segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CESÁRIA ÉVORA

COMPRE O NOVO ROMANCE - TAMBWE, A UNHA DO LEÃO

TAMBWE - O NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO
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NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO COM ILUSTRAÇÕES DE NUNO DAVID - Um livro de leitura compulsiva.
Tambwe
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De Lisboa a Luanda, seguindo por Paris e por bases aéreas bem guardadas na Rússia e na África do Sul, Tambwe é uma longa viagem sacudida por geografias contrastantes e pelos solavancos da descolonização e do fim da Guerra Fria. É também o percurso interior...
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A DESCOBERTA DA AUSTRÁLIA

A DESCOBERTA DA AUSTRÁLIA PELOS PORTUGUESES

INIMIGOS DA NATO NO IRAQUE E AFEGANISTÃO, ALIADOS NA LÍBIA - TEXTO COMPLETO


Enemigos de la OTAN en Irak y en Afganistán, aliados en Libia [Red Voltaire]‏

06/09/2011

http://www.voltairenet.org/Enemigos-de-la-OTAN-en-Irak-y-en

O QUE FAZER COM AS CARTAS DAS FINANÇAS

A VERDADE NA BOCA DE D. JOSÉ POLICARPO

Acusação "infeliz" de D. José Policarpo surpreendeu políticos

A acusação do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, de que "ninguém sai" da política "com as mãos limpas" causou, este domingo, surpresa entre aqueles que desenvolveram, durante décadas, a actividade e foi considerada exagerada por quem combate a corrupção.

Numa entrevista ao JN, D. José Policarpo ataca, sem excepções, a classe política. "O ministério dos bispos é de uma natureza e de uma ordem que pode ficar prejudicado se nos metermos na política directa como ela é feita hoje, em que ninguém sai de lá com as mãos limpas. Portanto, nós fugimos disso", disse o cardeal.

ANGOLA - RAFAEL MARQUES E OS CRIMES

Rafael Marques. "O Estado português é co-responsável dos crimes cometidos em Angola"



Eu diria que é um processo de informação dos angolanos e um contributo para a formação da consciência social em Angola sobre a realidade do país. A comunidade internacional e os amigos de Angola, como o Estado português, são cúmplices do que se passa no país. Sabem o que se passa e também sabem, por exemplo, que os proventos indescritíveis que são investidos em Portugal e noutros países provocam uma mortandade e uma violência extrema em Angola. É o dinheiro com que as empresas portuguesas sonham: que os angolanos venham cá comprar empresas, que venham cá comprar apartamentos, que venham cá gastar nas lojas, é um dinheiro que está a levar a vida de muitos angolanos.

É um dinheiro de sangue?

É um dinheiro de sangue. E todos estão confortáveis com esta situação, enquanto o povo angolano está ali a definhar. O grito não é para a comunidade internacional, mas é para que os angolanos saibam compreender a realidade do seu próprio país e façam alguma coisa em relação a essa realidade. Porque não devemos esperar nada da comunidade internacional, senão o seu cinismo e o contínuo apoio àqueles que permitem, como dizia Agostinho Neto, que os abutres venham debicar na carne inerte e tirar o seu pedaço.

Este relatório que sai agora em livro, já o entregou a alguma organização internacional? Tenciona fazê-lo?

É um relatório que não tem recomendações à comunidade internacional. Tem uma recomendação única: aos angolanos, para que tomem consciência do seu problema, para que saibam gerar solidariedades para defender os seus compatriotas, os seus concidadãos. A zona das Lundas, com algumas variações, é um campo de concentração. Um campo de concentração moderno, onde há trabalho forçado, onde há situações de semi-escravatura. Porque muitos destes garimpeiros são usados para o enriquecimento dos generais, para o enriquecimento da Ascorp (onde a família presidencial tem acções), a Sodiama (que é uma empresa do Estado angolano), o Lev Leviev e Samuel Goldstein (conhecidos vendedores de diamantes a nível mundial) e outras figuras internacionais. O Estado português tem sociedade com a Endiama na Sociedade Mineira do Lucapa [através da empresa pública Sociedade Portuguesa de Empreendimentos, que detém 49% da empresa]. Um grande comedouro internacional, onde todos vão buscar recursos.

Isso quer dizer que o Estado português, além de cúmplice, é actor nestes crimes?

Na Sociedade Mineira do Lucapa é. Também há expropriações de lavras sem compensação na zona do Locapa, onde está situado este projecto com participação do Estado português.

Então quando fala no livro de crimes contra a humanidade Portugal também está associado a esses crimes?

Como sócio do projecto também é co-responsável pelo projecto e pelas más práticas dessa mesma empresa e da sua contratada, a empresa privada de segurança.

Fale-me um pouco dessa empresa de que fala no livro e que é uma organização quase paramilitar.

Como muito bem disse, a Teleservice é uma empresa paramilitar que é propriedade de uma série de generais angolanos, entre eles o general França Ndalo, antigo chefe do Estado-Maior das FAPLA e actual presidente da De Beers; e outros dois ex-chefes de Estado: o general João Batista de Matos e o general Armando da Cruz Neto, actual governador de Benguela. É a maior empresa privada de segurança de Angola, com cerca de 8 mil homens. E é a empresa que não só conta com o poder dos generais, mas também com o facto de ser a principal garantia de serviços de segurança às multinacionais petrolíferas. É uma empresa riquíssima, porque tem os principais contratos de segurança do país e detém um poder financeiro extraordinário por causa disso. Essas multinacionais também contribuem e são cúmplices desses crimes porque mantêm contratos com uma empresa que sabem que viola de forma sistemática os direitos humanos em Angola.

Todas essas empresas que estão em Angola o que dizem é que têm de se sujeitar às regras existentes se querem fazer negócios no país.

Isso é uma falsidade, porque a lei não permite que estabeleçam negócios com dirigentes angolanos para obtenção de contratos facilitados ou outorgados por esses mesmos dirigente. Isso é corrupção pura, de acordo com as leis angolanas e os tratados internacionais sobre corrupção assinados por Angola. Vou dar um exemplo de como este argumento é falacioso. O Banco Espírito Santo vendeu 25% das acções do BESA em Angola a um tenente-coronel da presidência da República que é da chefia da escolta presidencial. Onde é que o escolta do presidente encontrou 375 milhões de dólares para comprar 25% das acções do BESA [Banco Espírito Santo Angola]? O tenente-coronel Leonardo Lidinikeni tem 98% das acções da empresa Portemill, onde é que ele encontrou esses 375 milhões de dólares? A Portemill não tem. É lavagem de dinheiro. Agora o banco vai dizer que foi forçado a lavar dinheiro? O BES tem de explicar isso. Aquele dinheiro só pode ter origem duvidosa. Onde é que um tenente-coronel, que sempre serviu o exército como escolta, encontrou tal soma de dinheiro?

