quarta-feira, 4 de setembro de 2013

AS BARRAGENS DE CABO VERDE


Primeira de 17 novas barragens em Cabo Verde inaugurada hoje junto a Cidade Velha
A ilha de Santiago vai ver hoje a inauguração da segunda barragem do país, a do Salineiro, infraestrutura integrada num conjunto de outras 16 que o Governo cabo-verdiano quer concluídas até 2016.



Ana Freitas/LUSA
© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Ana Freitas/LUSA
Situada cerca de 15 quilómetros a norte da Cidade da Praia, a barragem tem um custo global de 562 milhões de escudos (5,1 milhões de euros) e enquadra-se numa linha de crédito de 100 milhões de euros disponibilizada por Portugal em 2009 para as áreas das energias renováveis e de mobilização de água.
A barragem, a segunda a ser concluída, depois da do Poilão, no concelho de São Lourenço dos Órgãos, construída em 2005 pela China, tem uma capacidade de armazenamento de 701 mil metros cúbicos de água e vai irrigar cerca de 58 hectares de terra nas zonas de Salineiro e a norte de Calabaceira.
A infraestrutura, edificada pela empresa portuguesa Monte Adriano, tem 26 metros de altura e 168 do coroamento - que vai servir de passagem na via pedonal para a Cidade Nova (a nova localidade a ser edificada na Cidade Velha - Ribeira Grande de Santiago) - e ainda uma rede de adução de mais de 500 metros.
A inauguração contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, e da ministra do Desenvolvimento Rural cabo-verdiana, Eva Ortet.
A 20 de julho será a vez da inauguração da barragem da Faveta, próximo de Achada Igreja, no concelho de São Salvador do Mundo, ainda na ilha de Santiago, edificada também pela Monde Adriano.
Localizada na Bacia Hidrográfica dos Picos, a infraestrutura tem 30 metros de altura, 25 metros de descarregamento, 103 de comprimentos e já armazena cerca de 3.000 mil metros cúbicos de água.
A Barragem de Faveta, orçada em cerca de 500 mil contos (4,5 milhões de euros), vai irrigar cerca de 65 hectares, incluindo as zonas a jusante e a montante, e beneficiar mais de 160 agricultores desta localidade.
Com capacidade para armazenar 704 mil metros cúbicos de água durante uma boa parte do ano, a Barragem de Faveta pode disponibilizar entre 900 mil a um milhão de metros cúbicos de água para rega.
Cabo Verde tem em curso um programa de armazenamento e captação de água, estando prevista a construção, até 2017, de 17 novas barragens (as três da Monte Adriano até 2012), 29 diques de grande porte (a cargo da Mota Engil) e mais de 70 furos, todos equipados com os respetivos sistemas de bombagem e abdução de água, visando obter 75 mil milhões de metros cúbicos de água para rega e casas.
A construção das infraestruturas hídricas transformará Cabo Verde de país em constante stress hídrico num dos mais ricos em termos de água por habitante, alterando significativamente a agricultura e o abastecimento às populações, bem como travar o êxodo rural, criando condições para o desenvolvimento de áreas económicas no interior.
JSD // APN

A CHINA , A RÚSSIA E UM PADRE PORTUGUÊS

Padre português teve papel importante no primeiro tratado entre a China e a Rússia

Um missionário jesuíta português conhecido na antiga corte imperial chinesa como músico, astrónomo, matemático e diplomata desempenhou papel importante nas negociações do primeiro acordo fronteiriço entre a China e a Rússia, no final do século XVII.

JOÃO RELVAS/LUSA
JOÃO RELVAS/LUSA
O invulgar protagonismo do padre Tomás Pereira (1645-1708) no Tratado de Nerchinsk foi evocado na segunda-feira na capital chinesa pelo investigador Jin Guoping, numa homenagem promovida pelo Centro Nacional de Cultura (CNC), a Embaixada de Portugal na China e o Planetário de Pequim.
Tomás Pereira e um padre francês, J.F. Gerbillon, foram escolhidos pelo imperador Kangxi para participarem nas referidas negociações e, segundo Jin Guoping, o missionário português "desempenhou bem o papel de intérprete-tradutor e de conselheiro de direito internacional".
"O que mais impressionou o imperador Kangxi foi o facto de as contendas sino-russas terem sido resolvidas com um tratado internacional", enquanto antes "esta paz só se conseguia com a guerra", afirmou o investigador chinês.

