Caso os leitores estejam interessados em escutarem os clips do Youtube,terão de retirar primeiro o som do post seguinte "Sugestão para as férias" porque ele inícia automáticamente no blog uma vez que está incorporado no link das fotos.
Obrigado.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Crónica 3 - ELEIÇÕES
Poderá parecer fora de tempo voltar a falar, tantas semanas depois, das eleições para o Parlamento europeu. Faço-o porque acredito que o que aconteceu foi um sério aviso à classe política de toda a Europa.
Ao contrário do que os políticos quiseram fazer crer, o único e honesto balanço da “Festa” que foram aquelas eleições e temo se repita, é o da ABSTENÇÃO.
Contudo, o caricato foi ouvir e ver, mal se conheceram os resultados, todos a gritar VITÓRIA. Vitória de quem, se dos 9.600.581 portugueses inscritos como eleitores, 6.279.529 cidadãos se esqueceram de votar? É o estúpido truque da avestruz, que esconde a cabeça para não ver o perigo, julgando deste modo escapar ao predador.
A classe política parecia tão entusiasmada que, mesmo que apenas votassem 100 portugueses, continuariam a falar em percentagens fabulosas. Ou seja, 31% para o PSD, 26% para o PS, 10% para o BE, 10% para o PCP e 8% para CDS, etc., etc.. RIDÍCULO.
A abstenção sempre foi uma realidade em todas as eleições, contudo, nem nas legislativas, nem nas autárquicas, as percentagens se aproximam do absoluto.
Como explicar, então, este fenómeno sociológico que enferma toda a Europa?
A verdade é que as nacionalidades que compõem a UNIÃO não sentem a Europa como uma entidade política, como uma pátria. Ninguém se comove com o Hino, com a Bandeira, com a Constituição, com os Tratados. Os cidadãos da União apenas querem a EUROPA da ECONOMIA. Basta-lhes isso e para tanto não percebem a necessidade de eleições. Na lógica da maioria dos europeus seria suficiente um conjunto de especialistas que lhes tratasse da vidinha, da lista do supermercado, do emprego, ou seja, da economia e das finanças. Poupava-se dinheiro que escasseia e escapava-se ao ridículo de se gritar vitória sobre algo que não passa de ficção.
O problema dos políticos é que reconhecer a abstenção é avalizar a falta de legitimidade dos seus cargos políticos, é reconhecer a falência das suas soluções, é reconhecer que lhe toparam a demagogia.
Que fazer?
Todos vimos, com a actual crise, que não se pode entregar a gestão aos tais especialistas milagreiros. O resultado da sua visão unicamente economicista para a solução dos problemas, originou o desemprego, a falência das empresas, a fome, e todos os dramas que se conhecem, na Europa e no Mundo.
Definitivamente, há que acabar com a promiscuidade entre políticos e gestores, deixar de pensar o país como uma empresa onde o DEVE e HAVER são verdades absolutas, para que os dividendos se distribuam pelos accionistas. A continuar assim estaremos a dar razão aos abstencionistas.
AOC
Ao contrário do que os políticos quiseram fazer crer, o único e honesto balanço da “Festa” que foram aquelas eleições e temo se repita, é o da ABSTENÇÃO.
Contudo, o caricato foi ouvir e ver, mal se conheceram os resultados, todos a gritar VITÓRIA. Vitória de quem, se dos 9.600.581 portugueses inscritos como eleitores, 6.279.529 cidadãos se esqueceram de votar? É o estúpido truque da avestruz, que esconde a cabeça para não ver o perigo, julgando deste modo escapar ao predador.
A classe política parecia tão entusiasmada que, mesmo que apenas votassem 100 portugueses, continuariam a falar em percentagens fabulosas. Ou seja, 31% para o PSD, 26% para o PS, 10% para o BE, 10% para o PCP e 8% para CDS, etc., etc.. RIDÍCULO.
A abstenção sempre foi uma realidade em todas as eleições, contudo, nem nas legislativas, nem nas autárquicas, as percentagens se aproximam do absoluto.
Como explicar, então, este fenómeno sociológico que enferma toda a Europa?
A verdade é que as nacionalidades que compõem a UNIÃO não sentem a Europa como uma entidade política, como uma pátria. Ninguém se comove com o Hino, com a Bandeira, com a Constituição, com os Tratados. Os cidadãos da União apenas querem a EUROPA da ECONOMIA. Basta-lhes isso e para tanto não percebem a necessidade de eleições. Na lógica da maioria dos europeus seria suficiente um conjunto de especialistas que lhes tratasse da vidinha, da lista do supermercado, do emprego, ou seja, da economia e das finanças. Poupava-se dinheiro que escasseia e escapava-se ao ridículo de se gritar vitória sobre algo que não passa de ficção.
O problema dos políticos é que reconhecer a abstenção é avalizar a falta de legitimidade dos seus cargos políticos, é reconhecer a falência das suas soluções, é reconhecer que lhe toparam a demagogia.
Que fazer?
Todos vimos, com a actual crise, que não se pode entregar a gestão aos tais especialistas milagreiros. O resultado da sua visão unicamente economicista para a solução dos problemas, originou o desemprego, a falência das empresas, a fome, e todos os dramas que se conhecem, na Europa e no Mundo.
Definitivamente, há que acabar com a promiscuidade entre políticos e gestores, deixar de pensar o país como uma empresa onde o DEVE e HAVER são verdades absolutas, para que os dividendos se distribuam pelos accionistas. A continuar assim estaremos a dar razão aos abstencionistas.
AOC
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Crónica 2-NO DESERTO TAMBÉM HÁ MIRAGENS.

