quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

TÉCNICAS DE ASSALTO E ROUBO. APRENDA AQUI.


Um português recebeu de um seu amigo nova-iorquino, que conhece bem Portugal a seguinte resposta, quando lhe disse: Sabes, nós os portugueses, somos pobres...

Esta foi a sua resposta: "Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de eletricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da eletricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Correcto???? Se pensa que não, vejamos:

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola
José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)

Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido)
Presidente do Conselho Executivo da FLAD
Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)
Antes - Ministro-adjunto do Primeiro-ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes que levasse um chuto)
Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)
António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;
Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens )

Antes - Ministra da Justiça

Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O ZÉ PAGA)

José Silveira Godinho:

Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do C.A. do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).
Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do C.A. do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO
Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).
etc etc etc...

O que é isto?

... é tempo de parar a canalha!

VIAGEM CÓSMICA

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

COMENTÁRIOS DO LIVREIRO MANUEL MEDEIROS AO TAMBWE - A UNHA DO LEÃO


ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO DE OUTROS TANTOS LEITORES
 
Tambwe – a Unha do Leão é outro regresso a Angola. Quem leu o anterior livro deste autor, A Especiaria, vai, porém, verificar quanto este romance é bem outro.
A guerra da independência de Angola teve uma variedade muito grande de participantes: na já vasta literatura sobre a chamada Guerra Colonial em Angola, as personagens, os lugares e os episódios com que António Olivreira e Castro construíu este seu Tambwe – a Unha do Leão não são comuns.
TAMBWE - A UNHA DO LEÃO: o meu desejo de novamente no próximo sábado sentir que.. (II)
Kalil Gibran, Mário Cesariny, José Saramago, Egito Gonçalves, Virgílio, Horácio, Xerazade (Aladino), Paul Éluard, Salviano, Horácio, Álvaro de Campos, Mário Cesariny, Giordano Bruno, Rudyard Kipling, Castélio, Fernando Pessoa, albo lapillo (mármore?).

São dezassete, estas epígrafes, por ordem de capítulos, os dezassete capítulos.
- Porque as menciono?
- Porque Tambwe é um romance em que estas epígrafes aparecem porque se sentem justificadas pelos sentimentos, dramas, discussões, utopias, crimes…
Pela louca confusão em que se afundou a Angola paradisíaca que o era para muitos dos que lá viviam, por via das guerras anti-coloniais e/ou fratricidas...
A louca confusão em que para sempre se afundaram existências nascidas para o melhor de ser, vivendo verdadeira vida numa terra que era a Terra e numa Humanidade que era humana.

Eu não conto. Em vez disso, estou agora a ouvir, enquanto escrevo, a Sinfonia n.º 1 de Brams, depois de, enquanto relia o capítulo 7, «Aldeia dos homens mágicos», ter ouvido a Sinfonia n.3 .
Parei esta escrita e, ao mencionar este capítulo, voltei ao livro e vou propor, a algum amigo que neste me fale, que quando o ler, chegado ao centro e quase ao meio do volume, antes de entrar na «aldeia dos homens mágicos» volte ao capítulo 2 e apanhe o herói em Paris, na página 40.
De regresso pode então e também, se quiser, ouvir a Nº 3 de Brams.

Estou pedindo ao tempo um pouquinho mais de tempo para o gastar nesta «aldeia.»
- Porquê tanto reler?
- Não. Não é para aqui, não tenho que estar a apresentar o que vai ser apresentado. Os amigos que me estão a ler, se na tarde de amanhã, sábado, vierem passar a tarde connosco, poderão fazer a pergunta à competência do Dr. Gandra, que gentilmente tomou a seu cargo a apresentação do livro. E/ou, evidentemente, também ao autor, António Oliveira e Castro.

- E aqueles que não puderem participar na sessão?
- Se quiserem podemos voltar a conversar, mas sempre lhes digo que gostaria de que não antes de lerem este capítulo, um capítulo que tem princípio e fim em si mesmo, tanto que…
Vem à cabeça cada uma!

Não me lembro de antes me ter apetecido ser tradutor de um livro. Com este texto, pela primeira vez…
A mim que sou um zero em línguas!
- Como assim?
- A esta pergunta já posso responder. Já quando…, sorri de mim para mim. Novamente estou a sorrir agora, ao contar.
Sendo que não posso ser o autor deste texto, pois já aqui está e, definitivamente, nunca o poderia escrever eu, porque uma experiência de vida pode valer uma ficção, mas não pode ser por ela traduzida….
Ser o tradutor dar-me-ia a liberdade de entrar neste texto de um modo muito interior a ele. De algum modo talvez o sentisse como escrita também minha. E teria nisso muito orgulho. E em qualquer língua que fosse publicada e lida esta peça literária que se intitula «A aldeia dos homens mágicos».
Agora já posso continuar. E irei até quando em Tambwe se voltar à Sinfonia Nº 3 de Brams. Nessa altura já o «tambwe» estará em poder de Afonso, o filho. Desde o que ao herói aconteceu em seu vir a este mundo, no capítulo 7, que «a unha do leão» o tinha acompanhado.
L. V.
O LIVREIRO MANUEL MEDEIROS

