sábado, 19 de março de 2011

PORQUE RAZÃO A DEMOCRACIA PORTUGUESA CULTIVA INIMIGOS


Já está em Moçambique.... O menino... (IMAGEM)


Por uma elementaríssima questão de justiça, não posso deixar de referir o percurso vertiginoso, de um homem que começou há poucos anos como caixa de uma agência da Caixa Geral de Depósitos em Mogadouro, e que agora, fala ao telefone com alguns dos mais poderosos governantes do nosso (pobre) País, que é um dos principais arguidos de um dos mais falados processos judiciais a decorrer e que, veja-se, é, além de muitas outras coisas de que nós nem sonhamos, o representante para África de uma das maiores empresas de construção civil brasileira, a quem foi adjudicada a construção de nova barragem moçambicana a poucos quilómetros de Cabora Bassa.

E o tipo, ou tipos, com quem ele fala ao telefone também lucram com o negócio ? Seria estranho que não lucrasse(m) ...

Estamos ou não entregues a escumalha ?!?!

Estamos...


Qualquer outro português, sem cartão partidário, arguido no mais simples processo, veria as portas fecharem-se. O seu registo criminal maculado seria um óbice para conseguir trabalho. Este herói do PS, pelo contrário, é nomeado administrador em Moçambique. Assim a democracia arranja inimigos e cultiva a abstenção. O que é triste, é que os políticos, sem vergonha, fazem ouvidos de mercador, insultam o povo apelidando-o de invejoso, e continuam a enriquecer. A política já não é a causa pública. Passou a ser trampolim para inconfessáveis desígnios. Por isso, Portugal e a Europa está como está. Desacreditada como qualquer país africano ou latino-americano, onde a corrupção é um estado de espírito, aceite como ética. O povo parece adormecido mas estou em crer que acordará um dia. O desespero, o desencanto, a raiva, o ódio, a fome é grande. Espero, nessa altura, que não falte lucidez e não nos deixemos enganar mais uma vez com as promessas dos arrependidos de última hora. Como disse alguém, "O poder está na ponta da baioneta".
AOC

CUCA ROSETA - "Porque Voltas de que Lei"

JAPÃO - OS HERÓIS DE FUKUSHIMA

sexta-feira, 18 de março de 2011

GUERRA E RELIGIÃO


INDÚSTRIA DE PONTA - PORTUGAL EXPORTA PARA A ÍNDIA E PAQUISTÃO

Fábrica do caralho em Portugal, exporta para India e Paquistão. ATENÇÃO SOM !!!!

VILA REAL DE SANTO ANTONIO

A MIGRAÇÃO DAS RENAS


Helene e as renas‏



Human Planet is an upcoming landmark natural history series for BBC One. Elle-Helene, a young girl from northern Norway, leads the dramatic migration of 3,000…

Fantástico vídeo da BBC One

Helene é uma jovem norueguesa que, todos os anos em Fevereiro, leva cerca de 3.000 renas a atravessarem o rio com cerca de 2.5 km de largura, a fim de procurarem os novos pastos verdes na região polar norte.

http://www.youtube.com/watch?v=6pBT8n-SNWk&feature=player_embedded#!

OS POLÍTICOS PERDERAM A VERGONHA. AUMENTAM-SE 20% MAS PEDEM SACRIFÍCIOS AO POVO ESTÚPIDO


Governo corta vencimentos mas aumenta para o trabalho precário e para despesas de representação

Eugénio Rosa – Economista – Mais trabalhos disponíveis em http://www.eugeniorosa.com/

GOVERNO CORTA E CONGELA REMUNERAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, MAS AO MESMO TEMPO AUMENTA EM 205% A VERBA PARA TAREFEIROS, E EM 20% AS DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO DOS GOVERNANTES E CHEFIAS