Dentro em breve, os portugueses serão chamados a votar novamente.Insatisfeitos com a gestão do PS e de Sócrates, darão, ao que parece, a vitória ao PSD e a Manuela Ferreira Leite, na esperança de que estes políticos de sempre distribuam riqueza. Puro engano. Acto eleitoral após acto eleitoral votamos nos gurus da economia de mercado para depois reclamarmos soluções políticas de gestão socialista. Já é tempo de saber, como adultos que somos, que os teóricos do liberalismo económico defendem o mercado com unhas e dentes: a lei da oferta e da procura tudo regula, tudo resolve. Constatamos, diariamente, as consequências que a aplicação desta lei trouxe à economia mundial (Falências de Bancos, de empresas produtoras de economia real, desemprego, fome) contudo, apesar da crise, as sondagens indicam que continuaremos a apostar nas mesmas soluções. Não tarda, teremos a Segurança Social privatizada; o acesso à saúde dependente dos seguros que cada um faça; o ensino gratuito, uma recordação do passado. Enfim, iludimo-nos porque recusamos ler nas entrelinhas e continuamos a acreditar nos milagres dos santos. Vota-se ao centro e à direita e depois, professores, médicos, juízes, funcionários, operários, reclamam medidas de esquerda. Impossível! Haja coerência. É tempo de deixarmos de votar por impulso e alimentar a demagogia daqueles que nos enganam. Passemos ao votos das ideias, dos princípios. Afinal, o que é que queremos: Mercado ou Estado Social? Tão simples como isso.
AOC
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
LEITURA PARA FÉRIAS

