(Texto retirado de um comentário do blogue "O Mundo da Verdade")
O CAMALEÃO
Há algum tempo que leio o seu blogue. Acho-o interessante. Contudo, nunca me atrevi a entrar nele. Hoje decidi-me.
A sua arriscada viagem a Moçambique já lá vai. Vejo, porém, que não desiste do perigo. Teima, agora, em privar com o Alberto João da Madeira. Aflige-me vê-lo em tão má companhia. Aliás, ultimamente, anda muito imprudente. Conviveu com leões, hipopótamos, antílopes, rinocerontes, na Gorongosa, vai espreitar o grande predador da Madeira e não enxerga um miserável camaleão.
Acredite, meu amigo, pior que os Reis de todas as Selvas só o “leão da terra”, termo grego para o camaleão.
Claro que este lagarto não mata com a violência dos incisivos, com a cupidez das manápulas corruptas, contenta-se em violentar as presas com a falsidade do seu comportamento. A sua técnica é a astúcia, a volubilidade, a camuflagem. O camaleão é um VALENTE mentiroso e sublinho VALENTE porque a todos consegue enganar. Senão vejamos.
Usa o mimetismo da cor, a língua longa, rápida e pegajosa para agarrar os incautos. Não urra e por isso ninguém dá por ele. Vem subtilmente como os traidores, a cauda preênsil equilibrando-lhe os movimentos lentos, os olhos calculando o momento da refeição, para devorar as vítimas.
O camaleão nem as fêmeas conhece, é um solitário que apenas no acasalamento desce do pedestal a que se julga com direito. Agressivo com os da sua espécie, nem os filhos conhece no momento da partilha.
Politicamente, não se sabe se o camaleão é de esquerda ou direita. Ontem foi Verde, hoje é Vermelho, mas amanhã, consoante a oportunidade, pode ser Rosa, Laranja e até Azul. Há exemplos de camaleões que chegaram a vestir as Camisas Castanhas de Hitler e as Camisas Negras de Mossulini.
Em África, na Gorongosa, os camaleões são afastados do caminho pelas maldições que podem trazer à tribo, na Amazónia, alguns índios comem-nos.
Agora, não se deixe comer por este sáurio.
Assina: o Makwa da Gorongosa
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Terramoto no Haiti

Médicos do Mundo (MdM) socorre as vítimas do Haiti.
Em virtude do violento sismo de Grau 7, que assolou na tarde de 12 de Janeiro o Haiti, a Rede Internacional de Médicos do Mundo mobilizou equipas de saúde para socorrer as vítimas da catástrofe. O grau de devastação em Port-au-Prince é impressionante. Segundo os observadores no terreno estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas foram directamente afectadas pelo terramoto e que haja mais de 100 mil mortos, milhares de feridos e dezenas de edifícios destruídos.
Milhares de pessoas estão desaparecidas e muitas estão presas dentro dos destroços dos edifícios, sem tratamentos ou medicamentos, à espera de assistência médica.O Haiti é o país mais pobre do Mundo de todo o hemisfério ocidental, com 80 por cento da população a sobreviver com menos de dois dólares por dia. São escassos os recursos naturais e as infra-estruturas sanitárias já eram precárias antes do terramoto. Anualmente, o Haiti sofre as consequências dos sistemas tropicais e furacões que se formam ao largo das Caraíbas.
O terramoto do dia 12 de Janeiro de 2010 provocou destruição de estruturas hospitalares, desconhecendo-se até agora a verdadeira extensão dos danos. Prevê-se que a curto prazo na área de Port-au-Prince milhões de pessoas terão dificuldade de acesso à água potável e saneamento básico, que originará um crescente risco de epidemias.
Milhares de pessoas abandonam o Haiti perante a falta de hospitais e socorro. A informação que se começa a ter do terreno indica que, para além da capital, há cidades limítrofes que também foram atingidas e que estão ainda mais desprovidas de meios de assistência. A assistência humanitária também se tornará crucial a curto prazo. As delegações da Rede Internacional de Médicos do Mundo, França, Suíça e Canadá já se encontram no terreno e preparam-se para reforçar as suas equipas, que neste momento, integram médicos, cirurgiões, enfermeiros, logísticos, etc. Estão a mobilizar recursos para o envio de 40 toneladas de material (veículos de todo-o-terreno, equipamentos logísticos e médicos).
A delegação portuguesa de MdM irá juntar-se a partir de agora a este empenho da Rede Internacional de MdM, de forma a tornar mais eficiente e rápida a sua intervenção. Integraremos as equipas de avaliação das necessidades, no terreno, assim como mobilizaremos recursos para a constituição de equipas médicas e de enfermagem, que possam reforçar a intervenção a nível da capital e arredores. Toda a ajuda imediata é fundamental e Médicos do Mundo está preparada para esta intervenção humanitária.
