quarta-feira, 2 de novembro de 2011

BÉLGICA - A VINGANÇA DO ANARQUISTA

BAKUNINE
ruitavares.net/blog

A vingança do anarquista

22 de Setembro de 2011


Se as pessoas sentem que dão — trabalho, estudo, impostos — e não recebem nada em troca, o governo está a trabalhar para a sua deslegitimação.

Aqui há tempos havia um enigma. Como podiam os mercados deixar a Bélgica em paz quando este país tinha um défice considerável, uma dívida pública maior do que a portuguesa e, ainda por cima, estava sem governo? Entretanto os mercados abocanharam a Irlanda e Portugal, deixaram a Itália em apuros, ameaçaram a Espanha e mostram-se capazes de rebaixar a França. E continuaram a não incomodar a Bélgica. Porquê? Bem, — como explica John Lanchester num artigo da última London Review of Books — a economia belga é das que mais cresceu na zona euro nos últimos tempos, sete vezes mais do que a economia alemã. E isto apesar de estar há dezasseis meses sem governo.

Ou melhor, corrijam essa frase. Não é “apesar” de estar sem governo. É graças — note-se, graças — a estar sem governo. Sem governo, nos tempos que correm, significa sem austeridade. Não há ninguém para implementar cortes na Bélgica, pois o governo de gestão não o pode fazer. Logo, o orçamento de há dois anos continua a aplicar-se automaticamente, o que dá uma almofada de ar à economia belga. Sem o choque contracionário que tem atacado as nossas economias da austeridade, a economia belga cresce de forma mais saudável, e ajudará a diminuir o défice e a pagar a dívida.

A Bélgica tornou-se assim num inesperado caso de estudo para a teoria anarquista. Começou por provar que era possível um país desenvolvido sobreviver sem governo. Agora sugere que é possível viver melhor sem ele.

Isto é mais do que uma curiosidade.

Vejamos a coisa sob outro prisma. Há quanto tempo não se ouve um governo ocidental — europeu ou norte-americano — dar uma boa notícia? Se olharmos para os últimos dez anos, os governos têm servido essencialmente para duas coisas: dizer-nos que devemos ter medo do terrorismo, na primeira metade da década; e, na segunda, dizer-nos que vão cortar nos apoios sociais.

Isto não foi sempre assim. A seguir à IIa. Guerra Mundial o governo dos EUA abriu as portas da Universidade a centenas de milhares de soldados — além de ter feito o Plano Marshall na Europa onde, nos anos 60, os governos inventaram o modelo social europeu. Até os governos portugueses, a seguir ao 25 de abril, levaram a cabo um processo de expansão social e inclusão política inédita no país.

No nosso século XXI isto acabou. Enquanto o Brasil fez os programas “Bolsa-Família” e “Fome Zero”, e a China investe em ciência e nas universidades mais do que todo o orçamento da UE, os nossos governos competem para ver quem é mais austero, e nem sequer pensam em ter uma visão mobilizadora para oferecer às suas populações.
                                                                                                                    
Ora, os governos não “oferecem” desenvolvimento às pessoas; os governos, no seu melhor, reorganizam e devolvem às pessoas a força que a sociedade já tem. Se as pessoas sentem que dão — trabalho, estudo, impostos — e não recebem nada em troca, o governo está a trabalhar para a sua deslegitimação.
                                                                
No fim do século XIX, isto foi também assim. As pessoas viam que o governo só tinha para lhes dar repressão ou austeridade. E olhavam para a indústria, e viam que os seus patrões só tinham para lhes dar austeridade e repressão. Os patrões e o governo tinham para lhes dar a mesma coisa, pois eram basicamente as mesmas pessoas. Não por acaso, foi a época áurea do anarquismo, um movimento que era socialista (contra os patrões) e libertário (contra o governo).

Estamos hoje numa situação semelhante. Nenhum boa ideia sai dos nossos governos. E as pessoas começam a perguntar-se para que servem eles.

A BATALHA DE WATERLOO


O dia seguinte
por Viriato Soromenho Marques (DIÁRIO DE NOTÍCIAS)

A 18 de Junho de 1815, na noite da vitória de Waterloo, o duque de Wellington percorreu o reduzido e enlameado campo de batalha, onde se acotovelavam os corpos de dezenas de milhares de homens, mortos, moribundos e gravemente feridos. Perante os lancinantes pedidos de socorro, em várias línguas europeias, o grande herói britânico terá dito estas sábias palavras: "Depois de uma derrota, a coisa mais triste que há é uma vitória" (Next to a battle lost, the saddest thing is a battle won).

