segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
A NOITE ENLOUQUECEU O SILÊNCIO
Caríssima/caríssimo,
Na próxima sexta-feira, dia 13, às 22 horas, na Casa da Cultura, em Setúbal, será lançado um novo livro de Manuel Medeiros, o poeta Resendes Ventura, A Noite Enlouqueceu o Silêncio. Trata-se de uma pequena compilação de poemas curtos, todos inéditos, da responsabilidade da DDLX, isto é, de José Teófilo Duarte. A apresentação da pequena coletânea estará a cargo de Viriato Soromenho Marques.
Graziela Dias e Eduardo Dias lerão os poemas. António Ganhão moderará a sessão.
Ouvir ler e falar de poesia é sempre um prémio. Se conheceu o livreiro Manuel Medeiros aproveite para conhecer melhor o poeta Manuel Medeiros.
Apareça! Contamos consigo!
F.R.M.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
OS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL DOS DEPUTADOS PORTUGUESES
É o escândalo total!Uma pouca vergonha!!
- é só consultarem o D.R., 1.ª Série, n.º 226, de 21/11/2013, relativo
ao orçamento de 2014, e o D.R., 1.ª Série, n.º 222, de 16/11/2012,
relativamente ao orçamento de 2013 para comparar os valores.
2014 - https://dre.pt/pdfgratis/2013/11/22600.pdf (pag. 6521)
2013 - https://dre.pt/pdfgratis/2012/11/22200.pdf (pag. 6626)
https://dre.pt/pdf1sdip/2013/11/22600/0652006528.pdf
Subsídios de Férias e de Natal dos deputados para 2014 aumentam 91,8%!
A notícia é mesmo verdadeira e vem no Diário da República.
O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República foi já
aprovado em 25 de Outubro passado, fomos ver e notámos logo, contudo
já sem surpresa, que as despesas e os vencimentos previstos com os
deputados e demais pessoal aumentam para 2014.
Mais uma vez, como é já conhecido e sabido, a Assembleia da República
dá o mau exemplo do despesismo público e, pelos vistos, não tem
emenda.
Em relação ao ano em curso de 2013, o Orçamento para o funcionamento
da Assembleia da República para 2014 prevê um aumento global de 4,99%
nos vencimentos dos deputados, passando estes de 9.803.084 € para
10.293.000,00 €.
Mais estranho ainda é a verba relativa aos subsídios de férias e de
natal que, relativamente ao orçamento para o ano de 2013, beneficia de
um aumento de 91,8%, passando, portanto, de 1.017.270,00 € no
orçamento relativo a 2013 para 1.951.376,00 € no orçamento para 2014
(são 934.106,00 € a mais em relação ao ano anterior!).
Este brutal aumento não tem mesmo qualquer explicação racional, ainda
assim fomos consultar a respetiva legislação para ver a sua fórmula de
cálculo e não vimos nenhuma alteração legal desde o ano de 2004, pelo
que não conseguimos mesmo saber as causa e explicação para tanto..
Basta ir ao respetivo documento do orçamento da Assembleia da
República para 2014 e, no capítulo das despesas, tomar atenção à
rubrica 01.01.14, está lá para se ver.
Já as despesas totais com remunerações certas e permanentes com a
totalidade do pessoal, ou seja, os deputados, assistentes, secretárias
e demais assessores, ao serviço da Assembleia da República aumentam
5,4%, somando o total € 44.484,054.
Os partidos políticos também vão receber em 2014 a título de subvenção
política e para campanhas eleitorais o montante de € 18.261.459.
Os grupos parlamentares ainda recebem uma subvenção própria de
880.081,00 €, sendo a subvenção só para despesas de telefone e
telemóveis a quantia de 200.945,00 €.
É ver e espantar!
Caso tenham dúvidas é só consultarem o D.R., 1.ª Série, n.º 226, de
21/11/2013, relativo ao orçamento de 2014, e o D.R., 1.ª Série, n.º
222, de 16/11/2012, relativamente ao orçamento de 2013.
http://euacuso.blogs.sapo.pt/210722.html
2014 - https://dre.pt/pdfgratis/2013/11/22600.pdf (pag. 6521)
2013 - https://dre.pt/pdfgratis/2012/11/22200.pdf (pag. 6626)
https://dre.pt/pdf1sdip/2013/11/22600/0652006528.pdf
ESTE GOVERNO. QUAL GOVERNO?
António Lobo Antunes - Genial !!!
´´Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa.´´
Eça de Queirós
"Perguntam-me muitas vezes por que motivo nunca falo do governo nestas crónicas e a pergunta surpreende-me sempre. Qual Governo ? É que não existe governo nenhum. Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento. "Existe um Aguiar Branco e um Poiares Maduro. Porque não juntar-lhes um Colares Tinto ou um Mateus Rosé ? É que tenho a impressão de estar num jogo de índios e menos vinho não lhes fazia mal".
António Lobo Antunes
Ler mais: http://visao.sapo.pt/um-do-li-ta=f756315#ixzz2mymmiG3T
Um Dó Li Tá
Existe um Aguiar Branco e um Poiares Maduro. Porque não juntar-lhes um Colares Tinto ou um Mateus Rosé?
