lisboa” é o título de uma exposição de arte contemporânea dos artistas plásticos angolanos Lino Damão e Nelo Teixeira, a ser inaugurada a 11 deste mês, em Lisboa, na Rua Marquês de Subserra. Lino Damião disse que a exposição, que fica aberta ao público até 11 de Fevereiro, marca o início de périplo que os artistas vão fazer por Moçambique, Brasil e Angola para expor as suas obras.
“O nosso objectivo com essa exposição é de mostrar à comunidade lusófona o trabalho que estamos a realizar a nível das artes plásticas, sobretudo a pintura a óleo sobre tela”, disse Lino Damião.
Formado em pintura e escultura nas oficinas da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), Lino Damião nasceu em Luanda em Fevereiro de 1977 e trabalha sobretudo em pintura e gravura.
Muito cedo começou a desenhar e pintar, tendo frequentado o curso de desenho no Ex-Barracão, o curso de pintura e a primeira oficina de gravura na UNAP.

Frequentou o atelier do grande mestre Victor Teixeira (Viteix). É membro Fundador da cooperativa Pró-Memória dos Nacionalistas e membro da União Nacional dos Artistas Plásticos. Participou em diversas exposições, das quais se destaca a primeira bienal de jovens criadores da CPLP, na cidade da Praia, Cabo Verde, em 1999, a bienal de jovens criadores da CPLP, no Porto, Portugal, em 2000, no projecto ArteModa-2002, oficina de criação com Kotas e Kandengues, no projecto Galarte no Elinga Teatro, entre 2000 a 2006, e Trienal de Luanda.
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Realizou várias exposições individuais com destaque para “Cores, Cómicos e Contrastes”, no Lebistrot Luanda (1999), “Manchas e contornos”, na Galeria Cenarius (2000); “Liberdade”, no laboratório Nacional de Cinema Luanda (2002), e recebeu o prémio de pintura de UNAP, em1998, e menção honrosa do Prémio Ensarte, em1996.
Nelo Teixeira, formado em pintura e escultura, em 2000, participou no Workshop de Pintura em Vidro orientado por Jean Luc no Salão da UNAP. Teve participação cenografia nos filmes “Heroi” e “Cidade vazia”. Participou em várias exposições colectivas na Celamar, Humbiumbi, Elinga Teatro, Soso Arte Contemporânea e Associação 25 de Abril.
Jornal de Angola

DEVIA SER OBRIGATÓRIO

Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também:
de gente obesa em pacotes de batata frita,
de animais torturados nos cosméticos,
de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas, de gente sem tecto nas contas de água e luz, e de políticos corruptos nas guias de cobrança de impostos?

FANTÁSTICA IDEIA!!!
    

RAZÕES HISTÓRICAS PARA MOTINS MILITARES


RAZÕES HISTÓRICAS PARA MOTINS MILITARES

                                                                                9/1/12

“Tinham-nos dito, no momento em que deixámos a terra natal, que partíamos em defesa dos direitos sagrados que nos são conferidos por tantos cidadãos instalados lá longe, tantos anos de presença, tantos benefícios concedidos às populações que têm necessidade do nosso auxílio e da nossa civilização”. “Pudemos verificar que tudo isso era verdade e, visto que era verdade, não hesitámos em derramar o imposto de sangue, em sacrificar a nossa juventude, as nossas esperanças. Não lamentamos nada, mas enquanto aqui este estado de espírito nos anima, dizem-me que em Roma se sucedem as intrigas e as conspirações, se desenvolve a traição e que muitos, hesitantes, perturbados, cedem com facilidade às tentações do abandono e aviltam a nossa acção”. “Suplico-te, tranquiliza-me o mais breve possível e diz-me que os nossos concidadãos nos compreendem, nos defendem, nos protegem como nós próprios protegemos a grandeza do império”. “Se tudo fosse diferente, se tivéssemos de deixar em vão os nossos ossos embranquecidos sobre as pistas do deserto, então, cuidado com a cólera das Legiões.” 

Marcus Flavinius, Centurião da 2ª Coorte da Legião Augusta, a seu primo Tertulius


            Da análise da História Militar sabe-se que desde os Assírios, os Persas, os Egípcios, os Macedónios, os Gregos, os Romanos, etc., que os motins militares têm origem, fundamentalmente, em três coisas: o não pagamento atempado do soldo (donde deriva a palavra soldado) devido; quando se interfere aleatoriamente na carreira (sobretudo na Idade Moderna) e quando os militares se sentem atraiçoados por quem os tutela.

            Foi sempre assim e não se vislumbra (dada a natureza humana), que possa mudar.

            Acontece que as numerosas malfeitorias que têm sido feitas à Instituição Militar (IM) e os militares, por parte de sucessivos governos nos últimos vinte e tal anos - o que representa um passivo de problemas acumulado, único em quase 900 anos - vieram, por sorte vária, confluir no actual governo e chefias militares, em que:

     - Relativamente ao soldo ainda não deixaram de pagar (embora já tenha havido um atraso de um dia, no ano passado, no Exército), e há mais de 10 anos que a rubrica de “pessoal” é sistematicamente sub - orçamentada, mas fizeram pior, fizeram regredir cerca de 4000 militares à tabela remuneratória de 31/12/2009. Uma coisa inaudita, que certamente nunca ocorreu em nenhum país, nem na “América Latrina”! E tudo depois de um conjunto de episódios pouco dignificantes cuja origem primeira, foi terem querido meter os militares na tabela salarial da função pública. O que à partida nunca devia passar pela cabeça de ninguém, já que um militar jamais poderá ter um estatuto de funcionário público!

            Relativamente à “carreira” - que nos militares adquire uma importância que não tem paralelo em qualquer outra profissão - o actual congelamento das promoções faz com que o decreto-lei 373/73 (que deu origem ao 25 de Abril), pareça uma brincadeira de crianças. Julgo que não preciso de dizer mais nada.

            E quanto ao facto dos militares se sentirem atraiçoados, ainda se pode distinguir três vertentes: o “Comandante Supremo” (que aliás não manda nada), que desapareceu, aparentemente, em combate; os governantes que não sabem o que querem, não têm política para coisa alguma, a não ser para os 3Rs - reduzir, reduzir e reduzir - não cumprem leis que aprovam, mudam regras a meio do jogo e têm, numa palavra, destruído paulatinamente uma Instituição sem a qual o País não se sustém; e sentem-se também atraiçoados pelas chefias militares, pois não têm ninguém que os defenda.

            Não contentes, porém, em deixar medrar uma das razões que historicamente levam a motins nas forças militares, juntaram-nas todas três, em simultâneo. Convenhamos que era difícil fazer pior em qualquer parte do mundo!

            Ora tal só é possível com enorme irresponsabilidade, incompetência, arrogância e muita falta de prudência.

            E por terem encontrado pela frente muita gente capaz, disciplinada, com espírito de serviço e de missão, que anda há 20 anos (muito tempo antes da crise) a dar exemplo de contenção de despesas, reorganização e redução que, sem estar isento de erros ou críticas, não tem paralelo em mais nenhuma área do Estado. Mais ainda, apesar dos cortes constantes em tudo, ainda não se deixou de bem cumprir nenhuma missão atribuída, nem se envergonhou (antes pelo contrário) as armas lusas e o País, nos numerosos teatros de operações espalhados pelo mundo, onde marcou presença nos últimos 25 anos.

