sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DULCE PONTES - CANÇÃO DO MAR

O SORRISO - UM POEMA DE EUGÉNIO DE ANDRADE

PORTUGAL - CIDADE DE MIRANDELA

ANONYMOUS DECLARA GUERRA AO FACEBOOK


Anonymous declara guerra ao Facebook e marca data para primeiro ataque -vídeo

por Giuliana Diaz, Publicado em 11 de Agosto de 2011  
Ciberactivistas anunciam ataque à rede social, que acusam de espionagem em massa.

Já imaginou não poder bisbilhotar a vida dos outros através do Facebook? Ou ter que enviar um email para cada um dos seus contactos a contar as suas novidades ou para enviar as fotos das suas últimas férias? E se não puder contar onde é que está, o que é o que está a fazer, a pensar, a comer, a ver ou a ouvir? Poderíamos voltar a ser iguais ao que éramos antes de uma rede social existir? Se calhar esta visão apocalíptica de um mundo sem Facebook pode acontecer mais cedo do que pensava.
Esta semana foi publicado no Youtube um vídeo titulado “Message from Anonymous: Operation Facebook, Nov 5 2011”. Durante dois minutos uma voz-off acusa a rede social de vender clandestinamente informações sobre os seus membros a agências governamentais e a empresas de segurança, de forma a que estas possam “espiar pessoas em todo o mundo”. O vídeo critica ainda o Facebook pelas suas políticas de transparência e pelas definições de abertura que impõe aos seus membros. “O Facebook sabe mais sobre vocês do que a vossa própria família”, diz a mesma voz, alertando para a inutilidade de se apertarem as definições de privacidade ou para a eliminação da conta.
“Eliminar a conta é impossível. Mesmo que apaguem a conta, toda a vossa informação pessoal fica no Facebook e pode ser recuperada em qualquer altura”, alerta o vídeo. Mas de quem é essa voz? Fazem-se chamar de Anonymous, definindo-se como ciberactivistas, e afirmam lutar pela liberdade de informação. Os membros do grupo não são conhecidos, mas organizam-se numa comunidade online descentralizada e actuam de forma coordenada e com objectivos comuns.

Sucessores do Wikileaks? Sabe-se que os Anonymous partilham as mesmas ideias de Julian Assange, criador do WikiLeaks, que ainda este ano descreveu o Facebook como “a mais apavorante máquina de espionagem já inventada”, argumentando que “aqui [no Facebook] temos a base de dados mais abrangente de pessoas, das suas relações, nomes, moradas, localização, comunicações com outras pessoas, familiares, tudo dentro dos Estados Unidos da América, acessível aos serviços de inteligência norte-americanos”.

Para os Anonymous, Julian Assange é considerado um preso político e todos aqueles que se declararam inimigos do criador do WikiLeaks foram automaticamente atacados pelos ciberactivistas, tal como aconteceu com a PayPal e a MasterCard, que se recusaram a receber donativos para a WikiLeaks e que sofreram ataques dos Anonymous.

Guerra informática “Os que negam a liberdade aos outros não a merecem eles próprios.”

A frase do 16.o presidente norte-americano Abraham Lincon, é vista como exemplo para os Anonymous que lutam pela liberalização da informação.

A guerra informática deste grupo chegou também a todos os governos que participam no acordo comercial a que chamaram Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA). Um acordo que pretende dar uma resposta “ao aumento global do comércio de produtos falsificados e pirataria de trabalhos protegidos por direitos de autores”.

A abrangência da ACTA é vasta, incluindo temas como a contrafacção de bens físicos ou a contrafacção digitar, pela Internet. Entre as várias disposições, o acordo prevê a criação de um “regime reforçado de responsabilização legal para os intermediários técnicos como os fornecedores de acesso à Internet”.