António Lobo Antunes, Crónica publicada na VISÃO 1078, de 31 de outubro
9:51 Quinta, 7 de Novembro de 2013 |
|
Perguntam-me muitas vezes por que motivo nunca falo do governo nestas crónicas e a pergunta surpreende-me sempre. Qual governo? É que não existe governo nenhum. Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento. Claro que as crianças lhes acrescentaram um pin na lapela, porque é giro
- Eh pá embora usar um pin?
que representa a bandeira nacional como podia representar o Rato Mickey
- Embora pôr o Rato Mickey?
mas um deles lembrou-se do Senhor Scolari que convenceu os portugueses a encherem tudo de bandeiras, sugeriu
- Mete-se antes a bandeira como o Obama
e, por estarem a brincar às pessoas crescidas e as play-stations virem da América, resolveram-se pela bandeirinha e aí andam, todos contentes, que engraçado, a mandarem na gente
- Agora mandamos em vocês durante quatro anos, está bem?
depois de prometerem que, no fim dos quatro anos, comem a sopa toda e estudam um bocadinho em lugar de verem os Simpsons. No meio dos meninos há um tio idoso, manifestamente diminuído, que as famílias dos meninos pediram que levassem com eles, a fim de não passar o tempo a maçar as pessoas nos bancos, de modo que o tio idoso, também de pin
- Ponha que é curtido, tio
para ali anda a fazer patetices e a dizer asneiras acerca de Angola, que os meninos acham divertidas e os adultos, os tontos, idiotas. Que mal faz? Isto é tudo a fazer de conta.
Esta criançada é curiosa. Ensinaram-me que as pessoas não devem ser criticadas pelos nomes ou pelo aspecto físico mas os meninos exageram, e eu não sei se os nomes que usam são verdadeiros: existe um Aguiar Branco e um Poiares Maduro. Porque não juntar-lhes um Colares Tinto ou um Mateus Rosé? É que tenho a impressão de estar num jogo de índios e menos vinho não lhes fazia mal. No lugar deles arranjava outros pseudónimos: Touro Sentado, Nuvem Vermelha, Cavalo Louco. Também é giro, também é americano, pá, e, sinceramente, tanto álcool no jardim escola preocupa-me. A ASAE devia andar de olho na venda de espirituosas a menores. Outra coisa que me preocupa é a ignorância da língua portuguesa nos colégios. Desconhecem o significado de palavras como irrevogável. Irrevogável até compreendo, uma coisa torcida, e a gente conhece o amor dos pequerruchos pelos termos difíceis, coitadinhos, não têm culpa, mas quando, na Assembleia, um deles declarou
- Não pretendo esconder nem ocultar
apesar da palermice me enternecer alarmou-me um nadita, mau grado compreender que o termo sinónimo seja complicado para alminhas tão tenras. Espíritos tortuosos ou manifestamente mal formados insinuam, por pura maldade, que os garotos mentem muito, o que é injusto e cruel. Eles, por inevitável ingenuidade, não mentem nem faltam às promessas que fazem: temos de levar em conta a idade e o facto da estrutura mental não estar ainda formada, e entender que mudar constantemente de discurso, desdizer-se, aldrabar, não possui, na infância, um significado grave. A irrealidade faz parte dos cérebros em evolução e, com o tempo, hão-de tornar-se pessoas responsáveis: não podemos exigir-lhes que o sejam já, é necessário ser tolerante com os pequerruchos, afagá-los, perdoar-lhes. Merecem carinho, não crítica, uma festa na cabecinha do garoto que faz de primeiro-ministro, outra na menina que eles escolheram para as Finanças e por aí fora. Não é com dureza desnecessária e espírito exageradamente rígido que os educamos. No fundo limitam-se a obedecer a uns senhores estrangeiros, no fundo, tão amorosos, que mal fazem eles para além de empobrecerem a gente, tirarem-nos o emprego, estrangularem-nos, desrespeitarem-nos, trazerem-nos fominha, destruírem-nos? São miúdos queridos, cheios de boa vontade, qual o motivo de os não deixarmos estragar tudo à martelada? Somos demasiado severos com a infância, enervam-nos os impetuosos que correm no meio das mesas dos restaurantes, aos gritos, achamos que incomodam os clientes, a nossa impaciência é deslocada. Por trás deles há pessoas crescidas a orientarem-nos, a quem tentam agradar como podem à custa daqueles que não podem. Os portugueses, e é com mágoa que escrevo isto, têm sido injustos com a infância. Deixem-nos estragar, deixem-nos multiplicar argoladas, deixem-nos não falar verdade: faz parte da aprendizagem das mulheres e homens de amanhã. Sigam o exemplo do Senhor Presidente da República que paternalmente os protege, não do senhor Ex-Presidente da República, Mário Soares, que de forma tão violenta os ataca e, se vos sobrar algum dinheiro, carreguem-lhes os telemóveis para eles falarem uns com os outros acerca da melhor forma de nos deixarem de tanga. Qual o problema se há tanto sol neste País, mesmo que não esteja lá muito certo de o não haverem oferecido aos alemães? E, de pin no casaco que nos fanaram, isto é, de pin cravado na pele
(ao princípio dói um bocadinho, a seguir passa)
encorajemos estes minúsculos heróis com um beijinho, cheio de ternura, nas testazitas inocentes.
