sexta-feira, 14 de março de 2014

AVIÃO COM PISO DE VIDRO...É PRECISO CORAGEM PARA VIAJAR AQUI.

Virgin Airlines diz que Airbus A320 adaptado entrará em operação em breve.

A tripulação será treinada a acudir quem tiver crises de pânico.


  
O piso é feito de vidro especial para aviação ( foto: divulgação )
Se você tem medo de altura, fique longe disso: a companhia aérea Virgin Airlines anunciou a criação do primeiro avião do mundo com piso de vidro. A invenção, mantida em segredo até hoje, quer garantir aos passageiros
“uma experiência de voo sem paralelos, e também uma seleção de paisagens de tirar o fôlego que podem ser vistas do conforto de seus assentos”.

O projeto foi criado pelo departamento de inovação da companhia e deve entrar em operação em breve.
O avião é idêntico ao Airbus A320 padrão já usado em linhas domésticas na Grã-bretanha - a diferença é uma faixa de vidro na parte de baixo. O material utilizado é o vidro padrão usado na aviação.
O avião também tem outra diferença: a tripulação será especialmente treinada para acudir passageiros que eventualmente tenham crises de pânico.
 
Veja mais fotos do avião:
 

  

 

HUMOR EM TEMPO DE CRISE


quarta-feira, 12 de março de 2014

NINGUÉM CALA MARINHO PINTO - O PREÇO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

)

ADOLFO MARIA-NOVO LIVRO: ANGOLA SONHO E PESADELO (19-03-1014, ÀS 18HORAS, NA AVENIDA DO CAMPO GRANDE 380-b, LISBOA)






19/03/2014
ANGOLA – SONHO E PESADELO

LANÇAMENTO: dia 19 de Março (4.ª feira), às 18h00, no Auditório “Armando Guebuza” (Univ. Lusófona, Lisboa). Apresentação: Dr.ª Francisca Van Dunem

Por iniciativa conjunta das Edições Colibri e do Departamento de Ciência Política, Segurança e Relações Internacionais da Universidade Lusófona convidamos V.ª Ex.ª para a sessão de apresentação do livro

ANGOLA
SONHO E PESADELO
da autoria de Adolfo Maria


apresentação
Dr.ª Francisca Van Dunem

dia 19 de Março (4.ª feira), às 18h00
Auditório “Armando Guebuza”
Av. do Campo Grande 380-B, Lisboa


   

segunda-feira, 10 de março de 2014

UM QUEBRA-CABEÇAS


Um bom Quebra Cabeças.

Se você consegue armar, tchau Alzheimer...
É muito interessante e relaxante!

Click aqui >>>>>>>:  http://www.brl.ntt.co.jp/people/hara/fly.swf






A LETRA P NA LÍNGUA PORTUGUESA

 A letra P no português.










A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas
neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos...
quem fala português ou francês de nascimento, é capaz de fazer proezas
como esse texto com a letra "P"... Só o português e o francês permitem
isto...

Pedro Paulo Pereira Pinto,
pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu
para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba,
pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para
Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém
posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir
permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo,
portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois
pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos,
preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam
precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas
picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente
pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente,
possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios
pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza,
precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos,
preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando,
porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos
pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal
porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos
portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio
partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois
precisava pedir
permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo
permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o
pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém,
praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.
Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque
permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para
poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos
pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para
praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram
pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram
pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada
próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles
primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo
próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para
Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava
pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava
pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar
prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas
paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para
pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?




ATÉ OS CÃES....


O SONHO DO PRIMEIRO-MINISTRO PASSOS COELHO

O sonho de Pedro Passos Coelho
 Um terço é para morrer. 
Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa, se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo.
E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis.
Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre.
Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor.
É por isso que nós não os vamos matar.
Eles é que vão morrendo.
Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos.
E as estatísticas já mostram isso.
O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho.
Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar.
Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde?
Eles lá sabem.
Por isso, joga tudo a nosso favor.
A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência.
Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos.
A natureza faz o resto.
O Paulo Macedo também faz o que pode.
Não é genocídio, é estatística.
Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo.
Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas.
E as escolhas implicam sempre sacrifícios.
Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza.
Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.

 
Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim.
Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.