Tem medo? Comprar cão já não ajuda Os Anonymous são autores de mais de 70 ciberataques a organismos oficiais no mundo inteiro. A ideia da compra de armas em nome da defesa nacional hoje em dia já não é suficiente. A declaração de guerra dos Anonymous mostra que as guerras, agora, podem não ter canhões nem mísseis, nem tanques ou navios. O ataque não é armado, é informático. O palco do combate não é físico, nem palpável. Esta é uma guerra virtual, com soldados (fardados ou não) em diferentes pontos do universo. Basta tomar como exemplo a Líbia, Egipto ou Tunísia, cujos sistemas informáticos governamentais foram severamente castigados pelos Anonymous durante as revoltas das populações. Armas? Já não servem. Cada vez mais os governos, as empresas e as organizações internacionais são vulneráveis a este tipo de ataques, a defesa informática pode ser agora a melhor forma de combater inimigos.

Sobra uma pergunta: os Anonymous são uma rede de criminosos que devem ser detidos a todo o custo, ou uma rede de pessoas que defendem o aumento da segurança na Internet, a liberdade de expressão e o fim da ditadura e da corrupção política? A guerra vai começar. 5 de Novembro.

PORTUGAL - CORTES BRUTAIS - GOVERNO TEME CONTESTAÇÃO SOCIAL


Governo teme contestação popular a novos cortes


O esforço necessário para garantir a execução orçamental está a fazer com que o Governo receie uma forte contestação social às medidas a aplicar.

O "esforço colossal" está a colocar Passos e o seus ministros entre a espada e a parede. Os anunciados cortes "brutais" abrem as portas à ameaça de "contestação social" - um cenário admitido no Governo -, "inevitável" perante a dureza das medidas de austeridade. A justiça e a equidade social prometida por Passos Coelho está "condicionada" pela realidade de cortes "cegos" em áreas sensíveis.

O Governo prepara-se para enfrentar um "Outubro quente". O clima "denso" e a "tensão"que atravessaram as dez horas de reunião do Conselho de Ministros são os sintomas mais visíveis dessa preocupação.

Pressionado, o Governo está em contra-relógio: o BCE quer Portugal a cumprir o plano da 'troika' como deve ser; a 'troika' exige mais e pede a antecipação de medidas da reforma da legislação laboral.

E nem o cenário internacional ajuda. A Alemanha já estabeleceu limites ao endividamento. França, Itália e Chipre vão reforçar as medidas de austeridade. Como resolver a crise? Sarkozy e Merkel vão apresentar um "plano conjunto"antes do final do Verão

NICOLE KIDMAN - "A BÚSSULA DOURADA"


http://www.dn.pt/galerias/videos/?content_id=1949925&seccao=Artes

NAÇÃO ARTE PURA LISBOA

MAPA MUNDO ON-LINE, UMA FERRAMENTA A UTILIZAR

JÁ AQUI PUBLICÁMOS O MAPA-MUNDO ON-LINE.
PELA SUA UTILIDADE VOLTAMOS A FAZÊ-LO.

Um documento que é uma verdadeira preciosidade: um mapa-mundi, interativo e atualizado, recém lançado pelo IBGE, de acesso facílimo, apresentando dados das mais diversas naturezas tais como gráficos, fotos, dados sobre economia, etc.

IBGE Lança Mapa Mundi Interativo On-line

http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php

ELLA FITZGERALD - MISTY

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

UM TSUNAMI FISCAL

Um TSUnami fiscal

11/08/11 | Pedro Sousa Carvalho

Existem 1,48 mil milhões de razões para não se baixar a Taxa Social Única (TSU).

O acordo com a ‘troika' prevê que Portugal baixe a TSU para aumentar a competitividade e as exportações e reduzir o endividamento externo. Mas a ‘troika' impõe que essa perda de receitas para a Segurança Social seja compensada, por exemplo, por um aumento do IVA, para que o impacto no défice seja neutral.

O estudo feito pelos ministérios das Finanças, Economia, Segurança Social e pelo Banco de Portugal para sustentar uma decisão política do Governo parte de uma premissa e de um cenário central: por cada descida de um ponto percentual da TSU para todas as empresas, a Segurança Social perde 400 milhões. O cenário central do estudo aponta para uma descida da TSU de 3,7 pontos percentuais, ou seja, menos 1,48 mil milhões de receitas, que teria de ser compensada por uma subida do IVA de 2,19 pontos.

