sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Outra opinião...

Li o teu livro de um fôlego, sem conseguir parar.
JAIME PINHO



Jane Monheit - Taking

Sobre o romance a"Especiaria"

Comecei a ler o teu livro. Primeiro, foi numa viagem de Metro e, quando cheguei à minha estação, só queria continuar. Dei aulas toda a tarde e, de regresso, só queria sentar-me outra vez e ler mais 5 estações. Isto foi na sexta-feira. E ontem e hoje, aos bocadinhos, tenho lido nos intervalos das barbaridades que os meus alunos escrevem. Estou a adorar! É engraçado porque foi uma surpresa. A lembrança que tinha da tua escrita nada tem a ver com esta. E este livro está muito bem escrito, Castro! Com certeza já to disseram. Só te posso dizer que uma história gira, interessante, empolgante, é sempre bom de ler. Mas quando é bem escrita, isso então é que é mesmo um prazer! E, ao mesmo tempo, de vez em quando, numa frase ou outra, suspeito reconhecer-te. É como se te ouvisse.
ISABEL LOUÇÃ


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"A Especiaria" de António Oliveira e Castro

Duas épocas, duas vidas. A História de uma família, a Gesta de dois países unidos pelo acaso calculado de um achamento e pela obstinada preservação de um território indomável.A acção de “A Especiaria” decorre entre os anos 70 do Século XX em plena Guerra Colonial, tendo Angola como cenário e Benguela, um Alferes ao serviço do Exército português, como protagonista, e o ano de 1540, tendo Portugal e um mar revolto por cenários, e Mancini, um mercador Veneziano de passagem por Lisboa, como herói.Flávio Mancini, chega a Lisboa com o intento de apresentar uma proposta de negócio à coroa portuguesa: Detentor de um indómito espírito aventureiro, apresenta ao representante do Rei uma oportunidade de aceder, com o apoio e bênção de Sua Majestade D. João III, a um inigualável tesouro, uma especiaria apenas existente em território colonial português que possuiria propriedades regenerativas únicas, uma espécie de elixir da eterna juventude que o Veneziano lograva alcançar a fim de a comercializar.A sua estada na capital do Reino envolve um conhecimento forçado das “tradições” e noções de divertimento em voga naquele tempo, nomeadamente, o “pão e circo” à portuguesa: O auto de fé. O povo andrajoso e inculto segue o caminho traçado pelos líderes religiosos e políticos, crendo na falácia em que o aparato imenso das fogueiras dispostas à mercê dos seus olhos sedentos é baseado, uma urdidura bem tecida para que não haja a mínima dúvida sobre a culpa dos hereges queimados.Mancini e Ângelo, o seu fiel servidor, contemplam, aterrados, o cenário de horror que os circunda e retiram-se deixando a praça apinhada de gente a viver um dia de feriado.Entretanto, Ester, a serviçal da estalagem onde os dois italianos se encontram hospedados, e entusiasta dos castigos infligidos aos hereges, é arrastada por Mancini na busca do elixir que o Rei português decidira patrocinar e partem na missão que os impele à aventura da descoberta da especiaria que os portugueses, nas suas imensas viagens por terras exóticas e de todos desconhecidas, não haviam descoberto.Os relatos concernentes ao século XVI e a Mancini, são entremeados com a narração referente a Benguela, nascido em Angola, de família angolana de várias gerações, a lutar do lado de uma metrópole distante no espaço e alojada algures num recanto obscuro e pouco explorado do seu coração.Benguela não esconde a sua revolta ante o tratamento de que alguns angolanos são vítimas em fazendas geridas por portugueses e, no caso concreto de Miragaia, um português a quem haviam morto selvaticamente a mulher e a filha, o Alferes não esconde o seu desagrado face à total falta de escrúpulos daquele. A morte de um trabalhador ao serviço de Miragaia, despoleta uma revolta à qual Benguela e Marcelino, irmão do falecido, não eram alheios.Em todos os momentos em que acompanhamos o percurso do Alferes Benguela, está presente a sua hesitação em abrir uma arca guardada na família há inúmeras gerações que encerraria um qualquer sagrado tesouro de família não profanado desde que fora encerrado nessa misteriosa arca por um remoto antepassado.Finalmente, a derrocada do mundo que Benguela conhecera, impele-o a abrir o cofre, como se fosse urgente o contacto com um pedaço de mundo imaculado.Nunca fora tão claro o contraste entre o desabar de um mundo construído ao longo de séculos e o seu fim em poucos anos.Benguela abre o baú e encontra um relato manuscrito do seu antepassado, da sua travessia do deserto após o ruir do seu próprio mundo, da reconstrução, do reerguer de uma identidade julgada perdida.O elixir da eterna juventude é a busca incessante da felicidade.
Publicada por Carla Milhazes Gomes

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nabucco-Verdi

Descansando e saboreando outros ritmos , outros estilos,ofereço este tema ao autor do livro a "Especiaria"...:)

Comentário de Dr.Nuno Moniz


Meu caro Amigo,

Devo-lhe dizer que o agualusa o definiu na perfeição. Voçê é um contador de histórias.