Em Angola, ao contrário de outros países em que existe corrupção, em que os governantes tentam disfarçar os negócios com testas-de-ferro, tudo parece muito mais às claras...

A corrupção em Angola é um acto transparente. Há total transparência dos actos de corrupção em Angola e as empresas portuguesas dão o seu contributo para isso. Um banco recebe 375 milhões de dólares de Luanda e não diz nada? Não se preocupa de onde vem aquele dinheiro? Agora vão dizer que foram forçados? Não lêem as leis angolanas? As leis angolanas foram escritas por juristas portugueses que colaboraram na elaboração da Constituição angolana, que é extremamente assertiva sobre a democracia. Então vão dizer que não sabem que estas leis existem?

O problema é que as leis só existem se forem aplicadas.

É a mesma desculpa que usam outros sectores sobre o período da escravatura - os colonialistas dizem que só se envolviam na escravatura porque os chefes africanos vendiam o seu próprio povo. É um dos argumentos que se utilizam para justificar a escravatura. Hoje diz-se: "Eles roubam e pedem-nos a nós para reinvestir o produto, mas quem está a saquear e a roubar são os próprios dirigentes, nós só os estamos a ajudar." É a justificação racional que alguns apresentam.

Apesar de a corrupção ser transparente em Angola, há um único homem que nunca aparece como estando metido directamente nos negócios: o presidente José Eduardo dos Santos.

Em relação ao presidente da República, a questão é muito simples: o presidente não pode assinar um contrato do qual resulte benefício ou enriquecimento da sua própria família. E todos esses grandes contratos são assinados por José Eduardo dos Santos. É nepotismo, acto de corrupção e ele devia ser processado por isso. Aquelas percentagens que a Isabel dos Santos tem são em representação do pai, porque é o pai que assina os contratos em Angola. Isso é contra a lei. Como podem dizer que é uma grande empresária e rica? Rica de quê? Se é o pai quem assina os contratos todos?

Mas o presidente cultiva o silêncio e cultiva essa posição de estar acima de todos os outros...

É uma ideia falsa, mostro-lhe aqui um negócio feito pela primeira-dama como gestora de um banco [mostra uma página do Diário da República de Angola]. A assinar documentos e a declarar como residência a presidência da República para efeitos de negócio privado. É o uso da presidência para seu proveito, isso é contra a lei! A meu ver, ele é muito mais corrupto que todos os outros. Todos esses actos de corrupção de que estamos aqui a falar são assinados pelo presidente, passam todos pelo Conselho de Ministros. Ele é o facilitador, o distribuidor da grande corrupção em Angola.

É o garante dessa corrupção?

É o garante dessa corrupção. É o padrinho dessa corrupção. Ele assina os contratos todos que envolvem estes dirigentes. Eles submetem os processos ao Conselho de Ministros e o presidente aprova-os.

Temos países como Portugal, que atravessam uma grave crise económica e onde há empresas cuja sobrevivência depende, em grande medida, dos rendimentos conseguidos em Angola; temos a comunidade internacional, que considera Angola uma potência regional e actor importante na geoestratégia da África austral. Neste contexto, as suas denúncias não estão condenadas a cair em saco roto?

Por isso é que o meu apelo não é para a comunidade internacional. É um trabalho que em qualquer sociedade normal deve ser feito, com ou sem intervenção da justiça. É a capacidade dos cidadãos registarem, até para efeitos de memória colectiva, a realidade que está a acontecer. Uma realidade de violência, de pilhagem desenfreada, que tem de ser registada. Muitas vezes falamos de Angola por ouvir dizer. E o que se está a fazer com este trabalho é criar um registo do que se está passar, para que as pessoas estejam mais bem informadas e possam criar uma consciência social e de solidariedade para defesa da vida humana em Angola. Não é possível construir uma pátria e falar em desenvolvimento humano, em democracia ou em transparência, num país onde o governo banaliza a vida dos cidadãos.

Acredita naquela informação que começou a circular de que o presidente angolano tinha escolhido o presidente da Sonangol para ser o seu sucessor?

Eu penso que ele nem sequer deve ter manifestado essa ideia. Primeiro, o líder do MPLA é, por inerência, caso o MPLA ganhe as eleições, o presidente da República. Isso implica que o Manuel Vicente seja presidente do MPLA e para isso é preciso passar por uma eleição dentro do MPLA.

Mas se for indicado por José Eduardo dos Santos não é um bom indício de que chegará a esse cargo?

O MPLA tem estatutos que prevêem eleições internas. O presidente pode ser votado por unanimidade, como aconteceu no último congresso (houve até dois ou três votos contra, de forma simbólica), mas tem de passar por uma eleição. Por outro lado, Angola não é uma dinastia. Não cabe ao presidente escolher o seu sucessor. É um direito que cabe ao povo, ao eleitor. E o presidente criou uma situação que lhe poderá custar muito caro, que é esta mudança constitucional em que eliminou as eleições directas para presidente. Porque põe maior pressão sobre ele. Havendo eleições directas é o povo que escolhe. Agora como é que o presidente pode escolher o seu sucessor se há eleições no país? Então está a assumir - como todos esses que espalham essa ideia - que as eleições são desnecessárias em Angola.

Digamos que estão um pouco confiantes, ganharam as últimas eleições com 80%.

Sim e em Março afirmaram ter juntado um milhão de pessoas numa marcha de apoio ao presidente José Eduardo dos Santos e ao MPLA. E agora em Setembro tremeram de raiva quando 200 jovens gritaram "Abaixo o José Eduardo dos Santos". Estão a cometer erros crassos, porque nem sequer conseguem ouvir a voz de 200 jovens. Um poder que tem 80% dos votos e que junta numa manifestação um milhão de pessoas tem medo de 200 jovens?

A ideia das revoluções árabes e do Norte de África trouxeram algum nervosismo ao regime em Angola?

Claro que trouxeram. E é um nervosismo resultante da sua capacidade de se adaptar a uma verdadeira cultura democrática. Em que a participação do eleitor determina o comportamento da classe política. O MPLA não está preparado. Está preparado para manipular o conceito de democracia, mas não está preparado para a verdadeira democracia em Angola. Por isso é que o presidente se está a encurralar a si próprio. Como explicar, volto a repetir-me, que um partido com 80% dos votos, que consegue juntar um milhão de pessoas para gritar "viva o presidente", saia à rua com a maior das violências e prenda um grupo de jovens que juntou 200 pessoas para dizer abaixo o presidente? Não tem confiança nos votos que teve? E se não tem confiança nesses votos confia em quem?

