Deus é Branco? por Isomar Pedro Gomes - Africa Data :
02/04/2013
Quando teremos um Mundo melhor?...****
****
Este artigo foi escrito por um "patrício" angolano de nome Isomar Pedro
Gomes. Trago-vos aqui o texto e vejam a coragem dele, por ter publicado
isto em Angola.****
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*DEUS É BRANCO? *****
por Isomar Pedro Gomes - África****
Diria mais, de um Benguelense a residir nesta cidade e com excelentes
artigos, que merecem ser acompanhados no FACEBOOK.****
"Há dias, a caminho do Hojy-yá-Henda, a bordo (como habitual) de um dos
machimbombos da TCUL Viana vila - Cuca, (privilegio este meio de transporte
por ser o mais barato e acessível aos pobres para rotas longas, mau grado a
'sardinhada e a catingada'), um dos vários azulinhos que 'palmilham' as
nossas estradas, os nossos emblemáticos táxis colectivos, chamou a atenção
do público, exibindo no seu 'traseiro' o seguinte dístico; *DEUS É BRANCO,
MULATO É ANJO, PRETO É DIABO.*****
Tal dístico, é obvio, levantou as mais diversas celeumas entre os
passageiros do machimbombo e creio entre todos os 'observadores' e
transeuntes por onde o dito azulinho (mini mbombó) 'rasgava' o seu
'popó-show'.
**
Raciocinei com os meus botões e os meus botões comigo, as causas que
levaram o proprietário do 'popó' ou do 'chauffeur de praça' a mencionar e
exibir tal 'desgraçado ou ditoso (?!)' rótulo. Na busca mental das
'causas', *não pude deixar de comparar o modo de vida de hoje e o da
administração colonial*, quando o País e a grossa maioria dos países do
continente Africano, era administrado por indivíduos maioritariamente de
raça branca, provenientes da Europa, "os tais colonos", poderia África ser
comparada a um paraíso? Há quem diga que sim, e eu não discordo dele!
**
"Colonialismo caiu na lama!" Lembram-se deste célebre estribilho 1974-1977?
**
****
*A JÓIA COLONIAL*****
Angola era mundialmente conhecida como a Jóia do império Português e exibia
majestosa, todos os pergaminhos de tal título, o Quénia a par da África do
Sul, a joia Africana do império Britânico, Algéria a jóia Africana do
império Francês e o antigo Congo-Belga a joia do mini-imperio Belga.****
Tais países Africanos - *no contexto do outrora* - prosperavam a olhos
vistos (a maioria deles encontravam-se ainda na idade da pedra), as
respectiva comunidades autóctones idem em aspas, os índices de
desenvolvimento humano dos autóctones inegavelmente estavam lenta e
seguramente subindo, as obras dos colonialistas ainda perduram pela África
adentro.
**
Verdade seja dita, o esclavagismo e as guerras de "kwata-kwata" fizeram
irremediáveis estragos em África. Mas também não é menos verdade, que a
falta de unidade, ambição, irresponsável individualismo e a sempre
necessidade de estúpida e insanamente guerrearem, fazerem verter sangue
(entre nós Africanos), tornaram bem-vinda "la pax romana" isto é promulgado
a força do chicote e da bala, pelos Europeus.
**
As então gerações de jovens africanos instruídos (pelas respectivas franjas
ou instituições da administração colonial), organizaram-se politicamente e
fizeram soar a acusação de que os Europeus estavam a sugar as riquezas do
solo pátrio em benefício exclusivo das nações colonizadoras,
desconsiderando totalmente os interesses dos nativos e das colónias,
transformando os autóctones em miseráveis na sua própria terra; *"eles
vieram com a Bíblia, nós tínhamos as terras, no fim eles ficaram com as
terras e nós com a Bíblia" *disse Robert Mugabe, nacionalista e guia da
libertação do Zimbabwe.
**
Organizaram-se contra o invasor, protestos, revoltas, guerras, chacinas, a
história regista que o movimento e actuação dos 'mau-mau' liderado pelo
indomável Jomo Keniata, foi um dos mais cruéis de África e o que chamou a
atenção da comunidade internacional, para a necessidade da urgente
descolonização de África. Claro a violência gera violência, os resultados
hoje fazem parte da história.
**
*A resposta colonial à violência nacionalista africana, sempre foi comedida*,
por exemplo, *se a força policial Portuguesa no 4 de Fevereiro e
posteriormente no 12 de Março de 1961, respondesse com o mesmo demonismo
com que o MPLA 'respondeu' ao chamado Fraccionismo do 27 de Maio 1977,
muitos dos actuais dirigentes, não existiriam, e provavelmente não haveria
movimentos de libertação, durante muito tempo*.
**
****
*O ÊXODO*****
Passado cerca de meio século, que a maioria dos países Africanos
'arrancaram' na ponta da espingarda a independência das potências
colonizadoras (seguindo a lição do camarada Mao Tsé-Tung), se fizermos o
balanço, quais foram os ganhos que os respectivos países e povos obtiveram,
poucos são os Países Africanos que diremos, saíram indiscutivelmente a
ganhar.****
*"Quando é que a independência afinal vai acabar?"** *- Indagou
desesperado/desapontado um septuagenário angolano nos idos anos 78-80,
fatigadérrimo da guerra estúpida, de tanta crueldade e injustiça praticada
pelos seus patrícios (do regime e da oposição), denominados de
nacionalistas de primeira água.
**
*Poderia África ser hoje comparada ao Inferno ou ao Purgatório?*
**
*Qualquer um deles serve, Paraíso; NUNCA.* Pouquíssimos países Africanos
(menos do que os dedos de uma mão) podem aproximarem-se a tal eleição.
**
*"HOJE até a Bíblia nos tiraram, e as terras continuam a não pertencer ao
povo"* - sintetizou Morgan Tchavingirai, descrevendo a desgraçada e extrema
penúria do povo zimbabweano, respondendo ao guia imortal ainda vivo, que
diz ter ressuscitado mais vezes que o próprio Jesus Cristo. Zimbabwe no
período citado por Bob Mugabe, era o celeiro de África, o povo era detentor
de um dos mais elevados IDH do continente.
**
Por exemplo em Angola, quando por vezes nas datas históricas, oiço e vejo
pela TV, indivíduos a mencionarem o que o 'colono nos faziam', sinceramente
não sei se, choro de raiva ou se me mato de 'risada', "porque *o colono
fazia… blá-blá-blá*" - dizem eles - *hoje faz-se o pior*. *O colono, se
fez, quase que o desculpo, é ou foi colono, é branco não é meu irmão de
raça, etc.*, *agora quando o meu irmão Angolano, preto como
eu,**(ex-companheiro da miséria e das ruas da amargura) faz
o que viva e denodadamente repudiávamos do colono, esta ultima acção dói
muitíssimo mais do que a acção anterior, dilacera e mutila impiedosamente a
alma.*
**
Por isso, logo após as independências Africanas, verificou-se o segundo
êxodo - o primeiro foi dos brancos a abandonarem África - milhões de
Africanos, abandonaram com angústia na alma e os olhos arrebitados de
descrença a África, a maioria arriscando literalmente as suas vidas (o
filme continua até aos nossos dias), seguindo os outrora colonos, porque
chegaram a conclusão que afinal não é verdade o que apregoa o político
Africano; *"eles prometeram-nos o paraíso e dão-nos o inferno a dobrar"*,
disse um jovem africano em Lisboa nos anos 78-80 num programa da RTP.
**
*Há mais africanos hoje na Europa do que Europeus em África, porquê?!*
**
*A JUSTIÇA EUROPEIA*****
Os Europeus, *muitos deles* depois de chacinados em África pelas revoltas
africanas, *de regresso aos respectivos países* embora destroçados de dor e
amargura, *receberam de braços abertos muitos dos antigos carrascos,
dando-lhes um lar e emprego decente e uma vida digna, que jamais tiveram
nos países de origem*; Paz e sossego duradouro.****
*O contrário era possível?* Se ainda hoje, 37 anos depois do fim da
colonização, os *dirigentes Angolanos* (por exemplo) *ainda se desculpam
com a presença colonial Portuguesa em Angola, para justificar a Pobreza e
outros pesares* que "estamos com ele" *eles não são, nunca serão culpados,
mas o colono (37 anos depois), SI*M, estou seguro que, quando Angola
festejar o 50º aniversário, os dirigentes Angolanos, ainda estarão a rogar
pragas ao colono Português.
**
HOJE ouvimos falar de relatos arrepiantes de governação de
'preto-para-preto' em muitos países africanos; Incompetência criminosa,
bajulação estúpida como doutrina, ganância e egoísmo exacerbado (primeiro
eu - sempre), mentira como regra, assassinatos indiscriminados, prisões em
massa, inexistência de liberdade de expressão - a 'Bíblia' citado pelo
Morgan Tchavingirai - (inclusive, gritar; "estou com fome" é crime passível
de perder a vida.
**
*Kamulingue e Kassule são a prova viva do facto*, vida miserável, falta de
empregos, corrupção endémica, justiça injusta e totalmente parcial, cadeias
(horrorosamente infernais) a abarrotar de jovens provenientes das classes
desfavorecidas, hospitais que mais parecem hospícios, escolas que mais
parecem pocilgas etc. etc.
**
*O paradoxo é, se HOJE em África, usufruímos de um bocadinho de liberdade
com sabor a vida, é precisamente graças aos Europeus, isto é aos brancos*,
que desenvolveram uma nova ordem de conduta internacional e instituições
internacionais que vigiam sobre o globo incluindo, obviamente, África.
**
As sanções internacionais e outras medidas de contenção paira sobre os
dirigentes Africanos, e então, estes por sua vez, fingem praticar a
democracia, não porque eles gostam da democracia, porque temem o "deus
branco e o seu braço punitivo". Porque *se dependêssemos totalmente dos
governos de "preto-para-preto" seguramente, não seria possível viver, na
vasta maioria dos países Africanos*.
**
O protótipo Africano da UE (União Europeia) a chamada UA (União Africana) é
uma mentira descabida, a UA é uma instituição falida, decrépita, débil e
'estaladiça' (como a bolacha 'chinesa' de água e sal) que ninguém leva a
sério, uns poucos países africanos esforçam-se por dar credibilidade a UA e
ao continente, houve até quem propusesse a seguinte designação DUA
(DesUnião Africana), por exemplo quando teremos um Tribunal Internacional
Africano? Se os tribunais da maioria dos Países membros é do "faz de
conta", os Africanos instituíram também uma espécie risível de Parlamento
Africano, que ações pratica tal PA já desenvolveu em beneficio dos
Africanos?