Tomás Pereira (São Martinho do Vale, Famalicão, 1 de Novembro de 1645 — 1708 (63 anos)) foi um jesuíta, matemático e cientista português que viveu a maior parte da vida na China.
Em 25 de Setembro de 1663 entrou para a Companhia de Jesus. Em 15 de Abril de 1666 embarcou para a Índia, continuando os seus estudos em Goa, chegando a Macau em 1672.
Tomás Pereira viveu na China até à sua morte em 1708. Foi apresentado ao imperador Kangxi pelo colega jesuíta Ferdinand Verbiest. Foi astrónomo, geógrafo e principalmente músico, sendo autor de um tratado sobre a música europeia que foi traduzido para Chinês, e também construtor de um órgão e de um carrilhão que foram instalados numa igreja de Pequim. É considerado o introdutor da música europeia na China. Foi responsável pela criação dos nomes chineses para os termos técnicos musicais do Ocidente, muitos dos quais usados ainda hoje.
Além da música, o padre Tomás Pereira participou também nas negociações do Tratado de Nerchinsk (1689), que é considerado o primeiro tratado subscrito pela China com uma potência da Europa, neste caso o Império Russo.
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ESPANHA, MARIANO RAJOY - DE QUEM É GIBRALTAR E DE QUEM É OLIVENÇA?



Há coisas demasiado absurdas para serem verdade. Como pode Durão Barroso (defensor de Olivença portuguesa) ser neutro na questão de Gibraltar? Mas...aí estão as agências de notícias:" O primeiro-ministro Mariano Rajoy quer Durão Barroso do lado de Espanha para defender Gibraltar dos interesses britânicos no rochedo." Rajoy desconhece um facto, que torna este pedido absolutamente desconcertante: Durão Barroso ministro dos Negócios Estrangeiros, conseguiu em 1994 impedir uma iniciativa menos feliz de Cavaco Silva (então primeiro-ministro) no sentido de se construir uma ponte internacional entre Elvas e Olivença (sobre o Guadiana), por ser contrária às posições oficiais acerca da soberania daquela localidade, e pôr em causa até os direitos portugueses sobre o próprio Alqueva. E conseguiu que a Ponte da Ajuda fosse considerada exclusivamente portuguesa.

Aliás, todo este caso tem contornos surrealistas! Vejamos: a Espanha, que cedeu Gibraltar por tratado (Utreque, 1714) insiste em esquecer Olivença que ocupou em 1801 e devolveu a Portugal em 1814 (Paris) e 1815/17(Viena, assinatura dois anos depois).

É com curiosidade absolutamente expectante que antevejo os embaraços de Durão Barroso perante este absurdo convite. Ou será que a memória lhe vai (providencialmente) faltar?

Publicado na Revista Visão 1069-autoria, Augusto António Amado-Almada
 

VER DUAS VEZES

Vais ver duas vezes...ou não!! 
 
 

COMO INCENDIAR UM PAÍS?

IGNORANTES D´UM RAIO!

 
Sim, vocês, seus ignorantes engravatados armados em gestores da sociedade, vós, que continuais a falar como se dominásseis a verdade e tivesses conhecimento da realidade do nosso país! Sóis os maiores incendiários deste nobre país!
 
O que esperáveis vós, sua cambada de ignorantes, como resultado destas políticas de ficção nada científica, destes últimos vinte anos, políticas citadinas da Capital do Império que se fecha e decide em gabinetes, lobbystas puros e corruptos???
 
Abandonastes a agricultura, investistes tudo em Expos, Euros, CCB´s e Pontes do Gama(nço), abandonastes a agricultura, a floresta e a pesca, fechastes escolas, centros de saúde e até hospitais, tivestes a coragem de mandar os pobres coitados que aqui se iam aguentando emigrar, tivestes a coragem de no pobre interior deste pobre território colocar as mais caras portagens do país, tivestes a coragem de abandonar os idosos, grandes motivadores da resistência à desertificação total, tivestes a coragem de proibir o fabrico do queijo da serra de forma artesanal e agora oferecem prémios ao melhor queijo tradicional, criastes guias de transporte para transportar uma ovelha ou um cabrito, obrigastes os pobres agricultores a transformarem-se em empresários para produzirem um quilo de batatas, permitistes que os hipermercados destruíssem o comércio local, principal alavanca da dinamização económica das regiões... enfim, enriquecestes todos à custa desta destruição do país e agora, como sábios, ainda tendes coragem de nos transmitir como é que vamos lá!
 
Tende vergonha sua cambada de ignorantes, que, a maior parte, nunca trabalhastes na vida, pois passastes a vida em comícios e organizações de colagem de cartazes ou de postagens nas redes sociais!
 
Agora o país está a arder como nunca, está mais abandonado do que sempre, e isto só não irá arder mais porque pouco mais há já para queimar!
 
Seus ignorantes d´um raio tende vergonha e quando falardes de desenvolvimento do país tapai a cara com um pano preto, pois não só deveríeis ter vergonha nesse focinho como deveríeis ter a noção do nojo que meteis a quem ama verdadeiramente Portugal.
 
