sexta-feira, 6 de maio de 2011

UM HOMEM COM DUAS CARAS

Portuguese colonial architecture in Brazil

Viana do Castelo (Santa Luzia)

DEVOLUÇÃO DOS PRÉMIOS FRAUDULENTOS

POR FAVOR LEIAM E VAMOS TODOS COLABORAR A BEM DA DIGNIDADE NACIONAL

Como é do conhecimento geral, tem-se agora tornado público as ciclópicas dívidas à Banca Financeira, de certas (quase todas) Empresas Públicas como, p.ex., REFER, TAP, METRO, CARRIS, etç., e isto porque não conseguem mais financiamento.
Estas grandes dívidas estavam no segredo dos deuses. Agora já não podem mais ser escondidas.
Acontece que ao longo dos anos, os Administradores (grandes cérebros) foram recebendo anualmente repugnantes Prémios Milionários pelos 'excelentes desempenhos'.

O 'Movimento Geração à Rasca' VAI organizar uma Petição ao Governo para que sejam devolvidos todos os fraudulentos prémios recebidos pelos administradores das Empresas Públicas que acumularam prejuízos ao longo da sua existência, ou pelo menos desde 2000.

TODOS PELA DEVOLUÇÃO DOS PRÉMIOS!!!

Tal como o GOVERNO E O FMI fez à maioria dos pobres Portugueses, mais ou menos incautos (penhorando impiedosamente os seus parcos recursos e lares) agora é a hora de exigir aos Sacadores do Estado a devolução (com ou sem penhora) dos valores sacados.

Caso o Governo não satisfaça esta Petição, será organizada uma Manifestação Nacional, junto da Assembleia da Republica.

A BEM DA MORALIDADE, DA TRANSPARÊNCIA, DA JUSTIÇA E DA PAZ SOCIAL!

HUMOR EM TEMPO DE CRISE



"....Já sei porque engordo!!!...


O Shampoo que uso diz: "para dar corpo e volume"...

Vou passar a usar o detergente para máquina de lavar que diz
: "dissolve a gordura,



até a mais difícil de remover"....

ESCÂNCALO E IMPUNIDADE - RECORDAR O BPN

LÊ e reflete.


Afinal onde pára a tão EXEMPLAR JUSTIÇA PORTUGUESA?



De facto, não passamos de um autêntico Congo, Sudão, Etiópia....


Já aqui publicamos esta notícia.


O FMI, ao discutir a ajuda de 78 mil milhões de euros a Portugal também se pronunciou no sentido da venda do BPN pelo preço mínimo.



E o que acontece aos responsáveis por este roubo, militantes do PSD e ex-ministros de Cavaco Silva, e a todos aqueles que beneficiaram com ele?


Nada!


Uns sentam-se na cadeira do poder, outros continuam como gestores bem pagos.




Comparem o valor emprestado pelo FMI a Portugal com o valor que Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outros fizeram desaparecer do país.



Claro que assim temos défice:



9 . 7 1 0 . 5 3 9 . 9 4 0 , 0 9 (NOVE-MIL-SETECENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS)
A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!

O montante do desvio atribuído a Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.



Com 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!

Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971 ? !!!


ONDE ESTÃO O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, OS MINISTROS, DEPUTADOS, JUÍZES, AUTARCAS, ETC. ETC. PARA DEFENDER O NOSSO POVO?


CALADOS!


PORQUÊ?


NÃO SEI...MAS SEI QUE QUEM NÃO DEVE NÃO TEME!



CONTINUEM A VOTAR NOS LADRÕES, ELES AGRADECEM!

ORGANIGRAMA DA UNIÃO EUROPEIA

MÚSICA DE ANGOLA EM PORTUGAL: Bonga ao vivo em Almada




O ATESTADO MÉDICO



É UM POUCO EXTENSO, MAS VALE A PENA LER.

É ESTA A REALIDADE EM QUE VIVEMOS.



Bem-haja a quem não tem medo de ver e muito menos de dizer a verdade.


Leiam este texto escrito por um professor de filosofia que escreve semanalmente
para o jornal O Torrejano.



O atestado médico por José Ricardo Costa



Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.
O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade.
Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal.
Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza.
Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
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URGE MUDAR ESTE ESTADO DE COISAS.
ESTÁ NA SUA MÃO, NA MINHA E DAQUELES A QUEM A MENSAGEM CHEGAR!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Fortaleza de Diu, Índia @ RTP 2009

O ESTADO DO PARLAMENTO E AS CONTAS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA



Gradiva lança

O ESTADO DO PARLAMENTO

E AS CONTAS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O verdadeiro retrato de Portugal

em parceria com o Diário de Notícias

· O livro será lançado no próximo dia 6 de Maio, pelas 17h00m, no auditório da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII. A obra será apresentada por João Bosco Mota Amaral.