**
A *UA é um club de "compadres" velhacos ditadores, egoístas que sonham com
Paris, Londres, Estocolmo etc, *ao mesmo tempo que transformam os
respectivos países em autênticos 'buracos negros'. As independências em
África foram 'feitas' para algumas centenas de indivíduos africanos, em
detrimento de centenas de milhões, cada vez mais miseráveis.
**
Nunca a Europa 'recebeu' tanta riqueza de África como após a chamada
"independência dos Países Africanos", *os novos-ricos africanos,
apressam-se a 'esconderem' os produtos da sua criminosa delapidação na
Europa para o gáudio dos Europeus*, contrariando aquilo que eles próprios
evocaram e prescreveram na convocação para a luta de libertação nacional.
**
"Eu ir a Portugal algum dia?.. NUNCA!.. Nem morto!".- (1980 na idade de
ouro do partido único) Disse, erguendo o punho direito bem alto em sinal de
sacro-juramento, em pleno comício em Benguela, um dos então carismáticos
dirigentes da "Revolução Angolana" que prescindo de citar o nome, hoje ele
próprio, não só é frequentador assíduo e brioso de Portugal e "empresário
português" como também é o orgulhoso presidente de uma agremiação
desportiva portuguesa em Angola.
**
Quase meio século depois, podemos dizer que o IDH dos povos africanos subiu
ou regrediu? Somos melhores tratados hoje pelos nossos irmãos dirigentes?
Os ideais que nortearam a luta de libertação colonial ainda estão vivos e
recomendam-se? Muitos dos nossos jovens usam orgulhosamente tecnologia de
ponta os ipod, 'aichatissa' e 'aipad' fazem a banga da juventude, mas o
meio que lhes rodeia é nauseabundo e desolador. O Stress agudo e o AVC
matam tanto quanto a malária.
**
****
*FILANTROPOS DA HUMANIDADE*****
A mais recente iniciativa de alguns dos milionários do planeta, comoveu
muita gente. Há algum Africano entre os homens que protagonizaram tal feliz
iniciativa? Todos eles (os citados filantropos) são homens que dedicaram a
maior parte da sua vida na produção de riqueza, não o 'tiraram' de algum
saco azul, nem tão pouco delapidaram o erário público nacional, mas,
sentiram-se na necessidade de "repartir com o necessitado" de todo o mundo.*
***
Ontem, os milionários Africanos orgulhavam-se de 'aparecerem' na revista
forbes e congéneres, hoje face a iniciativa acima mencionada, publicam como
que envergonhados; "não somos milionários" chegam ao ponto alguns de
dizerem que o que têm é produto do salário.****
****
*ÁFRICA DO SUL*****
Fiquei arrepiado com as imagens da actuação da polícia Sul-Africana em
Dobsonville (será esta a cidade?!) que vitimou o jovem moçambicano Mido
Macia (MM), na flor da sua juventude (27 anos). Imagens próprias de uma
'cena' do Faroeste no século XIX ou da era do Drácula no país da
Draculândia.****
Quando vivi na África do Sul, tinha um medo atroz e justificado da polícia
Sul-africana, principalmente dos pretos. A maioria do polícia Sul-africano
preto chega a ser muito mais impiedoso e selvático que o mais impiedoso
policia Sul-Africano branco. O polícia preto (na sua maioria) é
absolutamente xenófobo, perverso, contra a lei, corrupto e desalmado.
**
O policia branco, estou certo não faria tal coisa, e muito menos os tais
policiais pretos fariam isso se MM fosse branco.
**
A xenofobia na África do Sul, é extremamente incentivada e alimentada pela
polícia Sul-africana e é planificada nas esquadras de polícia, um dia
hei-de descrever as minhas experiencias com a corporação policial daquele
País, que apesar dos pesares amo muito sinceramente.
**
Fizeram certamente Nelson Mandela, banhar-se em lágrimas. O único Preto que
chegou aos patamares dos 'deuses'.
**
****
*AFINAL QUEM CAIU NA LAMA?*****
Há em algum país da Europa, a amálgama descriminada e promíscua, esgoto a
céu aberto, suja e podre de 'bairros' que vimos e vemos principalmente nas
periferias das capitais Africanas (quase todas elas) principalmente dos
chamados; País Especial.****
*Os dirigentes Africanos, nem conseguem combater eficazmente o mosquito,
causa do paludismo e malária que dizima há meio século, diariamente
milhares de almas (principalmente crianças) pelo continente adentro, as
doenças diarreicas (produto da falta de sanidade básica) faz de igual modo
uma 'ceifa' aterradora. Doenças que o colono quase já tinha debelado, como
a mosca do sono, ameaçam 'engolir' povos inteiros.*
**
Tudo isso acontece perante a pecaminosa insensibilidade de um grupinho de
"iluminados africanos" (abençoados pelas igrejas), que preferem comprar
castelos de milhões de Euros na Europa e em orgias depravadas (preferem dar
de comer os cães), do que ajudar os seus irmãos, que não lhes pede mais do
que apenas: BOA GOVERNAÇÃO. Gerirem o erário público para o bem de TODOS e
da nação.
**
*E há quem tem ainda o desplante de vir a público protagonizar uma perversa
peça teatral, choramingando; "O colono blá-blá-blá"…*
**
Quanto ao anjo, prefiro não comentar. Deus é Branco? Até posso aceitar,
porém de uma coisa estou certo, preto, é que não é de certeza ABSOLUTA!"
*É um bocado lisongeiro para os "brancos", e contém alguma nostalgia, mas,
no essencial, não deturpa.*
--
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
HARRY TRUMAM - AS PUTAS E OS POLÍTICOS
HARRY TRUMAN foi um tipo diferente de presidente. Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram os 42 presidentes que o precederam.
Uma medida da sua grandeza talvez permaneça para sempre: trata-se do que fez DEPOIS de deixar a Casa Branca.
A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa, onde morava, que se encontrava na localidade de Independence, Missouri. A sua esposa havia-a herdado de seus pais e, fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.
Quando se retirou da vida oficial, em 1952, todos os seus ingressos consistiam numa pensão do Exército de $ 13.507 anuais. Quando o Congresso soube que ele custeava os seus próprios selos de correio, outorgou-lhe um complemento e, mais tarde, uma pensão retroactiva de $ 25.000 anuais.
Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram ao seu lar no Missouri, dirigindo o seu próprio carro... e sem nenhuma companhia dos Serviços Secretos.
Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, rejeitava-os dizendo: “Vocês não me querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence.
Pertence ao povo norte-americano e não está a venda...”.
Ainda depois, quando em 6 de Maio de 1971 o Congresso se estava preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra pela passagem do seu 87° aniversário, recusou-se a aceitá-la, escrevendo-lhes:
“Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.
Como Presidente pagou todos os seus gastos de viagem e de alimentação com o seu próprio dinheiro.
Este homem singular escreveu: “As minhas vocações na vida sempre foram ser pianista numa casa de putas ou ser político. E, para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”.
Uma medida da sua grandeza talvez permaneça para sempre: trata-se do que fez DEPOIS de deixar a Casa Branca.
A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa, onde morava, que se encontrava na localidade de Independence, Missouri. A sua esposa havia-a herdado de seus pais e, fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.
Quando se retirou da vida oficial, em 1952, todos os seus ingressos consistiam numa pensão do Exército de $ 13.507 anuais. Quando o Congresso soube que ele custeava os seus próprios selos de correio, outorgou-lhe um complemento e, mais tarde, uma pensão retroactiva de $ 25.000 anuais.
Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram ao seu lar no Missouri, dirigindo o seu próprio carro... e sem nenhuma companhia dos Serviços Secretos.
Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, rejeitava-os dizendo: “Vocês não me querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence.
Pertence ao povo norte-americano e não está a venda...”.
Ainda depois, quando em 6 de Maio de 1971 o Congresso se estava preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra pela passagem do seu 87° aniversário, recusou-se a aceitá-la, escrevendo-lhes:
“Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.
Como Presidente pagou todos os seus gastos de viagem e de alimentação com o seu próprio dinheiro.
Este homem singular escreveu: “As minhas vocações na vida sempre foram ser pianista numa casa de putas ou ser político. E, para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”.
APRENDA COM O PRESIDENTE CAVACO SILVA - NÃO VENDA, NÃO COMPRE, PERMUTE!!!
O SR. SILVA ENSINA COMO FAZER!
(Se têm casa à venda e querem adquirir outra não vendam, permutem. Mas atenção, só desta maneira!)
No dia 9 de Julho de 1998, a notária Maria do Carmo Santos deslocou-se
ao escritório de Fernando Fantasia, na empresa industrial Sapec, Rua
Vítor Cordon, em Lisboa, para proceder a uma escritura especial.
O casal Cavaco Silva (cerimoniosamente identificados com os títulos
académicos de "Prof. Dr." e "Dra.") entregava a sua casa de férias em
Montechoro, Albufeira, e recebia em troca da Constralmada - Sociedade
de Construções Lda. uma nova moradia no mesmo concelho. Ambas foram
avaliadas pelas partes no mesmo valor: 135 mil euros. Este tipo de
permutas, entre imóveis do mesmo valor, está isento do pagamento de
sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época.
Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote
de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no
lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há
cerca de nove meses.
Segundo o "livro de obras" que faz parte do registo da Câmara
Municipal de Albufeira, as obras iniciaram-se em 10 de Outubro do ano
anterior à escritura, em 1997.
Tal como confirma Fernando Fantasia, presente na escritura, e dono da
Opi 92, que detinha 33% do capital da Constralmada, que afirmou, na
quinta-feira, 20, à VISÃO que o negócio escriturado incluía a vivenda.
"A casa estava incluída, com certeza. Não há duas escrituras.
"Fantasia diz que a escritura devia referir "prédio", mas não é isso
que ficou no documento que pode ser consultado no cartório notarial de
António José Alves Soares, em Lisboa, e que o site da revista Sábado
divulgou na quarta-feira à tarde.
Ou seja, não houve lugar a qualquer pagamento suplementar, por parte
de Cavaco Silva à Constralmada.
A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20
anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área
superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em
frente ao mar.
Fernando Fantasia refere que Montechoro "é a zona cara" de Albufeira e
que a Coelha era, na altura, "uma zona deserta", para justificar a
avaliação feita.
A Constralmada fechou portas em 2004.
Fernando Fantasia não sabe o que aconteceu à contabilidade da empresa.
O empresário, amigo de infância e membro da Comissão de Honra da
recandidatura presidencial de Cavaco Silva, não se recorda se houve
"acerto de contas" entre o proprietário e a construtora.