 
1 _ Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma.
Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade.
Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos.
Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos.
O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento?
Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta.
Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro.
E os deficientes.
Não são todos.
Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade.
Não era justo.
E temos de promover a justiça social.

 
2 _ O outro terço temos de os pôr com dono.
É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar.
Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente.
Não digo voltar à escravatura, é outro papão de que não se pode falar, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura.
Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam.
A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam, ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós.
O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira.
Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários.
Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda.
Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua.
E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.

 
3 _ O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo.
Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável, tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier, que para eles poderem viver com conforto.
Não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI, e que para pagar a saúde deles, não podemos pagar a saúde dos pobres.

 
_ Um terço da população exterminada.
_ Um terço anestesiado.
_ Um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável.
 
A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável.
E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia.
Não vou ficar em Massamá a vida toda.
O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."»

 
José Vítor Malheiros
 
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HUMOR EM TEMPO DE CRISE





O MISTÉRIO DOS SAPATOS APERTADOS
Um homem usava todos os dias uns sapatos 2 números abaixo. Passava o dia inteiro a trabalhar com esses sapatos calçados, extremamente desconfortáveis, notava-se perfeitamente o sacrifício que ele fazia para aguentar as dores nos pés. Quando um colega lhe perguntou a razão de ele andar sempre com esses sapatos, o homem explicou:
- Não ganho dinheiro quase nenhum, tenho sempre fome, não tenho carro, a minha casa está a cair aos bocados, a minha mulher tem bigode e é feia como um bode … O único prazer que tenho na vida é chegar a casa e tirar os sapatos …

DEPUTADO DO CDS, UM NOVO RELVAS - E SÃO TIPOS DESTES QUE NOS GOVERNAM

JOVEM DEPUTADO DO CDS, COM O 12º ANO, ACHA QUE OS PROFESSORES DEVEM SER TESTADOS.
E OS DEPUTADOS ? NÃO ?
E QUE OS JOVENS DEVIAM TRABALHAR SEM SEGURANÇA SOCIAL.
PORTAS HÁ TEMPOS EXPLICOU O QUE É A POLITICA EM PORTUGAL :
«OS POLÍTICOS NÃO PRECISAM DE MÉRITO, ATÉ SÃO MUITO MEDÍOCRES, MAS NÃO SABEM FAZER MAIS NADA NA VIDA,
PRECISAM DA POLITICA PARA SUBIR NA VIDA.»
 
EIS UM EXEMPLO VIVO... da mediocridade que sobe e sobe na vida :
O deputado do CDS-PP, Michael Seufert, da Comissão de Educação, Ciência e Cultura,
 "Foi considerado um dos 10 portugueses da área política mais influentes no Twitter em 2012..."
E isso é mais importante que qualquer currículo profissional, formação académica ou qualquer ideologia.
Na politica procuram-se pessoas medíocres mas populares, pessoas desonestas mas populares.
É isso que traz votos.

O deputado do CDS Michael Seufert, estudante, defende que os contractos para jovens que procuram o primeiro emprego deviam ser
"mais flexíveis" e "isentos de contribuições para a Segurança Social".
Para este deputado, as empresas conseguiriam assim cortar 30% nos custos com o trabalhador, se os jovens ficarem fora da Segurança Social.
Com 29 anos, é representante desta república. É gente desta, a quem pagamos elevados vencimentos, que nos governa .
São estes parasitas que passaram o tempo nas universidade privadas em festas e a embebedar-se que agora nos representam.
 É também este rapazola , com o 12º ano, que tem a lata de vir defender exames para os professores...
 