- Eh pá embora usar um pin?
que representa a bandeira nacional como podia representar o Rato Mickey
- Embora pôr o Rato Mickey?
mas um deles lembrou-se do Senhor Scolari que convenceu os portugueses a encherem tudo de bandeiras, sugeriu
- Mete-se antes a bandeira como o Obama
e, por estarem a brincar às pessoas crescidas e as play-stations virem da América, resolveram-se pela bandeirinha e aí andam, todos contentes, que engraçado, a mandarem na gente
- Agora mandamos em vocês durante quatro anos, está bem?
depois de prometerem que, no fim dos quatro anos, comem a sopa toda e estudam um bocadinho em lugar de verem os Simpsons. No meio dos meninos há um tio idoso, manifestamente diminuído, que as famílias dos meninos pediram que levassem com eles, a fim de não passar o tempo a maçar as pessoas nos bancos, de modo que o tio idoso, também de pin
- Ponha que é curtido, tio
para ali anda a fazer patetices e a dizer asneiras acerca de Angola, que os meninos acham divertidas e os adultos, os tontos, idiotas. Que mal faz? Isto é tudo a fazer de conta.
Esta criançada é curiosa. Ensinaram-me que as pessoas não devem ser criticadas pelos nomes ou pelo aspecto físico mas os meninos exageram, e eu não sei se os nomes que usam são verdadeiros: existe um Aguiar Branco e um Poiares Maduro. Porque não juntar-lhes um Colares Tinto ou um Mateus Rosé? É que tenho a impressão de estar num jogo de índios e menos vinho não lhes fazia mal. No lugar deles arranjava outros pseudónimos: Touro Sentado, Nuvem Vermelha, Cavalo Louco. Também é giro, também é americano, pá, e, sinceramente, tanto álcool no jardim escola preocupa-me. A ASAE devia andar de olho na venda de espirituosas a menores. Outra coisa que me preocupa é a ignorância da língua portuguesa nos colégios. Desconhecem o significado de palavras como irrevogável. Irrevogável até compreendo, uma coisa torcida, e a gente conhece o amor dos pequerruchos pelos termos difíceis, coitadinhos, não têm culpa, mas quando, na Assembleia, um deles declarou
- Não pretendo esconder nem ocultar
apesar da palermice me enternecer alarmou-me um nadita, mau grado compreender que o termo sinónimo seja complicado para alminhas tão tenras. Espíritos tortuosos ou manifestamente mal formados insinuam, por pura maldade, que os garotos mentem muito, o que é injusto e cruel. Eles, por inevitável ingenuidade, não mentem nem faltam às promessas que fazem: temos de levar em conta a idade e o facto da estrutura mental não estar ainda formada, e entender que mudar constantemente de discurso, desdizer-se, aldrabar, não possui, na infância, um significado grave. A irrealidade faz parte dos cérebros em evolução e, com o tempo, hão-de tornar-se pessoas responsáveis: não podemos exigir-lhes que o sejam já, é necessário ser tolerante com os pequerruchos, afagá-los, perdoar-lhes. Merecem carinho, não crítica, uma festa na cabecinha do garoto que faz de primeiro-ministro, outra na menina que eles escolheram para as Finanças e por aí fora. Não é com dureza desnecessária e espírito exageradamente rígido que os educamos. No fundo limitam-se a obedecer a uns senhores estrangeiros, no fundo, tão amorosos, que mal fazem eles para além de empobrecerem a gente, tirarem-nos o emprego, estrangularem-nos, desrespeitarem-nos, trazerem-nos fominha, destruírem-nos? São miúdos queridos, cheios de boa vontade, qual o motivo de os não deixarmos estragar tudo à martelada? Somos demasiado severos com a infância, enervam-nos os impetuosos que correm no meio das mesas dos restaurantes, aos gritos, achamos que incomodam os clientes, a nossa impaciência é deslocada. Por trás deles há pessoas crescidas a orientarem-nos, a quem tentam agradar como podem à custa daqueles que não podem. Os portugueses, e é com mágoa que escrevo isto, têm sido injustos com a infância. Deixem-nos estragar, deixem-nos multiplicar argoladas, deixem-nos não falar verdade: faz parte da aprendizagem das mulheres e homens de amanhã. Sigam o exemplo do Senhor Presidente da República que paternalmente os protege, não do senhor Ex-Presidente da República, Mário Soares, que de forma tão violenta os ataca e, se vos sobrar algum dinheiro, carreguem-lhes os telemóveis para eles falarem uns com os outros acerca da melhor forma de nos deixarem de tanga. Qual o problema se há tanto sol neste País, mesmo que não esteja lá muito certo de o não haverem oferecido aos alemães? E, de pin no casaco que nos fanaram, isto é, de pin cravado na pele
(ao princípio dói um bocadinho, a seguir passa)
encorajemos estes minúsculos heróis com um beijinho, cheio de ternura, nas testazitas inocentes.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/um-do-li-ta=f756315#ixzz2mymmiG3T
ANA LEAL OBRIGADA A ABANDONAR A TVI POR CAUSA DA REPORTAGEM SOBRE O ENSINO PRIVADO E A ESCOLA PÚBLICA
BANDIDOS JÁ DERRUBARAM ANA LEAL
Ana Leal foi a jornalista que ousou fazer uma reportagem na TVI mostrando como o governo está a ter dinheiro para subsidiar o ensino privado, e a faltar-lhe para manter a escola pública com dignidade.