À medida que se aprofunda a análise da Proposta de Orçamento do Estado para 2011
apresentado pelo governo encontram-se mais “surpresas”. Neste estudo vai-se analisar quatro:
(a)As dotações incluídas no OE2011 para pagar trabalhadores precários que aumentam
significativamente;
(b) As dotações destinadas a suportar despesas de representação de governantes e chefias que também aumentam;
(c) As despesas com combustíveis que sobem significativamente;
d) As dotações inscritas no OE2011 destinadas a aquisição de serviços a privados que, apesar da crise, continuam elevadíssima sendo uma fonte importante de lucros para dezenas de empresas. E isto numa altura em que se cortam 1.432 milhões € nos vencimentos de
mais de 350.000 trabalhadores e se congelam, pelo segundo ano consecutivo, as remunerações
dos restantes trabalhadores. Para isso observem-se os dados do quadro seguinte retirados dos
Mapas Informativos anexo ao OE2011.
Quadro 1 – Dotações inscritas nos orçamentos dos Serviços Integrados da Administração
Central em 2010 e em 2011

Pessoal dos quadros - Regime função pública 5.160,6 4.762,1 - 7,7%
Pessoal contratado a termo 168,1 175,2 - 4,2%
Pessoal em regime de tarefa ou avença 12,8 39,2 - 205,0%
Despesas de representação 16,1 19,3 - 20,0%
Combustíveis e Lubrificantes 42,5 53,8 - 26,6%
FONTE: Mapas Informativos - SI - OE2010 e 2011

Entre 2010 e 2011, como mostram os dados do quadro 1, as despesas com a generalidade dos
trabalhadores dos Serviços Integrados (inclui todas as direcções gerais de todos os Ministérios ) diminuem em -7,7% ( menos -398,5 milhões €), mas as despesas destinadas à contratação de
trabalhadores a prazo, a trabalhadores em regime de tarefa e avençados ( “recibos verde”), as
d espesas de representação e em combustíveis aumentam significativamente.
Assim, a dotação destinada à contratação de trabalhadores à tarefa e avençados sobe 205% em
2011 nos Serviços Integrados da Administração Pública. Isto quando o governo reduz e congela
os salários dos trabalhadores da Administração Pública. Em 2011, para além dos 214,3 milhões € destinados à contratação de trabalhadores a prazo e em regime de tarefa ou avença nos Serviços Integrados, ainda existem mais 225,4 milhões € com o mesmo fim inscritos nos orçamentos dos Serviços e Fundos Autónomos (institutos e outros organismos ). Portanto, no conjunto de toda aAdministração Central encontram-se inscritos 439,7 milhões € para a contratação de trabalhadores precários. É clara a intenção do governo de substituir trabalhadores com vinculo permanente por trabalhadores com vinculo precário. É certamente um mau exemplo que o governo dá também aos patrões privados que encontrarão neste comportamento mais um estimulo para aumentar ainda mais a precariedade em Portugal.
Outro ponto que caracteriza bem a politica do governo de Sócrates é o aumento das despesas de
combustíveis em 26,6%, quando afirma que está a substituir a frota do Estado, em que tem gasto milhões de euros, precisamente com o objectivo de reduzir este tipo de despesas. Em 2011, nos Serviços Integrados estão previstos 53,8 milhões € para “combustíveis e lubrificantes” mas existem ainda inscritos nos orçamentos dos Serviços e Fundos Autónomos mais 20,4 milhões €, o que soma 74,2 milhões € só para “combustíveis e lubrificantes”. O aumento significativo nas despesas com combustíveis desmente também aqui as declarações do governo.
Mas é a nível das despesas de representação que o escândalo é ainda maior. Quando se
reduzem em cerca de 1.432,5 milhões € aos trabalhadores da Função Pública, o governo aumenta a dotação para despesas de representação nos orçamentos dos Serviços Integrados em 20%. Em 2011, nos orçamentos dos Serviços Integrados estão inscritos 19,3 milhões € a que se devem juntar ainda mais 10,8 milhões € que se encontram inscritos nos Orçamentos dos Serviços e Fundos Autónomos com o mesmo fim. Ao todo, são 30,1 milhões € para despesas de
representação. Só no orçamento de 2011 da Presidência do Conselho de Ministros estão inscritos para despesas de representação 1.414.675 euros. Desta forma os governantes e chefias poderão ser compensados pelos cortes nos vencimentos, o que não acontecerá com os restantes trabalhadores. É evidente a politica de “dois pesos e duas medidas”.