A ideia é boa, se fosse aplicada noutro contexto económico, noutro país e a outros contribuintes menos desgraçados. Naturalmente que uma descida da TSU, e basta ler os manuais de Economia, pode ter efeitos positivos a longo prazo, já que torna os serviços e produtos das empresas mais competitivos lá fora e, baixando os custos fixos, aumenta a margem das empresas para contratarem mais trabalhadores.

Agora vamos às desvantagens, e são muitas: 1) Uma descida da TSU de 3,7 pontos tem um impacto marginal nos custos das empresas, como foi ontem reconhecido pela própria CIP. Então porquê pedir aos portugueses mais um esforço de 1,48 mil milhões, um valor superior ao que Governo vai conseguir com o corte do subsídio de Natal? 2) Nada garante que as empresas não venham a usar a descida da TSU para aumentarem a sua margem de lucro, em vez de baixarem os preços para serem mais competitivas. 3) Uma descida da TSU para todas as empresas vai beneficiar 80% a 90% de empresas portuguesas que nunca exportam uma única sardinha lá para fora. Para não falar daquelas que operam em sectores não concorrenciais, que não têm nenhum incentivo para baixar preços. 4) O próprio estudo encomendado pelo Governo reconhece que a nossa TSU já é inferior à média europeia e que pagamos IVA acima da média. Porquê aumentar ainda mais este fosso? 5) Aumentar ainda mais o IVA, a curto prazo, poderia agravar ainda mais a recessão. E a medida, que era suposto ser neutral para o défice, arrisca-se a aumentar ainda mais o buraco das contas públicas: subir as taxas do IVA não implica necessariamente mais encaixe com o imposto. Basta procurar nos manuais de economia o que é curva de Laffer.

O terramoto e as réplicas da crise não têm necessariamente de dar origem a um tsunami fiscal. O estudo, muito crítico em relação à subida do IVA, dá ao Governo margem de manobra para recuar, sem sair fragilizado politicamente.
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Pedro Sousa Carvalho, Subdirector
pedro.carvalho@economico.pt

LONDON RIOTS - SCUM STEAL FROM INJURED BOY - LONDRES JOVEM A SANGRAR É ASSALTADO

A violência em Inglaterra atingiu níveis inesperados. Um vídeo que mostra um rapaz ferido a ser roubado por um grupo de vândalos londrinos, está a provocar indignação nas redes sociais. Veja o vídeo.
O vídeo, disponibilizado na Internet na passada terça-feira, mostra Asyraf Haziq, estudante malaio, caído no chão, ao lado de uma poça de sangue dos seus ferimentos no nariz e boca. Um dos vândalos ajuda o rapaz, aparentemente atordoado, a levantar-se.

Em seguida, outros rapazes apercebem-se do ocorrido, aproximam-se de Haziq e abrem-lhe a mochila para roubar o conteúdo. O estudante não reage ao assalto e afasta-se pacificamente do local.

As imagens estão a provocar indignação no Reino Unido

O rapaz, de 20 anos, estuda no colégio internacional de Kaplan e está a ser tratado no hospital "Royal London". Foi operado a uma fractura no queixo e sofreu vários ferimentos na boca.

O vídeo já atingiu mais de um milhão de visualizações no portal YouTube, onde os criminosos são classificados de "scum", escumalha em português.

ALEMANHA - O REGRESSO DA RDA

O regresso da RDA
por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES (DIÁRIO DE NOTÍCIAS)
Somos todos testemunhas de uma tragédia em construção. Com epicentro na Europa, mas com projecção planetária. Tal como no drama clássico grego, os espectadores sabem com antecipação o abismo para onde os personagens principais se movem. Mas as vozes do coro de Sófocles - advertindo do perigo - conhecem o mesmo destino inglório das profecias de Cassandra. Os personagens estão cegos e surdos pelas suas paixões. A sua marcha para a aniquilação parece inevitável.