O pânico regressou às bolsas. Foi breve a euforia causada pelos resultados da cimeira europeia de 26 de Outubro. O que parecia ser o anúncio de uma vitória da estratégia míope com que o directório germano-gaulês conduz os destinos da Zona Euro, acabou por se revelar ser essa coisa "ainda mais triste", uma derrota. Nada do que ficou decidido resistiu ao teste de contacto com algumas horas de realidade. A Grécia não ficou resignada com um perdão que a coloca permanentemente num limbo de indigência. Papandreou, com a coragem do desespero, anunciou um referendo para breve. Pela primeira vez nesta crise, o povo vai ter a palavra. A recapitalização dos bancos pune aqueles que apoiaram os Estados comprando dívida pública, e ameaça secar mais o crédito à economia. O "aumento" do FEEF não passa de uma mentira. Neste momento, este Fundo tem apenas 250 mil milhões de euros disponíveis, e o seu crescimento através de "alavancagem" faz lembrar a perigosa engenharia financeira que levou ao eclodir da bolha imobiliária em 2008. A subida vertiginosa dos juros da dívida italiana, mesmo suportada pelo BCE, mostra que o FEEF já não convence ninguém.

Este modelo de construção europeia caminha para o seu Waterloo. Não podemos permitir que as ideologias impeçam as políticas de serem calibradas pela dura realidade. Portugal tem de se preparar para o "Day After".

MAIS UMA COELHADA À MODA DE PASSOS


Mais uma coelhada à moda de Passos!

http://www.ionline.pt/opiniao/mais-uma-coelhada-moda-passos#.Tq6Py4qP2vY.email

SE RESULTAR DEEM O NOBEL A GASPAR

Nicolau Santos, Se resultar deem o Nobel a Gaspar (jornal Expresso)

NÃO se pode dizer que estejamos entregues aos bichos.

Estamos entregues a verdadeiros abutres.

"Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto?"


‘Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje.É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização da generalidade dos trabalhadores e quadros médios e superiores, públicos e privados, bem como dos reformados e pensionistas, que o ministro das Finanças espera que Portugal triunfe “como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo” no final do programa de ajustamento. Faz sentido?

Como é óbvio, só quem ensaia soluções asséticas e perfeitas em laboratório é que pode imaginar que esta história terá um final feliz. O mantra do ministro das Finanças (para conhecer o pensamento de Vítor Gaspar ler o excelente artigo que Pedro Lains publicou no “Jornal de Negócios” de 19 de outubro) é tornar-nos a pequena China da Europa, assente em salários baixíssimos, sem subsídio de férias nem de Natal, relações laborais precarizadas, horários de trabalho flexíveis e menos férias e feriados.

Mas Gaspar quer ir mais longe. E assim a draconiana consolidação orçamental só será eficaz se, como diz, for acompanhada por uma agenda de transformação estrutural da economia portuguesa, nomeadamente um amplo programa de privatizações. O que quer isto dizer?Quer dizer vender ao preço da chuva e ao estrangeiro tudo o que seja empresa pública lucrativa ou participações do Estado em empresas, mesmo que elas constituam monopólios naturais; e não deixar na posse do Estado nem um único centro de decisão. Outros dois componentes fundamentais desta agenda de transformação estrutural são a “flexibilização do mercado de trabalho” (que nos permitirá trabalhar com regras cada vez mais próximas dos chineses) e a reforma do sistema judicial (de que, até agora, ainda não tivemos nenhuma notícia).

O tatcherismo serôdio do ministro das Finanças afirma-se pelo preconceito contra tudo o que é público e pela fezada de que colocando-nos todos a pão e águaconseguiremos atingir os grandes equilíbrios macroeconómicos em 2014, partindo daí para uma fase de grande prosperidade. (…)

Dir-se-á: mas havia alternativa? Havia desde que se quisesse e lutasse por ela. O programa de ajustamento da Irlanda vai até 2015. Não se percebe porque o nosso não pode ser também estendido no tempo. O défice para 2011 já foi corrigido em alta pela troika. Porque é que não se luta para que também o de 2012 seja aumentado? Porque é que se quer impor esta insuportável dor social aos portugueses? E na questão do financiamento à economia, porque não se bate o Governo porque haja uma nova tranche (cerca de €20 mil a €30 mil milhões) para que o Governo pague às empresas públicas de transportes e estas aos bancos, que terão assim liquidez para financiar as pequenas e médias empresas?

Mas não. O que Gaspar quer é tornar a economia portuguesa competitiva através de uma violentíssima desvalorização por via salarial, pela maior recessão desde há 37 anos e por quebras do investimento e do consumo que não se verificam desde os anos 80.

Se isto der resultado, deem-lhe o Nobel.’