CONVITE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA E DO AUTOR


A CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA E O AUTOR
CONVIDAM-NO
PARA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO
TAMBWE - A UNHA DO LEÃO
A SESSÃO TERÁ LUGAR NO DIA 17 DE FEVEREIRO,
ÀS 21 HORAS,
NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PALMELA,
NO LARGO DE S. JOÃO Nº6
EM PALMELA
O LIVRO SERÁ APRESENTADO PELA
DRª ANITA VILAR.
VIAGEM MUSICAL COM O SAXOFONISTA
RAFAEL LOPES.
LEITURA DE EXCERTOS DO LIVRO POR
CECÍLIA NUNES.
EXPOSIÇÃO DAS ILUSTRAÇÕES
DO PINTOR
NUNO DAVID

PORTUGAL MARAVILHOSO - SERRA DA ESTRELA

A SUBLEVAÇÃO POPULAR DE MARIA DA FONTE (continuação de um texto publicado em 30-01-2012)

Num raro contra-ataque, a 25 de Novembro as forças patuleias entram em Guimarães.

Em Lisboa a instabilidade era grande, esperando-se a qualquer momento um levantamento patuleia. Aparentemente a revolta só aguardava que as forças rebeldes avançassem sobre o Cartaxo, localidade onde as forças do marechal Saldanha estavam aquarteladas e o fizessem recuar.

A 3 e 4 de Dezembro, os marinheiros governamentais, comandados por Francisco Soares Franco, futuro 1.º visconde de Soares Franco, tomam Valença. Em Viana do Castelo, as forças governamentais conseguirão manter o castelo em seu poder, apesar de atacadas a 4 de Dezembro pelas forças da Junta. Entretanto as actividades militares concentram-se na Estremadura, já que os condes das Antas e do Bonfim, com o grosso das tropas patuleias, mantém a ocupação de Santarém, enquanto o conde de Vila Real se posiciona em Ourém. Foi contra esta última posição que a 4 de Dezembro o marechal Saldanha resolveu enviar uma brigada, que as forças do conde de Bonfim tentaram interceptar. Não o conseguindo, foi unir-se às forças do conde de Vila Real, aquarteladas em Leiria, onde recebeu também cerca de 3 000 homens enviados de Santarém. Com estas forças tentou avançar para sul, mas surpreendido pelas forças do marechal Saldanha, retrocedeu sobre Torres Vedras.

E foi naquela cidade que a 22 de Dezembro de 1846, numa das batalhas decisivas da guerra, o brigadeiro José Lúcio Travassos Valdez, o 1.º conde de Bonfim, foi completamente batido pelo marechal Saldanha, numa cruenta batalha em que foi morto o general Mouzinho de Albuquerque. Ao fim daquele dia, após um conjunto de brilhantes decisões tácticas, Saldanha era o claro vencedor, aprisionando quase todas as tropas patuleias. O conde das Antas, então no Cercal, optou por não vir em socorro das forças de Bonfim., optando antes por uma rápida retirada para o Porto.

Saldanha ainda ensaiou uma perseguição às forças do conde das Antas, seguindo para norte em marchas forçadas, mas quando este entrou no Porto, optou por se aquartelar em Oliveira de Azeméis.

Entretanto o brigadeiro Celestino era destroçado em Viana do Castelo pelo velho general João Schwalbach (1774 – 1874), 1.º visconde de Setúbal, e a 31 de Dezembro, as forças cartistas do barão do Casal tomavam Braga pela força depois de uma cruenta batalha com os guerrilheiros do general MacDonnell. Por ordem do barão do Casal, a cidade foi barbaramente castigada com fuzilamentos pelas ruas. O velho general miguelista MacDonnel é preso em Vila Pouca de Aguiar e morto por um sargento de cavalaria cartista.

A 3 de Janeiro de 1847, Álvaro Xavier Coutinho e Póvoas, antigo oficial da Legião Portuguesa ao serviço da França, e figura carismática do miguelismo, é nomeado tenente-general do exército da Junta, e comandante militar das duas Beiras.

A 10 de Janeiro, o marechal Saldanha propõe secretamente à Junta do Porto um acordo de paz com base na Convenção de Chaves, a mesma que em 1837 tinha posto termo à Revolta dos Marechais.

Num momento clarificador do conflito, a 12 de Janeiro, são assinadas as bases da União dos realistas insurgentes com a Junta do Porto, isto é, da aliança dos miguelistas com os setembristas. Era finalmente oficial a coligação contra-natura, mas por esta altura já o marechal Saldanha se encontra perto do Porto, comandando as forças militares leais ao governo. A esquadra governamental, comandada por Soares Franco já bloqueava o Douro.

