quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA - CONVITE
CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA - CONVITE
A CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA E O AUTOR
CONVIDAM-NO
PARA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO
TAMBWE - A UNHA DO LEÃO
A SESSÃO TERÁ LUGAR NO DIA 17 DE FEVEREIRO,
ÀS 21 HORAS,
NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PALMELA,
NO LARGO DE S. JOÃO Nº6
EM PALMELA
O LIVRO SERÁ APRESENTADO PELA
DRª ANITA VILAR.
VIAGEM MUSICAL COM O SAXOFONISTA
RAFAEL LOPES.
LEITURA DE EXCERTOS DO LIVRO POR
CECÍLIA NUNES.
EXPOSIÇÃO DAS ILUSTRAÇÕES
DO PINTOR
NUNO DAVID
EXCERTOS DO CAPÍTULO 7 DO LIVRO "TAMBWE-A UNHA DO LEÃO"
[.........]
NASCI NUM LUGAR ESTRANHO.
TÃO ESTRANHO QUE NUNCA O CONSEGUI IDENTIFICAR NO MAPA.
VOLÁTIL COMO A ARAGEM, TORNAVA-SE INACESSÍVEL AOS AMBICIOSOS QUE LHE QUERIAM CONHECER OS SEGREDOS[...]
LUGAR ASSIM, FICAVA EM PALCO NENHUM. APENAS ALI CONSEGUIAM CHEGAR AQUELES QUE SE ESQUECIAM DO TEMPO, AQUELES QUE OLHAVAM A ALMA COMO SE LESSEM UM LIVRO ABERTO[...]
TODOS OS HABITANTES DO ESTRANHO LUGAR ONDE NASCI ERAM SERES NEM BRANCOS, NEM NEGROS, MAS DE PELE FRESCA GRAÇAS AO VENTO DA MONTANHA QUE CERCAVA A ALDEIA COM UM ANEL DE ROCHAS E MISTÉRIO[...]
LUGAR ESTRANHO, ESTE, EM QUE PESSOAS E NATUREZA SE HARMONIZAVAM COMO SE FOSSEM UM SÓ, MIMETISMO SALVADOR QUE OS PROTEGIA DA DEVASSA DOS PREDADORES[…] ÀS ESTRADAS ANTIGAS A PERSISTÊNCIA DOS DIAS DISFARÇAVA-LHES A SINUOSIDADE DO CORPO, ÀS PONTES IMPROVISADAS A IRA DO TEMPO ROUBAVA-LHES A UTILIDADE[...]
LUGAR ESTRANHO, ESTE, ONDE NASCI. BASTAVA A MÃO BENFAZEJA DA CHUVA TÉPIDA SOBRE O CORPO SENSUAL PARA QUE AS CHAGAS ESCAVADAS NA TERRA CICATRIZASSEM.
LUGAR ESTRANHO, ESTE, EM QUE NASCI; AS MULHERES, OS HOMENS, AS CRIANÇAS, RIAM-SE POR TUDO E POR NADA: DO VOO DO PÁSSARO, DO UIVO DO CÃO, DO RASTEJAR DA COBRA[...]
LUGAR ESTRANHO ONDE AS PESSOAS ERAM FELIZES SEM O SABEREM[...]
NASCI NUM LUGAR ASSIM, NUM RECANTO ESCONDIDO DA TERRA, TÃO BELO QUE AINDA HOJE SINTO, DURANTE O SONO, QUANDO FAÇO AMOR, O VENTO SECO E FRESCO NASCIDO NAS GRUTAS ONDE OS ANTEPASSADOS ADORMECIAM PARA SEMPRE[...]
À NOITE, ILUMINADOS PELO DIA DA LUA[…] EM SILÊNCIO[…] SUBÍAMOS POR VEREDAS PENDURADAS SOBRE PRECIPÍCIOS ATÉ ÀS GRUTAS ONDE O VENTO NASCIA[...] ERA UM MOMENTO DE MAGIA. TODOS SABÍAMOS O QUE IA ACONTECER[...] A GRUTA TRANSFIGURAVA-SE. A UMA SUCESSÃO DE ESTRONDOS, PROVOCADOS PELA ABRUPTA ABERTURA DAS PORTINHOLAS DOS NICHOS, LIBERTANDO AS ALMAS ADORMECIDAS, SUCEDIA UMA DANÇA DE FOGOS-FÁTUOS[...] O CULTO, A FESTA, O CERIMONIAL, DURAVA O TEMPO NECESSÁRIO À ALIMENTAÇÃO E LIBAÇÃO DAS EXIGENTES E INQUIETAS DIVINDADES FAMILIARES[...]