Governo corta vencimentos mas aumenta para o trabalho precário e para despesas de representação
Eugénio Rosa – Economista – Mais trabalhos disponíveis em http://www.eugeniorosa.com/

QUEM PODERÁ SER BENEFICIADO COM O AUMENTO DA DOTAÇÃO PARA DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO EM 2011

O quadro seguinte mostra quais são os governantes e as chefias da Administração Pública que
têm direito a despesas de representação e quais são os seus montantes em 2010.
Quadro 3- Governantes e chefias com direito a despesas de representação

GOVERNANTES E CARGOS DE CHEFIA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Remuneração base Presidente República 1 7.630,04 € - 3.052,01 €
Presidente da Assembleia da República 1 6.104,03 € - 2.441,61 €
Primeiro Ministro 1 5.722,53 € - 2.289,01 €
Ministros 17 4.959,52 € - 1.983,81 €
Secretários de Estado 36 4.578,02 € - 1.373,41 €
Cargos de Direcção Superior de 1º Grau 1.331 3.734,06 € - 778,03 €
Cargos de Direcção Superior de 2º Grau 3.173,95 € - 583,81 €
Cargos de Direcção Intermédia de 1º Grau 2.987,25 € - 311,21 €
Cargos de Direcção Intermédia de 2º Grau 4.536, 2.613,84 € - 194,79 €
FONTE: Direcção Geral da Administração e Emprego Publico -Ministério das Finanças e Lei 4/85
Os que constam do quadro somam 5.923 (mas ainda não inclui a totalidade, embora os que faltam são em numero muito mais reduzido) têm direito a despesas de representação num universo de cerca de 650.000 trabalhadores da Administração Pública.
O GOVERNO VAI GASTAR EM 2011, 1317 MILHÕES € COM A AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS, QUE MUITOS DELES PODIAM SER FEITOS PELOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O quadro construído com dados constantes Mapas Informativos dos Serviços Integrados e dos
Servidos Autónomos anexos à Proposta de Orçamento do Estado para 2011, revela o volume de
verbas que o governo pretende gastar com aquisição de serviços a privados, quando uma parte
importante deles podiam ser realizados internamente por trabalhadores da Administração Pública.
Quadro 4 – Dotações inscritas no Orçamento de Estado para 2011 destinadas a aquisição de serviços a privados
RUBRICAS 2011
Milhões €
Estudos Pareceres, Projectos, Consultoria 150,5
Assistência Técnica 108,7
Outros Trabalhos especializados 617,1
Publicidade 47,0
Vigilância e segurança 90,9
Outros serviços 303,1
SUBTOTAL 1.317,2
FONTE : Mapas Informativos – Serviços Integrados e SFA – OE2011

Ao mesmo tempo que corta 1.432,5 milhões € nos salários nominais dos trabalhadores da
Administração Pública, o governo tenciona gastar, em 2001, 1.317, milhões € com a aquisição a
privados de “estudos, pareceres, projectos, consultoria”; com “assistência técnica”; com “outros
trabalhos especializados”; com publicidade (entre 2010 e 2011, as despesas com publicidade
aumentarão 32,9%); com vigilância e segurança “; e com “outros serviços”. Tudo isto não deixa de ser insólito numa altura de grave crise financeira do Estado, e mais quando se sabe que existem na Administração Pública trabalhadores com as competências necessárias para fazer muitos destes serviços. É evidente que a austeridade não se aplica a todos os sectores da Administração Pública, e estas elevadas dotações para aquisição se serviços permitirão a muitos privados fazerem bons negócios.
Eugénio Rosa
Economista,
edr@netacbo.pt
20.10.2010






Laurel and Hardy meet Santana

HUMOR EM TEMPO DE CRISE - COMO OS GOVERNOS TRANSFORMAM OS CIDADÃOS EM LOUCOS.


Contribuinte: Gostava de comprar um carro.