O regime em Angola tem capacidade para se regenerar por si?

O regime não tem capacidade para se regenerar. Porquê? Porque o poder está a ser perseguido pelos seus próprios fantasmas, não pela população. E é um exemplo que eu dou aqui na questão das Lundas: com todos os assaltos que se fazem, a população só quer ser deixada em paz. Quer recursos mínimos de subsistência, não quer os diamantes, mas nem isso conseguem compreender e satisfazer. Porquê? Por causa desta banalização da vida. O presidente está numa situação em que tem de proteger os seus próprios actos de corrupção. Hoje o governo está mais preocupado com manter o controlo da situação como forma de segurança. Porque depois, quando saírem, como ficam as fortunas? Como irá a Isabel [dos Santos] explicar a obtenção de tantos 25%? Nos negócios assinados em Conselho de Ministros, de bancos e outras empresas? Como se manterão esses negócios com a saída do pai? E quem fala da Isabel fala de outros dirigentes. E por isso é importante nesta fase embrionária de mudança de consciência social o próprio presidente tomar a liderança no processo de começar a discutir uma transição. E num processo verdadeiramente angolano. Pedir desculpa pelos seus crimes e garantir que tem um futuro tranquilo em Angola. Que seja deixado em paz; com parte da fortuna que acumulou, se for preciso. Em nome da paz e da reconciliação. Se continuar a agir com arrogância e a achar que a violência, que sempre o manteve no poder, continuará a ser o seu garante, então estará a criar um efeito bumerangue sobre si. E os membros que estão à sua volta, que usam a imagem do presidente para proteger os seus interesses, vão acabar por condená-lo, vão acabar por arrastá-lo para um beco sem saída. Quando, neste momento, ele pode criar a sua própria saída. Não quer dizer que tenha de indicar um sucessor. Isso não será feito. Nem no próprio MPLA será feito. E o presidente sabe disso. O Manuel Vicente como presidente não vai garantir nada.

Isso não seria uma forma de começar a iniciar a regeneração do regime? Visto que Manuel Vicente é um tecnocrata, não um político, um homem que fez da Sonangol uma grande empresa...

Um grande antro de corrupção! O Manuel Vicente é um indivíduo extremamente corrupto. Ficou com 1% da Sonangol e não consegue dar uma explicação plausível disso. Onde estão os lucros dos investimentos da Sonangol no exterior? A Sonangol, o ano passado, apresentou um lucro de 2 milhões de dólares. Com tantos investimentos que se fizeram fora, onde é que está o dinheiro? Em que é que se transformou a Sonangol se a Sonangol nos traz lucros de 2 milhões de dólares? Uma empresa de petróleos num país em que 95% das exportações dependem do petróleo? Lucros de 2 milhões de dólares?! E estamos a dizer que ele transformou a Sonangol em quê?! Onde é que está o dinheiro da Sonangol?! E agora a Sonangol até vende casas sociais, quer dizer, está envolvida em tudo! Mas onde estão os lucros? O retorno desses investimentos que o Manuel Vicente anda a fazer? Os investimentos que se fazem com a China. Essas empresas fictícias que são criadas na China. Onde é que está o retorno? E os angolanos vão perguntar isso. A questão não é a de regenerar o regime mas a de fazer a devolução do Estado angolano. É a principal questão em Angola: a devolução do Estado. A reforma de José Eduardo dos Santos como garantia de que ambas as questões sejam solucionadas, ao mesmo tempo e de forma cortês? O José Eduardo dos Santos amarrou o Estado angolano; representa a privatização do Estado angolano. Como garantir que ele entrega o poder e sai com todas as garantias de segurança, para poder permanecer no país com tranquilidade? Porque, também, com todas estas denúncias do género de que pagou 50 milhões de dólares para acabar com o Angolagate, se o presidente se reformar no exterior do país está sujeito a ser detido para responder a processos em França ou mesmo em Portugal. Então tem de garantir que tudo o que foi feito de errado no país seja tratado no país. E para isso tem de garantir a liberdade de expressão agora. Abrir o "Jornal de Angola", que é uma máquina de propaganda já fossilizada. Abrir a Rádio de Angola, abrir a Televisão Pública de Angola, para gerar este debate no país. É a única segurança que tem. Porque a segurança da violência pode virar--se contra ele.

Tentou publicar isto em Angola?

A última tentativa de publicação em Angola foi retirada na gráfica. E as pessoas não esquecem que, no ano passado, os meus relatos sobre corrupção eram também publicados em alguns jornais de Angola. E um desses jornais foi comprado por órgãos ligados ao regime.

Ou seja, escreveu este livro para o povo angolano e a verdade é que a maior parte do povo angolano não vai ter acesso a ele.

É assim, os angolanos pedem sempre que lhes compre umas camisas, e uns sapatos, e umas prendas aqui de Portugal. E todo aquele angolano interessado em saber do país, em vez da camisa vai começar a pedir que lhe leve um livro. Porque não tenho outra forma. Não tive qualquer apoio institucional, excepto, a amabilidade da editora Tinta da China em transformar este relatório em livro. Agora os angolanos que estão preocupados com esta situação vão certamente tentar arranjar o livro e partilhá-lo com outros. Eu escrevia-o para que também a população nas Lundas tenha acesso a este livro e se criem grupos de leitura - como fiz, em ocasiões anteriores - para que tomem conhecimento das coisas que são ditas nestes relatórios.


Roubaram-lhe parte das notas para este relatório/livro no aeroporto em Luanda. Não teme pela vida, não se sente ameaçado?

Há uma resposta que dou sempre. Eu sou um cidadão consciente que está a cumprir com o seu dever profissional e cívico. Se há neste relatório alguma falsidade, que seja levado a tribunal. Agora, se há ameaças à margem da lei, por estas não posso responder. Mas posso dizer que vou continuar a fazer o meu trabalho porque, como cidadão, quero uma Angola diferente. Onde o trabalho de investigação jornalística ou antropológica, sobre qualquer tema, seja um processo aberto. É assim em Portugal, é assim na África do Sul, é assim na Zâmbia. Em Angola, deve ser o mesmo.

Publicada por Gil Gonçalves

BRASIL - AQUIDAUANA

Aquidauana - O Portal do Pantanal do Matogrosso do Sul

(Várias viagens numa só!!!!)