O trabalho custou-lhe o olha da rua. A ser verdade, aqui está espelhado o que temos.*Assim são os ABUTRES que detestam a VERDADE dos FACTOS! POIS "eles" SÃO OS CORRUPTOS e DESTRUIDORES DO FUTURO DO NOSSO PAÍS*
Vejam a reportagem em
http://jose-pires-um-ser-livre.blogspot.pt/2012/12/maconaria-opus-dei-e-ensino.htmlDIVULGUEM
JINDUNGO - INFORMAÇÕES ÚTEIS
JINDUNGO (PIRI-PIRI) - INFORMAÇÕES ÚTEIS!
(PARA QUEM O SAL É MUITO PREJUDICIAL)
JINDUNGO (PIRI-PIRI) ? INFORMAÇÕES ÚTEIS!
Quem coloca o gindungo no dia-a-dia está levando, além de tempero, uma série de medicamentos naturais: analgésico, anti-inflamatório, xarope, vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência.
O gindungo faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado.
O gindungo traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas..
Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto!
A substância química que dá ao gindungo o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.
No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina.
No jindungo, é a capsaicina.
Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas ? verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica!
O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo.
Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! Quanto mais arder o jindungo, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca.
E tem mais: as substâncias picantes do jindungo (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago.
Possuem efeito carminativo (antiflatulência).
Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.
Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.
Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que o jindungo, tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (jindungo), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular.
Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer. Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde.
Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose.
Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem.
Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que o jindungo não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão.
DOENÇAS QUE O JINDUNGO CURA E PREVINE
Baixa imunidade ? O jindungo tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à SIDA (aids) com resultados promissores.
Câncer ? Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.
Depressão ? A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado tb à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.
Enxaqueca ? Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.
Esquistossomose ? A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.
Feridas abertas ? É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada.
Gripes e resfriados ? Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de um pequeno jindungo por dia, como se fosse uma pílula.
Hemorróidas ? A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com jindungo para uso tópico.
Infecções ? O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.
Males do coração ? O jindungo caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos.. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.
Obesidade ? Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que o jindungo derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.
Pressão alta ? Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.
> Fonte: Publicação de Manuel Dias no Forum Intemporal- |
terça-feira, 26 de novembro de 2013
NATIONAL GEOGRAPHIC ELEGE ALENTEJO DESTINO DE 2014
National Geographic elege Alentejo como um dos destinos de 2014
A publicação inclui a região portuguesa numa selecção de 21 sítios que não pode deixar de conhecer durante o próximo ano
O National Geographic elegeu o Alentejo como um dos destinos obrigatórios para visitar em 2014.
A publicação inclui a região portuguesa numa selecção de 21 sítios que não pode deixar de conhecer durante o próximo ano.
A costa vicentina e a cidade de Évora são alguns dos pontos destacados pela revista que aconselha os viajantes a aproveitar a autenticidade da região e o estilo de vida dos alentejanos, ou seja “relaxar, treinar a paciência e esquecer de olhar para o relógio”. O ecoturismo é outro dos atractivos locais que o National Geographic sublinha, com destaque para a barragem do Alqueva e a sua envolvente e para as zonas de montado, onde se extrai a cortiça.
Além do Alentejo, a lista do National Geographic inclui outro país de expressão portuguesa, Cabo Verde.
A publicação inclui a região portuguesa numa selecção de 21 sítios que não pode deixar de conhecer durante o próximo ano.
A costa vicentina e a cidade de Évora são alguns dos pontos destacados pela revista que aconselha os viajantes a aproveitar a autenticidade da região e o estilo de vida dos alentejanos, ou seja “relaxar, treinar a paciência e esquecer de olhar para o relógio”. O ecoturismo é outro dos atractivos locais que o National Geographic sublinha, com destaque para a barragem do Alqueva e a sua envolvente e para as zonas de montado, onde se extrai a cortiça.
Além do Alentejo, a lista do National Geographic inclui outro país de expressão portuguesa, Cabo Verde.
SISTEMA FOI CONCEBIDO PARA ALBERGAR OS PODEROSOS, DIZ EX-MINISTRO
Nobre Guedes
Sistema foi concebido para "albergar os poderosos"
por Lusa, publicado por Ana MeirelesHoje


Luís Nobre Guedes já foi ministro do Ambiente Fotografia © Pedro Granadeiro/Global
Imagens
O ex-ministro do CDS-PP Luís Nobre Guedes
afirmou hoje que o sistema foi concebido para "albergar os poderosos e garantir
os interesses instalados", anunciando que vai ao congresso do partido "afrontar
o poder constituído".