Em minha opinião, a sua escrita é fortissima e intensa.
Em emoções, sentimentos, cores, cheiros, sons, ... como África.
Gostei muito e fico à espera do próximo.

Na passada semana tive umas mini-férias fora de Lisboa e só hoje vi a sua mensagem.
Espero que a sessão de autografos na Feira do Livro tenha corrido bem.

Um abraço amigo
Nuno Moniz

terça-feira, 2 de setembro de 2008

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Desert Blues -- Music Project from Mali -- Part 1

Comentário sobre a "Especiaria"

(Fenda da Tundavala, Lubango- Huíla)

A Especiaria é uma obra daquelas que se lêem de um fôlego. Depois é para reler com calma, saboreando.

A forma de comunicação é rica e perfeita, conseguindo contagiar o leitor com a intensidade de emoções das personagens.

A linguagem é caracterizada pela densidade e diversidade do vocabulário, por um manejo adequado do léxico Português.

A enredo está urdido de maneira engenhosa, com constante chamada a um passado em que prevaleciam as quimeras e ambições individuais ( ainda que tendo tido como resultante uma mutação Histórica colectiva).

O veneziano Mancini, como todos os outros que partiram para distantes Continentes, seguiu em busca da fortuna. Neste caso ser-lhe-ia trazida pelo "o elixir da juventude". Acabou por embrenhar-se em Reinos longínquos, que entretanto se viam invadidos por forças dominadoras. Ao contrário, o jovem Benguela não sonha com a fortuna. Sonha com o "elixir da justiça". Sonha com as utopias de um futuro colectivo novo.

O autor dá-nos em "A Especiaria" a pedra-de-toque para a qualidade do que ultrapassa a mesquinha redoma de interesses do quotidiano.

Vale a pena!

Maria José Rodrigues

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

...

Amigo Castro.
Muito grata pelas mensagens que nos envia. Em particular esta com o Blogue, muito interessante e que reencaminhei para o pessoal conhecido, em especial para o Eng.º Luís Filipe.
Beeeem!, a barba fica a matar.
É bom saber que agora, já reformado, está a fazer o que mais gosta. Força.
Gostei muito.
Um abraço amigo e bom sucesso.
Luisa
Coral Luisa Todi

TOUMANI DIABATÉ

Na feira de Santiago em Setúbal



Ao som de Souad Massi - Khallouni (Live)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ella Fitzgerald -Dream a little dream

...


Sr. Castro,

Sei que o Gonçalo já respondeu em nome do grupo, mas não posso deixar de lhe dar os meus parabéns pelo sucesso do lançamendo do seu livro e agradecer a cópia autografada que me ofereceu.

Não sei o que fez para levar toda aquela gente... fiquei muito impressionado com a sua capacidade de mobilização das massas. :-) Vejo que é um homem muito influente!

Achei muito bonito o apoio da sua família e amigos. Senti que no final se criou um ambiente muito... verdadeiro e humano. É muito raro hoje em dia as pessoas falarem em público dos seus sentimentos de forma tão sincera. Gostei muito!

Quanto à nossa prestação, poderia ter sido 1000 vezes melhor, mas o importante é que o público gostou. Isso era visível nos rostos sorridentes dos presentes durante a nossa actuação e, no final, tivemos também muitas reacções positivas.

Foi uma noite de festa em que me orgulhei de participar!

Miguel Silva

P.S. - Admiro a sua capacidade de sonhar! Espero não perder a minha que, cada vez mais, é engulida por este mundo onde ser feliz é considerado um luxo, onde quem procura a felicidade é olhado como um criminoso, ou algo pior! O avô Castro estava certo: Primeiro o Sonho, depois o Pão! - É o sonho que nos move, não tenho dúvidas!

Mensagem e fotos enviadas pelo nosso amigo Garcia Silva






Uns dos grandes implusionadores da cultura e divulgação de Angola .
O nosso muito obrigado.Marilia M.E.S

Noite tropical com música angolana. Tekyla e suas canções animou a festinha, não faltando as sensuais bailarinas que nos lembram os nossos poetas;

E deram forma de sonho, em seu viver magoado, a esse estilo risonho do teu corpo bronzeado...Que é bem a grácil maneira em que a volúpia se anima - bailado duma fogueira, queimando quem se aproxima!....

