sexta-feira, 23 de abril de 2010

Comunicado de Imprensa - "Aqui há lince!" - Uma iniciativa pela Biodiversidade



Desde ontem, Dia Mundial da Terra, está disponível no Youtube o vídeo “O Lince-ibérico”, uma produção que resulta da parceria entre a LPN – Liga para a Protecção da Natureza e a Lisboa Editora.
No âmbito desta parceria, enquadrada no projecto da Lisboa Editora “Ciências da Natureza cinco”, utilizando o caso de estudo do Lince-ibérico, a LPN elaborou as Fichas de Exploração Pedagógica “Vem conhecer-me, sou o lince-ibérico” e coordenou 8 acções de formação para professores do 1º e 2º ciclo do Ensino Básico. Contribuiu igualmente na apresentação das Áreas Protegidas do país, com destaque para cinco dessas áreas.
A LPN congratula-se pelo resultado desta parceria que possibilita o acesso a todos, de forma gratuita, a informação sobre o Lince-ibérico, o felino mais ameaçado do mundo e sobre os esforços que estão a ser feitos para a sua recuperação.

Vídeo “O Lince-ibérico”:
Parte 1 do vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=z6wYGimGEpc
Parte 2 do vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=YP7_ezWzKoA

Apresentação do projecto Ciências da Natureza cinco: http://web.lisboaeditora.pt/cncinco

Saiba mais sobre projectos do Lince-ibérico, da LPN em:
Projecto LIFE Lince Moura Barrancos: http://projectos.lpn.pt/lince
E Programa Lince, no portal da LPN: www.lpn.pt


A Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza
Lisboa, 22 de Abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Religião tolerante? TOLERANTE?!



TAL COMO O CRISTIANISMO NÃO É A TRAIÇÃO DOS PADRES PEDÓFILOS, TAMBÉM O ISLAMISMO NÃO É, CERTAMENTE, O EXCESSO DESTES FANÁTICOS.QUE ALGUM MUÇULMANO ME DIGA SE ESTOU ERRADO. TALVEZ! AS RELIGIÕES, EM VEZ DE SALVAR, SEMPRE ENSANDECERAM OS HOMENS! SERÁ ISTO O ISLAMISMO?
Estas fotos foram tiradas durante a manifestação d' A religião da paz recentemente celebrada pela comunidade muçulmana, em Londres. Não se publicou na imprensa nem na tv para não ofender ninguém...







ALGUÉM PODE PENSAR QUE TEMOS ALGO CONTRA ESTA GENTE TÃO PACÍFICA? SERÁ QUE EU PODIA MANIFESTAR-ME NO PAÍS DELES DESTA FORMA?MANDA ISTO A TODA A GENTE, MESMO PARA OS MUÇULMANOS, PARA VER O QUE DIZEM DISTO!


Aldeia do Piodão

As janelas e as portas bordejadas com azul ultramarino é para as moscas não entrarem. O reflexo do azul ultramarino distorce a visão dos olhos facetados das moscas que o evitam tal como com os sacos de plásticos cheios de água. Só que como este hábito é centenário as pessoas já não sabem o porquê de se bordejar as portas e janelas com o azul ultramarino.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O PERIGO DA HISTÓRIA ÚNICA...

