FOGO NOS BOYS!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
DESABAFO DE UMA PROFESSORA PORTUGUESA
Afinal, o Sócrates , o seu Governo e o Partido que o sustentava, já foram subsistuídos por outros governantes e outras políticas.
Enquanto lá esteve o Sócrates, tudo fizeram para o abater politicamente, porque aquilo que corria menos bem, ou mal, era da responsabilidade dele e do seu Governo e não da crise que resultou do sistema capitalista liberal e conservador. Nesse ninguém falava em crise internacional, nem europeia, incluindo o Presidente da República.
Entrou um novo Governo, começando pelo Presidente da República que agora até parece outro, pelo actual Governo e seus acólitos, inexplicavelmente, passou a falar-se da crise na América e na Europa, como se ela não se tivesse iniciado em 2007/2008.
Cambada de hipócritas e oportunistas, que eu estou farto de conhecer, mas que infelizmente muitos portugueses, pelos vistos, desconhecem.
Se alguém pensa que este Governo é melhor que o anterior, engane-se e peço-lhes só para terem a paciência de esperar , porque, não dentro de muito tempo, começarão a ver os resultados, como este desta Senhora Professora e outros já anunciados, como supressão de parte do 13º. mês, subida de impostos, do IVA, aumento do custo dos transportes públicos e outros, que o actual Primeiro Ministro, no dia 1 de Abril último, disse não aumentar.
Desabafo de uma Professora
Professora, até ontem
O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.
Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes
moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.
Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu, fomos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.
Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação, reunião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame?
Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha residência oficial) até Guimarães?!
Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo:
parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade.
Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem- -me a divulgar este caso
que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!
Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola
pública de Portugal.
Sónia Mano
_________________________________________________
Diário do Minho
QUINTA-FEIRA | 7 de Julho de 2011 | Ano XCII | N.º 29 277
Enquanto lá esteve o Sócrates, tudo fizeram para o abater politicamente, porque aquilo que corria menos bem, ou mal, era da responsabilidade dele e do seu Governo e não da crise que resultou do sistema capitalista liberal e conservador. Nesse ninguém falava em crise internacional, nem europeia, incluindo o Presidente da República.
Entrou um novo Governo, começando pelo Presidente da República que agora até parece outro, pelo actual Governo e seus acólitos, inexplicavelmente, passou a falar-se da crise na América e na Europa, como se ela não se tivesse iniciado em 2007/2008.
Cambada de hipócritas e oportunistas, que eu estou farto de conhecer, mas que infelizmente muitos portugueses, pelos vistos, desconhecem.
Se alguém pensa que este Governo é melhor que o anterior, engane-se e peço-lhes só para terem a paciência de esperar , porque, não dentro de muito tempo, começarão a ver os resultados, como este desta Senhora Professora e outros já anunciados, como supressão de parte do 13º. mês, subida de impostos, do IVA, aumento do custo dos transportes públicos e outros, que o actual Primeiro Ministro, no dia 1 de Abril último, disse não aumentar.
Desabafo de uma Professora
Professora, até ontem
O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.
Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes
moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.
Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu, fomos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.
Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação, reunião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame?
Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha residência oficial) até Guimarães?!
Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo:
parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade.
Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem- -me a divulgar este caso
que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!
Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola
pública de Portugal.
Sónia Mano
_________________________________________________
Diário do Minho
QUINTA-FEIRA | 7 de Julho de 2011 | Ano XCII | N.º 29 277
PARA REFLEXÃO
-Se atravessares a fronteira da Coreia do Norte ilegalmente, és condenado a 12 anos de trabalhos forçados.
-Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.
-Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.
-Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.
-Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.
-Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.
-Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.
Mas, se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente...
TERÁS:
-Um abrigo ...
-Um trabalho ...
-Carta de Condução...
-Cartão Europeu de Saúde...
-Segurança Social ...
-Crédito Familiar ...
-Cartões de Crédito ...
-Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...
-Escolariedade gratuita ...
-Serviço Nacional de Saúde gratuito ...
-Um representante no Parlamento ...
-Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...
-Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !
E por último, mas não menos importante:
-Podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira!
E... SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA!
-Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.
-Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.
-Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.
-Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.
-Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.
-Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.
Mas, se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente...
TERÁS:
-Um abrigo ...
-Um trabalho ...
-Carta de Condução...
-Cartão Europeu de Saúde...
-Segurança Social ...
-Crédito Familiar ...
-Cartões de Crédito ...
-Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...
-Escolariedade gratuita ...
-Serviço Nacional de Saúde gratuito ...
-Um representante no Parlamento ...
-Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...
-Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !
E por último, mas não menos importante:
-Podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira!
E... SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA!
BOAS NOTÍCIAS:MOSCATEL DE SETÚBAL CONSIDERADO O MELHOR DO MUNDO
Moscatel de Setúbal considerado Melhor do Mundo
Um vinho português da casta Moscatel foi considerado, pela primeira vez num prestigiado concurso internacional, como o Melhor do Mundo. Tal distinção foi obtida pelo vinho Venâncio da Costa Lima – Moscatel de Setúbal Reserva 2006.
Para Portugal, para a região de Setúbal e, particularmente para a adega Venâncio da Costa Lima, este prémio tem uma dimensão nunca antes obtida, que posiciona o vinho Moscatel de Setúbal Reserva 2006 como o “melhor entre os melhores”, colocando um vinho português em grande destaque a nível internacional.
O moscatel foi considerado o melhor do mundo, obtendo a pontuação mais elevada, entre todos os vinhos na 11ª edição do Concurso Muscats du Monde (www.muscats-du-monde.com), que se realiza em França (Montpellier), e que avalia e premeia os melhores vinhos de todo o mundo que são elaborados exclusivamente com a casta “Muscat” que, em Portugal, se expressa também no conhecido Moscatel de Setúbal.