Estado: Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte: Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado: Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Contribuinte: Ah... Só isso.

Estado: ... e uma coisinha para o pôr a circular: o selo.

Contribuinte: Ah!..

Estado: ... E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule. O ISP.

Contribuinte: Mas... sem gasolina eu não circulo.

Estado: Eu sei.

Contribuinte: ... Mas eu já pago para circular...

Estado: Claro!...

Contribuinte: Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado: Também. Mas isso é o IVA. O ISP é uma coisa diferente.

Contribuinte: Diferente?!

Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte: ... Porque existe?!

Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte: ... Só isso?

Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte: Como assim?!

Estado: Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte: ... Para o estacionar?

Estado: Exacto.

Contribuinte: Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado: Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte: Então, pago para circular, pago para poder circular e

pago por estar parado.

Estado: Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte: Novo?

Estado: É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte: Pago para você ver se pode cobrar?

Estado: Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...

Contribuinte: ... Mais uma coisinha?

Estado: Para circular em auto-estradas...

Contribuinte: Mas... mas eu já pago imposto de circulação.

Estado: Pois. Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte: ... Diferente?

Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte:: Só mais isso?

Estado: Sim. Só mais isso.

Contribuinte: E acabou?

Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte: Quais 25 euros?!

Estado: Os 25 euros que tem de pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte: Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado: Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte : Quais 25 euros?

Estado: Os 25 euros é quanto custa o chip.

Contribuinte: ... Custa o quê?

Estado: Pagar o chip. Para poder pagar.

Contribuinte: Não perceb...

Estado: Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte: Pagar custa 25 euros?

Estado: Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte: Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado: Imagine que um dia quer? Tem que pagar.

Contribuinte: Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado: Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte: E se eu não quiser?

Estado: Paga multa!

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Fortalezas de Jalali e Marini, Omã ...

AS VERDADES DO MINISTRO BRASILEIRO DA EDUCAÇÃO

AMI - RECOLHA DE RESÍDUOS ELÉCTRICOS E ELECTRÓNICOS





Rua José do Patrocínio, 49 1959-003 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199
E-Mail: fundacao.ami@ami.org.pt Internet: http://www.ami.org.pt/



NGO in Special Consultative Status with the Economic and Social Council of the United Nations

Ex.mos Senhores,

No intuito de promover as boas práticas ambientais das empresas e dos organismos públicos, a AMI tem procurado disponibilizar instrumentos de recolha e tratamento de resíduos, que lhe permitem, adicionalmente e sem custo acrescido para os participantes, angariar fundos para o financiamento dos seus projectos.

Pretendemos, no seguimento de anteriores contactos, apresentar-vos uma proposta para os Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos de que pretendam desfazer-se.

Para conhecerem esta proposta em pormenor, contactem-nos através do e-mail reciclagem@ami.org.pt ou do número de telefone 218 362 100.

Agradecemos a disponibilidade e aguardamos o vosso contacto.

Com os melhores cumprimentos,

AMI
Departamento de Ambiente

ANGOLA-GREVE NA FÁBRICA CHINESA DO BOM JESUS


Greve na fábrica de cimento no Bom Jesus


Os trabalhadores da fábrica de cimento China Fund Limited (CIF), no Bom Jesus, Bengo, paralisaram as actividades laborais ontem, quinta-feira, 10. Os grevistas reclamam junto da direcção da empresa contratos de trabalho, alimentação condigna, transporte, aumento salarial, higiene e segurança no trabalho, seguro de saúde, segurança social, redução das horas no trabalho, televisor e ar condicionado nas casernas onde dormem.

Os funcionários disseram a O PAIS que a cozinha foi construída sobre uma fossa e “quando ela enche os vermes sobem e circulam no local onde os angolanos fazem as refeições”.

Segundo os grevistas, a comida oferecida “é uma miséria. No período da manhã, não passa de pão simples com alguns copos de leite Cowbell, mas aguado, fazendo lembrar quissângua”. A situação piora ao almoço, segundo alegam, porque comem apenas arroz branco e seco com peixe ou funge de milho, uma alimentação tida como inapropriada por eles que trabalham diariamente com produtos químicos.