O ESTADO DO PARLAMENTO E AS CONTAS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA é o segundo volume da série Grande Investigação publicada pelo Diário de Notícias em parceria com a Gradiva. Depois de se ter revelado dados do estado a que o Estado chegou, alarga-se agora a reflexão à Assembleia da República e à Presidência, dois centros de poder do País.



Em relação ao Parlamento, reabre-se a discussão sobre o número de deputados, o modelo pelo qual são eleitos e a forma como os cidadãos se revêem naqueles que são os seus representantes. Mas abre-se ainda a investigação a outros ângulos da vida dos deputados que todos os dias são questionados: quem são, quanto ganham, o que fazem e que trabalho produzem; que interesses e relações cruzadas existem na Assembleia da República. Faz-se uma viagem ao interior do Parlamento, quer em relação ao presente, quer sobre as histórias do passado.



No que respeita à Presidência da República, a investigação do DN debruça-se sobre as tarefas e os custos do Palácio de Belém, num raio-x feito na véspera de Cavaco Silva tomar posse para o segundo mandato.



Tal como o volume anterior, O estado a que o Estado chegou, cujo sucesso obrigou à reedição ao fim de uma semana, este segundo volume pretende ser mais um contributo do DN - a que, com a presente edição em livro, a Gradiva se associa - para uma reflexão objectiva por parte dos cidadãos em geral e dos líderes políticos, económicos e sociais em particular.



EQUIPA DE INVESTIGAÇÃO



MARIA DE LURDES VALE, 45 anos, jornalista, coordenadora da equipa de investigação, entrou para o Diário de Notícias em 1989 e desempenhou vários cargos de editoria na Redacção do jornal.



CARLOS DIOGO SANTOS, 23 anos, mestrando em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação no ISCTE, deu os primeiros passos no Diário de Notícias em 2009. Após uma curta passagem pela secção de Política – enquanto estagiário –, fixou-se na área de Segurança de onde saiu, no fim de 2010, para integrar a equipa de Grande Investigação.



JOÃO CRISTÓVÃO BAPTISTA, 27 anos, licenciado em Ciência Política pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa, iniciou carreira em 2006 no jornal 24 horas. Em 2010, ingressou na Redacção do Diário de Notícias, onde actualmente é jornalista na secção de Grande

Investigação.



RUI PEDRO ANTUNES, 24 anos, licenciado em Jornalismo na Universidade de Coimbra, iniciou a sua carreira jornalística no Diário de Notícias em 2008, tendo desempenhado funções na editoria de Política até ao momento em que integrou a equipa de Grande Investigação.



SÓNIA SIMÕES, 28 anos, licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, Lisboa, e pós-graduada em Criminologia, iniciou carreira em 2003 no jornal Correio da Manhã. Quatro anos depois, ingressou na secção Justiça do jornal 24 horas e, em 2009, no Diário de Notícias, onde actualmente é jornalista na secção de Grande Investigação.



RUI MARQUES SIMÕES, 26 anos, licenciado em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, iniciou a carreira jornalística na Redacção do Porto do Diário de Notícias, em Setembro de 2007. Trabalhou na editoria de Desporto até ser integrado na recém-lançada equipa de Grande Investigação.

O custo da Monarquia Espanhola vs Républica Portuguesa.wmv

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELO DÉFICE PORTUGUÊS



A GRADIVA E O DN LANÇAM LIVRO "SÃO BENTO E BELÉM VISTOS À LUPA".



45 mil euros por dia para a Presidência da República.



CAVACO SILVA - As contas do Palácio de Belém são outro dos temas em análise nesta obra, tendo o DN descoberto que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano (163 vezes mais do que custava Ramalho eanes), ou seja, 1,5 euros a cada portugu~es. Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus 12 assessores e 24 consultores, bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.



A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.



Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa, gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros) e sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros) e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que custa 46,6 milhões de euros anuais.




PS: Tomando o exemplo de Espanha, é caso para perguntar se não ficaria mais barato Portugal aderir à monarquia. É que Cavaco, que ninguém sabe onde pára em toda esta crise, desapareceu, não passa de um símbolo que brilha menos que o defunto Américo Tomaz do salazarento regime. Tomaz, conhecido pelo "corta-fitas", pelo menos ainda aparecia, fazendo umas inaugurações e lendo uns pobres discursos para animar as "tropas". Com tantos assessores será que nem isso Cavaco sabe fazer: animar as tropas?

