quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A JOVEM QUE ABRAÇOU UM POLÍCIA

Vídeo: Conheça a jovem que abraçou um polícia na manifestação de 15 de setembro CONTRA A TROIKA, em Lisboa.

Portugal na boca do mundo na luta contra a austeridade
Imprensa internacional acompanhou a dimensão dos protestos em várias cidades do país. Os portugueses saíram à rua para demonstrar a sua indignação. Perderam a paciência mas continuam pacíficos.

http://www.lux.iol.pt/nacionais/conheca 

http://www.lux.iol.pt/nacionais/conheca

Raquel Pinto (www.expresso.pt)


Gritos contra Executivo conservador

No Brasil, o portal de notícias G1 da "TV Globo" descreve "gritos e cartazes contra o Executivo conservador de Pedro Passos Coelho e as duras medidas de ajuste aplicadas nos seus 15 meses no poder para cumprir as exigências do resgate financeiro luso".
O protesto, um dos de "maior contestação popular" em Portugal nos últimos anos", "sem orientação política", foi convocado através das redes sociais na Internet por "movimentos cívicos e grupos de 'indignados' lusos", que receberam o apoio de partidos de esquerda e de grandes sindicatos.
O objetivo: "expressar o descontentamento dos portugueses com uma política económica que disparou o desemprego (até 15%) e a recessão (3,2%)".

Manifs pacíficas


Já o "Folha de São Paulo" destaca a forma "pacífica" de como se desenvolveram as manifestações em Lisboa e noutras cidades portuguesas.
Os manifestantes pediram para Passos Coelho "não aplicar as novas medidas de ajuste anunciadas na última semana, as quais supõem uma nova redução de salários superior aos 7%, e também criticaram os empresários e as figuras da coligação conservadora do Governo".
Paciência explodiu


"Protesto cresce em Portugal", titula o "El Pais", dando conta de "dezenas de milhar de pessoas que sairam às ruas de Lisboa", convocadas pela sociedade civil. A faixa que abriu o caminho era "eloquente e simples": "Que se lixe a troika. Queremos as nossas vidas".

O jornal espanhol diz que os portugueses estão "fartos", a julgar pelos cartazes e frases entoadas. A "paciência explodiu". "Está a começar a tocar em coisas muito sensíveis: comida, roupa, escola. Nós não podemos mais. Por isso, eu estou aqui ", afirmou Jorge Garcia, um dos manifestantes.

O "El País" fala dos incidentes na Avenida da República, no número 57 onde está a sede do FMI em Portugal, com "vaias, tomates e ovos arremessados". "Um batalhão de polícia anti-distúrbios com cães guardavam a entrada. Houve um detido", relata.

Manifestações a abarrotar e solidariedade com Espanha


O "El Mundo" descreve um "protesto massivo" em mais de 30 cidades portuguesas, organizado nas redes sociais, "pacífico e não partidário", com as principais avenidas "abarrotadas".

Esta foi uma das manifestações com mais participação desde a "Revolução dos Cravos, em abril de 1974, que trouxe a democracia ao país".
"Em Aveiro, um jovem de 21 anos está hospitalizado depois de imolar-se como forma de protesto", destaca o diário espanhol que salienta ainda o facto de na capital lusa o protesto ter terminado na Praça de Espanha, numa "demonstração de solidariedade com a situação similar do país vizinho".

Os incidentes frente ao FMI e à Assembleia da República, local por onde não estava previsto que a manifestação passasse, também são relatados: "a Polícia impediu os manifestantes mais efusivos de poderem aceder pela escadaria. Além dos insultos e cânticos contra a austeridade, a troika e o governo do conservador Pedro Passos Coelho, algumas pessoas lançaram pedras contra os agentes de segurança, que resultou num repórter ferido e três detidos".
Grandes protestos em Espanha e Portugal

O "The New York Times" e o "Washington Post" destacam  os "grandes protestos em Espanha e em Portugal" contra a austeridade de Mariano Rajoy e Passos Coelho.
O jornais norte-americanos falam dos "tomates" e "petardos" em frente à sede do FMI, em Lisboa, mas separa o incidente da forma "pacífica" como decorreu a manifestação, já que o pacote de austeridade poderia transformar a "aceitação sombria do apertar do cinto numa explosão de raiva semelhante ao que aconteceu na Grécia nos últimos dois anos".
O "Chicago Tribune" também noticia a revolta popular dos espanhóis e portugueses. Em Portugal foram na "maioria sem incidentes", à excepção do que se passou em Aveiro.
No económico "The Wall Street Journal", Espanha e Portugal exibiram "a mais recente resistência a medidas de crise que os líderes europeus estão a exigir dos países endividados da zona euro para reforçar a moeda comum". Mas ao contrário da Espanha, que procede internamente aos seus cortes, tentando escapar a um resgate financeiro internacional, Portugal aceitou a supervisão internacional da sua economia, no âmbito de uma pacote de auxílio europeu anunciado no ano passado.