            Não vai ser possível aguentar mais este estado de coisas.

            Os contemporâneos julgam, quase sempre, que determinados eventos pertencem ao passado ou só acontecem aos outros.

            E, por norma, só descobrem que estão enganados demasiadamente tarde.

                                                       João José Brandão Ferreira
                                                                  TCor/Pilav(Ref.)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PEDRO ABRUNHOSA - QUEM ME LEVA OS MEUS FANTASMAS

COMO COMEÇAR O ANO DE 2012

COMO COMEÇAR O ANO DE 2012?
COM UM LIVRO QUE NOS PROPORCIONE MOMENTOS DE PRAZER.
COM UM LIVRO QUE PARA ALÉM DA FANTASIA QUESTIONE O COMPORTAMENTO QUE CADA UM DE NÓS TEM PERANTE A VIDA.
COM UM LIVRO QUE NOS FALE DE AVENTURA MAS QUE EXIGA ATITUDE AO LEITOR.
COM UM LIVRO QUE NOS INQUIETE.
"TAMBWE-A UNHA DO LEÃO", EDIÇÃO DA GRADIVA, É O LIVRO CERTO PARA ESTE INÍCIO DE ANO.
DEPOIS DE O LER NÃO VOLTARÁ A SER O MESMO.
UM ABRAÇO DO AUTOR E VOTOS DE UM 2012 SEM PERCALÇOS,
ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO.

NOTA: ESTE LIVRO SERÁ BREVEMENTE LANÇADO EM AVEIRO

ALEMANHA - A VIAGEM PELO MUNDO EM PORTUGUÊS

REINICIAMOS ESTA VIAGEM EM PORTUGUÊS COM UM TEXTO SOBRE A ÁFRICA DO SUL (10-01-2012), PROSSEGUIMOS HOJE COM INFORMAÇÃO SOBRE A ALEMANHA.

ALEMANHA-PORTUGAL

Uma Viagem pelo Mundo em Português


 


As ligações entre Portugal e a Alemanha são muito Pofundas e remontam à Idade Média, muitos séculos antes da unificação deste país (século XIX).

Casamentos reais
Entre as imperatrizes da Alemanha contam-se duas portuguesas: Dona Leonor (1434-1467), casada com o imperador Frederico III , e no século XVI, Isabel de Portugal casada com o imperador Carlos V. Estas ligações reais prolongaram-se para além do fim da monarquia em Portugal (1910).

No século XIX /XX, por exemplo, assinalam-se quatro casamentos:

- D. Augusto de Leuchtenberg, duque e príncipe de Leuchtenberg e de Santa Cruz, filho do vice-rei de Itália e de uma princesa filha de Maximiliano José I da Baviera, casou-se em primeiras núpcias com D. Maria II.

- D. Fernando Augusto, filho do príncipe e duque de Saxe Coburgo-Gotha, casou-se em segundas núpcias com D. Maria II. Foi um ilustre mecenas e construtor do Palácio da Pena, em Sintra.

- A Rainha D. Estefânia (Stephanie Josepha Friederike Wilhelmine Antonia von Hohenzollern-Sigmaringen), casada com D. Pedro V (1837-1861).

- Augusta Vitória Hohenzollern-Sigmaringen, casada com D. Manuel II (1908 - 1910). Pertencia também à casa alemã de Hohenzollern-Sigmaringen,,situado numa região católica do sul da Alemanha.

Princesas e princesas casaram também com principes e reis alemães, como foi o caso de duas filhas de D. Maria II e de de Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha Rei consorte de Portugal: D. Antónia de Bragança (1845-1913), casou com o príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen (1835-1905) e D. Maria Ana de Bragança (1843-1884), casou com o rei Jorge I da Saxónia (Saxe), cujo casamento ocorreu em 1859 na cidade de Lisboa.

Alemães em Portugal

Século XII. Os cruzados alemães tiveram um papel muito importante na conquista de Lisboa (1147). Desde então sempre existiram em Portugal importantes comunidades de alemães.

Século XV. Muitos alemães integram as várias expedições marítimas portuguesas. Os seus mercadores à semelhança dos italianos desfrutam de um estatuto especial. É também de destacar o numeroso grupo de tipógrafos e encadernadores alemães que aqui se fixou. O mais célebre de todos foi Valentim Fernandes, da Morávia, que obteve privilégios de impressão em Portugal a partir de 1495. Na 2ª metade do séc. XV trabalhou para a Câmara do Porto o encadernador de origem alemã João Tomé, a quem o Rei D. Manuel concedeu vários privilégios.

Século XVI. As relações entre Portugal e os reinos alemães são muito intensas, o que explica os casamentos reais.

Séculos XVII / XVIII. Em Portugal, depois da resturação da Independência (1640), paracontrabalançar a influência da Grã-Bretanha, houve uma política muito activa para reforçar os laços com a Austria e os vários "reinos" que constituiam a Alemanha antes da sua unificação (1871). A muitos alemães foram dados altos cargos em Portugal, nomeadamente no campo militar:

a) Conde de Schomberg. Entre 1660 e 1668, teve a seu cargo da reorganização do exército português, sendo a sua acção decisiva na derrota dos espanhóis na batalha do Ameixial e de Montes Claros;

b) o conde reinante de Schaumbourg-Lippe, por exemplo, foi marechal general do exército português de 1762 até à sua morte em 1777, tendo aqui exercido uma notável acção na reorganização do exército.

Os casamentos de reis portuguesas, nos séculos XVII e XVIII, com princesas da casa real da Austria inserem-se nesta política. Nenhum aspecto foi descurado, nomeadamente a assistência religiosa. Para os católicos a rainha D. Mariana da Austria, casa com D. João V, estabeleceu em 1737 na igreja de S. João Nepomuceno (Largo de Camões) para os alemães. No final do século foi erguida uma segunda igreja alemã, na Rua dos Fanqueiros (nos.113-117).Depois de 1834 este apoio religioso regrediu, tendo os alemães apenas uma capela (S. Bartolomeu) na igreja de S. Julião em Lisboa. Para os protestantes foi criado em 1761, a Igreja Evangélica Alemã de Lisboa, mas sem instalações próprias.

Século XIX. A comunidade alemã em Portugal foi ao longo de todo o século muito significativa, tendo influentes figuras em multiplos domínios, como Emilio Biel (percursor da fotografia), a berlinense Carolina Wilhme Michaelis de Vasconcelos, etc.

O crescimento da comunidade alemã traduziu-se desde logo na criação de várias instituições: Em 1822, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa, foi inaugurado um cemitério alemão.Durante séculos os alemães foram sepultados nesta cidade, entre outros locais no Convento de S. Vicente de Fora e na Igreja de S. Julião (junto ao largo do Município). Em 1848 surge a Escola Alemã de Lisboa e em 1901 a Escola Alemã do Porto. Neste século muitas empresas alemãs instalaram-se em Portugal, como foi o caso da Siemens (1876).