36 assessores para umas "charlas" sem sal no Facebook?

Até D. Duarte Nuno, o candidato ao trono português faria melhor por me parecer mais expedito.

E mais barato, como prova o rei de Espanha.

AOC

AS MEDIDAS DO FMI QUE VÃO MUDAR A VIDA DOS PORTUGUESES



Conheça todas as medidas da 'troika' que vão mudar a sua vida

Tabaco e automóveis com mais impostos.


Empresas vão poder pagar menos por horas extraordinárias .

Corte na despesa com Saúde chega a 550 milhões de euros.

Bancos de horas negociados directamente com trabalhadores.

"Falsos" trabalhadores independentes passam a ter apoio no desemprego.

Subsídio de desemprego passa a ser declarado no IRS.

‘Troika' exige cortes na ADSE.


Despedimento individual por justa causa vai ser ajustado.

‘Golden shares' do Estado são para eliminar até Julho.

Taxas moderadoras aumentam e atingem mais portugueses.

‘Troika' quer incentivar arrendamento.

Portugal tem mais tempo para cortar défice mas não evita dois anos de recessão.

Novo aeroporto sem fundos públicos e TGV Lisboa-Porto suspenso.

‘Troika' quer aumentar IVA na factura da electricidade .


Menos oito mil funcionários públicos por ano.

Patrões descontam menos para a segurança social.

Proprietários de casa serão penalizados com mais IMI.

Mais cortes na Transtejo e no Metro de Lisboa colocam serviços em risco.

BPN será vendido até Julho e não tem preço mínimo.

Governo tem 12 mil milhões para injectar nos bancos.

Desempregados só vão ter subsídio durante 18 meses.

TAP, EDP e REN para privatizar na totalidade este ano.

Redução de pessoal no Estado é para continuar.

Sócrates anuncia resgate de 78 mil milhões.

Pensões acima de 1.500 euros vão ser cortadas.

Acordo não prevê redução de salários nem corte nos subsídios de férias e Natal.

Troika cobre 100% das necessidades de financiamento em 2011.

Objectivo do défice para 2011 fixado em 5,9%.

CGD deve aumentar capital com recursos próprios.

Eliminação de serviços gera poupança de 500 milhões.

Empresas do Estado têm que poupar 515 milhões de euros.

CENTRO CHAMPALIMAUD EM LISBOA



Homem respeitado por alguns e odiado por muitos, por ser um dos grandes investidores, capitalista português, nunca perdeu a esperança de recuperar os seus bens confiscados com a Revolução, antes do seu falecimento, deu uma enorme prova da seu grande espírito inovador e humano, em atribuir parte da sua fortuna para que fosse construido este Centro. Se outros poucos capitalistas do nosso país seguissem o seu exemplo, teríamos um Portugal muito mais solidário.

Em testamento António Champalimaud doou um terço da sua fortuna, 500 milhões de euros, para a criação de uma fundação na área da saúde.
Seis anos após a sua morte, nasceu à beira Tejo um dos "melhores espaços de investigação de doenças cancerígenas no mundo". Este centro vai dedicar-se a duas áreas específicas: oncologia e neurociências.
"Moveu-se o céu e a terra para tornar este centro um dos melhores espaços de investigação de doenças cancerígenas no mundo", afirmou Raghu Kalluri, professor de Medicina em Harvard e director do futuro Centro do Cancro, citado recentemente pelo "New York Times".
O Hospital do Cancro, preparado para receber 300 doentes por dia, vai ocupar dois dos pisos (piso térreo e cave) do Centro Champalimaud para o Desconhecido.
Já os dois pisos superiores são destinados à investigação.
Raghu Kalluri revelou ao jornal "Público" que os médicos contratados "vão ter 50% do seu tempo dedicado à investigação. Vão poder fazer investigação básica no laboratório, estudar a epidemiologia de um cancro, os tratamentos, os resultados clínicos, fazer ensaios clínicos
de novos medicamentos". Raghu Kalluri afirmou ainda que o centro quer ser "reconhecido como um dos melhores sítios do mundo para a investigação na área das metástases".

O Centro Champalimaud para o Desconhecido terá "500 investigadores a trabalhar lado a lado com 100 médicos, lidando com cerca de 300 pacientes por dia".
Esta aproximação da investigação às práticas terapêuticas será, segundo o próprio Centro, algo "único" e "aplaudido por outros cientistas".