Tenho dito.
 
Manuel Muralhas

ALMOÇOS GRÁTIS?


 




Almoços grátis?

A actual maioria PSD /CDS prepara-se para reduzir em 10% os montantes de todas as pensões do sector público. A medida, que estará inserida no tão propalado corte de quatro mil milhões de euros nas despesas do Estado (montante posteriormente reduzido para dois mil milhões), constitui um acto brutal contra quem trabalhou e descontou durante o período da vida activa e que, chegado à velhice, acaba sendo alvo de um verdadeiro assalto aos seus rendimentos.

Não está só em causa o princípio republicano da solidariedade, um dos valores matriciais de qualquer República Democrática (cfr. Artigo 1.o da Constituição).

O que esta maioria se prepara para fazer constitui a negação dos mais elementares princípios do direito.

Com essa medida, o PSD e o CDS retiram a milhares de idosos as condições de dignidade para o fim das suas vidas, pois com esse corte muitos idosos terão de reduzir ou eliminar despesas pessoais absolutamente essenciais à sua existência, tais como alimentação e medicamentos.

Mas, com tal medida, o PSD e o CDS violam também, de forma acintosa, o contrato de cidadania que o Estado havia celebrado com os seus servidores, mediante o qual estes teriam, no fim da sua carreira contributiva, direito a uma pensão proporcional às respectivas contribuições.

O PSD e o CDS, chegados ao poder, não só violam todas as promessas eleitorais que lhes permitiram precisamente alcançar o poder, fazendo justamente aquilo que em campanha eleitoral garantiram que nunca fariam, mas violam ainda as mais basilares regras jurídicas, já que, com uma pusilanimidade estonteante, rasgam os contratos vitalícios que o Estado havia celebrado.

Tudo sem qualquer culpa dos prejudicados, com a excepção, porventura, de terem permitido que pessoas sem palavra e sem honradez política chegassem ao poder.

Mas, ao mesmo tempo que se preparam para cortar impiedosamente nas pensões dos aposentados, incluindo daqueles que auferem apenas algumas centenas de euros mensais, o PSD e o CDS propõem-se, com a mesma insensibilidade, isentar desses cortes magistrados e diplomatas, muitos dos quais auferem pensões superiores a cinco mil euros mensais.

Trata-se da consagração, na nossa República Democrática, de um privilégio de casta que, numa sociedade decente, deveria envergonhar tanto quem o concede como quem o recebe.

Um privilégio que, no caso dos magistrados, acrescerá a muitos outros verdadeiramente escandalosos, como subsídios de habitação a quem vive em casa própria, isenções de impostos, etc.

Mas, como a cultura dos nossos magistrados é a de quem se julga acima dos simples mortais, tudo o que sabe a privilégios é sempre bem-vindo para eles.

Porém, como não há almoços grátis, a prebenda que o PSD e o CDS se preparam para oferecer aos magistrados deve ter, obviamente, por detrás, negociatas malcheirosas.

Para além de poder constituir um aliciamento por parte de quem não tem a consciência tranquila e procura favores ou indulgências judiciais, ela não pode deixar de ser encarada como um prémio pelo contributo que os magistrados deram para desgastar o Governo anterior com processos vergonhosos, assim contribuindo também para antecipar a chegada ao poder do PSD e do CDS.

Mas, por outro lado, ela surge não muito tempo depois de um dirigente do sindicato dos juízes ter insinuado publicamente que se os juízes portugueses tivessem de suportar os sacrifícios da crise como todos os outros cidadãos, eles poderiam deixar de ser independentes e, provavelmente - pensámos todos nós - corromper-se-iam e (pelo menos alguns) passariam a vender sentenças.

É claro que agora não faltarão os habituais magistrados papagaios tentando justificar essa ignomínia com os mais estúpidos argumentos (lembram-se daquele em que, além das férias de Natal e da Páscoa, se justificava a existência de dois meses de férias no verão para os magistrados trabalharem?).

Mas isso só demonstra a conta em que eles têm os cidadãos desta República. Por mim, repito: nestas coisas (como em muitas outras da vida), não há almoços grátis, só faltando apurar o que os magistrados, sobretudo os juízes, darão em troca ao PSD e ao CDS, além do que já deram no passado recente.

In JN, 12.08.13

SEMANÁRIO ANGOLENSE- O ESTRANHO CASO DOS SUBMARINOS PORTUGUESES


 

SEMANÁRIO ANGOLENSE

31-08-2013

O banqueiro Ricardo Salgado e o «caso dos submarinos»
Estranho silêncio na mídia lusa

Porque será que a imprensa portuguesa, sempre afoita a apontar o dedo e a lançar suspeitas sobre cidadãos angolanos que investem ou admitem investir em Portugal, se mostra tão passiva quando em causa estão decisões de responsáveis por grupos financeiros já sob o escrutínio da justiça local, designadamente algumas que envolvem responsáveis do Banco Espírito Santo (BES)?