Século XX. Durante a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), os dois países estiveram em guerra na Europa e em África (Angola e Moçambique). Em Angola, as hostilidades ocorreram no sul entre 1914 e o 1916, envolvendo acções contra revoltas instigadas pela colónia alemã da Damaralândia (actual Namíbia). Em Moçambique desenvolveu-se através de conflitos na fronteira norte, junto ao Rovuma, entre 1914 e 1916. Na Europa, o conflito começou quando Portugal alegando a sua aliança com a Inglaterra tomou cerca de 60 navios alemães e austriacos que estavam nos seus portos (1916). O que se seguiu nos campos de batalha foi uma horrivel carnificina. Registe-se o facto de cerca de 7 mil portugueses terem sido feitos prisioneiros pelos alemães.

Depois da guerra a comunidade alemã voltou a ressurgir em Portugal. Sinal dos tempos, os protestantes alemães constroem uma igreja em Palhavã (Lisboa, 1934).

Na 2ª. Guerra Mundial (1939-1945), Portugal manteve-se neutral, tendo acolhido muitos milhares de refugiados alemães. Os Nazis desenvolveram aqui uma intensa actividade de espionagem e propaganda.

Durante as guerras coloniais (1961-1974) a Alemanha (Ocidental) tornou-se no principal suporte da ditadura sustentar as guerras em África. A Alemanha forneceu créditos e armas, assim como realizou importantes investimentos em Portugal. Em troca foram-lhe concedidas importantes facilidades, nomeadamente para a instalação de uma base militar em Beja (Alentejo, 1963).

Depois do 25/4/1974, a Alemanha (Ocidental) volta a apoiar a formação e consolidação dos principais partidos democráticos (PS e PSD), mas também de outras organizações em especial as que lutavam contra a influência da antiga União Soviética.

Paralelamente, entre 1974 e 1989, ex-República Democrática da Alemanha (1945-1989), pró-soviética, apoiava activamente o PCP, financiando as suas acções de propaganda.

Portugueses na Alemanha
Comunidade de Judeus Portugueses. Uma das principais consequências da ocupação de Portugal pela Espanha (1580), foi o aumento da intolerância religiosa, assim como as perseguições aos cristãos-novos.

Entre 1580 e 1600 centenas de cristãos-novos ( judeus) fugiram para o Norte da Alemanha, levando consigo a língua e a cultura portuguesas.

Em Hamburgo, onde se concentravam a maioria do portugueses, dominam o comércio do açúcar, das especiarias e da prata, cooperam na fundação do Banco de Hamburgo e são corretores na Bolsa. É enorme o seu contributo para o seu desenvolvimento e internacionalização. Em fins do século XVIII começam a sofrer as primeiras perseguições. A sinagoga portuguesa, fundada no seculo XVII, foi incendiada a 5 de Maio de 1842, mas voltou a ser reconstruída. Em 1933, as mais prósperas familias portuguesas da cidade (Jessurun, Del-monte e Cassuto) são obrigadas fugiram, voltando algumas delas para Portugal, fixando-se em Lisboa e no Porto.

Em Altona, junto a a Hamburgo, no século XVII, 13 portugueses fundam outra comunidade. Em 1611 criam em Königstraße um cemitério próprio. A sua sinagoga inaugurada em 1711 será destruída em 1940.

Apesar do genocídio, em Hamburgo e Altona, ainda hoje subsistem vestígios de 3 cemitérios de judeus portugueses : Königstraße (Altona,1611-1869), Bornkampsweg (1869- ) e Ilandkoppel, uma antiga sinagoga, nomes nas ruas de portugueses, uma enorme massa de documentos nos arquivos, etc.

Século XX. Durante séculos, o fluxo de emigrante fez-se sobretudo da Alemanha para Portugal, e só muito pontualmente em sentido contrário. A emigração portuguesa para a Alemanha só se iniciou em meados dos anos 60, tendo durado cerca de uma década. Deste período ainda existem neste país cerca 132.314 portugueses (Dados de 2002 do Instituto Federal de Estatística Alemão).

Sites da comunidade portuguesa: www.cdpais.de ; www.portugal-post.de (Hamburgo)

Carlos Fontes

(CONTINUA AMANHÃ COM NOVO TEXTO SOBRE OUTRO PAÍS)

HUMOR EM TEMPO DE CRISE - ANGOLA


Em Malanje, faleceu o Kota Manele.........a mulher do falecido chorava e dizia:

wawé wawé wawé mo marido morreu wéééééé,
ai mo marido vai onde não há Luz,
onde não há Água,
onde não há Comida,
onde não há Emprego,
lá é muiiiiiito escurooooo, só trevaaaassssss.
Aí o mano Zeca que já estava “chupado” murmurou:

NÃO ME DIGAM QUE ESTE PALERMA VAI PRA LUANDA!!!!!!!

DAVA EMPREGO A ESTE HOMEM?



Curriculum do nosso primeiro-ministro....

assim ...seremos.....eternamente governados ...até que......qualquer coisa aconteça ....[?][?]


Meus Amigos, algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho…) a alguém com esta “Carreira de Vida” (Curriculum Vitae [CV])!?...

Nome: Pedro Passos Coelho
Morada: Rua da Milharada - Massamá
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade).

Percurso profissional:
Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia,
de quem foi diligente e dedicado ‘moço-de-fretes’, tais como:
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.

Este é o “magnífico” CV do homem que ‘teoricamente’ governa este País! Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação rofissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada…) com 37 anos de idade!
Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão” do PSD e seu tutor e patrão político!... E que nesse universo continua a exercer funções!...

É ESTE O HOMEM QUE FALA DE “ESFORÇO” NA VIDA E DE“MÉRITO”!

É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, GANHANDO ORDENADOS DE MISÉRIA!

É ESTE O HOMEM QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE “BOYS” E DE “COMPADRIOS”, LOGO ELE QUE, COMO SE COMPROVA, NÃO PRECISOU DE “FAVORES” DE NINGUÉM… PARA ARRANJAR EMPREGO!...

EDIFICANTE… NÃO É?...

DIGA LÁ… DAVA EMPREGO (QUE NÃO FOSSE O DE ‘MOÇO-DE-RECADOS’) A ALGUÉM COM ESTA ‘FOLHA DE SERVIÇOS’?

POIS É… ATÉ QUE QUALQUER COISA ACONTEÇA....

PROVOCAÇÃO SOCIAL: AS NOMEAÇÕES DE PASSOS COELHO PARA A EDP

Macaquinhos do Chinês
08 Janeiro 2012 | 23:30
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt

As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo... isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado.

Estava a correr bem de mais... Um grande negócio para o Estado, uma privatização que reforça a EDP, a gestão reconduzida. Mas a carne é fraca. É sempre fraca. Só falta uma proposta na Assembleia Geral da EDP: mudar o nome de Conselho Geral e de Supervisão (CGS) para o de Loja do Governo.