Os grevistas disseram que os trabalhadores de nacionalidade chinesa têm melhores condições. Vivem em edifícios de quatro andares, com ar condicionado e uma alimentação condigna, ao passo que “os angolanos vivem em casernas com mosquito e calor”. “Os chineses são arrogantes, mandam e falam da forma como quiserem para os angolanos, sentem-se protegidos”, adiantaram os descontentes.

Uma chinesa, conhecida por Ana, terá agredido fisicamente uma cidadã angolana, esta chamou a Polícia e levou-a até à esquadra nos arredores do Bom Jesus, mas nada aconteceu à cidadã asiática. Os chineses escusam-se a falar o português “arranhado” para não atenderem as reclamações dos cidadãos angolanos, principalmente quando se dirigem à direcção dos recursos humanos.

Os angolanos têm encontrado muitas dificuldades para se deslocarem a Bom Jesus. A maioria vive em Luanda, mas por começarem a labutar a partir das sete horas, são obrigados a passar a noite nas casernas. “Quem for para a casa, vê-se obrigado a estar no local de serviço às mesmas horas do dia anterior e se chegar tarde não pode justificar o seu atraso”, segundo se queixaram.

Na empresa de cimento em questão o salário base é de 14 mil Kwanzas; um motorista aufere 300 dólares norte-americanos, mas se faltar, ainda que justifique, sofre desconto, por mais que reclame não é atendido. Mesmo estando doentes, os trabalhadores angolanos são obrigados a trabalhar e se faltarem correm o risco de ser imediatamente despedidos ou descontados, ainda que levem justificativo médico, referem ainda.

Com a onda de despedimentos em massa, os chineses preferem contratar miúdos, de preferência os que têm proveniência do Huambo, Bié e Kwanza Sul por serem mais obedientes, mas sem idade para trabalhar, dizem ainda os amotinados.

A cimenteira produz 250 mil sacos de cimento por dia e os operadores são obrigados a encher 50 camiões por dia e cada “traile” leva mais de 500 sacos, que pode estar avaliado, segundo os angolanos em 5.700 dólares.

Os angolanos afirmam também que alguns motoristas chineses conduzem com cartas de condução da SADC, exibindo-as no peito como se fossem cidadãos nacionais; há quem questione quem passou tais documentos.

O representante da comissão negociadora da greve, Pedro João, camionista, disse que ganha 300 dólares e, de quando em vez, é descontado sem explicações da direcção, facto que o deixa muito agastado. João avançou que os patrões não querem saber dos fins-de-semana, muito menos de doenças e quando se lhes fala de horas extra, “eles estão nem aí porque têm protecção”. O representante da comissão afirmou que os chineses tratam os angolanos de “burros”, por isso decidiram entrar em greve, para ver se os mesmos respondem ao caderno reivindicativo que fizeram chegar à direcção.

O responsável pela comissão de negociação e alguns colegas seus foram chamados pela direcção da empresa para negociarem, mas tinham de entrar um de cada vez, nunca em bloco. João pediu aos seus colegas para se retirarem do gabinete, alegando que esse tipo de negociação ia pôr em risco a situação do colectivo na empresa, porque podiam ser corrompidos.

O representante da comissão de negociação pediu para que a equipa de reportagem entrasse para constatar “in situ” as condições de trabalho, os chineses orientaram os efectivos das FAA presentes no local a não deixarem ninguém entrar.

João disse ainda que alguns soldados das Forças Armadas estão solidários com eles porque o trabalho não é devidamente remunerado ,mas não podem fazer nada, estão apenas a cumprir ordens superiores.

Depois de os trabalhos paralisarem, os chineses dirigiram-se à esquadra da Polícia Nacional nos arredores, dizendo que os angolanos estavam a desobedecer, mas não foram bem sucedidos.

Integrante da comissão Sindical, Dona Maria, funcionária dos recursos humanos, preferiu não falar por temer represálias, até porque a equipa a que pertence não é tida pelos empregadores. É das poucas funcionárias que fala inglês e consegue traduzir aos colegas quando alguns chineses se exprimem em inglês.