http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

Artigo de Divaldo Martins, ex-porta voz da Polícia Nacional de Angola

Luanda - Nasci num tempo em que já não havia nem colonos nem guerra
colonial. Havia guerra entre nós, mas colonial já não. A minha
infância foi povoada de relatos e vestígios de morte, a minha
adolescência vivida entre o medo de ir à tropa e a esperança no fim
da guerra. No meio de tudo isso ia à escola e ouvia histórias. O
futuro era uma incógnita, por isso falava-se do passado. De um
passado preenchido de coragem em busca da liberdade. E aos meus
olhos, Agostinho Neto e os seus companheiros eram os heróis da vida
real.
Enquanto ouvia as histórias, tentava colocar-me naquele tempo,
imaginava-me no meio do Rangel ou do Sambizanga com uma catana na
mão, nas reuniões clandestinas do movimento, nas fugas para o
Congo, a vida no maquis, nas matas e nas lutas. Imaginava-me na
escrita camuflada do Luandino, nas músicas do David Zé, e
experimentava o medo, a revolta, a angústia, a raiva também, mas
principalmente a coragem dos que construíram aquelas histórias.
Sentia inveja por não ter vivido naquele tempo para poder ser um
herói como eles foram, porque tinha a certeza que nunca mais
iríamos viver tempos como aqueles, em que homens lutaram para ser
livres.
A guerra colonial acabou sem que eu fizesse um único tiro. A nossa
também terminou, e eu nem numa arma peguei. No meio disso nasceram
outros heróis que um dia as crianças vão ouvir falar nas escolas e
nas ruas. Mas hoje, quando penso na nossa sociedade não consigo
libertar-me da sensação de estar amarrado dentro de mim. É verdade
que posso ir à Benguela de carro, passar pelo Huambo e chegar até
Malange, ainda assim me sinto preso dentro de mim. Todos os dias
tenho de repetir para mim mesmo que sou livre, mas nem o som da
minha própria voz parece o mesmo. Quando falo sobre isso com os
meus amigos, com ex-colegas, com os meus companheiros da vida,
todos concordam e se confessam aprisionados também, mas a seguir
olham em volta e repetem o sussurro medroso da canção do Waldemar
Bastos: «Xê menino, não fala política…», como se não fôssemos ainda
livres. Afinal, somos ou não somos livres?
Vivemos com medo mas, se pensarmos bem, nem sabemos do que tememos
realmente, e acabamos por ter medo de tudo, até dos nossos
pensamentos, das nossas ideias mais brilhantes. Numa sociedade
livre as pessoas não têm de se lembrar todos os dias que o são,
numa sociedade livre a liberdade é uma condição imanente da própria
humanidade, é como o respirar, faz parte de si, e os gestos, os
actos, as atitudes dos seus membros surgem com naturalidade,
exactamente como o respirar. Quando não respiramos morremos, quando
não temos liberdade também.
Há dias, falando sobre isso com uma amiga, que por acaso está a
fazer o curso para a magistratura judicial, ela disse que se sentia
da mesma forma, mas que no nosso país «é preciso ter jogo de
cintura», no fundo ela queria dizer que é preciso continuar a
fingir que somos livres, porque assim pelo menos temos a certeza de
que continuamos vivos, recebemos o salário ou um carro no serviço.
Não cantamos, mas ao menos dançamos, mesmo sem gostar da música. O
melhor é apenas tapar os ouvidos ou fingir que somos surdos.
Fiquei horrorizado. Escandalizado. Aliás, vivo escandalizado,
principalmente quando penso que, se Agostinho Neto e os seus
companheiros usassem o jogo de cintura, provavelmente não
estaríamos ainda independentes, e ao invés de ouvirmos as histórias
do Ngunga e do Pioneiro Ngangula, estaríamos a ler Os Lusíadas e a
cantar Heróis do Mar, invés do Angola Avante da nossa infância. Se
calhar, e ainda bem, Neto e os seus companheiros não sabiam dançar
e preferiram lutar.
Mas a verdade é que no nosso país até a mera intenção de falar se
tornou num acto «insensato» de coragem, pensar hoje é uma afronta,