AS ORIGENS DO DÉFICE PORTUGUÊS



Uma reunião = 17 salários mínimos!
Como é que gente com uma "inteligência tão fértil e tão boa" não tira o
País da crise!!!!
Um deles é apontado como o futuro Ministro das Finanças de Portugal!
Como vai este País meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Até custa a crer que possa ter credibilidade, reflecte falta de pudor e é de uma imoralidade assustadora com ou sem crise Global.


Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos – ou seja, sem funções de gestão – receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009.
Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que
o salário varia conforme as empresas em que "trabalham".
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vicepresidente
da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia.
E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas.
Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões,
Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e
da Sonae Indústria.
Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos.
O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu
8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que nãoconsta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22
encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as
matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião. dn.pt, 16 Abril Nota: não haverá por acaso qualquer ligação entre isto, o "déficit", e a situação de total descalabro do país? Se estes senhores são tão bons para ganharem tanto dinheiro só para assistirem a reuniões e
manifestarem as suas opiniões, como pode o país destes senhores encontrar-se no estado em que se encontra? Qual é o real valor, a credibilidade e o reconhecimento internacional destes senhores tão bem pagos e que andam há tantos anos "por aí" na vida política e empresarial portuguesa? (estas "dúvidas" estendem-se aos administradores executivos que sempre farão um pouco mais que assistir a reuniões e mandar "palpites"... e por isso sempre ganharão
um pouco mais).


É (deveria ser!) urgente varrer este País...

HUMOR EM TEMPO DE CRISE



Perante a actual crise, A ONU resolveu fazer uma grande sondagem mundial.

A pergunta era:


"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do Mundo."

O resultado foi desastroso:


- Os Europeus do Norte não entenderam o que é "*escassez*".


- Os Africanos não sabiam o que era "*alimentos*".


- Os Espanhóis não sabiam o significado de "*por favor*".


- Os Norte-americanos perguntaram o significado de "*o resto do Mundo*".


- Os Cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "*opinião*".


- O Parlamento português ainda está a debater sobre o que significará a expressão "*diga honestamente*".

ANGOLA-LUANDA COMEMORA 435 ANOS DA SUA FUNDAÇÃO





















História

Etimologia



O topónimo Luanda provém do étimo lu-ndandu. O prefixo lu, primitivamente uma das formas do plural nas línguas bantus, é comum nos nomes de zonas do litoral, de bacias de rios ou de regiões alagadas (exemplos: Luena, Lucala, Lobito) e, neste caso, refere-se à restinga rodeada pelo mar. Ndandu significa valor ou objecto de comércio e alude à exploração dos pequenos búzios colhidos na ilha de Luanda e que constituíam a moeda corrente no antigo Reino do Kongo e em grande parte da costa ocidental africana, conhecidos por zimbo ou njimbo.

Como os povos ambundos moldavam a pronúncia da toponímia das várias regiões ao seu modo de falar, eliminando alguns sons quando estes não alteravam o significado do vocábulo, de Lu-ndandu passou-se a Lu-andu. O vocábulo, no processo de aportuguesamento, passou a ser feminino, uma vez que se referia a uma ilha, e resultou em Luanda.

Da fundação à dominação holandesa
Paulo Dias de Novais

Quando os portugueses chegaram à região onde hoje se localiza a cidade de Luanda, esta era parte integrante do reino do Ndongo, vassalo do reino do Kongo, e era especialmente importante por ser uma zona produtora de zimbo, uma pequena concha com valor fiduciário.

Respondendo a um pedido de envio de missionários feito aos portugueses pelo rei Ndambi a Ngola do Ndongo em 1557, no dia 22 de Dezembro de 1559 zarparam de Lisboa três navios com um emissário do rei de Portugal, Paulo Dias de Novais, e dois padres jesuítas, Francisco de Gouveia e Agostinho de Lacerda. Chegados à barra do Kwanza no dia 3 de Maio de 1560, a missão portuguesa foi recebida com hostilidade e desconfiança pelo novo rei do Ndongo, Ngola Kiluanje kia Ndambi, que os encarou como agentes do rei do Kongo, mandando-os aprisionar. Mais tarde, com a promessa de conseguir apoio diplomático e militar português, Paulo Dias de Novais teve permissão para regressar a Portugal.

Na sua segunda viagem a Angola, Paulo Dias de Novais partiu de Lisboa no dia 23 de Setembro de 1574, acompanhado por mais dois padres da Companhia de Jesus, tendo chegado à Ilha do Cabo em Fevereiro de 1575[4]. Aí estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses: cerca de 700 pessoas, onde se encontravam, religiosos, mercadores e funcionários, bem como 350 homens de armas.

