segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

VÍDEO: Veja aqui todos os golos do Benfica-Vit. Setúbal - Desporto - DN



VÍDEO: Veja aqui todos os golos do Benfica-Vit. Setúbal - Desporto - DN

PASSOS COELHO TROPEÇA NO VILÃO DO BPN

Tropeçar no vilão


por VIRIATO SOROMENHO MARQUESHoje5 comentários
DIÁRIO DE NOTÍCIAS


Ocaso de um membro de uma associação criminosa, chamada SLN, que aceitou integrar a delegação permanente da troika em Lisboa, e que, erradamente, se costuma designar por "governo", está longe de ser um exclusivo português. A crise global tem muitas características. É política. É ambiental. É financeira. É económica. Mas aquilo que a distingue é a sua natureza moral. A crise desfaz as máscaras e rasga os véus. Logo em 2008, ficou claro que, desde há décadas, os governos não passavam de obedientes agentes de uma rede de interesses ligados a uma parte do capital financeiro. O Goldman Sachs, com empregados seus em quase todos os executivos do mundo, ficou como símbolo de uma realidade mais vasta. O problema fundamental não reside só em perceber como as nossas democracias são frágeis e ineficazes. O problema é que a gente que manda, os banqueiros e especuladores que vivem acima da lei, nos casos Monte Branco, Libor, e outros, esses homens que, da UE aos EUA, utilizam o crime como ferramenta de trabalho, essa gente manda, mas não forma uma elite. Uma elite constitui-se em torno de valores comuns. De uma visão da sociedade. De um projeto de futuro. De uma capacidade de diferenciar o bem e o mal. Uma elite, se necessário, será capaz de se sacrificar pelos valores que protagoniza e pelo mundo em que acredita. O melhor exemplo disso foi dado pela elite financeira no naufrágio do Titanic, em 1912. Dos 400 homens super-ricos que viajavam em 1.ª classe, 70% morreram afogados. Há registos, recordados num ensaio de F. Zakaria, que nos confirmam que J. J. Astor, a maior fortuna do mundo de então, acompanhou a sua mulher até ao bote salva-vidas, recusando-se a entrar enquanto existissem mulheres e crianças por salvar. O mesmo fez B. Guggen- heim, que ofereceu o seu lugar no bote a uma mulher desconhecida. Se o Titanic naufragasse em 2013, estou seguro de que quase todos esses 400 super-ricos chegariam são e salvos, deixando para trás, se necessário, as suas próprias mulheres e crianças. A gente que manda hoje no mundo acredita apenas no sucesso egoísta, traduzido em ganhos monetários, pisando todas as regras e valores. Os aventureiros que conduziram a humanidade à atual encruzilhada dolorosa não passam de jogadores que transformaram o mundo num miserável reality show. Tirando o dinheiro, nada neles os distingue da gente vil, medíocre e intelectualmente indistinta que se arranha para participar nesses espetáculos insultuosos para com a condição humana. Quando andarmos pela rua, é preciso ter cuidado. É preciso olhar lá bem para baixo. No meio do pó e da lama, habita a vilanagem que manda no mundo. Cuidado para não tropeçarmos nalgum deles...

ESPANHA, MARIANO RAJOY E LUÍS BÁRCENAS

Ui, apanharam o guarda-livros!


por FERREIRA FERNANDESHoje11 comentários
DIÁRIO DE NOTÍCIAS



Espanha está mal consigo própria, os seus dirigentes (desta vez, da direita) foram apanhados mais uma vez com a mão no "sobre". Em castelhano "sobre" é envelope, apreciado pelos corruptos, que não gostam do dinheiro à vista. Desta vez, os investigadores caçaram o homem central. Nem ministro nem líder partidário, mas muito mais: caiu o guarda-livros. Ninguém mais letal do que o homem das contas quando o segredo do negócio é não contar nada. Ora, Luis Bárcenas, desde 1990 a 2008 gerente e tesoureiro do PP, pôs-se a falar da forma mais perigosa que um guarda-livros pode falar: com cadernos aos quadradinhos e números... O jornal El País apanhou a referida arma, onde Bárcenas anotava, vindo de empresários, dinheiro proibido pelas leis do financiamento de partidos, e também pagamentos aparentemente não declarados a dirigentes. Ontem, a edição online do jornal permitia, pondo-se o nome de um dirigente, que se conhecesse a sua conta-corrente. O líder Mariano Rajoy, atual primeiro-ministro, foi o mais procurado, e lá aparece o seu envelope mensal. A oposição pediu a demissão de Rajoy e este já prometeu mostrar as suas declarações de rendimentos (o que convence pouco porque a dúvida não está nos rendimentos declarados mas nos outros). A verdade é que o político espanhol do momento não é um político, mas sim o contabilista Bárcenas. Jake Guzik também nunca andava armado, mas era um chefão, bastava-lhe ser o guarda-livros de Al Capone.

