terça-feira, 8 de novembro de 2011
ELES QUEREM LEVAR A EUROPA PARA A GUERRA?
Eles querem levar a Europa para a guerra?
por PEDRO TADEU
Diário de Notícias
por PEDRO TADEU
Diário de Notícias
A Grécia demonstrou que um pequeno país pode liquidar, sozinho, o euro. A Itália entrou no vórtice financeiro provocado pela subida para níveis proibitivos dos juros do seu financiamento. A França anunciou mais um plano violento de cortes de despesa e aumento de impostos. E Merkel, a hesitante chanceler alemã, sujeitou-se a ouvir um ralhete, semelhante ao que costuma dar aos seus homólogos europeus, vindo do Presidente norte-americano, Barack Obama, farto da incapacidade europeia que ameaça a economia mundial.
E, agora, o dinheiro está a ser desviado. Da Grécia, quando começaram os rumores da possível saída do país da Zona Euro, mil milhões e meio de euros foram levantados dos bancos em apenas 48 horas. Nos bancos suíços estão já depositados 280 mil milhões em dinheiro grego.
Em Itália, o banco central estimou há dias que em Agosto e Setembro foram movimentados para fora do país mais de 80 mil milhões de euros.
Em Portugal sabe-se que este fenómeno também está a acontecer, mas ninguém assume um número sério para dimensionar esta grave fuga de capitais, nem ninguém toma uma medida para tentar impedi-la.
O FMI, que depois do ralhete de Obama a Merkel, na cimeira do G20, passará a liderar o processo de financiamento e fiscalização das medidas de austeridade - remetendo para papel secundário a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu -, já está a preparar uns primeiros 68 mil milhões para os fregueses que se seguem: a Itália e a nossa vizinha Espanha...
NEGOCIATAS
Negociatas apresentam: Goodbye, Laika
Goodbye, Laika, 2011
Um evento por Lúcia Prancha e Sara Nunes Fernandes. Musicado ao vivo pelos Yong Yong.
Um evento por Lúcia Prancha e Sara Nunes Fernandes. Musicado ao vivo pelos Yong Yong.
O viajante que transita entre os pontos A e B sofre, irremediavelmente, uma série de transformações. O viajante experiencia, de modo bruto, o fenómeno da tradução: transforma-se numa versão híbrida e descoordenada de si próprio. Ou desaparece, totalmente, escapando a qualquer formato de representação, apenas para se tornar numa versão espectral do original.
O QUE É UM FILHO?
Definição de filho, segundo José Saramago:
"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar os nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder?! Como? Não é nosso, recordam-se?! Foi apenas um empréstimo".
"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar os nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder?! Como? Não é nosso, recordam-se?! Foi apenas um empréstimo".
A COR DO AMOR
«Dans notre vie, comme sur la palette d'un artiste,
une seule couleur donne tout son sens à l'art et à la vie;
c'est la couleur de l'amour.»
Marc Chagall
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PELA SUA SAÚDE, DEIXE A CAMA POR FAZER!
Deixe a cama por fazer. Pela sua saúde!
Cama por fazer é melhor para a saúde.
Cientistas britânicos concluíram que deixar a cama por fazer é melhor e mais higiénico.
A investigação dos especialistas da Universidade de Kingston revelou que os ácaros que vivem nos colchões não conseguem sobreviver se a cama estiver desfeita.
Os investigadores acreditam que estes pequenos aracnídeos precisam de um ambiente quente e húmido para sobreviver, uma vez que retiram humidade da atmosfera que os rodeia.
«Deixar a cama por fazer durante o dia retira a humidade dos lençóis e do colchão, pelo que os ácaros ficam desidratados e morrem», adianta o responsável pela pesquisa, Stephen Pretlove.
Em média, uma cama alberga 1,5 milhões de ácaros, que têm menos de um milímetro de comprimento e se alimentam de partículas de pele humana morta.
Cama por fazer é melhor para a saúde.
Cientistas britânicos concluíram que deixar a cama por fazer é melhor e mais higiénico.