Aqui tudo é múltiplo, diverso, surpreendente, todos os dias ... pois aqui a vida segue ao ritmo das águas, suas enchentes e vazantes.

Um verdadeiro paraíso (a agendar) !

Vê este vídeo fantástico em alta resolução.

http://player.vimeo.com/video/16905380

EUA, AINDA BEM QUE NÃO SOMOS!

EUA, ainda bem que não somos.‏

Temos quase 09 séculos de história; os EUA ainda não têm 03 séculos.

Fomos pioneiros da globalização e misturámos-nos com os povos que fomos descobrindo;

Os EUA servem-se da globalização para explorar (e não só…) os povos com quem vão tendo contacto.

Respeitamos todos os povos e honramos os nossos compromissos;

Os EUA honram (nem sempre) alguns dos seus compromissos e servem-se dos povos cujos governantes desrespeitam o seu próprio povo.

De facto:

Obama tem razão. Por uma vez – como escreve Manuel Ferrer:

“Os EUA” não são a Grécia nem Portugal, diz ele! Realmente.

Nos EUA 1/5 dos negros estão na cadeia.

Nos EUA 50% da população não tem assistência médica e 25% nem consegue tratar-se em qualquer hospital!

Nos EUA a dívida pública atingiu um valor impossível de ser pago em várias gerações e já ultrapassou as centenas de milhares de US$ por família!

Nos EUA condenam-se a prisão perpétua crianças de 12 anos, por roubo de uma bicicleta!

Nos EUA 6% da população sobrevive com uma refeição diária de comida enlatada... para animais...!

A Escola Pública é completamente inútil e caminha para a extinção!

Nos EUA há mais de 450 organizações policiais e o sistema judicial não é independente do poder executivo: E é nomeado por ele!

Nos EUA as 2 maiores indústrias são o armamento e a pornografia!

Nos EUA vende-se mais produtos para animais do que para bebés...!

Nos EUA 1% da população controla e recebe cerca de 90% do PIB nacional.

Nos EUA a produção de carne e de ovos utiliza legalmente promotores químicos de crescimento.

Nos EUA não há ordenado mínimo e o trabalho indiferenciado é pago a 4 €/hora...!

Os EUA estão envolvidos em dezenas de conflitos militares de carácter sujo e para levar a cabo golpes de estado favoráveis aos seus interesses e aos de Israel.

Os EUA angariam em todo o mundo os melhores cérebros para a sua indústria de armamento e obrigam os seus "aliados" a comprá-las...!

Os EUA são o maior mercado mundial de drogas pesadas e um dos maiores produtores de anfetaminas e de outros químicos dopantes...!

Os EUA imprimem papel-moeda e através de tratados com as suas colónias árabes transformaram o US$ no meio de pagamento internacional em substituição do ouro...!

Obama tem toda a razão: Nada disto se passa em Portugal.

Estamos muito atrasados e não sei se algum dia lá chegaremos...
Só um detalhe: os EUA estão completamente falidos e mais de 10% da população já vive em acampamentos sem saneamento ou serviços públicos básicos...!

Nós não somos os EUA! “Thanks God!”

A CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO JARDIM DA MADEIRA PARA AS ELEIÇÕES

EUROPEUS, SÃO PRECISOS GRITOS DE REVOLTA

No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas também, política à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).


Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi,
discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.


Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira "noite de revolução" quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral "Va pensiero" o famoso hino contra a dominação. Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que setransforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo. A reação visceral do público quando o côro entoa - "Ó minha pátria, tão bela e perdida Ao terminar o hino os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de "bis", "viva Itália", "viva Verdi".

Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro La Scala de Milão, o maestro hesitou pois, como ele depois disse: "não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular".

Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico fez com que o maestro se voltasse no púlpito e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.

Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de "longa vida à Itália" disse RICCARDO MUTTI:


"Sim, longa vida à Itália mas... [aplausos]. Já não tenho 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquiesço ao vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o côro que cantava "Ó meu pais, belo e perdido", eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente "bela e perdida". [aplausos retumbantes, inclusive dos
artistas da peça] Reina aqui um "clima italiano"; eu, Mutti, me calei por longos anos.
Gostaria agora...nós deveriamos dar sentido a este canto; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um côro que cantou magnificamente e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos."


Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Côro dos Escravos.
Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Vê-se, também, o pranto dos artistas.

Foi um momento magnífico na ópera!

Um momento intenso e de grande emoção para os apaixonados pela liberdade!


AGORA NÃO DEIXEM DE VER E OUVIR PELO LINK ABAIXO


http://www.youtube.com/embed/G_gmtO6JnRs

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ESTE GATO AINDA VAI LER "TAMBWE, A UNHA DO LEÃO"


NOVO ROMANCE DE

ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO

*

TAMBWE, A UNHA DO LEÃO

*

A PARTIR DE HOJE NAS LIVRARIAS.

FAÇA A SUA ENCOMENDA SEM DESPESAS DE REMESSA EM


 

"MÁ GOVERNANÇA" LEVA MOODY`S A BAIXAR "RATING" DA MADEIRA


"Má governança" leva Moody's a baixar 'rating' da Madeira

Económico com Lusa
23/09/11 04:24

A agência de notação financeira justifica o ‘downgrade’ com os problemas na gestão do governo e a "fraca execução orçamental".

Em comunicado divulgado ontem à noite, a Moody's informa que baixou hoje o 'rating' de longo prazo da Madeira do nível B1 para o nível B3, acrescentando que mantém as perspectivas de um novo corte.

O corte da notação financeira da Madeira surge no mesmo dia em que Alberto João Jardim admitiu que a dívida da região deve rondar os cinco mil milhões de euros, apontando que "é mais ou menos a do Metro do Porto".

A Moody's esclarece que a revisão em baixa da notação da Região Autónoma da Madeira "reflecte as [suas] preocupações sobre a má governança e gestão da região, bem como sobre a sua fraca execução orçamental", evidenciadas pelo Ministério das Finanças num comunicado de imprensa que aponta "graves irregularidades" no reporte do orçamento da região.

"A Madeira falhou ao reportar cerca de 1,2 mil milhões de euros (aproximadamente 130% das receitas anuais da região) em responsabilidades comerciais ao longos dos últimos anos", refere a agência de notação financeira.

"Dada a magnitude das quantias encobertas, acreditamos que a Madeira vai continuar a viver pressões orçamentais por algum tempo, uma vez que absorver essas responsabilidades nos seus orçamentos deverá levar vários anos", considera a Moody's.

Ao incluir estas responsabilidades - para as quais a região não tem fundos - nas contas da dívida da região, "o 'stock' da dívida directa e indirecta da Madeira iria aumentar mais de cinco vezes até ao fim de 2011".