Luís Nobre Guedes participou segunda-feira à noite no Clube dos Pensadores,
em Vila Nova de Gaia, onde disse que, estando "afastado da política", vai ao
congresso do CDS porque não tem "medo" nem nunca teve, antecipando "um ambiente
hostil" já que vai "afrontar o poder constituído".
"E vou-lhes dizer mais ou menos o que vos vou dizer agora: Portugal tem tudo para ser um país excecional. Tenho muitas dúvidas que o atual situacionismo saiba e seja capaz de fazer aquilo que é preciso fazer", sintetizou.
Na opinião do ex-ministro com a pasta do Ambiente e do Ordenamento do Território, "este sistema foi pensado e concebido para albergar os poderosos e garantir os interesses instalados", considerando ser "preciso ter a coragem de mudar o estado das coisas" para que não seja "um poder que é forte com os fracos e é muito fraco com os fortes".
O centrista deu cinco exemplos onde considera que "os fortes ganharam": as Parcerias Público-Privadas (PPP), os swaps, o BPN, o défice tarifário e os mercados regulados.
"Não é concebível que o poder político seja hoje controlado pelo poder económico. Isto é a subversão de tudo", condenou.
Interrogado sobre a sua relação com Paulo Portas, Nobre Guedes garante ser do CDS e que não renegou o seu partido, manifestando "uma sensibilidade diferente em relação ao modo como as coisas têm sido conduzidas".
"Eu sou do CDS e vou ao CDS dizer o que penso. Provavelmente o CDS vai dizer: obrigadíssimo, não queremos isto para nada porque nós estamos muito bem. O nosso banquete está muito bom. Como eu costumo dizer, é muito difícil sair de um banquete com salmão e caviar para o frango assado. É estar a pedir muito", ironizou.
O ex-ministro disse ainda estranhar que, "em dois anos e meio, haja tanta apatia por parte dos dois partidos que apoiam a maioria governativa".
"Eu acho que a oposição faz o que tem a fazer, que é criticar o Governo. Eu tenho dúvidas de que os partidos que apoiam o Governo façam tudo quanto devem fazer para apoiar o Governo que é deles", explicou.
O advogado defendeu uma revisão da Constituição, que diz não passar "nem por mexer nos princípios da Constituição nem por mexer nos direitos sociais".
"Rever a Constituição passa por ter a coragem de fazer duas coisas no mínimo: reforçar os poderes do Presidente da República e de uma vez por todas fazer a revisão da lei eleitoral que não se quer fazer e sem a qual é impossível voltar a dar credibilidade a este regime", elencou.
Para Nobre Guedes, nem a direita ou o Governo "se devam afirmar por provas de autoridade ou de autoritarismo".
"A direita gosta muito de autoridade e de algum autoritarismo. Eu não gosto. E daí uma das minhas divergências com o meu presidente de partido e amigo, Paulo Portas. É que eu não gosto desse tipo de reação", diferenciou.
O centrista disse ainda não entender cortes de salários e de pensões sem que "duas coisas emblemáticas" sejam feitas: "na próxima legislatura não termos mais de 180 deputados e não era já tempo, passados três anos, de terem extinto pelo menos um concelho?".
"E vou-lhes dizer mais ou menos o que vos vou dizer agora: Portugal tem tudo para ser um país excecional. Tenho muitas dúvidas que o atual situacionismo saiba e seja capaz de fazer aquilo que é preciso fazer", sintetizou.
Na opinião do ex-ministro com a pasta do Ambiente e do Ordenamento do Território, "este sistema foi pensado e concebido para albergar os poderosos e garantir os interesses instalados", considerando ser "preciso ter a coragem de mudar o estado das coisas" para que não seja "um poder que é forte com os fracos e é muito fraco com os fortes".
O centrista deu cinco exemplos onde considera que "os fortes ganharam": as Parcerias Público-Privadas (PPP), os swaps, o BPN, o défice tarifário e os mercados regulados.
"Não é concebível que o poder político seja hoje controlado pelo poder económico. Isto é a subversão de tudo", condenou.
Interrogado sobre a sua relação com Paulo Portas, Nobre Guedes garante ser do CDS e que não renegou o seu partido, manifestando "uma sensibilidade diferente em relação ao modo como as coisas têm sido conduzidas".
"Eu sou do CDS e vou ao CDS dizer o que penso. Provavelmente o CDS vai dizer: obrigadíssimo, não queremos isto para nada porque nós estamos muito bem. O nosso banquete está muito bom. Como eu costumo dizer, é muito difícil sair de um banquete com salmão e caviar para o frango assado. É estar a pedir muito", ironizou.
O ex-ministro disse ainda estranhar que, "em dois anos e meio, haja tanta apatia por parte dos dois partidos que apoiam a maioria governativa".
