sexta-feira, 26 de abril de 2013
SYRIZA-ALEXIS TSIPRAS-MUDAR O CURSO DA HISTÓRIA DOS POVOS EUROPEUS
Líder da esquerda radical grega defende “nova primavera” dos povos europeus
Por Lusa
O líder da coligação da esquerda radical grega (Syriza), Alexis Tsipras, apelou nesta quinta-feira em Lisboa para uma "nova primavera" dos povos que mude o rumo da história e derrote a austeridade.
O combate às políticas de austeridade e às políticas da troika, a defesa de uma "verdadeira democracia" foram temas sublinhados pelo dirigente político grego, em consonância com intervenções anteriores da eurodeputada Marisa Matias e da dirigente bloquista Joana Mortágua.
A união dos países do Sul foi o tema central da intervenção de Alexis Tsipras, que denunciou a "ditadura económica europeia imposta pelos poderosos", recordando que no processo de transição para a democracia, a partir de meados da década de 1970, Portugal, Espanha e Grécia foram considerados casos exemplares.
Países unidos por "laços fortes" mas hoje confrontados com "políticas de desvalorização interna" impostas ou com um "desemprego de longa duração" que contribui para a "crise humanitária" na UE, afirmou Tsipras, que durante a tarde desfilou na avenida da Liberdade nas celebrações do 39.º aniversário do 25 de Abril, integrado no cortejo do BE.
"A Europa do Sul será mais forte que Merkel e a sua aliança", insistiu Tsipras, antes de garantir que a união dos países confrontados com resgates financeiros "a uma só voz" poderá fazer "inclinar" a balança no interior da União Europeia, hoje dominada por um "directório", referiu o coordenador da Syriza.
A realização de uma conferência europeia sobre a dívida soberana, nos moldes "da conferência de Londres de 1953 sobre a Alemanha" voltou a ser defendida pelo líder da coligação de esquerda grega, que pugnou pela anulação do memorando da troika, por políticas que promovam o aumento da procura e imponham uma cláusula de crescimento no quadro de "um novo acordo para a Europa".
"Não aceitamos mais medidas de austeridade, é necessário cooperar, promover iniciativas e acções, porque separados seremos derrotados", assinalou na sua intervenção em inglês, com tradução simultânea.
A mudança dos governos na Europa do Sul foi ainda considerada determinante porque "quem governa no sul determina a direcção da zona euro", antes de recordar que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, também reconheceu recentemente o efeito negativo de uma continuada austeridade "talvez porque a recessão esteja a chegar ao norte".
Na intervenção que encerrou o comício, o coordenador do BE João Semedo não deixou de fazer uma alusão à sessão comemorativa do 25 de Abril que decorreu pela manhã no Parlamento, e considerou no seu discurso, "Cavaco Silva deu hoje luz verde à nova vaga de cortes e de austeridade que está a ser preparada pelo Governo".
"São possíveis três grandes vitórias que podem mudar o curso da história. Façam o mesmo em Portugal, quadrupliquem a votação, acredito que o podem fazer", disse Tsipras num comício do Bloco de Esquerda (BE), numa referência à votação obtida pelo seu partido nas eleições legislativas gregas em 2012, que o tornaram no maior da oposição.
"No próximo ano, é uma promessa, o povo e a Syriza estarão no poder e a Grécia livre da troika", afirmou. "Portugal, Espanha, Irlanda, Chipre, também podem livrar-se da troika. Acredito que vamos fazê-lo, unidos vamos vencer", frisou, aplaudido pela assistência que quase encheu o Fórum Lisboa, o antigo cinema Roma.O combate às políticas de austeridade e às políticas da troika, a defesa de uma "verdadeira democracia" foram temas sublinhados pelo dirigente político grego, em consonância com intervenções anteriores da eurodeputada Marisa Matias e da dirigente bloquista Joana Mortágua.
A união dos países do Sul foi o tema central da intervenção de Alexis Tsipras, que denunciou a "ditadura económica europeia imposta pelos poderosos", recordando que no processo de transição para a democracia, a partir de meados da década de 1970, Portugal, Espanha e Grécia foram considerados casos exemplares.
Países unidos por "laços fortes" mas hoje confrontados com "políticas de desvalorização interna" impostas ou com um "desemprego de longa duração" que contribui para a "crise humanitária" na UE, afirmou Tsipras, que durante a tarde desfilou na avenida da Liberdade nas celebrações do 39.º aniversário do 25 de Abril, integrado no cortejo do BE.
"A Europa do Sul será mais forte que Merkel e a sua aliança", insistiu Tsipras, antes de garantir que a união dos países confrontados com resgates financeiros "a uma só voz" poderá fazer "inclinar" a balança no interior da União Europeia, hoje dominada por um "directório", referiu o coordenador da Syriza.
A realização de uma conferência europeia sobre a dívida soberana, nos moldes "da conferência de Londres de 1953 sobre a Alemanha" voltou a ser defendida pelo líder da coligação de esquerda grega, que pugnou pela anulação do memorando da troika, por políticas que promovam o aumento da procura e imponham uma cláusula de crescimento no quadro de "um novo acordo para a Europa".
"Não aceitamos mais medidas de austeridade, é necessário cooperar, promover iniciativas e acções, porque separados seremos derrotados", assinalou na sua intervenção em inglês, com tradução simultânea.
A mudança dos governos na Europa do Sul foi ainda considerada determinante porque "quem governa no sul determina a direcção da zona euro", antes de recordar que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, também reconheceu recentemente o efeito negativo de uma continuada austeridade "talvez porque a recessão esteja a chegar ao norte".