"Quem é que se lembra disso agora? A única pessoa que podia lembrar-se
era o senhor Manuel Afonso [gerente da Constralmada], que já morreu,
coitado..."
No momento da escritura, Manuel Afonso não estava presente.
A representar a sociedade estavam Martinho Ribeiro da Silva e Manuel
Martins Parra.
Este último, já não pertencia à Constralmada desde 1996, data em que
renunciou ao cargo de gerente.
Parra era, de facto, administrador da Opi 92.
Outro interveniente deste processo é o arquitecto Olavo Dias,
contratado para projectar a casa de Cavaco Silva nove meses antes de
este ser proprietário do lote 18.
Olavo Dias é familiar do Presidente da República, por afinidade, e deu
andamento ao projecto cujo alvará de construção foi aprovado no dia 22
de Setembro de 1997.
A "habitação com piscina" que ocupa "620,70 m2" num terreno de mais
de1800, é composta por três pisos, e acabou de ser construída, segundo
os registos da Câmara a 6 de Agosto de 1999.
A única intervenção de Cavaco Silva nas obras deu-se poucos dias antes
da conclusão, a 21 de Julho de 1999, quando requereu a prorrogação do
prazo das obras (cujo prazo caducara em 25 de Junho).
A família Cavaco Silva ocupa, então, a moradia, em Agosto.
A licença de utilização seria passada quatro meses depois, a 3 de
Dezembro, pelo vereador (actual edil de Albufeira, do PSD) Desidério
Silva, desrespeitando, segundo revela hoje a edição do Público, um
embargo camarário à obra, decretado em Dezembro de 1997, e nunca
levantado.
A VISÃO não conseguiu obter nenhum comentário do Presidente da República.
É assim permutas é que está a dar!
Aprendam com o nosso presidente, pois ele, só vai estar mais uns anitos.....
No dia 9 de Julho de 1998, a notária Maria do Carmo Santos deslocou-se
ao escritório de Fernando Fantasia, na empresa industrial Sapec, Rua
Vítor Cordon, em Lisboa, para proceder a uma escritura especial.
O casal Cavaco Silva (cerimoniosamente identificados com os títulos
académicos de "Prof. Dr." e "Dra.") entregava a sua casa de férias em
Montechoro, Albufeira, e recebia em troca da Constralmada - Sociedade
de Construções Lda. uma nova moradia no mesmo concelho. Ambas foram
avaliadas pelas partes no mesmo valor: 135 mil euros. Este tipo de
permutas, entre imóveis do mesmo valor, está isento do pagamento de
sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época.
Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote
de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no
lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há
cerca de nove meses.
Segundo o "livro de obras" que faz parte do registo da Câmara
Municipal de Albufeira, as obras iniciaram-se em 10 de Outubro do ano
anterior à escritura, em 1997.
Tal como confirma Fernando Fantasia, presente na escritura, e dono da
Opi 92, que detinha 33% do capital da Constralmada, que afirmou, na
quinta-feira, 20, à VISÃO que o negócio escriturado incluía a vivenda.
"A casa estava incluída, com certeza. Não há duas escrituras.
"Fantasia diz que a escritura devia referir "prédio", mas não é isso
que ficou no documento que pode ser consultado no cartório notarial de
António José Alves Soares, em Lisboa, e que o site da revista Sábado
divulgou na quarta-feira à tarde.
Ou seja, não houve lugar a qualquer pagamento suplementar, por parte
de Cavaco Silva à Constralmada.
A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20
anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área
superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em
frente ao mar.
Fernando Fantasia refere que Montechoro "é a zona cara" de Albufeira e
que a Coelha era, na altura, "uma zona deserta", para justificar a
avaliação feita.
A Constralmada fechou portas em 2004.
Fernando Fantasia não sabe o que aconteceu à contabilidade da empresa.
O empresário, amigo de infância e membro da Comissão de Honra da
recandidatura presidencial de Cavaco Silva, não se recorda se houve
"acerto de contas" entre o proprietário e a construtora.
"Quem é que se lembra disso agora? A única pessoa que podia lembrar-se
era o senhor Manuel Afonso [gerente da Constralmada], que já morreu,
coitado..."
No momento da escritura, Manuel Afonso não estava presente.
A representar a sociedade estavam Martinho Ribeiro da Silva e Manuel
Martins Parra.
Este último, já não pertencia à Constralmada desde 1996, data em que
renunciou ao cargo de gerente.
Parra era, de facto, administrador da Opi 92.
Outro interveniente deste processo é o arquitecto Olavo Dias,
contratado para projectar a casa de Cavaco Silva nove meses antes de
este ser proprietário do lote 18.
Olavo Dias é familiar do Presidente da República, por afinidade, e deu
andamento ao projecto cujo alvará de construção foi aprovado no dia 22
de Setembro de 1997.
A "habitação com piscina" que ocupa "620,70 m2" num terreno de mais
de1800, é composta por três pisos, e acabou de ser construída, segundo
os registos da Câmara a 6 de Agosto de 1999.
A única intervenção de Cavaco Silva nas obras deu-se poucos dias antes
da conclusão, a 21 de Julho de 1999, quando requereu a prorrogação do
prazo das obras (cujo prazo caducara em 25 de Junho).
A família Cavaco Silva ocupa, então, a moradia, em Agosto.
A licença de utilização seria passada quatro meses depois, a 3 de
Dezembro, pelo vereador (actual edil de Albufeira, do PSD) Desidério
Silva, desrespeitando, segundo revela hoje a edição do Público, um
embargo camarário à obra, decretado em Dezembro de 1997, e nunca
levantado.
A VISÃO não conseguiu obter nenhum comentário do Presidente da República.
É assim permutas é que está a dar!
Aprendam com o nosso presidente, pois ele, só vai estar mais uns anitos.....
BRASIL-FILHO DE LULA CAMPEÃO DO ENREQUECIMENTO ILÍCITO
CAMPEONATO DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO NO BRASIL ! O Novo Mega Campeão do Brasil de enriquecimento ilícito é Lulinha, filho do Presidente Lula!
Fazenda Fortaleza comprada é certificada.....!!!!
FILHO DO PRESIDENTE LULA COMPRA FAZENDA NA REGIÃO DE ARAÇATUBA POR 47 MILHÕES DE REAIS!
Vocês sabiam que o filho do Presidente Lula, o Lulinha, que há 05 anos era subempregado do Zoológico em São Paulo, agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) localizada às margens da rodovia Marechal Rondon, município de Valparaíso-SP, de propriedade do Sr. José Carlos Prata Cunha, um dos maiores produtores de boi Nelore do Brasil, pela simples bagatela de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais), e a imprensa, nada *divulgou!!!! como isso é possível???????
Nada contra o pecuarista que é muito conhecido no meio, mas ondeo Lulinha arrumou esta grana toda?* * * * *
Como ele é inteligente, né? Quase um novo Bill Gates!!! De um salário de R$ 1.500,00 para 47 Milhões.
Igual, só o Bill Gates mesmo, que façanha.*
Obs:. Essa fazenda do Lulinha é a primeira a receber o Certificado de Exportação de carne para Europa. Que coincidência né!!!* * * * *
Temos que fazer algo e não aceitar isso, que ABSURDO!
Se você é como eu que foi logo confirmar a veracidade deste lamentável episódio, aqui vai uma dica, basta acessar o Google e procurar por proprietário da Fazenda Fortaleza em Valparaiso – SP (criador de Boi Nelore), por este caminho você chegará às provas que realmente é verdade que o Lulinha comprou a Fazenda Fortaleza.
Provavelmente estes R$47.000.000,00 saiu do BNDES, embutido dentro dos R$5.000.000.000,00 que o Governo LULA emprestou recentemente para a famosa TELEMAR ( que atualmente usa o nome OI para poder despistar do velho escândalo dos R$5.000.000,00 para o LULINHA), onde os proprietários são o Grupo La Fonte (proprietários da Rede de Shopping Iguatemi entre outros) e o Grupo Andrade Gutierrez S.A. (proprietários da Construtora Andrade Gutierrez entre outros). Este é outro escândalo que logo irá explodir no Brasil, aguardem e verão!
Se já não bastasse a roubalheira do LULINHA (de acordo com LULA é enriquecimento honesto) em sociedade na EMPRESA GAMECORP S.A. com o GRUPO TELEMAR, a qual teve e tem várias horas pagas nos canais da TV Bandeirantes e TV Alphaville.
Não fica só nisso…… Sei que no Pará e quem mora na região de Redenção , Marabá … região dos Carajás, estão sabendo. Ele comprou do empresário Bené Mutran(homen forte da castanha) varias fazendas por R$ 100.000.000,00 isso mesmo. Não fica só aí….. Esta comprando outras fazendas juntamente com os cumpanheiros Duda Mendonça e Daniel Dantas.
Temos que acabar com essa bandalheira desse vagabundo embusteiro chamado Lula da Silva.
AGORA ESTÃO QUERENDO DIVIDIR O PARÁ E CRIAR O ESTADO DOS CARAJÁS… FORA LULA LÁDRÃO!!
Logo, nós iremos ouvir na mídia a seguinte frase:“´O LULA foi passar o fim de semana numa das fazendas da familia!`”
“Durmam com um barulho desse e vem me dizer que passou bem a noite” – abraço especial a todos
Cadê a Revista Veja, que faz 6 anos divulgou uma matéria do Lulinha por ter recebido uma mixaria de 5 milhões por corrupção no sistema de telecomunicações.
Fazenda Fortaleza comprada é certificada.....!!!!
FILHO DO PRESIDENTE LULA COMPRA FAZENDA NA REGIÃO DE ARAÇATUBA POR 47 MILHÕES DE REAIS!
Vocês sabiam que o filho do Presidente Lula, o Lulinha, que há 05 anos era subempregado do Zoológico em São Paulo, agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) localizada às margens da rodovia Marechal Rondon, município de Valparaíso-SP, de propriedade do Sr. José Carlos Prata Cunha, um dos maiores produtores de boi Nelore do Brasil, pela simples bagatela de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais), e a imprensa, nada *divulgou!!!! como isso é possível???????
Nada contra o pecuarista que é muito conhecido no meio, mas ondeo Lulinha arrumou esta grana toda?* * * * *
Como ele é inteligente, né? Quase um novo Bill Gates!!! De um salário de R$ 1.500,00 para 47 Milhões.
Igual, só o Bill Gates mesmo, que façanha.*
Obs:. Essa fazenda do Lulinha é a primeira a receber o Certificado de Exportação de carne para Europa. Que coincidência né!!!* * * * *
Temos que fazer algo e não aceitar isso, que ABSURDO!