É extraordinário como uma empresa em vias de total privatização se consome na absurda politização. E é surpreendente: a recondução de António Mexia fora uma demonstração de isenção de Passos Coelho: este Governo não gosta de Mexia nem do poder da EDP (basta ler a entrevista de hoje do secretário de Estado da Energia neste jornal) mas quando os chineses perguntaram se o queriam, Passos não se opôs - remeteu a decisão para os accionistas. Ingenuidade do primeiro-ministro? Não, ingenuidade nossa. A troca foi esta lista de famosos da política. Porquê?

Eis porquê: primeiro, os chineses concebem as estruturas de poder ancoradas no Estado, pelo que acharão normal a sofreguidão de emissários políticos; segundo, os chineses trabalham em ciclos longos, pelo que os próximos três anos de mandato são, como na anedota, um "deixa-os poisar" que deixará crer que não os novos donos não vêm controlar. Mas o mais importante é outra coisa: o CGS representa os accionistas da EDP e muitos, aflitos que estão, também querem vender aos chineses. O triângulo amoroso produziu esta aberração.

Para ser isto, o CGS da EDP devia ser extinto. Este órgão, criado para gerir o equilíbrio entre o Estado e privados, tornou-se numa loja de vendedores e vendidos. Paradoxalmente, o Conselho de Administração Executivo seria mais independente se o CGS fosse extinto e funções como as de auditoria e remunerações fossem transferidas.

António Mexia não é desta loja, ser convidado para um novo mandato é uma grande vitória sua, mas ele sai mais fraco: tem um Governo hostil, aceitou nomes na comissão executiva impostos pelos chineses e está apoiado em accionistas que estão de saída (BES, Mello, BCP).

Voltemos às nomeações. Podíamos dizer que não está em causa o mérito pessoal de cada uma destas pessoas, mas está. Porque o mérito que está a ser recompensado não é o técnico ou sentido estratégico, é o da lealdade e trabalho político. É Catroga (ainda assim, o único aceitável) ter suado por Passos como "ministro sombra", é Teixeira Pinto ter feito a proposta de revisão constitucional, é Braga de Macedo ter feito uma estratégia para a internacionalização que foi triturada por Portas.

É curioso, mas Miguel Relvas, tendo a fama de "apparatchik" que tem, está a fazer as coisas bem. Na RTP, manteve a administração de Guilherme Costa, que tem gente essencialmente próxima do PS. Já Passos reincide na fórmula tenebrosa da Caixa Geral de Depósitos, reforçando a dose: dois cavaquistas (Catroga e Rocha Vieira), dois passistas (Braga e Teixeira Pinto) e um CDS (Celeste Cardona, a mulher mais polivalente de Portugal, já foi ministra, banqueira e agora será conselheira na Energia).

Duas linhas para Ilídio Pinho: é um grande empresário, está ligado ao Oriente e não precisa deste cargo para nada. Precisam talvez as suas empresas. E é pouco recomendável ver metido nisto o accionista e membro dos órgãos da Fomentivest, onde trabalhava Passos Coelho. O próprio devia sabê-lo - e não aceitar.

Por esta lógica, ainda veremos Ângelo Correia ou José Luis Arnaut assomarem numa das próximas nomeações (a próxima é já a Portugal Telecom). O problema é que, enquanto isso, milhões de portugueses estão a perder salários, empregos, a pagar mais impostos, mais pelas rendas ou pela saúde. Estas nomeações são uma provocação social. Porque enquanto muitos tratam da sua vida, alguns tratam da sua vidinha.

As nomeações da EDP, como antes as da Caixa, são um mau sinal dentro da EDP e da Caixa, e são um mau sinal do País. Já não é descaramento, é descarrilamento. A indignação durará uns dias, depois passa, cai o pano sobre a nódoa. A nódoa fica. Quem é mesmo o macaquinho do chinês?


psg@negocios.ptpsg@negocios.pt
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"ELIXIR DA ETERNA JUVENTUDE" : JINDUNGO


O JINDUNGO - (Piri-piri) ‏


Quem coloca o jindungo no dia-a-dia está levando, além de tempero, uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório, xarope, vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência.

O jindungo faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser
evitado. O jindungo traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas.. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas
mostram justamente o oposto! A substância química que dá ao jindungo o seu carácter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.

No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. No jindungo, é a capsaicina. Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais
extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica húmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro,
enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado
pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool!

Quanto mais arder o jindungo, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes do jindungo (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente. Existem
cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina. Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que o jindungo, tanto do gênero piper
(pimenta-do-reino) como do capsicum (jindungo), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido
fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer.

Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de
consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que o jindungo não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão.

DOENÇAS QUE O JINDUNGO CURA E PREVINE

Baixa imunidade - O jindungo tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à aids com resultados promissores.

Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células
pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.

Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado tb à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.

Enxaqueca - Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.

Esquistossomose - A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do
tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.

Feridas abertas - É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada. Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a
prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de um pequeno jindungo por dia, como se fosse uma pílula. Hemorróidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com jindungo para uso tópico.

Infecções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.

Males do coração - O jindungo caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos.. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.

Obesidade - Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que o jindungo derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura
corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.

Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.

- Bom, né?.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ÁFRICA DO SUL - VIAGEM PELO MUNDO EM PORTUGUÊS

VAMOS CONTINUAR A PUBLICAR A VIAGEM À VOLTA DO MUNDO EM PORTUGUÊS, AGORA COM INFORMAÇÃO MAIS DETALHADA.

Uma Viagem pelo Mundo em Português


África do Sul - Portugal

Descoberta.

Os primeiros europeus a chegarem à África do Sul foram os portugueses (séc.XV). Ao longo dos séculos os seus barcos faziam aqui escala a caminho da Oriente (India, Macau, Timor, etc), mas também de Moçambique. Atestando a sua presença diversas Regiões e localidades continuam a possuir nomes portugueses (Cabo, Natal, etc). Esta presença continua ainda a ser muito significativa.

Século XVII. Antes da fundação de uma colónia, no século XVII, pelos holandeses, não podemos falar de emigração. A África do Sul era considerado um território português.

João de Souza é considerado o primeiro emigrante português da nova colónia. Era de origem judaica e no dia 5 de Agosto de 1696 foi baptizado numa igreja reformada holandesa da cidade do Cabo.

Século XX. Entre os emigrantes portugueses mais famosos, conta-se o poeta Fernando Pessoa, que viveu e estudou em Durban, onde possui aliás uma estátua.

A grande vaga de emigrantes deu-se a partir dos anos 50 do século XX, na sua maioria oriundos das ilhas da Madeira.
Após a Independência de Angola e Moçambique (1975), ocorreu uma segunda vaga, quando milhares de portugueses que haviam abandonado estes países se fixaram na África do Sul. Muitos acabam por identificados com a política racista do seu governo branco.