JOGO DA FORCA

JOGO DA FORCA
Para activar as células cinzentas nos períodos mortos de trabalho...

RICARDO ARAÚJO PEREIRA - PONTO DA SITUAÇÃO








Ponto da situação


Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagam impostos como no Norte da Europa; têm um nível de vida como no Norte de África. Como são um povo ao qual é difícil agradar, ainda se queixam. Sem razão, evidentemente.

A campanha eleitoral foi dominada por uma metáfora, digamos, dietética: o Estado era obeso e precisava de emagrecer. Chegava a ser difícil distinguir o tempo de antena do PSD de um anúncio da Herbalife. "Perca peso orçamental agora! Pergunte-me como!" O problema é que, ao que parece, um Estado gordo é caro, mas um Estado magro é caríssimo. Aqueles que acusavam o PSD de querer matar o Estado à fome enganaram-se. O PSD quer engordá-lo antes de o matar, como se faz com o porco. Ninguém compra um bácoro escanzelado, e quem se prepara para comprar o Estado também gosta mais de febra do que de osso.

Embora o nutricionismo financeiro seja difícil de compreender, parece-me que deixámos de ter um Estado obeso e passámos a ter um Estado bulímico. Pessoalmente, preferia o gordo. Comia bastante mas era bonacheirão e deixava-me o décimo terceiro mês (o atual décimo segundo mês e meio, ou os décimos terceiros quinze dias) em paz.

Enfim, será o preço a pagar por viver num país com 10 milhões de milionários. Talvez o leitor ainda não tenha reparado, mas este é um país de gente rica: cada português tem um banco e uma ilha. É certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, mas são nossos. Todos os contribuintes são proprietários do BPN e da Madeira. Tal como sucede com todos os banqueiros proprietários de ilhas, fizemos uma escolha: estes são luxos caros e difíceis de sustentar. Todos os meses, trabalhamos para sustentar o banco e a ilha, e depois gastamos o dinheiro que sobra em coisas supérfluas, como a comida, a renda e a eletricidade.

Felizmente, o governo ajuda-nos a gerir o salário com inteligência. Pedro Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa, mas era previsível. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor. Afinal, o orçamento gordo era o nosso. Agora está muito mais magro, elegante e saudável. Mais sobra para o banco e para a ilha.

Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor
Ler mais: http://aeiou.visao.pt/ponto-da-situacao=f622356#ixzz1cYownYyL

GRÉCIA...SERÁ ISTO VERDADE?

A SER VERDADE SERVE PARA REFLECTIR.

GRÉCIA: é dificil acreditar


Lê-se, por vezes, que os Gregos, coitadinhos, são um pobre povo periférico que está a sofrer as agruras de uma crise internacional aumentada às mãos da pérfida Merkel.

Já é tempo de sair desta superficialidade, de perceber que os Gregos têm culpas no cartório, que não foram sérios e que não o estão a ser.
Os Gregos levaram a lógica dos "direitos adquiridos" até à demência, até à falta de vergonha.
Contam-se factos inauditos.
Os exemplos desta falta de seriedade são imensos, a saber :

1 - Em 1930, um lago na Grécia secou, mas o Estado Social grego mantem o Instituto para a Protecção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários
dedicados à sua conservação.

2 - Na Grécia, as filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia, após a morte do mãe/pai-funcionário público.
Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo facto de serem filhas de funcionários públicos falecidos.
Há 40 mil mulheres neste registo que custam ao erário publico 550 milhoes de euros por ano.
Depois de um ano de caos, o governo grego ainda não acabou com isto completamente.
O que pretende é dar este subsidio só até fazerem 18 anos ...

3 - Num hospital público, existe um jardim com quatro (4) arbustos.
Ora, para cuidar desses arbustos o hospital contratou quarenta e cinco (45) jardineiros.

4 - Num acto de gestão muito "social" (para com o fornecedor), os hospitais gregos compram pace-makers quatrocentas vezes (400) mais caros do que aqueles que são adquiridos no SNS britânico.

5 - Existem seiscentas (600) profissões que podem pedir a reforma aos 50 anos (mulheres) e aos 55 (homens).
Porquê ?
Porque adquiriram estatuto de profissões de alto desgaste.
Dentro deste rol, temos cabeleireiras, apresentadores de TV, músicos de instrumentos de sopro ...

6 - Pagava-se 15º mês a toda a classe trabalhadora.

7 - As Pensões de Reforma de 4.500 funcionários, no montante de 16 milhões euros por ano, continuavam a ser depositadas, mesmo depois dos idosos falecerem, porque os familiares não davam baixa e não devia haver meios de se averiguar a inexactidão dessa atribuição.