A Moody's alerta ainda que as necessidades elevadas de financiamento da região dificilmente serão feitas através de obrigações ou de empréstimos de longo prazo a um preço razoável.

Sublinhando o "sentimento actual do mercado em relação à emissão portuguesa [de títulos de dívida] ", a Moody's considera "essencial o apoio do Governo Central na resolução deste problema".

TODOS ESTES HOMENS, RESPONSÁVEIS PELAS DÍVIDAS DO PAÍS, DEVIAM SER PRESOS!


Jardim admite que dívida deve rondar cinco mil milhões

Económico com Lusa   23/09/11

A Moody's cortou o 'rating' da Madeira.

Alberto João Jardim afirmou que a dívida regional "é uma coisinha de nada no meio de todas".

Numa entrevista à RTP-Madeira, o cabeça de lista do PSD às eleições legislativas de 9 de Outubro anunciou que o secretário regional do Plano e Finanças vai apresentar nos próximos dias "isso tudo, onde o dinheiro foi gasto".

Para Jardim, a dívida regional "tem que ser tratada nas mesmas condições que a dívida do País", apontando que "é mais ou menos a do Metro do Porto, cinco mil e tal milhões" de euros.

O governante madeirense anunciou que o secretário (regional das Finanças, Ventura Garcês) vai apresentar "isso tudo e onde o dinheiro foi gasto, para ficar tudo clarinho antes das eleições", tendo noutro momento referido que seria "mesmo antes de Bruxelas, mesmo antes do primeiro-ministro, antes das eleições".

Jardim reafirmou que a acusação de que ocultou dados sobre a situação financeira às entidades competentes "é uma mentira que foi lançada", que tem sido aproveitada pela comunicação social, sendo que o ministro da Finanças e primeiro-ministro "acreditaram na versão do INE" [Instituto Nacional de Estatística].

"Não houve ocultação, porque quando ficou pronto foi entregue. Não há ocultação, porque os senhores, pela boca do secretário regional do Plano e Finanças, vão saber o volume total que está a acabar de ser apurado, antes mesmo de Bruxelas ter o volume total de divida, tudo, desde o cesto dos papéis, da Empresa de Electricidade, tudo" sublinhou.

O líder do PSD-Madeira voltou a salientou que optou por "aumentar a dívida" para fazer obra e evitar que a economia da região parasse, refutando as criticas de despesismo, realçando que que "o futuro da região estaria comprometido se não tivesse feito" o que fez.

Jardim esclareceu que no comício da Ponta do Sol, disse: "Se por acaso - saiu mal - se o Governo da Republica apanhava que tínhamos estado ainda a acertar com os bancos e com os credores para então apurar de facto os números que se iam dar, tinha mais um pretexto para o senhor Teixeira dos Santos fazer o que fez uma vez à Madeira, com base de ter também um défice em qualquer coisa, tirar dinheiro", um caso que ficou resolvido em tribunal.

"Como já estávamos com falta de dinheiro, outra ripada do governo socialista então é que dava cabo de tudo".

O governante insular criticou também os critérios do INE, considerando que este caso não passa de "uma ‘revanche'", dada forma como divulgou a situação, porque o governo da Madeira já tinha protestado formalmente, porque mudavam "consoante as vontades do Governo Socialista".

Admitiu ainda estar disponível, num cenário hipotético de perder a maioria nas eleições, a fazer coligação com o CDS na região.

"O CDS seria o parceiro ideal, até para ficarmos conjugados, mas está a pôr aqui uma conjuntura que não me passa pela cabeça", frisou.

Comentários:

 Maria , | 23/09/11 13:58
Votaram neles agora paguem e não se queixem! Isto a a política de verdade.        
alberto , lisboa | 23/09/11 13:55
O bokassa-das-ilhas passou a ter um estatuto de inimputável.É quase um criminoso comum, o que se vai passar a seguir vai-nos dar boas indicações sobre a vergonha a que chegou o país.     
O CIRCO PSD , | 23/09/11 13:43
Só bejo palhaçada PSD !!!     
João Fernando , Lisboa | 23/09/11 13:39
...Deixem-me ver se entendemos todos bem....numa semana são 500 milhões, dois dias depois 800 milhões...4 dias depois 1,6 mil milhões, dois dias depois 5 mil milhões, o CDS fala já em 7 mil milhões (relembro que o BPN estabilizou nos 6 mil milhões) , e a cereja em cima do bolo....é referido que o buraco do metro do Porto é igual ao da Madeira, 7 mil milhões!
PORQUE SERÁ QUE AINDA NÃO SE FALOU NAS PARCERIAS PUBLICO PRIVADAS???!!!!!!! ESTÁ VISTO QUE A "BURACAGEM" SERÁ MUITO SUPERIOR A ESTES VALORES E VAMOS FICAR TODOS A PEDIR PARA PAGAR A ESTES LADRÕES!       

António , Funchal. Madeira | 23/09/11 12:56
O sr. Alberto nunca devia pertencer ao conselho de Estado. A Madeira está toda esburacada, sim tem obra feita, buraco retunda,retunda buraco retundaburaco.Só que as Pessoas não entendem é que veio Milhões e muitos Milhões para as obras, mas o dinheiro evaporou. Este homem comentou que aí no Continente tem Gente que ganhou muito dinheiro na política. Aqui na Madeira conheço deputados que quando foram para a Assembleia nem carro tinham. Hoje são Milionários     
É urgente Revolução em Portugal! , | 23/09/11 12:56

A própria oposição em Portugal ajuda a toda esta situação!

A oposição em Portugal não existe!

Pouco falta para os portugueses perderem todos os direitos e passarem a ser escravos dos senhores feudais, outra vez.

As notícias todos os dias a todas as horas não se cansam de falar da crise:
para quê?
para os portugueses se habituarem à ideia e apenas protestarem co o vizinho do lado...E DEPOIS FICA TUDO NA MESMA

OS MEDIA EM PORTUGAL ESTÃO TOTALMENTE CONTROLADOS PELO PODER, POR ISSO A RTP TEM SALÁRIOS MÉDIOS DE 40.000€
POR ISSO OS CANAIS PRIVADOS PERTENCEM AOS PARTIDOS DE DIREITA

NÃO VIVEMOS EM DEMOCRACIA NENHUMA!
Manuel D, , | 23/09/11 12:54
Ah! outra coisa. Antes de escreverem, informem-se com quem realmente sabe, o real significado da palavra "buraco". Sendo uma expressão que envolve enorme responsabilidade, não é aquilo que os jornais fazem passar. Se se conseguirem informar, tudo bem; se não conseguirem, se assim entenderem, façam como eu; estejam quietos.     
Em vez de estar preso... , | 23/09/11 12:50

"Benito" Jardim faz ameaças em público para desmascarar as sociedades secretas para chantagear o "Poder"

Zangam-se as comadres descobrem-se as verdades!