A adega Venâncio da Costa Lima participa no concurso desde 2008, obtendo a Medalha de Ouro em todas as edições. No ano passado, conseguiu colocar o único vinho português no Top 10. Já este ano, além do titulo de melhor vinho do mundo, conseguiu ter dois vinhos no Top 10: Venâncio da Costa Lima – Moscatel de Setúbal Reserva 2006 e Venâncio da Costa Lima – Moscatel de Setúbal.
Sendo um Concurso Internacional Especializado numa só casta, todos os vinhos a concurso são exaustivamente avaliados por provadores treinados para esta casta e obedecem a uma série de regras exigentes, que colocam este concurso nos mais altos níveis de credibilidade mundial.
Para Portugal e para esta adega, este prémio tem uma dimensão nunca antes obtida, que posiciona o nosso vinho como o “melhor entre os melhores” e que coloca um vinho Português em grande destaque a nível internacional.
Em competição estiveram 23 países, sendo que no Top 10, juntamente com os três moscatéis de Setúbal (2 da Venâncio Costa Lima e 1 da Adega Cooperativa de Favaios), estiveram vinhos franceses (4), espanhóis (1), brasileiros (1) e sul africanos (1).
NOTA: AGORA É SÓ EXPORTÁ-LO QUE O PAÍS PRECISA!
Um vinho português da casta Moscatel foi considerado, pela primeira vez num prestigiado concurso internacional, como o Melhor do Mundo. Tal distinção foi obtida pelo vinho Venâncio da Costa Lima – Moscatel de Setúbal Reserva 2006.
Para Portugal, para a região de Setúbal e, particularmente para a adega Venâncio da Costa Lima, este prémio tem uma dimensão nunca antes obtida, que posiciona o vinho Moscatel de Setúbal Reserva 2006 como o “melhor entre os melhores”, colocando um vinho português em grande destaque a nível internacional.
O moscatel foi considerado o melhor do mundo, obtendo a pontuação mais elevada, entre todos os vinhos na 11ª edição do Concurso Muscats du Monde (www.muscats-du-monde.com), que se realiza em França (Montpellier), e que avalia e premeia os melhores vinhos de todo o mundo que são elaborados exclusivamente com a casta “Muscat” que, em Portugal, se expressa também no conhecido Moscatel de Setúbal.
A adega Venâncio da Costa Lima participa no concurso desde 2008, obtendo a Medalha de Ouro em todas as edições. No ano passado, conseguiu colocar o único vinho português no Top 10. Já este ano, além do titulo de melhor vinho do mundo, conseguiu ter dois vinhos no Top 10: Venâncio da Costa Lima – Moscatel de Setúbal Reserva 2006 e Venâncio da Costa Lima – Moscatel de Setúbal.
Sendo um Concurso Internacional Especializado numa só casta, todos os vinhos a concurso são exaustivamente avaliados por provadores treinados para esta casta e obedecem a uma série de regras exigentes, que colocam este concurso nos mais altos níveis de credibilidade mundial.
Para Portugal e para esta adega, este prémio tem uma dimensão nunca antes obtida, que posiciona o nosso vinho como o “melhor entre os melhores” e que coloca um vinho Português em grande destaque a nível internacional.
Em competição estiveram 23 países, sendo que no Top 10, juntamente com os três moscatéis de Setúbal (2 da Venâncio Costa Lima e 1 da Adega Cooperativa de Favaios), estiveram vinhos franceses (4), espanhóis (1), brasileiros (1) e sul africanos (1).
NOTA: AGORA É SÓ EXPORTÁ-LO QUE O PAÍS PRECISA!
POR AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA
[A Presidenta foi Estudanta]?!
mas é tão giro dizer «Presidenta da Assembleia da Republica Portuguesa».!!!!
Uma belíssima aula de português.
Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.
Para vossa instrução !
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
(Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná)
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
O mesmo se aplica a:
o chefe
a chefe
o juíz
a juíz, etc, etc
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação..
mas é tão giro dizer «Presidenta da Assembleia da Republica Portuguesa».!!!!
Uma belíssima aula de português.
Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.
Para vossa instrução !
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
(Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná)
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
O mesmo se aplica a:
o chefe
a chefe
o juíz
a juíz, etc, etc
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação..
BRASIL, O PADRE CORAJOSO
O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
CORAGEM É CORAGEM... verdades são verdades...
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
CORAGEM É CORAGEM... verdades são verdades...
ANGOLA-RECRUTAMENTO DE PROFESSORES DE HISTÓRIA
A empresa Odete Fachada Consultores, Lda
SELECCIONA
Professores de História (grupo de recrutamento 400) para desempenhar funções num estabelecimento de ensino privado de referência com Plano Curricular Português, em Luanda-Angola:
M/F
Pretendemos:
• Forte Componente Pedagógica
• Prática de Metodologias Activas
• Grande capacidade de adaptação a novas situações
• Boa capacidade de relacionamento interpessoal
• Elevado dinamismo e pró-actividade
• Gosto pela inovação e pela experimentação
• Gosto e interesse por projectos de elevado nível pedagógico
• Capacidade para trabalhar em equipa
• Empenho e disponibilidade total
Oferecemos:
• Integração numa equipa que se propõe que seja dinâmica e orientada por objectivos
• Remuneração compatível com as funções a desempenhar
Os interessados podem enviar Curriculum Vitae para
recursoshumanos@ofconsultores.com
SELECCIONA
Professores de História (grupo de recrutamento 400) para desempenhar funções num estabelecimento de ensino privado de referência com Plano Curricular Português, em Luanda-Angola:
M/F
Pretendemos:
• Forte Componente Pedagógica
• Prática de Metodologias Activas
• Grande capacidade de adaptação a novas situações
• Boa capacidade de relacionamento interpessoal
• Elevado dinamismo e pró-actividade
• Gosto pela inovação e pela experimentação
• Gosto e interesse por projectos de elevado nível pedagógico
• Capacidade para trabalhar em equipa
• Empenho e disponibilidade total
Oferecemos:
• Integração numa equipa que se propõe que seja dinâmica e orientada por objectivos
• Remuneração compatível com as funções a desempenhar
Os interessados podem enviar Curriculum Vitae para
recursoshumanos@ofconsultores.com
ESTADOS UNIDOS - OBAMA ANUNCIA ACORDO PARA SUBIR TECTO DA DÍVIDA
Republicanos e Democratas chegam a entendimento
Obama anuncia acordo para subir tecto da dívida
Por Ana Rita Faria
Democratas e os republicanos chegaram finalmente a um acordo para subir o tecto legal de endividamento do país, pondo fim a um impasse que deixou o país à beira do default.