e por causa disso estamos a construir uma sociedade dos Prós e dos
Contra, onde quem fala subverte o sistema e ameaça a estabilidade,
como se das palavras viesse o mal que todos vêm, como se o silêncio
fosse capaz de corrigir os erros que sabemos, como se o barulho do
nosso grito mudo fosse capaz de abafar as frustrações visíveis em
cada olhar calado.
O falar só assusta numa sociedade onde não há liberdade. Mais do
que assustar, quando não há liberdade, o falar incomoda, e as
pessoas vivem caladas, ou falam o que não pensam. Mas a maioria não
fala, até aqueles que têm a obrigação histórica e moral de o fazer.
Não falam, não porque têm medo de falar, mas porque têm medo de
pensar e não querem correr o risco de falar. Silenciamos o
pensamento e vivemos calados de boca aberta.
Quando vejo isso penso nos heróis do tempo do colono. Acredito que
era exactamente assim que eles se sentiam. Prisioneiros de si.
Basta lembrar de um poema, um único poema, A renúncia impossível,
de Neto, e de todos os lamentos daqueles tempos, para perceber a
tentativa corajosa daquela gente se libertar da prisão que era a
sua vida, resumida a uma mera existência. Uns preferiram morrer,
simplesmente porque é impossível renunciar a liberdade e continuar
vivo.
E quando penso nisso, penso em todos os heróis da liberdade. Para
além de Neto, penso em Martin Luther King, penso em Mandela,
recordo Gandhi, e percebo que apenas penso neles porque todos, e
cada um deles, lutaram pela mesma liberdade. No fundo eles não são
heróis de verdade, são simples homens que recusaram ser animais,
quando a maioria se contentava a imitar a vida de um cão
acorrentado, que ladra e faz piruetas por um pedaço de pão.
Exactamente como Agostinho Neto e os seus companheiros, eles
lutaram pela liberdade. Não a liberdade dos sistemas políticos,
perdida nos meandros das constituições, mas a liberdade da alma, a
liberdade profunda, infinita e ilimitada, a liberdade que faz de
nós gente, a única capaz de revelar a excelência de cada um.
A minha geração, aqueles que não viram a guerra colonial, mas
sentiram o cheiro da morte nas histórias da guerra, que ouviram as
histórias do Agostinho Neto, parece contente com a sua existência,
mas na verdade não está. A minha geração parece que vive para ver a
hora a passar, enquanto inventa um momento, uma festa, um caldo, ou
ficar na esquina da rua a fazer o jogo de cintura, enquanto bebe
uma cerveja e finge que está contente, mas na verdade não está.
Temos apenas medo, e bebemos para afogar os pensamentos, como o
poeta que fumava ópio. Fingimos sorrisos mas vivemos a reclamar
calados. Calados ninguém nos ouve. A minha geração vive calada de
boca aberta, silenciou o pensamento com medo de falar.
Uma sociedade que não pensa, porque tem medo de falar, não produz
ideias. Uma sociedade que não tem ideias, porque não pensa, nunca
atingirá a excelência. Uma sociedade que não permite que os seus
membros falem, impede que os seus membros pensem; impedindo que os
seus membros pensem, impede que eles atinjam a excelência. Uma
sociedade assim nunca irá formar um Barack Obama, um Tony Blair, um
Bill Clinton, uma Angela Merkel, um Seretse Kama, um Durão Barroso,
nem sequer um Cristiano Ronaldo.
É verdade que não são mais tempos de luta, não são mais tempos de
forjar heróis, de andar com catanas no Marçal e no Sambizanga, de
escrever panfletos às escondidas, de pintar paredes com palavras de
ordem, mas também já não são tempos para jogos de cintura. É tempo
de esgrimir ideias, é tempo de aprendermos a ser livres, de
aprendermos a respeitar a liberdade, a nossa e a dos outros, para
permitir que cada um consiga libertar a excelência escondida no seu
medo. Numa sociedade onde as pessoas não se sentem livres não
existe excelência, com excepção da que vem amarrada atrás dos
cargos.
Divaldo Martins,
Super-intendente-chefe, ex-porta-voz da Policia Nacional.