"Eu acho que a oposição faz o que tem a fazer, que é criticar o Governo. Eu tenho dúvidas de que os partidos que apoiam o Governo façam tudo quanto devem fazer para apoiar o Governo que é deles", explicou.
O advogado defendeu uma revisão da Constituição, que diz não passar "nem por mexer nos princípios da Constituição nem por mexer nos direitos sociais".
"Rever a Constituição passa por ter a coragem de fazer duas coisas no mínimo: reforçar os poderes do Presidente da República e de uma vez por todas fazer a revisão da lei eleitoral que não se quer fazer e sem a qual é impossível voltar a dar credibilidade a este regime", elencou.
Para Nobre Guedes, nem a direita ou o Governo "se devam afirmar por provas de autoridade ou de autoritarismo".
"A direita gosta muito de autoridade e de algum autoritarismo. Eu não gosto. E daí uma das minhas divergências com o meu presidente de partido e amigo, Paulo Portas. É que eu não gosto desse tipo de reação", diferenciou.
O centrista disse ainda não entender cortes de salários e de pensões sem que "duas coisas emblemáticas" sejam feitas: "na próxima legislatura não termos mais de 180 deputados e não era já tempo, passados três anos, de terem extinto pelo menos um concelho?".
CAPITÃES DE ABRIL ALERTAM PARA PERIGO DE VIOLÊNCIA
'Capitães de Abril' alertam para perigo de violência
por Lusa, publicado por Ana Meireles
Hoje
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Os "capitães de Abril" Vasco Lourenço e
Otelo Saraiva de Carvalho reiteraram esta segunda-feira alertas para o perigo de
violência na atual situação político-económica em Portugal, após uma conferência
de quase quatro horas sobre o 25 de Novembro, em Lisboa.
No auditório da Sociedade Portuguesa de Autores, os dois coronéis foram
trocando, entre si e com a plateia, repleta de outros militares, factos, relatos
e interpretações dos acontecimentos vividos desde a Revolução dos Cravos, em 25
de Abril de 1974, ao golpe militar liderado pelo depois Presidente da República
Ramalho Eanes, que instituiu o Processo Constitucional no lugar do Processo
Revolucionário em Curso (PREC).
"Eu sou um dos que sou acusado disso. Não estou a incitar à violência. Estou a alertar para que a violência vem aí. Venho a fazer este alerta há cerca de três anos. A figura que criei na altura foi 'vem aí nova revolta de escravos', se não se alterarem as políticas que estão a ser feitas. Quem está a provocar a violência é quem está a fazer as políticas", afirmou Vasco Lourenço, referindo-se a declarações anteriores, num encontro organizado por outro ex-Presidente da República, Mário Soares, há dias na Aula Magna.
O coronel, assumidamente "moderado" rejeitou ter feito quaisquer "apelos à violência", mas insistiu que, "se não alterarem as políticas, a violência vai ser inevitável", adiantando que, tal como as suas palavras, também Soares não quis incentivar qualquer ação violenta.
"É indisciplina! A burguesia, a classe dominante, a minha classe, fica extremamente em aflição quando há um prenúncio de violência. É a única linguagem. Como o Estado burguês tem o monopólio da violência e lhe foge ao controlo, da polícia, da GNR, a classe dominante fica aflita", comentou Otelo, por seu turno, sobre a recente invasão das escadarias da Assembleia da República por parte de profissionais das forças de segurança.
Para o dirigente operacional do golpe militar que depôs o Estado Novo, "vão continuar a existir coisas dessas".
"Mário Soares fez aquela charla na Aula Magna e avisou que vem aí a violência. Eu também julgo que sim. Apesar de o nosso povo ser de brando costumes - o povo é sereno, dizia o almirante Pinheiro de Azevedo -, mas, a certa altura, quando a coisa extravasa, a criminalidade está a aumentar, pode-se passar para atos de violência que vão chocar enormemente a classe burguesa que, depois, é capaz de não ter polícia e todas as forças de repressão para atuarem. E aí, é um problema", disse.
Relativamente à homenagem fez esta segunda-feira ao antigo Chefe de Estado Ramalho Eanes, Vasco Lourenço, reconheceu que a figura é merecedora, mas discordou da data em causa, por poder "abrir feridas".
"Acho que a homenagem é justa pelo passado dele, agora podia ser feita, por exemplo, no 1.º de Dezembro ou no dia de anos do general Ramalho Eanes. Eu não estou na homenagem só por isso. Ao fazerem no 25 de Novembro, estão a realçar a divisão que houve. Já muito se conseguiu, muitas feridas conseguiram ser saradas e agora estão a reabri-las", justificou.
Sobre Eanes, Otelo classificou-o como "um prussiano", já que se "agarrou à Constituição como se fosse um regulamento de disciplina militar e tudo o que fugisse dali, 'corta'".
Saraiva de Carvalho considerou que "o 25 de Novembro representa uma paragem, uma travagem brusca no PREC, que estava a ter um curso acidentado, um bocado atormentado, indisciplinado, nos quartéis (...). Que levou ao poder a fação mais moderada, mais aceite pelo Mundo ocidental".