Obama diz que acordo acaba com a crise que Washignton impôs à América (REUTERS/Jim Young )
Ontem à noite nos EUA [hoje de madrugada em Lisboa], o presidente norte-americano Barack Obama anunciou que os partidos tinham chegado a um acordo, a apenas um dia de os EUA ficarem sem dinheiro para pagar aos credores, ou seja, de entrarem em default (incumprimento).
O acordo irá permitir aumentar o limite legal de endividamento em 2,4 milhões de milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de milhões de euros, em duas fases, e deverá ficar ainda hoje fechado no Congresso. Amanhã, dia 2 de Agosto, era considerado o prazo limite para um entendimento, visto que, a partir dessa data, os EUA deixaria de ter dinheiro para pagar os seus compromissos financeiros.
Barack Obama conseguiu, assim, evitar uma nova negociação antes das próximas eleições, em Novembro de 2012, e, em contrapartida, os republicanos conseguiram cortes na despesa no valor de 2,8 milhões de milhões de dólares nos próximos dez anos. O aumento de impostos sobre os mais ricos, que os democratas tinham exigido ao início, acabou por não sair do papel.
Ontem à noite nos EUA, Barack Obama disse aos jornalistas que o compromisso a que os republicanos e os democratas chegaram permitirá “impedir um default e terminar uma crise que Washington impôs ao resto da América”. “Vai assegurar que não iremos enfrentar a mesma crise daqui a seis meses, oito meses ou 12 meses. E irá começar a levantar a nuvem de dívida e de incerteza que sobrevoa a nossa economia”, afirmou.
O presidente admitiu que o processo de negociação foi “complicado e demorou demasiado tempo” e agredeceu aos líderes dos partidos republicano e democrata por terem chegado a um compromisso.
O presidente salientou, contudo, que ainda é preciso ganhar alguns votos importantes, referindo-se à aprovação que a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, terá de dar ao acordo.
De acordo com a imprensa americana, o plano aprovado irá permitir um aumento do limite legal de endividamento em duas etapas. Primeiro o tecto da dívida subirá em 900 mil milhões de dólares, o que estará sujeito ao voto contra do Congresso, o qual poderá ser vetado por Obama. Para prevenir um default, a esses 900 mil milhões juntam-se outros 400 mil milhões.
Numa segunda fase, o limite legal aumentaria entre 1,2 a 1,5 milhões de milhões. Nessa altura, será criada uma comissão conjunta do Congresso para decidir que cortes na despesa serão realizados para compensar a subida da dívida. A diminuição dos gastos passará não só por cortes orçamentais no orçamento da Defesa, mas também por programas governamentais. Pelo menos numa fase inicial, não haverá cortes para os mais pobres na Medicaire (sistema de seguros de saúde) e na Segurança Social.
NOTA: ATÉ QUANDO A GRANDE POTÊNCIA PODERÁ CONTINUAR A VIVER ACIMA DAS SUAS RESPONSABILIDADES?
O ESPECTÁCULO FAZ-ME LEMBRAR O DAS VELHAS FAMÍLIAS DA ARISTOCRACIA EUROPEIA QUE, APESAR DE FALIDAS, CONTINUAM A DAR BAILES SUMPTUOSOS COM O RECURSO A CRÉDITO BANCÁRIO ATÉ AO DIA EM QUE O CREDOR CHEGA E AS EXPULSA DO PALACETE EM RUÍNAS!
Obama anuncia acordo para subir tecto da dívida
Por Ana Rita Faria
Democratas e os republicanos chegaram finalmente a um acordo para subir o tecto legal de endividamento do país, pondo fim a um impasse que deixou o país à beira do default.
Obama diz que acordo acaba com a crise que Washignton impôs à América (REUTERS/Jim Young )
Ontem à noite nos EUA [hoje de madrugada em Lisboa], o presidente norte-americano Barack Obama anunciou que os partidos tinham chegado a um acordo, a apenas um dia de os EUA ficarem sem dinheiro para pagar aos credores, ou seja, de entrarem em default (incumprimento).
O acordo irá permitir aumentar o limite legal de endividamento em 2,4 milhões de milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de milhões de euros, em duas fases, e deverá ficar ainda hoje fechado no Congresso. Amanhã, dia 2 de Agosto, era considerado o prazo limite para um entendimento, visto que, a partir dessa data, os EUA deixaria de ter dinheiro para pagar os seus compromissos financeiros.