PASSOS COELHO ESCOLHE UM GOVERNANTE LIGADO AO ROUBO DE MILHARES DE MILHÕES DE EUROS DO BPN

Franquelim Alves tem de ir à AR explicar BPN


por Rita Carvalho37 comentários
DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Franquelim Alves tem de ir à AR explicar BPN


O comentador da TVI disse há pouco que o novo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Franquelim Alves, deve ir ao Parlamento explicar a sua ligação à Sociedade Lusa de Negócios e ao Banco Português Negócios (BPN

Marcelo Rebelo de Sousa comentou há pouco na TVI a remodelação do governo, considerando que o novo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação deve ir à Assembleia da República esclarecer como geriu a sua presença na administração da Sociedade Lusa de Negócios (SNL) em 2008.
O comentador político diz ter ficado esclarecido sobre o percurso de Franquelim Alves na administração da empresa que geriu o BPN, depois de ter solicitado informações sobre o processo, mas considerou que o novo governante deve esclarecer a sua atitude na comissão parlamentar que analisou o caso BPN.
"Deve responder a todas as dúvidas, pois quem não deve não teme", afirmou Marcelo, criticando ainda Pedro Passos Coelho por ter "corrido or isco" de escolher alguem "politicamente associado ao BPN", levantando assim este "fantasma"


O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje que já tarda uma explicação do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sobre a nomeação do ex-administrador do grupo SLN/BPN Franquelim Alves para secretário de Estado.
"O país está à espera que o primeiro-ministro dê uma explicação ao país. Eu não percebo porque é que tarda esta explicação. É preciso que o primeiro-ministro explique aos portugueses porque é que fez esse convite e porque é que esse secretário de Estado faz parte do Governo", declarou o secretário-geral do PS aos jornalistas.
António José Seguro, que falava no final de uma conferência do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP) do PS, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, referiu que "não faria, naturalmente", essa nomeação.
O secretário-geral do PS insistiu que "o país precisa de saber qual é a explicação que o primeiro-ministro tem para esse convite" a Franquelim Alves e que Pedro Passos Coelho "deve vir rapidamente dizê-lo a público".
António José Seguro escusou-se a falar da situação interna do PS, alegando não querer "perturbar um processo de diálogo que está a decorrer com vários militantes" no interior do partido.
Franquelim Alves tomou posse na sexta-feira como secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, cargo que anteriormente ocupado por Carlos Nuno Oliveira, numa cerimónia no Palácio de Belém, em que o Presidente da República, Cavaco Silva, também empossou outros seis secretários de Estado indicados pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

CDS-PP deve deixar governo já que está "escandalizado" com nomeação de Franquelim Alves, defende o BE

Por Agência Lusa, publicado em 3 Fev 2013 - 18:31 
JORNAL I
 
  • João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda (BE)
    João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda (BE)
    Lusa

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PORTUGAL MARAVILHOSO - ÉVORA