Que País é este onde vivemos?     
Manuel D, , | 23/09/11 12:44
Meus amigos. Têm um rendimento de 1.000,00 mês. Mas, porque, alguns têm maior olhos que barriga gastam 6.000,00, Sem dar por isso, têm uma dívida de 5.000,00. Pergunto, roubaram alguma coisa? Isto quer dizer que, quando, sistematicamente, vejo aqui chamar ladrões a determinadas personalidades, é preciso ter muito cuidado. Bom , isso não quer dizer que não exista um desviosito de vez em quando e que, no final, resulte uma quantia elevada.     
Prtuguêsofendido , | 23/09/11 12:36
Há 12 anos que passo férias na Madeira/ Porto Santo. ACABOU!!!!!! Enquanto esse senho lá estiver, NÃO PONHO LÁ OS PÉS. Os madeirenses têm de ser responsabilizados por elegerem esse abutre. BOICOTEM A MADEIRA.         
Verdades & Mentiras , | 23/09/11 12:33
Continua a festa. De manhã desmente o que disse na tarde do dia anterior. Um eminente escritor português escreveu: a verdade está no vinho. Os desmentidos não são para levar a sério, são tentativas de maquilhar os estragos resultantes dos estados de euforia.     
Ás pessoas sérias do Conselho de Estado , | 23/09/11 12:27
DEMITAM-SE....!     
ATÉ QUANDO È QUE ESTE ARTISTA VAI FAZER PARTE DO CONSELHO DE ESTADO??? , | 23/09/11 12:23
Se os conselheiros de estado incluem Dias Loureiros e Albertos Joãos, NÂO ESTARÁ NA ALTURA DE FAZERMOS UM NOVO 25 de ABRIL ??     
Coisinha de nada! Diz este idio.ta! , Lisboa | 23/09/11 12:22
Dívida acumulada de CINCO MIL MILHÕES de euros, mais milhão menos milhão! QUE É ISSO? Uma "coisinha de nada", sobretudo quando serão todos os portugueses a pagá-la!! Mais outro vigarista para o quadro de desonra dos políticos vigaristas deste país! Alberto J Jardim estará mano a mano com o outro hiper-vigarista dest apís, o famigerado José Sócrates!

ESPANHA - A CLASSE POLÍTICA




Campaña para acabar con los privilegios de los políticos en España .

Miércoles, 12 de Enero de 2011 13:29 Edgar Sánchez Agulló

Una plataforma web en Internet ha iniciado una curiosa campaña con la recogida global de firmas con el nada desdeñable objetivo de poner fin a los privilegios de que goza nuestra clase política actual. La meta, conseguir 500.000 apoyos para poder presentar una iniciativa legislativa popular en el Congreso de los Diputados, tal y como establece nuestra Constitución, y algo que ya se puso en práctica con la famosa, y no exenta de polémica, resolución con el tema taurino en Cataluña.

"¿Por qué los españoles tenemos que cotizar durante más de 20 años cobrando una ridícula pensión y los políticos con 7 años solo de cotización cobrando el máximo? ¿Es justo?" Se preguntan, entre otras, los impulsores de esta peculiar iniciativa.

Un diputado del Congreso cobra 3.126,52 € al mes de salario base -prosiguen- a lo que hay que añadir 1.823,86 € si el parlamentario no fue elegido por Madrid y 870,56 € si es electo por Madrid. Es decir, que un diputado gallego en el Congreso cobra como mínimo 4.950 €, un sueldo que puede aumentar en función del trabajo que desempeña en la Cámara Baja.

Sus señorías tiene derecho a unos complementos en el caso de que pertenezcan a una mesa –hay 38–, que también varían en función del cargo que ocupa en ellas (presidente, vicepresidente, secretario, etc). También hay complementos en caso de ser portavoz de un grupo parlamentario (1.978 € en gastos de representación y 1.052 € de libre disposición).

Por ejemplo, el complemento del presidente por ser un miembro de mesa es de 3.605,38 € –superior al sueldo base, a lo que se añaden los gastos de representación (3.915,16 €) y de libre disposición (3.210,08 €).

En total, el presidente de una mesa en el Congreso dispone, entre sueldo base, indemnización y complementos, de 14.727,7 € al mes (si fue elegido por Madrid) y de 15.681 € al mes (si procede de fuera de Madrid).

* Las dietas quedan exentas del fisco (y no son bajas precisamente).

* En el caso de diputados y senadores, éstas suponen entre el 21% y el 31% de su remuneración total.

* El 49% del sueldo del parlamentario gallego no se declara.

Campaña de recogida de firmas para acabar con los privilegios políticos, PINCHA AQUÍ

Para los que quieran saber más y firmar en apoyo a la causa,

http://noalossueldosdelospoliticos.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TAMBWE, A UNHA DO LEÃO - NAS LIVRARIAS DIA 23

TAMBWE - O NOVO ROMANCE DE ANTÓNIO OLIVEIRA E CASTRO
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CESÁRIA ÉVORA - JARDIM PROMETIDO

A HERANÇA DA LÍNGUA PORTUGUESA NA ÁSIA

Escrito por Marco Ramerini

Tradução feita por Márcia Siqueira de Carvalho

A língua portuguesa foi, nos séculos XVI, XVII e XVII , a língua dos negócios nas costas do Oceano Índico, em função da expansão colonial e comercial portuguesa. O português foi usado, naquela época, não somente nas cidades asiáticas conquistadas pelos portugueses, mas também por muitos governantes locais nos seus contatos com outros estrangeiros poderosos (holandeses, ingleses, dinamarqueses, etc).

No Ceilão, por exemplo, o português foi usado para todos os contatos entre os europeus e a população nativa; vários reis do Ceilão falavam fluentemente esta língua e nomes portugueses eram comuns na nobreza. Quando os holandeses ocuparam a costa do Ceilão, principalmente sob as ordens de Van Goens, eles tomaram medidas para parar o uso da língua portuguesa. Porém, ele estava tão entranhado entre os habitantes do Ceilão que até mesmo as famílias dos burgueses holandeses começaram a usar a língua portuguesa. Em 1704, o governador Cornelius Jan Simonsz falava que : "se você fala português no Ceilão, você é entendido em todo lugar".