AGOSTO ESTÁ À PORTA.
POR TRADIÇÃO É O MÊS DE FÉRIAS. NÃO SE ESQUEÇA QUE UMA BOA LEITURA É FUNDAMENTAL PARA O REPOUSO DO CORPO E DO ESPÍRITO.
ADQUIRA, POR ISSO, "A ESPECIARIA" DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO COMO COMPANHIA DO LAZER. LEIA E DEIXE-SE IR PELAS VEREDAS DA IMAGINAÇÃO E DO SONHO. ASSIM, A CRISE FICA MAIS FÁCIL.
BOAS FÉRIAS.
sábado, 25 de julho de 2009
Sugestão para as férias
Situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificado Património Mundial pela UNESCO, a Quinta da Regaleira é um lugar com espírito próprio. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).
A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.
A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.
A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
1ª Crónica
Há dias fui a Belmonte, feudo, durante gerações, da célebre família Cabral. Debruçada sobre um vale onde a agricultura é ainda uma actividade que não envergonha, Belmonte celebra-se como que uma varanda de onde se espreita a Serra da Estrela. Linda, cuidada, florida, limpa, percebe-se que as autoridades autárquicas não descuram o rico património que publicamente juraram proteger. A sinagoga, inserida no velho bairro judeu, lá está como sinal dos novos tempos de tolerância; as casas da judiaria, talhadas em granito, refletem o esmero de quem nelas habita. A casa-museu de Pedro Álvares Cabral, o Museu Judaico, o Museu do Azeite, o Eco-Museu, o comércio de artesanato, a oferta gastronómica, são sinónimos de uma invejável vitalidade.
Contudo, esta não é uma história de final feliz. Quilómetros mais adiante, já fora de Belmonte, deparei com Centum Cellas, o enigmático monumento romano. Foi a desolação total. Perdido entre habitações de mau gosto arquitectónico, a velha torre de 3 andares jaz abandonada. Imagem deprimente de uma construção que os estudiosos destas coisas da História ainda não sabem para que serviu. Terá sido estalagem, base militar ou templo romano? Mistério! Por isso, é ainda mais chocante o abandono a que se encontra votada esta antiquíssima e valiosa construção. Mesmo protegida por uma vedação, qualquer cidadão menos escrupuloso ali pode entrar e vandalizar o que resta da monumentalidade do edifício.
Qualquer outro país da Europa mais atento à crise da sua economia e conhecendo o quanto o turismo pode contribuir para amenizar o défice das contas públicas, faria de Centum Cellas uma fonte de rendimento. Quem viaja, sabe que em nenhuma cidade europeia se visita a mais pequena capela sem pagar.
Entra-se em Centum Cellas como que num deserto; sem o mais miserável impresso que conte a sua odisseia, sem um guia, ou guarda, resta-nos pontapear as pedras e urinar atrás das suas imponentes paredes. Tudo de borla!
Pergunta-se.
Com tanto português desempregado a receber subsídios como se recebesse uma esmola, não seria oportuno e inteligente dignificar esses cidadãos, a quem as ingratas leis de mercado empurraram para a desagradável sensação de se sentirem inúteis, como apoios destes locais públicos? Vigiavam, mostravam, explicavam e cobravam entradas aos visitantes.
Ganhava o país, a auto-estima daqueles que um dia se viram sem trabalho, e os turistas que nos visitam.
Afinal, os recursos existem, basta saber geri-los!
António Oliveira e Castro.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Nota do autor da "Especiaria"
Publicado em Abril de 2008, a 1ª edição de "A Especiaria" fez um ano. Seguiu-se-lhe uma 2ª edição por, no entender do Editor Guerra e Paz, a sua aceitação junto dos leitores ter ultrapassado as expectativas iniciais.
No entanto, como tudo na vida tem um prazo de validade, julgo que o seu objectivo primeiro me parece esgotado. Assim, para que este espaço se mantenha interessante, é chegado o momento de o transformar num forum de opinião. Conto, para isso, com a participação de todos os internautas que o visitam. De minha lavra prometo, semanalmente, aqui deixar algumas considerações sobre temas de actualidade que nos preocupam como cidadãos do mundo.
O meu obrigado,
António Oliveira e Castro.
No entanto, como tudo na vida tem um prazo de validade, julgo que o seu objectivo primeiro me parece esgotado. Assim, para que este espaço se mantenha interessante, é chegado o momento de o transformar num forum de opinião. Conto, para isso, com a participação de todos os internautas que o visitam. De minha lavra prometo, semanalmente, aqui deixar algumas considerações sobre temas de actualidade que nos preocupam como cidadãos do mundo.
O meu obrigado,
António Oliveira e Castro.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O FAMOSO DUELO DE BANJO COM VIOLÃO !!!Cena antológica, Ler o texto e depois ver o vídeo.(Filme Amargo Pesadelo - 1972)
Reparar na expressão do garoto; no início ele parece triste e pequeno, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai-se deixando levar por ela até transformar sua expressão triste num sorriso contagiante, contaminando todos com sua alegria, a alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada por acaso no filme Amargo Pesadelo (1972). O garoto não é actor, apenas um autista que residia no local onde estavam sendo feitas as filmagens. Pararam num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme. Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto! Aproveitem o encantamento do vídeo e acreditem que o milagre acontece quando menos se espera.
sábado, 13 de junho de 2009
Comentário à "Especiaria"
(Foto:retirada da net)"Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce." (Fernando Pessoa)
Neste caso nasceu o romance a “Especiaria”.
Não me surpreendeu ler o livro, porque conhecendo o autor sei que ele é assim com a vida, tem garra , determinação e lutador de causas.
Foi bom "viajar" conhecendo outras culturas, outras pessoas, outras cores, outros cheiros.
Num mundo cada vez mais globalizado e plastificado a arte, a música a literatura ou outra expressão artística tem o poder de unir, contráriamente à politica ou à religião,que ao longo da História só tem dividido , arruinado e provocado guerras.
Todos diferentes,mas todos iguais.Em busca do eterno sonho de ser feliz,amar a vida ,semear algo e partilhar os talentos com os outros.
Por muito que as novas tecnologias facilitem a vida,nenhum computador substitui a riqueza do folhear das páginas de um livro.
(Alma rebelde)
domingo, 7 de junho de 2009
COMENTÁRIO SOBRE A ESPECIARIA RETIRADO DO BLOGUE "À MARGEM".