Na intervenção que encerrou o comício, o coordenador do BE João Semedo não deixou de fazer uma alusão à sessão comemorativa do 25 de Abril que decorreu pela manhã no Parlamento, e considerou no seu discurso, "Cavaco Silva deu hoje luz verde à nova vaga de cortes e de austeridade que está a ser preparada pelo Governo".
CAVACO, O PRESIDENTE QUE "ENDOIDOU"
Deputado do PS João Galamba diz que Cavaco “endoidou”
Socialista considera discurso Presidente da República na AR “insultuoso”.
O PS não gostou do discurso do Presidente da República nas cerimónias oficiais do 25 de Abril na Assembleia da República. Alguns ficaram mesmo indignados. É o caso do deputado João Galamba que diz mesmo que Cavaco Silva “endoidou”.
Contactado pelo PÚBLICO, João Galamba confirmou que aquela era a sua conta pessoal no Twitter e que as mensagens eram da sua autoria. “Foi um discurso insultuoso para a democracia”, reforçou.
“O 25 de Abril enraizou nos três D [Democratizar, Descolonizar e Desenvolver]. O que ele [Cavaco Silva] nos informou agora é que o tratado orçamental é que é o grande desígnio nacional”, acrescentou. Para o deputado socialista, o Presidente da República “informou os portugueses” que as eleições “deixaram de ser um instrumento para gerar alternativa”. “Basicamente o que diz é que as eleições deixaram de ser relevantes. Foi um discurso insultuoso”.
Na sua intervenção desta quinta-feira na Assembleia da República, o chefe de Estado pediu consensos e deixou um aviso implícito ao PS: “Se se persistir numa versão imediatista, se prevalecer uma lógica de crispação política em torno de questões que pouco dizem aos portugueses, de nada valerá ganhar ou perder eleições, de nada valerá integrar o governo ou estar na oposição”.
Ainda Cavaco Silva discursava na Assembleia da República quando João Galamba escreveu na sua conta pessoal no Twitter: “Cavaco quer cumprir o tratado orçamental mas queixa-se da austeridade generalizada em toda a Europa. É oficial: endoidou.”
Mais à frente acrescentava que as palavras do chefe de Estado no Parlamento eram um “discurso miserável de um miserável Presidente. Que vergonha”.Contactado pelo PÚBLICO, João Galamba confirmou que aquela era a sua conta pessoal no Twitter e que as mensagens eram da sua autoria. “Foi um discurso insultuoso para a democracia”, reforçou.
“O 25 de Abril enraizou nos três D [Democratizar, Descolonizar e Desenvolver]. O que ele [Cavaco Silva] nos informou agora é que o tratado orçamental é que é o grande desígnio nacional”, acrescentou. Para o deputado socialista, o Presidente da República “informou os portugueses” que as eleições “deixaram de ser um instrumento para gerar alternativa”. “Basicamente o que diz é que as eleições deixaram de ser relevantes. Foi um discurso insultuoso”.
Na sua intervenção desta quinta-feira na Assembleia da República, o chefe de Estado pediu consensos e deixou um aviso implícito ao PS: “Se se persistir numa versão imediatista, se prevalecer uma lógica de crispação política em torno de questões que pouco dizem aos portugueses, de nada valerá ganhar ou perder eleições, de nada valerá integrar o governo ou estar na oposição”.
CAVACO JÁ NÃO É O PRESIDENTE DOS PORTUGUESES
Pacheco Pereira diz que Cavaco desvalorizou a política e a democracia
Comentador social-democrata afirmou que o Presidente pediu consenso, mas acabou com a sua posição de intermediário com o PS.
- O social-democrata Pacheco Pereira afirmou na noite desta quinta-feira que Cavaco Silva “desvalorizou a política e a Democracia” no seu discurso na sessão comemorativa dos 39 anos do 25 Abril no Parlamento.
No programa Quadratura do Círculo na SICN, Pacheco Pereira considerou a intervenção do Presidente da República “um erro político” e que pode levar a pensar que a crise política é “muito mais grave” do que se pensa.
Afirmando que as palavras de Cavaco causaram uma confrontação no Parlamento que não é habitual num discurso de um Presidente da República, o historiador disse que um chefe de Estado fez um discurso contra o PS num tom muito forte.
Este facto, “corta qualquer posição de intermediário” de Cavaco Silva em relação ao PS, depois de ter pedido o consenso e de se gabar em público e em privado de conversar com os socialistas para obter entendimentos com o Governo.
“[Cavaco Silva] Perdeu capacidades de ser instrumento de consenso”, acrescentou o habitual apoiante do Presidente.
O social-democrata também não gostou de ver Cavaco desvalorizar as eleições, dizendo aos portugueses que “estão condenados a viver assim” com eleições ou sem eleições.
“Um Presidente não se pode pronunciar contra eleições”, afirmou.
Pacheco Pereira falou ainda numa “desintegração do Governo”, dando como exemplo declarações recentes do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que afirmou que houve quem abrisse garrafas de champagne quando um seu secretário de Estado foi afastado na remodelação governamental.
Estas declarações do ministro levam, segundo Pacheco, a pensar que houve “mecanismos de interesses” que levaram à demissão do seu primeiro secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes. O social-democrata citou mesmo António Mexia, presidente da EDP, como sendo o lado dos interesses.
Afirmando que as palavras de Cavaco causaram uma confrontação no Parlamento que não é habitual num discurso de um Presidente da República, o historiador disse que um chefe de Estado fez um discurso contra o PS num tom muito forte.
Este facto, “corta qualquer posição de intermediário” de Cavaco Silva em relação ao PS, depois de ter pedido o consenso e de se gabar em público e em privado de conversar com os socialistas para obter entendimentos com o Governo.
“[Cavaco Silva] Perdeu capacidades de ser instrumento de consenso”, acrescentou o habitual apoiante do Presidente.