Pasme-se perante as suas habilitações:
·         Nome : Michael Lothar Mendes Seufert
·         Data de Nascimento: 1983-04-15
·         Habilitações Literárias: Ensino Secundário.
·          Frequência de Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores
 ·         Profissão: Estudante
·         Comissões Parlamentares a que pertence:
Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública [Suplente]
Comissão de Educação, Ciência e Cultura [Coordenador GP]
Grupo de Trabalho - Parlamento dos Jovens
Grupo de Trabalho - Regime Jurídico da Partilha de Dados Informáticos
CURRÍCULO PROFISSIONAL:
1.       Guia Turístico (Sandeman & Cia, Sogrape Vinhos SA), 
2.      1999-2009 Deputado à Assembleia de Freguesia de Campanhã (Porto), 
3.      2005-2009 Deputado à Assembleia de Freguesia de Nevogilde (Porto), 
4.      2009-2013 Presidente da Juventude Popular, 2009-2011.
É o maravilhoso mundo da auto-formação.   Um Relvas, que nem se preocupou em disfarçar.
  Aos 47 anos este personagem aparecerá licenciado e doutorado por equivalência. Mas as coisas serão feitas com mais cuidado, pois eles ao longo dos anos aprimoram os seus esquemas. Lá está, aprendem depressa, e assim roubam cada vez mais e melhor, enganam e mentem mais e melhor.         É essa a sua vocação e formação.
Já existe uma petição para o demitir. "Demissão do deputado Michael Lothar Mendes Seufert por falta de qualificações para desempenhar as tarefas que lhe foram atribuídas."
Claro que não vai adiantar nada porque quem valida as petições são os deputados, mas o povo ilude-se a brincar à democracia.
Pequena divagação
É sabido que tudo cujo lucro dependa dos gostos do público, tem que se enquadrar e adaptar a esse público.
É assim com os carros, os conteúdos da TV, das revistas, filmes , etc..
É assim também com a política.
Se o nível dos políticos é cada vez mais baixo, mais rasca, mais desonesto, mais incompetente, menos bem formado... é porque os estudos de aceitação popular, os estudos que ensinam como manipular as massas, mostraram que é disso que o povo gosta e o povo quer.
O produto é feito à medida do cliente alvo.
Os políticos possuem regimentos de psicólogos, markteers, especialistas em várias áreas que trabalham em torno da imagem, aperfeiçoam a manipulação, demagogia, etc. Que estudam passo a passo a popularidade de cada membro.    Qual o mais popular?
Em que momento do discurso o público aplaudiu, delirou ou desgostou. Para saberem o que as pessoas gostam de ouvir e o que não gostam. Tudo é estudado e acautelado, afinal trata-se de um negócio muito lucrativo e que interessa a muitos. Não esquecer que em Portugal é a forma mais rápida e efectiva de se tornar milionário e permanecer milionário, sem mérito, sem esforço e sem a justiça a atrapalhar, com o bónus de ainda se tornar uma vedeta.
Os mafiosos que realmente têm poder nos partidos, já não são os que darão a cara pelo partido, pois muitos jamais teriam hipóteses de ganhar eleições. As vedetas são escolhidas a dedo em testes de popularidade ; o que melhor enganar o povo, manipular as massas, cativar inocentes, será o que terá lugar de destaque no partido e na governação.
Esta situação tem vindo a agravar-se, desde que os partidos perceberam que é dos sacanas que elas gostam mais.
As pessoas estranham que tenhamos corruptos a governar o país. Um politico competente honesto bem formado, mas tímido, ou gago ou feio jamais chegará a governar-nos.
Gostam é do mais popular e mais bandido.     Dêem-lhe então  o bandido, ora essa.      Já no tempo da escola era assim.
 

   

segunda-feira, 3 de março de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

AS MENTIRAS DO PRIMEIRO MINISTRO - PENNE ALLA PUTANESCA

Penne alla putanesca


Que queres, responde Subir, esta é a minha vida, vais ver que daqui a 10 anos Portugal estará melhor. Entupi, de estupor.