TUDO ERA DIFERENTE, EXTRAVAGANTE, NA REALIDADE DA TERRA ONDE NASCI. AS MULHERES ESPERAVAM-NOS, ESCONDIDAS ENTRE A VEGETAÇÃO LUXURIANTE. IMPOSSÍVEL RECUSAR[...] ARRASTAVAM A DOCILIDADE DO MACHO EXCITADO PARA A SOMBRA DAS ÁRVORES, ESFREGAVAM-LHE O CORPO COM ERVAS DE CHEIRO SULFUROSO, SECAVAM-NO COM TERRA E APODERAVAM-SE DO CORPO COMO O DEMÓNIO SE APODERA DAS ALMAS DESAVINDAS. FINDA A ORGIA, OS CORPOS DEAMBULAVAM PELAS SENDAS DA FLORESTA DURANTE DIAS, COMO SE ESTIVESSEM EMBRIAGADOS, EM DIRECÇÃO ÀS ÁGUAS DOS RIOS QUE LHES ARREFECIAM O ÂNIMO E A LOUCURA DOS MÚSCULOS INCANDESCENTES[...]
QUANDO NASCI, A ALDEIA INTEIRA FOI VER-ME[...] NUM CERIMONIAL PREPARADO EM SEGREDO, ESCONDERAM-ME NUM CÍRCULO DE GENTE QUE CANTAVA E BESUNTARAM-ME O CORPO COM ÓLEOS DE JIBÓIA PARA O PROTEGER DAS DOENÇAS[…] SOB A LÍNGUA, QUE ANSIAVA POR UM POUCO DE LEITE, DEPOSITARAM CRISTAIS DE GIRASSONDE QUE ME TORNARAM, PARA SEMPRE, ROBUSTO[...] FANTASIA DO PRINCÍPIO DO MUNDO[...]
ERA UM LUGAR ESTRANHO, ESTE, ONDE NASCI; SEM LEI QUE NÃO FOSSE A DOS SENTIDOS, SEM AUTORIDADE QUE NÃO FOSSE A QUE EMANAVA DA MAGIA DOS ESPÍRITOS DOS ANTEPASSADOS[...] UM LUGAR DE FANTASIA, SEM HORAS NEM TEMPO[...]
EM TERRA ASSIM, TODOS ÉRAMOS FEITICEIROS.
(EXCERTOS DO CAPÍTULO 7 – A ALDEIA DOS HOMENS MÁGICOS – DO ROMANCE TAMBWE-A UNHA DO LEÃO)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
FRASES PARA REFLECTIR
"O Governo diz já ver uma luz ao fundo do túnel. Deve ser um comboio vindo em sentido contrário!"
(João Cravinho, em entrevista na SIC)
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"A festa que o Governo está a fazer com o acordo de Concertação Social é o mesmo que pôr tunning num carro sem motor "
CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA - CONVITE
A CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA E O AUTOR
CONVIDAM-NO
PARA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO
TAMBWE - A UNHA DO LEÃO
A SESSÃO TERÁ LUGAR NO DIA 17 DE FEVEREIRO,
ÀS 21 HORAS,
NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PALMELA,
NO LARGO DE S. JOÃO Nº6
EM PALMELA
O LIVRO SERÁ APRESENTADO PELA
DRª ANITA VILAR.
VIAGEM MUSICAL COM O SAXOFONISTA
RAFAEL LOPES.
LEITURA DE EXCERTOS DO LIVRO POR
CECÍLIA NUNES.
EXPOSIÇÃO DAS ILUSTRAÇÕES
DO PINTOR
NUNO DAVID
TEERÃO AMEAÇOU FECHAR O ESTREITO DE ORMUZ
“Foi concluído um acordo de princípio para um embargo petrolífero ao Irão” durante uma reunião de embaixadores dos países da UE em Bruxelas, indicou uma fonte da AFP que pediu para não ser identificada.
Em resposta, um alto funcionário do Governo iraniano disse que Teerão não vai esperar pelo dia 1 de Julho e irá suspender imediatamente todas as vendas de petróleo aos países europeus. "Os preços vão subir e os europeus vão ter problemas", disse Ali Fallahian à agência noticiosa Fars, citada pela BBC.
“Actualmente, e em virtude do momento que se vive, o Irão pode vende ro seu petróleo a quem quiser. (...) Com estas sanções o preço vai aumehtar e quem ficará em desvantagem é a Europa e os Estados Unidos da América", disse também à Fars, agora citada pela AFP, Ali Adiani, da comissão parlamentar iraniana para a Energia.
Espera-se que o défice de petróleo de origem iraniana seja compensado por outros países da zona do Golfo Pérsico. O Irão vende cerca de 20% do seu petróleo aos países da União Europeia. O grosso das suas vendas realiza-se na Ásia.
Entretanto, o porta-aviões USS Abraham Lincoln patrulhou ontem sem incidentes o Estreito de Ormuz, apesar das ameaças recentes do Irão.
Sabe-se igualmente que uma embarcação britânica (HMS Argyll) e outra francesa se juntaram a este porta-aviões americano e a um outro - o USS Carl Vinson - numa patrulha pelo Golfo a fim de marcarem uma posição: sublinhar o compromisso inabalável internacional pela manutenção dos direitos de passagem naquele estreito, indicou uma fonte do ministério britânico da Defesa citado pela CNN.