Analisando a atualidade, Vasco Lourenço defendeu que Portugal está a assistir à "destruição de tudo o que cheira a Abril", tornando-se um "protetorado de forças estrangeiras, em que o poder está a vender o país a pataco", caminhando "para situações que de democráticas têm muito pouco".
"Eu sou um dos que sou acusado disso. Não estou a incitar à violência. Estou a alertar para que a violência vem aí. Venho a fazer este alerta há cerca de três anos. A figura que criei na altura foi 'vem aí nova revolta de escravos', se não se alterarem as políticas que estão a ser feitas. Quem está a provocar a violência é quem está a fazer as políticas", afirmou Vasco Lourenço, referindo-se a declarações anteriores, num encontro organizado por outro ex-Presidente da República, Mário Soares, há dias na Aula Magna.
O coronel, assumidamente "moderado" rejeitou ter feito quaisquer "apelos à violência", mas insistiu que, "se não alterarem as políticas, a violência vai ser inevitável", adiantando que, tal como as suas palavras, também Soares não quis incentivar qualquer ação violenta.
"É indisciplina! A burguesia, a classe dominante, a minha classe, fica extremamente em aflição quando há um prenúncio de violência. É a única linguagem. Como o Estado burguês tem o monopólio da violência e lhe foge ao controlo, da polícia, da GNR, a classe dominante fica aflita", comentou Otelo, por seu turno, sobre a recente invasão das escadarias da Assembleia da República por parte de profissionais das forças de segurança.
Para o dirigente operacional do golpe militar que depôs o Estado Novo, "vão continuar a existir coisas dessas".
"Mário Soares fez aquela charla na Aula Magna e avisou que vem aí a violência. Eu também julgo que sim. Apesar de o nosso povo ser de brando costumes - o povo é sereno, dizia o almirante Pinheiro de Azevedo -, mas, a certa altura, quando a coisa extravasa, a criminalidade está a aumentar, pode-se passar para atos de violência que vão chocar enormemente a classe burguesa que, depois, é capaz de não ter polícia e todas as forças de repressão para atuarem. E aí, é um problema", disse.
Relativamente à homenagem fez esta segunda-feira ao antigo Chefe de Estado Ramalho Eanes, Vasco Lourenço, reconheceu que a figura é merecedora, mas discordou da data em causa, por poder "abrir feridas".
"Acho que a homenagem é justa pelo passado dele, agora podia ser feita, por exemplo, no 1.º de Dezembro ou no dia de anos do general Ramalho Eanes. Eu não estou na homenagem só por isso. Ao fazerem no 25 de Novembro, estão a realçar a divisão que houve. Já muito se conseguiu, muitas feridas conseguiram ser saradas e agora estão a reabri-las", justificou.
Sobre Eanes, Otelo classificou-o como "um prussiano", já que se "agarrou à Constituição como se fosse um regulamento de disciplina militar e tudo o que fugisse dali, 'corta'".
Saraiva de Carvalho considerou que "o 25 de Novembro representa uma paragem, uma travagem brusca no PREC, que estava a ter um curso acidentado, um bocado atormentado, indisciplinado, nos quartéis (...). Que levou ao poder a fação mais moderada, mais aceite pelo Mundo ocidental".
Analisando a atualidade, Vasco Lourenço defendeu que Portugal está a assistir à "destruição de tudo o que cheira a Abril", tornando-se um "protetorado de forças estrangeiras, em que o poder está a vender o país a pataco", caminhando "para situações que de democráticas têm muito pouco".
INVASÃO DOS MINISTÉRIOS - ÀS ARMAS, ÀS ARMAS, NOBRE POVO...
Manifestantes invadem ministérios
Ministérios da Economia, da Saúde, do Ambiente e das Finanças ocupados por sindicalistas.
Cerca de uma centena de dirigentes e ativistas sindicais invadiram esta terça-feira o Ministério da Saúde para dizer que não aceitam o Orçamento do Estado para 2014. Os manifestantes mostram-se dispostos a não abandonar o edifício enquanto não forem recebidos pelo ministro.
Célia Portela, da União dos Sindicatos de Lisboa, disse à agência Lusa que estes profissionais pretendem mostrar que não aceitam um orçamento que é "uma asfixia e um roubo para os trabalhadores e para a população".
"De forma simbólica entrámos no Ministério da Saúde para o ministro nos receber e para lhe dizermos que não aceitamos este orçamento", afirmou a sindicalista, acrescentando terem chegado por volta das 14h50.
Gritando palavras de ordem e ostentando uma faixa com a inscrição "este orçamento é um roubo", os protestantes estão sentados no chão da receção do ministério, de onde afirmam não sair até o ministro os receber.
O ministério da Saúde não é o único ocupado esta tarde. Sindicalistas da CGTP estão a ocupar os ministérios da Economia, da Saúde, do Ambiente e das Finanças, em Lisboa. A informação foi avançada por Célia Portela.