8 - Chegava-se ao ponto de só se pagarem os prémios de alguns seguros quando fosse preciso usufruir deles !

9 - A Grécia é o País da União Europeia que mais gasta, em termos militares, em relação ao PIB (dados de 2009). O triplo de Portugal !

10 - Há viaturas oficiais da administração do Estado que têm 50 condutores.
Cada novo nomeado para um cargo nomeia três ou quatro condutores da sua confiança, mas como não são permitidos despedimentos na função pública os anteriores vão mantendo o salário.

Na Grécia, cerca de 90% da terra não tem cadastro.
Sabem o que significa isso ?
Significa que os proprietários não pagam impostos.

Quer dizer, os milhões da UE é que serviram, durante todos estes anos, para manter o nível de vida atingido dos gregos.
Não admira que já tenham estoirado 115 mil milhões e agora precisem de mais 108 mil milhões.

ISLÂNDIA - A PRISÃO DE RESPONSÁVEIS POLÍTICOS.

"Suspeitos de afundarem finanças islandesas detidos"

Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa.


Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.

Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.

A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.

Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.

A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.

Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita.


E cá em Portugal como é que vai  ser........... ????

A DÍVIDA DE GRATIDÃO DE CAVACO

"A Dívida de Gratidão?

Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara, (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universida...de Católica.
Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.
Como é natural, as faltas às aulas obviamente às aulas da Universidade Nova começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova,na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.
Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.
Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.
Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.
Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto...
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz,sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.
E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas gaffes , a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof.João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.
A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...

Maria Encarnação Gorgulho Santos"

A PROPÓSITO DO BEBÉ 7 BILIÕES


A propósito do bébé 7 biliões...


  • Qual o seu número na população mundial?



  • Qual o seu número na população mundial?

    A MELHOR DA SEMANA,...ATÉ VER!

    Para descontrair um pouco...
    Dizia hoje um amigo meu:

    "Estou numa situação financeira tão má, tão má, mas mesmo tão má, que se a minha mulher decidir ir-se embora com outro homem … terei de ir com eles!"

    segunda-feira, 31 de outubro de 2011

    TAMBWE, UM ROMANCE DO REALISMO FANTÁSTICO

    CONVITE AOS SEGUIDORES DESTE BLOGUE:

    LEIAM "TAMBWE - A UNHA DO LEÃO"

    E PROMOVAM-NO JUNTO DOS VOSSOS CONTACTOS E AMIGOS.

    FICO ANTECIPADAMENTE GRATO.

    António Oliveira e Castro


    (Além de o poderem comprar nas livrarias podem encomendá-lo directamente a mim em ammhoc@hotmail.com)


    ILUSTRAÇÃO DE NUNO DAVID - 5º CAPÍTULO (REVELAÇÕES DO INSPECTOR BASTOS) DO ROMANCE "TAMBWE-A UNHA DO LEÃO"

    TAMBWE - O NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO
    À VENDA NAS LIVRARIAS DESDE O DIA 23

    OU PEÇA DIRECTAMENTE em www.gradiva.pt À EDITORA GRADIVA


    NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO COM ILUSTRAÇÕES DE NUNO DAVID - Um livro de leitura compulsiva.
    Tambwe
    www.gradiva.pt
    De Lisboa a Luanda, seguindo por Paris e por bases aéreas bem guardadas na Rússia e na África do Sul, Tambwe é uma longa viagem sacudida por geografias contrastantes e pelos solavancos da descolonização e do fim da Guerra Fria. É também o percurso interior...
    ... Um livro de leitura compulsiva.Ver mais

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    Livraria Online da Editora Gradiva. Novidades, promoções, descontos substanciais sobre o preço de loja, entregas gratuitas em Portugal. Venda de livros através de servidor seguro para todo o Mundo. Disponíveis capítulos online para leitura

    DIARIAMENTE IREMOS PUBLICAR UMA ILUSTRAÇÃO, DAS 17 ILUSTRAÇÕES DE NUNO DAVID INCLUÍDAS NESTE ROMANCE.

    CONVITE


    Os livros não mudam o mundo...
    Quem muda o mundo, são as pessoas.
    Os livros, só mudam as pessoas!
    Mário Quintana


    Sessão de lançamento da obra Tambwe - A unha do leão
    de António de Oliveira Castro

    Sessão de lançamento da obra  Tambwe - A unha do leão de António de Oliveira Castro. A sessão terá lugar no dia 11 de Novembro às 21h30m, na livraria LER DEVAGAR no espaço Lx Factory. A obra será apresentada pelo jornalista Ferreira Fernandes.
    Serão expostas as ilustrações de Nuno David
    Música a cargo do Ensemble Voct

    UMA VIAGEM PELO MUNDO EM PORTUGUÊS - LUSOTOPIA

    Uma Viagem pelo Mundo em Português

    Milhões de portugueses (exploradores, marinheiros ou simples emigrantes) ao longo dos séculos tem percorrido o mundo, estabelecendo-se nos seus lugares mais recônditos. Descubra um pouco desta história fantástica de um povo que fez do mundo a sua pátria de eleição.