A investigação dos especialistas da Universidade de Kingston revelou que os ácaros que vivem nos colchões não conseguem sobreviver se a cama estiver desfeita.
Os investigadores acreditam que estes pequenos aracnídeos precisam de um ambiente quente e húmido para sobreviver, uma vez que retiram humidade da atmosfera que os rodeia.
«Deixar a cama por fazer durante o dia retira a humidade dos lençóis e do colchão, pelo que os ácaros ficam desidratados e morrem», adianta o responsável pela pesquisa, Stephen Pretlove.
Em média, uma cama alberga 1,5 milhões de ácaros, que têm menos de um milímetro de comprimento e se alimentam de partículas de pele humana morta.
VAMOS JULGAR OS PAIS DO MONSTRO? QUEM ESTARÁ DISPOSTO A ISSO?
O pai do monstro
Público • Sábado 22 Outubro 2011
Vasco Pulido Valente
Público • Sábado 22 Outubro 2011
Vasco Pulido Valente
Em meados deste mês, Pedro Passos Coelho, num acesso incompreensível, sugeriu que se Investigasse
quem "estava na origem" de "encargos" para sociedade portuguesa que obviamente se não podiam sustentar e defendeu a responsabilização dos culpados.
Duarte Marques, da JSD, discutiu, muito a sério, a possibilidade de pôr uma acção judicial aos
membros do Governo de Sócrates.
Mesmo Nuno Magalhães, do CDS, resolveu exprimir a cordata opinião de que "os responsáveis" pela
dívida não deviam "ficar impunes" (deviam ir para a cadeia?). E Luís Filipe Menezes, como sempre,
ajudou à festa, acusando Vítor Constâncio de não ter fiscalizado o BPN. Depois disto, a conversa
continuou por aqui e por ali entre pessoas que se acham depositárias da virtude e andam agora à procura de um bode expiatório.
Não ocorreu a nenhum destes santinhos que se julgassem o Governo de Sócrates, não havia
qualquer razão para não julgarem também o Governo de Barroso, o de Guterres (quem se lembra
hoje dele?) e, com certeza, o de Cavaco. Em boa lógica, não escaparia ninguém desde o "25 de
Abril". Esse magnífico processo seria o verdadeiro processo do regime, como não se fez nem
para a República, nem para a Ditadura. Mas, felizmente, basta Cavaco para exemplificar. Em
2000, se não me engano, o dr. Cavaco publicou no Expresso um artigo explosivo com o título de O
Monstro. Esse artigo, como o nome indica, era um longo requisitório contra o crescimento do Estado, da despesa e do défice, que assustou e consolou muita gente. E em que o professor, de resto, insistiu numa conferência posterior, em que declarou taxativamente a pura impossibilidade de "dominar o
monstro sem dor".
Tudo bem? Tudo mal. Em 2005, Miguel Cadilhe acusou Cavaco de ser o principal culpado pelo
aumento da "massa salarial da função pública", que já representava naquela altura 15por cento do PIB. Pior ainda, Cadilhe denunciou Cavaco como o inspirador "directo" do monstro e seu "pai" quase exclusivo. Como se vê, Pedro Passos Coelho escusa de se cansar na sua simpática procura da "origem" e dos "culpados" da crise. Basta que se meta no carro e pergunte em Belém pelo sr. Presidente da República, se ele não andar ocupado a tratar do monstro, com quem na aparência se reconciliou. Afinal de contas, por feio e repugnante que pareça, o monstro é filho dele. Muito.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO TAMBWE-A UNHA DO LEÃO
É JÁ NA PRÓXIMA 6ª-FEIRA, DIA 11 - 21H30
NA LIVRARIA LER DEVAGAR - LX FACTORY - LISBOA
NA LIVRARIA LER DEVAGAR - LX FACTORY - LISBOA
ILUSTRAÇÃO DO CAPÍTULO 7 (ALDEIA DOS HOMENS MÁGICOS)
TAMBWE-A UNHA DO LEÃO
UM
ROMANCE
DE
ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO
EDIÇÃO GRADIVA
A CONSTITUCIONALIDADE INCONSTITUCIONAL
Redução de vencimentos: um texto lúcido do Prof. Luis Menezes Leitão, da Faculdade de Direito de Lisboa.
Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite.
É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas.
É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos.
Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não daConstituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.
É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa. No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos “importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal”. Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas […) derrubou o regime fascista".
Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.
Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará".
Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.
ANGOLA - VEJA AS MELHORES FOTOS DO PAÍS
O melhor lote de fotografias de Angola. Vale a pena passar 1 hora no mínimo a desfrutar este site.
Fotos de Angola
Belas fotos de ANGOLA e resto do País. Se clicarem em cima da 1ª foto aparece a informação da mesma, mas se olharem bem o site na parte esquerda e direita em baixo tem indicações precisas para se ver com
qualidade. BOA VIAGEM
É SÓ CLICAR NO SITE EM BAIXO
http://www.flickr.com/groups/93916151@N00/pool/show/with/2190547630/
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PARA QUEM NÃO SABE...CIDADE DE CEUTA EM TERRITÓRIO MARROQUINO
ESTÁ É A BANDEIRA DA CIDADE DE CEUTA.
ADMIRADO?
MANTÉM OS SÍMBOLOS DO TEMPO EM QUE FOI UMA CIDADE PORTUGUESA, HOJE SOB OCUPAÇÃO ESPANHOLA.
UMA VIAGEM PELO MUNDO EM PORTUGUÊS - LUSOTOPIA
Uma Viagem pelo Mundo em Português
Milhões de portugueses (exploradores, marinheiros ou simples emigrantes) ao longo dos séculos tem percorrido o mundo, estabelecendo-se nos seus lugares mais recônditos. Descubra um pouco desta história fantástica de um povo que fez do mundo a sua pátria de eleição.
Carlos Fontes
Holanda
Milhões de portugueses (exploradores, marinheiros ou simples emigrantes) ao longo dos séculos tem percorrido o mundo, estabelecendo-se nos seus lugares mais recônditos. Descubra um pouco desta história fantástica de um povo que fez do mundo a sua pátria de eleição.
Carlos Fontes
Geórgia
Os portugueses chegaram no século XVII à Geórgia, através da Irão (Pérsia). Trata-se de uma das muitas explorações terrestres que fizeram ao longo dos séculos nos vários continentes. A expedição à Geórgia surge em 1613, quando tem conhecimento que o Xá Abbas da Pérsia havia invadido e arrasado este país, tendo trazido para Xiraz, entre outros reféns a Rainha Ketevan. Os portugueses que estavam implantados nesta cidade persa, não apenas deram apoio à rainha, mas a todos os georgianos ali deportados. Após a morte da rainha (1624) às mãos dos muçulmanos, desenvolveram uma vasta acção junto do Vaticano para a sua canonização.
Após várias tentativas falhadas, em 1628, Ambrósio dos Santos e Pedro dos Santos, da Ordem dos Agostinhos, conseguem finalmente atingir a Arménia. Em Etchmiadzine obtém autorização para construirem em Gori, um convento e duas residências. Devido ao seu enorme isolamento, falta de linhas de apoio e aos ataques dos muçulmanos, esta comunidade implantada no coração da Geórgia, acabou por ser abandonada (1649).
Recorde-se que foi em Gori que nasceu o ditador Estaline (Joseph Stalin,1879-1953).
Gabão
Os portugueses foram os primeiros europeus a chegarem ao Gabão em 1470. Deram-lhe o nome de "gabão", pois o estuário na foz do Rio Komo, parecia-se com a forma de um casaco a que chamavam Gabão. A região foi disputada aos portugueses, no século XVII pelos holandeses, ingleses e franceses que acabaram por a dominar. A presença portuguesa nunca desapareceu da região, o que está bem patente no facto de uma parte muito significativa da população ter ainda apelidos portugueses. Muitas palavras portuguesas fazem parte das línguas locais.