Ensaiando um contra-ataque, o exército da Patuleia, comandado pelo conde de Melo, ataca Estremoz em 27 de Fevereiro e a 9 de Abril, Sá da Bandeira, assumindo-se como lugar-tenente da Junta, desembarca no Algarve e inicia marcha para Lisboa. Chega a Setúbal e junta-se às tropas do conde de Melo e às guerrilhas do sul. Tem como colaboradores Anselmo Braamcamp Freire e José Estêvão Coelho de Magalhães.

A 11 de Abril rebentam tumultos em Lisboa, onde estacionam tropas inglesas e espanholas, e o governo destaca o general Vinhais para as colinas de Azeitão, por forma a impedir o avanço sobre Lisboa das forças patuleias estacionadas em Setúbal. A 16 de Abril as forças enfrentam-se na batalha do Alto Viso, às portas de Setúbal, onde perdem os patuleias 500 homens. O combate termina de forma indecisa por um armistício negociado pelo comandante inglês do HMS Polyphemus, que pairava na foz do Sado.

A 29 de Abril dão novos tumultos patuleias em Lisboa, permitindo a fuga de 600 presos do Limoeiro. A anarquia cresce, e a fome ameaça as populações.

A 19 de Março tinha sido dirigido novo pedido oficial do governo português de execução do auxílio estrangeiro a prestar pela Grã-Bretanha, Espanha e França de acordo com o tratado da Quádrupla Aliança. Agora, que desde Novembro, a Espanha, temendo o contágio dos miguelistas, depois de apoiada pela França de Guizot, tinha conseguido que os britânicos aceitassem em princípio da intervenção em Portugal, a entrada de tropas parece eminente.

A intervenção da Quádrupla Aliança

A 21 de Maio de 1847, é finalmente assinado em Londres um protocolo fixando as condições da intervenção estrangeira em Portugal. Estava finalmente desbloqueada a ajuda de que o governo português tanto carecia para pôr termo à guerra civil.

Finalmente as três potências signatárias estavam de acordo na forma e objectivos da intervenção em Portugal, até porque a situação na vizinha Espanha, com crescente actividade carlista, fazia adivinhar a possibilidade das duas monarquias ibéricas mergulharem no caos, ou, pior, regressarem ao absolutismo.

Assim, nos últimos dias de Maio, forças espanholas, comandadas pelo tenente-general D. Manuel de la Concha, conde de Cancellada, atravessam a fronteira em Trás-os-Montes e avançam até Valongo.

A 25 de Maio uma esquadra inglesa bloqueia o Douro e nos dias imediatos aprisiona no alto-mar os navios que transportavam, rumo à Península de Setúbal, onde iam tentar um desembarque, a divisão patuleia comandada pelo conde das Antas que ali se pretendia unir às forças comandadas pelo conde de Melo, inactivas desde a batalha do Alto do Viso.

A 1 de Junho a Junta do Porto emite uma proclamação em que declara ser forçada a aceitar o armistício devido à intervenção estrangeira.

A 3 de Junho a divisão espanhola entrou no Porto, ocupando militarmente a cidade, ao mesmo tempo que forças inglesas desembarcavam e ocupavam o Forte de São João da Foz.

No cumprimento do acordado com as potências da Quádrupla Aliança, a 10 de Junho a rainha D. Maria II, em proclamação ao país, anuncia uma amnistia geral e promete cumprir com as condições da mediação.
SETÚBAL

A 15 de Junho, Sá da Bandeira e o conde de Melo rendem-se em Setúbal. Com este acto final, a Patuleia desaparece a Sul do Tejo.

Forçados pelas circunstâncias, a 29 de Junho, o Nuno José Severo de Mendonça Rolim de Moura Barreto, então marquês de Loulé, e o general César de Vasconcelos, como representantes da Junta, encontram-se no lugar de Gramido com os comandantes das forças inglesas e espanholas e assinam a convenção que pôs termo à contenda. Mais uma vez a realidade determinada pela geopolítica europeia é imposta a Portugal.
GRAMIDO

(CONTINUA NOS PRÓXIMOS DIAS)

OS ROMANOS E O SPACE SHUTTLE




MEMÓRIAS AFRICANAS: CARLOS CASTRO ALVES - NOVA ENTREVISTA DE PAULO SALVADOR

Caro amigo.

Já tem ao seu dispor mais uma entrevista das Memórias Africanas, da Rádio Sim. Esta semana com Carlos Castro Alves.

Carlos Castro Alves é um homem que nasceu em Moçâmedes e cuja família tem ligações com a primeira colónia de portugueses que vieram do Brasil para fundar a cidade de Moçâmedes em Agosto 1849. O seu destino cruzou-se com outros países africanos como a Guiné, São Tomé, Moçambique. Foi director de um jornal, presidente do SPorting de Bissau, trabalhou na Educação e gosta de temas históricos.