    Carlos Fontes

    (CONTINUAÇÃO DO TEXTO PUBLICADO EM 26-10-2011)



    Dinamarca
    As relações entre os dois países remontam à Idade Média. A filha de D. Sancho I, Dona Berengária de Portugal (1194-1221) casou-se com o rei da Dinamarca Valdemar II. A influência da rainha portuguesa terá sido significativa, pois foi graças à sua acção que a Dinamarca conquistou as últimas terras pagãs do báltico, a actual Estónia (1210).

    Dominicana
    A Republica Dominicana, partilha com o Haiti o território da antiga Ilha Hispaniola. A presença portuguesa fez-se sentir desde o momento em que foi descoberta (1492). Diego Colón, nascido em Lisboa, filho de Filipa Moniz Perestrelo e de Cristovão Colombo, quando aqui se estabeleceu como vice-rei das Indias, em 1509, levou consigo um numeroso grupo de portugueses.

    A comunidade nunca parou de aumentar, tendo um papel de destaque no comércio internacional, tráfico de escravos e nas mais variadas actividades económicas. No século XVII foi reforçada com a vinda de muitos portugueses, cristãos novos, da Ilha de Curação. No Tribunal da Inquisição de Cartagena foram presos vários portugueses desta ilha.


    EUA
    Foi um português, o primeiro navegador a explorar toda a costa leste dos EUA. A presença portuguesa data do século XVI, constituindo-se no século XVII as primeiras comunidades.


    Etiópia (Abissínia)
    Mítica "Terra do Prestes João" foi desde o século XV objecto de várias expedições portuguesas, quer por mar, quer por terra (Pêro da Covilhã e Afonso Paiva). No inicio do século XVI já a Etiópia tinha fortes ligações com Portugal. Em 1543, graças à ajuda dos portugueses, a Etiópia não foi conquista e destruída pela Somália.


    Emiratos Arábes Unidos
    A chegada dos portugueses ao Golfo Pérsico, no século XVI, alterou as relações de poder locais. Nos actuais Emiratos estabeleceram-se na cidade de Julfar (forteleza, 1515 -1622) e em outros portos como Corfaçao (Khor Fakkan, Forte, -1666), Libedia (Badiyah ?, Forte, -1623), Quelba (Kalba, forte), Doba (Diba al Hisn, forte, ) e Mada (Mahdah, forte). Trata-se de um impressionante sistema militar-comercial que foi sendo destruído ao longo de todo o século XVII, devido a sucessivas investidas de persas, turcos, ingleses e holandeses, para além de tribos locais.


    Egipto
    Em 1509 os portugueses travaram contra os turcos e os egípcios (mamelucos ) uma maiores batalhas de todos os tempos. A batalha de Diu (Índia), ganha pelos portugueses, marcou o fim da ameaça islâmica que pesava sobre a Europa. Desde o princípio do século XV que os turcos e os egípcios se mostravam invencíveis, expandindo-se por toda a África, Ásia, mas também pela Europa oriental. Nesta batalha D. Francisco de Almeida, comandando uma pequena armada portuguesa destroçou por completo uma poderosa armada turco-egípcia. O Império Otomano saiu humilhado, nunca se tendo refeito desta pesada derrota. A dinastia dos mamelucos no Egípto acabou destroçada (1517). A partir desta batalha os Portugueses, durante quase um século, dominaram por completo o oceano Índico, abrindo as portas para a chegada de outros europeus (holandeses, ingleses, franceses). Na Europa esta vitória mostrou que os turcos podiam ser derrotados. O próprio Império Mongol que se expandia pela Índia evitou hostilizar os portugueses.


    Espanha
    Um antigo ditado português afirma que de "Espanha nem bom vento, nem bom casamento", traduzindo a ideia portuguesa que o país só existe quando se projecta para fora da Península Ibérica e se abre ao Mundo.


    Equador (Ecuador)
    A presença de portugueses na região do actual Equador data do início da conquista espanhola, onde participam activamente na conquista do "Império Inca". João Fernandes, por exemplo, como almirante da frota de Pedro Alvarado (1534) foi à costa do Equador, tendo subido até Quito.