PORTUGALNOMICS


O VERDADEIRO ESTADO DA NAÇÃO-ABERTURA DO ANO JUDICIAL 2013-DISCURSO DE MARINHO PINTO


ASSESSORES DE PASSOS COELHO GANHAM MAIS QUE JUÍZES

Noronha do Nascimento

Crítica a assessores de 20 anos ganharem mais que juízes

30 janeiro 2013

Crítica a assessores de 20 anos ganharem mais que juízes
Fotografia © João Girão/Global Imagens
O presidente do Supremo Trubunal de Justiça alertou ontem para o financiamento oculto dos partidos que explica assessores ministeriais de vinte e poucos anos ganharem mais do que juízes
Noronha Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), foi o terceiro orador na sessão solene de abertura do ano judicial, que decorreu hoje naquele tribunal superior, com críticas diretas ao financiamento dos partidos politicos e aos ordenados chorudos de assessores do governo com "vinte e poucos anos".
O magistrado, parafraseando o antigo presidente do Instituto Universitário Europeu de Florença, Yves Mény, disse que "os partidos tornaram-se máquinas politicas alimentadas a dinheiro com efeitos no financiamento oculto". Por isso, acrescentou, "percebe-se, assim, que assessores minsteriais com vinte e poucos anos de idade ganhem o que fará inveja a juízes de tribunais superiores e muito mais a qualquer juiz de comarca".
O presidente do STJ aludiu também à ação executiva, cujo modelo "empenhou", com o agente de execução a exercer "de forma privada uma função pública do Estado que mais não é senão o exercício da coerção estatal".
Reportando a estatísticas oficiais, Noronha Nascimento referiu que as ações executivas "aumentaram em 232.796", enquanto as restantes ações (cíveis, criminais, comerciais, laborais e de família e menores) "dimunuíram em 151.742".
O magistrado do STJ afirmou ainda que "o maior cabo das tormentas que os tribunais (...) irão ter é o da defesa dos direitos fundamentais do Homem e do Cidadão consagrados na Constituição e nas leis quadro estruturantes do nosso Estado e da nossa sociedade civil".

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A SABEDORIA DOS DITADOS POPULARES PORTUGUESES

Ditados Populares Portugueses


Olá! Vamos lá recapitular e ...
...ver quantos sabemos!

Todos os Ditados Populares Portugueses...A ambição cerra o coração
A pressa é inimiga da perfeição
Águas passadas não movem moinhos
Amigo não empata amigo
Amigos amigos negócios à parte
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
A união faz a força
A ocasião faz o ladrão
A ignorância é a mãe de todas as doenças
Amigos dos meus amigos, meus amigos são
A cavalo dado não se olha a dente
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo
Antes só do que mal acompanhado
A pobre não prometas e a rico não devas.
A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado
A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata
A necessidade aguça o engenho
A noite é boa conselheira
A preguiça é mãe de todos os vícios
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro
A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas
A pensar morreu um burro
A roupa suja lava-se em casa
Antes só que mal acompanhado

Antes tarde do que nunca
Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
As palavras voam, a escrita fica
As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras
Até ao lavar dos cestos é vindima
Água e vento são meio sustento
Águas passadas não movem moinhos
Boi velho gosta de erva tenra
Boca que apetece, coração que padece
Baleias no canal, terás temporal
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz
Boda molhada, boda abençoada
Burro velho não aprende línguas
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
Cada cabeça sua sentença
Chuva de São João, tira vinho e não dá pão
Casa roubada, trancas à porta
Casarás e amansarás
Criou a fama, deite-se na cama
Cada qual com seu igual
Cada ovelha com sua parelha
Cada macaco no seu galho

Casa de ferreiro, espeto de pau
Casamento, apartamento
Cada qual é para o que nasce
Cão que ladra não morde
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
Com vinagre não se apanham moscas
Coma para viver, não viva para comer
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado
Candeia que vai à frente alumia duas vezes
Casa de esquina, ou morte ou ruína
Cada panela tem a sua tampa
Cada um sabe as linhas com se cose
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
Casa onde entra o sol não entra o médico
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo
Com a verdade me enganas
Com papas e bolos se enganam os tolos
Comer e o coçar o mal é começar
Devagar se vai ao longe
Depois de fartos, não faltam pratos
De noite todos os gatos são pardos
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra
De Espanha nem bom vento nem bom casamento
De pequenino se torce o pepino
De grão a grão enche a galinha o paparrão
Devagar se vai ao longe
De médico e de louco, todos temos um pouco
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és
Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'
Depressa e bem não há quem
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
Depois da tempestade vem a bonança
Da mão à boca vai-se a sopa
Deus ajuda, quem cedo madruga
Dos fracos não reza a história
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Enquanto há vida, há esperança
Entre marido e mulher, não se mete a colher
Em terra de cego quem tem olho é rei
Erva daninha a geada não mata
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão
Em tempo de guerra não se limpam armas
Falar é prata, calar é ouro
Filho de peixe, sabe nadar
Gaivotas em terra, tempestade no mar
Guardado está o bocado para quem o há de comer
Galinha de campo não quer capoeira
Gato escaldado de água fria tem medo
Guarda o que comer, não guardes o que fazer
Homem prevenido vale por dois
Há males que vêm por bem
Homem pequenino ou velhaco ou dançarino
Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto
Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles
Lua deitada, marinheiro de pé
Lua nova trovejada, 30 dias é molhada
Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão
Longe da vista, longe do coração
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital
Manda quem pode, obedece quem deve
Mãos frias, coração quente
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha
Mais vale cair em graça do que ser engraçado
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto
Madruga e verás trabalha e terás