'Enxurrada' de críticas


A adesão em larga escala dos protestos contra a austeridade também têm uma nota no "Le Monde". "Parem o terrorismo social", "Aqueles que roubam Portugal devem ser julgados ou "Eu luto para manter o meu trabalho" são alguns dos slogans dos cartazes que o jornal francês elegeu da manifestação onde "a Polícia se manteve discreta na capital".

A agência "AFP" refere que, desde as últimos cortes do Governo, Passos Coelho enfrenta uma "enxurrada" de críticas da oposição.
Eurosondagem SIC/Expresso na "Reuters"

A "Reuters" salienta a dimensão dos protestos em resultado da "raiva" dos portugueses. A agência de notícias britânica destaca os resultados da Eurosondagem SIC/Expresso publicada na sexta-feira, sobre as intenções de voto em que o PS (33,7%) ultrapassou o PSD (33%), para denotar a perda de popularidade do Governo com o anúncio de novas medidas.

O descontentamento de milhares nas ruas de Madrid e Lisboa recebeu espaço na "Al Jazeera", televisão do Catar. "Queremos a nossa vida de volta", é um dos desabafos das frustrações dos manifestantes. A emissora explica que a "aplicação dos cortes e as reformas" está a ser avaliada pela troika, como parte de um pacote de resgate recebido em 2011 e que, na semana passada, o primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou um aumento das contribuições para a segurança social de 11% para 18% do seu salário mensal, com descidas nas contribuições patronais, numa tentativa de fomentar o emprego.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-na-boca-do-mundo-na-luta-contra-a-austeridade=f753678#ixzz272gsGi62

O PETRÓLEO DOS GREGOS


Coisas que nem toda a gente sabe ...sobre o petróleo Grego!...




Petróleo grego em alta tensão
 05/07/2012
 Por: Ruben Eiras
 A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões debarris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.
Este facto é conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe para pagar aos credores.
Eis a razão pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos: passam a controlar terminais de distribuição de
 petróleo e gás para os Balcãs e centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no mediterrâneo.
 Ciente desta ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no solo marinho.
Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à porta dos gregos com proposta semelhante.
Se considerarmos que Israel será umexportador líquido de gás ainda nesta década e que Chipre também uma bacia rica em petróleo,
 concluem-se dois factos:

O Mediterrâneo será um foco de tensão geopolítica em torno dos recursos petrolíferos
 A UE sofre de uma cegueira estratégica extrema ou a Alemanha já desistiu da Europa
 A importância estratégica de capacidades de exploração submarina para a sustentabilidade dos países

Para saber mais:
http://www.infowars.com/rising-energy-tensions-in-the-aegean%E2%80%94greece-turkey-cyprus-syria/



