quinta-feira, 7 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Momento magnifíco

De um pequeno excerto do romance.
" Mercador que era,a sua profissão levara-o a viajar pelo Oriente,pelo Norte de África,pelo Leste europeu até Samarcanda no Uzbequistão;conhecia,por isso,imensos povos,outras tantas culturas.Levado a orar pelos exóticos templos,concluíra que,embora sob vários nomes, o Deus que lhe mostraram e que todos reclamavam como único era afinal o mesmo.Iavé e Alá não passavam de nomes em hebraico e árabe de uma só entidade, a mesma que tanto se venerava em Roma como em Meca;no entanto,papistas,calvinistas,luteranos,maometanos e judeus matavam e eram mortos em seu nome."
In a Especiaria( p.70)
Comentário de Marilia
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Máximas em mínimas
No Blog Nesta Hora
Heroísmo(s)
"Heroísmo e idealismo andam de mãos dadas, mas para se ser herói é preciso saber e querer sofrer, ter coragem, o que nem sempre é fácil."
"Nunca menosprezes a arte daqueles que se insinuam para nos fazer cair em desgraça; o demónio inventa, a cada passo, novos e desconhecidos abismos onde os incautos se lançam."
António Oliveira e Castro, A especiaria (Lisboa: Guerra e Paz, 2008)
Heroísmo(s)
"Heroísmo e idealismo andam de mãos dadas, mas para se ser herói é preciso saber e querer sofrer, ter coragem, o que nem sempre é fácil."
"Nunca menosprezes a arte daqueles que se insinuam para nos fazer cair em desgraça; o demónio inventa, a cada passo, novos e desconhecidos abismos onde os incautos se lançam."
António Oliveira e Castro, A especiaria (Lisboa: Guerra e Paz, 2008)
quarta-feira, 18 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Lançamento em Setúbal ...(continua)
Crónica
Crónica de João Reis Ribeiro,que em princípio vai sair na edição do "Correio de Setúbal",do próximo sábado (14/6/08),sobre o Livro, A Especiaria.
Futebol – Anda o país eufórico com o futebol europeu, um contentamento que surgiu antes de o campeonato começar, veiculado pela sobrevalorização que os media fizeram deste produto, acompanhando autocarros, entrevistando o cidadão comum, entrando nas vidas dos desportistas, fazendo-nos crer que estamos todos numa grande casa, num enorme estádio, numa descomunal festa. A grande moda, já retomada de edições anteriores, é a dos ecrãs gigantes, posicionados onde seja possível, desde jardins a esplanadas de cafés, numa tentativa de alargar o relvado (melhor: as bancadas) até qualquer ponto do planeta, por mais esconso que seja. Os resultados da Selecção têm ajudado. No momento em que escrevo, já dois jogos passaram, ambos com resultado favorável à equipa lusa.
Por outro lado, não menor auxílio tem vindo da imagem do Portugal além-fronteiras, com a televisão a explorar até ao limite a família emigrante. Mas, subitamente, a alegria tingiu-se: o seleccionador que levou o país à estima da sua bandeira, que conduziu a Selecção, de há uns anos para cá, às marcas positivas da auto-estima, que tem tido apoiantes e também quem o queira denegrir, que ora foi bestial ora foi transformado em besta… o seleccionador Scolari vai deixar o lugar e partir para o voo inglês do Chelsea, onde já esteve Mourinho.
Futebol – Anda o país eufórico com o futebol europeu, um contentamento que surgiu antes de o campeonato começar, veiculado pela sobrevalorização que os media fizeram deste produto, acompanhando autocarros, entrevistando o cidadão comum, entrando nas vidas dos desportistas, fazendo-nos crer que estamos todos numa grande casa, num enorme estádio, numa descomunal festa. A grande moda, já retomada de edições anteriores, é a dos ecrãs gigantes, posicionados onde seja possível, desde jardins a esplanadas de cafés, numa tentativa de alargar o relvado (melhor: as bancadas) até qualquer ponto do planeta, por mais esconso que seja. Os resultados da Selecção têm ajudado. No momento em que escrevo, já dois jogos passaram, ambos com resultado favorável à equipa lusa.
Por outro lado, não menor auxílio tem vindo da imagem do Portugal além-fronteiras, com a televisão a explorar até ao limite a família emigrante. Mas, subitamente, a alegria tingiu-se: o seleccionador que levou o país à estima da sua bandeira, que conduziu a Selecção, de há uns anos para cá, às marcas positivas da auto-estima, que tem tido apoiantes e também quem o queira denegrir, que ora foi bestial ora foi transformado em besta… o seleccionador Scolari vai deixar o lugar e partir para o voo inglês do Chelsea, onde já esteve Mourinho.
Durante uns tempos, vamos ouvir os lamentos por esta partida, sentimento que legitimará a bem portuguesa saudade. Mas a festa do futebol é mesmo assim. Tem que haver episódios fortes e marcantes para que a telenovela prossiga. Mesmo para que haja coisas (inofensivas) para se opinar. A passagem de Scolari pelo futebol português foi positiva e gostaria que Portugal saísse deste europeu como vencedor, não só porque a empreitada ficaria completa (e uma obra destas é sempre o ponto de partida para outros destinos e Portugal precisa de ter pontos desses), mas também porque seria um bom final para o treinador brasileiro por cá. Só isto. O resto… não merece mais do que esse estatuto.