Elísio Cassule, trabalhador do sector do enchimento, sofreu um acidente de trabalho na semana passada mas não foi atendido pelas autoridades da fábrica. O funcionário por pouco perdia a visão, pois cairam-lhe mais de dois sacos de cimento quente na cara.

Cassule adiantou que nem sequer foi levado ao hospital e que os patrões chineses o obrigaram a trabalhar no dia seguinte, mesmo impossibilitado de enxergar convenientemente os sacos que passavam na esteira.

Quem o destino quis que se acidentasse nestas condições de trabalho foi José João. Ao entrar para um buraco na zona onde se obtém a matériaprima para o fabrico do cimento dois ferros aguçados rasgaram-lhe os pés. O acidentado desconfia que terão sido os chineses que deixaram os ferros no local. Não foi levado a nenhum posto médico. Um colega levou-lhe à casa, mas quando regressaram todos levaram faltas e vão ser descontados.

A cidadã chinesa Lucy, dos recursos humanos, explicou que os trabalhadores estavam a exigir demais e a trabalhar pouco. Disse ainda que as exigências dos funcionários são demasiadas e que não estavam dispostos a dar o que pedem, porque “o trabalho não condiz na realidade”.

Depois de algum alvoroço, Lucy não aceitou prestar mais declarações à equipa de O PAIS. Exigia que se apresentasse um documento autorizado pelo Executivo para poder dar mais detalhes sobre o assunto.


Sebastião Félix
11 de Março de 2011


1.nigga
2011-03-17 14:28:40
daqui a pouco os estrangeiros nos vão expulsar de angola

2.jonas savimbi
2011-03-15 15:29:13
se fosse no tempo do meu marchal, estes gajos apanhavam tunguto. A situação em angola esta ficar precária, um dia o próprio governo não terá pernas para travar está mentira que se vem arrastando. porque está empresa é de algum chefe e o próprio angolano não tem amor ao angolano. Será que é preciso ser branco? Eu respondo por vocês não nós os africanos temos de deixar de pensar que o poder é eterno porquê não é.

3.nel
2011-03-13 20:16:44
Estes sim são os verdadeiros colonizadores ,opressores e exploradores

4.asdrubal
2011-03-12 10:16:21
EE assim a china tornou-se um pais poderoso assim. A nao repeitar os direitos humanos. isto ee muita confianca que voces estao a dar nestes chines comessam a matar eles

5.mbuba
2011-03-12 08:47:08
este pais esta mal ninguem faz nada por nacionas isto vai continuar enquanto o mpla estiver no
6.chadio pereira
2011-03-12 02:03:45
epa esta MERDA aaim tambem ja nao, come entao aonde esta o amor aos angolanos?, PO.RRA a terra e nossa e estes chineses teem de nos respeitar, ate direitos de trabalhadores nao dao, xe estao a pensar o que? so peco a direccao da policia economica ver este caso, estes chineses ja querem mandar na nossa terra isso nao pode, ainda por-cima teem carta da SADC, epa to mesmo bwe fodido com esta noticia, assim ta bom MWANGOLES fazem mesmo greve, manda lixar quem esta a defender estes merdas dos chineses, se nao respeitarem e darem boas condicoes nao voltem ao trabalho e metem o caso no tribunal forca ai MWANGOLES


Obrigado pela sua participação.
A equipa de O Pais - O Jornal da Nova Angola.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O DISCURSO DA TOMADA DE POSSE DO PRESIDENTE CAVACO SILVA



*Para os que têm a memória curta ou mesmo para aqueles que são "ceguinhos" e
só vêm as coisas de um lado. *
*Afinal os culpados da situação actual são todos. Andamos em "festança" há
37 anos.*
* *
*Meus amigos o nosso problema é ATITUDE perante a função, o lugar que cada
um de nós ocupa na sociedade e no emprego.*
* *
Sábado, Março 12
O discurso do Presidente da Relespública
O discurso do *Presidente Cavaco Silva* foi duma enorme coragem. Não há memória dum discurso de posse em que o novo Presidente tenha criticado tão duramente o Presidente anterior. Ao referir-se à década perdida, o PR inclui o último quinquénio e, por isso, não critica apenas o Governo mas acaba, também, por fazer uma autocrítica impiedosa.
Valha a verdade que não se ficou por aqui. *A sua autocrítica estendeu-se até ao tempo em que foi Primeiro Ministro.