Teerão ameaçou recentemente fechar o Estreito de Ormuz - a única entrada e saída para o Golfo Pérsico - numa altura em que o Irão enfrenta um escrutínio cada vez mais apertado por parte das potências ocidentais em torno do seu programa nuclear.
PETIÇÃO PEDE DEMISSÃO DE CAVACO SILVA
23.01.2012 - Por Lusa
Cerca de 6500 pessoas já assinaram a petição online que pede a demissão do Presidente da República, considerando que perante a "falta de senso e respeito" das declarações sobre as suas pensões não reúne condições para representar os portugueses.

Lançada no sábado por Nuno Luís Marreiros, a petição online "Pedido de demissão do Presidente da República" tinha 3979 assinaturas às 18h30 desta segunda-feira. Às 21h15, o número de assinaturas já tinha subido para as 6500. Um aumento de cerca de 2500 nomes em apenas 2h45.
No texto da petição, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas.
"Estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.
Perante "tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa", é ainda referido na petição, o Presidente da República "não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa".

"Peso isto bem como o medíocre desempenho do senhor Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fracturantes da sociedade portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao senhor Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa", é ainda referido.
Contactado pela Lusa, o primeiro signatário da petição, Nuno Luís Marreiros, explicou que escreveu o texto no sábado de manhã, depois de decidir que em vez de se "resignar" e "comentar só com os amigos", desta vez deveria "ter outro tipo de atitude".
Com 35 anos e desempregado, depois de ter trabalhado em consultadoria comercial, Nuno Luís Marreiros, confessou ter ficado surpreendido com o número de subscritores que já assinaram a petição.
"Não estava à espera, mas nem sei se fico feliz ou se fico triste porque, afinal, tantas pessoas pensam como eu e sentem o mesmo", afirmou.
Nuno Luís Marreiros disse ainda não saber "que caminho vai dar à petição", mas admitiu que gostaria que "tivesse mais consequência".
"Não sei ainda o que vou fazer, talvez enviá-la para a Assembleia da República, mas ainda não sei", referiu o primeiro signatário da petição.
Uma petição tem se ser subscrita por mais de quatro mil cidadãos para ser apreciada no plenário da Assembleia da República.
VENDA DE COMBOIO HISTÓRICO CAUSA ESCÂNDALO
Por Carlos Cipriano
Comboio está operacional e estava destinado à Linha do Vouga
Federação Europeia de Caminhos-de-Ferro Turísticos apelou a museus para não comprarem comboio de via estreita estacionado na Régua, em nome da defesa do património português.A CP tentou vender junto de museus ferroviários europeus o comboio histórico de via estreita estacionado na Régua, mas a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos (Fedecrail) boicotou essa tentativa, pedindo aos museus que renunciassem à compra, mesmo que estivessem interessados.
"Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado", disse ao PÚBLICO Jacques Daffis, vice-presidente da Fedecrail, que tomou a iniciativa de informar o Museu Nacional Ferroviário português, que desconhecia esta tentativa de venda por parte da CP. "O que é incrível é que a CP tenha proposto a sua venda sem informar previamente o museu português", disse, explicando que a posição da Fedecrail é de que o património deste tipo só deve ser vendido ao estrangeiro "se não houver nenhuma possibilidade de preservação no país de origem e/ou se estiver em perigo".
Esta posição oficial da CP surpreendeu o presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Júlio Arroja, que tinha pedido à CP para que houvesse uma "cedência" (e não uma venda) daquele material circulante ao museu. "Foi feito um pedido à administração da CP e creio que o assunto está bem encaminhado", disse ao PÚBLICO.
É que, embora tenha sede no Entroncamento, o Museu Nacional Ferroviário tem secções museológicas em todo o país e existe precisamente um projecto para Macinhata do Vouga (Águeda). Este projecto consiste na requalificação do complexo ferroviária daquela estação, para albergar ali o comboio histórico e poder vir a dar-lhe utilização, com passeios turísticos entre Aveiro, Águeda e Sernada do Vouga. Um projecto que agora fica no limbo, com o encerramento da Linha do Vouga.
Material do início do séc. XX
O comboio histórico de via estreita em causa é composto por uma locomotiva a vapor fabricada na Alemanha em 1923 e enviada para Portugal a título de indemnização da I Grande Guerra. Esta máquina prestou serviço em praticamente todas as linhas de via estreita do país e está ainda operacional. A composição pode também ser rebocada por uma locomotiva a diesel de 1964, fabricada em Espanha, e comprada pela CP em segunda mão nos anos setenta.
Além de um furgão em madeira de 1925 e de um vagão-cisterna, a composição inclui uma carruagem de origem belga de 1908, outra fabricada na Alemanha em 1925 e ainda uma outra construída pelos então Caminhos de Ferro do Estado, nas oficinas do Porto, em 1913. O conjunto constitui um acervo único em Portugal e raro na Europa, que deve ser preservado, "de preferência no país de origem", refere Jacques Daffis.