Barack Obama conseguiu, assim, evitar uma nova negociação antes das próximas eleições, em Novembro de 2012, e, em contrapartida, os republicanos conseguiram cortes na despesa no valor de 2,8 milhões de milhões de dólares nos próximos dez anos. O aumento de impostos sobre os mais ricos, que os democratas tinham exigido ao início, acabou por não sair do papel.
Ontem à noite nos EUA, Barack Obama disse aos jornalistas que o compromisso a que os republicanos e os democratas chegaram permitirá “impedir um default e terminar uma crise que Washington impôs ao resto da América”. “Vai assegurar que não iremos enfrentar a mesma crise daqui a seis meses, oito meses ou 12 meses. E irá começar a levantar a nuvem de dívida e de incerteza que sobrevoa a nossa economia”, afirmou.
O presidente admitiu que o processo de negociação foi “complicado e demorou demasiado tempo” e agredeceu aos líderes dos partidos republicano e democrata por terem chegado a um compromisso.
O presidente salientou, contudo, que ainda é preciso ganhar alguns votos importantes, referindo-se à aprovação que a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, terá de dar ao acordo.
De acordo com a imprensa americana, o plano aprovado irá permitir um aumento do limite legal de endividamento em duas etapas. Primeiro o tecto da dívida subirá em 900 mil milhões de dólares, o que estará sujeito ao voto contra do Congresso, o qual poderá ser vetado por Obama. Para prevenir um default, a esses 900 mil milhões juntam-se outros 400 mil milhões.
Numa segunda fase, o limite legal aumentaria entre 1,2 a 1,5 milhões de milhões. Nessa altura, será criada uma comissão conjunta do Congresso para decidir que cortes na despesa serão realizados para compensar a subida da dívida. A diminuição dos gastos passará não só por cortes orçamentais no orçamento da Defesa, mas também por programas governamentais. Pelo menos numa fase inicial, não haverá cortes para os mais pobres na Medicaire (sistema de seguros de saúde) e na Segurança Social.
NOTA: ATÉ QUANDO A GRANDE POTÊNCIA PODERÁ CONTINUAR A VIVER ACIMA DAS SUAS RESPONSABILIDADES?
O ESPECTÁCULO FAZ-ME LEMBRAR O DAS VELHAS FAMÍLIAS DA ARISTOCRACIA EUROPEIA QUE, APESAR DE FALIDAS, CONTINUAM A DAR BAILES SUMPTUOSOS COM O RECURSO A CRÉDITO BANCÁRIO ATÉ AO DIA EM QUE O CREDOR CHEGA E AS EXPULSA DO PALACETE EM RUÍNAS!
SÍRIA: OS CRIMES DO DITADOR ASSAD CONTINUAM! ATÉ QUANDO?
O Presidente sírio, Bashar al-Assad, aproveitou o aniversário do Exército para fazer um elogio aos militares. Na véspera, decorreu um dos dias mais sangrentos da revolta contra o seu regime, com perto de 100 mortos.
“Saúdo cada soldado e felicito-o na ocasião do 66.º aniversário do Exército árabe sírio” por “defender os seus direitos face aos planos agressivos que nos visam, hoje e amanhã”, afirmou.
A intervenção militar de ontem em Hama, cidade que tinha sido palco em 1982 de um massacre levado a cabo sob a presidência do pai de Assad, Hafez, em véspera do início do Ramadão que na Síria começa hoje, provocou um novo coro de reacções internacionais.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, declarou-se “horrorizado” com a violência e prometeu medidas para “isolar” Assad. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, também pediu mais pressão internacional, mas excluiu uma intervenção militar – mesmo com autorização da ONU, esta não será “nem remotamente” uma possibilidade, sublinhou.
O fantasma do massacre de Hama - na altura contra uma rebelião dos islamistas da Irmandade Muçulmana em que morreram várias centenas de pessoas – levantou-se ontem de novo.
As forças de segurança cercam a cidade de 70 mil habitantes há quase um mês. Especulava-se que o Ramadão, em que os muçulmanos jejuam durante o dia quebrando o jejum quando o sol se põe e indo à mesquita à noite, poderia ditar um ponto de viragem na revolta com a maior possibilidade de ajuntamentos de pessoas.
“Saúdo cada soldado e felicito-o na ocasião do 66.º aniversário do Exército árabe sírio” por “defender os seus direitos face aos planos agressivos que nos visam, hoje e amanhã”, afirmou.
A intervenção militar de ontem em Hama, cidade que tinha sido palco em 1982 de um massacre levado a cabo sob a presidência do pai de Assad, Hafez, em véspera do início do Ramadão que na Síria começa hoje, provocou um novo coro de reacções internacionais.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, declarou-se “horrorizado” com a violência e prometeu medidas para “isolar” Assad. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, também pediu mais pressão internacional, mas excluiu uma intervenção militar – mesmo com autorização da ONU, esta não será “nem remotamente” uma possibilidade, sublinhou.
O fantasma do massacre de Hama - na altura contra uma rebelião dos islamistas da Irmandade Muçulmana em que morreram várias centenas de pessoas – levantou-se ontem de novo.
As forças de segurança cercam a cidade de 70 mil habitantes há quase um mês. Especulava-se que o Ramadão, em que os muçulmanos jejuam durante o dia quebrando o jejum quando o sol se põe e indo à mesquita à noite, poderia ditar um ponto de viragem na revolta com a maior possibilidade de ajuntamentos de pessoas.
OS BOYS DO PSD E CDS - A DANÇA CONTINUA!
São 235 nomeações. É este o número de pessoas que foram escolhidas para integrar os gabinetes dos vários ministérios do governo de Pedro Passos Coelho e que vão custar ao executivo quase 540 mil euros. Mas a conta ainda não está fechada, até porque a lista publicada pelo governo ainda não inclui todos os ministérios e há gabinetes - na lista já conhecida - que ainda não estão completos.