PORTUGAL MARAVILHOSO - CASTRO LABOREIRO


CÃES DE RAÇA PORTUGUESA - CASTRO LABOREIRO



O Cão de Castro Laboreiro tem a sua origem na região que lhe deu o nome: a freguesia de Castro Laboreiro, no Concelho de Melgaço. É uma região montanhosa agreste, que se estende desde o rio Minho às Serras da Peneda e do Soajo, entre os rios Trancoso, Laboreiro e Mouro, até cerca dos 1.400 m de altitude.
À semelhança do cão, Castro Laboreiro é uma das terras mais antigas de Portugal. Os vestígios pré-históricos, como as gravuras rupestres e os dólmens, comprovam a presença do homem na região desde há muitos milhares de anos. Os castros são testemunhos da forte presença da cultura castreja na região. Também os celtas e os romanos passaram por aqui, edificando pontes e vias romanas com os seus marcos miliários. As comunidades castrejas sempre viveram da caça e da pesca, da pastorícia e da agricultura. Na procura de boas pastagens para o gado realizavam um tipo de transumância de curta distância, que terá evoluído para uma migração sazonal que ainda hoje se verifica na mobilidade dos povoamentos num sector da população, numa curiosa adaptação às condições orográficas e climáticas. Os cães acompanhavam o gado nestes movimentos transumantes que, por serem de curta distância, ao contrário do que se verificou na restante Península Ibérica (nomeadamente a transumância dos rebanhos de ovinos da Serra da Estrela, cujas deslocações alcançavam várias centenas de quilómetros), não requeriam um animal tão possante.Os avanços científicos têm permitido aos geneticistas confirmar as restantes evidências (ex. arqueológicas, morfológicas e comportamentais) de que o lobo é, efectivamente, o ancestral do cão. Segundo os registos fósseis, a domesticação do lobo terá ocorrido há cerca de 14.000 anos na região do Crescente Fértil, tendo os cães sido rapidamente disseminados por toda a Europa, Ásia e América do Norte. Estudos genéticos indicam ainda que a domesticação deverá ter ocorrido apenas uma vez.
Apesar da presença de cães no território português desde o Mesolítico (10.000-5.000 anos atrás), indícios das primeiras raças surgem apenas nas representações de cenas de caça em mosaicos da época Romana. As primeiras referências às raças nacionais no séc. XVI, sugerem que estas poderão existir há pelo menos 300-600 anos. Embora não seja possível datar a sua origem com precisão, as raças nacionais são consideradas bastante recentes. Com efeito, os estudos efectuados por esta investigadora, revelam uma semelhança genética entre todas as raças, indicando que a maioria deriva de um mesmo grupo ancestral e que terão tido uma origem recente. Os dados obtidos tornam assim improvável que as raças nacionais tenham resultado de um processo adicional de domesticação do lobo.

MEMÓRIAS AFRICANAS -MARGARIDA PEREIRA


Memórias Africanas, ao vosso dispor‏

Paulo Salvador

 16/09/2012



Novo entrevista das Memórias africanas, da Rádio Sim.
Margarida Pereira tem duas grandes paixões. Uma é a cozinha e a culinária e a outra são os contos. A este propósito, ela acaba de editar uma obra sobre os contos tradicionais de Angola. África é outra das constantes na sua vida. Nasceu em Moçambique e veio para Portugal para um colégio interno. Foram as histórias que a mãe lhe contava em África que a ajudaram a superar a solidão e a saudade de terras africanas.Oiçam a entrevista emwww.recordarangola.com


--
Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

YOUNG LONDON -V22

Young London 2012 is the second in V22’s series which aims to showcase emerging attitudes and trends of the next generation of the fine art culture of this city.


ARTISTS
Aaron Angell | Amy Petra Woodward | Benedict Drew | Ciarán Ó Dochartaigh  | Dan Walwin |
Daniel Swan | Hannah Perry | Hans Diernberger  | Jack Lavender | Jack Strange |

Jimmy Merris | Johann Arens | KERNEL | Lucky PDF | Lucy Clout | Ludovica Carbotta |
Minae Kim | No Fixed Abode | Peles Empire | Rochelle Fry | Sam Austen | Samara Scott |
Sara Nunes Fernandes | Sophie Michael  | Toby Huddlestone



Private View: 22 September 2012 6 – 9pm
Exhibition: 23 September – 11 November 2012
Opening times: Thurs-Sun 12 - 6pm; Friday events 7 – 9pm

www.v22collection.com/younglondon2012

KUTSEMBA



Para quem não pode ver em direto, está já on-line a participação da Kutsemba no Programa Sociedade Civil do dia 20 de Setembro.


http://www.rtp.pt/play/p44/e93202/sociedade-civil

terça-feira, 18 de setembro de 2012

TODOS A BELÉM NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA



Na próxima 6ªfeira, 21 de Setembro, Cavaco reúne o Concelho de Estado. Pretende obter uma alternativa à TSU, para dessa forma mostrar que Passos Coelho recuou, com o intuito de nos convencer de que obtivemos uma vitória. Continuaremos determinados na luta contra as políticas de austeridade e desemprego. Não nos vamos acalmar e deixar tudo como está. Apelamos à criação de comités de trabalhadores, tanto desempregados como no activo, para que, em conjunto, decidamos o que fazer com o País.
Há alternativas ao empobrecimento de 99% da população!
Vem connosco!