Recital Xodó - Canções Brasileiras para não Esquecer - Palácio Foz


A Embaixada do Brasil em Lisboa tem o prazer de encaminhar o convite em anexo.
Convite para o recital de
Lançamento do CDXODÓ - Canções Brasileiras Para Não esquecer
Palácio Foz
Sala dos Espelhos
Praça dos Restauradores
25 de Abril de 2010 - 16h Entrada Livre

Angola em Paz

Por Favor Clicar

http://www.flickr.com/photos/26651593@N07/sets/72157605481880775/show/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Semanas Gastronômicas de Cozinha Baiana - Vila Galé Porto e Lisboa - 21/4




Vila Galé Porto
Av. Fernão Magalhães, 7
4300-190 Porto
Tel: 225 191 800

Vila Galé Ópera
Travessa do conde da Ponte
1300 Lisboa
Tel: 213 605 400

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Video de resposta ao Pingo Doce

Crónica




A CRISE E A IGREJA CATÓLICA


A civilização ocidental mergulhou num crise cujo fim se não vislumbra. Será, como nos ensina a História, o fim de mais um Império?

Se a primeira e segunda guerras mundiais foram um teste à sua sobrevivência, o crescimento económico que se lhe seguiu, parecendo imparável, por isso cimento de um progresso a toda a prova, criou a ilusão da Vida Eterna. Contudo, a forma como o Ocidente se posicionou em termos de políticos e económicos perante os interesses de outros povos e civilizações, acabou por lhe granjear cada vez mais inimigos. De África, à América Latina, da Ásia ao Médio Oriente a cada vez maior oposição à forma etnocêntrica, egoísta, como impõe valores, acabou por alertar consciências e promover resistências.

Apesar de todos os estudiosos de economia, de tantos prémios à inteligência dos excepcionais, a verdade é que a actual crise económica e financeira mostra, entre outras coisas, as fragilidades de um desenvolvimento feito sobre os escombros de outras economias. Economias que, cada vez mais conscientes do direito ao desenvolvimento, cientes do poder da juventude da sua força de trabalho, da posse estratégica das matérias-primas, reivindicam o seu quinhão de riqueza.

Ao ver-se obrigada a partilhar, a distribuir os dividendos que até aqui reivindicava, por direito, como seus, o modelo económico ocidental não consegue manter o desenvolvimento prometido como exclusivo dos seus cidadãos.

O desemprego que há décadas europeus e americanos ignoravam, mas quotidiano dos largos milhões de cidadãos excluídos do paraíso, inquieta cada vez mais e chama-nos à realidade. O Sonho parece querer esfumar-se.

Que fazer perante a exigência da partilha pelas outras nações? Uma guerra de proporções universais? Não creio! Apenas nos filmes de Hollywood os vencedores são sempre os mesmos. A realidade dos conflitos recentes mostra-nos o pântano em que se mergulha cada vez que poderosos exércitos invadem nações miseráveis. Homens e máquinas sofisticadas afundam-se na lama com custos que a opinião pública não está disposta a suportar.

A aventura da guerra é, por isso, desaconselhável, até porque, felizmente, os jovens estão cada vez menos interessados em morrer pela pátria e pela bandeira.

Só a morte pela defesa universal da dignidade humana é admissível.


Na Roma Antiga a decrepitude moral do Império ditou-lhe o fim do poder militar e económico. O seu desmoronamento escondeu a Europa, por largos séculos, sob a “noite” medieval. O que resta desse apogeu não passa hoje de aparato de museu, de memória crítica, de orgulho caricato. Infelizmente, para desgraça do Ocidente, o poder político, económico e religioso parece nada ter aprendido com o passado. Há algo de semelhante, de repetitivo, nesta “vã glória de mandar”, nesta tragedia. À miséria económica segue-se o horror da imoralidade, chaga purulenta crescendo dentro do edifício onde se guardam os cânones. Será o fim do poder, a extinção das civilizações uma inevitabilidade para que tudo se possa regenerar?

Não satisfeitos com o “pecado económico”, ganância e especulação de uns poucos, que fez ruir o sonho do desenvolvimento material eterno, eis que os sacerdotes da civilização que durante séculos apregoou, de forma hipócrita, justiça social, igualdade, fraternidade, respeito pelo próximo, caridade, temor a Deus, se revelam como profetas. Tal como aconteceu ao Império Romano, aguarda-se a chegado dos bárbaros, o caos.