A Ngola Kiluanje kia Ndambi tinha entretanto sucedido Njinga Ngola Kilombo kia Kasenda, discípulo do padre Francisco de Gouveia que, na sua estadia forçada de dezena e meia de anos, tinha aproveitado para fazer a sua acção evangelizadora entre os angolanos. No dia 29 de Junho de 1575, Paulo Dias de Novais recebeu uma comitiva enviada pelo ngola para o saudar.

Reconhecendo não ser a ilha do Cabo o lugar mais adequado, avançou para terra firme e fundou a vila de São Paulo de Luanda em 25 de Janeiro de 1576, tendo lançado a primeira pedra para a edificação da igreja dedicada a São Sebastião — santo de grande devoção dos portugueses e patrono onomástico do rei de Portugal —, no lugar onde é hoje o Museu das Forças Armadas .

A escolha do novo local para a vila foi influenciada sobremaneira pela existência de um magnífico porto natural, situado numa baía protegida por uma ilha; de uma fonte de água potável, as águas do poço da Maianga na (então) lagoa dos Elefantes; e das excelentes condições de defesa oferecidas pelo morro de São Paulo, mais tarde designado morro de São Miguel, quando se construiu a fortaleza do mesmo nome. A sua população constituída pela comitiva de Paulo Dias de Novais, composta por sapateiros, alfaiates, pedreiros, cabouqueiros, taipeiros, um físico e um barbeiro, tiveram dificuldades de adaptação à inclemência do clima e à carência de condições para a fixação. No entanto, a vila expandiu-se para a "Cidade Alta", na continuação do morro de São Paulo, onde se construíram as instalações para a administração civil e religiosa. Os soldados e os mercadores de escravos viviam na "Cidade Baixa", na área actual dos Coqueiros.

Em 1580, chegaram a Luanda dois missionários jesuítas, em 1584 outros dois e, em 1593, mais quatro. Apesar das naturais dificuldades encontradas, as primeiras tentativas da evangelização deram resultados apreciáveis, ao ponto de, em 1590, já se dizer que haver aqui cerca de vinte mil cristãos.

No dia 1 de Agosto de 1594, chegou a Luanda um novo governador, João Furtado de Mendonça, que vinha substituir D. Francisco de Almeida e seu irmão D. Jerónimo. Fazia-se acompanhar por doze raparigas órfãs, educadas em Lisboa no recolhimento sustentado pela Misericórdia. A maior parte dos autores vê nestas raparigas as primeiras mulheres brancas que vieram para Luanda. Todas elas casaram com colonos aqui radicados.

Durante este tempo, a economia da cidade assentava exclusivamente no comércio de escravos, proporcionando avultados lucros e um elevado nível de vida. Esta abundância reflecte-se em muitos aspectos da vida da cidade, por exemplo, nas festas levadas a efeito em 1620 para comemorar a beatificação de São Francisco Xavier. O custo da comédia pastoril representada e do fogo-de-artifício que se queimou, atingiu a soma de 3 mil cruzados, uma verba considerada exorbitante na época.

No entanto, nem tudo foram gastos sumptuários nesta época. Em 1605, com o aumento da população europeia e do número de edificações, que se estendiam já de São Miguel ao largo fronteiro do actual Hospital Josina Machel, a vila de São Paulo de Luanda recebeu foral de cidade, sendo constituída a primeira vereação municipal. Nesta época ergueram-se, na parte alta, as igrejas da Misericórdia, em 1576; a Sé Episcopal, em 1583, no local onde actualmente funciona Casa Militar da Presidência da República; bem como a igreja dos Jesuítas, em 1593; o Convento de São José, em 1604, no local onde hoje se ergue o hospital; o palácio do governador, em 1607; e da Casa da Câmara, em 1623, onde, mais tarde, funcionou o Tribunal da Relação de Luanda.

Luanda tornou-se o centro administrativo de Angola a partir de 1627. Para a defender foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra, em 1618, e a Fortaleza de São Miguel de Luanda, em 1634. Isto, no entanto, não evitou a sua conquista pelos holandeses e o domínio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, entre 1641 e 1648.

Da reconquista à abolição do tráfico de escravosVer artigo principal:


Reconquista de Angola
Salvador Correia de Sá e Benevides

Planta de São Paulo da Assunção de Luanda no século XVIII.A tomada de Luanda pelos holandeses a 25 de Agosto de 1641 teve como consequência a brusca interrupção do fornecimento de escravos ao Brasil. A braços com uma longa guerra com a Espanha, a metrópole portuguesa era incapaz de pôr cobro à situação. Coube, pois, aos próprios governantes locais brasileiros, apoiados pela coroa portuguesa, a organização de uma expedição a Angola.