As contribuições podem ser realizadas através do seguinte NIB: BPI - 0010 0000 4411 088 000 143 Para mais informações, contacte:
Médicos do Mundo: www.medicosdomundo.pt
EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE PINTURA
A exposição colectiva de pintura “Arte no Sado” é inaugurada no sábado (16 de Janeiro), às 16h00, na Biblioteca Municipal – Serviços Centrais.
Susana Tereso, Luís Valente, Nuno David, Acácio Malhador e Luciano Costa são os artistas que partilham as respectivas visões sobre o rio Sado nesta mostra, patente até 11 de Fevereiro.
“Arte no Sado” permite uma reflexão sobre o valor da arte como forma de conhecer a natureza, bem como o valor da natureza como modelo de criação e de estímulo.
Acrílicos, desenhos e aguarelas são algumas das técnicas usadas nos trabalhos que podem ser vistos de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 19h00, e ao sábado, das 13h00 às 19h00.
BIBLIOTECA MUNICIPAL SETÚBAL
Data: 16 de Janeiro a 11 de FevereiroHorário: Segunda a Sexta-Feira das 09h às 19h e aos Sábados das 13h às 19hLocal: Biblioteca Municipal de Setúbal
Susana Tereso, Luís Valente, Nuno David, Acácio Malhador e Luciano Costa são os artistas que partilham as respectivas visões sobre o rio Sado nesta mostra, patente até 11 de Fevereiro.
“Arte no Sado” permite uma reflexão sobre o valor da arte como forma de conhecer a natureza, bem como o valor da natureza como modelo de criação e de estímulo.
Acrílicos, desenhos e aguarelas são algumas das técnicas usadas nos trabalhos que podem ser vistos de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 19h00, e ao sábado, das 13h00 às 19h00.
BIBLIOTECA MUNICIPAL SETÚBAL
Data: 16 de Janeiro a 11 de FevereiroHorário: Segunda a Sexta-Feira das 09h às 19h e aos Sábados das 13h às 19hLocal: Biblioteca Municipal de Setúbal
Saramago - Primeira Biografia do Nobel lançada a 21 de Janeiro

Quem é, afinal, José Saramago? Numa homenagem à vida e obra do escritor, João Marques Lopes responde a essa pergunta na primeira biografia de um dos mais importantes autores do panorama literário mundial, revelando pormenores da vida de Saramago até agora desconhecidos.
O lançamento acontece dia 21, às 18h30, na livraria Bulhosa (Entrecampos).
Apresentação a cargo de António Simões do Paço.
Agustina e Thackeray abrem ano editorial da Guerra e Paz
Reedição de um dos mais prestigiados livros do seu catálogo, agora em novo formato e ilustrado por Lucy Pepper, e a publicação da primeira tradução portuguesa do clássico The Book of Snobs, numa edição que conta com ilustrações do próprio Thackeray: é assim que a Guerra e Paz inicia 2010.Nas livrarias a partir de 20 de Janeiro, Fama e Segredo na História de Portugal, de Agustina Bessa-Luís, e O Livro dos Snobs, de W. M. Thackeray, são os primeiros 2 títulos, de um total de 5, que a Guerra e Paz edita este mês.terça-feira, 12 de janeiro de 2010
CAROS AMIGOS E AMIGAS.....
Para divertir, este delicioso filme que passa tradicionalmente todas as noites de Ano Novo na TV da Dinamarca, e que todos já o sabem de cor. É uma obra prima de humor! http://www.dailymotion.com/video/x5zld2_dinner-for-one-vostfr-tres-drole_fun[1]
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE
A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.
Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS…..) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4850 carrinhas de transporte de valores! Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.
Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971 € !!! E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.
Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS…..) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4850 carrinhas de transporte de valores! Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.
Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971 € !!! E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Dívida externa da América Latina
O ponto de vista dos “Outros”. Vale pela ironia e assertividade
DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, NA CIMEIRA IBERO-AMERICANA, sobre o pagamento da dívida externa do seu país.
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos,> para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os> irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas. Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL-MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, delapidaram os referidos fundos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300> anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra. Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação da dívida histórica..." Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade>Europeia, Guaicaípuro Guatemoc "não sabia" que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.
DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, NA CIMEIRA IBERO-AMERICANA, sobre o pagamento da dívida externa do seu país.
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos,> para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os> irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas. Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL-MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, delapidaram os referidos fundos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300> anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra. Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação da dívida histórica..." Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade>Europeia, Guaicaípuro Guatemoc "não sabia" que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.