A entrevista ao vosso dispor em www.recordarangola.com
--
Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

CIDADANIA É MANIFESTAR DESAGRADO...


Cidadania é manifestar desagrado...‏

Para que não paire nenhuma dúvida aqui vai a reportagem:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=520761&headline=20&t=Doentes-que-nao-podem-pagar-transporte-faltam-as-consultas.rtp&tm=2&visual=9

Perante esta desumanidade (e tantas outras) não seja indiferente.

Contribua para que no próximo dia 11 o Terreiro do Paço seja o TERREIRO do POVO.

Pela sua saúde (e pela de todos) lute.



Caro(a) amigo (a)

Neste estudo analiso as previsíveis consequências para o Serviço Nacional de Saúde e para os Hospitais EPE e, consequentemente, para os portugueses que utilizam os serviços públicos de saúde, de algumas medidas já tomadas pela "troika estrangeira" e pelo governo do PSD/CDS .

Espero que este estudo possa ser útil.

Com consideração,

Eugénio Rosa
Economista

2 anexos (total de 121,3 KB)
Baixe 6-2012-SNS-Situaçao-insustentavel.pdf (44,1 KB)
6-2012-SN...pdf
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Baixe 11 Fevereiro2012-A5.pdf (77,2 KB)
11 Fevere...pdf
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MÚSICA PORTUGUESA: BOSS AC - SEXTA-FEIRA

DEUS, SEGUNDO SPINOZA


DESCRIÇÃO DE DEUS, POR BARUCH SPINOZA
 
Einstein quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: ?Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens?.

DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito !

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável.

Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes ler-me num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir milagres. Tu queres ensinar-me como fazer o meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso culpar-te por algo que eu pus em ti?
Como posso castigar-te por seres como és, se fui Eu quem te fez?
Crês que seria capaz de queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é única.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prémios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderei dizer se há algo depois desta vida, mas posso dar-te um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou perguntar-te como te comportaste.

Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias
teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Aborrece-me que me louvem.
Cansa-me que agradeçam.
Tu sentes-te grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
De mais explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.”


Baruch Spinoza.

As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.
Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.

DICIONÁRIO LELLO - PORQUE DESPREZAMOS CADA VEZ MAIS ALGUNS POLÍTICOS


 
Os nossos linguistas, terminologistas e demais peritos nas ciências da linguagem deviam dedicar-se a estudar o fenómeno. Não é investigação para amadores. O problema é complexo. Ao longo dos anos, o político português tem demonstrado e aprimorado uma superior capacidade para arranjar desculpas, digamos, completamente absurdas e esfarrapadas. Não interessa se lhe apresentam declarações e gafes que não pode refutar, ou números que não pode negar. Não. O político português reage às críticas e escândalos desculpando-se sempre com grande auto-indulgência. É certo que o actual primeiro-ministro pediu uma vez directamente desculpas por ter de aumentar impostos. Mas aqui não há pedidos desses. Há apenas formas originais de, perante factos desagradáveis, tornear, fugir, despistar e, sobretudo, gozar com a nossa mediana inteligência.



Um caso extremo e ao mesmo tempo deprimente é o de José Lello. O antigo vocalista duma banda de yé yé nos anos 60 deixou há muito o registo suave de outras épocas. Tornou-se, entretanto, num dos políticos mais trauliteiros da República. No PS tem inimigos célebres, de Ana Gomes a Manuel Alegre. Mais do que isso. Lello, um dos que frutificam nos interstícios do regime – deputado, dirigente desportivo, administrador de empresas, sei lá o que mais, numa gama de interesses que abrange o mundo empresarial, o futebol, as relações internacionais e as comunidades portuguesas no estrangeiro –, Lello, digo, é dos que há décadas actua na vida pública com total impunidade e irresponsabilidade. Pelo meio vai cometendo as suas argoladas, pois claro. Mas não é homem para se deixar atabalhoar. Justifica-se sempre. É um exímio desculpador de si próprio.
Por exemplo, em Abril do ano passado Lello usou o Facebook para dizer que Cavaco era um “presidente mesmo foleiro” por não ter convidado os parlamentares para as cerimónias de comemoração do 25 de Abril em Belém. Que respondeu ele depois quando começou a ser abalroado pelos jornalistas sobre as suas palavras? Afirmou que “tudo se resumia a uma arreliadora deficiência tecnológica”, uma vez que nunca pretendera publicar aquele impropério numa rede social. A mensagem dirigia-se via telemóvel para um colega de partido e, por erro de um incompetente informático, acabou no conhecimento público.