Se você é como eu que foi logo confirmar a veracidade deste lamentável episódio, aqui vai uma dica, basta acessar o Google e procurar por proprietário da Fazenda Fortaleza em Valparaiso – SP (criador de Boi Nelore), por este caminho você chegará às provas que realmente é verdade que o Lulinha comprou a Fazenda Fortaleza.
Provavelmente estes R$47.000.000,00 saiu do BNDES, embutido dentro dos R$5.000.000.000,00 que o Governo LULA emprestou recentemente para a famosa TELEMAR ( que atualmente usa o nome OI para poder despistar do velho escândalo dos R$5.000.000,00 para o LULINHA), onde os proprietários são o Grupo La Fonte (proprietários da Rede de Shopping Iguatemi entre outros) e o Grupo Andrade Gutierrez S.A. (proprietários da Construtora Andrade Gutierrez entre outros). Este é outro escândalo que logo irá explodir no Brasil, aguardem e verão!
Se já não bastasse a roubalheira do LULINHA (de acordo com LULA é enriquecimento honesto) em sociedade na EMPRESA GAMECORP S.A. com o GRUPO TELEMAR, a qual teve e tem várias horas pagas nos canais da TV Bandeirantes e TV Alphaville.
Não fica só nisso…… Sei que no Pará e quem mora na região de Redenção , Marabá … região dos Carajás, estão sabendo. Ele comprou do empresário Bené Mutran(homen forte da castanha) varias fazendas por R$ 100.000.000,00 isso mesmo. Não fica só aí….. Esta comprando outras fazendas juntamente com os cumpanheiros Duda Mendonça e Daniel Dantas.
Temos que acabar com essa bandalheira desse vagabundo embusteiro chamado Lula da Silva.
AGORA ESTÃO QUERENDO DIVIDIR O PARÁ E CRIAR O ESTADO DOS CARAJÁS… FORA LULA LÁDRÃO!!
Logo, nós iremos ouvir na mídia a seguinte frase:“´O LULA foi passar o fim de semana numa das fazendas da familia!`”
“Durmam com um barulho desse e vem me dizer que passou bem a noite” – abraço especial a todos
Cadê a Revista Veja, que faz 6 anos divulgou uma matéria do Lulinha por ter recebido uma mixaria de 5 milhões por corrupção no sistema de telecomunicações.
ESPANHA, COMO SE PRENDE UM ASSALTANTE
MÉTODO ACONSELHADO PARA LIDAR COM OS POLÍTICOS QUE ASSALTARAM O BPN
REFLEXÃO
Reflexão
1 - O ladrão comum rouba: dinheiro, relógio, corrente,
automóvel e / ou telemóvel.
2 - Os políticos roubam: Felicidade, saúde, habitação,
educação, pensões e/ou trabalho.
3 - O primeiro ladrão... escolhe - te !
O segundo ladrão ... foi escolhido por ti!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
ACIDENTE FERROVIÁRIO NA GALIZA
Portugal
Acidente como o ocorrido na Galiza seria quase “impossível” em Portugal
“O freio de emergência actua caso o maquinista não o faça em tempo útil”, explica José de Almeida
Um acidente como o ocorrido esta quarta-feira na Galiza seria "praticamente impossível” de ocorrer em Portugal. Muitas das linhas ferroviárias portuguesas estão equipadas com um sistema de controlo automático de velocidade (CONVEL) que é automaticamente activado, tanto em casos de aviso de sinalização como de travagem, e que entra em funcionamento caso o maquinista não o faça em tempo útil.
O acidente em Espanha, cuja causa mais provável foi o excesso de velocidade, seria “praticamente impossível de acontecer em Portugal”, diz ao i José de Almeida, maquinista reformado da CP.
As composições em funcionamento em Portugal estão equipadas com um freio de emergência que entra em acção tanto em casos de aviso de sinalização ou de travagem.
“O freio de emergência actua caso o maquinista não o faça em tempo útil”, explica José de Almeida.
Contactado pelo i, um especialista ligado ao sector, que pediu o anonimato, confirma que "todos os comboios em Portugal têm frenagem de emergência, ou seja, nas linhas equipadas com controlo automático de velocidade (CONVEL), o freio de emergência actua mesmo quando o maquinista não o acciona".
Em Espanha, diz a mesma fonte, a Renfe usa um sistema semelhante, o ASFA, que à partida funcionaria como o CONVEL. Neste caso, "um comboio para reduzir de 240 km/h para 80 km/h precisa de ter um aviso na linha e no sistema, com alguns quilómetros de distância para poder reduzir a velocidade", explica o especialista.
Segundo o “El País”, o sindicato dos maquinistas espanhóis (Semaf) argumenta que a tragédia “podia ter sido evitada” se se tivesse optado por um sistema ERTMS, mais avançado e adaptado às linhas de alta velocidade, sendo capaz de controlar o comboio automaticamente em caso de excesso de velocidade, em vez do ASFA que dá o aviso mas não pára o comboio.
O maquinista do comboio acidentado na Galiza foi constituído arguido pelo juiz de instrução de Santiago de Compostela encarregado do caso, noticia hoje o jornal El País. Segundo o jornal, o condutor do comboio, Francisco José Garzón Amo, foi chamado a prestar declarações como arguido.
Depois do acidente, o maquinista manteve comunicações por rádio em que admitiu que ia a uma velocidade muito superior à permitida na curva onde ocorreu o acidente.
O acidente em Espanha, cuja causa mais provável foi o excesso de velocidade, seria “praticamente impossível de acontecer em Portugal”, diz ao i José de Almeida, maquinista reformado da CP.
As composições em funcionamento em Portugal estão equipadas com um freio de emergência que entra em acção tanto em casos de aviso de sinalização ou de travagem.
“O freio de emergência actua caso o maquinista não o faça em tempo útil”, explica José de Almeida.
Contactado pelo i, um especialista ligado ao sector, que pediu o anonimato, confirma que "todos os comboios em Portugal têm frenagem de emergência, ou seja, nas linhas equipadas com controlo automático de velocidade (CONVEL), o freio de emergência actua mesmo quando o maquinista não o acciona".
Em Espanha, diz a mesma fonte, a Renfe usa um sistema semelhante, o ASFA, que à partida funcionaria como o CONVEL. Neste caso, "um comboio para reduzir de 240 km/h para 80 km/h precisa de ter um aviso na linha e no sistema, com alguns quilómetros de distância para poder reduzir a velocidade", explica o especialista.
Segundo o “El País”, o sindicato dos maquinistas espanhóis (Semaf) argumenta que a tragédia “podia ter sido evitada” se se tivesse optado por um sistema ERTMS, mais avançado e adaptado às linhas de alta velocidade, sendo capaz de controlar o comboio automaticamente em caso de excesso de velocidade, em vez do ASFA que dá o aviso mas não pára o comboio.
O maquinista do comboio acidentado na Galiza foi constituído arguido pelo juiz de instrução de Santiago de Compostela encarregado do caso, noticia hoje o jornal El País. Segundo o jornal, o condutor do comboio, Francisco José Garzón Amo, foi chamado a prestar declarações como arguido.
Depois do acidente, o maquinista manteve comunicações por rádio em que admitiu que ia a uma velocidade muito superior à permitida na curva onde ocorreu o acidente.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
MAIS UM DA GRANDE FORNADA DO PSD - A BIOGRAFIA DE RUI MACHETE OMITE A SUA LIGAÇÃO AO BPN
Biografia oficial omite ligação de Rui Machete ao BPN
Por PÚBLICO
Governo diz que da biografia constam apenas as funções públicas. É a segunda vez que uma biografia de um membro deste governo é omissa quanto a ligações ao BPN: o primeiro caso foi o de Franquelim Alves, secretário de Estado da Inovação e do Empreendedorismo.
A biografia do novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, enviada nesta terça-feira pelo gabinete do primeiro-ministro aos órgãos de comunicação social é omissa quanto à passagem do antigo presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) pela Sociedade Lusa de Negócios.
Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do Banco Português de Negócios (BPN), onde o Estado português injectou a fundo perdido cerca de 4 mil milhões de euros.
Na sua qualidade de então presidente da Fundação Luso-Americana, Rui Machete esteve ligado ao Banco Privado Português (BPP), onde foi membro também do Conselho Consultivo, e onde adquiriu cerca de 3% das acções, investimento que a FLAD perdeu quando o banco declarou falência.
O currículo oficial de Rui Machete enviado pelo Governo menciona os cargos governativos anteriormente desempenhados pelo novo MNE –foi nomeadamente ministro dos Assuntos Sociais, ministro da Justiça vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa – bem como funções parlamentares, passagens por instituições públicas como a FLAD ou o Banco de Portugal, currículo académico e actividade docente.
As únicas menções a cargos em empresas são a direcção do departamento jurídico da Companhia Portuguesa de Electricidade e depois da EDP.
Em declarações à Rádio Renascença, o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, disse tratar-se de uma “escolha de mau gosto”.
“Rui Machete foi, durante muitos anos, presidente do conselho superior do grupo BPN/SLN, teve uma posição de grande responsabilidade, muita proximidade ao que se verificou naquele grupo e que nós todos hoje sabemos, até porque estamos a pagar muitos milhões de euros que as fraudes sucessivas no grupo BPN/SLN provocaram”, afirma João Semedo aquela rádio.
Segundo caso de omissão
É a segunda vez que dados biográficos relativos a ligações à SLN e ao BPN são omitidos da biografia oficial de um governante. Em Janeiro deste ano, a passagem do secretário de Estado da Inovação e do Empreendedorismo, Franquelim Alves, pela SLN fora também omitida da biografia oficial.
Em Fevereiro deste ano, Franquelim Alves explicou-se no Parlamento quanto à sua ligação ao banco, durante aproximadamente um ano, afirmando “ter sido a pior opção profissional da sua vida”
"Foi possivelmente a pior opção profissional da minha vida, não por ter algo a ver com o que se passou lá, mas por me ver confrontado com uma situação complexa. Saí, por minha mão, quando considerei que não tinha condições. Sinto-me um cidadão de pleno direito e não tenho nenhuma razão para não aceitar o convite que honrosamente me foi colocado", disse então aos deputados.
O Governo justifica a ausência de qualquer referência às funções desempenhadas por Rui Machete na sociedade que detinha o Banco Português de Negócios (BPN) referindo que dessa biografia constam apenas funções públicas.
“O currículo público do dr. Rui Machete é aquele que foi divulgado”, disse ao PÚBLICO Rui Baptista, assessor do primeiro-ministro.Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do Banco Português de Negócios (BPN), onde o Estado português injectou a fundo perdido cerca de 4 mil milhões de euros.