Plenário do MSE
 Data: Quinta, 20 de Setembro de 2012 - 18:30
 Local: Parque Polivalente de Santa Catarina - Calçada da Combro nº82A (Lisboa)
 Evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/356133704472532/

Campanha de financiamento do MSE

Porque somos independentes de qualquer estrutura sindical ou partidária e vivemos sobretudo do dinheiro que conseguimos reunir nos plenários, escolhemos o auto-financiamento como forma de angariação de fundos, que usaremos para as actividades do MSE, nomeadamente na produção de panfletos que ajudem à divulgação dos plenários e acções de luta que se venham a desenvolver.
 Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.
 Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.
 NIB: 0035 0817 0000 3990 5004 2
 Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!


Assina o nosso Manifesto em
http://www.movimentosememprego.info/content/manifesto-do-movimento-sem-emprego

Unidos pelo Direito ao Trabalho e à Dignidade!

UM MILHÃO DE PORTUGUESES CONTRA O GOVERNO

RESGATAR PORTUGAL

No dia 5 de Outubro vai realizar-se o Congresso Democrático das Alternativas. Trata-se de uma iniciativa de cidadãos e cidadãs de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, que se propõem debater as consequências económicas, sociais, políticas e culturais da adoção do Memorando de Entendimento e das políticas de austeridade. Pretende-se reunir todos os que sentem a necessidade e têm a vontade de construir em conjunto uma alternativa à política de empobrecimento consagrada no Memorando e de convergir na ação política para o verdadeiro resgate democrático de Portugal. Eu subscrevi a Convocatória do Congresso. Se concordares com o texto (que podes ler aqui http://www.congressoalternativas.org/p/convocatoria.html) não deixes de o subscrever também – e de participar neste evento de mobilização democrática, que visa resistir à iniquidade e lançar bases para um futuro justo e inclusivo que devolva às pessoas e ao País a dignidade que merecem. Para mais informações sobre o Congresso e as diferentes formas possíveis de participação, consulta http://www.congressoalternativas.org. PS: Se te identificares com os propósitos do Congresso, ajuda a divulgar esta iniciativa, reencaminhando esta mensagem para outras pessoas que possam estar interessadas.

DEPUTADO DO CDS - SEMPRE AO LADO DOS CRIMINOSOS


O SAUDOSO MÁRIO VIEGAS E O MANIFESTO ANTI-CAVACO


ZECA AFONSO - VIVA O PODER POPULAR


GOVERNO DE LADRÕES E ASSASSINOS


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O MINISTRO VITOR GASPAR E A SELVAJARIA SOCIAL





João Galamba acusa Vítor Gaspar de "selvajaria social"

12 Set, 2012, 17:44 / atualizado em 12 Set, 2012, 17:54


O deputado do PS, João Galamba, fez hoje um violento ataque a Vítor Gaspar, que acusou de "selvajaria social": "O senhor ministro é um irresponsável e vai destruir este país", disse João Galamba, durante uma reunião da comissão permanente da Assembleia da República, com a presença do ministro das Finanças. "E tem o dever de recuar nesta experiência social que é uma catástrofe para o país".


Chamando "governante perigoso" ao ministro das Finanças, João Galamba encheu o seu discurso de críticas à atuação de Vítor Gaspar, dizendo que são preocupantes "a cegueira e o fanatismo da receita" aplicada à economia nacional.


PORTUGUESES - MANIFESTAÇÃO DIA 15


MANUELA FERREIRA LEITE, EX-LÍDER DO PSD, ATACA O GOVERNO


Manuela Ferreira Leite

Ex-líder do PSD ataca Governo

Manuela Ferreira Leite, ex-líder do PSD e ex-ministra das Finanças, próxima de Cavaco Silva, lançou ontem um forte ataque ao Governo de Passos Coelho, devido às novas medidas de austeridade, que classificou como "brutalidade".


Por:Ana Luísa Nascimento
IN CORREIO DA MANHÃ


"Esta receita não está a resultar e o País está a ficar destroçado", disse Ferreira Leite, que acusou o Executivo de falta de "bom senso". "Nunca vi um ministro gerir a tesouraria das empresas privadas. Senti-me na União Soviética", afirmou na TVI, a propósito da declaração de Vítor Gaspar sobre o destino das receitas da redução da Taxa Social Única. A ex-ministra sublinhou que ninguém defende esta medida.

"Não podemos transformar o País num exercício de experimentação", disse, alertando para o empobrecimento da classe média. As declarações de Ferreira Leite surgem após críticas de Alexandre Relvas e Bagão Félix.
Ferreira Leite diz que pensionistas estão a ser alvo de um "logro"13 Setembro 2012 00:31
Jornal de Negócios Online -
negocios@negocios.pt


Ex-ministra das Finanças defende que o que está a acontecer aos reformados é pior do que "cair no conto do vigário".
Manuela Ferreira Leite criticou hoje fortemente a decisão do Governo em voltar a cortar o valor das pensões dos reformados que ganham mais de 1.500 euros.