Segundo a mesma fonte, o objetivo do protesto é conseguir reuniões com os ministros responsáveis por cada uma das áreas para com eles discutir os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014, aprovado esta terça-feira
Célia Portela, da União dos Sindicatos de Lisboa, disse à agência Lusa que estes profissionais pretendem mostrar que não aceitam um orçamento que é "uma asfixia e um roubo para os trabalhadores e para a população".
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
ANGOLA E O SENHOR ENGENHEIRO
Diretamente de Angola para todo o Mundo !!!
Aqui vai uma crónica muito bem escrita, que demonstra o que é Angola!!!
Este veio de Angola, meus amigos!
E como povo especial escolhido por ele, não temos água nem luz na cidade. Temos asfalto cada dia mais esburacado . Os que, de entre nós, vivem na periferia, não têm nada . Nem asfalto. Só miséria, lixo, mosquitos, águas paradas. Hospitais?!!! Nem pensar. O povo especial não precisa . Não adoece. Morre apenas sem saber porquê. E quando se inaugura um hospital bonito e ficamos com a esperança de que as coisas vão mudar minimamente, descobre-se que as máquinas são chinesas , com manuais chineses sem tradução e que ninguém sabe operá-las... Estas são opções especiais para um povo especial. Educação?!! O povo especial não precisa. Cospe-se na rua ( e agora com os chineses, temos que ter cuidado para não caminharmos sobre escombros escarrados de fresco...), vandalizam-se costumes, ignoram-se tradições . Escolas para quê e para ensinar o quê?!! Que o sr.engenheiro é um herói porque fugiu ali algures da marginal acompanhado de outros tantos magníficos?!!! Que a Deolinda Rodrigues morreu num dia fictício que ninguém sabe qual mas nada os impediu de transformar um dia qualquer em feriado nacional?!!!! O embuste da história recente de Angola é tão completo e manipulado que até mesmo eles parecem acreditar nas mentiras que inventaram... Se incomodarmos o sr.engenheiro de qualquer forma, sai a guarda pretoriana dele e nós ficamos quietos a vê-los barrar ruas anarquicamente sem nos deixar alternativas para chegarmos a casa ou aos empregos. O povo especial nem precisa ir trabalhar se resolvem fechar as ruas. Se saírmos para almoçar e eles bloqueiam as ruas sem qualquer explicação, só temos uma hipótese : como povo especial não precisa de comer , dá-se meia volta de barriga vazia e volta-se para o emprego. E isto quando não ficamos horas parados à espera que o sr.engenheiro e sua comitiva recolham aos seus lares e nos deixem, finalmente circular. Entramos em casa às escuras e saímos às escuras. Tomamos banho de caneca. Sim, bem à moda do velho e antigo regime do MPLA-PT do século passado . Luanda, que ainda resiste a tantos maus-tratos e insiste em conservar os vestígios da sua antiga beleza, agora é violentada pelos chineses . Sodomizada . Sistematicamente. Dia e noite. Está exaurida; de rastos, de cócoras diante dos novos "amigos" do sr.engenheiro. Eles dão-se, inclusive, ao luxo de erguerem dois a três restaurantes chineses numa mesma rua . A ilha do Cabo tem mais restaurantes chineses que qualquer outra rua de qualquer outra cidade ocidental ou africana : CINCO!!!! A China Town instalada em Luanda. As inscrições que colocam nos tapumes das obras em construção, admirem-se, estão escritas na língua deles. Eles são os novos senhores. Os amigos do sr.engenheiro. A par do Sr.Falcone... a este foi-lhe oferecido um cargo e passaporte diplomático. Aos outros, que andam aos bandos, é-lhes oferecido a carne fresca das nossas meninas . Impunemente. Alegremente. Com o olhar benevolente dos canalhas de fato e gravata. Lá fora, no mundo civilizado sem povos especiais, caçam os pedófilos. Aqui, criam e estimulam pedófilos. Acham graça. Qualidade de vida é coisa que o povo especial nem sabe o que é. Nem quantidade de vida, uma vez que morremos cedo, assim que fazemos 40 anos. Se vivermos mais um pouco, ficamos a dever anos à cova, pois não nos é permitida essa rebeldia. E quem dura mais tempo, é castigado : ou tem parentes que cuidem ou vai para a rua pedir esmola! Importam-se carros. E mais carros. De luxo. Esta é a imagem de marca deles : carros de luxo em estradas descartáveis, esburacadas. Ah... e telemóveis!!!! Qualquer Prado ou Hummer tem que levar ao volante um elemento com telemóvel. Lá fora, no mundo civilizado sem povos especiais, é proibido o uso do telemóvel enquanto se conduz. Aqui é sinal de status, de vaidade balofa!!!!!!!!!! Pobre povo especial. Sem transportes, sem escolas, sem hospitais. À mercê dos candongueiros, dos "dirigentes" e dos remédios que não existem. Sem perspectivas de futuro. Os nossos "amanhãs" já amanhecem a gemer: de fome, de miséria, de subnutrição, de ignorância, de analfabetismo , de corrupção, de incompetência, de doenças antes erradicadas , de ira contida, de revolta recalcada. O grito está latente. Deixem-no sair : BASTA!!!!!! Residente em Angola |
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