Na sua qualidade de então presidente da Fundação Luso-Americana, Rui Machete esteve ligado ao Banco Privado Português (BPP), onde foi membro também do Conselho Consultivo, e onde adquiriu cerca de 3% das acções, investimento que a FLAD perdeu quando o banco declarou falência.
O currículo oficial de Rui Machete enviado pelo Governo menciona os cargos governativos anteriormente desempenhados pelo novo MNE –foi nomeadamente ministro dos Assuntos Sociais, ministro da Justiça vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa – bem como funções parlamentares, passagens por instituições públicas como a FLAD ou o Banco de Portugal, currículo académico e actividade docente.
As únicas menções a cargos em empresas são a direcção do departamento jurídico da Companhia Portuguesa de Electricidade e depois da EDP.
Em declarações à Rádio Renascença, o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, disse tratar-se de uma “escolha de mau gosto”.
“Rui Machete foi, durante muitos anos, presidente do conselho superior do grupo BPN/SLN, teve uma posição de grande responsabilidade, muita proximidade ao que se verificou naquele grupo e que nós todos hoje sabemos, até porque estamos a pagar muitos milhões de euros que as fraudes sucessivas no grupo BPN/SLN provocaram”, afirma João Semedo aquela rádio.
Segundo caso de omissão
É a segunda vez que dados biográficos relativos a ligações à SLN e ao BPN são omitidos da biografia oficial de um governante. Em Janeiro deste ano, a passagem do secretário de Estado da Inovação e do Empreendedorismo, Franquelim Alves, pela SLN fora também omitida da biografia oficial.
Em Fevereiro deste ano, Franquelim Alves explicou-se no Parlamento quanto à sua ligação ao banco, durante aproximadamente um ano, afirmando “ter sido a pior opção profissional da sua vida”
"Foi possivelmente a pior opção profissional da minha vida, não por ter algo a ver com o que se passou lá, mas por me ver confrontado com uma situação complexa. Saí, por minha mão, quando considerei que não tinha condições. Sinto-me um cidadão de pleno direito e não tenho nenhuma razão para não aceitar o convite que honrosamente me foi colocado", disse então aos deputados.
Novo ministro dos Negócios Estrangeiros com fortes ligações ao BPN e ao BPP
Na década de 2000, antes dos dois bancos serem intervencionados e alvo de investigações policiais, Rui Machete ocupou funções ao mais alto nível no BPN e no BPP.
O novo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do Banco Português de Negócios (BPN), onde o Estado português injectou a fundo perdido cerca de 4 mil milhões de euros.
A holding detinha a totalidade do capital do BPN, que foi nacionalizado em Novembro de 2008. As averiguações que seriam posteriormente desencadeadas pelo Ministério Público e pelo Banco de Portugal confirmaram que para além dos problemas de liquidez, do excesso de imparidades, da falta de capital, das relações promíscuas entre gestores e accionistas, o banco tinha sido alvo, ao longo de vários anos, de uma mega fraude (existia, por exemplo, um banco virtual a funcionar nos moldes do BPN desconhecido do Banco de Portugal). Uma burla levada a cabo por gestores e accionistas, um caso de polícia.
A nacionalização do banco, liderado por Oliveira Costa, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, teve repercussões políticas dado que até à intervenção estatal no BPN, ocuparam funções de destaque no grupo SLN/BPN personalidades com peso no PSD. Rui Machete, Daniel Sanches, ex-ministro de Santana Lopes, Dias Loureiro, ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva e ex-Conselheiro de Estado, Duarte Lima, dirigente do PSD, e Arlindo Carvalho, ex-ministro da Saúde de Anibal Cavaco Silva, foram alguns dos nomes que se evidenciaram. Joaquim Coimbra, da direcção social-democrata, era um dos grandes accionistas da SLN. Já Cavaco Silva (e a filha) antes de se candidatar a Belém vendeu as acções da SLN a Oliveira Costa com um ganho de 350 mil euros.
Para além do BPN, Machete ocupava simultaneamente funções no Conselho Consultivo do BPP, liderado por Francisco Balsemão. Na qualidade de presidente da FLAD, Machete viabilizou a compra de cerca de 3% do capital da instituição financeira, fundada por João Rendeiro. Uma situação que gerou polémica com outra figura relevante do PSD, Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia da República, a defender publicamente que o investimento foi ruinoso para a fundação (criada com verbas entregues pelos EUA ao abrigo do acordo sobre a concessão de facilidades militares nos Açores).
Na altura, Machete reagiu para garantir que a ligação ao BPP só deu lucro à FLAD. Mas a falência do BPP, que tem vários processos a correr em tribunal contra a ex-gestão presidida por João Rendeiro, implicou que os accionistas perdessem os valores investidos
Na sua qualidade de ex-presidente da Fundação Luso-Americana, Rui Machete esteve ligado ao Banco Privado Português (BPP), onde foi membro também do Conselho Consultivo, e onde adquiriu cerca de 3% das acções, investimento que a FLAD perdeu quando o banco declarou falência.
Rui Machete, ex-ministro da Defesa e ex-vice-primeiro-ministro de um governo do bloco central, na década de 80, desempenhou funções ao mais alto nível na SLN, estando à frente do Conselho Superior (onde estão representados os accionistas), um lugar que garante poder de “fiscalização”.A holding detinha a totalidade do capital do BPN, que foi nacionalizado em Novembro de 2008. As averiguações que seriam posteriormente desencadeadas pelo Ministério Público e pelo Banco de Portugal confirmaram que para além dos problemas de liquidez, do excesso de imparidades, da falta de capital, das relações promíscuas entre gestores e accionistas, o banco tinha sido alvo, ao longo de vários anos, de uma mega fraude (existia, por exemplo, um banco virtual a funcionar nos moldes do BPN desconhecido do Banco de Portugal). Uma burla levada a cabo por gestores e accionistas, um caso de polícia.
A nacionalização do banco, liderado por Oliveira Costa, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, teve repercussões políticas dado que até à intervenção estatal no BPN, ocuparam funções de destaque no grupo SLN/BPN personalidades com peso no PSD. Rui Machete, Daniel Sanches, ex-ministro de Santana Lopes, Dias Loureiro, ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva e ex-Conselheiro de Estado, Duarte Lima, dirigente do PSD, e Arlindo Carvalho, ex-ministro da Saúde de Anibal Cavaco Silva, foram alguns dos nomes que se evidenciaram. Joaquim Coimbra, da direcção social-democrata, era um dos grandes accionistas da SLN. Já Cavaco Silva (e a filha) antes de se candidatar a Belém vendeu as acções da SLN a Oliveira Costa com um ganho de 350 mil euros.
Para além do BPN, Machete ocupava simultaneamente funções no Conselho Consultivo do BPP, liderado por Francisco Balsemão. Na qualidade de presidente da FLAD, Machete viabilizou a compra de cerca de 3% do capital da instituição financeira, fundada por João Rendeiro. Uma situação que gerou polémica com outra figura relevante do PSD, Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia da República, a defender publicamente que o investimento foi ruinoso para a fundação (criada com verbas entregues pelos EUA ao abrigo do acordo sobre a concessão de facilidades militares nos Açores).
Na altura, Machete reagiu para garantir que a ligação ao BPP só deu lucro à FLAD. Mas a falência do BPP, que tem vários processos a correr em tribunal contra a ex-gestão presidida por João Rendeiro, implicou que os accionistas perdessem os valores investidos
A CONSPIRAÇÃO CONTRA O MINISTRO ÁLVARO
Assessor denuncia 'conspiração' contra Santos Pereira
por João Pedro Henriques
Às 12:00, João Gonçalves colocava um
desabafo no Facebook que prenunciava a saída do ministro da Economia e que a
atribuía a "interesses e negociatas". Segundo avança a SIC Notícias, o
primeiro-ministro terá comunicado ontem a Álvaro Santos Pereira que não vai
continuar no cargo.
Pelas 12:00, um assessor de Álvaro Santos Pereira, João Gonçalves, jurista,
deixou no Facebook um desabafo que indiciava a remodelação do seu ministro,
pondo-o à conta de uma conspiração entre "interesses e negociatas": "Desta vez
não é o PR nem o PM que anunciam uma remodelação em primeira mão. São os
interesses e as negociatas. Álvaro Santos Pereira - que comete o "crime" da
independência - é removido por eles do Ministério da Economia e do Emprego. Boa
tarde e boa sorte."
Informações não confirmadas oficialmente indicam que o seu sucessor será o dirigente centrista António Pires de Lima, presidente da Unicer (a fábrica da Superbock), uma mudança pela qual Paulo Portas há muito batalhava.
Informações não confirmadas oficialmente indicam que o seu sucessor será o dirigente centrista António Pires de Lima, presidente da Unicer (a fábrica da Superbock), uma mudança pela qual Paulo Portas há muito batalhava.
Álvaro, o ministro que trazia um calendário debaixo do braço
Guardou os óculos na gaveta. Aparou barba e cabelo. Pediu que lhe chamassem Álvaro, simplesmente. Mas nunca conseguiu descolar-se da imagem de ministro remodelável que lhe impuseram desde cedo. O homem que trazia ideias frescas do outro lado do Atlântico, que se irritou com o desrespeito pelos emigrantes e que cedeu abertamente ao riso perante a edição de Junho do Borda d"Água, esteve sempre sentado numa cadeira com três pernas. Em parte, por culpa do colosso que lhe pediram para governar.
A dúvida persiste. Será a saída de Santos Pereira fruto das circunstâncias ou das suas próprias circunstâncias? Ou de ambas? É que além dos fundos estruturais, o ministro, que até assumir o cargo era professor na Universidade Simon Fraser no Canadá, foi deixando que a sua tutela perdesse alguns órgãos vitais: as privatizações, o programa Impulso Jovem e, mais recentemente, o estatuto de portador de boas notícias na renegociação das PPP (um palco que também foi assumido por Poiares Maduro).
Álvaro é conhecido pela polidez de carácter e de humor, mas já há algum tempo deixou que o rótulo de remodelável se apoderasse dele. Começou por vir aguerridamente em defesa dos seus feitos, como inabalável defensor do país contra os interesses instalados. E, depois, deixou-se cair na tentação do que muitos, mesmo dentro do Governo, classificaram de "populismo", quando apresentou ao Parlamento uma medida para acabar com os carros e motoristas nos organismos e empresas públicas.
Outras ocasiões de amplitude semelhante colocaram os olhos do país no agora ex-ministro. Quando disse, um mês depois de tomar posse, que era tempo de "arregaçar as mangas e trabalhar, trabalhar, trabalhar". Quando em Novembro do mesmo ano pressagiou que "2012 certamente irá marcar o fim da crise". Ou quando, em Janeiro do ano passado, sugeriu a exportação de pastéis de nata.