Dá livros ...para TIMOR!
Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto. Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é mto bom..
O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pessão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.
COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.
Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para: Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE
E O QUE MANDAR? Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é muito bom imaginam como é a coisa. Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!
J.
O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pessão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.
COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.
Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para: Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE
E O QUE MANDAR? Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é muito bom imaginam como é a coisa. Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!
J.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Nós seremos mesmo assim ???

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Fotos do Encontro do Liceu S. Correia na Internet
Vejam através do Link abaixo as fotos do Encontro do Almoço organizado pelos antigos Alunos do Liceu Salvador Correia a 23 Maio na Qta dos Rouxinóis na Malveira Para visualizar a fotos em tamanho grande basta clicar 2 vezes sobre a mesmaPara ver em slide Show basta clicar em "Slide Show" e deixar correr ( Cerca de 2 H ). Podem também reduzir ou avançar a velocidade do Slide Show Um Abraço
FOTOS NA INTERNET
As 2201 fotografias feitas pelo Rui Pedro (filho do Rui Benevides), estão já disponíveis no site
clickonstudio.zenfolio.com/p793894938
A password de acesso é salvadorcorreia2009
Ali, poderão seleccionar as fotos que desejam adquirir e efectuar a encomenda directamente no dito site.
Quem não quiser adquirir, pode passar um bom par de horas a ver as fotografias
Eurico
FOTOS NA INTERNET
As 2201 fotografias feitas pelo Rui Pedro (filho do Rui Benevides), estão já disponíveis no site
clickonstudio.zenfolio.com/p793894938
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Ali, poderão seleccionar as fotos que desejam adquirir e efectuar a encomenda directamente no dito site.
Quem não quiser adquirir, pode passar um bom par de horas a ver as fotografias
Eurico
CORAL LUÍSA TODI - CONCERTO DE NATAL

Olá amigos,
No próximo Sábado, dia 19 de Dezembro, pelas 21h30m, terá lugar na Igreja de S. Paulo de Setúbal (Vanicelos), o Concerto de Natal do Coral Luísa Todi.
Nesse concerto, para além do coral adulto, actuará o Coral Infantil Luísa Todi, o tenor Marcos Santos e o pianista Ricardo Sá Leão. Envio em anexo o cartaz promocional do concerto.
NÃO FALTEM!!!! Beijinhos e abraços
Osvaldo Picoito
Espaço VOL e Câmara de Beja promovem"Café com Livros” na Cafetaria do Pax Julia “Café com Livros”
Espaço VOL e Câmara de Beja promovem"Café com Livros” na Cafetaria do Pax Julia “Café com Livros” é a iniciativa que anima, até ao próximo dia 3 de Janeiro, o espaço da Cafetaria do Pax Julia – Teatro Municipal. Ao redor de uma mesa, entre um café e dois dedos de conversa, os livros dão o mote para uma série de viagens que vão desde a apresentação de novos títulos recém-publicados, à leitura de textos, passando pela descoberta de mensagens de luz através de fotos, animação, entre muitas outras acções. A iniciativa – uma feira do livro organizada pelo Espaço VOL (Livraria Vemos, Ouvimos e Lemos), com o apoio da Câmara Municipal de Beja – contempla, além da habitual venda de uma grande diversidade de títulos de diversas editoras, a vinda a Beja de vários autores. No que diz respeito ao programa de lançamento e apresentação de livros, está agendada para a próxima terça-feira, dia 15, às 18h00, a apresentação do livro de Luiz Pacheco “1 Homem Dividido Vale por 2”. A Luís Gomes, responsável pela recolha dos textos, cabe a apresentação da obra, num momento que conta ainda com a leitura de textos por António Revez, da Companhia de Teatro Lendias d’Encantar.Margarida Martins, da Associação Abraço, vai estar no dia 17, às 21h30, na Cafetaria do Pax Julia para dar a conhecer um pouco melhor o seu último trabalho: “Escrita de Luz”, um livro profusamente ilustrado com fotos. A apresentação está a cargo do historiador Santiago Macias. No dia 19, às 11h30, é apresentado o livro “Fialho, Gastronomia Alentejana”, de Manuel Fialho e Alberto Franco. O livro conta a história do restaurante Fialho, em Évora, tendo por fio condutor o seu fundador, Manuel Fialho, nascido naquela cidade em 1903.
A apresentação da obra conta com a presença do crítico gastronómico António Almodôvar.No dia a seguir, a 20 de Dezembro, é tempo de dar a conhecer, através de uma sessão infantil realizada às 11h30, “O Elefante Diferente”, de Manuela Neves.