“De todo o conjunto de medidas, a questão da forma como este governo tem encarado os reformados é para mim a questão mais sensível e a mais ‘tocante’ do ponto de vista social”, pois os pensionistas “é um grupo indefeso, não tem forma de se defender”
De acordo com as contas da ex-ministra das Finanças, os impostos estão a retirar mais de 70% dos rendimentos dos reformados. “Isto no final da vida de alguém (...) é pior do que cair no conto do vigário, é um logro”.

Acusou o Governo de estar a colocar os reformados “na miséria” e de destruir “aquilo que tem sido um elo de coesão social”, pois muitas vezes são os reformados que apoiam os filhos e familiares que ficam no desemprego.

“É algo de tão grave que tenho dificuldade em assimilar”, confessou, defendendo que “não pode ser a categoria de reformado que leva o critério de pagar mais impostos”.

Ferreira Leite acredita mesmo que o nível de tributação que está a ser aplicado aos reformados “é absolutamente ilegal”.

“Este empobrecimento sem visão de futuro é do ponto de vista social dramático”, acrescentou, lamentando a “total insensibilidade social”.




Ferreira Leite arrasa Gaspar: "Não se pode governar com base num acto de fé" e "destroçar" o País
13 Setembro 2012 00:29
Nuno Carregueiro - nc@negocios.pt

O Executivo de Passos Coelho está a ser teimoso, não explica as medidas, está a governar o País com base num acto de fé e através de modelos e vai acabar por destroçar Portugal se não mudar de rumo. As palavras, bastante duras, são da ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que ainda acredita que o corte da TSU não vai avançar, pois é preciso ter "bom senso".
Manuela Ferreira Leite deu esta noite uma entrevista à TVI24, onde lançou duras críticas às medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, centrando a reprovação na intenção do Governo em agravar a contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social, por contrapartida à descida da taxa social única das empresas para 18%.

“Onde é que isto nos conduz?”, questiona Ferreira Leite, alertando para a necessidade de o Governo fazer uma análise e apresentar estudos sobre as medidas que pretende implementar e depois efectuar uma comunicação aos portugueses para dizer como estará o País em 2014.

Salientando que as medidas tomadas até aqui “não têm estado a dar resultados”, adiantou que um programa de ajustamento desta natureza tem que ser aplicado com “bom senso”, sem que a contrapartida seja “destruir um país, destroçar um país”.

“Se continuamos a insistir nesta receita, que não está a dar resultados, quando chegarmos ao fim o País está destroçado”, acusou Ferreira Leite, acrescentando não acreditar que “a troika queira destruir o País”.
Criticou também o Executivo de Passos Coelho por não dizer aos portugueses qual é o rumo do País. “Era bom que no anúncio das medidas nos mostrassem para onde vamos, onde pensam que vamos chegar”, pois não interessa introduzir medidas “se depois o País não se conseguir levantar”. “Se não alterarmos a política, nada nos indica que vamos melhorar”.

Como alternativa, Ferreira Leite recomenda que se negoceie com quem empresta dinheiro a Portugal, pois os “credores não estão interessados em que não tenhamos condições para lhes pagar”.

“Só por teimosia se pode insistir na receita”, disse Ferreira Leite, considerando que nos últimos agravamentos de impostos já “toda a gente via que não ia dar resultados, já se percebia que não dá receita”, por isso “devia-se alterar”, pois é para isso que servem as “negociações com a troika”.

Os modelos de Gaspar

A ex-ministra das Finanças do Governo de Barroso critica também o facto de não serem conhecidas as negociações com a troika.

“Não sei quais destas medidas foram impostas pela troika, quais recusámos, quais as que propusemos”, lamentou, acrescentando não ser capaz de “avaliar o papel pernicioso ou benéfico da visão que a troika tem” sobre a política que está a ser seguida.

Questionou também por que motivo é que a redução da TSU é agora considerada “essencial”, se não se houve “um sindicato, um economista, um empresário a defender” tal decisão. Para Ferreira Leite, a medida é “altamente perniciosa”, vai “aumentar dramaticamente o desemprego” e só por “teimosia é que pode vir a ser aplicada”.