CONVITE PARA CONCERTO NO INSTITUTO PIAGET
INSTITUTO PIAGET | CONCERTO 25 DE JANEIRO DE 2012 | 21H30 | AULA MAGNA
INSTITUTO PIAGET | CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALMADA
CONCERTO DE ALUNOS DOS CURSOS DE
MESTRADO EM CANTO E LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO MUSICAL
CONCERTO DE ALUNOS DOS CURSOS DE
MESTRADO EM CANTO E LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO MUSICAL
25 DE JANEIRO DE 2012 | 21H30 | AULA MAGNA
Laudate Dominum Wolfgang Amadeus Mozart (1755-1791)
de Vesperae solenne de confessore, KV 339 (1779)
Pie Jesu Gabriel Fauré (1845-1924)
de Requiem, Op. 48 (ca. 1887-90)
Quia Respexit Johann Sebastian Bach (1685-1750)
de Magnificat, BWV 243 (ca. 1723-33)
Raquel Gama, soprano
Karina Aksenova, piano
Salve Regina (1736) Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736)
I. Salve Regina
II. Ad te clamamus
III. Ad te suspiramus
IV. Eia ergo
V. Et Jesum
VI. O clemens
Manuel Brás da Costa, contratenor
Clara Gomes, violino
Johann Velislav, violino
Jean Aroutiounian, viola
Henrique Capinha, violoncelo
Karina Aksenova, piano
Gloria em Ré M, RV 589 (ca. 1716) Antonio Vivaldi (1678-1741)
I. Gloria in excelsis Deo
II. Et in terra pax hominibus
III. Laudamus te
IV. Gratia agimus tibi
V. Domine Deus, Rex coelestis
VI. Domine Fili unigenite
VII. Domine Deus, Agnus Dei
VIII. Qui tollis peccata mundi
IX. Qui sedes ad dexteram Patris
X. Quoniam tu solus sanctus
XI. Cum Sancto Spiritu
Raquel Gama, soprano
Manuel Brás da Costa, contratenor
Paula Nogueira, oboé
Henrique Capinha, violoncelo
Karina Aksenova, piano
Coro da Licenciatura em Educação Musical
Gonçalo Gomes Gouveia, direcção
de Vesperae solenne de confessore, KV 339 (1779)
Pie Jesu Gabriel Fauré (1845-1924)
de Requiem, Op. 48 (ca. 1887-90)
Quia Respexit Johann Sebastian Bach (1685-1750)
de Magnificat, BWV 243 (ca. 1723-33)
Raquel Gama, soprano
Karina Aksenova, piano
Salve Regina (1736) Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736)
I. Salve Regina
II. Ad te clamamus
III. Ad te suspiramus
IV. Eia ergo
V. Et Jesum
VI. O clemens
Manuel Brás da Costa, contratenor
Clara Gomes, violino
Johann Velislav, violino
Jean Aroutiounian, viola
Henrique Capinha, violoncelo
Karina Aksenova, piano
Gloria em Ré M, RV 589 (ca. 1716) Antonio Vivaldi (1678-1741)
I. Gloria in excelsis Deo
II. Et in terra pax hominibus
III. Laudamus te
IV. Gratia agimus tibi
V. Domine Deus, Rex coelestis
VI. Domine Fili unigenite
VII. Domine Deus, Agnus Dei
VIII. Qui tollis peccata mundi
IX. Qui sedes ad dexteram Patris
X. Quoniam tu solus sanctus
XI. Cum Sancto Spiritu
Raquel Gama, soprano
Manuel Brás da Costa, contratenor
Paula Nogueira, oboé
Henrique Capinha, violoncelo
Karina Aksenova, piano
Coro da Licenciatura em Educação Musical
Gonçalo Gomes Gouveia, direcção
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
PARA OS POLÍTICOS, O SUBSÍDIO DE FÉRIAS E NATAL CHAMA-SE, AGORA, "ABONO SUPLEMENTAR"
Diário da República, 2.ª série — N.º 14 — 19 de janeiro de 2012
THE GOVERMENT - O GOVERNO SA - BILDERBERG GROUP
http://www.youtube.com/watch?v=4Wt6Yj54seg&feature=youtu.be
The Goverment - O GOVERNO, SA e uma visão do teu futuro... Bilderberg Group
LET THE CHILDREN HAVE A WORLD - DANA WINNER
Let the Children Have a World where there is no pain, no sorrow, where everybody can be free .… SOUND
Deeixem que as crianças possam viver num mundo sem dor nem tristeza, em que todas possam ser livres!
Todos devíamos aprender e cantar esta canção, tão linda que é, em conteúdo e som!!! E, sobretudo, porque é dedicada às crianças!
VELHOS E POBRES? ATIREM-NOS PARA A VALETA!