No final dos anos 90 do século XX, as relações entre os dois países foram reforçadas através de vários acordos de cooperação. Em Julho de 2006, três dezenas de fuzileiros portugueses, foram enviados para o Gabão, onde ficaram estacionados em Port- Gentil, no ambito de uma operação internacional na R.D.do Congo (ex-Zaire).
Gana (Costa do Ouro)
Os portugueses chegaram ao Gana no século XV, onde fundaram a Fortaleza de São Jorge da Mina, uma das mais importantes fortalezas portuguesas em África.
A Mina foi no século XV um lugar quase mítica pelo ouro que nela se podia obter. Está também ligada à presunção de Portugal de manter zonas do Mar fechadas aos estrangeiros, protegendo-a com poderosas armadas. Muitas guerras foram travadas para defender a Mina, cuj importância diminuiu depois da descoberta da América em 1492 por Colombo. Um navegador (português) que ao serviço de D. João II também andou na defesa desta rota.
Sítios classificados pela UNESCO: Fortes e Castelos, Volta, Grande Acra, Regiões Central e Ocidental: http://whc.unesco.org/sites/fr/34.htm
Gambia
Um território encravado no Senegal, e que se extende ao longo do Rio Gambia. Os portugueses chegaram à Gambia em meados dos século XV, tendo aqui estabelecido uma importante rota de comércio com o Império do Mali. Após a ocupação de Portugal pela Espanha (1580-1640), D. António Prior do Crato, como contrapartida pelo apoio da Inglaterra à resistência portuguesa vendeu, em 1588, a exclusividade do comércio no Rio Gambia aos ingleses. A presença portuguesa continuou a manter-se nesta região.
Sítios classificados pela UNESCO: Ilhas James e sítios relacionados: http://whc.unesco.org/sites/fr/761rev.htm
Goa, Damão e Diu (Índia)
Estes territórios integrados na União Indiana, em 1961, foram desde o século XVI três locais fundamentais na ligação entre o Oriente e o Ocidente. Mais
Guiné-Bissau
Uma história comum com mais de cinco séculos
Guiné-Conacri
A presença de portugueses nesta região data da 1ª. metade do século XV. A partir do século XVII começam a chegar os holandeses e depois os franceses, constituindo-se no século XIX numa colónia da França. A Guiné-Conacri tornou-se independente em 1958, entrando nos anos 60 para a órbita da antiga União Soviética. Em poucos anos tornou-e num dos regimes mais sanguinários de África.
Durante a Guerra Colonial (1961-1974) ocorreu na Guiné-Conacri aquela que foi a última das acções militares agressivas de Portugal num país estrangeiro. A ‘Operação Mar Verde’ foi desencadeada no dia 20 de Novembro de 1970, contra a Guiné-Conacri, onde o PAIGC tinha as suas principais bases de guerrilha. A missão comandada por Alpoim Galvão consistia em Amílcar Cabral (Dirigente do PAIGC), assassinar o presidente Sekou Touré e substituir o governo por um outro amigo de Portugal, aniquilando a Guarda Republicana de Conacri e libertar 22 militares portugueses da cadeia de La Montaigne. Os prisioneiros portugueses foram libertados, o palácio presidêncial tomado, a maior parte da Força Aérea foi destruída, mas tudo o mais falhou. Sekou Touré não se encontrava no país. Amílcar Cabral não foi morto, embora tenha sido traído e assassinado três anos depois, justamente na cidade de Conacri, por membros do seu próprio partido (20/01/1973).
Esta acção provocou um enorme protesto internacional. A missão começou a ser planeada em fins de 1969 e contou com o apoio de dissidentes da Guiné-Conacry (ligados aos serviços secretos franceses).
Ao contrário do que seria de esperar, após a Independência da Guiné-Bissau, em 1975, os conflitos com a Guiné-Conacri não tem parado.
Guiana (Inglesa)
A presença portuguesa surge logo no século XVI. Em 1596 aí se estabelece uma importante comunidade de judeus. Em 1835 o número de portugueses rondava os 30 mil, estando presentes em todas as esferas económicas e sociais.