O social-democrata também não gostou de ver Cavaco desvalorizar as eleições, dizendo aos portugueses que “estão condenados a viver assim” com eleições ou sem eleições.
“Um Presidente não se pode pronunciar contra eleições”, afirmou.
Pacheco Pereira falou ainda numa “desintegração do Governo”, dando como exemplo declarações recentes do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que afirmou que houve quem abrisse garrafas de champagne quando um seu secretário de Estado foi afastado na remodelação governamental.
Estas declarações do ministro levam, segundo Pacheco, a pensar que houve “mecanismos de interesses” que levaram à demissão do seu primeiro secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes. O social-democrata citou mesmo António Mexia, presidente da EDP, como sendo o lado dos interesses.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
MUSEU DE SHANGHAI
PARA OS AMIGOS
Uma pura maravilha...
As pessoas fazem fila durante horas no Museu de Shanghai para o admirar!
Foi pintado entre 1085-1145, durante a Dinastia dos Song du Nord, e depois restaurado durante a Dinastia Qing.
Foi exposto no Museu de Arte de Hong-Kong no ano passado. Este quadro mede 5,28 metros de comprimento e somente... 25 centímetros de altura.
Posicionar o cursor um pouco à esquerda do centro do écran: o quadro desfila lentamente para dar tempo a descobrir todos os detalhes até à extremidade esquerda do quadro. Para parar o desfile, reposicionar o cursor no centro do quadro. Para voltar atrás, basta colocar o cursor à direita do centro. Controle da velocidade: quanto mais se afasta (para a esquerda ou para a direita) do centro, mais rápido é o desfile.
Quando aparecer um quadrado branco, fazer duplo clique e, paciência, vê-se qualquer coisa de fabuloso (uma maravilhosa proeza técnica que alia a arte do século XI chinês à do século XXI, para nosso grande prazer). Existem 3 quadrados brancos.
Não se esqueçam de ligar o som.
http://www.npm.gov.tw/exh96/orientation/flash_4/index.html
http://www.npm.gov.tw/exh96/orientation/flash_4/index.html
DIFERENÇAS ENTRE PORTUGAL E ALEMANHA
O que explica a diferença entre Portugal e a Alemanha
PORTUGAL Alemanha Governo 1 Primeiro Ministro + 11 Ministros
+ 38 Secretários de estado
TOTAL : 50
1 Chancelier(e)+ 8 ministros
TOTAL : 9
Depois do trabalho - O 1.º Ministro tem residência oficial.- Os Ministros têm alojamentos de funções.- Os Secretários de Estado têm alojamentos de funções.Os contribuintes pagam-lhes: alojamento, transportes, ajudas de custo, água, eletricidade, alimentação, motoristas,... etc. Angela MERCKEL e os seus 8 Ministros pagam alojamento, transportes para o trabalho, as faturas da água, da eletricidade, alimentação e andam nos seus próprios carros. Presidência da República cerca de 500 pessoas trabalham para a Presidência da República. Cerca de 300 pessoas trabalham para a Presidência da República.PARA MANTER ISTO, É PRECISO TAXAR OS REFORMADOS, OS FUNCIONÁRIOS E TIRAR SUBSÍDIOS AOS OPERÁRIOS, FAZER PAGAR MEDICAMENTOS E TAXAS MODERADORAS, AUMENTAR OS IMPOSTOS DE TODA A GENTE...
Partilhem esta informação… é uma arma de defesa!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
O POVO DO EURO NÃO SABE DE QUE TERRA É!
A pergunta a que um dia vamos ter de responder
por PEDRO TADEU
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
No mesmo dia leio: o Governo grego trabalha para exigir em tribunais
internacionais o pagamento pela Alemanha de 162 mil milhões de euros
(alegadamente devidos por danos causados na II Guerra Mundial); um novo partido
alemão vai concorrer às eleições propondo o regresso ao marco; uma entrevista do
multimilionário George Soros defende a saída da Alemanha da moeda única para
salvar as economias de países como Itália, Espanha, Grécia e Portugal; um estudo
de agosto último, escrito pelo novo ministro Miguel Poiares Maduro, defende a
realização de, cito, "genuínas eleições europeias" para dar, finalmente,
verdadeira força democrática a reformas que solucionem os problemas desta
bizarra união.
Com enorme candura o primeiro-ministro finlandês, Jyrki Katainen, dizia na semana passada, enquanto visitava o nosso país, que "compreendia muito bem" a necessidade de revisão de prazos de pagamento dos empréstimos da troika que Portugal pedia mas, ao mesmo tempo, também os portugueses teriam de perceber como era difícil explicar aos finlandeses, "aos cidadãos comuns", sujeitos a um emagrecimento de três por cento nas despesas do Estado, o motivo "por que tinham de pagar as dificuldades de outros países".
Por seu lado, Passos Coelho anunciou numa conferência de imprensa conjunta com Katainen ter encontrado uma solução para o imbróglio que criou, ao parir quatro normas inconstitucionais no Orçamento do Estado 2013. A coisa foi explicada numa carta enviada, dias antes, à troika: ia criar uma "tabela salarial única" (?!) e fazer convergir a lei laboral e os sistemas de pensões público e privado. Tudo dito lá fora, antes de ser discutido cá dentro.
E nem quero lembrar o contraditório e ideologicamente suicida elogio, comovido, dos liberais que comandam a Zona Euro à memória da prática política de Margaret Thatcher, o mais antieuro dos líderes históricos da Europa.
O que estamos a viver não é, portanto, uma crise de Portugal. O que estamos a viver não é uma crise do euro. O que estamos a viver é uma crise de identidade. É uma desagregação. Os povos não sabem se são nacionais ou se são da União. Está a decorrer a implosão. Literalmente, o povo do euro não sabe de que terra é.