Também na cidade de Batávia, capital da Holanda Oriental (atual Jakarta), o português foi a língua falada nos séculos XVII e XVIII. As missões religiosas contribuíram para esta grande expansão da língua portuguesa. Isto porque desde que as comunidades se convertiam ao catolicismo, elas adotavam o português como língua materna. Também as missões protestantes (holandeses, dinamarqueses, ingleses ...) que trabalharam na Índia foram forçados a usar o português como a língua de evangelização.

A língua portuguesa também influenciou várias línguas orientais. Muitas palavras portuguesas foram incorporadas por vários idiomas orientais, como as da Índia, do suaili, malaio, indonésio, bengali, japonês, os várias do Ceilão, o tetum de Timor, africâner da África do Sul, etc.


Além disso, onde a presença portuguesa era preponderante ou mais duradoura, cresceram as comunidades de "casados" e "mestiços" que adotaram uma variedade de língua mãe: uma espécie de Creoule português.

O que restou hoje é muito pouco. Entretanto é interessante notar que, neste sentido, existem pequenas comunidades de pessoas espalhadas por toda a Ásia que continuam a usar o "creoule" português, embora não tenham mais contatos com Portugal, em alguns casos, durante séculos. Outro aspecto interessante é que durante o período mais importante da presença portuguesa na Ásia, não havia mais do que 12.000 a 14.000 portugueses, incluindo os religiosos.

Comunidades que falam Português na Ásia (Azul: Comunidades que falam Português atualmente na Ásia. Vermelho: Comunidades que falavam o Português na Ásia)


AS COMUNIDADES QUE FALAM PORTUGUÊS ATUALMENTE:

Malaca, Malásia: (Portuguese Settlement, Praya Lane, Bandara Hilir). Cerca de 1000 pessoas falam esta espécie de "creole" (Papia Kristang). Cerca de 80 % dos antigos habitantes da colonia portuguesa em Malacca falam Kristang, que também é falado atualmente em Singapora e Kuala Lumpur. Kristang é muito parecido com o malaio local na sua estrutura gramatical, mas 95% do seu vocabulário deriva do português. Não muito tempo tempo atrás o português também era falado em Pulau Tikus (Penang) mas agora é considerado extinto. A comunidade eurasiana tem 12.000 membros na Peninsula Malaia. Activo é MPEA (Malacca Portuguese Eurasian Association) e SPEMA (Secretariat of the Portuguese/Eurasian Malaysian Associations) com 7 associações dos seus membros em Alor Star, Penang, Perak, Malacca (MPEA), Kuala Lumpur, Seremban e Johor Baru. Ha também em Singapura uma associaçao Eurasiatica. Malaca se separou do domínio português em 1641.

Korlai, Índia: (perto de Chaul). Cerca de 900 pessoas falam o creole português e esta comunidade tem a sua igreja chamada: "Igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo" Chaul se separou do domínio português em 1740.

Damão, Índia: (Damão Grande ou Praça, Campo dos Remédios, Jumprim, Damão da Cima). Cerca de 2000 pessoas falam esta espécie de Creole Português. Damão se separou do domínio português em Dezembro de 1961.

Ceilão (Sri Lanka): [Burgueses Portugueses em Batticaloa (Koolavaddy, Mamangam, Uppodai, Dutch Bar, Akkaraipattu); Trincomalee (Palayuttu); comunidades Kaffir de Mannar e Puttalam ]. Atualmente é apenas usado entre as 250 famílias em suas casas em Batticaloa até 1984. Muitos emigraram para a Austrália. Ainda há 100 famílias em Batticaloa e Trincomalee e cerca de 80 famílias Afro-Sinhalese (Kaffir) em Puttalam. Quase extinta. Em Batticaloa existe o Clube de Recreio"Shamrock" or "Batticaloa Catholic Burgher Union". Ha uma pequena comunidade de descendentes portugues na aldeia de WahaKotte (circa 7°42'N. - 80°36'E) (Centro do Sri Lanka, seis quilometros de Galewala estrada entre Galewala e Matale), eles são Catolicos Romanos, mas são acerca de dois geracão que Creole Português não é falado. Ceilão se separou do domínio português em 1658.

Macau: Cerca de 2.000 pessoas fala o português como sua primeira língua, e perto de 11.500 como sua segunda língua. Apenas poucas mulheres idosas falam o Macauense um Creole Macau-Português. O "Instituto Cultural de Macau" e a "Fundação do Oriente" estão funcionando. Existe também um canal de TV e vários jornais voltados inteiramente para o português. Macau em 20 de Dezembro de 1999 voltou a fazer parte da China. Hong Kong: Centenas de pessoas falam o Macauense. Quase todas são emigrantes de Macau. Nunca foi colonia portuguesa.

Goa, Índia: O idioma português está desaparecendo rapidamente de Goa. Atualmente ele é falado por um pequeno setor das famílias mais abastadas e apenas 3 a 5 % da populaçãio continua falando-o (estima-se de 30.000 a 50.000 pessoas). Atualmente 35% da população de Goa são imigraantes de outros estados indianos. Nas escolas da Índia ele é ensinado como a terceira língua (não obrigatória). Existe um departamento de Português na Universidade de Goa, mas a "Fundação do Oriente" e a Sociedade de Amizade Indo-Portuguesa ainda estão em funcionamento. O último jornal em língua protuguesa foi publicado na década de 80. Em Panaji muitos cartazes em português ainda são visíveis em lojas, edifícios públicos, etc. Goa se separou do domínio português em Dezembro de 1961.

Diu, Índia: Aqui o idioma creole protuguês está quase extinto. Diu se separou do domínio português em Dezembro de 1961.

Timor Leste: Os que falavam o português em 1950 não ultrapassavam a 10.000 pessoas e em 1974 apenas 10% a 20% da população. Em 1975: O Timor Leste tinha 700 000 habitantes dos quais : 35 a 70 000 sabiam ler e escrever em português e 100 a 140 000 podiam falar e entender esta língua. Até1981, o português foi a língua da Igreja de Timor, quando foi substituído pelo Tetum. Entretanto ele é comumente usado como idioma de negócios na cidade de Dili. O português permaneceu como a língua da resistência anti-Indonésia e de comunicação externa da Igreja Católica. O português criole de Timor (Português de Bidau) hoje está praticamente extinto. Ele é falado próximo a Dili, Lifau e Bidau. Indonesia invadiu o Timor Leste em 1975. Entretanto, nenhuma nação reconheceu esta anexação militar. Timor Leste tornou-se um estado independente, 20 de maio de 2002. A lingua oficial de Timor-Leste está o português.