  • Encontrei Subir Lall neste fim-de-semana, de regresso ao hotel, após um jogging vigoroso no corredor de Monsanto. Velho conhecimento de uma missão conjunta Fundo/Banco aquando da derrocada financeira da Tasmânia, apertámos os ossos e rememorámos um famoso jantar de penne alla putanesca no final de uma horrível primeira semana de missão.
    Então Subir, estás a terminar a tua missão e desejoso de largar este maravilhoso País? Desejoso, não, responde, porque gosto do vosso peixe e do vinho branco, mas um pouco farto de trabalho ingrato. Os resultados não são maus, mas as reformas profundas ainda estão longe: a laboral já com ganhos de competitividade salarial, a das rendas de casa ainda com poucos resultados e a dos tribunais muito à espera deles.
    Subir Amigo, a laboral não aumenta a competitividade, sem nova mentalidade dos empresários, rigorosa mas também audaciosa, por enquanto só reduz consumo. A do inquilinato está ainda para mostrar resultados, sim há mais casas para arrendar, mas os 28% de impostos sobre a renda só incentivam a não declaração. Se lhe somares o IMI tens composto o quadro de incentivos para a venda ao desbarato, a Espanhóis, Chineses e Angolanos. Quanto aos tribunais, veremos se o fecho de alguns não acumula trabalho e demoras nos outros. Meu caro, responde Subir, os detalhes não são comigo, deixo-os para o teu Governo, apenas te lembro que com a rigidez anterior não havia nem mobilidade, nem criação de emprego. Pois é, retorqui, agora até surgem novos pequenos empregos a trinta horas, a ¾ do salário mínimo, sem que os trabalhadores tenham coragem para largar o trabalho à hora contratual.
    Reconhecerás, responde Subir, que aniquilámos parte das rendas das produtoras eléctricas, restaurámos o equilíbrio financeiro nos transportes públicos e forçámos a redução de funcionários. E até ajudámos o governo a negociaras parcerias rodoviárias. Como te enganas, Subir, tens que ver mais longe do que te contam: a electricidade subiu mais que a inflação e poucos sabem das ajudas sociais existentes, os transportes públicos esse cancro urbano, nunca chegarão a pagar a dívida que transitou para as costas de todos os contribuintes e não parece que o Governo esteja interessado em os reestruturar e passar aos municípios, continuando a gerar risco moral. No que toca a funcionários, os que saíram do activo passaram todos à reforma, deixaram de contribuir, apenas custam um pouco menos. Quanto às parcerias, só foi negociado o corte de encargos com a manutenção de estradas, o que nos vai deteriorar o parque em poucos anos.
    Mas tens bons resultados nas exportações, que já cruzaram as importações, devolve Subir. É verdade, respondi, mas foi à custa da refinaria de Sines, da renovação nas papeleiras, da poupança de combustíveis pelo aumento das renováveis, tudo obras do Sócrates. Pode ser verdade, responde Subir, mas eu não cuido de nomes, cuido de países, somos poupados nos elogios e justos nos temores de que tudo desande: a exportação de combustíveis é conjuntural, pode estar perto da saturação, o aumento de consumo interno fará necessariamente crescer as importações e desequilibrar de novo a balança.
    Eu sei que o vosso relatório foi cauteloso, Subir, coisa que tanto desagradou a Portas e tão grossa fez a voz de Passos Coelho, ao ponto de ter anunciado mais austeridade logo na primeira sessão do congresso do seu partido. Sei também que alertaste para riscos sociais e económicos do desemprego elevado, sobretudo de jovens e diplomados, para as dívidas das empresas privadas – que já vão em 255% do PIB – para a enorme quebra do investimento, para a fraca competitividade da economia, afinal, tudo factores que a política restritiva do Fundo tanto agravou. Melhor seria terem dado ouvidos às recomendações dos vossos dirigentes, como Mme Lagarde, aliviando o arrocho. Pois é, responde Subir, fica-lhe bem, para consumo externo, criticar a família, mas se fosse eu o indiano Subir, mero chefe de missão, a formular tal comentário, seria de imediato transferido e colocado na lista negra. Também serviste no Banco, sabes como é, viste como o Stieglitz foi triturado e ostracizado, só sobrevivendo por deter um Nobel, mesmo assim passa por nós à distância dos leprosos. Caro Amigo, aqui cumpro ordens, apenas.
    Já agora, Subir, diz-me cá como vais conseguir que o Governo corte mais 2,5 milhares de milhões de 2014 para 2015, no gasto público, para fazer baixar o défice de 4 para 2,5%? Ah, isso não é comigo, é com o teu governo. Mas uma coisa é certa: livrem-se de aventuras eleitorais como essa tontice de baixarem impostos em 2015, podem deitar tudo a perder. A mim pouco importa que o primeiro-ministro se chame Coelho ou Seguro, que tenha ou não Portas, com o seu ridículo relógio em count-down à ilharga, ou que as finanças estejam a cargo de Gaspar, Maria Luís ou Trigo Pereira. Sou imune a pessoas e ideologias. E sempre te digo, isto está tão embaraçado que pouco diferirão na prática, uns e outros.
    Fiquei fulo com tamanha frieza, esbracejei: para ti é tudo igual, apertar os fracos ou aliviar os ricos? Que queres, responde Subir, esta é a minha vida, vais ver que daqui a 10 anos Portugal estará melhor. Entupi, de estupor.
    So long, Amigo, keep cool e não aceites cargos em nenhum governo, perderás o pouco cabelo que te resta. Soube-me a vingança de um calvo, mas aguentei: adeus Subir, bom trabalho nos teus países do Norte onde regressas.
    P.S. Como se pode depreender, qualquer semelhança dos actores com realidade é pura coincidência, nem Subir será insensível, nem eu terei pouco cabelo.
    Deputado do PS ao Parlamento Europeu
     