Guiana Francesa
A presença francesa foi sempre diminuta nos trópicos. Esta região era por isso alvo de uma intensa disputa entre portugueses e franceses, tendo os primeiros ocupado esta colónia no inicio do século XIX.
Grécia
As comunidades portuguesas judaicas espalharam-se a partir do século XVI por todo o mundo, procurando manter sempre vivas as suas origens. Fugindo à Inquisição, o judeu português José Nassi ( Joseph Nasi) estabeleceu-se no Império Otomano, onde acabou por ser nomeado Duque da Ilha de Naxos, no Mar Egeu.
Na cidade de Salónica, antes da II Guerra Mundial existia aqui uma importante comunidade portuguesa que foi praticamente dizimada após invasão alemã. Mais
Guatemala
A conquista de toda região da Guatemala está liga a um português - João Rodrigues Cabrilho. Este capitão muito experimentado nas coisas do mar, após ter estado em acções em Cuba (1510/11), México e com Pedro Alvarado na conquista Honduras, Guatemala e San Salvador (1523-1535). Acabou por fixar residência na cidade de Santiago dos Cavaleiros de Guatemala (1524), onde recebeu inumeros privilégios de Alvarado. Foi então nomeado almirante da armada que tinha como objectivo alcançar a China e as Molucas navegando para Ocidente. Entre 1538 e 1543 comandou uma expedição que explorou a costa leste do EUA.
Pedro de Alvarado, na cidade de Gautemala, em 1532, escreveu a Carlos V, uma carta afirmando que havia dois anos que fora contactado por dois pilotos portugueses, os quais lhe propuseram ir conquistar o «Império Pirú». Os portugueses guiavam desta forma os espanhóis na conquista da América. Ainda em 1532, partiu desta cidade uma expedição para a conquista do Peru, sob o comando de Sebastián de Belalcázar, um piloto português chamado João Fernandes. Este piloto participou na conquista de Tumbes e de Cajamarca, com Pizarro. Noutra expedição com Pedro Alvarado (1534) foi à costa do Equador, tendo subido até Quito.
Gibraltar (colónia inglesa ).
Gibraltar foi ocupado em 1703 pelos ingleses, e sendo-lhes cedido dez anos depois pela Espanha.
A presença de portugueses neste território data pelo menos do iníciodo século XV, quando se tornou num porto de escala e reabastecimento de Ceuta, conquistada em 1415 por Portugal. No século XVI e XVII muitos judeus portugueses refugiaram-se em Gibraltar devido às perseguições religiosas. Quando a Grã-Bretanha ocupa Gibraltar as comunicações com Portugal tornaram-se mais fáceis.
A ocupação inglesa de Gibraltar foi apoiada por Portugal, pois dava-lhes maiores garantias de acesso ao Mediterrâneo, assim como no combate à entrada no Altântico de piratas muçulmanos da Argélia e Tunísia, um problema que se arrastou até finais do século XVIII. Não admira que na segunda metade deste século, a marinha portuguesa tenha realizado continuas acções militares de protecção do estreito de Gibraltar, uma acção que a Espanha se mostrava incapaz de realizar.
No início do século XIX, centenas de familias de judeus portugueses que se haviam refugiado em Gibraltar e em Marrocos começam a regressar a Portugal, constituindo importantes comunidades em Faro, Lisboa e no arquipélago dos Açores. Muitos dos que chegam de Gibraltar entraram em Portugal com passaportes ingleses, o que lhes permitiu uma maior protecção.
Os portugueses não compreendem a reclamação de Gibraltar pelos espanhóis, quando hostensivamente ignoram as suas justas reclamações sobre Olivença, usurpada em 1801 pela Espanha. Mais
Gronelândia (Groenlândia ou Groelândia)
Desde finais do século XV que os portugueses frequentam as costas da Gronelândia, nomeadamente na pesca do bacalhau.