Aos portugueses, inevitavelmente, com o percurso que esta história leva, caberá um dia responder a algo mais do que, simplesmente, continuar, ou não, no euro. Um dia, se nada se passar que inverta esta marcha, teremos de responder a uma simples pergunta: queremos mesmo continuar a ser portugueses?
Com enorme candura o primeiro-ministro finlandês, Jyrki Katainen, dizia na semana passada, enquanto visitava o nosso país, que "compreendia muito bem" a necessidade de revisão de prazos de pagamento dos empréstimos da troika que Portugal pedia mas, ao mesmo tempo, também os portugueses teriam de perceber como era difícil explicar aos finlandeses, "aos cidadãos comuns", sujeitos a um emagrecimento de três por cento nas despesas do Estado, o motivo "por que tinham de pagar as dificuldades de outros países".
Por seu lado, Passos Coelho anunciou numa conferência de imprensa conjunta com Katainen ter encontrado uma solução para o imbróglio que criou, ao parir quatro normas inconstitucionais no Orçamento do Estado 2013. A coisa foi explicada numa carta enviada, dias antes, à troika: ia criar uma "tabela salarial única" (?!) e fazer convergir a lei laboral e os sistemas de pensões público e privado. Tudo dito lá fora, antes de ser discutido cá dentro.
E nem quero lembrar o contraditório e ideologicamente suicida elogio, comovido, dos liberais que comandam a Zona Euro à memória da prática política de Margaret Thatcher, o mais antieuro dos líderes históricos da Europa.
O que estamos a viver não é, portanto, uma crise de Portugal. O que estamos a viver não é uma crise do euro. O que estamos a viver é uma crise de identidade. É uma desagregação. Os povos não sabem se são nacionais ou se são da União. Está a decorrer a implosão. Literalmente, o povo do euro não sabe de que terra é.
Aos portugueses, inevitavelmente, com o percurso que esta história leva, caberá um dia responder a algo mais do que, simplesmente, continuar, ou não, no euro. Um dia, se nada se passar que inverta esta marcha, teremos de responder a uma simples pergunta: queremos mesmo continuar a ser portugueses?
O MINISTRO GASPAR NÃO FOI AO ENTERRO DE D.CLAUDETE
Gaspar não foi ao enterro de D. Claudete
Nicolau Santos
Quinta feira, 7 de fevereiro de 2013
TEXTO
Na terça-feira. D. Claudete, 92 anos, saco de compras na mão, vinda do supermercado, finou-se em pleno passeio público, com um AVC fulminante.
D. Claudete vivia sozinha. A irmã, um pouco mais nova, está moribunda no hospital há meses. Resta uma sobrinha, desempregada.
Foi ela que tratou do enterro. D. Claudete tinha uma reforma de 200 euros e nenhuma poupança. O subsídio de funeral foi cortado. A sobrinha, sem dinheiro, teve de optar pelo funeral em campa rasa.
No Alto de São João, vai D. Claudete em seu caixão de pinho, quando um funcionário do cemitério tenta pregar um número identificativo no esquife. O homem da funerária impede-o. "O caixão é para devolver", diz. O funcionário acompanha então o escasso cortejo, de quatro pessoas, com um pau na mão e em cima o número identificativo.
O padre, por sua vez, pergunta se as quatro pessoas presentes são católicas praticantes. Nenhuma é. O padre decide então que não vai acompanhar o féretro. Um dos presentes explica ao padre, com alguma irritação, que ele está ali por causa da senhora, católica praticante, e não pelos presentes, e que é sua obrigação acompanhar D. Claudete à sua última morada.
O padre permanece na sua recusa, até que a mesma pessoa lhe pergunta quando custa ir até à campa rasa. 150 euros, responde a santa alma. Recebido o dinheiro, o padre decide-se então a avançar.
Há uma escavadora que vai abrindo buracos, que hão de servir de campas rasas, uns a seguir aos outros. Há terra revolvida e, com a chuva, muita lama. Os sapatos enterram-se na lama que há de cobrir os mortos sem posses.
Chegada à sua última morada, D. Claudete é retirada do caixão e colocada no fundo da campa, através de cordas. O padre, contrariado, lembra que do pó viemos e ao pó voltaremos. Os coveiros cobrem rapidamente de terra D. Claudete. O funcionário espeta o pau com o número da campa de D. Claudete.
Ao lado, outras cinco covas esperam os seus destinatários. A escavadora não para. Paf! Paf! Paf! Contas por alto, só nesse dia havia 45 covas aguardando os donos a quem o progresso da nação não bafejou.
O homem da funerária leva o caixão para futuros interessados. Um amigo da sobrinha desempregada paga parte dos 1100 euros que custa, ainda assim, um funeral em campa rasa.
Está uma chuva miudinha. Os sapatos estão cheios de lama. Os quatro acompanhantes de D. Claudete regressam lentamente à vida. Entre eles, não está o ministro das Finanças, que não foi ao enterro porque não conhecia D. Claudete, nem conhece milhares de outras D. Claudetes que, um dia destes, se vão finar subitamente no passeio público ou em casa na solidão. E que só poderão ser enterradas em campa rasa, porque o subsídio de funeral foi cortado e já nem chega para tanto.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/gaspar-nao-foi-ao-enterro-de-d-claudete=f785411#ixzz2KDLXVgaq
segunda-feira, 15 de abril de 2013
HÁ ALTERNATIVAS À AUSTERIDADE DO GOVERNO!