    Estónia
    A conquista da Estónia pela Dinamarca, em 1210, está ligado a acção de uma portuguesa rainha deste país - Dona Berengária. Os navios portugueses desde a Idade Média que visitavam o porto de Talin. No século XVIII, o português António Vieira (Judeu), foi nomeado por o Czar russo Pedro I para o porto de Talin. Em meados do século XIX, Ivan Velho, neto de José Celestino Velho ( mercador da cidade do Porto e primeiro consul português em São Petersburgo) foi recebeu o título de barão e foi nomeado pelos czares russos governador da cidade estónia de Narva.


    Filipinas
    O arquipélago das Filipinas foi descoberto por portugueses navegando para leste, e depois por Fernão Magalhães, um português ao serviço de Espanha, navegando para ocidente (1521). Antes dos espanhóis aqui se estabelecerem, a partir de 1565, já a maioria das ilhas havia sido explorada pelos portugueses. Contudo, atendendo aos limites fixado no Tratado de Tordesilhas, os portugueses não se opuseram ao seu controle pelos espanhóis, até porque dessa forma os afastavam da Índia.


    Finlândia
    Portugal reconheceu a independência da Finlândia a 19/12/1919, tendo-se iniciado as relações diplomáticas a 10/1/1920. Inúmeros episódios uniram desde então os dois países.

    Um dos mais curiosos é o do presidente da república da Finlândia, Marechal Mannerheim, que durante anos tentou vir passar umas férias em Portugal, apenas o tendo conseguido em 1945 (9/11/1945). , ficando alojado na Praia da Rocha (Algarve),

    A comunidade finlandesa em Portugal relativamente numerosa. Em Abril de 2011,os finlandeses manifestaram-se contra a concessão de um empréstimo da UE a Portugal.


    Formosa / Taiwan
    Navegadores portugueses alcançaram a ilha de Taiwan em 1544, e logo a baptizaram de Ilha Formosa. Era um ilha habitada por piratas que resistiu durante muito tempo à colonização, inclusive dos próprios chineses. Em fins do século XIX os chineses cederam esta ilha aos japoneses, mas em 1949 milhares de chineses que não aceitarem o domínio do Partido Comunista sobre a China refugiaram-se aqui, onde fundaram a República da Formosa, também conhecida por República da China ou China Nacionalista (01/03/1950). Trata-se de um regime anti-comunista e pró-ocidental, suportado pelos EUA.

    Portugal manteve relações diplomáticas com a Formosa entre 1954 e Janeiro de 1975, restabelecendo pouco depois as relações diplomáticas com a China continental ou República Popular da China.


    França
    As relações entre a França e Portugal remontam ao século XI, quando um cavaleiro francês vem para a Península Ibérica e passa a apoiar o desejo de autonomia populações que viviam entre o Douro e o Minho. O seu filho, D. Afonso Henriques será o primeiro rei de Portugal. A partir daqui as relações entre Portugal e a França não pararam de se reforçar, nomeadamente através de casamentos reais e da formação das suas elites culturais.

    A PUBLICAÇÃO DESTE TEXTO CONTINUARÁ NOS PRÓXIMOS DIAS

    ALERTA A TODOS OS QUE ACREDITAVAM NA SALVAÇÃO!

    ALERTA A TODOS AQUELES QUE ACREDITAVAM NA SALVAÇÃO VOTANDO PSD/CDS
    TEM PAI QUE É CEGO
    Quando o British Hospital surge numa conversa, tendemos a perguntar: o de Campo de Ourique ou o das Torres de Benfica? O hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN. O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.

    Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.

    Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos.

    LOUIS ARMSTRONG & DANNY KAYE



    ... Impossível é aquilo que leva um pouco mais a fazer...

    ESPAÑISTAN, ESTE PAIS SE VA A LA MIERDA

    Españistán, este pais se va a la mierda


    Clarinho como ÁGUA! E não é só a Espanha, também em Portugal foi assim!

    Video espanhol de Aleix Saló. Vocês não acham que está acontecendo algo muito parecido aqui no Brasil, em varias capitais de Estado? A leitura dos Planos Diretores segundo as empreiteiras e aliados…

    OBRIGATÓRIO LER ESTE TEXTO DE TÃO BEM ESCRITO QUE ESTÁ.

    CARTA ABERTA A CAVACO SILVA




    SENHOR PRESIDENTE

    Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V. Exa. por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão e mais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.

    Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil, os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.

    Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V. Exa. passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.

    O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.

    Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador, ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V. Exa. descansou e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.

    No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais. Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V. Exa. endossados, qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa. Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V. Exa. pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir. Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.

    Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país. Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede. E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa., com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.

    Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V. Exa., coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão, que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.

    Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V. Exa. ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.

    Trinta anos, leva em cena a peça de V. Exa. no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade. Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V. Exa. pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor. Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,

    António Maria dos Santos
    Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011

    O QUE AS CRIANÇAS PENSAM DOS POLÍTICOS. É TEMPO DE MUDAR COMPORTAMENTOS!

    Dançarino de boate gay....



    A Professora pergunta na sala de aulas:
    - Luizinho qual é a profissão de teu pai?
    - Advogado, Sra. Professora.
    - E a do teu pai, Mariasinha?
    - Engenheiro.
    - E o teu, Aninhas?
    - O meu pai é médico
    -E o teu pai, Pedrinho, o que faz?
    -Ele... Ele é dançarino numa boate gay!
    - Como assim? (pergunta a Professora, surpresa)
    - Sra. Professora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma cuequinha minúscula de lantejoulas; os homens passam a mão nele e enfiam dinheiro no elástico da calcinha e depois saem para divertirem-se juntos.A Professora rapidamente dispensou todos os alunos, menos o Pedrinho.Ela caminha até ao miúdo e novamente pergunta:- Ora diz-me lá, o teu pai realmente faz isso?- Não, Sra. Professora. Agora que a sala está vazia, eu posso dizer-lhe:Ele é Deputado na Assembleia da República..... Mas eu tenho vergonha de dizer isso na frente dos outros!!!

     

    IMAGINEM

    JÁ AQUI PUBLICADO MAS CADA VEZ MAIS ACTUAL!

    por MÁRIO CRESPO

    Imaginem Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
    Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

    Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.

    Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

    Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.

    Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.

    Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.

    Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.

    Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.

    Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.

    Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

    Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.

    Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

    Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.

    Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.

    Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

    Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

    Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
    Imaginem que país
    podíamos ser se o fizéssemos.
    Imaginem que país
    seremos se não o fizermos.

    CUIDADO COM GENTE FALSA

    DESCULPEM A MINHA INGENUIDADE


    CARROS DOS JUÍZES DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL
    DESCULPEM A MINHA INGENUIDADE!
    Eu julgava que a GORDURA DO ESTADO estava entre a pele e os ossos dos Funcionários Públicos de Carreira!
    O QUE É A INOCÊNCIA...
    Se calhar a culpa é dos eleitores, que não se canditam para serem eleitos seja para o que for e apenas pagam impostos...
    Ou então daqueles que sendo eleitores nem ganham para pagar impostos...
    A POBREZA NÃO ESTÁ NA ESCASSEZ DE RECURSOS MAS NA FALTA DE CAPACIDADE PARA OS GERIR CORRECTAMENTE
    PERGUNTA-SE : DE QUEM É A CULPA?!... QUEM AUTORIZA?!...

    ----- 'O SUPER LUXO (OU LIXO) DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL'

    Divulguem para que o povo pagante abra os olhos e se
    decida a refilar objectiva e eficazmente.

    Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso
    serve apenas para sacar mais impostos e impor mais restrições aos
    desgraçados trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem
    poder refilar.

    Os Poderosos do Poder dispõem de toda a liberdade para
    obter os maiores benefícios. Metem as mãos nos dinheiros públicos (de
    todos nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor.

    Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente
    pelas pessoas que deviam dar o exemplo de seriedade?
    Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis
    dão estes exemplos de saque? É indigno!!...

    Aqui vai mais um bom exemplo
    O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação
    politica e, por esse facto, resolveram comprar automóveis de Luxo e
    Super Luxo para cada um dos 'Juízes' ( de nomeação política ).
    Estes carros são utilizados pelos Juízes - num total de
    13 Juízes - para todo o serviço, precisamente como acontece nas
    grandes Empresas.

    1- O Presidente tem um BMW 740 D (129.245 EUR / 25.849 contos)

    2- O Vice-Presidente: BMW 530 D ( 72.664 EUR /14.533 contos)

    3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D ( 42.145 EUR /
    8.429 contos, cada )
    Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 EUR/
    133.101 contos ( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)

    É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a
    carro como parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal).
    A que propósito? Pura ostentação! Ninguém se indigna?!
    Quem é que autorizou este escândalo? Quem acaba com este escândalo?


    Ao mesmo tempo que o Governo sobrecarrega os portugueses
     compra justamente as viaturas mais caras, superluxo.

    Não é aceitável, não se pode compreender...

                
     

    ESSE É O BRASIL, O SEU BRASIL...!

    ESSE É O BRASIL, O SEU BRASIL. . . !  

    Amigas/os.Repetindo o saudoso Prof.DARCY RIBEIRO,"..Só há duas opções nesta vida:resignar -se ou indignar-se. Eu não me resignarei nunca!.."