Com o fim do regime do "apartheid", em 1990, todos os brancos, incluindo os portugueses, passam a acusados de terem colaborado com as práticas racistas anteriores. Não tardou em ocorrer um aumento dos atentados e assassinatos de brancos. Até 2000 foram assassinados 20 portugueses. Esta comunidade ficou então alarmada com a escalada da violência. No dia 15 de Novembro de 2000, realiza uma marcha em Joanesburgo, contra a violência, acusando o Governo Sul Africano de nada fazer. Na altura o ministra da segurança, Steve Tshwete (entretanto falecido) acusa a comunidade portuguesa de ter colaborado com o regime do "Apartheid", e estar envolvida em "crimes" no país. No ano seguinte foram mortos 31 portugueses. Nos primeiros 6 meses de 2002 foram mortos 15. Não estamos perante qualquer perseguição de cariz racista a uma dada comunidade, mas de um aumento brutal e da criminalidade neste país, onde as clivagens sociais continuam a ser enormes.

Quantos emigrantes portugueses residem na África do Sul ? Os números continuam a ser muito diversos. Chegaram a ser 600 mil, actualmente serão perto de 500 mil, embora os dados consulares registem apenas 135 mil (dados de Julho 2002)

Carlos Fontes

A MORTE DE PEDRO OSÓRIO - FICA-NOS A SUA MÚSICA - CANTOS DA BABILÓNIA

CARTA A UM POLÍTICO


PARA CONHECIMENTO
(Identif. completa no email original
Manuel
Enviado: sábado, 7 de Janeiro de 2012 21:13
Assunto: Seremos néscios ou apenas v.Exa. ?

Exmo. Senhor Dr. Miguel Relvas

Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares

(não eleito nominalmente para Deputado)
Causa-me "nojo" em todos os sentidos do léxico português, inclusive LUTO, as suas intervenções nas estações de televisão, único media a que tenho acesso.
O Senhor entende que somos uns imbecis aceitando suas intervenções, demagógicas ou de ver o Sol através de peneiras?
Na sequência de seu 1ºMinistro é escandaloso incentivar os jovens licenciados, Mestres e Doutorados a emigrar, porque só demonstra a incapacidade do Governo saber ou ter interesse, capacidade de aproveitar esses jovens a desenvolver suas aptidões, reconhecidas internacionalmente, no nosso País.
Não emigrarei para um PALOP por idade e saúde, e cada vez mais desprezo os políticos como V.Exa. e outros profissionais do podre regime, que vivem de nossos impostos!
Seus filhos se os tem, estão a salvo? Ou também os aconselha a emigrar ?
Ou são boys da máquina partidária?
Nem cumprimentos merece, senhor Ministro... do Cidadão (sem filiação partidária)

PESSOAS POBRES E ASSUSTADAS SÃO MAIS FACILMENTE CONTROLADAS PELOS POLÍTICOS


http://xa.yimg.com/kq/groups/23198095/270201238/name/ATT001812

ESTAMOS CADA VEZ MAIS FARTOS DESTES EX-POLÍTICOS(?), DESTE GOVERNO E DESTE PAÍS!


FARTAR VILANAGEM....

VERGONHOSO!!!!!!!! A RAZÃO PORQUE continuamos a apertar o cinto... e a pagar.‏

Depois do que falou… afinal sempre há um preço para todos.

Digam-me, onde está a TROIKA???????????????

Catroga na EDP com salário milionário

Ex-braço-direito de Pedro Passos Coelho nas negociações com a troika ganhará uma remuneração de 639 mil euros. Um ordenado mensal superior a 45 mil euros, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros.

O "Correio da Manhã" escreve que Eduardo Catroga prepara-se para assumir um cargo com um salário milionário na EDP. Caso seja eleito presidente do Conselho Geral e de Supervisão da eléctrica portuguesa na assembleia geral de 20 de Fevereiro, como já foi proposto pelos accionistas, o ex-braço direito de Pedro Passos Coelho nas negociações com a troika terá uma remuneração de quase 639 mil euros, montante ganho pelo seu antecessor (António de Almeida) em 2010, segundo o relatório sobre o governo da sociedade.

Por mês, o ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva terá um ordenado superior a 45 mil euros, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros.

HUMOR EM TEMPO DE CRISE - O CORNETEIRO DE D. AFONSO HENRIQUES, O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL.


"O corneteiro do D. Afonso Henriques..."

Para quem não conhece a história do Corneteiro:
Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - tempo do nosso rei D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos.
(Saque - s. m. : Acto de saquear. Roubo público legitimado...).
Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as suas tropas tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro
desse o toque para "fim ao saque".
Mas,... fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se, antes de conseguir tocar o "fim ao saque".
E.... até hoje, ninguém voltou a tocar "fim ao saque"...
Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro....!!!
NÃO HAVERÁ POR AÍ NINGUÉM QUE CONHEÇA O TOQUE ???

A CRISE E O VÍCIO DE FUMAR

ai a crise!...
Quando o maço de cigarros custar mais que 10 Euros:

BENFICA - ESTÁDIO DA LUZ


Dias antes do jogo entre Benfica e Sporting (1-0), a Coca-Cola decidiu pôr à prova a honestidade dos adeptos. No estádio da Luz, perto das bilheteiras, foi deixada uma carteira no chão com um cartão de sócio do Sporting e um bilhete para o dérbi do passado sábado. O objetivo era perceber se as pessoas iriam devolver a carteira ou ficar com ela.

95% das pessoas devolveram a carteira, atitude que foi filmada por várias câmaras ocultas. Para recompensar a honestidade daqueles que não se deixaram tentar, a Coca-Cola ofereceu um bilhete para o jogo.

No sábado, antes do apito inicial, o vídeo foi exibido nos ecrãs gigantes do estádio da Luz, perante os aplausos de mais de 60 mil pessoas.
Numa altura em que os portugueses se preparam para enfrentar inúmeras medidas de austeridade, a Coca-Cola quis divulgar uma mensagem diferente:
"Há razões para acreditar num mundo melhor."