Acusou o ministro das Finanças de estar a governar o País através de modelos e com base na experiência, pois um País é constituído por pessoas e a economia não é uma ciência exacta e dogmática.

“Sobre o mesmo assuntopode haver várias opiniões válidas. Um País governado com modelos é algo que me dá um enorme desconforto. Não podemos transformar o País num exercício de experimentação”, afirmou, acrescentando que se Vítor Gaspar está a tomar medidas “com base no que dizem os modelos, só por sorte é que acerta”.

“Bom senso vai acabar por imperar”

O que está a faltar muito a este Governo é “bom senso” e fundamentalmente “prudência”. Sobretudo numa altura em que a “Europa está numa situação que sabemos qual é: complexa e com poucas soluções”.

“Tínhamos que atravessar uma ponte”. Até aqui “temos percorrido sem problemas”, mas “quando estamos no meio da ponte”, temos que ter “a maior das precauções”, pois se “vamos tomar as medidas todas muito depressa” vamos “cair ao fundo e quando surgirem as medidas [na Europa] já estamos afogados lá em baixo”, ilustrou.

Reconheceu que se estivesse no Governo não teria adoptado medidas muito diferentes das seguidas até aqui, mas garante que a atitude perante a troika era diferente. “O meu remédio não seria muito diferente, pois a orientação é externa. Mas de uma coisa tenho a certeza. Aquilo a que fosse obrigada a fazer e soubesse que era pernicioso, no mínimo dizia aos portugueses: ‘É mau, mas tenho que fazer. São eles que mandam. E berrava na Europa. Sou bem comportado e não me ouvem?”, questionou.

“Não tomaria nunca uma medida que tivesse um impacto tão violento”, ainda por cima sem benefício no emprego, disse Ferreira Leite, referindo-se à TSU, e usando depois outra analogia: “ninguém gosta de xarope, mas tomam de olhos fechado pois sabem que é para tratar a doença. Mas se tomo e estou pior e vem o médico e diz que se tem que tomar mais xarope, ninguém quer engolir pela segunda vez.”

“Não sei qual é o interesse desta medida surreal” de reduzir a TSU, disse Ferreira Leite, mostrando ainda esperanças que não avance. “Estou muito convicta de que o bom senso vai acabar por imperar” e que não se avance com “medidas que terão um efeito dramático no País”.


“Parece que se está a querer ficar igual à Grécia de propósito”Lembrou que sempre defendeu que Portugal não era a Grécia, sobretudo porque “tínhamos consenso politico, maioria alargada no Parlamento, acordo de concertaçãosocial e uma máquina fiscal eficiente”.

Contudo, nos últimos dias quase tudo se alterou. “Parece que se está a querer ficar igual à Grécia de propósito”, lamentou Ferreira Leite, admitindo que “estamos todos desconfiados com o que se passa com o CDS”.

Quanto ao consenso social, Ferreira Leite questionou como os sindicatos podem aceitar a redução da TSU se isso vai agravar o desemprego e como os trabalhadores vão financiar as empresas sabendo que estas podem falir dentro de dias.

“Quando estou na rua sinto que há um ambiente de enorme desânimo e enorme descrédito”, disse Ferreira Leite, acrescentando que todos tiveram a noção e estavam mobilizados para a necessidade e inevitabilidade de fazer sacrifícios, “mas creio que ninguém teve a noção que esse processo poderia conduzir a que todos ficássemos pobres”.

Como se vai baixar o défice de 4,5% em 2013 para 2,5% em 2014?

Além de pedir esclarecimentos sobre como estará o país em 2014 e como decorrem as negociações com a troika, Ferreira Leite quer também ter mais informação como será o ajustamento orçamental em 2014.

“Temos esta brutalidade de medidas para 2013, para passar de um défice de 5% [em 2012] para 4,5%. Então como se passa de 4,5% para 2,5% em 2014? Chegaremos a que País? O que é que resta?”, questionou.

A ex-líder do PSD tem também dúvida sobre como vai conseguir Portugal regressar a uma trajectória de crescimento. Nessa altura “já não há empresas, faliram”, disse Ferreira Leite, desabafando que “não consigo imaginar. Isto não pode ser um acto de fé. Não podemos governar um país com um acto de fé”, só porque “acreditamos que isto vai acontecer”.

Presidente da República não pode servir para lavar consciência dos deputados

Ao longo da entrevista à TVI24, Ferreira Leite repetiu por diversas vezes o apelo ao bom senso e prudência, tendo em consideração as incógnitas que existem na Europa. “Não nos devemos precipitar, fazer experiências e sermos voluntaristas”.