    ANGOLA, UM PAÍS RICO COM UM POVO POBRE

    Angola | Angola, "pays riche avec un peuple pauvre" | Jeuneafrique.com - le premier site d'information et d'actualité sur l'Afrique


    Les conditions de vie pour les Angolais ne s’améliorent pas. La cherté de la vie est à un niveau tel que même les bons salaires ne permettent pas de vivre décemment.
    Tous les matins, Jorge da Cruz, chemise immaculée, chaussures cirées, parcourt les sentiers encombrés d’ordures du bidonville où il vit, dans la banlieue de la capitale angolaise, Luanda, pour rejoindre l’entreprise pétrolière étrangère qui l’emploie.
    Jorge, 24 ans, gagne 850 dollars par mois, près de 10 fois le salaire minimum angolais. Malgré ce revenu et comme 86% de la population urbaine angolaise, il vit dans des conditions précaires.
    "Je dépense 300 dollars par mois pour suivre des cours du soir à l’université et le reste va à ma famille pour la nourriture et les autres frais. On vit à dix dans une maison de trois pièces", raconte-t-il.
    L'Angola rivalise avec le Nigeria pour la place de premier producteur de brut du continent. Mais le pays qui sort tout juste d'une longue guerre destructrice (1975-2002), n'a quasiment pas d'industries et importe presque tous ses biens de consommation.
    Flambée des prix
    La conjonction d'un afflux de devises étrangères, d'un boom économique et des délais d'importation via un port saturé ont fait flamber les prix.
    La majorité de la population disposant de moins de deux dollars par jour, survit dans le plus strict dénuement grâce à l'économie informelle, en pêchant ou en cultivant des tomates qu'elle revend aux autres déshérités sur les marchés.
    Luanda est aussi la ville la plus chère au monde pour les expatriés, selon une enquête de la société Mercer publiée l'an dernier. Nadine et son mari, expatriés libanais, paient chaque mois un loyer de 10.000 dollars pour leur maison du quartier huppé d’Alvalade et dépensent 5.000 dollars pour nourrir leur famille de quatre personnes.
    "Mais les prix sont les mêmes pour tout le monde ici! La vie n’est pas seulement chère pour les expatriés", s’exclame Sizaltina Cutaia, de la fondation privée Open Society qui œuvre pour promouvoir la gouvernance démocratique, les droits humains et les réformes économiques et sociales.
    Malgré son salaire de 4.000 dollars, cette Angolaise de 30 ans vit dans une maison sans eau courante ni électricité, à 20 km de Luanda.
    Le clientélisme roi
    Chaque jour, elle doit se lever avant l’aube, affronter des heures d’embouteillage en candongueiros, les taxis collectifs, pour rejoindre son bureau du centre ville. Elle paie un voisin pour pouvoir se brancher sur son générateur et achète à un porteur 300 litres d’eau par semaine pour se laver, cuisiner et nettoyer sa maison.
    Sizaltina n’a pas de loyer car elle vit dans sa famille. Mais si elle voulait s’offrir un appartement plus confortable et plus proche du centre, elle devrait y consacrer presque tout son salaire. Les propriétaires en outre demandent souvent jusqu’à 6 mois de loyers d’avance.
    "On ne peut pas considérer qu’il existe une classe moyenne autonome en Angola", estime le journaliste d’investigation Rafael Marques. "4.000 dollars par mois ne sont pas suffisants pour avoir une bonne qualité de vie. Sans clientélisme, on ne peut pas avoir accès à un crédit bancaire, à un logement et à des soins médicaux de qualité notamment", dit-il.
    "Plus la vie est chère, plus cela renforce la corruption, confirme Sizaltina Cutaia. Les gens ne peuvent pas vivre sur la base de leur salaire. Alors certains professeurs reçoivent de l?argent en échange de la réussite à un examen, par exemple".
    "C’est vrai que l’Angola est un pays riche", observe Jorge da Cruz. "Mais avec un peuple pauvre !"