http://www.youtube.com/watch?v=xxFbpmDMD0E&feature=player_embedded


HOLANDA UM PAÍS PIRATA


A Holanda tornou-se num país pirata ao ser um meio offshore para empresas estrangeiras sem atividade comercial ou industrial na Holanda, mas apenas sede virtual. Essas empresas, geralmente SGPS, sociedade de gestão de participações, pagam uma ninharia de IRC e os seus administradores muito pouco IRS. Contudo, ao contrário do que mentiu hoje na TSF o Sr. Van Zeller, cujo apelido holandês deveria permitir saber os impostos que os holandeses pagam, na Holanda o IRC é de 25% e o IRS máximo é de 52% e existe uma taxa muito elevado de ocupação de terreno por metro quadrado. Os agricultores e todas as empresas e particulares pagam a taxa do terreno e um Imposto sobre imóveis ou instalações industriais. O imposto ou taxa por m2 é mais de 1.000 vezes superior ao imposto que pagam ou nem pagam os portugueses sobre terrenos e prédios rústicos. Por isso, a Holanda tem uma agricultura muito desenvolvida porque ninguém pode ter terrenos abandonados como sucede em Portugal. Os herdeiros de um terreno agrícola ou cultivam ou vendem-no. Mas, para as empresas com sede virtual na Holanda, geralmente apenas instalada num computador de uma empresa de contabilidade e fiscalidade, o IRC é extremamente baixo, tal como é o IRS do administrador virtual que não necessita de residir na Holanda nem sequer lá ter ido. Portugal não podia alinhar com a Alemanha, França e quase todos os outros países europeus no protesto contra esta pirataria porque tinha o Offshore da Madeira, onde o IRC das empresas lá instaladas praticamente não era nada. Recordemos que a gigantesca Swatch que hoje tem quase toda a indústria relojoeira suíça tinha a sede no offshore madeirense. O Alexandre Soares dos Santos tinha um salário de mais de um milhão de euros anuais, pelo que metade ia para o Estado e recebia dividendos ou lucros da sua SGPS portuguesa que passaram a ser recebidos na Holanda com um imposto muito baixo, mas se quiser instalar um supermercado na Holanda vai pagar um imposto muito superior por causa da taxa sobre metro quadrado e o mesmo IRC e se receber salário paga mais que em Portugal. É fantástico como muita gente aceita em Portugal que 17 empresas do PSI 20 tenham sede na Holanda sem que Portugal pudesse tomar medidas retaliatórias por causa do Alberto João Jardim que queria manter o offshore na Madeira. Agora que offshore da Madeira acabou tudo é possível e espero que o Coelho e o Gaspar nas reuniões europeias proponham o fim do roubo holandês a Portugal e explique que não interessa estar a UE, o BCE e FMI a ajudarem Portugal para que sejamos ROUBADOS pelos Holandeses. E não é este o único roubo que a Holanda faz. Quase todas mercadorias chinesas que se vendem em Portugal são importadas através da Holanda e pagam lá os direitos aduaneiros, não podendo Portugal impor direitos a essas mercadorias. É mais um roubo que a Holanda faz a Portugal e a outros países da Europa. A mercadoria desembarcada em Roterdão deveria ser selada e vir à alfândega portuguesa para aí pagar os respetivos direitos ou taxas portuárias. A Holanda deixa passar tudo pelas suas alfândegas, mesmo produtos sujeitos a regras da UE e passam para a Europa sem as respeitar. Muitos produtos agrícolas como sementes e outros entram em Portugal via Holanda sem certificados fitossanitários e sem estarem abrangidos pelo registo e licenciamento da UE, coisa que não acontece nas alfândegas portuguesas em que a legislação comunitária é rigorosamente respeitada.

DUARTE LIMA: COMO FAZIA A LAVAGEM DE DINHEIRO

Gente pequena, tornada grande pela política.
Gente ambiciosa e sem escrúpulos.
Gente, com fome de gerações, que ao ver o prato a abarrotar, come até vomitar.
Gente sem classe, sem dignidade, sem moral, sem escrúpulos, nem vergonha na cara.
Esta é a gente que ocupa os mais altos cargos da Nação.
E assim, ficámos sem 13º e 14º e o que mais adiante se verá...
António Nunes de Abreu
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Mais um dos que se acolheram no PPD para, como diz o símbolo do partido, subir... subir...subirE se subiu...Mas... há mais, muitos mais! A história do "cavaquismo" e de todos os que gravitaram na sua órbita, está ainda por fazer!!!

Duarte Lima perdeu a liberdade. Está em preventiva no âmbito do caso BPN

O ex-deputado foi investigado em 1994 num processo que é um verdadeiro manual de branqueamento de dinheiro sujo.

A prática de lavagem de dinheiro há muito que não é estranha a Duarte Lima. Desde os anos 90 que o ex-líder parlamentar do PSD conhece, ao pormenor, as técnicas daquilo a que os juristas chamam "dissimulação de capitais", mas que é vulgarmente conhecido por branqueamento ou lavagem de dinheiro. Essa é a arte de fazer com que o dinheiro obtido de forma ilegal regresse aos circuitos financeiros e bancários com o estatuto de plena legalidade.

O processo às ordens do qual Duarte Lima está agora preso mostra algumas dessas formas de lavagem, mas já na primeira investigação de que foi alvo, nos anos noventa, é provado um apurado conhecimento dessa arte de esconder o dinheiro sujo. Nesse primeiro processo em que Lima foi constituído arguido, corria o ano de 1994 e o cavaquismo já agonizava, é descrito ao pormenor aquilo que hoje se pode considerar um pioneiro manual de técnicas de lavagem de dinheiro, como então alertava o inspector da PJ Carlos Pascoal, que assina o relatório final da investigação.

O caso estava centrado em suspeitas de corrupção relacionadas com as aquisições de apartamentos e de terrenos em Lisboa e Sintra (ver texto nestas páginas). O mais interessante, porém, foi o que a investigação mostrou em matéria de enriquecimento ilícito assente no tráfico de influências e correspondente branqueamento de dinheiro, tudo crimes não existentes no ordenamento jurídico português à época dos factos. Carlos Pascoal, hoje com 57 anos e reformado da PJ, que investigou este processo com o colega José Peneda e sob a direcção do magistrado do Ministério Público Luís Bonina, enumerou as técnicas de lavagem uma a uma.

DEPÓSITOS EM DINHEIRO
O relatório de Pascoal é claro em matéria de fluxos financeiros: "Em razão da análise bancária realizada pode concluir-se que foi detectada a aplicação de várias técnicas de dissimulação de capitais, envolvendo um conjunto de contas bancárias tituladas pelo arguido Duarte Lima, pela sua ex-esposa, ou por familiares de um ou de outro".

Essas técnicas consistiam em fazer entrar o dinheiro nas contas sob a forma de numerário, permitindo ocultar as proveniências e os motivos das realizações de pagamentos. "Entre 1992 e 1994 foram creditadas dessa forma, no conjunto das contas investigadas, verbas superiores a 750 mil contos" (3,75 milhões de euros).

CONTAS-FANTASMA
As contas directa ou indirectamente controladas por Duarte Lima nunca tinham saldos elevados. A técnica usada passava por fazer circular os valores de conta para conta até à utilização final do dinheiro em despesas ou aquisições. A maior parte dos créditos - numerário ou cheques - foi escoada por contas tituladas pelo próprio Duarte Lima.

Os investigadores dão um exemplo: uma conta do Banco Fonsecas & Burnay titulada por Fernando Henrique Nunes (ex-sogro de Lima) foi utilizada como ‘placa de passagem' de valores que acabaram em contas de Duarte Lima. Só no conjunto de contas em nome do ex-sogro e da ex-mulher, Alexina Bastos Nunes, foram transferidos para contas de Lima 474 mil contos.

A partir de Novembro de 1993, o mesmo procedimento manteve-se mas com mais titulares nas contas, designadamente duas sobrinhas do ex-deputado, Alda e Sandra Lima de Deus e alguns dos irmãos.

MOTA E ANF
Duarte Lima, apesar de estar em exclusividade de funções no Parlamento e de ter a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados, mantinha uma intensa e profícua relação com muitas empresas.

Na investigação são detectados dezenas de depósitos feitos pelos administradores da então Mota e Companhia para as contas controladas por Duarte Lima. A um ritmo mensal, Manuel António da Mota, fundador da empresa já falecido, e o seu filho, António Mota, actual patrão da Mota-Engil, pagaram perto de 150 mil contos a Duarte Lima entre 1991 e 1993.