Comentário de um anónimo Sem tirar o mérito à obra há inverosimilhanças que ñ lhe ficam bem : uma Estalagem sec.XVI k em vez de um comedouro aberto p a rua,o tem no último andar...sem elevador... O nome dos hóspedes escrito na mesa qd só parte do clero e nobreza sabiam escrever...Uma conversa sb Inquisição (quem se atrevia?) entre um veneziano k vem pela 1º vez a Portugal e uma criada analfabeta.Um velho e uma grávida desnutridos k conseguem fazer uma jangada no meio do naufrágio... Troca de correspondência entre Mancini e Ester prisioneira, sendo esta analfabeta...
*********
Resposta a um anónimo: ."A Especiaria" é uma obra de ficção e neste género até podemos afirmar que o sol é habitado. .De acordo com a publicação da Câmara Municipal de Lisboa, "Lisboa Seiscentista" da autoria de Fernando Castelo Branco, "A Estalagem Nova" existiu no Rossio e não nenhum desprestigiado "comedouro". .Já os romanos, uns séculos antes de Cristo, faziam edifícios de apartamentos com 3,4 e 5 pisos, sem elevador. Mancini era um cidadão estrangeiro, comerciante culto, viajado, destemido, com ideias próprias, contemporâneo dos grandes movimentos sociais da Europa de então, que se achava no direito de comentar a forma como a Inquisição pregava a Fé. Nem todos se acobardam perante o poder e a injustiça, é por essa razão que se fazem revoluções e os cárceres estão cheios. . Quando se trata de sovreviver, sem ajudas divinas ou outras, velhos, novos, grávidas desnutridas, fazem-se jangadas e até coisas impensáveis. Camões, depois da tempestade lhe ter afundado a nau, cego de um olho, nadou até terra com os manuscritos de "Os Lusíadas";mais recentemente, nos Andes, sobreviventes de um acidente aéreo, comeram os cadáveres dos companheiros de infortúnio como forma de resistir. .Há, ainda hoje, muitas ideias preconcebidas sobre o monopólio da cultura pela igreja católica. Isso não é totalmente verdade e essa é uma das razões porque se queimavam judeus (pessoas cultas com escolas particulares onde ensinavam a ler e intrepretar os seus livros sagrados), quem possuisse uma bíblia em casa, quem fosse acusado de bruxaria (não passava, por vezes, de um simples estudioso de plantas para fins medicinais).Em Angola e em Portugal conheci pessoas que, sem nunca terem frequentado a instituição escola, aprenderam a ler e escrever por iniciativa própria(poderia ter sido este o caso de Ester ao conviver com Mancini). PS:O meu obrigado pelos seus comentários ao meu livro, revela que o leu com atenção o que para nós, autores, é sempre motivo de contentamento e aprendizagem.
AOC

Comentário da "Especiaria"do blog Reino Imperfeito

Ler este livro é uma experiência interessante. A linguagem é cuidada, "queirosiana" como o autor me contou. Nas primeiras páginas mergulhamos nessa linguagem e mesmo que se nos sentirmos perdidos não o estamos realmente.
Este mergulho em adjectivos, frases longas entrecortadas, criam o ambiente, a atmosfera onde a acção vai decorrer: África.
Não tenho nenhuma referência pessoal sobre o continente africano. Não tenho histórias de homens da família na guerra (só um primo de terceiro grau esteve na Guiné e um tio, mas este era marinheiro e tenho pouca intimidade com ele). Nunca saí da fronteira do continente. Por isso os cenários que aparecem neste livro dizem-me pouco para além do que é dito. Gostei de ter contacto com eles, mas certamente alguém que tenha vivido em África vibraria muito mais com a narrativa.
Por outro lado, e isto é um elogio, achei o livro pequeno, quero saber mais sobre o que aconteceu ao italiano Mancini e ao seu descendente Benguela. Percebo porquê que o livro tem este tamanho, mas o autor como excelente contador de histórias que é causa mais sede do que sacia...
Fico à espera do próximo.
Do blog (Reino Imperfeito)Não tenho nenhuma referência pessoal sobre o continente africano. Não tenho histórias de homens da família na guerra (só um primo de terceiro grau esteve na Guiné e um tio, mas este era marinheiro e tenho pouca intimidade com ele). Nunca saí da fronteira do continente. Por isso os cenários que aparecem neste livro dizem-me pouco para além do que é dito. Gostei de ter contacto com eles, mas certamente alguém que tenha vivido em África vibraria muito mais com a narrativa.
Por outro lado, e isto é um elogio, achei o livro pequeno, quero saber mais sobre o que aconteceu ao italiano Mancini e ao seu descendente Benguela. Percebo porquê que o livro tem este tamanho, mas o autor como excelente contador de histórias que é causa mais sede do que sacia...
Fico à espera do próximo.

sábado, 6 de junho de 2009
Informação

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo doAlto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendos seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboraçãoda Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTFPartners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de EarthWater diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programade ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável.
Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
http://earth-water.org/
"Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a umadoença relacionada com a água.
Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estasestatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito "You Never DrinkAlone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.
A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo doAlto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendos seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboraçãoda Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTFPartners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de EarthWater diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programade ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável.
Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
http://earth-water.org/
"Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a umadoença relacionada com a água.
Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estasestatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito "You Never DrinkAlone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.

terça-feira, 2 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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