Quando afirma que* " O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.", *deve estar arrependido de ter permitido, enquanto PM, que a Administração Pública se tivesse transformado numa grande coutada partidária.* Recordemos que foi durante um seu Governo que a Saúde viu chegar os primeiros "gestores de reconhecido mérito", com os resultados que se conhecem.

*Quando declara* que " é crucial a realização de reformas estruturais destinadas a diminuir o peso da despesa pública" *deve estar com certeza a lembrar-se de criação das carreiras especiais na Função Pública e do peso que tiveram na criação do "Monstro", de que é autor, agravando desmesuradamente as desigualdades sociais e os brutaissalários dos gestores públicos, a maioria dos quais, seus correligionários.

Quando afirma* " É crucial aprofundar o potencial competitivo de sectores como a floresta, o mar, a cultura e o lazer, as indústrias criativas, o turismo e a agricultura, onde detemos vantagens naturais diferenciadoras.", deve estar a reflectir no texto de Miguel Sousa Tavares no Expresso de 13 de Maio de 2010:
"Na década do agora inimigo das grandes obras públicas, Cavaco Silva,
*construímos sem parar*: auto-estradas e hospitais, escolas e tudo mais. "O país está dotado de infra-estruturas!", proclamou-se, triunfantemente. E, de facto, o país precisava. O problema é que, enquanto se dotava de infra-estruturas para servir a economia, *o país vendia a economia, a troco de subsídios para abate e set-aside:* e também, em vez disso, ser usado na compra de jeeps, barcos de recreio e...até apartamentos. Vendemos assim a agricultura, as pescas, as minas, a marinha mercante, os portos, as indústrias que podiam vir a ser competitivas
- ficámos com os têxteis e o fado. E, quando alguém, subitamente, perguntou "de que vamos viver no futuro?", sorriram, com ar complacente. Então, não era óbvia a resposta? *Iríamos viver dos serviços, do turismo, da "sociedade de informação" e... de Bruxelas."

Diz o PR:* "Não podemos assistir de braços cruzados à saída de empresas do nosso País. Pelo contrário, temos que pensar seriamente no que é que podemos fazer para atrair mais empresas." Uma das coisas que não podemos deixar de fazer, diz o bilionário do Pingo Doce, explorador do consumismo em vez de investir, é melhorar o sistema de Justiça. *O
PR deve estar a lembrar-se que, nessa área, a gesto mais significativo do seu mandato anterior foi receber o Presidente do Sindicato do Ministério Público.

Manifesta o PR a esperança* "que todos os agentes políticos e poderes do Estado e os agentes económicos e financeiros estejam à altura das dificuldades do momento e dêem sentido de futuro aos sacrifícios exigidos aos Portugueses."
O bilionário da Forbes, tal como a PT, tal como a Portucel, já deram o exemplo com a antecipação de dividendos. Mas, sobre isso, o anterior PR não se pronunciou.

*Afirma ainda o PR* "Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado
propicia. É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares"
*É impossível que não se tenha lembrado do BPN, nem de explicar como foi operado o"milagre" pela através do qual a Senhora sua mulher embora auferindo uma mísera reforma de 800 euros, consegue amealhar milhões de euros em aplicações financeiras em diversas instituições, como decorre da sua declaração de rendimentos do último ano.

E também das razões que o levaram a abandonar o pder em 1995, não obstante dispor de maioria aboluta que dispunha e de se viver numa conjuntura interna e internacional, incomparável muito melhor que a actual, deixou o país com a segunda maior taxa de desemprego da então CEE e numa convulsão social de tal ordem, insustentável, coagindo-o a fugir ao julgamento do povo, e, por isso, obrigado a antregar o poder ao Fernando Nogueira!!!