Ainda no dia 20, mas às 18h00, “Alentejo Sweet Alentejo” é o título que vai ser evidenciado com a presença dos autores José Carlos Rodrigues e Nicolas Lemonnier. João Tordo, Prémio José Saramago 2009, vem a Beja no dia 22 para apresentação de “As 3 Vidas”.
A conversa com os presentes acontece às 18h00. No espaço da Cafetaria do Pax Julia – Teatro Municipal são vários os motivos para uma aproximação ao mundo dos livros.
Até ao próximo dia 3 de Janeiro.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Convite
Colectiva"À CRISE..."salão de desenho, 10Dez, 09jan 2009/2010A partir do dia 10 de Dezembro, a Sopro - Projecto de Arte Contemporânea, apresenta em parceria com a associação Nada na Manga, uma exposição colectiva de Desenho.
As propostas apresentadas pelos cerca de 25 artistas não obedecem a qualquer temática. Em contrapartida, a montagem e a definição do circuito expositivo remetem para um "conceito instalado"- à crise..
Artistas: Martinha Maia, Romeu Gonçalves, Lúcia Prancha, Manuel Santos Maia, Paulo Mendes, Lara Torres com Ana Santos, Francisco Sousa Lobo, Catarina Viana, Carla Cruz, Evgenia Tabakova, The Hut Project, Patrick Coyle, Mikael Larsson, Francesca Anfossi, Carlos Noronha Feio, Sara Nunes Fernandes, Adam Latham, Giorgio Sadotti, Bruno Borges, Patricia Sousa, Soraya Vasconcelos, André Alves, Pedro Alves, Miguelangelo Veiga, Ana Guedes, Paula Prates, Manuel Furtado dos Santos, Ana Sério, Mara Castilho.
http://primeiraavenida.blogspot.com/
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
concerto de natal | 11 de Dezembro de 2009, 21h30, Igreja de Jesus, Setúbal
- concerto de natal -pelo ENSEMBLE VOCT 11 de Dezembro de 2009
21h30Igreja de Jesus, Setúbal
programa: Haec Dies a 6 (Cantiones Sacrae II, 1591)William Byrd (1543 – 1623) Mass for three voices (c. 1594)William Byrd Kyrie Gloria Credo Sancus & Benedictus Agnus Dei - intervalo - Gaudeteanónino, Pie Cantiones (1582), arr. Brian KayThe silver swan (1612)Orlando Gibbons (1583-1625)Down in the river to praytradicional americana, arr. Philip LawsonThe Gift (Simple Gifts)Shaker Elder Joseph Brackett Jr. (1848), arr. Bob ChilcottDanny Boytradicional irlandesa, arr. Peter Knight/Philip LawsonOver all the landtradicional catalã, arr. Goff RichardsMenino Jesus à lapa tradicional portuguesa, arr. Christopher Bochmann O tannenbaumtradicional alemã, arr.
Christopher Bochmann Jingle BellsJames Pierpoint (1857), arr. Gordon LangfordThe twelve days of christmastradicional inglesa/francesa (séc. XVI), arr. Geoffrey KeatingSanta Claus is coming to townHaven Gillespie/Fred Coot (1934), arr. Peter Gritton
sopranos:
Helena Neves e Sofia Vitória alto: Joana Castro
tenores: Mário Ribeiro e Miguel Silva baixos:
Gonçalo Gouveia e Filipe Gomes direcção musical:
Gonçalo Gouveia organização:
Câmara Municipal de Setúbal
Entrada Livre
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
CFP - LIVRES PENSADORES (Conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero, nos 75 anos de "Mensagem" de Fernando Pessoa) - 4/12

Uma conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero intitulada "A Mensagem do Tropicalismo", sobre a influência de "Mensagem" de Fernando Pessoa no movimento tropicalista, inaugura o ciclo "Livres Pensadores" na Casa Fernando Pessoa, no próximo dia 4 de Dezembro, às 18h30. Com esta série de conferências, de periodicidade mensal, a Casa Fernando Pessoa pretende dar a ouvir algumas das mais luminosas e heterodoxas vozes do pensamento e da criação contemporâneos, nas mais diversas áreas, contribuindo assim para o desenvolvimento da liberdade de pensamento e do sentido crítico que Fernando Pessoa tanto cultivou e de que Portugal tanto necessita. A conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero assinala os 75 anos da publicação de "Mensagem" de Fernando Pessoa.Câmara Municipal de Lisboa
Casa Fernando PessoaR. Coelho da Rocha, 161250-088 LisboaTel. 21.3913270Autocarros: 709, 720, 738 Eléctricos: 25, 28 Metro: Rato http://casafernandopessoa.cm-lisboa.ptwww.mundopessoa.blogs.sapo.pt
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