A igreja católica, último bastião da moralidade ocidental, desmorona-se perante o desvendar dos horrores escondidos nas alcovas e sacristias dos seus sacerdotes. A cada dia que passa novos casos de abusos sexuais e maus tratos são denunciados, dando a impressão que não se trata de um fenómeno isolado mas de uma prática consentida, persistente, estrutural. E o que assusta, deprime o “povo de Deus” “, é que, ao invés de combater frontalmente o crime, o desvio à Palavra pregada, a hierarquia da igreja preocupa-se em arranjar justificações para o horror da sua pedofilia. “Há pessoas que tentam prejudicar-nos, mas a Igreja conta com a ajuda do Altíssimo”, garante o secretários de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone.

Só agora, perante a pressão da opinião pública, perante o poder da imprensa, se começam a ouvir as vozes discordantes de alguns bispos, denunciando o crime e exigindo a punição segundo as leis dos homens já que justiça divina tarda em cumprir-se. Mas é tarde, a democracia ensinou-nos a conhecer os políticos e a política, a artimanha dos discursos que tudo prometem para que tudo fique na mesma. A igreja, que nunca foi clemente para com aqueles que se lhe opuseram, que o digam as vítimas da Inquisição, as religiões e culturas extintas na sua sanha colonizadora, não pode esperar ser julgada com magnanimidade: quem prega valores morais absolutos tem de se reger por padrões morais absolutos.


AOC




PECADOS DA IGREJA


O sacerdote Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, amigo de João Paulo II, por ele nomeado Guia da Juventude, inveterado violador de menores, pai de meia dúzia de filhos, denunciado a Ratzinguer, teve como castigo retirar-se da Cidade Eterna para uma “vida reservada de oração e penitência”.


No século XVII, Stefano Cherubini, padre e membro de uma família abastada e bem relacionada com o Vaticano, ligado às Escolas Pias, só ao fim de 15 anos viu punida a sua pederastia.


Segundo o Vaticano, serão 20 000 os sacerdotes católicos envolvidos em abusos sexuais de menores.


18 das 27 arquidioceses alemãs estão actualmente a ser investigadas por crimes de pedofilia e maus tratos de menores.


1 479 milhões de euros é o valor das indemnizações pagas pela igreja católica dos Estados Unidos às 11 mil vítimas conhecidas


Países onde estão a decorrer investigações e se abriram processos-crime contra sacerdotes católicos:

Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Irlanda, Itália, Portugal, Suiça


Até 2001 foram, pelo menos, comunicados 3 000 casos de abusos sexuais ao Vaticano.


O jornal “New York Times” divulgou documentos da Igreja que provam que altos responsáveis do Vaticano, incluindo o Papa, encobriram o caso de um padre norte-americano que abusou sexualmente de mais de 200 rapazes. Segundo o jornal, este foi um dos milhares de casos denunciados à Congregação para a Doutrina da Fé, dirigido entre 1981 e 2005 pelo cardel Ratzinguer e encobertos.



terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - Setúbal - Actividades 17 e 18 de Abril


(Clicar p.f)

MAIS UMA REFORMA! BELOS EXEMPLOS. É FARTAR VILANAGEM!



Manuel Alegre vai receber uma reforma de 3.219,95 euros mensais pelo cargo de coordenador!!! de programas de texto da Rádio Difusão Portuguesa que ocupou por alguns meses!!!!. A informação faz parte da lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), citada pelo Correio da Manhã.
Em declarações ao jornal, Alegre garantiu que nem se lembraria da reforma!!!, se não fosse a CGA a escrever-lhe uma carta. O deputado explicou que foi funcionário da RDP durante «pouco tempo», já que começou a trabalhar na rádio quando voltou do exílio, após o 25 de Abril, e saiu em 1975 quando foi eleito deputado, cargo que ocupou desde então. «Nunca mais lá trabalhei, mas descontei sempre», disse o deputado.