    A exemplo dele, eu também não. E vocês? Pensem nisto,enquanto observam as imagens abaixo.....

    Abrs.M.M. *


    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-1.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-2.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-3.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-2.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-4.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-2.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-5.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-2.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-6.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-7.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-8.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-9.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-14.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-11.jpg]

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-12.jpg]


    *A única coisa que faz o brasileiro reclamar é quando o time dele perde...
    Aí ele se dispõe a ir até no aeroporto de madrugada xingar jogador...
    Por que não vai até a câmara dos deputados exigir reforma da previdência, reforma política, acabar com aposentadorias milionárias pra políticos, acabar com auxílio terno, exigir a prisão de políticos corruptos, acabar com a imunidade parlamentar etc.???? *

    [image: http://m1.tnonline.com.br/0211/foto_20324_600,400,index.jpg]

    [image: http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/botafogo.jpg]*

    E viva a política do pão e circo... Povo Burro, imbecil e ignorante que só pensa em futebol, copa do mundo, e bolsa família, enquanto os políticos fazendo a festa com a ignorância do povo!*

    [image: http://versadus.com/images/POVO-CIVILIZADO-E-POVO-IGNORANTE-13.jpg]

    Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca. ( DARCY RIBEIRO ) *


    HUMOR EM TEMPO DE CRISE

    NÃO É QUE O JOÃOZINHO TEM RAZÃO?

    Quatro lombrigas são colocadas em quatro tubos de ensaio separados:
    • A primeira lombriga em álcool;
    • A segunda lombriga em fumo de cigarro;
    • A terceira em esperma;
    • A quarta em água mineral. No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
    • A primeira lombriga, em álcool, está morta;
    • A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
    • A terceira, em esperma, está morta;
    • A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.
    O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e pergunta à classe:
    - O que podemos aprender desta experiência?
    E, "de pronto", responde o Joãozinho:
    "Quem Bebe, Fuma e Trepa não tem Lombriga!"

    E QUANDO LHE PERGUNTAREM ONDE TRABALHA?


    ESTA FOTO FAZ-ME RECORDAR UMA OUTRA HISTÓRIA PASSADA EM ANGOLA, EM 1972.

    ENTRE MUITAS, HAVIA, NO PLANALTO CENTRAL DO HUAMBO, UMA COMUNIDADE DE FAMÍLIAS ORIGINÁRIAS DAS ILHAS DE CABO-VERDE. O GOVERNO PORTUGUÊS, COM O INTUITO DE POVOAR O IMENSO TERRITÓRIO DE ANGOLA, ALICIARA-AS A EMIGRAR DISTRIBUINDO-LHES TERRAS AGRÍCOLAS NO ALDEAMENTO DA "CATOTA".

    PARA MIM, IGNORANTE DA LÍNGUA CRIOULA, NADA NAQUELE CURIOSO NOME ME SUSCITAVA DÚVIDAS. ERA MAIS UM NOME ANGOLANO. COMO OUTRO QUALQUER.

    SERIA?
    NÃO!

    "CATOTA" ESCONDIA UMA OUTRA FACE.

    ALGUM TEMPO DEPOIS DE OS CONHECER COMECEI A ESTRANHAR  O COMPORTAMENTO DAQUELAS FAMÍLIAS.

    SEMPRE QUE NECESSITAVAM DE REMETER CORRESPONDÊNCIA PARA OS FAMILIARES OU AMIGOS RESIDENTES NAS ILHAS DE CABO-VERDE, RECUSAVAM-SE VÊ-LA MARCADA COM O O CARIMBO DE "CATOTA".

    E COMO É QUE ULTRAPASSAVAM ESTE OBSTÁCULO? COM A SIMPLICIDADE DO ENGENHO. DESLOCANDO-SE A VILA FLOR, UMA OUTRA ALDEIA DE AGRICULTORES, ESPECIALIZADA NO CULTIVO DE BATATA (DAÍ O NOME).  

    CURIOSO, PERGUNTEI PORQUE PERCORRIAM TODOS AQUELES QUILÓMETROS PARA METER CARTAS NO CORREIO, QUANDO TINHAM O SERVIÇO DOS CTT EM "CATOTA".

    "POR PRECAUÇÃO E VERGONHA", FOI A RESPOSTA.

    SEM PERCEBER, OLHEI-OS COM CARA DE PARVO.

    "SE DISSERMOS QUE MORAMOS NA CATOTA, SEREMOS OBJECTO DE CHACOTA EM CAVO-VERDE. CATOTA, EM CRIOULO, SIGNIFICA O ÓRGÃO GENITAL FEMININO".