Mais vale um pé no travão que dois no caixão
Mais vale uma palavra antes que duas depois
Mais vale prevenir que remediar
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha
Muita parra pouca uva
Muito alcança quem não se cansa
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
Muito riso pouco siso
Muitos cozinheiros estragam a sopa
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
Nuvem baixa sol que racha
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
Nem tudo o que reluz é ouro
Não há bela sem senão
Nem tanto ao mar nem tanto à terra
Não há fome que não dê em fartura
Não vendas a pele do urso antes de o matar
Não há duas sem três
No meio é que está a virtude
No melhor pano cai a nódoa
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
Nem oito nem oitenta
Nem tudo o que vem à rede é peixe
No aperto e no perigo se conhece o amigo
No poupar é que está o ganho
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
O saber não ocupa lugar
Os cães ladram e caravana passa
O seguro morreu de velho
O prometido é devido
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O segredo é a alma do negócio
O bom filho à casa retorna
O casamento e a mortalha no céu se talha
O futuro a Deus pertence
O homem põe e Deus dispõe
O que não tem remédio remediado está
O saber não ocupa lugar
O seguro morreu de velho
O seu a seu dono
O sol quando nasce é para todos
O óptimo é inimigo do bom
Os amigos são para as ocasiões
Os opostos atraem-se
Os homens não se medem aos palmos
Para frente é que se anda
Pau que nasce torto jamais se endireita
Pedra que rola não cria limo
Para bom entendedor meia palavra basta
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Para baixo todos os santos ajudam
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
Patrão fora, dia santo na loja
Para grandes males, grandes remédios
Preso por ter cão, preso por não ter
Paga o justo pelo pecador
Para morrer basta estar vivo
Para quem é, bacalhau basta
Passarinhos e pardais,não são todos iguais
Peixe não puxa carroça
Pela boca morre o peixe

Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
Quando a esmola é grande o santo desconfia
Quem espera sempre alcança
Quando um não quer, dois não discutem
Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Quem vai à guerra dá e leva
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
Quem sai aos seus não degenera
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
Quem semeia ventos colhe tempestades
Quem vê caras não vê corações
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
Quem casa quer casa
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
Quem com ferros mata, com ferros morre
Quem corre por gosto não cansa
Quem muito fala pouco acerta
Quem quer festa, sua-lhe a testa
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
Quem dá aos pobres empresta a Deus
Quem cala consente
Quem mais jura é quem mais mente
Quem não tem cão, caça como gato
Quem diz as verdades, perde as amizades
Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
Quem não deve não teme
Quem avisa amigo é
Quem ri por último ri melhor
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
Quem diz o que quer, ouve o que não quer
Quem não chora não mama
Quem desdenha quer comprar
Quem canta seus males espanta
Quem feio ama, bonito lhe parece
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
Quando um cai todos o pisam
Quanto mais depressa mais devagar
Quem entra na chuva é pra se molhar
Quem boa cama fizer nela se deitará
Quem brinca com o fogo queima-se
Quem cala consente
Quem canta seus males espanta
Quem comeu a carne que roa os ossos
Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
Quem muito escolhe pouco acerta
Quem nada não se afoga
Quem nasceu para a forca não morre afogado
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
Quem não sabe é como quem não vê
Quem não tem dinheiro não tem vícios
Quem não tem panos não arma tendas
Quem não trabuca não manduca
Quem o alheio veste, na praça o despe
Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
Quem paga adiantado é mal servido
Quem parte velho paga novo

Quem sabe faz, quem não sabe ensina
Quem tarde vier comerá do que trouxer
Quem te cobre que te descubra
Quem tem burro e anda a pé mais burro é
Quem tem capa sempre escapa
Quem tem cem mas deve cem pouco tem
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Quem tudo quer tudo perde
Quem vai ao mar avia-se em terra
Quem é vivo sempre aparece
Querer é poder
Recordar é viver
Roma e Pavia não se fez em um dia
Rei morto, rei posto
Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
Santos da casa não fazem milagres
São mais as vozes que as nozes
Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
Todo o homem tem o seu preço
Todos os caminhos vão dar a Roma
Tristezas não pagam dívidas
Uma mão lava a outra
Uma desgraça nunca vem só
Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
Vozes de burro não chegam aos céus
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades




MEMÓRIAS AFRICANAS


Nas Memórias Africanas,
Ao vosso dispor duas entrevistas com duas pessoas notáveis. a primeira, Orlando Morais. Um angolano de Caconda que veio a cruzar-se com Sá Carneiro e dar vida aquilo que é hoje Alfragide. Foi o "rei do bife" e é dono do Pátio dos Leitões. Fala sete dialectos angolanos e entende o mundo como um local onde podemos fazer tudo e de nada devemos ter medo. Uma lição ao fim de mais de 80 anos de vida.

A segunda, com Brazão Mazula, conselheiro de Estado do Governo moçambicano, ex-presidente da Comissão Nacional de eleições ,professor e ex-reitor da Universidade Eduardo Mondlane. Uma vida por entre missões, ensino e histórias de Moçambique.
ouvir em www.recordarangola.com

--
Paulo Salvador
Jornalista TVI
site : www.recordarangola.com

HERESIAS - O BPN E O BPP

HERESIAS

O “IMPÉRIO” CONTRA-ATACA - I

* Hoje, por uma vez, vou tratar de coisas sérias: o BPN.
* Não das causas que provocaram o inevitável colapso de um Banco que era gerido como, entre nós, se gere habitualmente a “coisa pública”: quer-se, faz-se, que dinheiro não é problema – e, para mais, ninguém terá o topete de vir por aí pedir contas (e se um ou outro amigalhaço sair contente, tanto melhor). Mas do modo como o assunto foi, e está a ser, (mal) resolvido.
* Importa desde já desfazer dois equívocos que foram postos a circular de mansinho: (i) que o BdP foi apanhado completamente desprevenido; (ii) que BPN e BPP são frutos da mesma árvore. Puro engano.
* O BdP mantinha no BPN desde, talvez, 2005 equipas de supervisão que acompanhavam, de perto e em permanência, as operações que o Banco ia levando a efeito. Quais? Não sei. Sei, sim, que da parte do BdP não houve desatenção, mas incompetência, incompetência pura e dura – que ninguém, até hoje, se dignou explicar. E da qual, que se saiba, nenhum consequência foi extraída.
* O BPP, esse, é um simples caso de burla:
* Burla quando prometia aos clientes aplicações em Fundos de Investimento – e, na realidade, lhes entregava umas loan notes (assim mesmo, em inglês, que a CMVM até achava sofisticado; com muita, mas mesmo muita boa vontade, títulos representativos de empréstimos que não poderiam ser livremente transmidos e que nunca ninguém viu);

* Burla porque quem emitia esses títulos de dívida eram, dizia, Sociedades Instrumentais (sedeadas nas Ilhas Virgens Britânicas), cuja existência legal nunca foi verificada;
* Burla porque, mesmo se essas Sociedades Instrumentais alguma vez tivessem tido existência legal, nunca poderiam ter emitido as tais loan notes, por manifestamente não preencherem os apertados requisitos que aquele Centro Financeiro Offshore exige para o efeito;
* Burla porque o BPP dava o património (carteiras de Obrigações) dessas Sociedades Instrumentais como garantia para os financiamentos que contraia em proveito próprio;
* Burla porque, no processo de acordo com os clientes, foi reconhecida aos créditos que o BPP reclamava dessas Sociedades Instrumentais uma graduação superior à das loan notes (quer dizer, o BPP será pago antes dos clientes que enganou);
* Burla porque a Comissão Liquidatária do BPP, com o consentimento do BdP, se pagou dos rendimentos que as Sociedades Instrumentais (ou esses tais patrimónios) iam gerando (e foram rendimentos substanciais) em prejuízo dos titulares das loan notes;
* Burla que não se circunscreve aos que geriram o BPP durante os “anos dourados”, como se vê;
* Burla, enfim, porque decorrido todo este tempo, com tanta e tão forte evidência, o caso ainda não foi presente a tribunal (talvez porque o BPP não fosse o único Banco a praticar estas “engenharias financeiras” que BdP e CMVM viam com benign neglect).