Uma primeira tentativa de reconquistar Angola foi chefiada pelo governador do Rio de Janeiro Francisco de Souto-Maior à frente de uma expedição constituída por oito navios e 500 soldados, incluindo dezenas de índios. Apesar de a expedição não ter alcançado o resultado esperado — tendo perecido o próprio Souto-Maior, bem como parte significativa dos soldados, esquartejados e devorados pelos jagas, tribo canibal aliada dos holandeses — o facto de terem logrado trazer para o Rio dois mil escravos, deu novo alento aos donos de engenho, que se entusiasmaram com uma nova expedição.

Dois anos mais tarde, nova esquadra de 15 navios atravessou o Atlântico Sul rumo a Luanda. A expedição, capitaneada pelo novo governador do Rio, Salvador Correia de Sá e Benevides, deixou a Baía de Guanabara no dia 12 de Maio de 1648, reunindo entre 1400 e 1500 homens, segundo o historiador Charles Ralph Boxer, entre portugueses, brasileiros e angolanos refugiados. A esquadra aproximou-se da capital angolana no dia 12 de Agosto, tendo encontrado a cidade protegida por apenas 250 holandeses nos Forte do Morro e da Guia, já que o grosso da guarnição, comandada pelo holandês Symon Pieterszoon, se encontrava em Massangano, combatendo os portugueses com os jagas.

Apesar de nos recontros de Luanda terem perecido 150 portugueses, contra apenas três mortos e oito feridos do lado holandês, a expedição logrou infligir um golpe fatal aos holandeses, destruindo as suas peças de artilharia, vitais para a sustentação da defesa. Perante isso, o administrador holandês Cornelis Hendrikszoon Ouman pediu a paz. Nos termos da rendição ficou acordado que deixariam Luanda e os postos avançados no Kwanza e em Benguela, mas levando consigo os escravos que eram propriedade da companhia holandesa. Regressado de Massangano, Pieterszoon aceitou a rendição, mas não sem antes distribuir amplamente armas entre os jagas, para que pudessem oferecer resistência aos colonizadores.

Na sequência da vitória, Salvador de Sá assumiu o governo da Angola, rebaptizando o Forte do Morro de Forte de São Miguel, em homenagem ao patrono da expedição vinda do Brasil. Já a cidade de São Paulo de Luanda tornou-se São Paulo da Assunção, em honra a Nossa Senhora da Assunção. Imediatamente os navios negreiros embarcaram em direcção ao Brasil com sete mil escravos apinhados nos porões. Estava restabelecido assim o tráfico de escravos para o Brasil.

Quando os holandeses foram expulsos por Salvador Correia de Sá e Benevides, Luanda encontrava-se, segundo António de Oliveira de Cadornega, praticamente destruída, com igrejas e casas sem tectos e sem portas, tendo a maioria dos seus antigos habitantes sido dizimada ou se posto em fuga. Em carta que o Senado da Câmara dirigiu ao rei nos princípios de 1665, informava-se que a população branca de Luanda se resumia a 132 almas .

Para aumentar a população, a Provisão Real de 23 de Outubro de 1660 isentava os moradores de Luanda de comparticiparem nas guerras do sertão e, em 4 de Maio de 1675, foi proposta ao Conselho Ultramarino a vinda de pessoas sob a alçada da lei, com exclusão apenas daquelas sobre as quais recaíssem penas capitais .

Houve, no entanto, tentativas para reanimar a cidade. Logo em 1651 foi construída a actual Sé Arquiepiscopado e, em 1664, a Igreja da Nazaré, começando-se também a delinear a parte baixa da cidade, na zona onde já existia um mercado, conhecido por Quitanda Pequena, no local mais tarde ocupado pela Rua de Salvador Correia, hoje Rua da Rainha Ginga. Na parte alta, foi construído o hospício de Santo António, em 1668 – onde presentemente se encontra o jardim público, em frente ao Palácio do Governo – e a Igreja do Carmo, em 1661, marcando o início da urbanização da Ingombota .

Mas a cidade e a província permaneceram num estado de quase letargia por cerca de um século, só se alterando claramente em 1764, quando ascendeu à suprema magistratura de Angola um dos mais qualificados representantes da administração pombalina: D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho .

De 1836 aos nossos dias


Luanda em 1883.Enquanto apenas um quinto de suas importações eram originadas de Portugal, os outros quatro quintos eram com o Brasil. O equilíbrio na balança comercial era mantido com o intenso contrabando de escravos.