A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite entende que os doentes com mais de 70 anos que necessitem de tratamentos de hemodiálise os devem pagar. “Tem sempre direito se pagar”, disse. O que não é possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom, gratuito para toda a gente. Ferreira Leite insistiu que, se a hemodiálise continuar a ser disponibilizada para todos, então o sistema não funcionará “nem para ricos, nem para pobres”, concluindo que “racionar significar sempre alguma coisa que não é para todos”. Ontem estava eu muito descansado a fazer este blog quando fui surpreendido por uma conversa televisiva em que o empregado do Merceeiro do Pingo Doce, António Barreto, afirmava que em Portugal não havia coragem para discutir se vale a pena gastar dinheiro em cirurgias ou tratamentos caros em pessoas com mais de setenta ou oitenta anos. (Sempre afirmando que ele próprio já tem 70 anos, mas esquecendo-se de dizer que nunca lhe faltaria dinheiro para o tratamento). Se um mata, outro diz esfola e a BRUXA Manuela Ferreira Leite acabou por fazer as lindas afirmações que retirei de uma notícia de um jornal. Ao empregado do Merceeiro só posso dizer que ainda bem que este assunto não é discutido porque ele está acima de qualquer discussão; é um direito humano garantido pela Constituição e, só o falar-se disso é já por si uma vergonha. Sobre o que disse a velha líder do PPD nem tenho palavras. Condenar à morte idosos só porque não têm meios para pagar o tratamento, (que podem chegar a 1900 euros mensais), é uma desumanidade sem limites. Já agora, informo a senhora que racionar não é tirar aos que menos têm para dar aos mais ricos, mas distribuir o que há por todos. |
A SUBLEVAÇÃO POPULAR DA MARIA DA FONTE (continuação)
A generalização da revolta
Nos dias seguintes sucederam-se casos idênticos, estendendo a revolta a todo o Minho. Logo alguns dias depois, na vizinha freguesia de Galegos, outras se revoltaram e sepultaram, no chão devido, Francisco Lage. Novamente as autoridades emitiram mandados de captura, mas apenas prenderam Josefa Caetana, que foi remetida para a prisão de Braga. Porém, ao atravessarem a Serra do Carvalho, os seis polícias da escolta são assaltados por centenas de mulheres, que libertam a prisioneira.
Em poucas semanas as arruaças propagaram-se por todo o Minho e Trás-os-Montes e mais tarde pelas Beiras e Estremadura, ganhando progressivamente um carácter político através da organização de juntas revolucionárias que assumiam o poder localmente e recusavam obediência ao governo. Já não era uma questão de Marias da Fonte, antes o país estava perante um movimento insurreccional sem precedentes.
O alarme era já generalizado em Lisboa, particularmente quando foi sabido que em duas importantes cidades, Santarém e Porto, se organizavam juntas revoltosas. Os tumultos multiplicavam-se rapidamente, tomando a forma de uma séria insurreição que lavrava em grande parte do país.
Esta rebelião, iniciada, primeiro em Fonte Arcada, concelho da Póvoa de Lanhoso, em Março de 1846, e depois propagada a outros pontos, ficou conhecida na História de Portugal como a Revolução da Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, embora não tivesse sido, no sentido etimológico e político do termo, uma verdadeira revolução. Foi antes uma sublevação popular, o primeiro genuíno movimento de massas dos tempos modernos em Portugal.
Esse carácter popular do movimento da Maria da Fonte é atestado pelo principal visado, Costa Cabral, que a 20 de Abril de 1846, no auge da revolta, proferiu na Câmara dos Deputados uma intervenção onde, apesar de afirmar que 'há uma conspiração permanente contra as instituições actuais, contra a ordem estabelecida, e mãos ocultas que manejam estas conspirações', reconhece que a sublevação em curso no Minho é uma revolução diferente de todas as outras, que até hoje têm aparecido, porque todas as outras revoluções têm tido por bandeira um princípio político, mais ou menos, mas esta revolução é feita por homens de saco ao ombro e de foice roçadora na mão, para destruir fazendas, assassinar, incendiar a propriedade, roubar os habitantes das terras que percorrem e lançar fogo aos cartórios, reduzindo a cinzas os arquivos!. E Costa Cabral continua, reconhecendo que é um revolta sem chefe, na qual pontifica a mais ínfima classe da sociedade, executada por um bando de duas mil e quatrocentas a três mil pessoas, armadas com foices roçadoras, alavancas, chuços, espingardas, com tudo quanto eles podem apanhar.
Era pois o povo que estava em armas, na verdadeira acepção daquelas palavras. Contudo, rapidamente, a revolta popular foi cavalgada pelos movimentos políticos organizados e a ela se associaram todas as forças anti-cartistas e, por uma vez, convergiram numa luta comum todas as forças mais radicais do espectro político, incluindo obviamente a miguelista. Pretendiam o derrube dos Cabrais e mesmo o da Rainha, mas muitos, ainda que sem o afirmarem com clareza, pretendiam também o fim do regime liberal.
A suspensão das garantias constitucionais e a queda do governo
Em reacção à insurreição crescente, por Lei de 20 de Abril de 1846, o governo suspende as garantias constitucionais por 60 dias, passando os crimes de sedição e rebelião a serem julgados em tribunal de guerra.
Nessa mesma ocasião, José Bernardo da Silva Cabral, irmão do todo-poderoso presidente do ministério Costa Cabral, é enviado para o Porto com o objectivo de localmente tentar acalmar a revolta nascente.