Falta divulgar as equipas dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna, da Justiça, da Educação e Ciência, da Economia e Emprego, da Solidariedade e Segurança Social, além da secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, ou seja, a outra metade deste executivo. Os novos nomes, de acordo com o primeiro-ministro, deverão ser conhecidos ainda este fim-de-semana e o governo já veio assegurar que irá manter o site que foi criado para divulgar as contratações do executivo "permanentemente actualizado".
A lista que já está disponível revela o nome, o cargo, a idade, o vencimento mensal bruto e o contacto electrónico das primeiras escolhas para os gabinetes governamentais. Esta medida acaba por ir ao encontro da promessa realizada pelo primeiro-ministro durante a campanha eleitoral, onde assegurava maior transparência para o futuro.
Em relação aos dados já disponíveis, é possível verificar que o salário mais baixo é de um motorista - 583 euros ilíquidos - e o mais alto o de um chefe de gabinete do ministro das Finanças que ganha 4791 euros brutos por mês, seguido do de uma adjunta do secretário de Estado da Cultura, que aufere 4724,31 euros brutos por mês.
Sócrates vs. Passos Depois de alguma confusão em relação ao número de motoristas de Passos Coelho - no debate anunciou 11, no site apareceram 14, mas a informação acabou por ser rectificada no final do dia de ontem para o número avançado por Passos - sabe-se que a equipa do primeiro-ministro vai ser composta por 35 elementos. Aos motoristas somam-se ainda oito assessores, nove secretárias e sete adjuntos. Mesmo assim, fica abaixo da equipa de José Sócrates, que, na última legislatura, contratou 53 pessoas.
A concorrer com o primeiro-ministro em matéria de motoristas está o secretário de Estado da Cultura, que, em 19 nomeações feitas, quatro são motoristas. Mais contido é o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, que nomeou apenas um adjunto.
Mas é o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, para já, o campeão das nomeações. Elegeu ao todo 52, dando especial destaque aos especialistas (12), às secretárias (12) e aos adjuntos (17), que vão ser distribuídos por cinco gabinetes. Aquele ministério tem agora a tutela da Igualdade, da Administração Local e da Reforma Administrativa e do Desporto e Juventude.
Já o ministro das Finanças dispensou motorista, mas mesmo assim nomeou 38 elementos. Vítor Gaspar apostou para os seus cinco gabinetes nos adjuntos (13), nos assessores (8) e nas secretárias.
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi um dos que menos nomearam (18). E a equipa do ministro da Defesa Nacional é igualmente pequena, contabilizando sete assessores, quatro secretárias, quatro adjuntos, dois chefes de gabinete, um adjunto diplomático, um adjunto financeiro e um adjunto de imprensa.
Já Aguiar-Branco fez 20 nomeações, enquanto a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território recrutou 50 pessoas para o superministério que tem em mãos.
NOTA: PORTUGAL EM CRISE? QUANDO É QUE ESTA GENTE PERDE A MANIA DAS GRANDEZAS E SEGUE O EXEMPLO DOS PAÍSES NÓRDICOS?
OS BONS COMISSÁRIOS POLÍTICOS SÃO OS NOSSOS!
Os bons comissários políticos são os nossos
por PEDRO MARQUES LOPES
por PEDRO MARQUES LOPES
É como o Sol nascer todos os dias: novo Governo, e lá temos a polémica sobre nomeações para empresas, institutos, fundações e demais organismos ligados ao Estado. Esta semana, foi a vez da Caixa Geral de Depósitos, outras se seguirão.
É bem verdade, foi-nos prometida uma redução no número de administradores nas empresas ligadas ao Estado: a CGD passou de sete para 11. Sabemos que o cargo de chairman duma empresa serve normalmente para gerir as relações com os vários accionistas: a CGD só tem um, não se entende assim o porquê do cargo.
Veio, e muito bem, a questão das incompatibilidades. Que este não poderia ser administrador por isto, que aquele não poderia ser por aquilo.
De todos os nomes falados, há apenas um onde me parece evidente a negligência na escolha e a falta de pudor na aceitação do cargo: Pedro Rebelo de Sousa. Não se percebe como é que um advogado que tem processos contra a CGD ou defende empresas com interesses conflituantes com este banco pode ser ao mesmo tempo administrador da firma e defensor da contraparte. Pior, vociferou ultimamente contra o tipo de situações em que agora está envolvido.
Quanto aos outros membros do conselho de administração, não consigo entender o rebuliço criado. São todos gestores experientes, com passagens por várias empresas e com uma vantagem não despiciente: toda a gente sabe donde vêm, o que fizeram, as suas relações empresariais. São amplamente sindicáveis. Mas, melhor, compreende-se a polémica, não é mais que luta política ou opiniões, absolutamente legítimas, sobre as qualidades profissionais ou pessoais dos nomeados. Nada de estranho.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
AS AGÊNCIAS DE RATING
A VERDADE NUA E CRUA...por José Gomes Ferreira
Pena é que só agora se comece a falar dos ataques,muitas vezes bem camuflados,do Dólar ao Euro mas,mais notórios e visíveis,para quem quis ver,claro,após o estoiro de 2007.Resta saber se a Europa,particularmente a da moeda única, tem mesmo capacidade para reverter a situação,já que uma grande parte da classe política mesmo não estando enfeudada aos interesses americanos,está,pelo menos,comprometida face à rede que eles estenderam sobre a economia deste lado do mar.