O vice-presidente Manuel Vicente, familiares e figuras próximas do presidente angolano, como a sua filha Isabel dos Santos ou ainda o Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar, general «Kopelipa», tê sido nos útimos anos figuras em destaque pela negativa na imprensa portuguesa, que questiona regularmente a origem do dinheiro e a transparêcia dos negó cios celebrados ou anunciados.


Mas, já quando se trata de personalidades como Ricardo Salgado, presidente do Grupo Espíito Santo (GES), e de figuras que lhe estã próimas, a abordagem ésempre cautelosa ou mesmo inexistente.
 


Será legíimo que, perante casos como o da «Operaçã Furacã», os processos de privatizaçã da EDP e da REN, a venda de acçõs da EDP entre o BES Vida e o BES e a venda da participaçã de 75% na Escom àSonangol, todos eles envolvendo responsá veis do GES, que tê estado sob a investigaçã da justiç local, a imprensa portuguesa mantenha um prudente e avisado silêcio? A quem temem? Quem controla, afinal, esses ógãs de comunicaçã social? SeráRicardo Salgado? Se nã é parece.


Hádias o GES voltou a ser notíia, mas em apenas um jornal, o que nã deixa de estranhar, jáque, em se tratando de outros intervenientes, sobretudo angolanos, claro está o «berreiro» épraticamente generalizado.

O diáio «i» noticiou que trê administradores da Escom sã arguidos no chamado caso dos submarinos adquiridos por Portugal àAlemanha, Todos eles estã indiciados por corrupçã activa, tráico de influêcias e branqueamento de capitais, no quadro de uma investigaçã relativa àcompra pelo Estado portuguê de dois submarinos aos alemãs da German Submarine Consortium. E, àéoca dos acontecimentos, o Grupo Espíito Santo (GES), presidido por Ricardo Salgado, detinha cerca de 75% do capital social da Escom.

A situação tem criado, inclusive, algum incóodo no actual vice-primeiro ministro, Paulo Portas [ministro da Defesa à época da adjudicaçã da compra dos submarinos àGerman Submarine Consortium], que esperaria da parte do GES uma reacçã a este novo caso em que administradores de uma empresa do «universo Ricardo Salgado» acabaram constituíos arguidos e indiciados.

A administração da Escom també játerádado um prazo aos responsáeis do GES para virem esclarecer o envolvimento da empresa no processo de aquisiçã pelo Estado portuguê dos submarinos àuele consócio alemã.

As notícias mais recentes em Portugal sobre este caso dos submarinos que motivaram intervençã da justiç local levaram o Banco de Portugal (BdP) a manifestar algumas preocupaçõs junto de Ricardo Salgado, na qualidade de responsáel má ximo pelo Grupo Espíito Santo.
 

Segundo a imprensa lusa [apenas o jornal «i»], o BdP contactou o banqueiro para lhe transmitir as preocupaçõs com que o regulador do sector bancáio portuguê estáa acompanhar todo este processo que corre no Departamento Central de Investigaçã e Acçã Penal (DCIAP) da Procuradoria-geral portuguesa.

Estas preocupaçõs do regulador bancáio portuguê resultaram do comunicado distribuío pelos trê administradores da Escom, no qual eles manifestaram total disponibilidade para colaborar com a justiç no esclarecimento do caso, alé de acentuarem que «sempre actuaram com total conhecimento e concordâcia dos seus entã accionistas [GES] - e de outra forma nã poderia ser».

Ainda de acordo com o «i», do teor do comunicado depreendeu-se assim que os gestores terã actuado sob a autorizaçã do grupo liderado por Ricardo Salgado, jáque este detinha 75% do capital social da Escom àdata da adjudicaçã da compra de dois submarinos ao German Submarine Consortium pelo governo de Santana Lopes.

O «i» escreveu ainda que foi essa responsabilizaçã que esteve na origem das preocupaçõs do BdP e que a instituiçã espera que Ricardo Salgado clarifique a intervençã do GES no caso dos submarinos.

Existe també a percepção de que a actuação das entidades [BdP e DCIAP] nã constitui «uma atitude persecutóia, mas apenas preventiva», face ao passado recente, tendo em atençã que ainda hápouco tempo Ricardo Salgado foi «chamado» a regularizar a respectiva situaçã fiscal.