Quando as medidas tomadas não estancam o movimento revolucionário, a rainha e os seus conselheiros, genuinamente assustados face à dimensão da insurreição e à rapidez com que se estendia pelo país, consideram demitir o ministério cabralista. Aumentando ainda mais a tensão o General Sá da Bandeira tinha tomado partido ao lado dos revoltosos, formando um exército, e alguns dos principais políticos de então, entre os quais D. Francisco de Almeida Portugal (o reputado 2.º conde do Lavradio), Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque e José Jorge Loureiro, pedem à rainha a demissão do governo.
Naquela transe, D. Maria II, incapaz de controlar a situação, e apesar de sempre ter protegido Costa Cabral, demite o governo a 17 de Maio de 1846, chamando ao poder o 1.º duque de Palmela, Pedro de Sousa Holstein, e o general Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque.
Ao mesmo tempo que punha termo ao ministério cabralista, a rainha nomeava o velho e respeitado general António José de Sousa Manuel de Meneses Severim de Noronha, 1.º duque da Terceira, seu lugar tenente nas províncias do norte do país, com o encargo de reprimir sublevação e restabelecer ali a paz.
Perante a contestação, os irmãos Cabrais deixam Lisboa a caminho do exílio, embarcando no vapor Pachá. Como sempre tem acontecido na política portuguesa, o local de eleição para o exílio é a França, embora depois a tenham trocado pela Espanha.
(continua nos próximos dias)
a revolução da maria da fonte ii
[editar] A Convenção de Gramido e as suas consequências
A Convenção de Gramido, assinada a 29 de Junho de 1847, na Casa Branca do lugar de Gramido, em Valbom, Gondomar, pôs fim à insurreição da Patuleia. A Convenção do Gramido tem o seguinte articulado:
Tenente General D. Manoel de la Concha, Conde de Cancellada, e o Coronel Buenaga como representantes da Espanha, o Coronel Wilde como representante da Grã-Bretanha, o Marquês de Loulé, par do reino, e o General César de Vasconcelos, como representantes da Junta Provisória, reunidos em Gramido com o fim de concertar as necessárias medidas para dar pacífico cumprimento às resoluções das Potências Aliadas, concordaram em que a cidade do Porto se submeteria à obediência do Governo de Sua Majestade Fidelíssima [a Rainha de Portugal] com as condições estabelecidas nos 8 artigos que vão escritos no fim da acta. (...)
Artigo 1.º — O fiel, e exacto cumprimento dos 4 artigos da mediação incluídos no Protocolo de 21 de Maio deste ano é garantido pelos Governos Aliados.
Artigo 2. º— As tropas de Sua Majestade Católica [a rainha de Espanha] exclusivamente ocuparão desde o dia 30 de Junho a cidade do Porto, Vila Nova de Gaia, e todos os fortes, e redutos de um e outro lado do rio enquanto a tranquilidade não estiver completamente estabelecida sem receio de que possa ser alterada pela sua ausência, ficando na Cidade do Porto uma forte guarnição das forças Aliadas enquanto estas se conservarem em Portugal. No mesmo tempo o Castelo da Foz será ocupado por forças inglesas, e no Douro estacionarão alguns vasos de Guerra das potências Aliadas.
Artigo 3.º — A época da entrada das tropas Portuguesas na Cidade do Porto será marcada pelas potências Aliadas.
Artigo 4.º — A propriedade e segurança dos habitantes da Cidade do Porto, e de todos os Portugueses em geral, ficam confiados à honra, protecção e garantia das potências Aliadas.
Artigo 5.º — As forças do exército de Sua Majestade Católica receberão as armas dos corpos de linha e voluntários que obedecem à Junta entregando-se guia ou passaporte gratuito às pessoas que tiverem de sair do Porto para as terras da sua residência, e dando-se baixa aos soldados de linha que tiverem completado o tempo de serviço, e aos que se alistaram durante esta luta para servirem só até à sua conclusão.
Artigo 6.º — O Exército da Junta será tratado com todas as honras da guerra sendo conservadas aos oficiais as espadas e cavalos de propriedade sua.
Artigo 7.º — Conceder-se-ão passaportes a qualquer pessoa, que deseje sair do Reino podendo voltar a ele quando lhe convenha.
Artigo 8.º — As três potências Aliadas empregarão os seus esforços para com o Governo de Sua Majestade Fidelíssima a fim de melhorar a condição dos oficiais do antigo exército realista
— (...) — Gramido, 29 de Junho de 1847.
A guerra civil, que tanto assustara a rainha, terminava assim e apesar do discurso pacificador que manteve, D. Maria II ficou deveras ressentida com os vencidos, aos quais nem sempre mostrou a clemência que se poderia esperar, sendo nisso acompanhada pelos principais líderes vencedores.
Em resultado dessa atitude, em breve resultaram perseguições sobre os vencidos, as quais criaram um novo clima de instabilidade que inevitavelmente conduziria a nova revolta, que estalaria em 1851, e que ficaria conhecida por Regeneração.