Foi precisamente nessa altura que Santos Pereira conseguiu a maior vitória: o acordo de concertação social com a UGT e o patronato. O discurso, no entanto, coube ao primeiro-ministro. Outras bandeiras, como a reforma do IRC ou a venda da TAP, ficaram por hastear. Pelo meio, muita discórdia: a cobrança de portagens nas ex-Scut, a transferência dos contentores para a Trafaria e a escolha do irmão do presidente da Optimus para liderar a Autoridade da Concorrência são alguns exemplos. E, no final de contas, apontam-lhe como fracasso mais evidente a incapacidade de travar a escalada do desemprego.
O primeiro-ministro sempre saiu em defesa de Álvaro. Quando, ainda em Março de 2012, o ministro foi a São Bento de emergência por causa da polémica tentativa das Finanças de tomar de assalto os fundos comunitários e a remodelação parecia ser indiscutível, Passos Coelho disse: "Não tenciono prescindir dele." Os meses que passaram foram de uma tensão crescente na coligação, culminando no reforço de poderes do CDS e numa inevitável mudança na orgânica do Governo.
Santos Pereira tornou-se, afinal, prescindível. Desde que chegou a ministro, perdeu todos os secretários de Estado que o acompanharam na tomada de posse, à excepção de Sérgio Monteiro (dos Transportes). Quando a crise política rebentou, já estava fora. Em Berlim.
A proferia cumpriu-se agora, quase como inevitável perante a instabilidade política que as demissões de Vítor Gaspar e de Paulo Portas precipitaram. Álvaro Santos Pereira deixará para o seu sucessor muita papelada por resolver. Deixará também um gabinete com mobília que antes pertencia ao ex-secretário de Estado da Economia. Quando Almeida Henriques deixou o executivo, em Março, o ministro ficou-lhe, pelo menos, com a mesa de reuniões e algumas cadeiras.
Talvez não quisesse desfazer de imediato a preciosa ligação que tinha ao agora candidato a Viseu. Ligação essa que, pelo peso de Almeida Henriques dentro do PSD, lhe permitiu segurar durante algum tempo uma das pastas mais cobiçadas: a gestão dos fundos comunitários, que esteve quase a fugir para as mãos de Vítor Gaspar. Acabou por perdê-la, pouco depois, para o actual ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.A dúvida persiste. Será a saída de Santos Pereira fruto das circunstâncias ou das suas próprias circunstâncias? Ou de ambas? É que além dos fundos estruturais, o ministro, que até assumir o cargo era professor na Universidade Simon Fraser no Canadá, foi deixando que a sua tutela perdesse alguns órgãos vitais: as privatizações, o programa Impulso Jovem e, mais recentemente, o estatuto de portador de boas notícias na renegociação das PPP (um palco que também foi assumido por Poiares Maduro).
Álvaro é conhecido pela polidez de carácter e de humor, mas já há algum tempo deixou que o rótulo de remodelável se apoderasse dele. Começou por vir aguerridamente em defesa dos seus feitos, como inabalável defensor do país contra os interesses instalados. E, depois, deixou-se cair na tentação do que muitos, mesmo dentro do Governo, classificaram de "populismo", quando apresentou ao Parlamento uma medida para acabar com os carros e motoristas nos organismos e empresas públicas.
Outras ocasiões de amplitude semelhante colocaram os olhos do país no agora ex-ministro. Quando disse, um mês depois de tomar posse, que era tempo de "arregaçar as mangas e trabalhar, trabalhar, trabalhar". Quando em Novembro do mesmo ano pressagiou que "2012 certamente irá marcar o fim da crise". Ou quando, em Janeiro do ano passado, sugeriu a exportação de pastéis de nata.
Foi precisamente nessa altura que Santos Pereira conseguiu a maior vitória: o acordo de concertação social com a UGT e o patronato. O discurso, no entanto, coube ao primeiro-ministro. Outras bandeiras, como a reforma do IRC ou a venda da TAP, ficaram por hastear. Pelo meio, muita discórdia: a cobrança de portagens nas ex-Scut, a transferência dos contentores para a Trafaria e a escolha do irmão do presidente da Optimus para liderar a Autoridade da Concorrência são alguns exemplos. E, no final de contas, apontam-lhe como fracasso mais evidente a incapacidade de travar a escalada do desemprego.
O primeiro-ministro sempre saiu em defesa de Álvaro. Quando, ainda em Março de 2012, o ministro foi a São Bento de emergência por causa da polémica tentativa das Finanças de tomar de assalto os fundos comunitários e a remodelação parecia ser indiscutível, Passos Coelho disse: "Não tenciono prescindir dele." Os meses que passaram foram de uma tensão crescente na coligação, culminando no reforço de poderes do CDS e numa inevitável mudança na orgânica do Governo.
Santos Pereira tornou-se, afinal, prescindível. Desde que chegou a ministro, perdeu todos os secretários de Estado que o acompanharam na tomada de posse, à excepção de Sérgio Monteiro (dos Transportes). Quando a crise política rebentou, já estava fora. Em Berlim.
PEDRO PASSOS COELHO, O CADÁVER QUE ESTREBUCHA
O cadáver que estrebucha
por BAPTISTA-BASTOSHoje
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Para aonde vamos agora? A peregrina ideia do dr. Cavaco em criar o
Compromisso de Salvação Nacional, expressão tão absurda quanto jerica, deu no
que se esperava. E o resultado traduziu um modo de ver as coisas e de entender o
mundo: imóvel, estático e extático. Sustentado por Belém, o dr. Passos Coelho,
em Santa Maria da Feira, prometeu dias piores. Continuamos a não nos entender
sobre o significado de expressões como História, movimento das ideias, conceitos
de vida, de honra e de trabalho. O dr. Cavaco parecia aguardar que a tão falada
ambiguidade de Seguro se traduzisse em pusilanimidade, numa espécie de fim sem
fim que fizesse convergir duas ideologias, afinal não tão distantes uma da
outra. Como se nada se questionasse, limitando tanto as doutrinas que todos
concordassem com o tal "compromisso", carregando-o de um peso salvífico, que se
opunha ao "pecado" no qual nos encontrávamos.
Não acredito na genuinidade nem na candura do dr. Cavaco. Admito mais a sua manha assaloiada, tantas vezes demonstrada e tantas vezes denunciada pelos factos. Em condições normais de cultura e de conhecimento ele nunca teria trepado a funções tão importantes na vida pública. Ou teria sido apeado logo-assim fossem reveladas as suas debilidades estruturais. É pior Presidente do que o foi Américo Thomaz.
Ao encenar este enternecedor "compromisso" sabia a soma: quais fossem as consequências, o Governo que aprova sairia do imbróglio, recauchutado ou não. Aceitaria Paulo Portas como este teria de aprovar Maria Luís Albuquerque e outros engulhos. A questão do carácter já se não coloca num Governo em que todos se olham de soslaio e rangem os dentes de raiva incontida.
Seguro foi empurrado para uma solução, não direi radical, mas concordante com aquilo que vinha a dizer há semanas. Pessoalmente, talvez estivesse mais atinente a outros balbucios, mas alguém o avisou de que poderia ser o coveiro definitivo do PS. Manuel Alegre divulgou, no jornal I, que Seguro lhe garantira não assinar o acordo; Mário Soares advertiu-o de que fraccionaria o partido; e José Sócrates, na RTP, insistiu na "verticalidade" do sucessor. Além de que o actual secretário-geral do PS é um homem do "sistema", claramente moderado e discretamente conservador. Na entrevista à SIC prometeu o indevido, questionado pela excelente Ana Lourenço, cuja doçura esconde a astúcia de grande perguntadora. O homem parece estar já inebriado pelos perfumes do poder e não conseguiu acautelar as palavras, que o acorrentam a responsabilidades insanas. Porque não é preciso ser a pitonisa de Delfos para se adivinhar que Pedro Passos Coelho e os seus são cadáveres sem disso se aperceber, e estrebucham, causando mais pena do que repulsa.
Continuo a perguntar e com perdão da enunciação feita: será António José Seguro o homem exacto para esta hora dramática da vida portuguesa?
Não acredito na genuinidade nem na candura do dr. Cavaco. Admito mais a sua manha assaloiada, tantas vezes demonstrada e tantas vezes denunciada pelos factos. Em condições normais de cultura e de conhecimento ele nunca teria trepado a funções tão importantes na vida pública. Ou teria sido apeado logo-assim fossem reveladas as suas debilidades estruturais. É pior Presidente do que o foi Américo Thomaz.
Ao encenar este enternecedor "compromisso" sabia a soma: quais fossem as consequências, o Governo que aprova sairia do imbróglio, recauchutado ou não. Aceitaria Paulo Portas como este teria de aprovar Maria Luís Albuquerque e outros engulhos. A questão do carácter já se não coloca num Governo em que todos se olham de soslaio e rangem os dentes de raiva incontida.
Seguro foi empurrado para uma solução, não direi radical, mas concordante com aquilo que vinha a dizer há semanas. Pessoalmente, talvez estivesse mais atinente a outros balbucios, mas alguém o avisou de que poderia ser o coveiro definitivo do PS. Manuel Alegre divulgou, no jornal I, que Seguro lhe garantira não assinar o acordo; Mário Soares advertiu-o de que fraccionaria o partido; e José Sócrates, na RTP, insistiu na "verticalidade" do sucessor. Além de que o actual secretário-geral do PS é um homem do "sistema", claramente moderado e discretamente conservador. Na entrevista à SIC prometeu o indevido, questionado pela excelente Ana Lourenço, cuja doçura esconde a astúcia de grande perguntadora. O homem parece estar já inebriado pelos perfumes do poder e não conseguiu acautelar as palavras, que o acorrentam a responsabilidades insanas. Porque não é preciso ser a pitonisa de Delfos para se adivinhar que Pedro Passos Coelho e os seus são cadáveres sem disso se aperceber, e estrebucham, causando mais pena do que repulsa.
Continuo a perguntar e com perdão da enunciação feita: será António José Seguro o homem exacto para esta hora dramática da vida portuguesa?
MIGUEL RELVAS, O FILHO DO REGIME - A CRISE EM PORTUGAL NÃO É PARA TODOS
Relvas recebeu 14 mil euros de reforma
Ministro Miguel Relvas está reformado. Toda a história no CM.CORREIO DA MANHÃ DE 24-7-2013
O ministro Adjunto já está reformado. Miguel Relvas, de 51 anos, optou por suspender a sua pensão quando aceitou integrar o Governo liderado por Passos Coelho, dando cumprimento à lei que impede a acumulação de salários com pensões aos titulares de cargos políticos.