Mais tarde, Lello teve outro ataque de nervos na Assembleia quando um repórter fotográfico centrou a objectiva no monitor do seu computador. Bateu a tampa do monitor com estrépito e argumentou que a sua privacidade estava a ser violada. O Presidente da Assembleia, Jaime Gama, bem lhe notou que o seu computador não era de uso pessoal mas da Assembleia. Lello insistiu afirmando que os deputados “não podem estar sujeitos ao voyeurismo”.
Depois vêm as suas excelentes companhias, gente que leva o nome do Estado português bem alto. Todos nos lembramos daqueles empresários do jogo do bicho que escolheu para representarem o PS e Portugal no Brasil. Outro caso. Em 2009, o seu antigo chefe de gabinete e embaixador português no Senegal, António Montenegro, foi noticiado e investigado (e chamado a Lisboa) por fazer da embaixada portuguesa em Dakar um prostíbulo. Como a vida em Dacar era entediante, o embaixador precisou de espairecer desenvolvendo um certo tipo de diplomacia económica mais ligada ao sector dos serviços. Confrontado com essas práticas do seu antigo colaborador, aliás bastante comentadas no meio, Lello lá reconheceu que “isto não tinha muito a ver com diplomacia”.


E agora o grand finale. Ao saber-se que o deputado socialista escondeu durante 14 anos ao Tribunal Constitucional (de 1995 a 2009) uma conta de 658 mil euros no BCP, a cuja declaração estava legalmente obrigado, como é que o nosso Lello se justificou? Que “não conhecia bem a lei e não sabia o que tinha de declarar”. Já nós conhecemos muito bem José Lello. Um caso de estudo. Jurista Em casa de ferreiro espeto de pau. A ministra da Justiça nomeou mais um funcionário para o seu gabinete, tendo feito constar do despacho o direito aos subsídios de férias e de Natal. O gabinete de Paula Teixeira da Cruz garante que, apesar do despacho, os subsídios estão suspensos. Essa não é a opinião de alguns juristas, que criticam o despacho. (Pág. 10)

GOVERNO-GNR - RIDÍCULO

POSTO DA GNR DE ARMAÇÃO DE PÊRA
VIGIADO PELA
PROSSEGUR
 GNR guardada pela Prossegur ?? Será verdade?....Não é uma ANEDOTA?

FICÇÃO?

 IMAGINEMOS O DIÁLOGO ENTRE OS MILITARES DA GNR E A PROSSEGUR QUANDO O POSTO FOR ALVO DE INTRUSÃO

- ALLÔ???...É DA GNR?
- SIM!...
- É PARA INFORMAR QUE O VOSSO POSTO ESTÁ A SER ASSALTADO.
- AH, MUITO OBRIGADO - RESPONDEM DO POSTO DA GNR.

O AGENTE QUE ATENDEU O TELEFONEMA DA PROSSEGUR CORRE A AVISAR O COMANDANTE.

- MEU COMANDANTE, RECEBEMOS UM TELEFONEMA DA PROSSEGUR A DIZER QUE O NOSSO POSTO ESTÁ A SER ASSALTADO...
- NOSSO CABO, VÁ VER O QUE SE PASSA...SE FOR NECESSÁRIO CHAME OS TIPOS DA PROSSEGUR.

ESTÁ TUDO DOIDO!



SEBASTIÃO DA GAMA


  • 60 anos depois, feitos hoje‏


  • Caro(a) Amigo(a),

    Sabia que passam hoje 60 anos sobre a morte de Sebastião da Gama?
    Em jeito de homenagem, publiquei um texto a propósito, que pode ser lido em

    http://nestahora.blogspot.com

    ou em

    http://sebastiaodagama-acsg.blogspot.com

    Se quiser passar por lá, é só clicar.
    Abraço e saudações amigas.
    João Reis Ribeiro

    segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

    UNDERWATER FOOTAGE FROM FIJI E TONGA



    http://www.youtube.com/embed/mcbHKAWIk3I
    Sous l'eau de Fiyi à Tonga
    Filmé sous l'eau, tandis que la plongée dans les îles Fiyi et Tonga.
    La musique est merveilleuse ' Dans le Meadows ' par Stephen Richard Thomas Brown                      

    ABERTURA DO ANO JUDICIAL E MARINHO PINTO

    Abertura do Ano Judicial

    Marinho Pinto não poupou Governo no seu discurso

    por DN.pt31 Janeiro 2012

    Marinho Pinto contra algumas medidas para a justiça
    Marinho Pinto contra algumas medidas para a justiça Fotografia © Paulo Spranger/Global Imagens
    Marinho Pinto critica Governo na cerimónia de abertura do ano judicial. "Vale tudo para ganhar eleições e uma vez ganhas os compromissos são ignorados", salientou o bastonário da Ordem dos Advogados.

    Perante Cavaco Silva, Assunção Esteves (presidente da Assembleia da República) e Pinto Monteiro (Procurador-Geral da República), o bastonário da Ordem dos Advogados criticou principalmente o Governo no seu discurso, na cerimónia de abertura do ano judicial.

    Começou por dizer que em anos anteriores os balanços não foram positivos e que este ano também não será. Acusa o Governo de ignorar compromissos após ter ganho as eleições e realçou ainda que "algumas medidas de austeridade nem foram impostas pela troika". "Perdeu-se o respeito pelos eleitores", disse.