Da mesma maneira, são também compreensíeis as cautelas que o Estado angolano estáa ter com o proposto negóio da compra da Escom, tendo em atençã as investigaçõs em curso na justiç portuguesa.

O «i» avançou este mês que a venda da Escom está sob a alçda da justiça local, numa investigação dirigida pelo DCIAP, na qual se estáa averiguar as circunstâcias em que o GES terávendido a totalidade da sua participaçã naquela empresa sua participada àSociedade Nacional de Combustíeis de Angola (Sonangol).
Segundo o jornal, a empresa angolana pagou a tíulo de sinal um valor de cerca de 15 milhõs de euros ao GES, que terásido depositado em Lisboa. Alé deste montante, terã sido igualmente transferidos pelos angolanos mais 85 milhõs de euros, cujo rasto estáa ser investigado pelos procuradores do DCIAP. ■

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

UM NOVO IRAQUE? CARLA DEL PONTE, MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS AFIRMA QUE OS REBELDES USAM ARMAS QUÍMICAS



Carla Del Ponte, a member of the UN Independent Commission of Inquiry on Syria, said that testimony gathered from casualties and medical staff indicated that the nerve agent sarin was used by rebel fighters.
http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/uns-carla-del-ponte-says-there-is-evidence-rebels-may-have-used-sarin-in-syria-8604920.html



ANTÓNIO BORGES, UM HOMEM IMPLACÁVEL QUE DESPREZAVA OS QUE MORRIAM DE FOME.

BAPTISTA-BASTOS

António Borges

por BAPTISTA-BASTOSHoje



No mesmo dia em que o Governo retirava o rendimento social a 136 mil pessoas; em que decrescia o número de alunos no básico, no secundário e nas universidades - nesse mesmo dia morreu, com um cancro no pâncreas, António Borges, um dos mais ortodoxos doutrinadores portugueses do neoliberalismo. Um homem implacável na aplicação das convicções ideológicas e indiferente às consequências que essas aplicações implicavam. Borges era partidário da redução de salários para equilíbrio da economia; do corte substancial de funcionários públicos; da diminuição do papel interventivo do Estado; das privatizações; do aumento das horas de trabalho; da entrega "faseada" da Educação, da Saúde, da Segurança Social porque entendia, e dizia-o, verbi gratia, que o sector privado era melhor gestor do que o público.
Sublinhava a opinião de que os portugueses viviam acima das possibilidades; de que estavam habituados a que a Nação suportasse a sua inércia histórica e a colectiva e tradicional ausência de criatividade e de "empreendedorismo"; e, enfim, de que precisávamos de mão de ferro para ser governados. De passagem, e num fórum público, declarou, irado, que os empresários não concordantes com estas sábias conclusões eram "ignorantes" e irremediavelmente condenados ao purgatório da História.

Frio nas decisões, os "objectivos" é que determinavam e, de certo modo, justificavam e explicavam este homem que não cultivava a pieguice, e em cujo vocabulário as locuções "compaixão" e "bondade" estavam ausentes. Segundo António Borges, a democracia existe para se adaptar às exigências da economia, e nunca o contrário, e a questão dos direitos culturais e sociais constitui um pormenor insignificante. A preservação das diversidades é uma pretensão, um pouco tola, de um humanismo serôdio, que se não compadece com as aspirações e as reclamações dos "novos tempos." E que são esses "novos tempos"? O todo humano é muito mais do que uma forma definível de contrato celebrado entre as partes envolventes. E as elites estão sempre no topo de qualquer definição de relações sociais, determinando o que julgam melhor para os outros.
O próprio António Borges exemplificou e personalizou a forma e o conteúdo nefastos, digamos assim, dos conceitos doutrinais de que era cruel paladino. Acaso mais rígido e áspero do que Vítor Gaspar, nunca se retractou nem abdicou, como aquele o fez, dos erros e dos maus compromissos advogados com obstinação e fé, e que tantos malefícios nos têm causado. Transmitiu esses ideais a Passos Coelho, numa concepção tão absurda como perigosa do mundo e do capitalismo. Pouco importa que o trabalho seja deliberadamente desprezado, pois esse "desprezo" corresponde à separação dos diferentes níveis económico, político, social e cultural prescritos pela prática do neoliberalismo.
António Borges foi, até ao fim, António Borges.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

LÁGRIMA DE PRETA- ANTÓNIO GEDEÃO


LUIS PASTOR-TRIBUTO A ZECA AFONSO


OS VAMPIROS, DE NOVO


ARMAS QUÍMICAS: EM QUEM ACREDITAR, NOS AMERICANOS OU NOS SÍRIOS?

TAMBÉM SADAM HUSSEIN TINHA ARMAS DE DESTRUIÇÃO MASSIVA NO IRAQUE E DEPOIS VERIFICOU-SE QUE BUSH E SEUS ALIADOS MENTIAM.