A revolução da Maria da Fonte foi um dos episódios marcantes da história política de Portugal no século XIX. Foi nesse movimento que muito se salientaram homens, que depois se tornariam muito populares, como os dois irmãos Passos (José da Silva Passos e Manuel da Silva Passos), Rodrigo da Fonseca Magalhães, José Estêvão Coelho de Magalhães, Manuel de Jesus Coelho e outros. Tais figuras marcariam a política do quarto de século seguinte.
[editar] O Hino da Maria da Fonte
Durante a Revolução da Maria da Fonte, o maestro Angelo Frondoni compôs um hino popular que ficou conhecido pelo nome de Hino da Maria da Fonte ou Hino do Minho, obra que respira entusiasmo belicoso e que por muito tempo foi o canto de guerra do Partido Progressista.
Ainda hoje, o Hino da Maria da Fonte continua a ser a música com que se saúdam os ministros portugueses, sendo utilizado em cerimónias cívicas e militares.
Estátua da Maria da Fonte: Lisboa
A letra é a seguinte:
“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir
Eia avante, portugueses
Eia avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer!(refrão)
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar!
Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história
Uma página dourada!”
— Hino da Maria da Fonte
[editar] Referências
Bonifácio, Maria de Fátima, História da Guerra Civil da Patuleia 1846-1847, Editorial Estampa, Lisboa, 1993 (ISBN 9723309270)
Capela, José Viriato; Borralheiro, Rogério, A Revolução do Minho de 1846 e as reformas da administração. In: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, pp. 169-184.
Castelo Branco, Camilo, Maria da Fonte, Lisboa, Ulmeiro, 1986 (Com prefácio de Hélia Correia. Desta obra existem múltiplas edições).
Coelho, José Abílio, Algumas notas sobre a revolução das mulheres de Fontarcada. In: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, pp. 263-269.
Gomes, João Augusto Marques, História da Revolução da Maria da Fonte, na colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, (n.º 167), Lisboa.
A Convenção de Gramido, assinada a 29 de Junho de 1847, na Casa Branca do lugar de Gramido, em Valbom, Gondomar, pôs fim à insurreição da Patuleia. A Convenção do Gramido tem o seguinte articulado:
Tenente General D. Manoel de la Concha, Conde de Cancellada, e o Coronel Buenaga como representantes da Espanha, o Coronel Wilde como representante da Grã-Bretanha, o Marquês de Loulé, par do reino, e o General César de Vasconcelos, como representantes da Junta Provisória, reunidos em Gramido com o fim de concertar as necessárias medidas para dar pacífico cumprimento às resoluções das Potências Aliadas, concordaram em que a cidade do Porto se submeteria à obediência do Governo de Sua Majestade Fidelíssima [a Rainha de Portugal] com as condições estabelecidas nos 8 artigos que vão escritos no fim da acta. (...)
Artigo 1.º — O fiel, e exacto cumprimento dos 4 artigos da mediação incluídos no Protocolo de 21 de Maio deste ano é garantido pelos Governos Aliados.
Artigo 2. º— As tropas de Sua Majestade Católica [a rainha de Espanha] exclusivamente ocuparão desde o dia 30 de Junho a cidade do Porto, Vila Nova de Gaia, e todos os fortes, e redutos de um e outro lado do rio enquanto a tranquilidade não estiver completamente estabelecida sem receio de que possa ser alterada pela sua ausência, ficando na Cidade do Porto uma forte guarnição das forças Aliadas enquanto estas se conservarem em Portugal. No mesmo tempo o Castelo da Foz será ocupado por forças inglesas, e no Douro estacionarão alguns vasos de Guerra das potências Aliadas.
Artigo 3.º — A época da entrada das tropas Portuguesas na Cidade do Porto será marcada pelas potências Aliadas.
Artigo 4.º — A propriedade e segurança dos habitantes da Cidade do Porto, e de todos os Portugueses em geral, ficam confiados à honra, protecção e garantia das potências Aliadas.
Artigo 5.º — As forças do exército de Sua Majestade Católica receberão as armas dos corpos de linha e voluntários que obedecem à Junta entregando-se guia ou passaporte gratuito às pessoas que tiverem de sair do Porto para as terras da sua residência, e dando-se baixa aos soldados de linha que tiverem completado o tempo de serviço, e aos que se alistaram durante esta luta para servirem só até à sua conclusão.
Artigo 6.º — O Exército da Junta será tratado com todas as honras da guerra sendo conservadas aos oficiais as espadas e cavalos de propriedade sua.
Artigo 7.º — Conceder-se-ão passaportes a qualquer pessoa, que deseje sair do Reino podendo voltar a ele quando lhe convenha.
Artigo 8.º — As três potências Aliadas empregarão os seus esforços para com o Governo de Sua Majestade Fidelíssima a fim de melhorar a condição dos oficiais do antigo exército realista
— (...) — Gramido, 29 de Junho de 1847.