RECOMENDO A TODOS QUE LEIAM UM RESUMO DAS PROPOSTAS DADAS À SIC PELO SOCIÓLOGO BOAVENTURA SOUSA SANTOS
*Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013 ?!...*****
*- Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e vão poupar +- 43.000.000,00€
*- Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e vão poupar +- 7.600.000,00€
*- Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e vão poupar +- 8.000.000,00€
*- Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +- 2.000.000.00€
*- Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos políticos e pouparão +- 40.000.000,00€.
*- Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00€.
*- Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão poupar +- 13.000.000,00€
*- Renegociem, a sério, as famosas Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€.*
****
*Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais de* *2 MIL e CEM MILHÕES de Euros
*Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.
*- Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€
*- Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e encontrarão mais de 9.000.000.000,00€
*- Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00€
*- Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00€.
*- Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00€
****
*Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE MIL MILHÕES DE EUROS, sendo certo que não se fazem contas à redução das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte a funcionar?
****
*Há, ou não HÁ, alternativas?
quarta-feira, 10 de abril de 2013
O POVO TEM QUE SE REVOLTAR!
Mais cortes
"País está em respiração assistida", diz António Arnaut
por Ana MaiaOntem
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Fotografia © Carlos Jorge
Monteiro/Global Imagens
António Arnaut, conhecido por pai do
Serviço Nacional de Saúde, diz que não é possível aceitar mais cortes e apela à
revolta Cívica. O ex-ministro acusa o Governo de quer destruir o estado social e
afirma que o País está em respiração assistida.
"Há muita coisa que se deve fazer para evitar que o País naufrague, porque
ninguém aguenta mais. As pessoas não têm dinheiro para pagar medicamentos,
algumas as taxas moderadoras, o acesso aos transportes está dificultado. O País
está em respiração assistida. Mais uma medida restritiva nos direitos
fundamentais pode provocar uma convulsão social. Temos um primeiro-ministro
absolutamente impreparado, que não tem sensibilidade social", disse António
Arnaut ao DN.
Em causa estão os cortes anunciado por Pedro Passos Coelho nas áreas da saúde, educação e segurança social depois de conhecido o chumbo do Tribunal Constitucional a quatro medidas apresentadas pelo Governo. "O objetivo do Governo, assumido desde a primeira hora, é destruir o estado social. O próprio ministro da Saúde, que é dos poucos ministros competentes e com alguma sensibilidade social, já disse publicamente que não é possível fazer mais cortes na saúde".
António Arnaut avisa que não é possível cortar mais na saúde e que aumentar as taxas moderadoras não é uma solução viável. "Se as taxas atingirem um montante superior haverá mais dificuldade no acesso ao SNS. Deixará de ser universal, o que é inconstitucional. O SNS também é tendencialmente gratuito, não tendencialmente pago. As taxas não são formas de copagamento", defendeu, lembrando que o primeiro obstáculo que o Governo terá de enfrentar é o Tribunal Constitucional, seguido do Presidente da República e em último lugar do povo. "O direito à manifestação também é constitucional. O povo tem de se levantar e dizer que não pode ser. O País não suporta mais cortes", apontou.
Em causa estão os cortes anunciado por Pedro Passos Coelho nas áreas da saúde, educação e segurança social depois de conhecido o chumbo do Tribunal Constitucional a quatro medidas apresentadas pelo Governo. "O objetivo do Governo, assumido desde a primeira hora, é destruir o estado social. O próprio ministro da Saúde, que é dos poucos ministros competentes e com alguma sensibilidade social, já disse publicamente que não é possível fazer mais cortes na saúde".
António Arnaut avisa que não é possível cortar mais na saúde e que aumentar as taxas moderadoras não é uma solução viável. "Se as taxas atingirem um montante superior haverá mais dificuldade no acesso ao SNS. Deixará de ser universal, o que é inconstitucional. O SNS também é tendencialmente gratuito, não tendencialmente pago. As taxas não são formas de copagamento", defendeu, lembrando que o primeiro obstáculo que o Governo terá de enfrentar é o Tribunal Constitucional, seguido do Presidente da República e em último lugar do povo. "O direito à manifestação também é constitucional. O povo tem de se levantar e dizer que não pode ser. O País não suporta mais cortes", apontou.
O VATICANO, O WIKILEAKS E OS MASSACRES DE PINOCHET
WikiLeaks
Vaticano considerou massacres de Pinochet propaganda
por Lusa, publicado por Ana MeirelesOntem
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Fotografia © REUTERS/Alessandro
Bianchi
O Vaticano qualificou há 40 anos como
"propaganda comunista" as informações publicadas depois do golpe militar de 1973
no Chile sobre os massacres da ditadura de Pinochet, revelam documentos do
Departamento de Estado divulgados na segunda-feira pela WikiLeaks.
"Durante uma chamada em 18 de outubro [de 1973], o arcebispo [Giovanni]
Benelli, subsecretário de Estado do Vaticano, expressou a sua preocupação e a do
Papa [Paulo VI] com o êxito da campanha internacional esquerdista para distorcer
completamente a realidade da situação no Chile", informa um telegrama enviado a
18 de outubro de 1973 pelo embaixador norte-americano na Santa Sé,
disponibilizado no sítio do WikiLeaks.
Benelli, escreve-se no texto do Departamento de Estado norte-americano divulgado pelo WikiLeaks, "classificou-a de cobertura exagerada e possivelmente o maior êxito da propaganda comunista".
Em reação, a Igreja Católica chilena disse na segunda-feira que o Vaticano sempre apoiou os perseguidos da ditadura chilena e lembrou que o telegrama revelado pelo Wikileaks foi enviado pouco tempo após o golpe de Augusto Pinochet, quando ainda não existia uma ideia real da dimensão da repressão.
O WikiLeaks anunciou a publicação na segunda-feira de mais de 1,7 milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, segundo o fundador do sítio na Internet Julian Assange.