Numa das fotos, Marília Espírito Santo apresentando um angolano, António Oliveira e Castro, autor do romance A Especiaria uma ficção apoiada em personagens da história comum das nações irmãs de expressão portuguesa.

Numa outra foto; Dina, produtora de moda, Oliveira e Castro, a nossa querida Marília, Garcia Silva e o Conservador Pacheco Alves o 'Além-Mar'.

Se apenas duas talentosas mulheres fizeram este maravilhoso trabalho na Feira Santiago de Setúbal, imaginem o que os angolanos residentes em Setúbal fariam se todos partilhássemos interesses comuns As nosssas saudações,
Tgarcia.


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Comentário sobre a "Especiaria"

Castro,
Foi fantástico nos termos reencontrado depois de longas décadas por intermédio da tua tão especial "A ESPECIARIA".
É um romance atraente que interage com muita propriedade o passado sofrido ,o futuro de esperança com o mundo de ficção e fantasia com o qual cohabitamos ao longo da vida.Não há dúvidas que é um trabalho de muita qualidade quer em termos de intervenção como de apresentação.
Não sei quais são os teus planos em termos de divulgação dos teus trabalhos em Angola? Não agora pela conjuntura política( processo eleitoral) mas proximamente ?
Desejo-te muitas prosperidades na tua carreira.
Um grande abraço .
Amiga Celeste Webba

Mozart in Egypt

terça-feira, 12 de agosto de 2008

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Comentário sobre o livro a "Especiaria"

Gostei do livro, aliás já conhecia um pouco as personagens e até o desenvolvimento do livro, através de alguns dos teus relatos, mas lê-lo foi sem dúvida bem melhor.
Quando o comecei a ler fiquei com a sensação que te estava a ouvir falar, aliás as pessoas que te conhecem, quando lêem o livro ficam essa sensação, pois as descrições, as palavras escolhidas são autenticas, são tuas. Quanto a mim, o livro possui duas personagens muito fortes: o Mancini e o Benguela. O Benguela, é o teu auto-retrato. Espelha um pouco o teu passado, vivências que ainda te presseguem. Por outro lado conseguiste dar voz e novamente "vida" à pessoa que mais te marcou na vida: o teu avô. Gostei também da ligação entre as duas épocas retratadas, das minuciosas descrições e caracterizações de cada um dos personagens e do enredo em torno da famosa especiaria: " O elixir da Juventude!". Felizmente que ressuscitaste o Flávio Mancini! Penso que a forma como estabelesceste a ligação entre o passado e o presente foi muito interessante e inteligente. Algumas pessoas dizem que a tua escrita é muito elaborada, densa e por vezes até complexa e, na verdade têm razão, mas só as sim é genuína. Tentar escrever de um modo diferente não faz sentido, aliás até penso que seria difícil para ti.
De um modo geral as pessoas que conheço e que adquiriram o livro gostaram e alguns ficaram admirados (desconheciam esta tua faceta). Por isso penso que te posso dar os parabéns e dizer-te apenas, escreve mais. Engraçado fui á Culsete para comprar um livro para a Joaquina, pois ela gostava de ter a Especiaria e, engraçado, nesse mesmo dia tinham acabado de chegar mais um exemplares do teu livro. Segundo o Medeiros, o livro tem saído bem. Será todos andam na busca do afamado elixir da juventude?
Quiçá! Bom fim de semana e laripô shalue!
Rita.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Stand angola




Na Feira de Santiago em Setúbal,o stand onde a Especiaria está à venda.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

África de A a Z

Omar Bashir-Sound of civilizacion

Sons do deserto



Sound Of Civilization - Omar Bashir
(clicar no play)

Momento magnifíco


De um pequeno excerto do romance.
" Mercador que era,a sua profissão levara-o a viajar pelo Oriente,pelo Norte de África,pelo Leste europeu até Samarcanda no Uzbequistão;conhecia,por isso,imensos povos,outras tantas culturas.Levado a orar pelos exóticos templos,concluíra que,embora sob vários nomes, o Deus que lhe mostraram e que todos reclamavam como único era afinal o mesmo.Iavé e Alá não passavam de nomes em hebraico e árabe de uma só entidade, a mesma que tanto se venerava em Roma como em Meca;no entanto,papistas,calvinistas,luteranos,maometanos e judeus matavam e eram mortos em seu nome."
In a Especiaria( p.70)

Comentário de Marilia


OLá Mangolé ,
Já consultei o blog está nota 10, muito bom; a ideia de se poder ouvir música está genial. Vejo que estás rodeado de gente talentosa.
Já enviei o endereço ao meu leque de amigos.
beijos
marilia

M.E.S