Anti-epopeia – A paragem dos transportes pesados ao longo de três dias foi o início da anti-epopeia, a contrariar os momentos da festa excessiva. Todos ficámos preocupados com o que poderia vir a faltar, é certo. Mas também se viu que esta foi uma manifestação que não esconde um mal-estar mais denso que alastra no país real, bem distante daquele que a política tem pintado e de que se tem afastado. A energia que vai para o futebol será muito diferente da que anima a contestação?
Ler uma especiaria – Teve apresentação pública em Setúbal há duas semanas, mas já fora apresentado em Lisboa. É um romance que se constrói entre um Portugal do século XVI e uma Angola do século XX, que vive entre a Inquisição, os naufrágios, a procura e as revoluções. É um texto que alicia e que se lê com gosto: pela narrativa poderosa; pelos retratos das situações; pela capacidade de um narrador visitar os tempos e os sítios da diversidade histórica; pela adjectivação intensa e plural; pelas personagens fortes e sujeitas à aventura do sim e do não da vida; pelo confronto entre a vida e a morte, num jogo em que figuras como Mancini e Benguela estão sempre a resvalar; pelo humor, às vezes assumido, por vezes sugerido; pelo sentido ético e pelas verdades que atravessam os tempos. Falo de “A Especiaria” (Lisboa: Guerra e Paz, 2008), título de António Oliveira e Castro, bancário aposentado, fixado em Setúbal, verdadeiro contador e construtor de histórias. Vale bem a leitura.
João Reis Ribeiro
Anti-epopeia – A paragem dos transportes pesados ao longo de três dias foi o início da anti-epopeia, a contrariar os momentos da festa excessiva. Todos ficámos preocupados com o que poderia vir a faltar, é certo. Mas também se viu que esta foi uma manifestação que não esconde um mal-estar mais denso que alastra no país real, bem distante daquele que a política tem pintado e de que se tem afastado. A energia que vai para o futebol será muito diferente da que anima a contestação?
Ler uma especiaria – Teve apresentação pública em Setúbal há duas semanas, mas já fora apresentado em Lisboa. É um romance que se constrói entre um Portugal do século XVI e uma Angola do século XX, que vive entre a Inquisição, os naufrágios, a procura e as revoluções. É um texto que alicia e que se lê com gosto: pela narrativa poderosa; pelos retratos das situações; pela capacidade de um narrador visitar os tempos e os sítios da diversidade histórica; pela adjectivação intensa e plural; pelas personagens fortes e sujeitas à aventura do sim e do não da vida; pelo confronto entre a vida e a morte, num jogo em que figuras como Mancini e Benguela estão sempre a resvalar; pelo humor, às vezes assumido, por vezes sugerido; pelo sentido ético e pelas verdades que atravessam os tempos. Falo de “A Especiaria” (Lisboa: Guerra e Paz, 2008), título de António Oliveira e Castro, bancário aposentado, fixado em Setúbal, verdadeiro contador e construtor de histórias. Vale bem a leitura.
João Reis Ribeiro
domingo, 8 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
OAutor e o Livro

A história que se conta em «A especiaria - Em Busca do elixir da eterna juventude» é uma ficção apoiada em personagens, algumas delas verídicas, que construíram a história comum das nações irmãs: Angola, Cabo Verde, Portugal e São Tomé.
A acção decorre entre 1540 e 1975, socorrendo-se o autor de episódios, verdadeiros uns, imaginados outros, a que acrescenta sal e jindungo, crente de que o presente é consequência de todo um passado de amores e ódios e o futuro passa pela defesa desta cultura mestiça, crioula, sem a qual deixaremos de ser quem somos: diferentes.
A acção decorre entre 1540 e 1975, socorrendo-se o autor de episódios, verdadeiros uns, imaginados outros, a que acrescenta sal e jindungo, crente de que o presente é consequência de todo um passado de amores e ódios e o futuro passa pela defesa desta cultura mestiça, crioula, sem a qual deixaremos de ser quem somos: diferentes.
A história é percorrida por um herói, Flávio Mancini, obcecado com a procura do elixir da eterna juventude, droga que o Homem busca, desde sempre, para contrariar a decrepitude do corpo e da mente. Sonhador incurável, o veneziano tem a certeza que o licor único se encontra em Angola, escondido algures nas florestas do reino do Congo.Será que Mancini encontra a divina especiaria? Talvez sim e talvez não. Depende do ponto de vista do leitor.
António Oliveira e Castro nasceu em Angola, no Bongo-Lépi, em 1951, e por uma série de acasos continua vivo. Em 1977, salta directamente dos quadros da Comissão Nacional do Plano, de Angola, para a cozinha do Caravela, em Estocolmo.
Mas falta-lhe luz na cidade dos nórdicos e voa para Lisboa, para se esconder, como uma toupeira, nas catacumbas de uma organização política. Experimenta o cinema, a pintura, a poesia, a universidade, a rádio, a publicidade, a agricultura, sem nada levar a sério. Prova, sacia-se e abandona os despojos. Não se encontra. Para sobreviver é obrigado a trabalhar. Fá-lo sem convicção.Em 2005 arranja coragem e agarra-se com determinação ao projecto de toda uma vida:A Especiaria.
Anteriormente publicou os volumes de poesia «Houve Mesmo Um Dia de Desespero em Que Se Cultivaram Campos de Cicuta» (1985) e «As Planícies Donde Vim» (1987).«A Especiaria», de António Oliveira e Castro, 224 pgs., Colecção Tempos Modernos, «Guerra e Paz-Editores»
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