De acordo com Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres, as notas, relatórios e correspondências vão "enfatizar" a grande variedade e o alcance da influência norte-americana em todo o mundo.
Os novos documentos, datados entre 1973 e 1976, estão, contudo, disponíveis para consulta no Arquivo Nacional dos Estados Unidos e não são oriundos de polémicas fugas de informação.
No período da documentação em causa, Henry Kissinger era o secretário de Estado dos EUA.
Assange está refugiado na embaixada do Equador que lhe concedeu asilo político evitando assim a extradição para a Suécia onde é acusado de agressão sexual, mas as autoridades britânicas continuam a assinalar o seu objetivo de cumprir a ordem de prisão.
Benelli, escreve-se no texto do Departamento de Estado norte-americano divulgado pelo WikiLeaks, "classificou-a de cobertura exagerada e possivelmente o maior êxito da propaganda comunista".
Em reação, a Igreja Católica chilena disse na segunda-feira que o Vaticano sempre apoiou os perseguidos da ditadura chilena e lembrou que o telegrama revelado pelo Wikileaks foi enviado pouco tempo após o golpe de Augusto Pinochet, quando ainda não existia uma ideia real da dimensão da repressão.
O WikiLeaks anunciou a publicação na segunda-feira de mais de 1,7 milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, segundo o fundador do sítio na Internet Julian Assange.
De acordo com Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres, as notas, relatórios e correspondências vão "enfatizar" a grande variedade e o alcance da influência norte-americana em todo o mundo.
Os novos documentos, datados entre 1973 e 1976, estão, contudo, disponíveis para consulta no Arquivo Nacional dos Estados Unidos e não são oriundos de polémicas fugas de informação.
No período da documentação em causa, Henry Kissinger era o secretário de Estado dos EUA.
Assange está refugiado na embaixada do Equador que lhe concedeu asilo político evitando assim a extradição para a Suécia onde é acusado de agressão sexual, mas as autoridades britânicas continuam a assinalar o seu objetivo de cumprir a ordem de prisão.
ESTE GOVERNO ODEIA OS PORTUGUESES
Pacheco Pereira
"Governo quis vingar-se dos portugueses"
por Madalena Esteves
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
António Costa considera que o Governo teve
uma atitude irresponsável na sequência da decisão do TC, enquanto Lobo Xavier
defende que despacho de Vítor Gaspar é uma necessidade legal.
Pacheco Pereira criticou esta terça-feira no programa Quadratura do
Círculo, da SIC Notícias, a reação do Governo à decisão do Tribunal
Constitucional que chumbou quatro normas do Orçamento de 2013, considerando que
a tomada de posição governamental teve um tom revanchista e que o Executivo se
quis vingar dos portugueses.
"O tom revanchista que o Governo e os seus defensores assumem depois da decisão do Tribunal Constitucional , do género 'ai não quiseram isto, pois vão levar com muito mais, vamos à Educação, à Saúde, à Segurança Social' mostra o carácter punitivo que está presente na política da coligação desde o início", afirmou Pacheco Pereira.
Pacheco Pereira falou também sobre o despacho de Vítor Gaspar de 8 de abril que limita as despesas públicas, referindo que faz com que as pessoas sejam colocadas entre a espada e parede para aceitarem novas medidas de austeridade.
"O Governo entrou numa guerra institucional dentro do Estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses", acrescentou Pacheco Pereira.
O historiador disse ainda que "não é possível que o Governo não tivesse sido informado informalmente, pelos juízes nomeados pelo PSD" sobre a decisão do Tribunal Constitucional para elaborar um plano B.
António Costa considerou que o Governo teve uma atitude irresponsável neste processo por não ter encontrado soluções para a eventualidade do chumbo do Tribunal Constitucional, como fizeram, por exemplo, as autarquias. Na opinião do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, "o Governo deixou de representar os interesses dos portugueses".
Lobo Xavier defendeu o despacho de Vítor Gaspar, que definiu como "básico e elementar" que qualquer governo teria de fazer depois de ter ficado sem 1300 milhões de euros no Orçamento desde 1 de janeiro. Este despacho é transitório, de acordo com Lobo Xavier, e será substituído pela resolução do Conselho de Ministros e por um orçamento rectificativo. "Não é uma vingança do Governo, é uma necessidade legal", esclareceu Lobo Xavier.
"O tom revanchista que o Governo e os seus defensores assumem depois da decisão do Tribunal Constitucional , do género 'ai não quiseram isto, pois vão levar com muito mais, vamos à Educação, à Saúde, à Segurança Social' mostra o carácter punitivo que está presente na política da coligação desde o início", afirmou Pacheco Pereira.
Pacheco Pereira falou também sobre o despacho de Vítor Gaspar de 8 de abril que limita as despesas públicas, referindo que faz com que as pessoas sejam colocadas entre a espada e parede para aceitarem novas medidas de austeridade.
"O Governo entrou numa guerra institucional dentro do Estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses", acrescentou Pacheco Pereira.
O historiador disse ainda que "não é possível que o Governo não tivesse sido informado informalmente, pelos juízes nomeados pelo PSD" sobre a decisão do Tribunal Constitucional para elaborar um plano B.
António Costa considerou que o Governo teve uma atitude irresponsável neste processo por não ter encontrado soluções para a eventualidade do chumbo do Tribunal Constitucional, como fizeram, por exemplo, as autarquias. Na opinião do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, "o Governo deixou de representar os interesses dos portugueses".