HOJE, O VIETNAME, O IRAQUE, A LÍBIA E O AFEGANISTÃO, SÃO MAUS EXEMPLOS DE GUERRAS PRECIPITADAS AO SERVIÇO DA AMBIÇÃO E DA IDEOLOGIA.

QUEM É CAPAZ DE ATIRAR A PRIMEIRA PEDRA?

Síria vai defender-se com "meios surpreendentes"


por Lusa, publicado por Luís Manuel CabralHoje71 comentários

Síria vai defender-se com "meios surpreendentes"
Fotografia © Khaled al-Hariri - Reuters
O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Mouallem, afirmou hoje que, em caso de ataque militar ocidental, o país se vai defender, com meios de defesa que vão surpreender o mundo.

"Temos duas opções: a rendição, ou a defesa, com os meios de que dispomos. A segunda alternativa é a melhor", declarou, numa conferência de imprensa em Damasco.
"Atacar a Síria não é um assunto menor. Temos meios de defesa que vão surpreender", acrescentou.
Em declarações à imprensa, o chefe da diplomacia síria criticou quem quer atacar o país sem apresentar, na opinião de Walid Mouallem, a menor prova sobre a alegada existência de armas químicas.
Vários países ocidentais disseram já apoiar uma resposta contra o regime de Bashar al-Assad, em reação ao alegado ataque com armas químicas, a 21 de agosto, nos arredores de Damasco. O porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou que o Reino Unido está a estudar planos para uma possível ação militar.
De acordo com organizações não-governamentais, mais de 300 pessoas morreram no ataque.
Walid Mouallem advertiu que um ataque ocidental não irá afetar a campanha militar do Governo contra os rebeldes.
"Se pensam impedir assim a vitória das nossas forças armadas, enganam-se", disse.
"Estamos a ouvir os tambores da guerra ao nosso redor. Se querem desencadear uma agressão contra a Síria, penso que utilizar o álibi das armas químicas não é muito exato. Desafio-os a mostrarem provas", declarou.
O chefe da diplomacia síria considerou que um eventual ataque militar ocidental contra o país seria do interesse de Israel e da rede terrorista Al-Qaida.
"O esforço de guerra dos Estados Unidos e aliados vai servir os interesses de Israel e, em segundo lugar, da Frente Al-Nosra", um grupo de combatentes armados, que luta ao lado dos rebeldes sírios, e aliado da Al-Qaida, sublinhou.

Kerry afirma que Damasco utilizou armas químicas


por A.C.M.Ontem50 comentários

Kerry afirma que Damasco utilizou armas químicas
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, garantiu hoje não ter dúvidas sobre a utilização de armas químicas na Síria na passada semana, considerando tratar-se de "uma indecência moral" perante a qual os responsáveis devem responder. "Foram utilizadas armas químicas na Síria. É inegável", afirmou Kerry aos jornalistas, numa intervenção proferida em Washington.
O responsável pela diplomacia americana classificou como "indecência moral" o recurso a armas químicas no ataque que terá causado mais de mil mortos a 21 de agosto, de acordo com as informações da oposição ao regime de Bachar al-Assad.
John Kerry, sem especificar um responsável, afirmou que "o Presidente Obama considera que aqueles que usam as armas mais atrozes contra as populações mais vulneráveis do planeta, terão de ser responsabilizados".
John Kerry não mencionou qualquer cenário de uma operação militar contra o regime de Assad.
Anteriormente, a Casa Branca desmentira as informações do diário britânico The Daily Telegraph, em que o jornal referia que Washington e Londres preparavam uma operação militar comum contra o regime sírio, a muito curto prazo.

UTILIZAR ARMAS QUÍMICAS SÓ É CRIME QUANDO USADAS PELO INIMIGO?
 
CIA ajudou Saddam Hussein a gazear tropas iranianas
 
 
                

          
 