* O BPN, pelo contrário, é apenas mais um caso de gestão danosa que, visto isoladamente, pouco tem que se lhe diga. O que merece análise atenta é a solução que lhe foi dada. Para isso, há que recordar como reza o guião para liquidar um Banco que caia em crise insanável.
* É um processo que se orienta por duas singelas regras:
* Preservar o normal funcionamento do sistema de pagamento;
* Evitar que a crise localizada se propague às restantes Instituições Financeiras e às Entidades de Investimento Colectivo (Fundos de Pensões, Fundos de Investimento, etc.).
* Tudo muito simples de enunciar, como se vê - mas que, sem dúvida, dá trabalho a concretizar.
* Para que o sistema de pagamentos fique incólume, os depósitos (à ordem e a prazo) são logo garantidos, ou por um esquema específico (o Fundo de Garantia de Depósitos, em Portugal; o FDIC, nos EUA; etc.), ou, se esse esquema não existir, pelos contribuintes – que serão chamados a respaldar a actuação do Banco Central (e não o Tesouro), reembolsando-o dos fundos que despender.
* Sem essa garantia, a indisponiblidade dos depósitos (por força da insolvência do Banco depositário) provocará uma quebra imediata e abrupta na liquidez em circulação (os depósitos nada mais são que
a parcela maior dessa liquidez) com consequências tanto mais nefastas para a economia real quanto maior for a importância do Banco em crise para o sistema de pagamentos.
* A garantia dos depósitos visa sossegar os depositantes, em geral, que poderiam olhar para os restantes Bancos com suspeição – desencadeando uma “corrida aos Bancos” (e aos Fundos de Investimento) que lançaria o caos no sistema de pagamentos e, consequentemente, na actividade económica, no emprego e no rendimento.

* O outro canal de contágio (diz-se, de risco sistémico) são os mercados interbancários. Daí que um Banco Central ciente do que dele se espera:
* Promova, de imediato, a compensação automática das posições a débito e a crédito que o Banco em crise tenha junto dos restantes Bancos;
* Assegure que os Bancos credores líquidos do Banco em crise sejam imediatamente pagos, sem esperar que este seja liquidado.
* E para que accionistas e restantes credores (outros, que não os depositantes) do Banco em crise não saiam injustificadamente beneficiados, quer a garantia prestada a favor dos depositantes, quer a intervenção do Banco Central nos mercados interbancários, serão pagas em primeiro lugar na liquidação da massa insolvente.
* Ou seja, o prejuízo da má fortuna, ou da má gestão, recairá por inteiro e inapelavelmente sobre os accionistas e os restantes credores do Banco insolvente. Os contribuintes, esses, só serão chamados a cobrir prejuízos se a liquidação da massa insolvente não der sequer para reembolsar aquelas garantias e os montantes despendidos pelo Banco Central.
* Para que não restem dúvidas: se, no processo de liquidação de um Banco em crise, os contribuintes forem chamados a pagar € 1 que seja, accionistas e restantes credores (incluindo empregados por remunerações devidas e não pagas) ficarão a ver navios. É duro, mas é assim – para que a insolvência de um Banco não arraste toda a economia, como um buraco negro. (cont.)
A. Palhinha Machado
Janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

NUNCA TE DEIXES DERROTAR


http://vimeo.com/52711779


..................

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ESTE GOVERNO ENLOUQUECEU!

Sabiam? Não? Vão ficar a saber!
E divulguem :

O British Hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: oBPN .
O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros...
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que oministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde !!!

Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, mas é o ponto a que chegámos.

O ROUBO DO PRESENTE-TEXTO DO FILÓSOFO JOSÉ GIL

No passado dia 20 de dezembro de 2012, a revista Visão publicou o artigo de
opinião, da autoria do filósofo José Gil, intitulado "O roubo do presente"
que se transcreve de seguida.****

****

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter
futuro, não ter perspetivas de vida social, cultural, económica, e não ter
passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já
para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança
foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e
diante de nós, um buraco negro.****

O «empobrecimento» significa não ter aonde construir um fio de vida, porque
se nos tirou o solo do presente que sustenta a existência. O passado de
nada serve e o futuro entupiu.****

O poder destrói o presente individual e coletivo de duas maneiras:
sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo
totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o
trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir,
empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou
reduzindo a zero o seu trabalho.****