Questionada sobre o papel do Presidente da República, Ferreira Leite desvalorizou o papel de Cavaco Silva no que diz respeito ao Orçamento do Estado. Apelou antes aos deputados, que foram eleitos pelas pessoas e não podem aprovar o Orçamento e esperar depois que o Presidente da República “lhes lave a consciência”.

“Não nos podemos apoiar naquilo que o Presidente da República pode fazer para nos isentarmos de exercer as obrigações que cada um”, afirmou Ferreira Leite, lembrando que há muitas formas de um deputado demonstrar a sua opinião, que no limite pode passar por “abandonar o mandato”.

Defendeu ainda a existência de manifestações, desde que sejam pacíficas e sirvam para mostrar aos poderes públicos que as “pessoas não aceitam determinado tipo de medidas”.


HUMOR EM TEMPO DE CRISE


O Banqueiro

Uma tarde um famoso banqueiro ia na sua "limusina" quando viu dois
homens na berma da estrada comendo relva.

Ordenou ao seu motorista que parasse e saindo perguntou a um deles

- Porque estão a comer relva?

No temos dinheiro para comida. - disse o pobre homem - Por isso temos
que comer relva.

- Bem, então venham a minha casa e eu vos darei comer - disse o banqueiro.

- Obrigado, mas tenho a minha mulher e dois filhos comigo. Estão ali,
debaixo daquela árvore.

- Que venham também - disse novamente o banqueiro.

Voltando-se para o outro homem disse-lhe:

- Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida disse:

- Mas, Senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro.

Entraram todos no enorme e luxuoso carro. Uma vez a caminho, um dos
homens olhou o banqueiro e disse:

- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos!

O banqueiro respondeu: - Meu caro, não tenha vergonha, fico muito
feliz por fazê-lo!

Vão ficar encantados com a minha casa.....

Só a relva tem mais de 20 centímetros de altura!


Moral da história:

Quando pensares que um banqueiro te está a ajudar, pensa duas vezes.

ALTERAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO




Alteração da Constituição de Portugal para 2012, já em marcha!

Pensam que poderá ser uma ideia interessante?
Se sim, muito bem, toca a atuar.
Se não, paciência, não façam nada.



Alice Carvalheira R. Borges
Universidade de Lisboa - Serviços de Acção Social

Gabinete Jurídico

Tel. 21 781 74 40 Ext. 305

E-mail; alice.borges@sas.ul.pt

Assunto: Alteração da Constituição de Portugal para 2012


Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de contactos, e por sua vez, peça a cada um deles que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria dos portugueses lerá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.

Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:

1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DEMISSÃO DE ANTÓNIO NOGUEIRA LEITE


PS pede demissão de António Nogueira Leite da CGD

O socialista José Junqueiro desafia António Nogueira Leite a pedir a demissão como vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos.

12 de Setembro de 2012 Por Notícias Ao Minuto com Lusa


Numa crítica às novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro, Nogueira Leite, disse no Facebook, que, se em 2013 o obrigarem a trabalhar mais de sete meses para o Estado, “pira-se”.

“Se em 2013 me obrigarem a trabalhar mais de sete meses só para o Estado, palavra de honra que me piro, uma vez que imagino que, quando chegar a altura de me reformar, já nada haverá para distribuir, sendo que preciso de me acautelar”, disse numa mensagem reproduzida na imprensa diária.

À agência Lusa, o deputado do PS José Junqueiro considerou as declarações “surpreendentes e imorais”, uma vez proferidas por um detentor de um alto cargo público, “que tem um vencimento milionário” e “está a fazer pouco de quem está desempregado ou de quem ganha o salário mínimo, ou dos funcionários e dos reformados a quem confiscaram salários”.

Para o parlamentar, “tem que haver uma decisão muito rápida” quanto ao futuro na CGD de Nogueira Leite, “que se queixa dos impostos e se quer furtar, sob palavra de honra, ao pagamento de mais impostos”, sendo “ele próprio co-autor destas políticas”: demitir-se ou ser demitido.

“Ou Nogueira Leite se demite e faz o exercício de decência, ou o Governo vai ter que o demitir, porque é insuportável que o Estado tenha sido ‘assaltado’ por pessoas deste género, que se recusam com ordenados milionários a participar no esforço que é exigido a todos os portugueses”, sentenciou José Junqueiro.