A cidade limitava-se a funções militares, administrativas e de redistribuição. A indústria era praticamente inexistente e a instrução pública pouco evoluída.

Em 1847, incluindo os edifícios públicos, a cidade contava com 144 casas com primeiro andar, 275 casas térreas e 1058 cubatas (cabanas de indígenas). Cidade de degredados, com cerca de cinco mil habitantes, possuía perto de cem tabernas, pelo que os viajantes a qualificavam como de moralidade duvidosa.

Em 1889, o governador Brito Capelo inaugurou um aqueduto que forneceu a cidade de água potável, anteriormente escassa, abrindo caminho para o grande crescimento de Luanda. Em 1872 Luanda recebeu o etnónimo de "Paris da África".

A partir de 1928, com o regime de excepção em Portugal, Luanda passa a ser mais utilizada como colónia penal. Nos primeiros anos do salazarismo, a população europeia da cidade era composta por condenados de delito comum e outros, utilizando uniformes de sarja azul escura com a inscrição D.D.A. em branco no peito e nas costas (Depósitos dos Degredados de Angola era como se chamavam as prisões e fortalezas de São Miguel e da Barra, onde permaneciam depositados os deportados e presos políticos em Luanda).

Luanda é a maior e a mais densamente habitada cidade de Angola. Inicialmente projectada para uma população a rondar nos 500 mil habitantes, é hoje uma cidade sobre-habitada. Segundo os últimos estudos, vivem actualmente em Luanda mais de 5 milhões de habitantes.

O PADRE MELÍCIAS (malícias?) E O VOTO DE POBREZA DE UM FRANCISCANO



7450 euros por mês: o Padre Melícias tem uma pensão que é uma delícia!


"Deus está no meio de nós". Mas eu acredito que ele gosta mais de andar junto de alguns do que no meio do resto da carneirada. Uma omnipresença um tanto ou quanto elitista. E com a sua capacidade divina de alterar a vida dos crentes acaba por tocar meia dúzia de afortunados de forma especial. Provavelmente terá a ver com a dedicação que estes lhe retribuem em vida. A retribuição do Padre Melícias é de 7450 euros.
A minha será provavelmente zero. Mas eu não vou à missa a não ser em casamentos, baptizados ou quando alguém estica o pernil. Por isso o Padre Melícias, que até é uma espécie de padre do jet-set foleiro, que casa tudo quanto é azeiteiro da bola e mulher esticada, parece-me perfeitamente justo que ganhe esta exorbitância. E ou muito me engano ou esta notícia gerou uma afluência aos seminários fora do comum. Com uma reforma destas nem um deputado com dois mandatos cumpridos consegue chegar às traseiras das sandálias do franciscano Melícias.
"Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos."
"Acima da média"? Acima da média é o Convento de Mafra, a pensão do Senhor Padre é uma espécie de Capela Sistina em forma formato pensão. Se Da Vinci fosse vivo e tivesse acesso a esta notícia provavelmente teria forrado o tecto da capela em notas de 500€. E D. João V de Portugal teria mandando instalar 4 ou 5 ATM à volta do convento de Mafra.
'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Pois não senhor Padre, ricos são aqueles desgraçadinhos que vivem com o ordenado mínimo ou então sem um cêntimo que seja porque estão desempregados há mais tempo do que os dois dedos das mãos conseguem contar. Ricos são aqueles que vivem enrolados em cartão da Renova e em cobertores a cheirar a cavalo. O Senhor Padre perdeu uma excelente oportunidade para estar calado. Ora 7450 euros por mês, uma verdadeira miséria. Imagino as provações por que o senhor padre tem que passar. O que vale é que está habituado a viver uma vida sem luxos e abdicou de tudo o que é supérfluo, porque como se sabe: "Os Frades Menores, também chamados de Franciscanos, são uma fraternidade de irmãos clérigos e leigos, isto é, de irmãos sacerdotes e não sacerdotes, com iguais direitos e obrigações, vivendo no dia-a-dia os votos de pobreza, castidade e obediência."
Eu imagino a triteza que o Padre Melícias deve sentir cada vez que ao final de cada mês olha para o saldo gordo da conta bancária. Deve soar como os 57 sinos do Palácio de Mafra, considerados os maiores e melhores do mundo, a tocar em simultâneo. TLIM. TLIM. TLIM.
Deixai-me agora ir ajudar os pobrezinhos, que aposto que o Padre Melícias graças ao voto que fez entrega tudo o que recebe, vivendo de forma singela e desabonada na pobreza que jurou. Não tenho qualquer dúvida disto, porque de outra forma de padre teria muito pouco, e de Franciscano ainda menos.
Ou até já os padres mamam de forma desavergonhada neste país?