Cavaco Silva, tem a memória muito curta!!!

Brites

Japan: The Day After (Tribute Video)

O VALOR DA VIDA HUMNA - CUIDADO CENAS VIOLENTAS

BARBÁRIE ... BARBÁRIE ...

COMO é possível????

Quando é que a vida humana terá valor?

Quando é que as pessoas deixarão de julgar o próximo sem LHE dar oportunidade de defesa?

Quando é que OS assassinos serão julgados?

Está na tua consciência apagares ou mostrares ao mundo AQUILO QUE O HOMEM É CAPAZ DE FAZER.




ATÉ NA SELVA HÁ GAJOS A ATRAPALHAR

Ponte de Lima

PARTILHA


Ilha de Moçambique

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Fortaleza de Jesus de Mombaça, Quén...

PORQUE NÃO HÁ INUNDAÇÕES EM TÓQUIO









Anualmente uns 25 tufões assolam o território japonês.

Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durantre várias horas ou até um dia inteiro.
Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.
Por que será? Veja as explicações abaixo.


Subterrâneos de Tóquio

O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota.

Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.

A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação.

É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, fato extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas.

A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direção a um rio, caso seja necessário.

Para isso dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para o exterior.

Conclusão: Não existe problema insolúvel. Basta querer enfrentá-lo.


NOTA: Toda esta tecnologia e o seu arrojo são de admirar. A tecnologia é, felizmente, solução para muitos problemas do homem. Já é um pouco descabido, nesta altura de Terramotos, Tsunami e Explosões nos reactores da central nuclear de Fukushima o comentário: não existe problema insolúvel.

O homem ainda não consegue fazer frente a uma natureza verdadeiramente em fúria. É a não aceitação desta verdade, o desrespeito pelo equilíbrio, que tem provocado imensas catástrofes. Umas visíveis, como no caso do Japão, outras minúsculas, mas que colocam em causa a sobrevivência de ecossistemas necessários à sobrevivência da humanidade.
AOC

Nick Brandt : in the eye of the beholder

O FIM DO PETRÓLEO COM O ESCRITOR JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS


"Venha Tomar um Café com. JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS e discutir o fim do petróleo e os desafios tecnológicos na perspectiva de um escritor e pesquisador" com a presença do Eng. Mira Amaral‏

23 de Março de 2011 17h

Pequeno Auditório do Núcleo Central Taguspark

(Welcome Coffe 16h45)

“Venha Tomar um Café com…

JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

e discutir o fim do petróleo e os desafios tecnológicos na perspectiva de um escritor e pesquisador” com a presença do Eng. Mira Amaral

A Comissão Executiva da Taguspark, S.A., convida todos os interessados a tomar um café e conversar sobre um tema de grande actualidade. Este será o segundo encontro de uma série de conversas informais, animadas por uma curta introdução e seguidas de uma discussão livre… no fim de tarde de Quarta-feira, 23 de Março, às 17h, no Pequeno Auditório do Núcleo Central do Taguspark.

Estaremos à sua espera a partir das 16h45, onde terá a oportunidade de conversar com José Rodrigues dos Santos.

Nascido em 1964 em Moçambique, abraçou o jornalismo em 1981, trabalhou na BBC e na CNN. Doutorado em Ciências da Comunicação, é escritor, professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP. Trata-se de um dos mais premiados jornalistas portugueses, com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.

Rodrigues dos Santos vem falar-nos do fim do petróleo e os desafios tecnológicos na perspectiva de um escritor e pesquisador. Um tema da maior importância no nosso país - a crise energética, o começo do fim do petróleo e as suas implicações na economia nacional e nas empresas.

Contamos com a sua presença.

Este encontro será transmitido, em directo, via webcast.

Para mais informações, por favor contactar:

DIRECÇÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES, COMUNICAÇÃO E IMAGEM

Joana Saldanha Nunes 21 4226900 jnunes@taguspark.pt