    Acrescenta que a crise está a ser utilizada como pretexto para favorecer empresários e que o limite dos sacrifícios foi "já foi ultrapassado", criando-se um "perigoso sentimento de revolta". "Não se compreende porque a Função Pública é a mais prejudicada", afirmou Marinho Pinto, não compreendendo porque houve alguns sectores da Função Pública que ficaram isentos das medidas de austeridade.

    Também abordou a questão das nomeações para os cargos públicos, dizendo que as feitas a "amigos, multiplicaram-se escandalosamente".

    Na área da justiça, refere que se está a seguir uma "política errática, marcada pelo populismo". "O Governo está empenhado em criar negócios privados em torno da justiça", defende. Salienta que algumas das medidas previstas vão "aumentar o caos na justiça".

    OS DIREITOS ADQUIRIDOS

    Os "direitos adquiridos"
    Extremo ocidental
    Os "direitos adquiridos" dos "cavaquistas anónimos"
    Por José Manuel Fernandes

    Há um politicamente correcto que só subsiste porque em Portugal se fala muito e se pensa pouco

    Afísica dos direitos adquiridos

    Noronha do Nascimento é um homem antigo. Nota-se na pompa, na pose, no discurso. Como homem antigo, o nosso presidente do Supremo Tribunal de Justiça é também alguém formado no tempo das "duas culturas", a científica e a humanística, e, por isso, se sabe citar Camilo, tem mais dificuldades com a segunda lei da termodinâmica. Não fosse isso e certamente não teria falado como falou de "direitos adquiridos" no seu discurso de abertura do ano judicial.

    Bem sei que esta lei é uma das mais difíceis de entender da física, pois não é intuitivo que, em todos os sistemas fechados, exista uma tendência para a entropia subir. No entanto, é esta lei que explica por que razão não é possível construir uma máquina de movimento perpétuo. Se a transpusermos para a vida do dia-a-dia, ela também nos ajuda a perceber porque é que uma casa se desarruma, mesmo que não a desarrumemos deliberadamente. Assim, se a única forma de manter uma máquina a trabalhar é nunca deixar de adicionar energia, só a "energia" de uma dona de casa mantém o lar arrumado.

    Na vida das sociedades, na economia, o equivalente ao movimento perpétuo é o progresso inelutável: um como o outro correspondem a utopias irrealizáveis. A história da humanidade está cheia de episódios de civilizações que entraram em colapso, existindo até algumas que desapareceram, quando desapareceu a sua fonte de energia – um caso bem interessante é o do fim da civilização da ilha da Páscoa, provocado pelo consumo das suas florestas até à última árvore. Muitos dos problemas que vivemos hoje no Ocidente também podem ser relacionados com a diminuição de algumas das suas "fontes de energia". Basta pensar na crise demográfica ou na dificuldade em fazer funcionares dos motores da inovação, sobretudo na Europa.

    Quando chegam a estes pontos críticos – e nós, em Portugal e na União Europeia, estamos num ponto crítico –, as sociedades, se continuam a viver como antes viviam, não se regeneram, antes entram em colapso. Para os habitantes da ilha da Páscoa abater as árvores das suas florestas era o que estavam habituadas a viver - era um hábito adquirido... -, pelo que as abateram até não restar mais nenhuma. Para venerandas figuras a chegarem ao momento de se tornarem pensionistas (mesmo se abastados pensionistas), a ideia de que não receberão as reformas tal e qual como esperavam receber deve ser tão estranha como teria sido a de procurar fontes de energia alternativas às florestas em via de desaparecimento. Por isso chamam às suas expectativas "direitos adquiridos" e enroupam-nas com argumentos sibilinos.

    Como num sistema fechado a tender para a máxima entropia, para a morte térmica, as sociedades em que vivemos deixaram de ter energia suficiente para acrescentarem a riqueza necessária à consagração dessas expectativas. Não é um mal temporário e passageiro, é um mal profundo e há muito diagnosticado, um mal fatal, se tudo continuar como dantes. Daí que seja uma falácia tomar como "adquiridos" direitos que só seriam sustentáveis, se a nossa máquina económica continuasse a trabalhar com o vigor de há algumas décadas. A actual crise só precipitou essas evidências.

    O tremendismo apocalíptico

    Como homem antigo, Noronha do Nascimento cita Rousseau. Cita mal. Duplamente mal. Primeiro porque o seu "contrato social" não vem na linha dos propostos por Hobbes e Locke, como sugere, antes se lhes opõe. Depois porque, para Rousseau, a sociedade ideal é governada não democraticamente, antes por uma suprema "vontade geral" - "cada um de nós coloca na comunidade a sua pessoa e todos os seus poderes, sob a direcção suprema da vontade geral" -, o que implica abdicar de todos direitos individuais (e não apenas dos "adquiridos") - "a total alienação por cada associado de ele próprio e de todos os direitos, para toda a comunidade".