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    UMA GERAÇÃO DE LADRÕES TOMOU CONTA DAS NOSSAS VIDAS


    HUMOR EM TEMPO DE CRISE


    Mensagem enviada pelo marido:
     
    - Fui atropelado na saída do escritório. A Paula trouxe-me ao Hospital. Fiquei fazendo exames até agora. A pancada na cabeça parece que não causou lesão séria. Mas tive uma fratura exposta na perna direita e talvez tenha que amputar o pé.
    Resposta da esposa:
    - Quem é Paula?

    THE SHADOWS


    A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA


    OS DONOS ANGOLANOS DE PORTUGAL

    Caríssima, caríssimo,
    Venho convidá-la/o para a sessão de apresentação do livro Os Donos Angolanos de Portugal, a realizar-se na próxima quarta-feira, 26 de Fevereiro, às 21:30 horas, na Livraria Culsete.
    A sessão contará com a presença de Francisco Louçã e Jorge Costa e terá a participação de Álvaro Arranja.
    Apareça! Contamos consigo.
    Fátima Ribeiro de Medeiros
    Culsete
     

    quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

    A DELINQUÊNCIA JÁ TEM PROTEÇÃO DE LEI EM PORTUGAL

    é a LEI 64/2013 de 27 de Agosto.
     
    O segredo dos privilégios dos políticos já é lei.



     
    Já tem a forma de Lei n.º 64/2013, de 27 de agosto, o sigilo dos privilégios dos políticos e foi hoje publicado no Diário da República.
    Portanto, por proteção da lei agora aprovada pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD, CDS/PP e do PS, passaram a ser secretos os privilégios dos políticos.Vejam-se, neste caso e segundo esta lei, por exemplo, as chamadas pensões de luxo atribuídas aos ex-políticos (ex-deputados, ex-Presidentes da República, ex-ministros e ex-primeiros-ministros, ex-governadores de Macau, ex-ministros daRepública das Regiões Autónomas e ex-membros do Conselho de Estado) e os ex-juízes do tribunal constitucional, passaram a ser escondidas do povo português.
    A partir de agora e na vigência desta lei, os portugueses e contribuintes ficam a desconhecer quem são e quanto recebem financeiramente do erário público e do orçamento geral de estado os              ex-políticos e governantes.
    O que é o mesmo que dizer que os políticos e governantes passam a poder decidir secretamente entre eles a atribuição a si mesmos dos benefícios, regalias, subsídios ou outras mordomias, sem que os portugueses, o povo português portanto, ou até mesmo os tribunais, tenham direito a saber o que os políticos fazem com o dinheiro que é de todos nós.
    De facto e de lei, passou a haver uma qualidade superior de sujeitos, ao caso os políticos, governantes e juízes do tribunal Constitucional, que estão isentos do escrutínio público, não se encontram mais obrigados a revelar as fontes, as origens e a natureza dos seus rendimentos de proveniência pública, ou seja, que fazem com o dinheiro público o que muito bem entendem e não estão obrigados a prestar contas públicas do que fazem.
    Lida esta nova lei tive de socorrer-me do Código Penal, onde fui encontrar semelhantes comportamentos e condutas nos dois artigos 308º e 375º do Código Penal, respectivamente o crime de "Traição à Pátria" por abuso de órgão de soberania e o crime de "Peculato".
     
    Triste república esta em que vivemos, a delinquência já tem proteção de lei !
     

    JÁ REPARARAM QUE FOI NA HORTA DO PSD QUE GERMINARAM OS PRINCIPAIS VERMES DESTE PAÍS? SERÁ QUE A SEMENTEIRA SECOU OU ESPERAM-NOS MAIS SURPRESAS?