António Nogueira Leite, antigo conselheiro económico de Pedro Passos Coelho, é um dos vice-presidentes da Comissão Executiva da CGD e vogal do Conselho de Administração da instituição bancária pública.

As suas declarações foram conhecidas horas antes de o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, ter anunciado um novo pacote de medidas de austeridade, nomeadamente a redução das reformas acima de 1500 euros, a diminuição dos escalões do IRS, implicando um acréscimo do pagamento médio dos cidadãos, e o aumento de tributação dos imóveis considerados de luxo (acima de um milhão de euros).

Na sexta-feira, Pedro Passos Coelho já tinha anunciado mais medidas de austeridade para 2013, que abrangem os trabalhadores do sector privado, os quais, na prática, perderão o que alega corresponder a um subsídio através do aumento da contribuição para a Segurança Social de 11% para 18%.


Os funcionários públicos continuam com um dos subsídios suspensos (na totalidade nos rendimentos acima dos 1100 euros mensais e parcialmente acima dos 600 euros), sendo que o outro é reposto de forma diluída nos 12 salários e depois retirado através do aumento da contribuição para a Segurança Social.

A contribuição social das empresas diminui, em contrapartida, de 23,75 para 18 por cento. Os pensionistas continuam sem subsídios de Natal e de férias.

HUMOR EM TEMPO DE CRISE



A IMAGINAÇÃO DOS PORTUGUESES SÓ NÃO DÁ PARA PÔR O PAÍS DIREITO!


Vale e Azevedo foi jantar a um restaurante de luxo, onde até os talheres eram de ouro.


De repente, Vale e Azevedo vê um cliente a pegar em duas colheres de ouro e a escondê-las no bolso.


Ficou chateado da vida, por não ter tido a ideia primeiro e, para mostrar que ele sempre era o CHEFE de tudo, decidiu que também ia roubar duas colheres.


Vale e Azevedo pensou um pouco e, como exímio enganador, dissimulado e oportunista, perguntou ao empregado:


- Você quer que eu faça uma magia?


- Sim senhor, respondeu o empregado.


- Bem, pega nessas duas colheres de ouro e põe-nas no meu bolso.


O empregado assim fez. Pegou nas colheres e colocou-as no bolso de Vale e Azevedo.


- OK senhor, e agora?


- Agora contas até 3 e, de seguida, vais tirá-las do bolso daquele cliente.

V.EXAS.TRANSFORMARAM A VELHICE NUM CRIME PUNÍVEL...



O texto que publico na íntegra é do escritor e ensaísta Eugénio Lisboa.



O autor foi presidente da Comissão Nacional da UNESCO / conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Londres entre 1978-1995 / professor catedrático especial de Estudos Portugueses na Universidade de Nottingham / professor catedrático visitante da Universidade de Aveiro / e coordenador do ensino da língua portuguesa na Suécia. É Doutor Honoris Causa pelas universidades de Nottingham e Aveiro. A Câmara de Cascais outorgou-lhe a medalha de Mérito Cultural.


Em Moçambique foi sucessivamente administrador e director das petrolíferas SONAPMOC, SONAREP e TOTAL.



CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

Exmo. Senhor Primeiro Ministro



Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.



Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar“as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.



Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot):“Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.



A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intituladoThe Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos.Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.



Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.



Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados.Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.



Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio.Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.





De V. Exa., atentamente,




Eugénio Lisboa

Etiquetas: Austeridade, Carta-aberta ao PM

ISTO ESTÁ A AQUECER


Protestos contra Vítor Gaspar

O ministro das Finanças foi ontem recebido com fortes protestos à entrada dos estúdios da SIC, em Carnaxide, onde deu uma entrevista para explicar as novas medidas de austeridade.

Por:Sofia Piçarra/João Pinheiro


Os manifestantes rodearam o carro de Gaspar, batendo nas janelas com as mãos e os cartazes enquanto gritavam "gatuno", apesar das medidas de segurança, que teve de ser reforçada com duas equipas do piquete da PSP. Na entrevista, o governante disse que a subida da Taxa Social Única para os trabalhadores e a descida para as empresas não é um "prémio" para os patrões. Confrontado com o tipo de descontos feitos pelo conselheiro do Governo, António Borges, que tem um contrato com a Parpública no valor de 25 mil euros, Gaspar disse desconhecer "os detalhes do contrato.

A AUSTERIDADE NA MIXÓRDIA DE...RICARDO ARAÚJO PEREIRA


terça-feira, 11 de setembro de 2012