    O princípio das sociedades democráticas é diferente. Baseia-se na ideia de que os homens são imperfeitos, o governo deve ter poderes limitados e é natural a existência de conflitos. Não há pois, ao contrário do que sugere o presidente do Supremo, qualquer "noção subliminar do contrato tacitamente aceite pelo povo", um povo que só aceitaria o governo, se este cumprisse certas "prestações contratuais". Esta curiosa forma de raciocinar leva-o a descrever para Portugal uma situação pré-revolucionária, tipo vésperas da Revolução Francesa - diagnóstico que, porém, não parece colar à realidade, como ainda ontem se viu com o relativo fracasso da greve dos transportes.

    O que nos leva ao tremendismo da sua anunciada "caixa de Pandora" capaz de nos levar ao "Inverno (ou ao Inferno) do nosso descontentamento". Aqui Noronha não está sozinho. Não têm faltado porta-vozes desse povo que, para surpresa geral, ainda não assaltou a nossa Bastilha, fosse ela qual fosse. Maria José Morgado até já vê magistrados a passar fome (porventura fome dos brioches de Maria Antonieta...). E os "cavaquistas anónimos" que, este fim-de-semana, irromperam na cena política, dizem-se prontos a marchar contra o ministro das Finanças.

    Tudo isto de pouco valeria, se não tivesse recebido algum gás vindo de Belém, onde afinal mora um Cavaco Silva que também é, à sua maneira, um homem antigo. Só assim se compreende o seu evidente mal-estar - o seu desastroso mal-estar - com as pensões que recebe. É que se tivesse hoje 40 ou 50 anos saberia, como sabem todos os que andam por essas idades, que no futuro nunca haverá dinheiro para pagar reformas semelhantes àquelas de que ainda beneficia a sua própria geração. E, no entanto, todos os que têm 40 ou 50 anos "descontaram toda a vida", talvez até mais do que descontou Cavaco Silva. O sistema de Segurança Social do seu tempo acabou, e ele é apenas a menor das vítimas, algo que tem a obrigação de saber.

    Os cavaquistas clandestinos

    Não deixa também ser curioso – mas não é surpreendente – que os nossos "cavaquistas anónimos" tenham adoptado parte da linguagem política da oposição.

    (Breve nota: como é possível que, em democracia, com uma imprensa livre, se aceite que alguém se proteja com o anonimato para proferir opiniões? Que regras são estas? Que escrutínio podem ter tais afirmações? O que é que isso revela de doentio e obscuro na relação com a opinião pública?)

    O Expresso anunciava, por exemplo, que o Presidente estaria contra o "Estado mínimo". Estado mínimo? Saberá o Expresso (saberá o Presidente) que o Estado gasta, em Portugal, metade da riqueza do país? Será razoável considerar que teremos um "Estado mínimo", se se cumprir o prometido por este Governo, isto é, uma redução, em 2015, para 43,5% do peso das despesas públicas no PIB. 43,5% de toda riqueza produzida em Portugal vai para o Estado e ainda falamos de "Estado mínimo"? O que será então o Estado máximo?

    O PÚBLICO dava mais um passo: anunciava que um número indefinido de "cavaquistas anónimos" considerava Vítor Gaspar um "ultraliberal". Não chegava liberal, ou mesmo neoliberal - o insulto preferido por estes dias -, era preciso dar o salto para "ultraliberal". Saberá o PÚBLICO (saberão os "cavaquistas anónimos") o que é um ultraliberal? Como classificariam então Ron Paul, candidato nos EUA à nomeação pelo Partido Republicano? Como extraterrestre?

    Infelizmente todo este nonsense é revelador. Traduz a incapacidade de discutir políticas sem ser no quadro de referências que, mesmo sendo muito marcadas ideologicamente, se pretendem apresentar como neutras. É uma lógica que tem de ser quebrada, pois o verdadeiro "fanatismo ideológico", tão criticado por alguns, não está em quem tenta apagar o fogo da dívida e do défice, mas em quem insiste em que se deixe arder em nome de valores ditos superiores. É que esses supostos valores, ou dos chamados "avanços civilizacionais irreversíveis", muitos propalados apenas em nome da manutenção de inconfessáveis direitos adquiridos, são na prática tão utópicos, irrealistas e autodestrutivos como a convicção de que haveria sempre árvores para cortar na ilha da Páscoa.