    6 anos de trabalho dá pensão de 17.900 Euros
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     NÃO HÁ VERGONHA? 6 anos de "trabalho" dá pensão de 17.900 euros? 17.900 Euros de pensão da PT,pouco! (2008)

    (Eu sei, porque fui eu quem aprovou a lei!) José Salter Cid, ex-vereador do PSD na Câmara Municipal de Lisboa, não concorda com a pensão de 17.900 euros que recebeu da PT, tendo, segundo notícia do semanário "Expresso", posto em tribunal a empresa, com a exigência de auferir a pensão mais alta da tabela em vigor.
     
    Tendo cumprido um percurso de 17 anos na PT, apenas ali trabalhou, efectivamente, durante seis, havendo que subtrair o tempo em que foi secretário de Estado (duas pastas distintas, em governos de Cavaco Silva), aquele em que permaneceu à frente da Companhia das Lezírias, cooptado pela República e o que cumpriu à frente da Comissão de Coordenação de Lisboa e Vale do Tejo.
     
    Seria o governo de Durão Barroso a requisitá-lo à PT para ir presidir à Companhia das Lezírias, acompanhado pela secretária e motorista que tinha na PT.
     
    Salter Cid iniciou o percurso no grupo de telecomunicações ao serviço da Marconi, em 1990, na área do marketing e comunicação, e é com base num despacho interno dessa empresa que alega ter direito a uma pensão equivalente ao salário do trabalhador mais bem pago, no Grupo PT, na categoria que ele tinha quando abandonou a empresa.
     
    De acordo com o "Expresso", ele mesmo, enquanto secretário de Estado da Segurança Social, aprovou, em 1995, o regulamento de um Fundo Especial de Melhoria de Segurança Social do Pessoal da Marconi, que confere vantagens aos pensionistas. ("JN"2008) - Correio da Manhã também relata o caso.
     
    QUANDO O ESTADO PAGA, TUDO SE CONSEGUE, QUANDO SE ABUSA DO PODER PÚBLICO EM PROVEITO PRIVADO.
     Enquanto secretário de Estado de Cavaco, Salter Cid alterou as regras das pensões do grupo Marconi, através da regulamentação do Fundo Especial de Melhoria da Segurança Social do Pessoal da Marconi.
    Entre outras benesses, os pensionistas passaram a poder somar um suplemento extra de 15% em relação ao valor da pensão estatutária calculada na data de saída do activo.
    Diz o Expresso que no ano passado, este Fundo de Melhoria Marconi tinha um passivo ( dividas) de 12,481 milhões de euros. MAS A HONESTIDADE DESTES PERSONAGENS CONTINUA A SURPREENDER, NUNCA SE DETÊM "Fechar marquises é prática corrente em Lisboa.
    Talvez por isso - poder-se-ia pensar -, José Salter Cid mandou fazer uma obra no terraço de um prédio de que é proprietário sem nada pedir ou comunicar à câmara. Mas o dono do imóvel, que fez muito mais do que uma vulgar marquise, e é tudo menos um munícipe qualquer, avança ele próprio uma explicação bem mais simples:
     "Esqueci-me de participar a obra à câmara." Salter Cid foi vereador da Câmara de Lisboa, eleito pelo PSD, entre 2007 e 2009, depois de ser secretário de Estado da Segurança Social nos anos 90, bem como presidente da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo
     
     