"Foreign Policy" cita documentos que mostram colaboração dos EUA em ataques químicos nos anos 80
A descoberta de que o Irão se preparava para aproveitar uma lacuna na estratégia de defesa iraquiana para atacar o Iraque levou os EUA a ajudarem o regime de Saddam Hussein a lançar um ataque químico contra as forças iranianas em 1988.
A revista "Foreign Policy" disse ontem ter tido acesso a documentos confidenciais da CIA em que é provado que os EUA denunciaram a localização das tropas iranianas ao Iraque sabendo que seria levado a cabo um ataque com armas químicas, nomeadamente gás sarin, um agente químico letal que actua sobre o sistema nervoso, e gás mostarda.
Com recurso a imagens de satélite, mapas e informação obtida pela secreta americana, as tropas iraquianas levaram a cabo quatro ataques químicos distintos no início de 1988 que ajudaram a inclinar a guerra a favor do regime de Saddam, a trazer o Irão à mesa de negociações e a garantir que a aposta de Ronald Reagan na vitória iraquiana não saía furada.
Segundo a revista americana, esses ataques foram os últimos de uma série de ofensivas do Iraque com recurso a armas químicas apoiadas pela administração de Reagan até hoje nunca assumidas pelos EUA.
"Os iraquianos nunca nos disseram que pretendiam usar gás sarin", disse ontem Rick Francona, coronel da Força Aérea dos EUA na reforma que era adido militar em Bagdade nesse ano. "Não tinham que dizer. Nós já sabíamos", acrescentou.
Segundo os documentos da CIA e entrevistas a funcionários como Francona, a revista diz ter apurado que os EUA tinham provas de que o exército iraquiano usava armas químicas desde 1983. Já nessa altura o Irão alegava ataques químicos ilegais, tendo tentado abrir um processo contra o Iraque na ONU que não chegou a acontecer por falta de provas. Até agora, a CIA recusou os contactos da "Foreign Policy" para comentar a notícia.

CAVACO SILVA NÃO É PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESES

-
 
Bombeiros profissionais indignados com silêncio de PR face a mortes

O presidente da Associação de Bombeiros Profissionais considerou hoje “muito justa a indignação” dos bombeiros “face ao descuido” do Presidente da República na apresentação de condolências às famílias e corporações dos bombeiros que morreram este ano.
MARIO CRUZ/LUSA
MARIO CRUZ/LUSA
“Há um descuido do Presidente da República perante o que aconteceu”, afirmou Fernando Curto em declarações à Lusa, comparando a atuação de Cavaco Silva perante a morte do economista António Borges e dos três bombeiros que este ano faleceram no combate aos incêndios.
Desde domingo que a página do Facebook do Presidente da República está a ser inundada de mensagens de pessoas indignadas com a alegada falta de reconhecimento do chefe de Estado aos bombeiros que este ano perderam a vida.
“De facto, após a morte do Dr. António Borges, houve logo esse procedimento, não estamos contra as ações e as condolências que o Sr. Presidente da República endereça, os bombeiros portugueses estão é contra o facto de não terem visto nenhuma referência aos camaradas que morreram, nomeadamente à Rita [Pereira], e aos que ainda estão no hospital entre a vida e a morte”, disse.

TURQUIA - CIDADE SUBTERRÂNEA DE DERINKUYU



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O CONCLAVE DA QUARTEIRA

O conclave da Quarteira


por BAPTISTA-BASTOSHoje


Um coro de comentários indignados acolheu as palavras de Pedro Passos Coelho, no conclave do Pontal, sobre os "riscos" impendentes das decisões do Tribunal Constitucional. "Pressão inqualificável", "ameaça despropositada", "desrespeito pela democracia", foram as qualificações atrozes postas em circulação. Ninguém disse da raiz do melindre. Ao assinalar os "riscos", o primeiro-ministro confessou, subliminarmente, que os conhecia, que os enfrentara, malicioso, e tentava fintá-los, com translúcido desprezo pelos juízes que compõem a instituição. Aliás, este Governo tem sido fértil em desembocaduras deste estilo, interpretando a Constituição como um empecilho incómodo, a evitar, a contornar, a ignorar, a combater e, até, a destruir.

O mimoso encontro da Quarteira apresentou voluptuosos decotes e míticos penteados (os adjectivos podem, também, ser aplicados ao contrário), e a brisa arrastou consigo doces odores de Chanel 5 e de Maderas del Oriente, que se adquire a bom preço nos supermercados da fronteira. O Marcelo asseverou, na TVI, que estava de acordo com a reunião, por causa do "símbolo", e que, noutra circunstância, pagara do seu bolso ("muito dinheiro", confessou) o preço do "símbolo", porque Mendes Bota lhe revelara não haver dinheiro para suportar as despesas. Esta instrutiva confidência deixou aos telespectadores duas particulares conclusões: o PSD estava com os cofres vazios, o que será de espantar, e o Marcelo com os bolsos cheios, o que não é surpresa por aí além, abençoado seja!
Passos Coelho apareceu notoriamente fatigado e envelhecido, ombros descaídos, costas curvadas,

calvície à vista. Insistiu no sketch de que o rumo está certo; vamos pagar caro um pouco mais; porém o tempo das flores já se sente, foi o que disse, e é parvoeira. Creio que confundiu os perfumes das damas com a metáfora desejada. Tudo isto sem fé nem convicção: um realejo enfadonho, por gasto.
As câmaras de televisão deram, de relance, o rosto amargurado do ministro Maduro, o qual exprimia a dramática infelicidade de quem se sentia a mais, ali e no Governo. Os operadores de imagem procederam a indagações de pormenor, no vão empreendimento, calcula-se!, de filmar o dr. Pedro Lomba, secretário de Estado de qualquer coisa que não fixei, e ex-comentador de hábitos e costumes. O dr. Lomba, desde que, expeditamente, despediu do Governo o colega do Tesouro, com a frase assassina, "incongruências problemáticas", nunca mais foi visto em campo. É detestado, pela circunstância de ter um ar enfatuado, de não dar bons dias a ninguém, e de citar autores desconhecidos pelos seus pares. E, claro!, pelas tais "incongruências problemáticas", cujo exacto significado constitui um denso mistério.
Resumindo e concluindo: ignora--se para que serviu o Pontal, a não ser, acaso, por uma questão de "símbolo".

FOI ASSIM QUE O EURO NOS ENGANOU

CONTINUAMOS A GANHAR EM ESCUDOS MAS A PAGAR EM MARKOS ALEMÃES (VULGO EURO)


SINAIS DOS TEMPOS!

Para quem é desse tempo!!!


 100$00 Escudos = € 0,50 cêntimos
Os mais novos não entendem e até duvidam ...
Todavia, é (foi) um facto indesmentível !
A velha nota de 100$00 !
Lembra-se da velhinha nota de 100$00 ?
Recordemos o que se podia fazer com ela, há 40 Anos ...

 


Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim                       20$00
Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração)      10$00
Bebíamos 2 ginginhas no Rossio                                                3$00
Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos               6$00
Jantávamos no Parque Mayer (Sardinhas Assadas)                     17$50
Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque Mayer           16$00
Telefonema para dizermos qualquer coisa, como desculpa ...         1$00
Dormíamos numa pensão com pequeno-almoço incluído                 5$00
Viagem de carro eléctrico                                                       1$50
Poupança                                                                           20$00
TOTAL                                                                              100$00

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PORTUGAL EM FOTOS



Espectacular... Portugal em Fotos, por Concelho.
 
SITE DE MUITA UTILIDADE PARA CONSULTA.
AJUDA-NOS A SABER MAIS E MELHOR DO QUE O NOSSO PAÍS OFERECE. DIFUNDA QUE OS SEUS DESTINATÁRIOS AGRADECEM.
 
UMA MARAVILHA NAS PAISAGENS E NAS EXPLICAÇÕES.

 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

JOSÉ SARAMAGO E AS PRIVATIZAÇÕES


OS "TACHOS" DE RUI MACHETE

Rui Machete. Um homem muito trabalhador !!!!!!!!!!!ARRE PORRA.......
 

 
 

 O impressionante currículo de RUI MACHETE


Com tanto tacho que já teve era difícil fazer um bom trabalho em cada um deles, coitado, a culpa não é dele......

MUDA BRASIL - OGIGANTE ACORDOU!



SOCIÓLOGO BOAVENTURA SANTOS - ONDE CORTAR NAS DESPESAS DO ESTADO

ISTO ESTÁ A CHEGAR AO PONTO DE REBUÇADO. VEJAM UM RESUMO DAS PROPOSTAS DADAS À SIC PELO SOCIÓLOGO BOAVENTURA SOUSA SANTOS
Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013?!.
..

PROPOSTAS DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras. Por isso:
- Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e vão poupar +- 43.000.000,00 €;
- Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e vão poupar +- 7.600.000,00 €;
- Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e vão poupar +- 8.000.000,00 €;
- Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +- 2.000.000.00 €;
- Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos políticos e pouparão +- 40.000.000,00 €;
- Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00 €;
- Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão poupar +- 13.000.000,00 €;
- Renegociem, a sério, as famosas Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00 €.
Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais de2 MIL e CEM MILHÕES de €.






Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.
- Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00 €;
- Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e encontrarão mais de 9.000.000.000,00 €;
- Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00 €;
- Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00 €;
- Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00 €.

Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE MIL MILHÕES €, sendo certo que não se fazem contas à redução das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte a funcionar?


Há, ou não HÁ, alternativas?
Se concordarem, façam circular.

 

 

O ESCRITOR MOÇAMBICANO MIA COUTO: RICOS SÃO COMO A CERVEJA TIRADA À PRESSÃO


Ricos como a cerveja tirada à pressão num instante mas a maior parte é só espuma - Mia Couto
Categoria DESTAQUES
PUBLICADO AOS 20 junho 2013
Lisboa - Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Fonte: Mia Couto
 
Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas.
O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
 
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
 

Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes.
Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos.
Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
 

A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso”? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
 
São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros.
Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode irás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem criancas que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
 

Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida.
 
Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.