A VERDADE NUA E CRUA !!!
http://www.youtube.com/watch?v=DYXYBj1K9C4&feature=share
Pena é que só agora se comece a falar dos ataques,muitas vezes bem camuflados,do Dólar ao Euro mas,mais notórios e visíveis,para quem quis ver,claro,após o estoiro de 2007.Resta saber se a Europa,particularmente a da moeda única, tem mesmo capacidade para reverter a situação,já que uma grande parte da classe política mesmo não estando enfeudada aos interesses americanos,está,pelo menos,comprometida face à rede que eles estenderam sobre a economia deste lado do mar.
A VERDADE NUA E CRUA !!!
http://www.youtube.com/watch?v=DYXYBj1K9C4&feature=share
ASSASSÍNIO DO CHEFE REBELDE NA LÍBIA
Líbia
Chefe militar dos rebeldes foi morto antes de ser interrogado - Líder do CNT
Abdel Fattah-Younes, chefe militar dos rebeldes líbios, foi morto quinta-feira antes de ser interrogado pelas autoridades daquele movimento, disse o líder do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdel Jalil, numa declaração aos jornalistas, sem adiantar detalhes.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Evidenciando sinais de ruptura no movimento, os rebeldes disseram que tinham detido o comandante Abdel-Fattah Younis, horas antes da sua morte, por suspeita de ligações da sua família ao regime de Muammar Khadafi, o que deixa em aberto a possibilidade deste ter sido morto pelas próprias forças rebeldes.
Tal como escreve a AP, este cenário demonstra a divisão no movimento rebelde, face aos insucessos no campo de batalha, apesar de quase quatro meses de ataques aéreos pela NATO contra as forças de Khadafi.
O incidente poderia ainda abalar a confiança dos Estados Unidos, Reino Unido e outras nações que reconheceram o concelho rebelde – incluindo Portugal – como o governo legítimo da Líbia, descreve a AP.
Ao anunciar a morte de Younis numa conferência de imprensa, Mustafa Abdul-Jalil referiu-se ao antigo comandante como “um dos heróis da revolução de 17 de Fevereiro", em alusão ao início dos protestos contra o regime de Khadafi.
Mustafa Abdul-Jalil disse ainda que dois coronéis auxiliares do comandante, foram também mortos no ataque perpetrado por homens armados, e que os rebeldes prenderam os cabecilhas responsáveis pelo ataque. No entanto, não esclareceu o que terá motivado as mortes.
As forças rebeldes têm, contudo, visões diferentes do militar morto, com alguns a elogiarem a sua acção e outros a criticarem a sua longa associação a Khadafi.
Younis tinha sido ministro do Interior de Khadafi, tendo desertado para o movimento rebelde em Fevereiro.
Chefe militar dos rebeldes foi morto antes de ser interrogado - Líder do CNT
Abdel Fattah-Younes, chefe militar dos rebeldes líbios, foi morto quinta-feira antes de ser interrogado pelas autoridades daquele movimento, disse o líder do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdel Jalil, numa declaração aos jornalistas, sem adiantar detalhes.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Evidenciando sinais de ruptura no movimento, os rebeldes disseram que tinham detido o comandante Abdel-Fattah Younis, horas antes da sua morte, por suspeita de ligações da sua família ao regime de Muammar Khadafi, o que deixa em aberto a possibilidade deste ter sido morto pelas próprias forças rebeldes.
Tal como escreve a AP, este cenário demonstra a divisão no movimento rebelde, face aos insucessos no campo de batalha, apesar de quase quatro meses de ataques aéreos pela NATO contra as forças de Khadafi.
O incidente poderia ainda abalar a confiança dos Estados Unidos, Reino Unido e outras nações que reconheceram o concelho rebelde – incluindo Portugal – como o governo legítimo da Líbia, descreve a AP.
Ao anunciar a morte de Younis numa conferência de imprensa, Mustafa Abdul-Jalil referiu-se ao antigo comandante como “um dos heróis da revolução de 17 de Fevereiro", em alusão ao início dos protestos contra o regime de Khadafi.
Mustafa Abdul-Jalil disse ainda que dois coronéis auxiliares do comandante, foram também mortos no ataque perpetrado por homens armados, e que os rebeldes prenderam os cabecilhas responsáveis pelo ataque. No entanto, não esclareceu o que terá motivado as mortes.
As forças rebeldes têm, contudo, visões diferentes do militar morto, com alguns a elogiarem a sua acção e outros a criticarem a sua longa associação a Khadafi.
Younis tinha sido ministro do Interior de Khadafi, tendo desertado para o movimento rebelde em Fevereiro.
PARA QUEM AINDA TINHA DÚVIDAS!!!
POUPAR?
ASSUNÇÃO ESTEVES AINDA AGORA CHEGOU E JÁ DESBARATA O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES.
A presidente da Assembleia da República acaba de atribuir a Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.
O despacho é assinado por Assunção Esteves, e remete para o articulado que regulamenta o funcionamento dos serviços da Assembleia da República, a Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março.
O facto está a ser divulgado na Internet, e está a ser apresentado como uma prova de que a Assembleia da República não aplica a si mesma os cortes que, na atual crise, o governo tem vindo a impor aos portugueses.
Os e-mails que já correm na Internet sobre este assunto apresentam como título "Poupar????? É só para alguns....."
SÓ PARA QUEM ESTÁ INTERESSADO EM LER,
Transcreve-se o despacho em causa:
"Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011"
Agora sugiro eu: Quem tiver em ideia algo mais para compensar devidamente o sr. Mota Amaral, não se encolha. O/A próximo/a pres. da Ass. da Rep. já sabe: quando o mandato desta acabar, tem como primeira missão conceder-lhe uma "lembrançazinha",... fica sempre bem.
O Zé?...que se lixe o zé!!!
É por estas e por outras que certos malucos desatam aos tiros e matam inocentes!