A subvenção vitalícia de Relvas é de 2800 euros por mês. No ano passado, a Caixa Geral de Aposentações pagou mais de 14 mil euros ao ministro Adjunto a título de pensão vitalícia, um pagamento que foi suspenso quando tomou posse no actual Governo.
Miguel Relvas junta-se assim a Dias Loureiro, Armando Vara, António Vitorino e Zita Seabra no grupo de políticos que pediram a pensão vitalícia, uma regalia que terminou em Outubro de 2005.
Entretanto, o procurador-geral da República disse ontem que, caso haja ilícitos criminais ou documentos falsos no processo de licenciatura do ministro Adjunto, o Ministério Público terá de actuar. "Se houver ilícitos criminais, se houver documentos falsos, teremos de actuar. O resto, sobre a qualidade do ensino, é da responsabilidade do ministro da Educação" disse Pinto Monteiro, que confirmou que neste momento estão a ser analisados os documentos revelados pela Lusófona, e que a comunicação social tem divulgado, sobre o processo de licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais.
Já o Ministério da Educação adiantou ontem que "em breve" será realizada uma auditoria à Universidade Lusófona, pela Inspecção-Geral da Educação (IGE). Em 2009, a Lusófona já tinha sido alvo de auditoria, no âmbito do plano de fiscalização da IGE.
GRUPO FINERTEC AINDA PAGOU 62 MIL EUROS DE SALÁRIO
Miguel Relvas foi administrador de várias empresas do grupo Finertec, presidido por José Braz da Silva. Ainda em 2011, Relvas era vogal na Finertec - Serviços C. P. F. SA, cargo que assumiu em 2008. Era também administrador da Finertec Ambiente SGPS e da Finertec Infraestruturas SGPS. Por todos estes cargos, recebeu um total de cerca de 62 mil euros.
O ministro suspendeu todos os seus cargos no grupo antes de tomar posse.
PASSOS QUER MAIS EXIGÊNCIA NOS CURSOS
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recusou ontem comentar o caso da licenciatura de Miguel Relvas, mas disse concordar com a necessidade de alterações para "aumentar a exigência" na atribuição de créditos e equivalências nos cursos universitários. Segundo as palavras de Passos Coelho, "o ministro da Educação já disse que o Governo está a preparar alterações nesses regulamentos e nesses critérios de modo a poder aumentar a exigência".
segunda-feira, 22 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
USA - DETROIT DECLARA BANCARROTA
Detroit declara bancarrota
O berço da indústria automóvel norte-americana é a maior cidade dos EUA a cair na falência.
A cidade de Detroit, no estado do Michigan, nos EUA, declarou bancarrota e pediu, nesta quinta-feira, a um tribunal federal protecção contra os credores. É a maior cidade norte-americana a declarar falência, segundo a imprensa norte-americana.
Em 2009, a Administração Obama ajudou financeiramente a salvar dois dos grandes nomes da indústria automóvel de Detroit, a General Motors e a Chrysler. Mas desta vez, a Casa Branca não pôs dinheiro à disposição do município para tentar inverter uma situação financeira cuja gravidade fica patente no défice orçamental anual de 100 milhões de dólares.
O principal jornal local, The Detroit News, relatava há uma semana a resposta da Casa Branca a perguntas de jornalistas sobre a situação difícil de Detroit. Durante uma conferência de imprensa em Washington, um porta-voz da Administração Obama, Jay Carney, declarou que o Presidente "estava a par da situação de Detroit", e que responsáveis federais e locais continuavam "em contacto", mas frisou que desconhecia "qualquer plano ou proposta que o Presidente tenha". "Mas estamos cientes da situação", frisou.
O valor da dívida, adianta por seu lado o New York Times, não é consensual, variando as estimativas "entre os 18 biliões e os 20 biliões de dólares". Isto dá entre 13.700 milhões a 15.200 milhões de euros, segundo a actual taxa de câmbio. A Reuters cita estimativas de 18.500 milhões de dólares.
De acordo com o jornal de maior expansão, o USA Today, o pedido de protecção formulado nesta quinta-feira dá início a um período de 30 a 90 dias, durante o qual será avaliado se o caso Detroit pode ou não enquadrar-se no referido capítulo 9. Em caso afirmativo, será feita uma selecção dos credores que poderão vir a reaver as dívidas, face aos recursos limitados que a cidade tem para oferecer, explica o mesmo jornal.
O mayor Dave Bing (do Partido Democrata) tem tentado inverter a situação, ao captar investimento privado para a baixa da cidade. Porém, os resultados e proveitos daí decorrentes são uma gota no oceano das dívidas municipais.
Para a cidade, frisam dois jornalistas do NYT, este desfecho, é uma "recordação dolorosa da ascensão e queda da cidade". Na década de 1950, Detroit registava 1,8 milhões de habitantes. Actualmente está reduzida a 700 mil moradores, dezenas de milhares de edifícios vazios e abandonados (78 mil segundo a Reuters) e ruas sem iluminação. "Foi uma decisão difícil e dolorosa, mas acredito que não outra saída viável", argumentou o governador do Michigan, Rick Snyder (conservador do Partido Republicano), numa carta remetida ao tribunal.
Segundo a Reuters, nessa carta que acompanha o pedido de protecção judicial, o governador declara que aprovou um pedido do gestor externo nomeado para negociar uma saída, Kevyn Orr, que foi quem solicitou o início do processo judicial de protecção contra credores. "A cidade não dispõe de receitas suficientes para assegurar as suas obrigações, e a situação só irá piorar se não for tomada esta medida", escreveu Snyder.
Mesmo que o processo de falência possa ser, a longo prazo, transformado num novo início para Detroit, espera-se que o impacto a curto prazo seja mais desemprego, e mais dificuldades. Além disso, fica também, o estigma. Ao responsável pelas finanças do Michigan, Snyder escreveu ainda que imagina que muitos dirão que a cidade "bateu no fundo". Porém, acredita que será uma hipótese de um recomeço, sem o peso da dívida que não consegue pagar".
Nas últimas semanas, à medida que se adensava o risco de bancarrota, o município tentava negociar com credores e, ao mesmo tempo, com sindicatos de trabalhadores, na esperança de conseguir dilatar prazos de pagamento aos empresários e cortar nos benefícios aos trabalhadores.
Em Junho, há cerca de um mês, Orr apresentou um plano que deixaria muitos credores com muito menos para receber (dez cêntimos por cada dólar em dívida), avisando que recorreria sem hesitação à declaração de bancarrota caso as negociações se embrulhassem num impasse. Recentemente, dizem diferentes jornais americanos, o município falhou o pagamento de 40 milhões de dólares devidos ao fundo de pensões da cidade.
Segundo o gabinete de estatísticas norte-americano, o US Census Bureau, Detroit tinha, em 2010, 10% de população branca, muito longe dos 78,9% de brancos no Michigan. Nesse ano, a maioria da população era negra (78,9%), contrariando a tendência do estado, onde apenas 14,2% da população era afro-americana.
O Michigan, situado na região dos Grandes Lagos, fazendo fronteira com o Canadá, tem dado a vitória aos Democratas nas presidenciais desde 1992. É o nono mais populoso do país e o 11.º em área.
As edições online dos principais jornais norte-americanos avançaram com a notícia quando era quinta-feira à noite na Europa: uns citando despachos de agência, outros com peça própria, dão conta de um desfecho que se adivinhava e que acabou por se concretizar.
A cidade que é considerada o berço da indústria automóvel norte-americana, e que foi fundada há mais de 300 anos, não consegue sair do poço de dívidas em que tem vindo a afundar-se e, por isso, pediu protecção judicial ao abrigo do capítulo 9 do código de falências, que só se aplica às entidades municipais. Este artigo não prevê a liquidação da entidade que declara falência – como no caso de uma empresa –, mas antes uma reorganização do município. Um processo que foi usado 60 vezes nos EUA, desde a década de 1950, mas que agora envolve o maior dos municípios falidos até agora.Em 2009, a Administração Obama ajudou financeiramente a salvar dois dos grandes nomes da indústria automóvel de Detroit, a General Motors e a Chrysler. Mas desta vez, a Casa Branca não pôs dinheiro à disposição do município para tentar inverter uma situação financeira cuja gravidade fica patente no défice orçamental anual de 100 milhões de dólares.
O principal jornal local, The Detroit News, relatava há uma semana a resposta da Casa Branca a perguntas de jornalistas sobre a situação difícil de Detroit. Durante uma conferência de imprensa em Washington, um porta-voz da Administração Obama, Jay Carney, declarou que o Presidente "estava a par da situação de Detroit", e que responsáveis federais e locais continuavam "em contacto", mas frisou que desconhecia "qualquer plano ou proposta que o Presidente tenha". "Mas estamos cientes da situação", frisou.
O valor da dívida, adianta por seu lado o New York Times, não é consensual, variando as estimativas "entre os 18 biliões e os 20 biliões de dólares". Isto dá entre 13.700 milhões a 15.200 milhões de euros, segundo a actual taxa de câmbio. A Reuters cita estimativas de 18.500 milhões de dólares.
De acordo com o jornal de maior expansão, o USA Today, o pedido de protecção formulado nesta quinta-feira dá início a um período de 30 a 90 dias, durante o qual será avaliado se o caso Detroit pode ou não enquadrar-se no referido capítulo 9. Em caso afirmativo, será feita uma selecção dos credores que poderão vir a reaver as dívidas, face aos recursos limitados que a cidade tem para oferecer, explica o mesmo jornal.
O mayor Dave Bing (do Partido Democrata) tem tentado inverter a situação, ao captar investimento privado para a baixa da cidade. Porém, os resultados e proveitos daí decorrentes são uma gota no oceano das dívidas municipais.
Para a cidade, frisam dois jornalistas do NYT, este desfecho, é uma "recordação dolorosa da ascensão e queda da cidade". Na década de 1950, Detroit registava 1,8 milhões de habitantes. Actualmente está reduzida a 700 mil moradores, dezenas de milhares de edifícios vazios e abandonados (78 mil segundo a Reuters) e ruas sem iluminação. "Foi uma decisão difícil e dolorosa, mas acredito que não outra saída viável", argumentou o governador do Michigan, Rick Snyder (conservador do Partido Republicano), numa carta remetida ao tribunal.
Segundo a Reuters, nessa carta que acompanha o pedido de protecção judicial, o governador declara que aprovou um pedido do gestor externo nomeado para negociar uma saída, Kevyn Orr, que foi quem solicitou o início do processo judicial de protecção contra credores. "A cidade não dispõe de receitas suficientes para assegurar as suas obrigações, e a situação só irá piorar se não for tomada esta medida", escreveu Snyder.