Durante a 2ª. Guerra Mundial, Portugal e a Gronelândia (colónia Dinamarquesa) passa a fazer parte de um eixo de defesa Atlântica que protegeu os EUA. Na sequência desta acção será criada em 1949 a Nato.
Holanda
No século XVI, milhares portugueses judeus, refugiam-se na região da actual Holanda, criando aí uma importante comunidade. A luta destes portugueses contra do domínio de Portugal pela Espanha, entre 1580 e 1640, acabou por facilitar a expansão dos países baixos pelas rotas marítimas abertas por Portugal, mas também por dificultar a expansão do cristianismo no Oriente abrindo deste modo espaço ao islamismo. Mais
Havai (EUA)
As ilhas Hawai, situadas em pleno Oceano Pacífico, foram descobertas no século XVI por um português ao serviço de Espanha. A presença de portugueses só começa a notar-se a partir da segunda metade do século XIX, quando aí se começaram fixar portugueses oriundos da Madeira (marinheiros desertores dos barcos baleiros). Eram 395 em 1872. Em 1880, o Hawai contava já com 813 açorianos, 540 madeirenses, 120 cabo-verdianos e 120 crianças filhas de portugueses. Entre 1907-1910 começa uma enorme vaga emigratória. Em 1910 contavam-se já 22.294 portugueses no Hawai.
Em 1930 atingiam os 27.588 e desempenhavam as mais diversas actividades económicas e sociais. Em 1940 seriam mais de 35 mil, estando profundamente enraizados na vida das ilhas e com uma enorme influencia na cultura local. Os nomes Rebelos, Perestrelos, Vieiros, Câmaras, Bettencourts, Silvas, Pracanas, Soares, Cardosos, Freitas, Lomelinos continuam a ser muito comuns. O cavaquinho português (o ukulele), foi aqui promovido a instrumento musical nacional. Esta influência estende-se desde a arquitectura, à culinária até à religião, onde se continuam a realizar as célebres festas do Espírito Santo. Em Honolulu existem três "Impérios".
Em 1930 atingiam os 27.588 e desempenhavam as mais diversas actividades económicas e sociais. Em 1940 seriam mais de 35 mil, estando profundamente enraizados na vida das ilhas e com uma enorme influencia na cultura local. Os nomes Rebelos, Perestrelos, Vieiros, Câmaras, Bettencourts, Silvas, Pracanas, Soares, Cardosos, Freitas, Lomelinos continuam a ser muito comuns. O cavaquinho português (o ukulele), foi aqui promovido a instrumento musical nacional. Esta influência estende-se desde a arquitectura, à culinária até à religião, onde se continuam a realizar as célebres festas do Espírito Santo. Em Honolulu existem três "Impérios".
Haiti
Hungria
Camões, nos Lusíadas refere uma antiga lenda que afirmava a origem hungara do Conde D. Henrique, pai do primeiro rei de Portugal. Antes da própria Independência, aqui se estabeleceu o hungaro Martinho de Dume. O fundador do reino da Hungria - Estevão (9971038) - foi canonizado no século XII, tornando-se um santo muito popular em Portugal. Os contactos não terminam por aqui. No século XIV, a conhecida rainha Santa Isabel, mulher do rei D. Dinis, era sobrinha da rainha Isabel da Hungria, celebrizada também por milagres com rosas. Mais
Ilhas Fernão do Pó e Ano Bom (Guiné Equatorial )
Ao longo da história, sempre que Portugal manifestou problemas internos, os seus vizinhos ibéricos iniciaram desde logo a sua política de saque de uma parte dos seu território ou possessões ultramarinas. Na segunda metade do século XVIII, os espanhóis ocuparam-lhes as ilhas de Sacramento e de Santa Catarina (Brasil). Sem meios para suster estes saque, Portugal acaba por lhe ceder as Ilhas de Fernão do Pó (Bioko) e Ano Bom (Ilha Pagalu) em troca da devolução das citadas ilhas (1778, Tratado do Prado). Depois de Ceuta, a Espanha ficava desta forma com mais um pedaço de África que pertencera a Portugal.
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