Lima só em 1993 começou a emitir recibos verdes sobre uma pequena parte do dinheiro recebido, justificando no processo apenas dois pagamentos a título de prestações de serviços. Nessa fase em que começou a passar recibos verdes também começou a receber dinheiro por antecipação a serviços a prestar no futuro.

Nas declarações efectuadas aos investigadores, tanto António Mota como Manuela Mota, também administradora da empresa, justificaram os pagamentos de 1991, 1992 e parte de 1993 a título de aquisições de obras de arte feitas a Lima e ao ex-sogro. Disseram também que Lima era consultor para a área internacional, apontando concretamente Angola como um dos países em que Lima ajudava a construtora. O ex-deputado, porém, tinha a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados e nunca declarou ao Fisco estes rendimentos.

Tanto em relação à Mota e Companhia, como à Associação Nacional de Farmácias (ANF) - que pagou também milhares de contos a Lima e ainda as obras feitas num dos seus apartamentos de Lisboa -, o ex-líder parlamentar do PSD funcionou como um avençado no Parlamento.

De outras empresas, como a Altair Lda. e a Portline S.A., Duarte Lima recebeu dinheiro a título de "despesas confidenciais" e "saídas de caixa".

VÍCIO DAS ANTIGUIDADES
Um dado essencial da ocultação de dinheiro detectada nesta investigação foi o da aquisição de antiguidades e obras de arte. "Tudo aponta no sentido de ser um coleccionador, visto que raramente procederá a vendas", escreve o inspector Carlos Pascoal. São registadas nas perícias financeiras algumas transacções. Só a três comerciantes de arte Lima comprou 250 mil contos em antiguidades e peças num curto espaço de tempo.

Também aqui a lei era favorável a Duarte Lima: "As dificuldades de controlo das actividades de transacções deste tipo de objectos e consequente possível utilização como técnica de dissimulação de capitais são reconhecidas no preâmbulo do decreto-lei 325-95 (branqueamento de capitais), designadamente mencionando a não sujeição de tais actividades a regras específicas e a inexistência de uma autoridade de supervisão", alertam os investigadores. A criminalização do branqueamento e do tráfico de influências só ocorrem depois de Outubro de 1995, quando o Governo já é do PS e liderado por António Guterres. A bancada do PSD chefiada por Duarte Lima várias vezes recusou criminalizar este tipo de crimes.

PARAÍSOS FISCAIS
A abertura de contas na Suíça e a utilização de paraísos fiscais para branquear dinheiro são hoje expedientes vulgares. À época, porém, o seu conhecimento em casos concretos era raro. Com um segredo bancário inexpugnável, a Suíça era um paraíso para ocultar capitais. Duarte Lima tinha contas no Swiss Bank Corporation, em Basileia, e daí transferiu dinheiro para a Cosmatic Properties, Ltd., uma empresa offshore que utilizou para várias aquisições.

As autoridades suíças, porém, nunca forneceram os elementos bancários pretendidos pela investigação portuguesa porque Duarte Lima e a ex-mulher se opuseram a que tal acontecesse, impedindo judicialmente que a carta rogatória expedida pelas autoridades portuguesas fosse cumprida.

TESTAS-DE-FERRO
Os ganhos na bolsa foram a grande justificação de Duarte Lima para uma parte do património. Declarou ter ganho 60 mil contos, mas foram detectados investimentos feitos em seu nome mas formalmente pertencentes a outras pessoas. Em dois dos casos detectados tratava-se de empresas de construção civil: a Severo de Carvalho, a que Lima tinha grande ligação, e a Sociedade de Construções Translande.

Foram descobertas contas co-tituladas por Lima e algumas dessas pessoas ou empresas, mas tinham um movimento quase nulo. Pelo contrário, os investimentos mais significativos na bolsa corriam exclusivamente por contas do ex-deputado.

UM ESTRANHO MILHÃO
A diferença entre os valores declarados ao Fisco e o movimentado nas contas é esmagadora e mostra um enriquecimento que Duarte Lima nunca conseguiu explicar. Os rendimentos declarados em sede de IRS, que não incluíram os movimentos de bolsa por não se encontrarem sujeitos a tributação, totalizaram 182 mil contos, entre 1987 e 1995. Mas o dinheiro movimentado nas contas tituladas por Lima apenas entre 1986 e 1994 é superior a um milhão de contos.

Não há como registar as palavras dos próprios investigadores: "O total de depósitos realizados nas contas tituladas pelo arguido Duarte Lima, entre 1986 e 1994, ultrapassou um milhão de contos, atingindo nos anos de 1992 a 1994 os 640 mil contos". Tudo claro, numa investigação que não teve escutas telefónicas nem buscas a casa do arguido.

DE POBRE A BARÃO CAVAQUSITA (ASCENSÃO E QUEDA DE UM MENINO DE CORO DESLUMBRADO COM O PODER)
É o primeiro registo oficial do deputado Domingos Duarte Lima na Assembleia da República: III [1983-05-31 a 1985-11-03] - Círculo Eleitoral: Bragança - Grupo Parlamentar: PSD. Em Maio de 1983, quando se estreia no seu lugar no hemiciclo de S. Bento, Duarte Lima ainda não tinha completado os 28 anos. Haveria de os celebrar seis meses mais tarde, em Novembro. Mas a sua vida política não começa no Parlamento: dois anos antes, em 1981, inicia actividade na capital como assessor político e de imprensa do ministro da Administração Interna, Ângelo Correia.

Nunca mais haveria de parar no seu caminho para o poder e para a fortuna, este rapaz nascido na Régua, em 1955, mas que viveu em Miranda do Douro até 1974. Foi primeiro deputado à Assembleia da República por Bragança de 1983 a 1995 - durante a III, IV, V e VI legislaturas. Depois promovido nas estruturas do partido fundado por Francisco Sá Carneiro, entrou nas listas por Lisboa, de 1999 a 2002, na VIII Legislatura. Voltaria novamente a concorrer por Bragança, de 2005 a 2009, na X Legislatura.

A carreira meteórica de deputado coincidiu com uma ascensão política fulminante. Foi o todo-poderoso vice--presidente da Comissão Política Nacional do PSD entre 1989 e 1991, presidindo ao respectivo grupo parlamentar, de 1991 a 1994, durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva. Com acesso a todos os gabinetes de ministros e secretários de Estado, é um nome mágico para empresários e particulares sequiosos de influência e proveitos. Vêm então os escândalos e cai em desgraça. Primeiro um construtor civil de Mogadouro envia-lhe um fax para o Parlamento a pedir um "jeito" num concurso de obras. Depois, o semanário ‘O Independente' conta a história da casa de Nafarros.

Sucede-lhe José Pacheco Pereira, que tinha sido seu ‘vice', e Lima inicia uma travessia do deserto. Perito em súbitas reviravoltas, porém, já em 1998 e com os socialistas no poder, vence Pedro Passos Coelho e Pacheco Pereira nas eleições para a Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, que dirigiu até 2000, deixando o lugar para aquela que seria a futura líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite. Lima terá gasto milhares de contos em regularização de quotas e inscrição de novos militantes, grande parte deles recrutados em bairros sociais.