ANGOLA - HÁ MAKA NO MUSSEQUE



terça-feira, 3 de maio de 2011

PORTUGAL- CIDADE DE VILA REAL

Francisco Tarrega - Capricho Arabe

As Maravilhas de Portugal no Mundo - Santuário do Bom Jesus de Matosinho...

ONDE VOTAR NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?



Quem quiser mudar Portugal (e Portugal precisa de ser mudado!) não pode ser igual ao português comum: tem de ser muito melhor.



A razão pela qual, contra toda a lógica política, o PSD se arrisca agora a perder uma eleição imperdível é porque até o comum dos portugueses percebeu que chegámos ao final de um caminho sem saída e que os truques partidários do costume já não resultam. E o PSD de Passos Coelho não tem, como já se percebeu, nada para oferecer a não ser mais do mesmo, com actores diferentes e, se calhar até, piores ainda. Como escrevi há semanas, Passos Coelho não tem ideias, nem programa, nem equipa para governar Portugal. Não ter ideias é grave politicamente, mas não é grave eleitoralmente: o PSD sempre se caracterizou por não ter ideologia, ser um partido tipo-Isaltino Morais: "não penso mas faço". A excepção foi Sá Carneiro, num contexto totalmente diferente, que lhe permitiu ter uma agenda ideológica e programática simples e de tudo-ou-nada: fazer a contra-revolução, desmantelar o PREC. Já Cavaco silva se caracterizou pelo oposto - nunca disse o que era ou o que pensava, disse o que vinha fazer - aproveitar as contas postas na ordem por Ernâni Lopes e os dinheiros europeus que começaram a chover para fazer coisas que o povo visse. No fim, fez auto-estradas, centros culturais, cursos de formação financiados a fundo perdido, vendeu as pescas e a agricultura a troco de dinheiro vivo e convenceu-se de que tinha modernizado o país: conforme está à vista.



Isto de não ter ideologia ou mesmo não ter apenas meia dúzia de ideias sobre o futuro de Portugal não é nada de estranho no PSD nem nada de grave para as ambições de Passos Coelho.



Já não ter equipa pronta a pegar nisto é mais grave e preocupante.



Para agravar as coisas, ele também não tem programa.



Derrubado o governo, o PSD de Passos Coelho foi apanhado de calças na mão e as únicas coisas "alternativas" que se lembrou de fazer foi, antes que o Parlamento fechasse, alinhar com a Fenprof na derrota final da tentativa de avaliação dos professores e ceder às chantagens dos lóbis da Ordem dos Médicos e indústria farmacêutica contra os genéricos. Antes mesmo de serem poder e de começarem por antecipação a distribuir cargos para o futuro, logo trataram de exibir toda a sua irresponsabilidade e a sua fraqueza perante os interesses corporativos, que são os principais responsáveis pela ruína do país. É mesmo de um governo assim que Portugal precisa agora!


Sem ideias, sem programa e sem equipa, este PSD vencedor antecipado achou que lhe bastaria cavalgar a onda de revolta contra Sócrates e fingir que, nem agora nem depois, tem alguma coisa a ver com o resgate da dívida pública portuguesa e a negociação com os que nos vão emprestar dinheiro para não falirmos de imediato.



E o país fica convencido? A avaliar pelas sondagens e pelas vozes de rua, não. Não só não fica convencido, como não gosta deste jogo em que o PSD parece esgotar toda a sua "estratégia" e que consiste em business as usual: vamos é ganhar as eleições e depois logo se vê.



Os três ou cinco milhões de portugueses ( conforme se contem ou não as crianças e jovens no ensino público) que não dependem do Estado e nada recebem dele estão fartos de pagar sempre e cada vez mais, vendo a dívida do Estado a crescer sem fim e o governo socialista sem outra política que não seja ameaçá-los com mais impostos e mais parcerias público-privadas.



Mas o problema é que essa famosa massa flutuante de um milhão de eleitores, que oscila entre o PS e o PSD e decide todas as eleições, desta vez não tem por onde decidir. Entre a vontade de mudança e a mudança para pior, um eleitor avisado fica paralisado. O voto útil, desta vez, é entre duas inutilidades: uma, porque já sabemos onde nos leva e estamos fartos; a outra, porque temos todas as razões para suspeitar de que nos levará para pior ainda.



(Excertos de um texto publicado no semanário Expresso, em 30 de Abril de 2011, da autoria de Miguel sousa Tavares)