Comentário:


Descontou sem trabalhar!!!


Mas que maravilha, descontar e andar pelos corredores da Assembleia da República!!!


Mais um rico exílio.


Mas que belo exemplo este, e vai concorrer para PR!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Extraordinário

Incrível!!!! Esta história aconteceu recentemente na Província de Manitoba, no Canadá e foi documentada por um fotógrafo





Os huskies siberianos estavam indefesos, presos na coleira quando de repente lhes surge um imenso urso polar...




Mas, o inacreditável aconteceu, para a felicidade dos huskies o urso queria só... brincar...






E ainda tem gente que pensa que a paz é impossível...

Quando a última árvore tiver caído,
Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come.
(Greenpeace)



Please help me save my studio! / Por favor ajudem-me a salvar o meu estúdio!

Queridos amigos,

O meu estúdio em Londres está em vias de ser 'despejado'.
É um edifício fantástico com grandes janelas e jardim que subsiste há já 22 anos por ser mantido por uma pequena comunidade de artistas locais.
A renda é mínima, o que me permite ter mais tempo para realmente realizar o meu trabalho, do que tentar angariar fundos de outro modo.
Isto afectar-me-á directamente, e aos que me rodeiam. Por favor assinem esta petição, obrigada!

http://www.gopetition.com/online/35386.html

Exposição de pintura Sayonara Brasil - CAL - 13/4

A Embaixada do Brasil em Lisboa tem o prazer de encaminhar o convite em anexo.

Ciclo Bichos e Outras Maravilhas - ACLUS/Museu da Cidade - 10/4 e 17/4

A Embaixada do Brasil em Lisboa tem o prazer de encaminhar a divulgação em anexo.


No próximo dia 10 de Abril, sábado, às 15 horas, no Museu da Cidade ao Campo Grande, a ACLUS- Associação de Cultura Lusófona realiza a primeira sessão do Ciclo BICHOS E OUTRAS MARAVILHAS, integrado na Tertúlia LETRAS-COM(N)VIDA do CLEPUL/ FLUL.






(p.f. clicar)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE.

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um noticiário na TV:

De mãe para mãe...

'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...

Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

José Régio



(Em memória de Aurélio Cunha Bengala )

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.


JOSÉ RÉGIO Soneto (quase inédito), escrito em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos.

Tão actual em 1969, como hoje. Depois ainda dizem que a tradição não é o que era!!!

Silêncio que se vai tocar o fado!!!!

Prestem atenção a este nome:
Natalia Jusckiewicz

Visitem: www.nataliaviolin.com

CHICORONAS...


Para os amigos e amigas de SÁ DA BANDEIRA e não só. ..

LUBANGO/EX SÁ DA BANDEIRA

A " ampulheta" vai fazendo o seu serviço ... !!

http://angolalubango.com.sapo.pt/regresso.html

Convite exposições "Mato Grosso no Circuito Cultural Lusófono" - 7/4

A Embaixada do Brasil em Lisboa tem o prazer de encaminhar o convite em anexo.



Por Favor clicar na imagem

MATEMÁTICA DE MENDIGO

Se um dia destes me encontrarem nos semáforos, não se
admirem... e já agora deixem mais de 0,10€


MATEMÁTICA DE MENDIGO

Tenho que dar os meus parabéns ao estagiário que elaborou esta
pesquisa tão perfeita, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais
pura realidade.
_____________________________________________


Preste atenção nesta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática:



Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta
segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo
tem 30 segundos para faturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x
0,10 = € 6,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado:
25 x 8 x 6 = € 1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?


Bom, 6 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no
sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centimos e sim 20, 50 e às
vezes até 1,00€.


Mas, tudo bem, se ele faturar metade: € 3,00 por hora terá € 600,00 no
final do mês, que é o salário de um estagiário com uma carga de 35 horas
semanais ou 7 horas por dia.


Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro),
ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do
sinal de trânsito, sem nenhum chefe para o chatear por causa disto.



Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.