Mesmo que o processo de falência possa ser, a longo prazo, transformado num novo início para Detroit, espera-se que o impacto a curto prazo seja mais desemprego, e mais dificuldades. Além disso, fica também, o estigma. Ao responsável pelas finanças do Michigan, Snyder escreveu ainda que imagina que muitos dirão que a cidade "bateu no fundo". Porém, acredita que será uma hipótese de um recomeço, sem o peso da dívida que não consegue pagar".
Nas últimas semanas, à medida que se adensava o risco de bancarrota, o município tentava negociar com credores e, ao mesmo tempo, com sindicatos de trabalhadores, na esperança de conseguir dilatar prazos de pagamento aos empresários e cortar nos benefícios aos trabalhadores.
Em Junho, há cerca de um mês, Orr apresentou um plano que deixaria muitos credores com muito menos para receber (dez cêntimos por cada dólar em dívida), avisando que recorreria sem hesitação à declaração de bancarrota caso as negociações se embrulhassem num impasse. Recentemente, dizem diferentes jornais americanos, o município falhou o pagamento de 40 milhões de dólares devidos ao fundo de pensões da cidade.
Segundo o gabinete de estatísticas norte-americano, o US Census Bureau, Detroit tinha, em 2010, 10% de população branca, muito longe dos 78,9% de brancos no Michigan. Nesse ano, a maioria da população era negra (78,9%), contrariando a tendência do estado, onde apenas 14,2% da população era afro-americana.
O Michigan, situado na região dos Grandes Lagos, fazendo fronteira com o Canadá, tem dado a vitória aos Democratas nas presidenciais desde 1992. É o nono mais populoso do país e o 11.º em área.
E AGORA? O REGRESSO DE PEDRO.
O regresso de Pedro
19/07/13 00:35 | António CostaIN ECONÓMICO
As cartas estão marcadas e, agora, só uma reviravolta poderá evitar o que é verdade hoje, à hora a que estiver a ler este texto: não há acordo de salvação nacional, a austeridade e o crescimento não se encontraram e o Presidente da República vai ter de ‘aprovar' o novo Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas ou mandar o país para eleições antecipadas.
As cartas estão marcadas e, agora, só uma reviravolta poderá evitar o que é verdade hoje, à hora a que estiver a ler este texto: não há acordo de salvação nacional, a austeridade e o crescimento não se encontraram e o Presidente da República vai ter de ‘aprovar' o novo Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas ou mandar o país para eleições antecipadas.
A crise ainda não acabou, e em política tudo é possível, mesmo quando parece impossível, como parece ser a possibilidade de um compromisso entre o PSD e o PS - o CDS, aqui, está literalmente ao centro, como um dia disse Freitas do Amaral - desde que o Presidente da República entendeu dar um raspanete aos partidos, classificá-los de irresponsáveis e transformar-se no personagem central da vida política portuguesa.
A primeira consequência desta crise é verdadeiramente uma ironia: o país está em crise económica e social profunda, o plano de ajustamento com a ‘troika' teria sempre consequências, mas esgotou-se e não foi renegociado por responsabilidade directa do Governo e é por causa de uma crise interna à coligação que Cavaco Silva decidiu abrir um novo ciclo político no país.
Apesar disto tudo, a primeira vítima deste processo é António José Seguro, que já perdeu. Porquê? Porque não controlou o processo, deixou-se controlar por ele, porque entrou em contradição entre as negociações e o voto favorável à moção de censura. Porque já não tem margem para dizer ‘não' a históricos do passado e a históricos mais recentes, como Soares e Sócrates.
Os históricos do PS - curiosamente os dois que tiveram de chamar o FMI para salvar o país da bancarrota - acreditam mesmo que é a flexibilidade da ‘troika' que garante um acordo? Que não há uma restrição financeira activa que obriga a outra política, que dependemos de terceiros, dos nossos credores e da sua avaliação da nossa capacidade de pagar a dívida? Ou será, precisamente, ao contrário, só um acordo poderá garantir uma margem de manobra - a possível para quem ainda não deu um passo na reforma do Estado - para rever as condições do ajustamento?
António José Seguro só poderia ter entrado neste processo se estivesse de facto convencido da necessidade de um acordo substantivo e com conteúdo. Se não queria aceitar cortes de despesa, e compromissos, cuja necessidade é evidente, em torno destes objectivos, deveria ter clarificado a sua posição. Ao não fazê-lo, ao seguir o exemplo de Cavaco Silva, ao preferir uma não-decisão, acabou encurralado.
Cavaco Silva, esse, já começou a introduzir nuances no discurso, a preparar o que não quis antecipar ontem, a partir das Ilhas Selvagens. Mas é melhor começar já a escrever o discurso de explicação aos portugueses, um que se perceba à primeira, que dispense ‘cavacólogos' a saltar de televisão em televisão. Um discurso que explique porque é que decidiu seguir pelo caminho mais longo, e com custos eventualmente irreparáveis, em vez do caminho mais simples, porventura o mais difícil porque exigiria a assumpção de responsabilidades no imediato e não a culpabilização de terceiros mais tarde.
A terceira consequência é um novo fôlego de Pedro Passos Coelho, quase que em resposta à carta de Vítor Gaspar, às críticas implícitas de falta de liderança. O primeiro-ministro revelou-se e ganhou perante o país, nos últimos 19 dias, uma capacidade política perdida, reforçada ainda por cima quando, ao lado, tem um líder do CDS que esteve na origem da crise e um líder do PS estilhaçado.
O primeiro-ministro tornou (mais) verdadeira a ideia de que uma crise é uma oportunidade. Nem tudo está pior, e é evidente que o simples facto de um país, ou uma empresa, ou uma família deixarem de poder viver a crédito teria sempre consequências. Poderia e deveria ter menos, porque, como Vítor Gaspar confessou, de forma cândida, a reforma do Estado, o mais importante, ficou para o fim. A partir deste momento, Passos tem outra legitimidade, até perante Cavaco Silva, para governar, nas suas condições e nos seus termos, até ao fim da presente legislatura.
Pedro Passos Coelho passa uma imagem de homem de Estado, contra tudo e contra todos, aguentou a pressão, e soube decidir bem no momento certo. Até com a autoridade de comprometer Paulo Portas, que estava com um pé dentro e outro fora do Governo. Voltou a falar como primeiro-ministro na plenitude das suas funções, ontem, na Assembleia da República, e abriu definitivamente a segunda fase do ciclo político deste Governo. E vai aproveitar, e bem, essa legitimidade reforçada para obrigar Cavaco Silva a aceitar a remodelação que já apresentou, ou a assumir a responsabilidade de marcar eleições antecipadas, com as consequências que o próprio tão bem identificou.
DIFERENÇA ENTRE ENGENHOSIDADE E INTELIGÊNCIA
1 - A NASA
Quando, antes dos anos 60, a NASA iniciou o envio de astronautas para o espaço, advertiram que as suas canetas não funcionariam à gravidade zero, dado que a tinta não desceria à superfície onde se desejaria escrever.
Ao fim de 6 anos de testes e investigações, que exigiu um gasto de 12 milhões de dólares, conseguiram desenvolver uma esferográfica que funcionava em gravidade zero, debaixo d´água, sobre qualquer superfície incluindo vidro e num leque de temperaturas que iam desde abaixo de zero até 300 graus centígrados.
Os Russos, pelo seu lado, ao depararem com o mesmo problema, descartaram as canetas e, simplesmente deram lápis às suas tripulações para que pudessem escrever sem problemas.
2 - O EMPACOTADOR DE SABONETES
Em 1970, um cidadão japonês enviou uma carta a uma fábrica de sabonetes de Tókio, reclamando ter adquirido uma caixa de sabonete que, ao abri-la, estava vazia. A reclamação colocou em marcha todo um programa de gestão administrativa e operacional; os engenheiros da fábrica receberam instruções para desenhar um sistema que impedisse que este problema voltasse a repetir-se.
Depois de muita discussão, os engenheiros chegaram ao acordo de que o problema tinha sido desencadeado no setor de empacotamento dos sabonetes, onde uma caixinha em movimento não foi cheia com o sabonete respectivo.
Por indicação dos engenheiros desenhou-se e instalou-se uma sofisticada máquina de raios "X" com monitores de alta resolução, operada por dois trabalhadores encarregados de vigiar todas as caixas de sabonete que saíam da linha de empacotamento para que, dessa maneira se assegurasse de que nenhuma ficaria vazia. O custo dessa máquina superou os 250,000 dólares.
Quando a máquina de raios "X" começou a falhar ao fim de cinco meses de ser operada pelos três turnos da empresa, um trabalhador da área de empacotamento pediu emprestado um potente ventilador (ventoinha) de 50 dólares e apenas o apontou na direção da parte final da passadeira transportadora.
À medida que as caixinhas avançavam nessa direção, as que estavam vazias simplesmente saíam voando da linha de empacotamento, por estarem mais leves.
3 - O HOTELEIRO de NY
O gerente geral de uma cadeia hoteleira americana viajou pela segunda vez para Seul no lapso de um ano; ao chegar ao hotel onde devia hospedar-se foi recebido calorosamente com um "Bem-vindo senhor, que bom tê-lo novamente no nosso hotel".
Duvidando de que o recepcionista tivesse tão boa memória e surpreendido pela recepção, propôs-se que - no seu retorno a New York-imporia igual sistema de tratamento ao cliente na cadeia hoteleira que administrava.
No seu regresso convocou e reuniu todos os seus gerentes pedindo-lhes para desenvolver uma estratégia para tal pretensão.
Os gerentes decidiram implementar um software de reconhecimento de rostos, base de dados atualizada dia a dia, câmeras especiais com um tempo de resposta em micro segundos, assim como a pertinente formação dos empregados, etc., cujo custo aproximado seria de 2.5 milhões de dólares.
O gerente geral descartou a ideia devido aos elevados custos.
Meses depois, na sua terceira viagem a Seul, tendo sido recebido da mesma maneira, ofereceu uma boa gratificação ao recepcionista para que lhe revelasse como o faziam.
O recepcionista disse-lhe então:
Repare senhor, aqui temos um acordo com os taxistas do aeroporto; durante o trajeto eles perguntam ao passageiro se ele já havia se hospedado neste hotel, e, se a resposta é afirmativa, eles, à chegada ao hotel, depositam as malas do hóspede do lado direito do balcão de atendimento.
Se o cliente chega pela primeira vez, as suas malas são colocadas do lado esquerdo e o taxista é gratificado com um dólar pelo seu trabalho.
Esta é a diferença entre engenhosidade e inteligência
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