sexta-feira, 8 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
VASCO LOURENÇO - PREPARAR OUTRA REVOLUÇÃO
Vasco Lourenço diz que se houvesse condições já estaria a preparar outra revolução
Por PÚBLICO
Capitão de Abril declara que Governo está "vendido à finança internacional" e que "já se justificava pôr cobro" à situação actual.
Em dia de debate entre militares sobre o futuro das Forças Armadas, o presidente da Associação 25 de Abril diz ter a esperança de que "os portugueses sejam capazes de correr" com os membros do executivo. E argumenta que se houvesse condições já estaria a preparar uma nova revolução.
Por iniciativa de diversas entidades socioprofissionais, os militares decidem na tarde desta quarta-feira, no Pavilhão de Desportos de Almada, novas diligências e acções contra a política do Governo, que pretende cortar 218 milhões em dois anos, 40 milhões dos quais ainda este ano. Um dos moderadores da tarde será Vasco Lourenço, capitão de Abril que, horas antes do encontro, disse em declarações à TSF que o país está a caminho do abismo. Lança também duras críticas aos membros do Governo, considerando que já se justificava derrubar o executivo de Passos Coelho.
"[É um Governo] vendido à finança internacional, que não é nada patriota, antes pelo contrário", avalia Vasco Lourenço. "A minha esperança é que os portugueses sejam capazes de correr com eles e de os levar até à prisão, porque os crimes que estão a cometer não devem ficar impunes", acrescenta."Se sentisse que havia condições eu já estaria a preparar outro [25 de Abril]. Sinto que não há condições para isso, sinto que se justificava pôr cobro a esta situação de ilegitimidade."
Ainda à TSF, o general Garcia Leandro diz que nunca encabeçaria um movimento de tamanha ruptura, mas não esconde a sua desilusão com o poder político e, em concreto, com o ministro da Defesa, Aguiar-Branco. "Ele não sabe o que está a fazer, não sabe o que é o país", diz o general, acrescentando: "Não conheço ninguém que tenha confiança nele. (...) Ele quer destruir as Forças Armadas."
Ao PÚBLICO, António Pereira Cracel, dirigente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, considerou que "os militares e as Forças Armadas têm vindo a ser minimizados no seu papel". Lima Coelho, dirigente da Associação Nacional de Sargentos, critica por seu lado a oportunidade da divulgação de uma sondagem da Universidade Católica em que 43% dos inquiridos consideram que o número de efectivos militares deve diminuir. "Essa sondagem é oportuna porque serve determinados objectivos do Governo", afirma.
Na tarde desta quarta-feira, em dois períodos distintos, haverá debate entre militares na reforma e reserva, e no activo. O primeiro período é das 15h às 17h e o segundo irá das 18h às 23h.
MANIFESTAÇÃO 2 MARÇO VISTA POR UMA AMERICANA
http://www.publico.pt/v8816
MORREU HUGO CHAVES
O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu nesta terça-feira, aos 58 anos, num hospital militar em Caracas, na sequência de complicações após a quarta operação ao cancro, anunciou o vice-presidente Nicolás Maduro.
“Às 16h25 [20h55 em Lisboa] morreu o Presidente comandante Hugo Chávez. A toda a sua família transmitimos a nossa dor e a nossa solidariedade”, disse Maduro, num depoimento emocionado. “É uma tragédia histórica aquela que hoje toca a nossa pátria. Apelamos a todos os nossos compatriotas a serem os vigilantes da paz, do amor e da tranquilidade da pátria. Queridos compatriotas, muita coragem, temos que crescer por cima desta dor”, afirmou.
Nicolás Maduro, designado pelo próprio Chávez como seu sucessor, mobilizou as Forças Armadas e a polícia para "proteger a paz do povo venezuelano". Os chefes militares, por sua vez, já se afirmaram fiéis a Maduro, que deverá disputar as eleições presidenciais com o líder da oposição, Henrique Capriles, que perdeu a disputa eleitoral com Chávez em Outubro. Sondagens recentes davam a vitória a Maduro.O funeral de Chávez vai realizar-se na próxima sexta-feira, na Academia Militar da Venezuela, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Elías Jaua. O Governo decretou ainda sete dias de luto nacional.
Assim que foi conhecida a notícia da morte do homem que liderou a Venezuela durante 14 anos, as ruas de Caracas foram-se enchendo de gente. Fotografias e vídeos da agência Reuters mostram venezuelanos na rua a chorar, abraçados e a agitar bandeiras.
Convocar novas eleições em 30 dias
Hugo Chávez era Presidente da Venezuela desde 1999 e ganhou todas as eleições em que participou desde então. Foi reeleito em Outubro para mais um mandato de seis anos, mas não chegou a tomar posse.
A constituição prevê que a Presidência seja assumida interinamente pelo presidente do Parlamento, Diosdado Cabello, que tem de convocar eleições no prazo de um mês. Mas Elías Jaua anunciou que será Nicolás Maduro a assumir interinamente o cargo de Presidente, convocando eleições nos 30 dias previstos constitucionalmente.
Há muito que se especulava sobre o estado de saúde do líder venezuelano, numa batalha mediática que parece não ter fim. Depois de meses de informação difusa, também a hora e o local da morte de Chávez estão a ser alvo de polémica. O site do jornal espanhol ABC noticiou (com base em fontes "habituais" e não identificadas que têm contacto com a equipa médica) que a morte de Chávez aconteceu várias horas antes da comunicação de Maduro. Segundo o ABC, o vice-presidente teve de atrasar o anúncio para que o corpo pudesse ir de Cuba, onde o jornal afirma que Chávez estava internado, para a Venezuela.
Horas antes de comunicar a morte de Chávez, Nicolás Maduro tinha anunciado a expulsão de um diplomata dos Estados Unidos da América, acusado de conspiração para propagar rumores sobre a morte de Chávez e de ter tentado contactar antigos militares, afectos ao regime anterior à revolução chavista. Maduro acusou ainda os "inimigos" da revolução de terem provocado o cancro do Presidente venezuelano.
Barack Obama reagiu em comunicado à morte do líder da Venezuela, dizendo que "os Estados Unidos reafirmam o apoio ao povo e o interesse em desenvolver uma relação construtiva com o Governo venezuelano". A nota acrescenta que "quando a Venezuela começa um novo capítulo na sua história, os EUA permanecem empenhados em políticas que promovam os princípios democráticos, o Estado de direito e o respeito pelos direitos humanos". A Presidente do Brasil, por seu lado, fala numa "perda irreparável". Dilma Rousseff salienta que nem sempre esteve de acordo com Chávez, mas destaca que a preocupação deste sempre foi "o desenvolvimento do seu país e do continente". Mais reacções globais aqui.
Hugo Chávez padecia de cancro desde Junho de 2011 e foi sujeito a quatro operações em Cuba, a última das quais a 11 de Dezembro.
Após as operações em Cuba, onde ficou durante dois meses, Chávez voltou à Venezuela a 18 de Fevereiro, altura em que publicou o seu último tweet, em que dizia estar confiante no trabalho dos médicos e das enfermeiras. O regresso à pátria foi visto por alguns como sinal de uma melhoria no estado de saúde do Presidente e uma forma de finalmente tomar posse, na sequência das eleições de Outubro de 2012, quando ganhou novo mandato nas urnas. Mas outros analistas viram nesta viagem um sinal de que a doença ganhava a batalha.
Filho de professores primários de Sabaneta, Chávez destacou-se inicialmente como militar mas foi pela via política que concretizou o sonho de liderar a Venezuela e realizar a sua revolução.
HUMOR EM TEMPO DE CRISE
- Mestre, qual é o segredo da longevidade? Pergunta o discípulo ao mestre budista.
- Só comer verdura, dormir cedo e renunciar ao sexo e a bebida - Responde o Mestre.
- Mestre, assim terei uma vida longa ?
- Não necessariamente, mas vai parecer uma eternidade...!
- Só comer verdura, dormir cedo e renunciar ao sexo e a bebida - Responde o Mestre.
- Mestre, assim terei uma vida longa ?
- Não necessariamente, mas vai parecer uma eternidade...!
RECORDARANGOLA-NOVAS ENTREVISTAS DE PAULO SALVADOR
Novas entrevistas, Chichorro e Ciro
Caro amigo, mais duas entrevistas ao seu dispor. O pintor moçambicano Roberto Chichorro e o médico angolano, Ciro de Sousa. Duas conversas cheias de memórias.
Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com
terça-feira, 5 de março de 2013
CIDADES, VILAS E ALDEIAS DE PORTUGAL
Pequena Enciclopédia
de cidades, vilas e aldeias
de Portugal - MAIS DE 200...
de cidades, vilas e aldeias
de Portugal - MAIS DE 200...
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segunda-feira, 4 de março de 2013
OS ROSTOS DOS RESPONSÁVEIS PELA CRISE
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A fúria que muitos sentem relativamente à chanceler alemã Angela Merkel é compreensível. Mas não foi Angela Merkel a responsável pelo estado a que chegámos, pela crise em que nos mergulharam, pelo enorme endividamento das famílias ou pelos esquemas de corrupção que exauriram as contas públicas.
Por:
Paulo Morais, Professor universitário
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Foi Cavaco Silva, e não Merkel, que enquanto primeiro-ministro permitiu o desbaratar de fundos europeus em obras faraónicas e inúteis, desde piscinas e pavilhões desportivos sem utentes, ao desnecessário Centro Cultural de Belém. Foi o seu ministro Ferreira do Amaral que hipotecou o estado no negócio tipo PPP que ele actualmente gere (!!!!!!!) da Ponte Vasco da Gama.
Foi António Guterres, e não Merkel, que decidiu esbanjar centenas de milhões de euros na construção de dez estádios de futebol (pela mão do Dr. Arnaut). Foi também no seu tempo que se construiu o Parque das Nações (terminou com António Vitorino), o negócio imobiliário mais ruinoso para o estado em toda a história de Portugal.
Mas o descalabro maior ainda estava para chegar. Os mandatos de José Sócrates ficarão para a história como aqueles em que os socialistas entregaram os principais negócios de estado ao grande capital. Concederam-se privilégios sem fim à EDP e aos seus parceiros das energias renováveis (torres de vento fabricadas em Espanha na sua maioria); celebraram-se os mais ruinosos contratos de parceria público-privada (as célebres PPP de má memória), com todos os lucros garantidos aos concessionários, correndo o estado todos os riscos (Como hoje referiu em pormenor o Bastonário da Ordem dos Advogados no seu discurso na Abertura do Ano Judicial). O seu ministro Teixeira dos Santos nacionalizou e assumiu todos os prejuízos do BPN, mas esqueceu-se de passar para a esfera do Estado os activos lucrativos da SLN hoje camuflados na Galilei.
Finalmente, chegou Passos Coelho, que prometeu nos discursos eleitoralistas, não aumentar impostos nem tocar nos subsídios dos reformados, mas quando assumiu o poder, fez logo exactamente o contrário. Também não é Merkel a culpada dessa incoerência, nem tão pouco é responsável pelos disparates de Vítor Gaspar, que não pára de subir taxas de impostos. A colecta diminui, a dívida pública cresce, a economia soçobra.
A raiva face aos dirigentes políticos deve ser dirigida a outros que não à chanceler alemã. Aliás, os que fazem de Angela Merkel o bode expiatório dos nossos problemas estão implicitamente a amnistiar os verdadeiros culpados.
Convém relembrar... é que neste País há um grave problema de "perda de memória".(vulgo Alzheimer).
Convém relembrar... é que neste País há um grave problema de "perda de memória".(vulgo Alzheimer).
Afinal, quem é que os pôs lá? Então vão-se queixar ao… (esse mesmo … !)
OPUS DEI
Património de 50 milhões nas mãos do Opus Dei
Fotografia © Hélder
Oliveira
Bens ultrapassam os 50 milhões de euros,
impulsionados pelos quase 42 milhões da Fundação Maria Antónia Barreiro. Um
hotel, uma escola superior, dezenas de imóveis, uma financeira e até uma escola
de futebol fazem parte das estruturas controladas pela obra, através dos seus
membros, embora legalmente não exista qualquer ligação.
O registo comercial é claro: o Opus Dei em Portugal só é dono de três
jazigos. Porém, as ações da obra ocorrem num património muito mais vasto,
controlado por membros da organização e superior a 50 milhões de euros.
Colégios, prédios devolutos, terrenos, um hotel, uma escola superior e até uma
sociedade de capital de risco fazem parte do universo patrimonial do Opus
Dei.
No registo comercial não há qualquer fração deste património em nome do Opus Dei, mas os administradores confirmam a ligação à obra, que, aliás, foi assumida ao DN pela própria cúria do Opus Dei em Portugal. Os imóveis que servem de suporte à obra são propriedade de cooperativas, de associações e da Fundação Maria Antónia Barreiro, que detém os principais equipamentos. Juntando as dezenas de estruturas, prédios e palacetes de associações e cooperativas ao património declarado às Finanças pela fundação, o valor ultrapassa facilmente os 50 milhões de euros.
O facto de o património da obra estar disperso já levou a acusações públicas de tentativa de ocultação de riqueza. O líder do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo, garante que "ninguém nega" que estas atividades estão ligadas ao Opus Dei e que este tipo de modelo "é uma questão de princípio, não de estratégia" (ver entrevista nas págs. 34 e 35). Assume, portanto, que este património milionário é gerido por membros da obra , sendo, simultaneamente, o suporte material do Opus Dei.
A organização admitiu ao DN que, apesar de legalmente não haver ligação, "a nomeação de dirigentes para estas instituições conta habitualmente com o parecer da cúria do Opus Dei", não sendo, porém, "vinculativo". Mesmo sem esse parecer, o Opus Dei está presente na direção das mesmas, sendo a esmagadora maioria dos administradores membros da obra. É o caso da Fundação Maria Antónia Barreiro.
Fundação avaliada em 41,8 milhões
Só o património da fundação, de acordo com dados do Governo português, está avaliado em 41,85 milhões de euros, o que significa um acréscimo de quase 1200% do património desde que a instituição foi criada, há 27 anos. A entidade tem três administradores, todos membros do Opus Dei, sendo que dois deles são vitalícios: José Afonso Gil (o presidente) e José Alves Mendes. O terceiro é Jon Velasco (o número dois do Opus em Portugal), indicado por uma entidade também da órbita do Opus Dei: a Sociedade Lusitana de Cultura.
Ao DN, o presidente, José Afonso Gil, explicou que a fundação foi criada "por vontade de Maria Antónia Barreiro, que me incumbiu, enquanto testamentário, de formar esta fundação com os seus bens", mas "não entrou dinheiro nenhum de fora, eu é que rentabilizei o património, atualizei rendas, vendi coisas velhas e construí novas".
No entanto, reconhece que "a fundação é um mecenas que já emprestou vários milhões à atividade do Opus Dei". José Afonso Gil admite que todas as atividades da fundação "são deficitárias" e os "prejuízos de milhões são colmatados com donativos que são feitos por membros da obra".
O oratório de S. Josemaría Escrivá de Balaguer, no Lumiar, em Lisboa - que é um dos principais edifícios da obra em Portugal - é propriedade da fundação, bem como um dos mais importantes colégios do Opus Dei: o Montes Claros. A residência com o mesmo nome é igualmente propriedade da instituição.
O património será em breve enriquecido com um novo edifício. "Vou construir uma nova residência na Alameda da universidade em Lisboa. Só o terreno custou dois milhões de euros. Ainda tenho de arranjar 400 mil euros que faltam", explicou ao DN José Afonso Gil. Esta nova residência universitária a erigir em Lisboa, no Campo Grande n.º 189, será denominada de Colégio Universitário dos Álamos - mais uma residência que terá formação do Opus Dei.
Entre os vários imóveis detidos pela Fundação destacam-se os que se situam em Lisboa, na zona de Marvila, na Rua Fernando Palha, e no arruamento que tem o nome do avô de Maria Antónia Barreiro: Rua José Domingos Barreiros. Tudo começou quando José Domingos Barreiros fundou no Poço do Bispo a sua firma comercial de vinhos, por grosso e para exportação, e se tornou conhecido armazenista de vinhos da zona oriental da cidade. O negócio foi continuado pelo seu filho Acácio Domingos Barreiros (pai de Maria Antónia, que herdaria os imóveis). Hoje, a fundação mantém aí diversos edifícios, pretendendo vender alguns.
O Hotel Três Pastorinhos, em Fátima, é outro dos principais ativos da fundação. A sua importância não está relacionada com os lucros, mas com o facto de servir de base logística para ações da obra. Está também aberto ao público, mas nem por isso se torna lucrativo, embora signifique cerca de um milhão de euros anuais em receitas. "Fica ela por ela: as receitas são quase iguais aos custos", explica José Gil.
Processo de meio milhão de euros
Além dos donativos dos membros da obra, a fundação também procura financiar a atividade com negócios imobiliários, como a venda de património. Uma dessas ações valeu até um processo em tribunal.
O DN descobriu um processo judicial intentado contra a fundação, estando em causa um prédio na Rua dos Correeiros, na Baixa de Lisboa. Três estabelecimentos comerciais (Espingardaria Belga de José Nunes, Nunes Toucedo & Companhia e Marques e, ainda, Martinho e Marques) intentaram uma ação cível no valor de 528 962,22 euroeuros contra a Fundação Maria Antónia Barreiro.
O processo (1553/11.3TVLSB.l1) começou na primeira instância e está relacionado com a referida necessidade de venda de património antigo para obtenção de fundos de financiamento para as atividades da fundação, nomeadamente os prejuízos dos colégios e outras entidades do Opus Dei. "Em causa está o prédio onde funciona o restaurante João do Grão. Pus aquilo em propriedade vertical para que os inquilinos comprassem, mas eles queriam o prédio de borla", lamenta José Afonso Gil.
O presidente da fundação diz ainda que estabeleceu no contrato de compra e venda que o prédio só poderia ser vendido na totalidade, por um valor de 770 mil euros. Só que, de acordo com José Afonso Gil, os inquilinos só queriam ficar com algumas parcelas, daí terem levado a tribunal a instituição. A fundação ganhou o processo na primeira instância, encontrando-se agora no Tribunal da Relação de Lisboa.
Teia patrimonial do Opus Dei
Além dos administradores, o Conselho-Geral da Fundação Maria Antónia Barreiro também é composto por membros da obra, como o antigo presidente do Parlamento Francisco Oliveira Dias, o banqueiro Câmara Pestana ou Pedro Rosa Ferro. Por outro lado, foi a fundação que doou à AESE (a Escola Superior de Negócios do Opus Dei) o terreno no Lumiar onde foi construída a escola: um edifício envidraçado similar a qualquer polo universitário. José Afonso Gil, Osvaldo Aguiar e José Fontes (membros da obra e também administradores da fundação) fizeram - a par de figuras como ex-banqueiro Jardim Gonçalves - parte do rol de fundadores da AESE.
Sem surpresa, dado todas estas ligações, a direção da AESE assim como o corpo docente são maioritariamente compostos por membros da obra (ver infografia).
Uma Nave(s) financeira
A AESE é também a maior acionista da Naves - Sociedade de Capital de Risco, detendo 11,76% das ações. O atual secretário de Estado das Finanças e cooperador do Opus Dei, Manuel Rodrigues, foi nomeado em setembro de 2012 - menos de dois meses antes de tomar posse no Executivo de Pedro Passos Coelho - para diretor-geral desta sociedade que, por sua vez, tem participações em empresas ligadas às áreas da saúde e da energia.
A participação mais pequena da Naves é na empresa de energia Self Energy (1,96%), depois de ter vendido 57% da posição no dia 17 de dezembro de 2010 por 6,5 milhões de euros ao grupo Soares da Costa. A sociedade detém também 14,29% na Várzea da Rainha Impressores, empresa presidida pela ex-deputada do PSD e ex-dirigente do PCP, Zita Seabra. Contam-se ainda participações na consultora Human Talent e na empresa de consultadoria e gestão imobiliária In Time, que, por sua vez, é detentora da Superball - uma academia de futebol que funciona em Telheiras.
João Leite Machado, do Opus Dei e sócio gerente da In Time, é também administrador de uma das muitas cooperativas que são proprietárias de colégios do Opus Dei: a Socei/Colégios Fomento. Os colégios do Opus Dei são um dos pontos de conflito com outros membros da Igreja Católica. O bispo emérito de Aveiro, António Marcelino, considera anormal que o Opus Dei não aceite que "os colégios sejam escolas católicas segundo o direito canónico e as orientações do episcopado".
As cooperativas são um modelo tão usado pela obra que até a própria sede, no Palácio do Lumiar, está no nome da COFIC, que tem igualmente como administradores membros da obra. O próprio vigário regional, José Rafael Espírito Santo, reconhece que faria sentido a sede da obra estar legalmente vinculada à organização. "Optou-se por este modelo, mas não foi para esconder, foi uma mera opção, que acontece em parte porque o Opus Dei aqui em Portugal não tem ainda uma dimensão que possa justificar criar essa burocracia", clarificou ao DN.
Dos 35 centros/residências de numerários e dezenas de clubes recreativos que o Opus Dei tem dispersos pelo País, nenhum está em nome da obra ou da Igreja; estão espalhados por dezenas de cooperativas ou mesmo associações.
Há ainda variadíssimas instituições promovidas por membros da obra e que o próprio vigário regional invoca orgulhosamente. Destacam-se a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Rural, a IPSS Emergência Social, a Associação Criança e Vida (Porto) e a Gaivotas da Torre (que cuida de crianças desfavorecidas), a Associação "Quantum Satis"(que dá apoio a pais de crianças portadoras de deficiência) e a ONG Atlas em Coimbra, que conta com várias atividades de ação social.
Financiamento da obra
Como estas estruturas não são lucrativas, o financiamento da obra está assente em donativos. De acordo com o líder do Opus Dei em Portugal, os membros da obra são incentivados a dar dinheiro em específico a uma associação ou atividade. Já os centros (residências de numerários) mantêm-se em funcionamento com o salário ganho pelos numerários nas suas atividades profissionais e que é dado, quase na totalidade, ao diretor do centro, que depois gere as despesas. Muitos dos supranumerários (membros casados) são abastados e dão à obra tanto quanto a um filho. Estes donativos ajudam também a sustentar os sacerdotes da organização.
O Opus Dei em Portugal garante ainda não receber financiamento estrangeiro, embora admita que possa haver empréstimos entre instituições congéneres. Por hipótese, a AESE poderia pedir dinheiro à sua homóloga de Navarra: a escola de negócios IESE.
Testamentos para a vida?
Outro dos pontos importantes de financiamento do Opus Dei e que ajudam a suportar este vasto património e as diferentes atividades são os testamentos. Os membros, em especial os numerários, são incentivados a fazer um testamento em que deixam tudo a uma das estruturas da obra, normalmente às cooperativas. A Fundação Maria Antónia Barreiro resultou disso mesmo, sendo o mais generoso donativo alguma vez feito à obra em Portugal e um dos maiores ao nível mundial. Hoje, se não existissem os imóveis da fundação (são mais de 80), a atividade do Opus Dei no País estaria francamente diminuída.
Assim, todos os numerários, pouco depois de aderirem à obra, fazem o seu testamento. Porém, vários ex-membros queixaram-se ao DN do facto de o documento não ter sido devolvido após abandonarem a instituição. Entre os vários testemunhos recolhidos pelo DN, só o economista do Porto João Pinto não se coibiu de dar a cara. "Saí da organização há 19 anos e ainda não me devolveram o testamento. Estou a tratar de uma forma jurídica do anular", lamenta o ex-numerário. João Pinto teme que caso lhe "aconteça algo, a herança vá para o Opus Dei e não para a família", isto porque, no documento, estava explícito que a decisão era inalterável e que deixaria tudo à obra.
O responsável pelo Gabinete de Comunicação do Opus Dei, Pedro Gil, formado em Direito, explicou que esta é uma não-questão porque "legalmente basta fazer um testamento para que o outro seja alterado". Mas este esclarecimento não descansa João Pinto, que em conjunto com um grupo de ex-membros está a estudar uma forma de anular o testamento deixado ao Opus Dei.
No registo comercial não há qualquer fração deste património em nome do Opus Dei, mas os administradores confirmam a ligação à obra, que, aliás, foi assumida ao DN pela própria cúria do Opus Dei em Portugal. Os imóveis que servem de suporte à obra são propriedade de cooperativas, de associações e da Fundação Maria Antónia Barreiro, que detém os principais equipamentos. Juntando as dezenas de estruturas, prédios e palacetes de associações e cooperativas ao património declarado às Finanças pela fundação, o valor ultrapassa facilmente os 50 milhões de euros.
O facto de o património da obra estar disperso já levou a acusações públicas de tentativa de ocultação de riqueza. O líder do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo, garante que "ninguém nega" que estas atividades estão ligadas ao Opus Dei e que este tipo de modelo "é uma questão de princípio, não de estratégia" (ver entrevista nas págs. 34 e 35). Assume, portanto, que este património milionário é gerido por membros da obra , sendo, simultaneamente, o suporte material do Opus Dei.
A organização admitiu ao DN que, apesar de legalmente não haver ligação, "a nomeação de dirigentes para estas instituições conta habitualmente com o parecer da cúria do Opus Dei", não sendo, porém, "vinculativo". Mesmo sem esse parecer, o Opus Dei está presente na direção das mesmas, sendo a esmagadora maioria dos administradores membros da obra. É o caso da Fundação Maria Antónia Barreiro.
Fundação avaliada em 41,8 milhões
Só o património da fundação, de acordo com dados do Governo português, está avaliado em 41,85 milhões de euros, o que significa um acréscimo de quase 1200% do património desde que a instituição foi criada, há 27 anos. A entidade tem três administradores, todos membros do Opus Dei, sendo que dois deles são vitalícios: José Afonso Gil (o presidente) e José Alves Mendes. O terceiro é Jon Velasco (o número dois do Opus em Portugal), indicado por uma entidade também da órbita do Opus Dei: a Sociedade Lusitana de Cultura.
Ao DN, o presidente, José Afonso Gil, explicou que a fundação foi criada "por vontade de Maria Antónia Barreiro, que me incumbiu, enquanto testamentário, de formar esta fundação com os seus bens", mas "não entrou dinheiro nenhum de fora, eu é que rentabilizei o património, atualizei rendas, vendi coisas velhas e construí novas".
No entanto, reconhece que "a fundação é um mecenas que já emprestou vários milhões à atividade do Opus Dei". José Afonso Gil admite que todas as atividades da fundação "são deficitárias" e os "prejuízos de milhões são colmatados com donativos que são feitos por membros da obra".
O oratório de S. Josemaría Escrivá de Balaguer, no Lumiar, em Lisboa - que é um dos principais edifícios da obra em Portugal - é propriedade da fundação, bem como um dos mais importantes colégios do Opus Dei: o Montes Claros. A residência com o mesmo nome é igualmente propriedade da instituição.
O património será em breve enriquecido com um novo edifício. "Vou construir uma nova residência na Alameda da universidade em Lisboa. Só o terreno custou dois milhões de euros. Ainda tenho de arranjar 400 mil euros que faltam", explicou ao DN José Afonso Gil. Esta nova residência universitária a erigir em Lisboa, no Campo Grande n.º 189, será denominada de Colégio Universitário dos Álamos - mais uma residência que terá formação do Opus Dei.
Entre os vários imóveis detidos pela Fundação destacam-se os que se situam em Lisboa, na zona de Marvila, na Rua Fernando Palha, e no arruamento que tem o nome do avô de Maria Antónia Barreiro: Rua José Domingos Barreiros. Tudo começou quando José Domingos Barreiros fundou no Poço do Bispo a sua firma comercial de vinhos, por grosso e para exportação, e se tornou conhecido armazenista de vinhos da zona oriental da cidade. O negócio foi continuado pelo seu filho Acácio Domingos Barreiros (pai de Maria Antónia, que herdaria os imóveis). Hoje, a fundação mantém aí diversos edifícios, pretendendo vender alguns.
O Hotel Três Pastorinhos, em Fátima, é outro dos principais ativos da fundação. A sua importância não está relacionada com os lucros, mas com o facto de servir de base logística para ações da obra. Está também aberto ao público, mas nem por isso se torna lucrativo, embora signifique cerca de um milhão de euros anuais em receitas. "Fica ela por ela: as receitas são quase iguais aos custos", explica José Gil.
Processo de meio milhão de euros
Além dos donativos dos membros da obra, a fundação também procura financiar a atividade com negócios imobiliários, como a venda de património. Uma dessas ações valeu até um processo em tribunal.
O DN descobriu um processo judicial intentado contra a fundação, estando em causa um prédio na Rua dos Correeiros, na Baixa de Lisboa. Três estabelecimentos comerciais (Espingardaria Belga de José Nunes, Nunes Toucedo & Companhia e Marques e, ainda, Martinho e Marques) intentaram uma ação cível no valor de 528 962,22 euroeuros contra a Fundação Maria Antónia Barreiro.
O processo (1553/11.3TVLSB.l1) começou na primeira instância e está relacionado com a referida necessidade de venda de património antigo para obtenção de fundos de financiamento para as atividades da fundação, nomeadamente os prejuízos dos colégios e outras entidades do Opus Dei. "Em causa está o prédio onde funciona o restaurante João do Grão. Pus aquilo em propriedade vertical para que os inquilinos comprassem, mas eles queriam o prédio de borla", lamenta José Afonso Gil.
O presidente da fundação diz ainda que estabeleceu no contrato de compra e venda que o prédio só poderia ser vendido na totalidade, por um valor de 770 mil euros. Só que, de acordo com José Afonso Gil, os inquilinos só queriam ficar com algumas parcelas, daí terem levado a tribunal a instituição. A fundação ganhou o processo na primeira instância, encontrando-se agora no Tribunal da Relação de Lisboa.
Teia patrimonial do Opus Dei
Além dos administradores, o Conselho-Geral da Fundação Maria Antónia Barreiro também é composto por membros da obra, como o antigo presidente do Parlamento Francisco Oliveira Dias, o banqueiro Câmara Pestana ou Pedro Rosa Ferro. Por outro lado, foi a fundação que doou à AESE (a Escola Superior de Negócios do Opus Dei) o terreno no Lumiar onde foi construída a escola: um edifício envidraçado similar a qualquer polo universitário. José Afonso Gil, Osvaldo Aguiar e José Fontes (membros da obra e também administradores da fundação) fizeram - a par de figuras como ex-banqueiro Jardim Gonçalves - parte do rol de fundadores da AESE.
Sem surpresa, dado todas estas ligações, a direção da AESE assim como o corpo docente são maioritariamente compostos por membros da obra (ver infografia).
Uma Nave(s) financeira
A AESE é também a maior acionista da Naves - Sociedade de Capital de Risco, detendo 11,76% das ações. O atual secretário de Estado das Finanças e cooperador do Opus Dei, Manuel Rodrigues, foi nomeado em setembro de 2012 - menos de dois meses antes de tomar posse no Executivo de Pedro Passos Coelho - para diretor-geral desta sociedade que, por sua vez, tem participações em empresas ligadas às áreas da saúde e da energia.
A participação mais pequena da Naves é na empresa de energia Self Energy (1,96%), depois de ter vendido 57% da posição no dia 17 de dezembro de 2010 por 6,5 milhões de euros ao grupo Soares da Costa. A sociedade detém também 14,29% na Várzea da Rainha Impressores, empresa presidida pela ex-deputada do PSD e ex-dirigente do PCP, Zita Seabra. Contam-se ainda participações na consultora Human Talent e na empresa de consultadoria e gestão imobiliária In Time, que, por sua vez, é detentora da Superball - uma academia de futebol que funciona em Telheiras.
João Leite Machado, do Opus Dei e sócio gerente da In Time, é também administrador de uma das muitas cooperativas que são proprietárias de colégios do Opus Dei: a Socei/Colégios Fomento. Os colégios do Opus Dei são um dos pontos de conflito com outros membros da Igreja Católica. O bispo emérito de Aveiro, António Marcelino, considera anormal que o Opus Dei não aceite que "os colégios sejam escolas católicas segundo o direito canónico e as orientações do episcopado".
As cooperativas são um modelo tão usado pela obra que até a própria sede, no Palácio do Lumiar, está no nome da COFIC, que tem igualmente como administradores membros da obra. O próprio vigário regional, José Rafael Espírito Santo, reconhece que faria sentido a sede da obra estar legalmente vinculada à organização. "Optou-se por este modelo, mas não foi para esconder, foi uma mera opção, que acontece em parte porque o Opus Dei aqui em Portugal não tem ainda uma dimensão que possa justificar criar essa burocracia", clarificou ao DN.
Dos 35 centros/residências de numerários e dezenas de clubes recreativos que o Opus Dei tem dispersos pelo País, nenhum está em nome da obra ou da Igreja; estão espalhados por dezenas de cooperativas ou mesmo associações.
Há ainda variadíssimas instituições promovidas por membros da obra e que o próprio vigário regional invoca orgulhosamente. Destacam-se a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Rural, a IPSS Emergência Social, a Associação Criança e Vida (Porto) e a Gaivotas da Torre (que cuida de crianças desfavorecidas), a Associação "Quantum Satis"(que dá apoio a pais de crianças portadoras de deficiência) e a ONG Atlas em Coimbra, que conta com várias atividades de ação social.
Financiamento da obra
Como estas estruturas não são lucrativas, o financiamento da obra está assente em donativos. De acordo com o líder do Opus Dei em Portugal, os membros da obra são incentivados a dar dinheiro em específico a uma associação ou atividade. Já os centros (residências de numerários) mantêm-se em funcionamento com o salário ganho pelos numerários nas suas atividades profissionais e que é dado, quase na totalidade, ao diretor do centro, que depois gere as despesas. Muitos dos supranumerários (membros casados) são abastados e dão à obra tanto quanto a um filho. Estes donativos ajudam também a sustentar os sacerdotes da organização.
O Opus Dei em Portugal garante ainda não receber financiamento estrangeiro, embora admita que possa haver empréstimos entre instituições congéneres. Por hipótese, a AESE poderia pedir dinheiro à sua homóloga de Navarra: a escola de negócios IESE.
Testamentos para a vida?
Outro dos pontos importantes de financiamento do Opus Dei e que ajudam a suportar este vasto património e as diferentes atividades são os testamentos. Os membros, em especial os numerários, são incentivados a fazer um testamento em que deixam tudo a uma das estruturas da obra, normalmente às cooperativas. A Fundação Maria Antónia Barreiro resultou disso mesmo, sendo o mais generoso donativo alguma vez feito à obra em Portugal e um dos maiores ao nível mundial. Hoje, se não existissem os imóveis da fundação (são mais de 80), a atividade do Opus Dei no País estaria francamente diminuída.
Assim, todos os numerários, pouco depois de aderirem à obra, fazem o seu testamento. Porém, vários ex-membros queixaram-se ao DN do facto de o documento não ter sido devolvido após abandonarem a instituição. Entre os vários testemunhos recolhidos pelo DN, só o economista do Porto João Pinto não se coibiu de dar a cara. "Saí da organização há 19 anos e ainda não me devolveram o testamento. Estou a tratar de uma forma jurídica do anular", lamenta o ex-numerário. João Pinto teme que caso lhe "aconteça algo, a herança vá para o Opus Dei e não para a família", isto porque, no documento, estava explícito que a decisão era inalterável e que deixaria tudo à obra.
O responsável pelo Gabinete de Comunicação do Opus Dei, Pedro Gil, formado em Direito, explicou que esta é uma não-questão porque "legalmente basta fazer um testamento para que o outro seja alterado". Mas este esclarecimento não descansa João Pinto, que em conjunto com um grupo de ex-membros está a estudar uma forma de anular o testamento deixado ao Opus Dei.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
LE QUATTRO STAGIONI - AS QUATRO ESTAÇÕES
Trata-se de Le quattro stagioni, conhecidos em português como As Quatro Estações, quatro concertos para violino e orquestra do compositor italiano Antonio Vivaldi, compostos em 1723 e parte de uma série de doze publicados em Amsterdã em 1725, intitulada Il cimento dell'armonia e dell'inventione. As Quatro Estações é a obra mais conhecida do compositor, e está entre as peças mais populares da música barroca.
de Iran Domingues Pizzolatti Alves
QUINTETO FANTÁSTICO!!!
FANTÁSTICO POR ALGUNS MOTIVOS: 1- Por não se tratar de música popular que pode ter arranjos feitos de acordo com as possibilidades vocais de cada um dos artistas. 2- Por se tratar de música internacionalmente conhecida e que pode, por tal, ser criticada por especialistas. 3- Pela AFINAÇÃO IMPECÁVEL. 4- Pela riqueza de detalhes se comparada ao original para orquestra !!! A-CAPPELLA "A cappella" é uma expressão de origem italiana, também utilizada na maioria dos idiomas ocidentais, que designa a música vocal sem acompanhamento instrumental. O canto a cappella (em português: "na capela") tem suas origens na prática do canto gregoriano, que não exige o auxílio do órgão ou de qualquer outro instrumento, sendo executado apenas por vozes de monges ou clérigos que formavam o grupo de cantores chamado “schola cantorum”. Muitas vezes os cantores desciam do presbitério e se punham a cantar em uma capela lateral da igreja, daí a origem da expressão. São exemplos de composições a cappella os motetos e os madrigais. Compositores como Mozart, Bach e Bruckner escreveram muita música para esta formação. A técnica a cappella foi e até hoje é usada nas igrejas. Além do canto gregoriano, a maior parte da músicas sacras renascentistas para grupos vocais ou coros polifônicos também foi concebida para ser cantada "a cappella".***** |
ESTA É DE MESTRE-FACTURAS EM NOME DE MEMBROS DO GOVERNO
Consumidores dão número de Passos nas facturas
Esta é de mestre.
É verdade que rapidamente vai acumular 25.000€ de despesas dedutíveis para ter a devolução máxima possível em sede de IRS, mas também é verdade que para tal têm de ter os recibos e se acumularem mais do que ganham é sinal de fraude.
Ainda dizem que os Portugueses não têm sentido de humor!
Alguém sabe o NIF do PM?
Miguel Relvas NIF 158792793.
Vitor Gaspar NIF 120528223.
Passos Coelho NIF 177142430
“Cada vez mais portugueses estão a pedir facturas em restaurantes e cafés com o nome ou número de identificação fiscal do primeiro-ministro, Passos Coelho, notícia esta sexta-feira o jornal Sol. É uma nova forma de protesto contra as regras que castigam os consumidores apanhados sem factura.

Os consumidores estão a manifestar-se contra as novas regras que penalizam com multas até 2.000 euros quem não pedir facturas recorrendo ao número de contribuinte do primeiro-ministro, escreve hoje o jornal Sol.
De acordo com o semanário, há cada vez mais portugueses que pedem facturas em restaurantes e cafés com o nome ou número de identificação fiscal de Passos Coelho, que está a circular através de mensagens de telemóvel e emails. E o Sol confirmou, recorrendo ao portal das Finanças, que se trata, de facto, do NIF do chefe de Governo.
“É uma forma de mostrar indignação pela actuação do Fisco, que põe os cidadãos a fazer controlo fiscal”, considerou um bancário de Lisboa ao jornal, que já pediu facturas com o número de Passos Coelho, acrescentando que também é um protesto contra o “controlo enorme” sobre a sua vida privada, acusando o Fisco de se ter tornado num “verdadeiro big brother”.
OS SEGREDOS DO OPUS DEI - LIVROS PROI
'Index' proíbe 79 livros de autores portugueses
Autores e especialistas portugueses
mostram-se indignados por o Opus Dei ter uma lista de livros que proíbe os seus
membros de ler. José Saramago é um dos escritores mais castigados ao nível
mundial, sendo um dos recordistas no número de livros proibidos. Também
'censurada', Lídia Jorge diz que o Opus Dei deveria ter "vergonha" de ter este
tipo de listagem, igualmente arrasada pela Sociedade Portuguesa de Autores. A
lista é, porém, 'legal'.
José Saramago e Eça de Queirós são os escritores portugueses mais castigados
pela "lista negra" de livros do Opus Dei. A organização da Igreja Católica tem
uma listagem de livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade (ver topo
da página), na qual põe restrições a 33 573 livros. Nos três níveis mais
elevados de proibição encontram-se 79 obras de escritores portugueses. Autores
portugueses contactados pelo DN mostram-se indignados com o que classificam de
"Index" e "livros da fogueira".
O Opus Dei sempre teve um Guia Bibliográfico, onde incluía os livros proibidos, com uma classificação de 1 a 6 (o nível mais elevado). Há quatro anos, aquilo que era uma lista de Excel que circulava pelos membros da obra, ganhou forma na Internet (http://almudi.org) e passou a estar aberto à contribuição dos membros. Como explica o Opus Dei Portugal, passou a existir um site "tipo crowdsourcing, aberto à contribuição de interessados, moderado por dois editores: Carlos Cremades e Jorge Verdià [membros da obra]". Mudaram-se as designações, dividiram-se os livros em duas partes (literatura e não ficção), mas mantiveram-se os níveis de proibição. E há uma novidade: uma lista de filmes "desaconselhados".
"Deus é um filho da puta", escreveu Saramago num dos livros proibidos (Caim). Porém, não é preciso haver um nível tão direto de confronto à Igreja para que o livro seja proibido. Só nos três mais elevados níveis de interdição, Saramago tem 12 livros. Caim, o Evangelho Segundo Jesus Cristo, o Manual de Pintura e Caligrafia e o Memorial do Convento são definidos como os mais perigosos (6; LC-3).
A presidente da Fundação Saramago e viúva do escritor, Pilar del Río, classifica em entrevista ao DN (ver página 33) este índice de "grosseiro e repugnante", deixando várias críticas à obra: "É uma organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não são." Pilar revela ainda que Saramago nunca escreveu sobre o Opus Dei porque considerava a organização "uma formiga" e mostra-se ainda chocada pelo facto de "neste nível de pensamento cartesiano e da razão haja quem se submeta à irracionalidade das seitas".
A escritora Lídia Jorge - que também tem dois livros no mais elevado nível de proibição (Costa dos Murmúrios e O Dia dos Prodígios) - confessou-se "chocada" quando confrontada pelo DN com a existência da lista. Lídia Jorge disse mesmo que os membros do Opus Dei deviam ter "vergonha" e classifica quem fez a listagem de "gente retrógrada e abstrusa". "São pessoas que desprezo porque se armam em mentores, em guardas morais, quando, no fundo, revelam uma ignorância absoluta sobre o papel da literatura." Quanto às duas obras proibidas, Lídia Jorge explica que têm "uma linguagem e uma atitude mais libertária perante a vida" e que, talvez por isso, tenham sido censuradas. O que a repugna.
SPA condena lista
O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), José Jorge Letria, disse ao DN que esta entidade "repudia a lista porque é atentatória da liberdade de expressão. Somos contra listas negras, sejam religiosas ou políticas". Jorge Letria diz ainda não estar surpreendido "com a listagem feita, porque corresponde à pior tradição das práticas da Igreja Católica, que nos faz lembrar a Inquisição". A lista inclui, aliás, associados da SPA, que a sociedade pretende proteger.
Quem já não se pode defender e está nesta lista é Eça de Queirós, outro dos autores portugueses mais proibidos. A Relíquia, O Crime do Padre Amaro e o Primo Basílio estão no mais elevado nível de proibição (6; LC-3). Porém, Eça tem quem o defenda. O antigo diretor da Biblioteca Nacional e especialista na obra queirosiana, Carlos Reis, considera que "qualquer lista de livros ou similar, que contribua para limitar o acesso das pessoas à informação e à cultura é, por princípio, inaceitável". Carlos Reis defende que esse tipo de procedimento é "contrário a princípios fundamentais" e "abre caminho a repressões ou, no mínimo, a uma 'vigilância' que nenhuma religião ou ideologia tem o direito de impor". O professor catedrático da Universidade de Coimbra e ex-reitor da Universidade Aberta diz ainda que "foi por este caminho que a História conheceu episódios tão lamentáveis como as perseguições religiosas ou as queimas de livros". E acrescenta: "Num mundo civilizado é intolerável a existência de tais instrumentos, mesmo que confinados a uma organização tão fechada e elitista como aquela de que falamos."
Carlos Reis lembra que "se Eça de Queirós é um escritor lido, estudado e admirado deve-se isso, em parte, à argúcia e à coragem com que, no seu tempo, soube enfrentar e denunciar mistificações e deformações como as que a Igreja Católica praticava. [...] O que deveria fazer pensar quem proíbe livros ou restringe o acesso a eles é qual a razão ou razões pelas quais continuamos a falar na atualidade de Eça".
Há também livros de não ficção proibidos, como o Portugal Amordaçado, de Mário Soares (5; PC-2) e A Revolução de 1383, de António Borges Coelho (6; PC-3). O historiador confessou ao DN que o facto de o seu livro estar na lista até lhe dá "vontade de rir", uma vez que "não tem que ver com a doutrina da Igreja, é um livro objetivo sobre um período fantástico da História de Portugal". Mostrou-se ainda surpreendido: "Não sabia que me tinham colocado num 'Index' em pleno século XXI mas isso muito me honra." Por o livro não ter matéria contra a Igreja, Borges Coelho considera que a proibição é "mais dirigida ao homem do que propriamente ao livro".
Legal, mas só até certo ponto
Os especialistas defendem que, do ponto de vista legal, a existência desta lista é "inatacável", uma vez que não existe uma proibição "coativa" e as pessoas têm a liberdade de escolher se fazem ou não parte da obra. O caso muda de figura se um professor que seja membro do Opus Dei não der, por exemplo, Os Maias aos seus alunos porque a organização o proíbe.
O especialista em Direitos Humanos e membro da Comissão da Liberdade Religiosa (CLR), Pedro Bacelar de Vasconcelos, considera que "a lista não levanta um problema de legalidade porque essa imposição é prescrita apenas no interior da organização, sendo uma espécie de recomendações para os fiéis". Como aceitação da proibição é "voluntária", esta é "uma questão do foro da consciência", defende.
O também constitucionalista e ex-membro da CLR Jorge Bacelar Gouveia corrobora que "o Estado não pode aplicar sanções nesta situação porque é do domínio canónico. A liberdade religiosa permite às pessoas entrar e sair quando quiserem e de cumprirem ou não as regras". Além disso, recorda, "não são proibições coativas, daí o Estado não poder intervir".
Mas a presidente da Fundação Saramago questiona: "Então e um miúdo português não pode ler Os Maias? Vão castrar o estudante? E os professores? O que fazem os professores do Opus Dei nessa situação?" Diogo Gonçalves, supranumerário e professor na Faculdade de Direito de Lisboa, garante que a situação não se coloca. "Se as suas profissões o exigirem, os membros podem ler o que quiserem. Somos libérrimos nesse aspeto", diz.
Caso um professor do Opus Dei altere o programa por não estar de acordo com o livro, já se levantariam questões legais. Pedro Bacelar de Vasconcelos explica que "não é compatível com o estatuto de professor censurar partes do programa com base nas convicções religiosas. Aí poderia estar em causa o direito ao ensino, tornando-se num problema legal ou até mesmo constitucional". Poderia estar ainda em causa, recorda, "o princípio da laicidade".
Também Carlos Reis comenta que nesta situação existiria "claramente um atropelo da liberdade de ensino. Para além do mais, quem proíbe livros esquece a lição contida na famosa imagem bíblica do fruto proibido
O Opus Dei sempre teve um Guia Bibliográfico, onde incluía os livros proibidos, com uma classificação de 1 a 6 (o nível mais elevado). Há quatro anos, aquilo que era uma lista de Excel que circulava pelos membros da obra, ganhou forma na Internet (http://almudi.org) e passou a estar aberto à contribuição dos membros. Como explica o Opus Dei Portugal, passou a existir um site "tipo crowdsourcing, aberto à contribuição de interessados, moderado por dois editores: Carlos Cremades e Jorge Verdià [membros da obra]". Mudaram-se as designações, dividiram-se os livros em duas partes (literatura e não ficção), mas mantiveram-se os níveis de proibição. E há uma novidade: uma lista de filmes "desaconselhados".
"Deus é um filho da puta", escreveu Saramago num dos livros proibidos (Caim). Porém, não é preciso haver um nível tão direto de confronto à Igreja para que o livro seja proibido. Só nos três mais elevados níveis de interdição, Saramago tem 12 livros. Caim, o Evangelho Segundo Jesus Cristo, o Manual de Pintura e Caligrafia e o Memorial do Convento são definidos como os mais perigosos (6; LC-3).
A presidente da Fundação Saramago e viúva do escritor, Pilar del Río, classifica em entrevista ao DN (ver página 33) este índice de "grosseiro e repugnante", deixando várias críticas à obra: "É uma organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não são." Pilar revela ainda que Saramago nunca escreveu sobre o Opus Dei porque considerava a organização "uma formiga" e mostra-se ainda chocada pelo facto de "neste nível de pensamento cartesiano e da razão haja quem se submeta à irracionalidade das seitas".
A escritora Lídia Jorge - que também tem dois livros no mais elevado nível de proibição (Costa dos Murmúrios e O Dia dos Prodígios) - confessou-se "chocada" quando confrontada pelo DN com a existência da lista. Lídia Jorge disse mesmo que os membros do Opus Dei deviam ter "vergonha" e classifica quem fez a listagem de "gente retrógrada e abstrusa". "São pessoas que desprezo porque se armam em mentores, em guardas morais, quando, no fundo, revelam uma ignorância absoluta sobre o papel da literatura." Quanto às duas obras proibidas, Lídia Jorge explica que têm "uma linguagem e uma atitude mais libertária perante a vida" e que, talvez por isso, tenham sido censuradas. O que a repugna.
SPA condena lista
O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), José Jorge Letria, disse ao DN que esta entidade "repudia a lista porque é atentatória da liberdade de expressão. Somos contra listas negras, sejam religiosas ou políticas". Jorge Letria diz ainda não estar surpreendido "com a listagem feita, porque corresponde à pior tradição das práticas da Igreja Católica, que nos faz lembrar a Inquisição". A lista inclui, aliás, associados da SPA, que a sociedade pretende proteger.
Quem já não se pode defender e está nesta lista é Eça de Queirós, outro dos autores portugueses mais proibidos. A Relíquia, O Crime do Padre Amaro e o Primo Basílio estão no mais elevado nível de proibição (6; LC-3). Porém, Eça tem quem o defenda. O antigo diretor da Biblioteca Nacional e especialista na obra queirosiana, Carlos Reis, considera que "qualquer lista de livros ou similar, que contribua para limitar o acesso das pessoas à informação e à cultura é, por princípio, inaceitável". Carlos Reis defende que esse tipo de procedimento é "contrário a princípios fundamentais" e "abre caminho a repressões ou, no mínimo, a uma 'vigilância' que nenhuma religião ou ideologia tem o direito de impor". O professor catedrático da Universidade de Coimbra e ex-reitor da Universidade Aberta diz ainda que "foi por este caminho que a História conheceu episódios tão lamentáveis como as perseguições religiosas ou as queimas de livros". E acrescenta: "Num mundo civilizado é intolerável a existência de tais instrumentos, mesmo que confinados a uma organização tão fechada e elitista como aquela de que falamos."
Carlos Reis lembra que "se Eça de Queirós é um escritor lido, estudado e admirado deve-se isso, em parte, à argúcia e à coragem com que, no seu tempo, soube enfrentar e denunciar mistificações e deformações como as que a Igreja Católica praticava. [...] O que deveria fazer pensar quem proíbe livros ou restringe o acesso a eles é qual a razão ou razões pelas quais continuamos a falar na atualidade de Eça".
Há também livros de não ficção proibidos, como o Portugal Amordaçado, de Mário Soares (5; PC-2) e A Revolução de 1383, de António Borges Coelho (6; PC-3). O historiador confessou ao DN que o facto de o seu livro estar na lista até lhe dá "vontade de rir", uma vez que "não tem que ver com a doutrina da Igreja, é um livro objetivo sobre um período fantástico da História de Portugal". Mostrou-se ainda surpreendido: "Não sabia que me tinham colocado num 'Index' em pleno século XXI mas isso muito me honra." Por o livro não ter matéria contra a Igreja, Borges Coelho considera que a proibição é "mais dirigida ao homem do que propriamente ao livro".
Legal, mas só até certo ponto
Os especialistas defendem que, do ponto de vista legal, a existência desta lista é "inatacável", uma vez que não existe uma proibição "coativa" e as pessoas têm a liberdade de escolher se fazem ou não parte da obra. O caso muda de figura se um professor que seja membro do Opus Dei não der, por exemplo, Os Maias aos seus alunos porque a organização o proíbe.
O especialista em Direitos Humanos e membro da Comissão da Liberdade Religiosa (CLR), Pedro Bacelar de Vasconcelos, considera que "a lista não levanta um problema de legalidade porque essa imposição é prescrita apenas no interior da organização, sendo uma espécie de recomendações para os fiéis". Como aceitação da proibição é "voluntária", esta é "uma questão do foro da consciência", defende.
O também constitucionalista e ex-membro da CLR Jorge Bacelar Gouveia corrobora que "o Estado não pode aplicar sanções nesta situação porque é do domínio canónico. A liberdade religiosa permite às pessoas entrar e sair quando quiserem e de cumprirem ou não as regras". Além disso, recorda, "não são proibições coativas, daí o Estado não poder intervir".
Mas a presidente da Fundação Saramago questiona: "Então e um miúdo português não pode ler Os Maias? Vão castrar o estudante? E os professores? O que fazem os professores do Opus Dei nessa situação?" Diogo Gonçalves, supranumerário e professor na Faculdade de Direito de Lisboa, garante que a situação não se coloca. "Se as suas profissões o exigirem, os membros podem ler o que quiserem. Somos libérrimos nesse aspeto", diz.
Caso um professor do Opus Dei altere o programa por não estar de acordo com o livro, já se levantariam questões legais. Pedro Bacelar de Vasconcelos explica que "não é compatível com o estatuto de professor censurar partes do programa com base nas convicções religiosas. Aí poderia estar em causa o direito ao ensino, tornando-se num problema legal ou até mesmo constitucional". Poderia estar ainda em causa, recorda, "o princípio da laicidade".
Também Carlos Reis comenta que nesta situação existiria "claramente um atropelo da liberdade de ensino. Para além do mais, quem proíbe livros esquece a lição contida na famosa imagem bíblica do fruto proibido
MANIFESTAÇÃO QUE SE LIXE A TROIKA DIA 2 MARÇO
Sobre o Desemprego Real
O MSE folga em saber que o fruto do seu trabalho está a ser tido em conta. Os dados que conseguimos reunir, relativamente à taxa de desemprego que consideramos real (obrigado, Eugénio Rosa), estão de facto a ser tratados como sendo reais no próprio Parlamento. Depois de lançados os números, o contador, a explicação do mecanismo; depois de um ano de luta, a sociedade confirmou aquilo de que já desconfiava: que os dados ditos oficiais estavam deturpados e não contabilizavam variadíssimos sectores de trabalhadores em situação de desemprego. Há que saber ver que a acção popular, de movimentos sociais, de conjuntos de cidadãos, pode também ter impacto. Há que ver que, com esforços unidos, se faz o caminho.Por isso, como não podia deixar de ser, apelamos à participação na manifestação marcada para este 2 de Março de todos os desempregados, subempregados, precários, trabalhadores no activo, reformados, jovens e deficientes.
Que Se Lixe a Troika - O Povo é quem mais ordena!
Próximo plenário do MSE
Data: Quarta, 27 de Fevereiro de 2013, às 18:00Evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/576271152401998/
Local: Cooperativa Cultural Popular Barreirense, C.R.L., Rua Miguel Bombarda 64 - C, Barreiro
Coordenadas no GoogleMaps: https://maps.google.com/maps?q=Coop.+Cultural+Popular+Barreirense+Crl,+Rua+Miguel+Bombarda+64, +Barreiro,+Portugal&hl=en&ll=38.659719,-9.073366&spn=0.006627,0.009645&sll=37.0625,-95.677068&sspn=54.401733,79.013672&oq=coo&t=h&hq=Coop.+Cultural+Popular+Barreirense+Crl,&hnear=Rua+Miguel+Bombarda+64,+Barreiro,+Portugal&z=17&layer=c&cbll=38.660285,-9.073918&panoid=-3mptA8SbJNH-FtXWcVpsQ&cbp=12,233.66,,0,0
Campanha de financiamento do MSE
Porque somos independentes de qualquer estrutura sindical ou partidária e vivemos sobretudo do dinheiro que conseguimos reunir nos plenários, escolhemos o auto-financiamento como forma de angariação de fundos, que usaremos para as actividades do MSE, nomeadamente na produção de panfletos que ajudem à divulgação dos plenários e acções de luta que se venham a desenvolver.
Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.
Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.
NIB: 0035 0817 0000 3990 5004 2
Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!
Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.
Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.
NIB: 0035 0817 0000 3990 5004 2
Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!
Assina o nosso Manifesto em
http://www.movimentosememprego.info/content/manifesto-do-movimento-sem-emprego
http://www.movimentosememprego.info/content/manifesto-do-movimento-sem-emprego
Unidos pelo Direito ao Trabalho e à Dignidade!
Site: http://www.movimentosememprego.info
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Twitter: https://twitter.com/MovSemEmprego
COMO POUPAR ENERGIA ELÉCTRICA
SE QUISEREM REDUZIR E CONTA DA LUZ
É SO INSCREVEREM-SE NO SITE DA DECO --------------------> www.paguemenosluz.pt
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
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