    Os "cavaquistas anónimos" apenas vieram dar força a este politicamente correcto, que só subsiste porque em Portugal se fala muito e se pensa pouco. Jornalista, jmf1957@gmail.com

    Opinião

    MOURINHO E A SUA IMITAÇÃO, EM ESPANHA

    Uma imitação de José Mourinho sincronizada com imagens suas numa conferência de imprensa está a fazer furor em Espanha e já foi vista no YouTube por cerca de 700 mil pessoas em apenas cinco dias.
    O vídeo intitulado "Mourinho Critica los Caramelos Sugus" é uma criação de um ex-locutor de rádio, Víctor Calzada García, que, além do sucesso no YouTube e das milhares de referências no Twitter, se tem multiplicado em entrevistas em Espanha.
    A imitação do treinador português do Real Madrid sugere a sua irritação com a cor do invólucro dos caramelos Sugus de ananás, conseguindo recriar na perfeição os tiques de linguagem e o sotaque aportuguesado de José Mourinho.
    Em declarações à agência Lusa, Víctor Calzada García mostrou a sua surpresa pelo impacto de uma mera intenção lúdica: "A ideia surgiu de uma aposta com amigos a propósito dos jogos entre o Real Madrid e o Barcelona e de um primeiro vídeo que então fiz, com o Mourinho a falar desses jogos".
    "Achei que teria mais piada se o pusesse a falar de um assunto genérico ou sem sentido. Lembrei-me dos Sugus de ananás, embrulhados a azul, e o resultado é um êxito", afirmou o imitador, de 26 anos, estudante na Universidade de Madrid.

    TEMOS UMA IDEIA CLARA DAS NOSSAS PRIORIDADES?

    ¿TENEMOS CLARAS NUESTRAS PRIORIDADES?







    Ángel nos manda esta viñeta, a la vez que se cuestiona si realmente tenemos claras nuestras prioridades en los gastos públicos.

    URGENTE - SALAZAR

    CHINA - CUIDADOS AMBIENTAIS E PAPEL HIGIÉNICO

    O FIM DO MUNDO - AVISO DO GOVERNO A QUEM TIVER COMPRADO INGRESSOS

    牋牋牋牋牋燨 FIM DO MUNDO,
    anunciado para Dezembro de 2012,
    foi cancelado em Portugal
    porque o país já não tem capacidade financeira
    para receber um evento dessa envergadura.



    OFERTA DE EMPREGO - ENFERMEIRO/A


    Posto Enfermeiro(a)/Logístico Médicos do Mundo
    Refª: PNREV/ENFLOG//02.2012
    Perfil do Posto
    Designação do Posto:
    Enfermeiro/Logístico
    Localização do Posto: Évora, com possibilidade de deslocação por todo o Alentejo
    Tempo de duração do Posto: 1 ano, com início a 1 de Março de 2012
    Relações Hierárquicas: O técnico estará integrado na equipa da Representação Évora de MdM e responderá directamente perante a respectiva coordenadora, baixo a supervisão geral da Coordenadora de Projectos Nacionais, do Director de Acção Humanitária e da Directora Geral
    Descrição das funções do Posto:
    O(a) enfermeiro(a)/logístico terá como função rastreios e acções de educação para a saúde e a manutenção e gestão da unidade móvel.
    Enquanto Enfermeiro(a) tem como funções específicas:
    - Prestar cuidados primários de saúde;
    - Realizar um diagnóstico clínico dos beneficiários do Projecto,
    - Prestar ajuda e aconselhamento para as questões relativas à saúde do beneficiário;
    - Elaborar relatórios das actividades mensais;
    - Manutenção do material/equipamento de prestação de cuidados de saúde/diagnóstico;
    - Proceder ao encaminhamento para o SNS sempre que se justificar;
    - Coordenar o apoio nas deslocações ao SNS, sempre que necessário e desde que o próprio não o consiga fazer pelos seus próprios meios;
    - Realizar visitas domiciliárias e saídas de terreno;
    - Identificar critérios de fragilidade através do Exame Periódico de Saúde (EPS);
    - Propor e apoiar a confecção de materiais informativos;
    - Informar e encorajar para a adopção de comportamentos saudáveis.
    Enquanto Logístico tem como funções específicas:
    - Assegurar a condução e manutenção da viatura móvel
    - Manter actualizado o diário de bordo da Unidade Móvel e gerir stock de medicamentos
    - Participar em outras acções de Médicos do Mundo
    Competências e conhecimentos requeridos
    - Capacidade de liderança e iniciativa
    - Objectividade
    - Capacidade de planificação e organização
    - Capacidades interpessoais e de trabalho de equipa
    - Capacidade de delegação de tarefas
    - Capacidade de comunicação
    - Capacidade de decisão e de resolução de problemas
    - Profissionalismo
    Competências e/ou experiência adquirida
    - Formação académica em enfermagem
    - Carta de condução de ligeiros
    - Experiência em ONG, nomeadamente em actividades de mobilização comunitária, será uma mais valia
    - Bons conhecimentos de Excel e Word
    - Boa capacidade de comunicação.
    Como candidatar-se:
    Enviar Curriculum Vitae e carta de motivação até dia 15 de Fevereiro de 2012 para: florbelacordeiro@medicosdomundo.pte manuela.fonseca@medicosdomundo.pt