ASSUNÇÃO ESTEVES AINDA AGORA CHEGOU E JÁ DESBARATA O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES.
A presidente da Assembleia da República acaba de atribuir a Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.
O despacho é assinado por Assunção Esteves, e remete para o articulado que regulamenta o funcionamento dos serviços da Assembleia da República, a Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março.
O facto está a ser divulgado na Internet, e está a ser apresentado como uma prova de que a Assembleia da República não aplica a si mesma os cortes que, na atual crise, o governo tem vindo a impor aos portugueses.
Os e-mails que já correm na Internet sobre este assunto apresentam como título "Poupar????? É só para alguns....."
SÓ PARA QUEM ESTÁ INTERESSADO EM LER,
Transcreve-se o despacho em causa:
"Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011"
Agora sugiro eu: Quem tiver em ideia algo mais para compensar devidamente o sr. Mota Amaral, não se encolha. O/A próximo/a pres. da Ass. da Rep. já sabe: quando o mandato desta acabar, tem como primeira missão conceder-lhe uma "lembrançazinha",... fica sempre bem.
O Zé?...que se lixe o zé!!!
É por estas e por outras que certos malucos desatam aos tiros e matam inocentes!
OBRIGADO, SENHOR MINISTRO!
Obrigado, sr. ministro!
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN 2011.07.07
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN 2011.07.07
Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar. O texto é este:
"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.
Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.
Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.
Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.
Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.
Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.
Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.
Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."
PARVOS OU LIBERAIS, OU LIBERAIS E PARVOS?
Vendo o que é nosso
11 Julho 2011
Pedro SantosGuerreiro - psg@negocios.pt
"Eu sou liberal mas não sou parvo", disse um dia Henrique Granadeiro, numa das frases que a OPA da Sonae à PT fixou para a história. E agora, que temos um governo liberal, temo-lo parvo?
Nunca como hoje esteve escrito um programa de privatizações acelerado e destinado a capital estrangeiro. Está no Programa de Governo. Está no memorando da "troika". Privatizar para reduzir a dívida pública. Vender a estrangeiros para entrarem capitais e, assim, reduzir o défice externo. Mas privatizar também para gerir melhor que um Estado pressionável por grupos de interesse e impressionável por sindicatos.
Muita gente defende estas privatizações por essa simples razão: o Estado gere as empresas como se fossem centros de custos, de interesses e de destruição mental de quem lá trabalha para manadas de chefes sem mérito. Dentro dessa gente, há um grupo que entende que melhor seria manter estas empresas em mãos portuguesas e que Passos Coelho está a ser ingénuo na forma como se desfaz das "golden shares" e de empresas estratégicas. E há um último subgrupo, menor, muito menor: o dos empresários que, achando tudo isso, têm mais dinheiro que dívidas
Não há capital em Portugal. Nem próprio nem, agora, alheio. Os activos dos mais ricos liquidificam-se nos seus passivos. Já cansa listar os arruinados do BCP, inacreditavelmente financiados pela Caixa Geral de Depósitos, como logo foi aqui e ali escrito. Joe Berardo já não tem mais o que penhorar, os "donos" de construtoras (como Manuel Fino, Pedro Teixeira Duarte ou António Mota) já têm sarna que chegue para se coçarem. Mais: a família Espírito Santo vendeu os diamantes para preparar aumentos de capital no BES, o BES pode ter de vender as PT ou EDP, de onde poderão de ter de sair também os Mello, que vêm as suas acções da Brisa desvalorizar (e assim reduzir o colateral das suas dívidas). Outros, como Belmiro de Azevedo, João Pereira Coutinho ou Soares dos Santos, só olham para investimentos no estrangeiro.
Américo Amorim seria o mais endinheirado dos portugueses, se vendesse a posição na Galp. É dos poucos que não se endividou até ao tutano, ao que somou a sorte de descobrir petróleo. Outros empresários como Pedro Queiroz Pereira ou Ilídio Pinho têm também capacidade financeira - são dos poucos. Vão investi-lo em Portugal, onde só tem entrado capital angolano e brasileiro?
Vamos ao Brasil: Abílio Dinis é um magnata brasileiro, filho de um português que um dia, em 1948, abriu uma pastelaria em São Paulo: chamou-lhe Pão de Açúcar. Hoje, Abílio Dinis está a tentar comprar o Carrefour para passar a dominar um dos maiores grupos do mundo e opor-se à francesa Casino e à americana Wal-Mart. Está a fazê-lo com o apoio do Governo de Dilma e com o dinheiro do banco estatal, o BNDES. Em entrevista à "Veja", o presidente do banco, Luciano Coutinho, explica: "Nosso propósito é financiar lideranças nacionais de empresas brasileiras". O BNDES é um gigante alinhado com uma política muito discutível de capitalismo de Estado, que já permitiu criar gigantes brasileiros nas cervejeiras (fusão da AmBev com a belga Interbrew) ou no papel (a Fibria, que resultou da fusão entre a Aracruz e a Votorantim Celulose).
Depois das nacionalizações e mesmo das reprivatizações, o grande capitalista em Portugal passou a ser o Estado. É para ele que se viram sempre os empresários, que voltarão a apelar à Caixa Geral de Depósitos. E assim haverá mais um episódio da novela dos Centros de Decisão Nacional, este espécie de "compro o que é nosso" das empresas.
"Se não fizesse nada, as grandes empresas do País cairiam nas mãos de estrangeiros", explica Abílio Dinis, que lucrará muito com a operação. Em Portugal é ao contrário: estamos a fazer tudo para vender as empresas a estrangeiros. Que não tem dinheiro não tem vícios. Nem empresas. Parvos ou liberais?