Lobo Xavier defendeu o despacho de Vítor Gaspar, que definiu como "básico e elementar" que qualquer governo teria de fazer depois de ter ficado sem 1300 milhões de euros no Orçamento desde 1 de janeiro. Este despacho é transitório, de acordo com Lobo Xavier, e será substituído pela resolução do Conselho de Ministros e por um orçamento rectificativo. "Não é uma vingança do Governo, é uma necessidade legal", esclareceu Lobo Xavier.
FALTAM-NOS LÍDERES
Maturidade, sim, é do que precisamos
por FERREIRA FERNANDESHoje
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Perdíamos por cabazada, mas a troika de árbitros, condoída, passou o jogo
para sete anos - quatro anos de prolongamento! Há que aproveitá-los. Há que
recordar aquela tarde de 1966: vínhamos de um sufoco, a Coreia do Norte
atacou-nos (e não era só de garganta como os de hoje), a dívida já ia em 0-3.
Então, o nosso líder Eusébio da Silva Ferreira começou a resgatar, 1-3, 2-3...,
e os portugueses do costume puseram-se aos saltos, queriam abraçá-lo. Ele
enxotou-os. Conhaque é conhaque, trabalho é trabalho - e só parou aos 5-3. Como
eu dizia, nada de euforia pelos quatro anos de prolongamento. Assentar e
escolher a tática: "Há tempo de coruja e tempo de falcão", dizia outro dos
nossos grandes líderes, D. João II, fazendo jogar o Diogo Cão e o Bartolomeu
Dias, como o outro, o Torres e o José Augusto. Já recorri a dois e grandes, O
Pantera Negra e O Príncipe Perfeito,
para percebermos bem que a questão de líderes é crucial. Sopram-me dali dizendo que um mister também era importante, era, mas esqueçam, o nosso mister o mais que sabe é engasgar-se. Equacionemos, pois. Desvantagem: nada a esperar do balneário, o mister é nada. Vantagem: saber que os líderes são fundamentais. Outra vantagem: sabermos todos (até os próprios) que os líderes atuais - o que está em campo e o no banquinho - não são coruja, nem falcão, nem pantera, nem príncipe, só banais. Digam-me: não é de aproveitar os quatro anos de prolongamento?!
para percebermos bem que a questão de líderes é crucial. Sopram-me dali dizendo que um mister também era importante, era, mas esqueçam, o nosso mister o mais que sabe é engasgar-se. Equacionemos, pois. Desvantagem: nada a esperar do balneário, o mister é nada. Vantagem: saber que os líderes são fundamentais. Outra vantagem: sabermos todos (até os próprios) que os líderes atuais - o que está em campo e o no banquinho - não são coruja, nem falcão, nem pantera, nem príncipe, só banais. Digam-me: não é de aproveitar os quatro anos de prolongamento?!
CAVACO, UM PRESIDENTE INCONSEQUENTE E MEDROSO
A fraude e a barafunda
por BAPTISTA-BASTOS
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
IN DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Para o dr. Pedro Passos Coelho a culpa das nossas desgraças é sempre do
"outro". Ele nada tem a ver com isso. De tal forma a desvergonha atinge o
desaforo que, pouco depois de tomar posse, pediu desculpa aos portugueses pelos
erros de... José Sócrates! Passos é virtuoso, paladino denodado do "interesse
nacional", patriota indefectível e cuidador infatigável dos mais desafortunados.
Di-lo sem escrúpulo e sem pudor, obedecendo a um breviário ideológico que se
refugia na invocação constante, para justificar a sua acção, dos temas da
modernização, da revisão geral das políticas públicas, da competitividade da
economia e da racionalização das escolhas orçamentais - custem o que
custarem.
A última do cavalheiro foi a de, pela segunda vez, tripudiar sobre as decisões do Tribunal Constitucional, depois de ter exercido, com um par de asseclas e a colaboração de alguma Imprensa, descaradas pressões de sobreaviso e de ameaça. O discurso de "desculpabilização", proferido antes de ir a Belém, solicitar os améns do dr. Cavaco, é um texto desacreditante, por indecoroso. O dr. Cavaco, naturalmente, deu-lhos, com transporte e unção. Porém, foi uma espécie de fita-cola política: o Executivo já não executa nada: é um cadáver que se contorce.
Afiançar que a coligação tem legitimidade para governar é um ardil. O dr. Cavaco sabe, melhor do que ninguém, porque dispõe de informação privilegiada, que a base social do PSD-CDS já não corresponde à que elegeu o Governo, há dois anos. E que o perigo que corremos, como nação e como povo, é iminente: a hecatombe não se compadece com o desejo insano de um grupo tresloucado.
Toda esta farsa perdeu um átomo de decência: não passa de uma cegada, sem graça nem elevação. E que dizer da excruciante intervenção de António José Seguro, de resposta ao discurso de Passos? Uma patacoada mal cerzida; e, se a compararmos com o primeiro programa de Sócrates, na RTP, um desastre pessoal, a arrastar consigo o próprio PS. Que alternativa à vista? Nenhuma, seriamente credível. Falta a Seguro o que sobra a Sócrates: fibra, coragem, convicção e intrepidez. E os movimentos de incomodidade, registados no PS, começam a transfigurar-se em repulsa.
A intervenção do antigo primeiro-ministro suscitou uma espécie de erisipela na Direita e algumas angústias metafísicas em sectores socialistas. Comparando-a com as conhecidas, é mais contundente e menos hipócrita do que as de Marcelo e as do seu epígono Marques Mendes. Quanto ao programa do dr. Sarmento, a pequenez deste ficou no estado natural, aumentando, contudo, a índole do seu carácter ressentido e rancoroso. Transformá-lo no contraponto de José Sócrates é um disparate pegado.
Nestes equívocos e imbróglios, nestas fraudes e nestas barafundas Portugal vai, tristemente, sobrevivendo.