    OS SORTEIOS DE UM GOVERNO RASCA


    As rifas do fisco e a governação rasca


    JOSÉ VÍTOR MALHEIROS 
    11/02/2014 - 07:46



    Os grandes evasores fiscais são as grandes empresas e não os pequenos comerciantes.
    A rifa do fisco que acaba de ser anunciada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, onde são sorteados carros topo de gama entre os consumidores que incluam os seus números de identificação fiscal (NIF) nos recibos das suas compras, é mais um exemplo perfeito da forma como funciona o Governo PSD/CDS: qualquer truque é aceitável desde que proteja os mais ricos, permita um golpe de propaganda populista e distraia as pessoas dos seus verdadeiros problemas, acenando-lhes com benefícios futuros que nunca vão conquistar.
    É evidente que o preenchimento de milhões de recibos com o número de identificação fiscal no momento do pagamento constitui uma perda de tempo considerável para comerciantes e clientes. A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) protestou aliás contra a medida, tendo estimado que ela represente em 2014 uma perda de 130 milhões de horas de trabalho para os seus associados. Mas o Governo não se incomodou com essa circunstância porque os inconvenientes e as perdas resultantes da medida recaem sobre a sociedade e as vantagens do golpe propagandístico serão colhidas pelos partidos no Governo.
    Quais são as vantagens? Uma falsa aparência de combate à evasão fiscal e uma imagem moralizadora. Porquê falsa? Porque os grandes evasores fiscais são as grandes empresas e não os pequenos comerciantes, como toda a gente sabe, como os especialistas não se cansam de alertar e como as organizações internacionais que combatem a corrupção e a evasão fiscal denunciam. E porque os grandes responsáveis pela evasão fiscal são precisamente os governos. De que forma? Através dos tratamentos de excepção que concedem às grandes empresas e aos grupos financeiros em particular, com o argumento de que é necessário ser “fiscalmente competitivo” para atrair investimentos e para que as empresas possam “criar empregos”. Com a autorização de paraísos fiscais como o offshore da Madeira e todos os outros que existem na União Europeia e fora dela e fechando os olhos às falsas “deslocações” de empresas para a Holanda e para outras plataformas de lavagem de dinheiro.
    Mas é mais útil criar a ideia de que os comerciantes são os responsáveis pela fuga ao fisco, que é principalmente através do IVA que isso acontece, que os consumidores devem agir como fiscais das finanças e que o Governo é um campeão da luta contra a evasão fiscal.
    A medida é moralmente retorcida por outras razões. Seria lógico e louvável que o Estado (que é uma coisa diferente do Governo, ainda que este, ilegitimamente, se apodere do património do Estado como se fosse seu) lançasse uma campanha promovendo a moralidade do pagamento de impostos, que são a base do financiamento dos serviços públicos, e incentivasse os cidadãos a cumprir as suas obrigações fiscais. Mas é impossível fazer isso quando o Governo usa o Estado para roubar os cidadãos e os submete a uma carga fiscal imoral para arrebanhar dinheiro para pagar aos bancos uma dívida insustentável que deveria ter renegociado. De facto, o Governo não pode usar um discurso moral sem que o país inteiro se escangalhe a rir na sua cara e, por isso, a única forma que encontrou para dizer aos cidadãos que devem pagar impostos foi dizer-lhes que com isso podem ganhar um carro. É a mais venal das razões, mas essa é a única moralidade que os membros do Governo conhecem.
    Há ainda outra razão imoral escondida: o bando que ocupa o Governo tem uma dificuldade de raiz ideológica em construir um discurso em torno de conceitos como comunidade, bem comum, serviços públicos ou património público e, por isso, prefere incentivar o pagamento dos impostos através da possibilidade de um benefício pessoal. Benefício pessoal é algo que eles percebem.
    E porquê o carro “topo de gama”? Porque não simplesmente um carro ou dez carros? Porquê este conceito antiecológico que até fez a Quercus dar prova de vida e vir a terreiro contestar (e propor um carro eléctrico)? Porquê? Porque estamos a lidar com o PSD e o CDS, meus senhores, e não se pode pedir a uma rã que cante Schubert.
    Isto do Governo tem-se vindo a degradar nos últimos anos e hoje temos no Governo a maltosa dos carros “topo de gama”, o novo-riquismo em todo o seu esplendor, o novo-raquitismo mental, analfabetos com botões de punho a condizer, monogramados. Para um jota não há maior glória que parecer um catálogo “topo de gama” e aparecer em revistas. Para um jota isso é a felicidade. Porquê a rifa do carro “topo de gama”? Porque os jotas pensam que qualquer um pode ser comprado com um carro “topo de gama” porque qualquer um deles se venderia exactamente pelo mesmo preço. O carrito “topo de gama” é o alfa e o ómega da carreira de um jota que se preze, é o simbolo de quem triunfou na vida, de quem é “alguém”, caraças! Pai, já sou ministro! Pai, tenho um carro “topo de gama”! Como os relógios e as marcas das camisas e os óculos “topo de gama” e tudo “topo de gama”. Chegámos ao cume da governação rasca. Saiu-nos na rifa mesmo sem dar o NIF. É preciso ter azar.
    jvmalheiros@gmail.com