POBRE E PROVINCIANO
Licenciado em Direito pela Universidade Católica, mas advogado mais de título do que de exercício, Duarte Lima ocupou muitos outros cargos, sempre numa vida faustosa, que foi justificando como podia, ou conseguia. Na lista oficial que apresentou ao Parlamento consta a sua condição de "membro da delegação portuguesa à Assembleia da NATO", mas também a ocupação de "docente universitário". Refere-se ainda ter sido condecorado com a Ordem do Mérito, atribuída pelo presidente da República de Itália.

Segundo reza a história da sua origem humilde, quinto filho numa família de nove irmãos e órfão de pai aos 11 anos, ajudava a mãe, Maria de Jesus, a vender peixe em Miranda do Douro. O pai, Adérito Lima, fora funcionário da companhia eléctrica nacional até morrer de cancro.

Quando entrou para a Universidade Católica, com uma bolsa que o livrou de pagar propinas, era olhado de lado e com indisfarçável estranheza pelos colegas. Pobre e provinciano, não se vestia como os outros. A mais tarde famosa jornalista Margarida Marante terá sido a única que lhe prestou alguma atenção. Tornou-se sua amiga. Duarte Lima oferecia-lhe alheiras feitas pela mãe. Margarida apresentava-lhe amigos, sobretudo na área do PSD. Músico predestinado desde a infância, em 1980 era maestro do coro da Católica. Pedro Santana Lopes e Pacheco Pereira assistiram a alguns dos seus concertos de órgão.

Licenciou-se tarde, com 31 anos e 14 valores, como tarde tinha entrado na universidade, depois de frequentar o Liceu D. Pedro V, onde terminou o secundário com 19 valores. O estágio de advocacia foi feito no escritório do socialista José Lamego, que seria mais tarde secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de António Guterres e então era casado com Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República.

Em finais de 1998, depois de muitos dos escândalos conhecidos nos jornais, foi atingido por uma leucemia em estado avançado, recebendo um transplante de medula, amplamente noticiado. Já curado, funda a Associação Portuguesa Contra a Leucemia, que iria criar o banco nacional de dadores de medula. Muitos médicos e dirigentes da associação sublinham a importância da exposição pública que Duarte Lima deu à doença e o papel que desempenhou.

O CONVIDADO SÓCRATES

Casou a 18 de Novembro de 1982 com Alexina Bastos Nunes, em Fátima, numa cerimónia religiosa realizada pelo bispo de Bragança, D. António José Rafael. Desta união iria resultar o único filho de Domingos Duarte Lima, Pedro Miguel. Numa relação que viria a constar dos processos de investigação da PJ, divorciou-se de Alexina em 1995, casando mais tarde, em 2000, com Paula Gonçalves. Desde que Duarte Lima se terá envolvido com a brasileira Marlete Oliveira, a sua provisória secretária que entretanto já regressou ao Brasil , o casal só partilhava o mesmo apartamento.

Com 56 anos, Duarte Lima - Domingos, para os amigos - é um homem rico e poderoso. Na luxuosa casa da av. Visconde Valmor, no centro de Lisboa, ofereceu jantares feitos pelo célebre chef Luís Suspiro. Constam das memórias dos convidados as antiguidades dispostas nos salões e as explicações excêntricas dos pratos que Suspiro vinha à sala apresentar. José Sócrates foi um dos comensais mais famosos.

O FILHO DE SEU PAI TORNOU-SE NUM TESTA-DE-FERRO
Quando Domingos Duarte Lima anunciou que estava gravemente doente, com uma leucemia, apareceram as primeiras imagens do filho, Pedro Lima, então com apenas 13 anos, uma criança. Quando o ex-líder parlamentar do PSD foi detido, o filho foi com ele, agora já com 26 anos, também arguido no mesmo processo.

Pedro Lima é suspeito de branqueamento de capitais, burla qualificada e fraude fiscal agravada, mas tudo indica estar de novo a dar a cara pelo pai. Lima, o filho, foi libertado e diz-se que não tem dinheiro para pagar a caução de 500 mil euros, ainda que seja sócio e administrador de cinco empresas.

Há quem acrescente que Lima, o pai, fez dele testa-de-ferro dos seus negócios. No dia do aniversário de Duarte Lima, Pedro lá estava como visita.

"O SEU ENRIQUECIMENTO MOSTRA A DEGRADAÇÃO DO REGIME" (Paulo Morais, professor universitário e dirigente da organização Transparência e Integridade)

Duarte Lima (DL) está preso. Mas mais do que o homem, o que está sob suspeição é o que ele simboliza e a classe política a que pertence.

Em primeiro lugar, porque DL foi o primeiro grande representante da promiscuidade excessiva entre a política e os negócios. Como tantos outros que se lhe seguiram, o então líder parlamentar do PSD acumulava o seu papel de representante do Povo e do Estado Português com as funções de consultor de grupos que faziam negócios com esse mesmo Estado, como o grupo Mota. Assessorava até entidades cuja actividade depende de despachos administrativos do Governo, como a Associação Nacional de Farmácias e outros. Quem servia então Duarte Lima? O Povo que o elegera ou as empresas que lhe pagavam?

Além do mais, DL esteve ligado a negócios com o banco que constitui o maior escândalo empresarial deste regime, o BPN. Consta ainda que, como todos os grandes vigaristas do regime, andou a comprar terrenos baratos, valorizando-os depois através da influência política nas câmaras e no Governo. Realizava assim fortunas com as vendas imobiliárias, mas também com os esquemas de financiamentos que hipervalorizavam as garantias.

Duarte Lima está preso. Mas os vícios de um regime que ele, melhor do que ninguém, representa continuam impunemente à solta. Toda a sua vida política e empresarial, todo o seu enriquecimento, são representativos do quanto este regime se degradou.

Artigo da Revista Grande Reportagem em Janeiro de 1993‏

"O regabofe já vem de longe. É ler este artigo da Revista Grande Reportagem de Janeiro de 1993, quando o Presidente era Mário Soares e o Primeiro Ministro, Cavaco Silva. Eu gosto de guardar estas revistas e revisitá-las de vez em quando, para que não nos esqueçamos de quem nos (des)governou e de quem nos levou ao descalabro."

SALAZAR E A ESCOLA TÉCNICA

Caríssimo,
A Culsete vai retomar ainda este mês as suas atividades de promoção do livro e da leitura.
Assim, já no próximo dia 14, sábado, pelas 16:00 h, apresentaremos o livro Salazar e a Escola Técnica, da autoria de Albérico Afonso, conhecido investigador e professor na ESE de Setúbal.
A obra será apresentada por Fernando Rosas.
O convite segue em anexo.
Tratando-se de uma sessão do maior interesse, já que o livro em questão resulta de uma investigação profunda sobre a génese e evolução do ensino técnico durante o Estado Novo, apresentando uma “nova perspetiva de análise”, contamos com a sua presença e agradecemos-lhe que difunda este convite junto dos seus amigos.
Então até sábado.
Manuel Medeiros
Livreiro