Flores, Indonésia: (Larantuka, Sikka) Aqui o português sobrevive nas tradições religiosas e na comunidadeTopasses (os descendentes dos homens portugueses com as mulheres nativas) utilizam-no nas suas preces. Aos sábados, as mulheres de Larantuka rezam o rosário numa forma corrompida de português. Na área de Sikka, no Leste de Flores, muitas pessoas são descendentes de portugueses e ainda (???) usam esta língua. Existe uma Confraria chamada de "Reinja Rosari". Portugal retirou-se em 1859.

ATÉ POUCOS ANOS ATRÁS, COMUNIDADES QUE FALAVAM O PORTUGUÊS EXISTIAM EM:

Ceilão (Sri Lanka): (O Creole Português era falado pela comunidade burguesa holandesa) Até o início do século XX, o creole português era falado pelos membros desta comunidade. Até depois da Segunda Guerra Mundial, os católicos do Sri Lanka, em Colombo se reuniam nas missas faladas em português (como a igreja de Santo Antônio, em Dematagoda). Após a segunda metade deste século, parte destes católicos tão antigos começaram a freqüentar missas em grupos cada vez menores nas igrejas católicas na cidade (Dematagoda, Hulftsdorp, Kotahena, Kotte, Nugegoda e Wellawatte). Embora era uma língua falada, o português estáva perdendo rapidamente a sua importância original nos serviços religiosos nas igrejas católicas (sendo substituído pelo inglês mais moderno e mais procurado).

Jakarta-Batavia-Tugu, Indonésia: (um subúrbio de Jakarta). Aqui, até o início do século XX uma espécie de português corrompido ainda era falado pela população cristã em Tugu. O último habitante que falava creole morreu em 1978. Nunca esteve sob domínio de Portugal.

Cochim, Índia: (Vypeen). Desapareceu nos últimos 20 anos. A comunidade portuguesa/hindu (2.000 pessoas) frequenta a velha igreja de Nossa Senhora da Esperança. Portugal retirou-se de Cochim em 1663.

Bombaim or do Norte, Índia: (Baçaim, Salsette, Thana, Chevai, Mahim, Tecelaria, Dadar, Parel, Cavel, Bandora-Badra, Govai, Morol, Andheri, Versova, Malvan, Manori, Mazagão) Em 1906, este Creole foi, depois do Ceilão, o dialeto indo-português mais importante. Em1906 ainda existia perto de 5.000 pessoas que falavam o Creole Português como,língua materna, e 2.000 estavam em Bombaim e Mahim, 1.000 estavam em Bandora, 500 em Thana, 100 em Curla, 50 em Baçaim e 1.000 em outras vilas. Não existia, naquela época, escolas em creole-português e as classes mais ricas substituiram-no pelo inglês. (Costa, Dalgado).

Coromandel, Índia: (Meliapore, Madras, Tuticorin, Cuddalore, Karikal, Pondicherry, Tranquebar, Manapar, Negapatam…..) Na costa de Coromandel, os descendentes dos portugueses são geralmente conhecidos como "Topasses", eram católicos e falavam o creole português. Com a chegada do domínio inglês na Índia, eles começaram a falar a língua inglesa em lugar do português e também alglicizaram seus nomes. Atualmente fazem parte da comunidade aurasiana. Em Negapatam, em 1883, ainda existiam 20 famílias que falavam o indo-português. (Schuchardt, Dalgado)

DESAPARECEU JÁ HÁ MUITOS ANOS:

Solor & Adonara, Indonésia: Solor, Adonara (Vure)

Ilha de Java -Batávia, Indonésia: (comunidade holandesa de Batávia, Mardijkers) Os Mardijkers são os descendentes dos antigos escravos de Malacca, Bengal, Coromandel, Malabar, que foram convertidos ao Protestantismo quando libertados. Eles falavam uma espécie de creole-português e eram o ramo principal da comunidade portuguesa da Batávia. Depois da conquista holandesa de Malacca e do Ceilão eles cresceram consideravelmente. Em 1673, foi construída uma igreja protestante, para a comunidade portuguesa na Batávia e depois, no século XVII, uma segunda igreja foi construída. Em 1713, esta comunidade tinha cerca de 4.000 membros. < Lopes > Até 1750, o português foi a primeira língua na Batávia, porém, depois o malaio passou a dominar. Em 1808, o reverendo Engelbrecht celebrou a última missa em português. Em 1816, a comunidade portuguesa foi incorporada pela comunidade malaia. Também entre as famílias holandesas da Batávia, a língua portuguesa foi intensamente usada até 1750, apesar dos esforços do Governo Holandês contra o seu uso.

Mangalore, Índia: Mangalore.

Cannanore, Índia: Cannanore.

Bengala, Índia-Bangladesh: (Balasore, Pipli, Chandernagore, Chittagong, Midnapore, Hugli……) A língua portuguesa foi, nos séculos XVII e XVIII, a "lingua franca" em Bengala. Depois de 1811, o português era usado em todas as igrejas cristãs (católicas e protestantes) de Calcutá. No início do século XX, apenas umas poucas famílias falavam uma forma corrompida de português misturadas com muitas palavras da língua inglesa. (Campos)

Moluccas, Indonésia: (Ternate, Ambon, Banda, Makasar) Ternateno, um creole Português que foi falado nas ilhas de Ternate e West Halmahera, atualmente está extinto. Ambon, aqui o português sobrevive na língua actualmente falada o Malayu-Ambom, o que contem cerca de 350 termos de origem portuguesa.

Nas costas da Índia, existiam cerca de 44 comunidades onde o português era falado.

ÁGUA, O OURO DO FUTURO

BRASIL - AULA DE HISTÓRIA

AULA DE HISTÓRIA

Em 1918, já no final da 1ª Guerra Mundial, nossos navios receberam ordens dos ingleses para seguirem para Gibraltar, tendo ocorrido na rota alguns incidentes.
O Almirante Frontin fora alertado pra tomar cuidado, pois o encouraçado Britânia, designado para acompanhar a flotilha brasileira, tinha sido afundado em rota por um submarino e havia um alerta de presença de submergíveis na área.
Desta forma, foi com muita tensão que navegamos, o que pode ser a explicação para as confusões que ocorreram.
A primeira e mais conhecida foi a 'Batalha das Toninhas', quando um cardume desses mamíferos foi confundido com o rastro de um periscópio, fazendo com que o navio Bahia disparasse seus canhões contra "os submarinos alemães".

Agora veja o vídeo
anexo e a performance do professor......

POEMA DE FERNANDO PESSOA