O Governo utiliza as duas maneiras com a sua política de austeridade
obsessiva: por exemplo, mata os professores com horas suplementares,
imperativos burocráticos excessivos e incessantes: stresse, depressões,
patologias *border-/ine* enchem os gabinetes dos psiquiatras que os
acolhem. É o massacre dos professores. Em exemplo contrário, com os
aumentos de impostos, do desemprego, das falências, a política do Governo
rouba o presente de trabalho (e de vida) aos portugueses (sobretudo jovens).
****

O presente não é uma dimensão abstrata do tempo, mas o que permite a
consistência do movimento no fluir da vida. O que permite o encontro e a
intensificação das forças vivas do passado e do futuro - para que possam
irradiar no presente em múltiplas direções. Tiraram-nos os meios desse
encontro, desapossaram-nos do que torna possível a afirmação da nossa
presença no presente do espaço público.****

Atualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres
sociais. O empobrecimento sistemático da sociedade está a produzir uma
estranha atomização da população: não é já o «cada um por si», porque nada
existe no horizonte do «por si». A sociabilidade esboroa-se aceleradamente,
as famílias dispersam-se, fecham-se em si, e para o português o «outro»
deixou de povoar os seus sonhos - porque a textura de que são feitos os
sonhos está a esfarrapar-se. Não há tempo (real e mental) para o convivio.
A solidariedade efetiva não chega para retecer o laço social perdido. O
Governo não só está a desmantelar o Estado social, como está a destruir a
sociedade civil.****

Um fenómeno, propriamente terrível, está a formar-se: enquanto o buraco
negro do presente engole vidas e se quebram os laços que nos ligam às
coisas e aos seres, estes continuam lá, os prédios, os carros, as
instituições, a sociedade. Apenas as correntes de vida que a eles nos uniam
se romperam. Não pertenço já a esse mundo que permanece, mas sem uma parte
de mim. O português foi expulso do seu próprio espaço continuando,
paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida,
estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser
espetral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca
ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si.****

Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à
procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a
dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do
povo português. *Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos,
paralisa-nos, desapropria­-nos do nosso poder de ação.* É este que devemos,
antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e
o nosso país."****

PORTUGAL MARAVILHOSO - SINTRA E NÃO SÓ



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

GOLFE DOS DEPUTADOS NÃO SOFREU CORTES EM 2013

SÓ PODE SER PARA GOZAR COM O POVO QUE OS ELEGEU. ****

VOTEM NELES DE NOVO!!! NÃO SE ESQUEÇAM!!!****




*Golfe dos deputados não sofre cortes em 2013*
*As verbas para o golfe dos deputados da Assembleia da República vão
manter-se em 2013.*
[image: Golfe dos deputados não sofre cortes em 2013]
*O Orçamento da Assembleia da República para 2013 vai manter as verbas
destinadas à Associação de ex-Deputados e Grupo Desportivo para a
organização de eventos desportivos, nomeadamente torneios de golfe.
Estas entidades receberam em 2012 cerca de 57 mil euros tendo organizado um
torneio de golfe na Quinta da Marinha.
Segundo o Correio da Manhã, que cita uma fonte do Conselho de
Administração, o documento do Orçamento da Assembleia da República para
2013 vai ser concluído esta semana e, apesar dos cortes significativos
previstos, vai manter as dotações para a Associação de ex-Deputados (que
recebeu 42,5 mil euros em 2012) e o Grupo Desportivo Parlamentar (que
recebeu 15,2 mil euros).
Fonte da secretária-geral da Assembleia da República, afirmou ao referido
diário que as entidades «são associações privadas sem fins lucrativos, que
beneficiam de instalações cedidas pela AR e de apoio financeiro para as
suas actividades».
O diário avança ainda que o Conselho de Administração teve a preocupação de
reduzir verbas em dotações com «números grandes» no próximo Orçamento da
AR. Apesar dos cortes, a redução está longe da verificada em 2012 com a
redução 27%.*****

CARMINA BURANA - O FORTUNA - CARL ORFF


A CORRUPÇÃO NA ORIGEM DA CRISE



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PORTUGAL NÃO É A GRÉCIA

 
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=621420&tm=6&layout=123&visual=61&source=mail

A FALTA DE COERÊNCIA DESTE GOVERNO

OS DONOS DE PORTUGAL

 
VEJA O DOCUMENTÁRIO ABAIXO
 

Donos de Portugal


Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.

Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.
A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em donosdeportugal.net.

Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, editado em 2011 pela Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

donosdeportugal.net
 facebook.com/donosdeportugal

A alta burguesia portuguesa.
O filme da RTP2 que passou às duas da madrugada.
Interessante de ser visto … para melhor se conhecerem algumas das razões das fortunas em Portugal.
Posso assegurar-vos que é um excelente, extraordinário, documentário histórico.

http://vimeo.com/40658606

A FARMÁCIA QUE TODOS DEVIAM TER EM CASA

 
 

AS LEITURAS DO PRIMEIRO-MINISTRO

O repórter fotográfico Luís Carregã fez publicar, ontem, na primeira página do diário As Beiras, uma foto que é uma peça de verdadeiro jornalismo.
Nela se vê que Pedro Passos Coelho anda a ler o livro "A diplomacia de Salazar", em que Bernardo Futscher Pereira evoca a vertente externa da política de outro governante (entre a ascensão do Presidente do Conselho ao cargo, em 1932, e a adesão de Portugal à NATO, volvidos 17 anos).
O instantâneo captado por Carregã, anteontem (28), em Coimbra, corresponde ao que aos manuais definem como autêntica obra de fotojornalismo, na medida em que comporta informação dificilmente alcançável por outra forma.
A foto mostra Passos Coelho no interior da sua viatura, em cujo banco traseiro sobressai "A diplomacia de Salazar". Só espero que não venha um(a) qualquer fundamentalista da privacidade do primeiro-ministro alegar que ela foi violada pela perspicácia do repórter.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

REFORMADOS E PENSIONISTAS - OS MAL ENTERRADOS


A REDUÇÃO das reformas e pensões são as piores, mais cruéis, e
 moralmente mais criminosas, das medidas de austeridade a que, sem
 culpa nem julgamento, fomos condenados pelo directório tecnocrático
 que governa o protectorado a que os nossos políticos reduziram
 Portugal.
 Para os reformados e pensionistas, o ano de 2013 vai ser ainda pior do
 que este 2012. Os cortes vão manter-se ou crescer e, com o brutal
 aumento de impostos, a subida dos preços dos combustíveis, do gás e da
 electricidade, e o encarecimento de muitos bens essenciais, o
 rendimento disponível dos idosos será ainda menor.
 Os aposentados são indefesos. Com a existência organizada em função
 dum determinado rendimento, para o qual se prepararam toda a vida,
 entregando ao Estado o estipulado para este fazer render e pagar-lhes
 agora o respectivo retorno, os reformados não têm defesa. São agora
 espoliados e, não tendo condições para procurar outras fontes de
 rendimento, apenas lhes resta, face à nova realidade que lhes criaram,
 não honrar os seus compromissos, passar frio, fome e acumular dívidas.
 No resto da Europa, os velhos viram as suas reformas não serem
 atingidas e, em alguns casos, como sucedeu, por exemplo, em Espanha,
 serem até ligeiramente aumentadas. Portugal não é país para velhos. Os
 políticos devem pensar que os nossos velhos já estão mortos e que, no
 fim de contas, estamos todos mal enterrados...
 (12.11.12)
Por Joaquim Letria

HÁ, OU NÃO HÁ, ALTERNATIVAS?


Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013 ?!...

            PROPOSTAS DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a
 mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras.

            Por isso:

            - Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e
 vão poupar +- 43.000.000,00€

            - Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e
 vão poupar +- 7.600.000,00€

            - Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados
 e vão poupar +- 8.000.000,00€

            - Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos
 políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +-
 2.000.000.00€

            - Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos
 políticos e pouparão +- 40.000.000,00€.

            - Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os
 benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00€.

            - Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão
 poupar +- 13.000.000,00€

            - Renegociem, a sério, as famosas Parcerias Público
 Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€.


            Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais
 de 2 MIL e CEM MILHÕES de Euros.

            Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.

            - Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA
 PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€

            - Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e
 encontrarão mais de 9.000.000.000,00€

            - Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do
 Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00€

            - Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada
 uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00€.

            - Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e
 ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00€


            Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE
 MIL MILHÕES DE EUROS, sendo certo que não se fazem contas à redução
 das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por
 força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
             Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir
 a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte
 a funcionar?


            Há, ou não HÁ, alternativas?

SATCHITA