De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que
sempre vejo trocar seus os rendimentos na padaria em frente aos semáforos.

Perguntei-lhe quanto é que ela facturava por dia. Imaginem o que ela
respondeu?


É isso mesmo, de 35 a 40 euros em média, o que dá (25 dias por mês) x 35 =
875 ou 25 x 40 = 1000 € mensais.

Moral da História :


É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo
visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...


Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.


Peça esmolas. É mais fácil e melhor que arranjar um emprego.



Viva a Matemática.

O regresso dos pais autoritários

Isto já passou na net, mas como se trata de um assunto pertinente, jamais é demais ler e aplicar uns tantos bons costumes e ensinamentos.
Até serve mesmo para quem não é pai, PARA CONSCIENCIALIZAR.




*O regresso dos pais autoritários*

*Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar
aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras
do mundo. Fomos saber porquê.*

Catarina Fonseca/ACTIVA 10 Fev. 2010

Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens
responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o
homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os
todo-poderosos filhos.

Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo
Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez
disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem
amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à
criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo
do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz
que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para
gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma
epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em
seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem
gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.

Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que
me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em
vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa,
agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e
assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só
escolher um! São todos iguais!"

Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que
andamos a fazer às crianças. Ora leiam.

*- Então, nada de democracia para as crianças?*

- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as
crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é
dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar
galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso
formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode
haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça
de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num
avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é
que está a guiar o avião? E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila
que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.

*- As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?*

- Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se
libertar. Eu digo, 'mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser
mãe é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que não vale a pena
viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes
do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com
que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja
para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e
angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos.

*- As nossas avós não viviam nessa angústia...*

- Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem: Deus, Rei
e pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as
transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no
lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu
simplifico a tarefa: digo - Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem
assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma
coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por
isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser
capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem
das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira
tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a
criança perfeita não existe.

*- Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se
culpabilizem...*

- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas.

Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante
três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que
batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as
crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se
ela nunca tivesse partido.

*- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser
amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?*

- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as
crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os
seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam
que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O
que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A
hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a
crianças.

*- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência.
Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás *

*desaprova.*

- Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no
rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero
isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e
pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser
violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe
não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há
uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.

*- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de
erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...*

- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de
tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'. A saúde física e
psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso não acontece
é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada
para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de
casal, estão a proteger a criança.

*- Educou os seus filhos da forma que defende?*

- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade
significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que
adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as
viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles.
Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu paro
o carro e deixo-vos a todos aqui na auto-estrada! - Só há pouco tempo é que
percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de
os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem
importância, o importante é que funcionava! (ri)

*- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do
mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de
ser egoísta?*

- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua
feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo
contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do
seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está
presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.

*- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem
fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...*

- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela
que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas
necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo
que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No
inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se
construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.

*- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam
tão perturbadas.*

- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de
Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a

maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos
alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham
problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma
tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de
seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e
se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que
quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que
essas crianças, se não travadas, vão crescer e fabricar sociedades
absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá
solidariedade.

*- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...*

- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem
mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta.
Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar,
quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é
simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um
século. Não quero pais castradores.

*- O que é um pai castrador?*

- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na
sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe
está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe
muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança,
antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a
criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas
as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres
trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me
deles.'

*O QUE DEVEMOS FAZER...*

Palavra de ordem: não compliquem.

Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem
desinfectar o mamilo.

- Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira.

- As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão.

- A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de
casa.

- Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em
conjunto.

- Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem entender.

- Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque
precisam de imensas calorias.

*E O QUE NÃO DEVEMOS...*

- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à
vida. Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança
para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.

- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário
livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.

- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.

- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do
fim do segundo ano da criança.

- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.

- Elogiar, só para coisas excepcionais.

- A criança não deve escolher a sua roupa.

- Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A
explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se
quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas
nunca, tem de se justificar perante o filho.

*Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje*