sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ESTE GOVERNO ENLOUQUECEU!

Sabiam? Não? Vão ficar a saber!
E divulguem :

O British Hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: oBPN .
O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros...
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que oministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde !!!

Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, mas é o ponto a que chegámos.

O ROUBO DO PRESENTE-TEXTO DO FILÓSOFO JOSÉ GIL

No passado dia 20 de dezembro de 2012, a revista Visão publicou o artigo de
opinião, da autoria do filósofo José Gil, intitulado "O roubo do presente"
que se transcreve de seguida.****

****

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter
futuro, não ter perspetivas de vida social, cultural, económica, e não ter
passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já
para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança
foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e
diante de nós, um buraco negro.****

O «empobrecimento» significa não ter aonde construir um fio de vida, porque
se nos tirou o solo do presente que sustenta a existência. O passado de
nada serve e o futuro entupiu.****

O poder destrói o presente individual e coletivo de duas maneiras:
sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo
totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o
trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir,
empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou
reduzindo a zero o seu trabalho.****

O Governo utiliza as duas maneiras com a sua política de austeridade
obsessiva: por exemplo, mata os professores com horas suplementares,
imperativos burocráticos excessivos e incessantes: stresse, depressões,
patologias *border-/ine* enchem os gabinetes dos psiquiatras que os
acolhem. É o massacre dos professores. Em exemplo contrário, com os
aumentos de impostos, do desemprego, das falências, a política do Governo
rouba o presente de trabalho (e de vida) aos portugueses (sobretudo jovens).
****

O presente não é uma dimensão abstrata do tempo, mas o que permite a
consistência do movimento no fluir da vida. O que permite o encontro e a
intensificação das forças vivas do passado e do futuro - para que possam
irradiar no presente em múltiplas direções. Tiraram-nos os meios desse
encontro, desapossaram-nos do que torna possível a afirmação da nossa
presença no presente do espaço público.****

Atualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres
sociais. O empobrecimento sistemático da sociedade está a produzir uma
estranha atomização da população: não é já o «cada um por si», porque nada
existe no horizonte do «por si». A sociabilidade esboroa-se aceleradamente,
as famílias dispersam-se, fecham-se em si, e para o português o «outro»
deixou de povoar os seus sonhos - porque a textura de que são feitos os
sonhos está a esfarrapar-se. Não há tempo (real e mental) para o convivio.
A solidariedade efetiva não chega para retecer o laço social perdido. O
Governo não só está a desmantelar o Estado social, como está a destruir a
sociedade civil.****

Um fenómeno, propriamente terrível, está a formar-se: enquanto o buraco
negro do presente engole vidas e se quebram os laços que nos ligam às
coisas e aos seres, estes continuam lá, os prédios, os carros, as
instituições, a sociedade. Apenas as correntes de vida que a eles nos uniam
se romperam. Não pertenço já a esse mundo que permanece, mas sem uma parte
de mim. O português foi expulso do seu próprio espaço continuando,
paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida,
estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser
espetral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca
ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si.****

Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à
procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a
dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do
povo português. *Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos,
paralisa-nos, desapropria­-nos do nosso poder de ação.* É este que devemos,
antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e
o nosso país."****

PORTUGAL MARAVILHOSO - SINTRA E NÃO SÓ



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

GOLFE DOS DEPUTADOS NÃO SOFREU CORTES EM 2013

SÓ PODE SER PARA GOZAR COM O POVO QUE OS ELEGEU. ****

VOTEM NELES DE NOVO!!! NÃO SE ESQUEÇAM!!!****




*Golfe dos deputados não sofre cortes em 2013*
*As verbas para o golfe dos deputados da Assembleia da República vão
manter-se em 2013.*
[image: Golfe dos deputados não sofre cortes em 2013]
*O Orçamento da Assembleia da República para 2013 vai manter as verbas
destinadas à Associação de ex-Deputados e Grupo Desportivo para a
organização de eventos desportivos, nomeadamente torneios de golfe.
Estas entidades receberam em 2012 cerca de 57 mil euros tendo organizado um
torneio de golfe na Quinta da Marinha.
Segundo o Correio da Manhã, que cita uma fonte do Conselho de
Administração, o documento do Orçamento da Assembleia da República para
2013 vai ser concluído esta semana e, apesar dos cortes significativos
previstos, vai manter as dotações para a Associação de ex-Deputados (que
recebeu 42,5 mil euros em 2012) e o Grupo Desportivo Parlamentar (que
recebeu 15,2 mil euros).
Fonte da secretária-geral da Assembleia da República, afirmou ao referido
diário que as entidades «são associações privadas sem fins lucrativos, que
beneficiam de instalações cedidas pela AR e de apoio financeiro para as
suas actividades».
O diário avança ainda que o Conselho de Administração teve a preocupação de
reduzir verbas em dotações com «números grandes» no próximo Orçamento da
AR. Apesar dos cortes, a redução está longe da verificada em 2012 com a
redução 27%.*****

CARMINA BURANA - O FORTUNA - CARL ORFF


A CORRUPÇÃO NA ORIGEM DA CRISE



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PORTUGAL NÃO É A GRÉCIA

 
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=621420&tm=6&layout=123&visual=61&source=mail

A FALTA DE COERÊNCIA DESTE GOVERNO

OS DONOS DE PORTUGAL

 
VEJA O DOCUMENTÁRIO ABAIXO
 

Donos de Portugal


Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.

Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.
A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em donosdeportugal.net.

Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, editado em 2011 pela Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

donosdeportugal.net
 facebook.com/donosdeportugal

A alta burguesia portuguesa.
O filme da RTP2 que passou às duas da madrugada.
Interessante de ser visto … para melhor se conhecerem algumas das razões das fortunas em Portugal.
Posso assegurar-vos que é um excelente, extraordinário, documentário histórico.

http://vimeo.com/40658606

A FARMÁCIA QUE TODOS DEVIAM TER EM CASA

 
 

AS LEITURAS DO PRIMEIRO-MINISTRO

O repórter fotográfico Luís Carregã fez publicar, ontem, na primeira página do diário As Beiras, uma foto que é uma peça de verdadeiro jornalismo.
Nela se vê que Pedro Passos Coelho anda a ler o livro "A diplomacia de Salazar", em que Bernardo Futscher Pereira evoca a vertente externa da política de outro governante (entre a ascensão do Presidente do Conselho ao cargo, em 1932, e a adesão de Portugal à NATO, volvidos 17 anos).
O instantâneo captado por Carregã, anteontem (28), em Coimbra, corresponde ao que aos manuais definem como autêntica obra de fotojornalismo, na medida em que comporta informação dificilmente alcançável por outra forma.
A foto mostra Passos Coelho no interior da sua viatura, em cujo banco traseiro sobressai "A diplomacia de Salazar". Só espero que não venha um(a) qualquer fundamentalista da privacidade do primeiro-ministro alegar que ela foi violada pela perspicácia do repórter.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

REFORMADOS E PENSIONISTAS - OS MAL ENTERRADOS


A REDUÇÃO das reformas e pensões são as piores, mais cruéis, e
 moralmente mais criminosas, das medidas de austeridade a que, sem
 culpa nem julgamento, fomos condenados pelo directório tecnocrático
 que governa o protectorado a que os nossos políticos reduziram
 Portugal.
 Para os reformados e pensionistas, o ano de 2013 vai ser ainda pior do
 que este 2012. Os cortes vão manter-se ou crescer e, com o brutal
 aumento de impostos, a subida dos preços dos combustíveis, do gás e da
 electricidade, e o encarecimento de muitos bens essenciais, o
 rendimento disponível dos idosos será ainda menor.
 Os aposentados são indefesos. Com a existência organizada em função
 dum determinado rendimento, para o qual se prepararam toda a vida,
 entregando ao Estado o estipulado para este fazer render e pagar-lhes
 agora o respectivo retorno, os reformados não têm defesa. São agora
 espoliados e, não tendo condições para procurar outras fontes de
 rendimento, apenas lhes resta, face à nova realidade que lhes criaram,
 não honrar os seus compromissos, passar frio, fome e acumular dívidas.
 No resto da Europa, os velhos viram as suas reformas não serem
 atingidas e, em alguns casos, como sucedeu, por exemplo, em Espanha,
 serem até ligeiramente aumentadas. Portugal não é país para velhos. Os
 políticos devem pensar que os nossos velhos já estão mortos e que, no
 fim de contas, estamos todos mal enterrados...
 (12.11.12)
Por Joaquim Letria

HÁ, OU NÃO HÁ, ALTERNATIVAS?


Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013 ?!...

            PROPOSTAS DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a
 mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras.

            Por isso:

            - Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e
 vão poupar +- 43.000.000,00€

            - Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e
 vão poupar +- 7.600.000,00€

            - Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados
 e vão poupar +- 8.000.000,00€

            - Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos
 políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +-
 2.000.000.00€

            - Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos
 políticos e pouparão +- 40.000.000,00€.

            - Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os
 benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00€.

            - Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão
 poupar +- 13.000.000,00€

            - Renegociem, a sério, as famosas Parcerias Público
 Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€.


            Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais
 de 2 MIL e CEM MILHÕES de Euros.

            Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.

            - Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA
 PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€

            - Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e
 encontrarão mais de 9.000.000.000,00€

            - Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do
 Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00€

            - Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada
 uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00€.

            - Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e
 ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00€


            Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE
 MIL MILHÕES DE EUROS, sendo certo que não se fazem contas à redução
 das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por
 força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
             Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir
 a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte
 a funcionar?


            Há, ou não HÁ, alternativas?

SATCHITA


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PORTUGAL MARAVILHOSO - COIMBRA





AS VIOLAÇÕES DE MULHERES NA ÍNDIA


É PROVÁVEL A DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO

Freitas do Amaral É “provável” que Cavaco dissolva o Parlamento
António Freitas de Sousa  
16/01/13 08:38
Jornal Económico


 O ex-líder do CDS afirmou que só a substituição de Miguel Relvas e Vítor Gaspar pode dar um novo fôlego à coligação PSD/CDS.
Diogo Freitas do Amaral, antigo líder do CDS e ministro do Partido Socialista, considera "provável" que o Presidente da República, Cavaco Silva, "dissolva o Parlamento" e, nesse quadro, provoque eleições antecipadas - como forma de combater aquilo que considera ser a deriva do actual Governo para políticas que o país já não tem possibilidade de aguentar.

Se o país avançar "para uma situação social grave, eu vejo que o Presidente da República Cavaco Silva - como qualquer outro - a dizer antes eleições que uma situação social explosiva (...) ou em que o poder caia na rua", explicou Freitas do Amaral, numa entrevista à TVI. O ex-candidato à Presidência da República em 1986 afirmou que qualquer destas situações "podem ocorrer este ano" - que, aliás, comparou aos piores alguma vez vividos no conjunto da Europa na sua história mais recente.

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos governos de José Sócrates (em 2005) afirmou contudo considerar que "o Partidos Socialista não está preparado" para enfrentar eleições antecipadas".

Por outro lado - e sabendo que "há casamentos de conveniência que duram uma vida inteira" - Freitas do Amaral mostrou muitas reservas em relação à capacidade de Pedro Passos Coelho (PSD) e Paulo Portas (CDS) manterem activa e dinâmica a coligação parlamentar que sustenta o Governo: "o CDS quer sair mas não pode, o PSD quer governar sozinho mas não pode e então mantêm esta fachada mas tratando-se o pior possível".

"Uma remodelação governamental só teria o efeito [de salvar a coligação] se, para além de Miguel Relvas - que obviamente já deveria ter saído há muito tempo - se fosse substituído o ministro das Finanças por alguém que tivesse uma visão mais humanista" da sociedade.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PEDRO PASSOS COELHO, UM PRIMEIRO-MINISTRO MENTIROSO


GOLPE DE MISERICÓRDIA


CARTA AO PEDRO (PRIMEIRO-MINISTRO)

Caro Pedro,

Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste
em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às
costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos natais.

Retrataste com a clarividência de poucos a forma penosa como atravessamos
esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser
iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um
ser humano de tão refinada cepa.

Gostava também de ser interlocutor de alguém que queria aproveitar o espírito
de boa vontade que a quadra proporciona para te pedir sinceras desculpas… a
minha mãe.

A minha mãe é uma senhora de 70 anos, que usufruindo de uma escandalosa
pensão de mil e poucos euros, se sente responsável pelo miserável natal de
todos os seus concidadãos. Ela não consegue compreender onde falhou, mas
está convicta de que o fez… doutra forma não terias afirmado o que
afirmaste. Tentarei resumir o seu percurso de vida para que nos ajudes a
identificar a mácula.

A minha mãe nasceu em Alcácer do Sal começou a trabalhar com 12 ou 13 anos…já
não se recorda muito bem. Apanhava ganchos de cabelo num salão de
cabeleireiro, e simultaneamente aprendia umas coisas deste ofício.
Casou jovem e mudou-se para a cidade em busca de melhor vida. Sem opções
de emprego a minha mãe nunca se acomodou e fazia alguns trabalhos de
cabeleireira ao domicilio…nunca se queixou…foi mãe jovem e sempre achou que
por esse facto era a mulher mais afortunada do mundo. Arranjou depois
emprego num refeitório de uma grande fábrica.
Nunca teve qualquer tipo de formação mas a cozinha era a sua grande
paixão.

Depois de alguns anos no refeitório aventurou-se no seu grande sonho… ter
um negócio próprio de restauração. Quis o destino que o sonho se concretizasse
no ano de 1974…lembras-te 1974? O ano em que te tornaste livre? Tinhas o
quê? 10 anos?

Pois é… o sonho da minha mãe tem a idade da democracia.

O sonho nasceu pequeno, com pouco mais de 3 ou 4 colaboradoras. Com muita
dificuldade, muito trabalho e muitas noites sem dormir foi crescendo e
chegou a dar trabalho a mais de 20 pessoas. A minha mãe tem a 4ª classe.
Tu já criaste empregos Pedro? Quer dizer… criar mesmo… investir e
arriscar o que é teu… telefonemas para o Relvas a pedir qualquer coisa para
uma amiga da Laura não conta como criar emprego. A minha mãe criou…por isso
ela não compreende muito bem onde errou. Tudo junto tem mais de 40 anos de
descontos para a segurança social. Sempre descontou aquilo que a lei lhe
exigia. A lei que tu e outros como tu…
gente de tão abnegada dedicação, se entretém a escrever, reescrever, anular,
modificar… enfim… trabalhos de outra grandeza que ela não compreende mas
valoriza.

Pois como te digo, a minha mãe viu passar o verão quente, os tempos do
desenvolvimento sem paralelo, o fechar de todas as fábricas da região, os
tempos do oásis, as várias intervenções do FMI, as Expos, os Euros, do
futebol e da finança…e passou por isto tudo sempre a trabalhar como se não
houvesse amanhã. A pagar impostos todos os meses e todos os anos. IVA, IRC,
IRS, IMI, pagamentos por conta, pagamentos especiais por conta, por ter um
toldo, por ter a viatura decorada, por ter cão, de selo, de circulação, de
radiodifusão…não falhando um único desconto para a sua reforma, não
falhando um único imposto. E viu chegar as condicionantes da idade avançada
sem lançar um queixume. E foi resolvendo todos os seus problemas de saúde
que inexoravelmente foram surgindo, recorrendo a um seguro privado,
tentando deixar para aqueles que realmente necessitam, o apoio da segurança
social. Em mais de 40 anos de contribuição não teve um dia de baixa, não
usufruiu de um cêntimo em subsídios de desemprego. E ela dá voltas e voltas
à cabeça e não há forma de se recordar onde possa ter falhado. Mas
certamente falhou…

Por isso Pedro, quando eu lhe li a tua carinhosa mensagem, que certamente
escreveste na companhia da Laura e com um cobertor a cobrir as vossas
pernas para poupar no aquecimento, ela comoveu-se, e cheia de remorsos
pediu-me que por esta via te endereçasse um sentido pedido de desculpas.

Pediu também para te dizer que se sente muito orgulhosa de com a redução
da sua pensão poder contribuir para que a tua missão na terra seja coroada
de sucesso.

És de facto único Pedro. A forma carinhosa como te referes aos
sacrifícios que os outros estão fazer, faz-me acreditar que quase os sentes
como teus. Sei que sofres por nós Pedro. Sei que cada emprego que se perde
é uma chaga que se abre no teu corpo…é um sofrimento atroz que te é
imposto…e tudo por culpa de quem? De gente como a minha pobre mãe que mesmo
sem querer tem levado toda uma vida a delapidar o património que é de
todos. Por isso se a conseguires ajudar a perceber onde errou ficar-te-ei
eternamente agradecido. A minha mãe ainda é daquele tipo de pessoas que não
suporta a ideia de estar a dever algo a alguém...ajuda-nos pois Pedro.

Aceita por favor, mais uma vez, em nome da minha mãe, sentidas desculpas.
Ela diz que apesar de reformada e com menos saúde vai continuar a trabalhar
para poder expiar o tanto mal que causou.

Continua Pedro..estás certamente no bom caminho, embora alguns milhões de
ingratos não o consigam perceber.

Não te detenhas… os génios raramente são reconhecidos em vida.

Um grande abraço para ti.
Um grande beijo para a Laura.


Nuno Barradas
Facebook

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ANA MOURA - OS BUZIOS


A CHINA E A CENSURA


A China e o ridículo da censura
14/01/13 00:31 | John Gapper, Financial Times
JORNAL ECONÓMICO

.
Só um sentido da ironia "orwelliano" - ou a ausência do mesmo - levaria um sensor a banir a frase "liberdade de expressão".
Só um sentido da ironia "orwelliano" - ou a ausência do mesmo - levaria um sensor a banir a frase "liberdade de expressão". Esta foi, contudo, uma das frases e expressões bloqueadas pelo Sina Weibo, equivalente chinês do Twitter, durante o protesto que irrompeu na semana passada na província chinesa de Cantão contra um acto de censura. Excluindo tudo o mais, a liberdade de expressão e de imprensa é oficialmente protegida pelo artigo 35º da Constituição chinesa. O Partido Comunista Chinês (PCC) tenciona, de alguma forma, manter esse propósito sem abdicar daquilo que um comentário sintetizou como "o controlo dos media pelo Partido é um princípio básico inquestionável".
O acto de censura que desencadeou um breve protesto por parte de jornalistas do Southern Weekly foi ainda mais absurdo que o habitual. Tuo Zhen, chefe do departamento de propaganda da província de Cantão, não só censurou um editorial de Ano Novo do jornal que apelava ao primado da lei (o que implica limitar o domínio do partido) como escreveu uma versão onde faz a apologia do futuro presidente do país, Xi Jinping.
Karl Marx acreditava que a sociedade capitalista cairia sob o peso das suas contradições. Esperemos que a censura na China seja derrotada pelo peso da sua absurdidade. Os seus métodos e propósitos são antiquados num mundo onde 300 milhões de chineses usam micro-blogues e redes sociais, muitas vezes para ridicularizar os funcionários do partido. No entanto, a tolerância do PCC para com a absurdidade é elevada - especialmente quando a alternativa tem subjacente o risco da sua própria extinção. A liberdade de expressão é um imperativo moral que pode beneficiar a China e trazer algumas vantagens a Pequim, contudo, o partido apenas vê nesta questão a malograda sombra de Tiananmen.
Os jornalistas chineses estiveram sempre sujeitos à censura do departamento de propaganda central sob as mais diversas e intrusivas formas. Enquanto os media viveram em isolamento, a maior parte dos jornalistas tolerou a situação. Hoje em dia, porém, as notícias disseminam-se instantaneamente nos media sociais e, em certos casos, antes de serem publicados na imprensa. Xi Jinping encorajou inadvertidamente uma rebelião ao escolher Shenzhen, uma cidade industrial próxima de Cantão, como primeiro destino a visitar na qualidade de Presidente. Pretendia ser uma homenagem à "visita ao Sul" de Deng Xiaoping em 1972, durante a qual encorajou os funcionários do partido a adoptarem uma atitude "arrojada" na prossecução das reformas económicas.
Os jornalistas decidiram ser arrojados ao atacarem os censores de Cantão na esperança de que Pequim tomasse o seu partido. A desilusão chegou rapidamente: o Global Times, ‘tabloid' aliado do Diário do Povo, órgão oficial do PCC, declarou peremptoriamente que "os media não podem tornar-se numa ‘zona política especial'" à imagem das zonas económicas especiais criadas por Deng.
Entretanto, chegou-se a um compromisso: aparentemente, os censores comprometeram-se a não escrever artigos pelo seu punho e a não aplicar medidas disciplinares aos elementos do jornal. Xi Jinping ainda tem de sufocar a revolta. Os jornalistas do Beijing News apoiaram os colegas do Southern Weekly recusando-se a republicar o editorial do Global Times. Existem algumas razões, no interesse do próprio PCC, para permitir um pouco mais de liberdade de expressão. Uma delas é combater a corrupção, que mitigou a sua legitimidade. Xi Jinping já afirmou estar determinado a pôr fim aos subornos de funcionários do partido em troca de contratos e da concessão de terrenos - tal como fizeram os seus antecessores. Os jornalistas poderiam denunciar tais situações se não estivessem sob apertada vigilância.
Acresce que cada vez é mais difícil garantir uma censura eficiente e absoluta. Jornalistas e outros profissionais podem escapar aos censores recorrendo às redes sociais. A tentativa de sufocar os protestos dos jornalistas do Southern Weekly gerou uma onda de indignação online. Mas o receio de instabilidade sobrepõe-se à indignação. No mês passado, um grupo de académicos onde se inclui o Prof. He, alertou que a China, na ausência de uma verdadeira reforma política, corre o risco de "resvalar para a turbulência e caos de uma revolução violenta".
Para muitos funcionários do partido, a liberdade de imprensa equivale "a turbulência e caos", visto recearem que os protestos populares ganhem uma nova escala e que os estudantes voltem a ocupar a Praça Tiananmen. A censura é uma tradição testada e na qual confiam, por mais absurda que hoje possa parecer.

MEMÓRIAS AFRICANAS-CARLOS BARRADAS


MEmórias Africanas, nova entrevista‏

Já ao seu dispor Memórias Africanas, Rádio Sim
 Entrevista com Carlos Barradas.
Cedo habituou-se a brincar com os desenhos e a descobrir as histórias dos livros de banda desenhada. A vida trouxe-o de África para Portugal, onde depois se entregou às belas artes e ao design . Expôs os seus quadros, participou em revistas e jornais, mais tarde entrou para a RTP onde criou alguns dos genéricos de programas que todos nós vimos. Angola será sempre uma memória muito querida.
 ouvir em www.recordarangola.com
--
Paulo Salvador
Jornalista TVI
 site : www.recordarangola.com

NELSON MANDELA


Incrível escultura representando Nelson Mandela

 Consiste em 50 placas de aço com 10 metros de altura, cortadas a laser e inseridas na paisagem, representando o 50.º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 6 de agosto de 1962, no próprio local onde tal sucedeu, e que lhe custaria 27 longos anos de cárcere.
Num ponto específico de observação, a visão em perspetiva das colunas surpreende ao assumir a imagem de Nelson Mandela. O escultor é Marco Cianfanelli, de Joanesburgo, que estudou belas-artes em Wits.