A guerra civil, que tanto assustara a rainha, terminava assim e apesar do discurso pacificador que manteve, D. Maria II ficou deveras ressentida com os vencidos, aos quais nem sempre mostrou a clemência que se poderia esperar, sendo nisso acompanhada pelos principais líderes vencedores.
Em resultado dessa atitude, em breve resultaram perseguições sobre os vencidos, as quais criaram um novo clima de instabilidade que inevitavelmente conduziria a nova revolta, que estalaria em 1851, e que ficaria conhecida por Regeneração.
A revolução da Maria da Fonte foi um dos episódios marcantes da história política de Portugal no século XIX. Foi nesse movimento que muito se salientaram homens, que depois se tornariam muito populares, como os dois irmãos Passos (José da Silva Passos e Manuel da Silva Passos), Rodrigo da Fonseca Magalhães, José Estêvão Coelho de Magalhães, Manuel de Jesus Coelho e outros. Tais figuras marcariam a política do quarto de século seguinte.
[editar] O Hino da Maria da Fonte
Durante a Revolução da Maria da Fonte, o maestro Angelo Frondoni compôs um hino popular que ficou conhecido pelo nome de Hino da Maria da Fonte ou Hino do Minho, obra que respira entusiasmo belicoso e que por muito tempo foi o canto de guerra do Partido Progressista.
Ainda hoje, o Hino da Maria da Fonte continua a ser a música com que se saúdam os ministros portugueses, sendo utilizado em cerimónias cívicas e militares.
Estátua da Maria da Fonte: Lisboa
A letra é a seguinte:
“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir
Eia avante, portugueses
Eia avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer!(refrão)
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar!
Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história
Uma página dourada!”
— Hino da Maria da Fonte
[editar] Referências
Bonifácio, Maria de Fátima, História da Guerra Civil da Patuleia 1846-1847, Editorial Estampa, Lisboa, 1993 (ISBN 9723309270)
Capela, José Viriato; Borralheiro, Rogério, A Revolução do Minho de 1846 e as reformas da administração. In: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, pp. 169-184.
Castelo Branco, Camilo, Maria da Fonte, Lisboa, Ulmeiro, 1986 (Com prefácio de Hélia Correia. Desta obra existem múltiplas edições).
Coelho, José Abílio, Algumas notas sobre a revolução das mulheres de Fontarcada. In: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, pp. 263-269.
Gomes, João Augusto Marques, História da Revolução da Maria da Fonte, na colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, (n.º 167), Lisboa.
A ANEDOTA DO ANO: UMA MOEDINHA PARA O NOSSO PRESIDENTE
Portuguesas, portugueses:
Venho fazer-vos um apelo para que me ajudem a organizar uma campanha à qual chamei “UMA MOEDINHA PARA O NOSSO PR”.
Vieram-me as lágrimas aos olhos quando ouvi o nosso PR lamentar-se que tinha de recorrer às poupanças de uma vida de trabalho para poder sobreviver. Isto porque, patrioticamente, abdicou do ordenado de PR que é de 7.000 euros (mais coisa, menos coisa) para receber, apenas, uma reforma de 10.000 euros (mais coisa, menos coisa) e esse dinheiro não lhe chega para as despesas.
E basta analisarmos o que segue para perceber o quanto será difícil viver com tão parcos recursos:
casa, água, luz e gás, carro, motorista, seguranças, telefone, televisão, viagens e estadias, cozinheiros, copeiros, criados e serviçais (também há alguns servis), governanta, secretárias, assessores, jardineiros, barbeiros/cabeleireiros, alfaiates. (deixo para vós a oportunidade de poderem acrescentar o que se forem lembrando e que não mencionei)
E, vejam bem, tem apenas 3.000 euros (mais coisa, menos coisa) para pagar o que já está pago, a título de despesas de representação.
De facto, é uma tremenda dificuldade sobreviver com tão poucos recursos.
Para culminar uma vida de vinte anos de sacrifícios, ganhou as últimas eleições: num universo de 5 milhões de eleitores (mais coisa, menos coisa), obteve uma maioria com 1 milhão de votos (mais coisa, menos coisa), contra uma minoria de 4 milhões de votos (milagres da democracia, mistérios da matemática, bem se vê).
Para aumentar a desgraça terá ainda, no fim do mandato, uma pensão vitalícia pelo cargo exercido com direito a automóvel, motorista, segurança, secretária e gabinete. Como se pode sobreviver com tão pouco?
Portanto, ajudemo-lo com uma moedinha. Com o esforço de todos conseguiremos tirá-lo dali, do seu calvário de sacrifícios.
Proponho assim que, para o substituir, para o libertar de tanto sofrimento, lá coloquemos um ricalhaço para ver o que dói viver com tão pouco dinheiro. Se estiverem de acordo estava a pensar até no meu vizinho Zé, filho da tia Chica, que tem uma reforma de 250 euros. Aí é que o Zé, filho da tia Chica, veria como é difícil sobreviver com a reforma do PR, e já não protestaria tanto junto dos amigos da “sueca”.
Portuguesas, portugueses, conto com todos vós!
Tomás Lima Coelho
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