11 Julho 2011
Pedro SantosGuerreiro - psg@negocios.pt
"Eu sou liberal mas não sou parvo", disse um dia Henrique Granadeiro, numa das frases que a OPA da Sonae à PT fixou para a história. E agora, que temos um governo liberal, temo-lo parvo?
Nunca como hoje esteve escrito um programa de privatizações acelerado e destinado a capital estrangeiro. Está no Programa de Governo. Está no memorando da "troika". Privatizar para reduzir a dívida pública. Vender a estrangeiros para entrarem capitais e, assim, reduzir o défice externo. Mas privatizar também para gerir melhor que um Estado pressionável por grupos de interesse e impressionável por sindicatos.
Muita gente defende estas privatizações por essa simples razão: o Estado gere as empresas como se fossem centros de custos, de interesses e de destruição mental de quem lá trabalha para manadas de chefes sem mérito. Dentro dessa gente, há um grupo que entende que melhor seria manter estas empresas em mãos portuguesas e que Passos Coelho está a ser ingénuo na forma como se desfaz das "golden shares" e de empresas estratégicas. E há um último subgrupo, menor, muito menor: o dos empresários que, achando tudo isso, têm mais dinheiro que dívidas
Não há capital em Portugal. Nem próprio nem, agora, alheio. Os activos dos mais ricos liquidificam-se nos seus passivos. Já cansa listar os arruinados do BCP, inacreditavelmente financiados pela Caixa Geral de Depósitos, como logo foi aqui e ali escrito. Joe Berardo já não tem mais o que penhorar, os "donos" de construtoras (como Manuel Fino, Pedro Teixeira Duarte ou António Mota) já têm sarna que chegue para se coçarem. Mais: a família Espírito Santo vendeu os diamantes para preparar aumentos de capital no BES, o BES pode ter de vender as PT ou EDP, de onde poderão de ter de sair também os Mello, que vêm as suas acções da Brisa desvalorizar (e assim reduzir o colateral das suas dívidas). Outros, como Belmiro de Azevedo, João Pereira Coutinho ou Soares dos Santos, só olham para investimentos no estrangeiro.
Américo Amorim seria o mais endinheirado dos portugueses, se vendesse a posição na Galp. É dos poucos que não se endividou até ao tutano, ao que somou a sorte de descobrir petróleo. Outros empresários como Pedro Queiroz Pereira ou Ilídio Pinho têm também capacidade financeira - são dos poucos. Vão investi-lo em Portugal, onde só tem entrado capital angolano e brasileiro?
Vamos ao Brasil: Abílio Dinis é um magnata brasileiro, filho de um português que um dia, em 1948, abriu uma pastelaria em São Paulo: chamou-lhe Pão de Açúcar. Hoje, Abílio Dinis está a tentar comprar o Carrefour para passar a dominar um dos maiores grupos do mundo e opor-se à francesa Casino e à americana Wal-Mart. Está a fazê-lo com o apoio do Governo de Dilma e com o dinheiro do banco estatal, o BNDES. Em entrevista à "Veja", o presidente do banco, Luciano Coutinho, explica: "Nosso propósito é financiar lideranças nacionais de empresas brasileiras". O BNDES é um gigante alinhado com uma política muito discutível de capitalismo de Estado, que já permitiu criar gigantes brasileiros nas cervejeiras (fusão da AmBev com a belga Interbrew) ou no papel (a Fibria, que resultou da fusão entre a Aracruz e a Votorantim Celulose).
Depois das nacionalizações e mesmo das reprivatizações, o grande capitalista em Portugal passou a ser o Estado. É para ele que se viram sempre os empresários, que voltarão a apelar à Caixa Geral de Depósitos. E assim haverá mais um episódio da novela dos Centros de Decisão Nacional, este espécie de "compro o que é nosso" das empresas.
"Se não fizesse nada, as grandes empresas do País cairiam nas mãos de estrangeiros", explica Abílio Dinis, que lucrará muito com a operação. Em Portugal é ao contrário: estamos a fazer tudo para vender as empresas a estrangeiros. Que não tem dinheiro não tem vícios. Nem empresas. Parvos ou liberais?
A MATEMÁTICA ROMANCEADA
A matemática romanceada!
Um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base... Uma figura impar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua uma vida paralela à dela. Até... que se encontraram no Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs Primos-entre-si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do universo finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram casar-se. Constituir um lar.
Mais que um lar. Uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissectriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro. Sonhando com uma felicidade integral e diferencial. E casaram-se e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até àquele dia em que tudo, afinal, se torna monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum... Frequentador de círculos concêntricos. Viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, uma Grandeza Absoluta, e reduziu-a a um denominador comum. Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais Um Todo. Uma Unidade. Era o Triângulo, chamado amoroso. E desse problema ela era a fracção mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade. E tudo que era espúrio passou a ser moralidade Como aliás, em qualquer sociedade.
Por: Umberto Pacheco
Um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base... Uma figura impar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua uma vida paralela à dela. Até... que se encontraram no Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs Primos-entre-si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do universo finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram casar-se. Constituir um lar.
Mais que um lar. Uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissectriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro. Sonhando com uma felicidade integral e diferencial. E casaram-se e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até àquele dia em que tudo, afinal, se torna monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum... Frequentador de círculos concêntricos. Viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, uma Grandeza Absoluta, e reduziu-a a um denominador comum. Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais Um Todo. Uma Unidade. Era o Triângulo, chamado amoroso. E desse problema ela era a fracção mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade. E tudo que era espúrio passou a ser moralidade Como aliás, em qualquer sociedade.
Por: Umberto Pacheco
BRUNO NOGUEIRA E O PROFESSOR MARCELO
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