A última do cavalheiro foi a de, pela segunda vez, tripudiar sobre as decisões do Tribunal Constitucional, depois de ter exercido, com um par de asseclas e a colaboração de alguma Imprensa, descaradas pressões de sobreaviso e de ameaça. O discurso de "desculpabilização", proferido antes de ir a Belém, solicitar os améns do dr. Cavaco, é um texto desacreditante, por indecoroso. O dr. Cavaco, naturalmente, deu-lhos, com transporte e unção. Porém, foi uma espécie de fita-cola política: o Executivo já não executa nada: é um cadáver que se contorce.
Afiançar que a coligação tem legitimidade para governar é um ardil. O dr. Cavaco sabe, melhor do que ninguém, porque dispõe de informação privilegiada, que a base social do PSD-CDS já não corresponde à que elegeu o Governo, há dois anos. E que o perigo que corremos, como nação e como povo, é iminente: a hecatombe não se compadece com o desejo insano de um grupo tresloucado.
Toda esta farsa perdeu um átomo de decência: não passa de uma cegada, sem graça nem elevação. E que dizer da excruciante intervenção de António José Seguro, de resposta ao discurso de Passos? Uma patacoada mal cerzida; e, se a compararmos com o primeiro programa de Sócrates, na RTP, um desastre pessoal, a arrastar consigo o próprio PS. Que alternativa à vista? Nenhuma, seriamente credível. Falta a Seguro o que sobra a Sócrates: fibra, coragem, convicção e intrepidez. E os movimentos de incomodidade, registados no PS, começam a transfigurar-se em repulsa.
A intervenção do antigo primeiro-ministro suscitou uma espécie de erisipela na Direita e algumas angústias metafísicas em sectores socialistas. Comparando-a com as conhecidas, é mais contundente e menos hipócrita do que as de Marcelo e as do seu epígono Marques Mendes. Quanto ao programa do dr. Sarmento, a pequenez deste ficou no estado natural, aumentando, contudo, a índole do seu carácter ressentido e rancoroso. Transformá-lo no contraponto de José Sócrates é um disparate pegado.
Nestes equívocos e imbróglios, nestas fraudes e nestas barafundas Portugal vai, tristemente, sobrevivendo.
HUMOR EM TEMPO DE CRISE
Queremos Suzuky no governo!...
O menino japonês
No primeiro dia de aulas, numa escola secundária dos EUA, a professora
apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão.
A aula começa e a professora diz:
Vamos ver quem conhece a história americana.
Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte?'
Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão: - 'Patrick
Henry em 1775, em Filadélfia'.
Muito bem, Suzuki. E quem disse: -'O Estado é o povo, e o povo não
pode afundar-se?'
Suzuki: - 'Abraham Lincoln, em 1863, em Washington'.
A professora olha os alunos e diz:
- 'Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história
americana do que vocês!'
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo: - 'Japonês filho da puta!'
- 'Quem foi?' - grita a professora
Suzuki levanta a mão e, sem esperar, responde:
- 'General McArthur, em 1941, em Pearl Halbour'.
A turma fica super silenciosa... apenas se ouve do fundo da sala:
- 'Acho que vou vomitar'.
A professora grita: - 'Quem foi?'. E Suzuki: - 'George Bush Pai, ao
Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tóquio, em 1991'.
Um dos alunos diz: - 'Chupa o meu pau!'
E a professora, irritada: -'Acabou-se! Quem foi agora?'
E Suzuki, sem hesitações: - 'Bill Clinton a Mónica Lewinsky, na Sala
Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997'.
E outro aluno diz ao fundo: - 'Suzuki de merda!'
E Suzuki responde: - 'Valentino Rossi, no Grande Prémio do Brasil de
Moto GP, no Rio de Janeiro, em 2002'.
A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra
o director, que diz: -'Que merda é esta? Nunca vi uma confusão deste
tamanho!
E Suzuki, bem alto: -'Nuno Crato para Miguel Relvas, em 2012, após
ter recebido o relatório da inspecção feita à Universidade
Lusófona ...
O menino japonês
No primeiro dia de aulas, numa escola secundária dos EUA, a professora
apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão.
A aula começa e a professora diz:
Vamos ver quem conhece a história americana.
Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte?'
Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão: - 'Patrick
Henry em 1775, em Filadélfia'.
Muito bem, Suzuki. E quem disse: -'O Estado é o povo, e o povo não
pode afundar-se?'
Suzuki: - 'Abraham Lincoln, em 1863, em Washington'.
A professora olha os alunos e diz:
- 'Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história
americana do que vocês!'
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo: - 'Japonês filho da puta!'
- 'Quem foi?' - grita a professora
Suzuki levanta a mão e, sem esperar, responde:
- 'General McArthur, em 1941, em Pearl Halbour'.
A turma fica super silenciosa... apenas se ouve do fundo da sala:
- 'Acho que vou vomitar'.
A professora grita: - 'Quem foi?'. E Suzuki: - 'George Bush Pai, ao
Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tóquio, em 1991'.
Um dos alunos diz: - 'Chupa o meu pau!'
E a professora, irritada: -'Acabou-se! Quem foi agora?'
E Suzuki, sem hesitações: - 'Bill Clinton a Mónica Lewinsky, na Sala
Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997'.
E outro aluno diz ao fundo: - 'Suzuki de merda!'
E Suzuki responde: - 'Valentino Rossi, no Grande Prémio do Brasil de
Moto GP, no Rio de Janeiro, em 2002'.
A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra
o director, que diz: -'Que merda é esta? Nunca vi uma confusão deste
tamanho!
E Suzuki, bem alto: -'Nuno Crato para Miguel Relvas, em 2012, após
ter recebido o relatório da inspecção feita à Universidade
Lusófona ...
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