Angela Merkel corre o risco de ficar na história não por ter destruído o euro e a União Europeia, pois para essa destruição muitos outros contribuíram pela sua imprudência, desmesura, e vistas curtas. Mas Merkel poderá ficar na história por ser a única líder que, podendo salvar a UE, se recusou a fazê-lo. Mais grave ainda, os historiadores do futuro não irão perceber como é que Merkel não foi capaz de entender que ao não salvar a União, a chanceler estava também a ofender gravemente o interesse nacional alemão. O euro é a expressão da forma organicamente entretecida da actual economia europeia. Querer voltar ao marco, ao dracma, ou ao escudo, seria como transformar o euro numa arma de destruição maciça que nos rebenta nas mãos. De todos os europeus, incluindo os alemães.

No Conselho Europeu, Sarkozy poderia repetir, ao ouvido de Merkel, aquilo que, em 1804, Talleyrand comentou a propósito do assassinato do duque d'Enghien, por ordem de Napoleão: "Foi pior do que um crime, foi uma asneira." Em ambos os casos, o de Napoleão e o de Merkel, a asneira é inspirada pela mesma paixão: o medo, um medo sem limites. Para Napoleão, o medo seria o do regresso à monarquia, para Merkel, o medo, partilhado por uma parte da sociedade alemã (incluindo na elite económica, basta para isso ler o que escreve Hans-Werner Sinn) consiste em supor que a emissão de títulos europeus de dívida (os famosos eurobonds) equivaleria a repetir, a uma escala ampliada, a experiência dolorosa da assimilação da ex-RDA.

Em vinte anos, os onze Länder do Ocidente injectaram o equivalente a nove vezes o PNB português de 2007 na economia dos cinco estados do Leste, e os resultados parecem não agradar a ninguém. Sob muitos pontos de vista, o Muro que foi erguido há 50 anos continua a lançar a sua sombra no inconsciente colectivo germânico. Contudo, a alegada semelhança entre o "resgate" da ex-RDA e os eurobonds não resistiria a quinze minutos de conversa com base em argumentos racionais. Mas quem é que alguma vez conseguiu ultrapassar o medo apenas com razão e bom senso? Sobretudo, a forma mais invencível de medo, aquela que parece paralisar Angela Merkel, que é o medo de nós próprios, e das nossas origens.

BRASIL - REDE GLOBO - DEMISSÃO DE ALEXANDRE GARCIA

Demissão de Alexandre Garcia da Rede Globo

SAIBAM ANTES DE ASSISTIR O VÍDEO
...se alguém desaparecer da televisão de repente.... falou alguma verdade, hoje é assim!!!

E eles reclamam da ditadura.

Pelo jeito a Globo também sofre de Nanismo Moral.

Demissão de Alexandre Garcia (Jornalista da Globo).Por que isso aconteceu?
Não deixe de assistir ao anexo.
Governo Democrático... Instituições censuradas???
Com certeza, a "Platinada" sofreria represálias caso não agisse desta maneira.
Situação semelhante ao do Boris Casoy.
Muitos com certeza viram esse vídeo na TV, sem ter a noção do que iria ocorrer.
O que não se esperava é que uma pessoa como Alexandre Garcia, comentarista da "Toda Poderosa" pudesse ser demitido por falar a verdade...
CHEGAMOS À ÉPOCA EM QUE O HOMEM TEM MEDO DE FALAR A VERDADE PARA NÃO SER PREJUDICADO E TEM VERGONHA DE DIZER QUE É HONESTO PARA QUE NÃO RIAM DELE..
Façamos nossa parte divulgando esse vídeo, em anexo, em nome da DIGNIDADE UM JORNALISTA QUE PRESTA UM GRANDE SERVIÇO À NAÇÃO, mas foi demitido pela emissora global por dizer verdades que chocam os poderosos.

OS HOMENS DAS MOTAS SÃO UNS MALANDROS

BEATLES - UM FIME INÉDITO - GET BACK





quarta-feira, 10 de agosto de 2011

DULCE PONTES - POVO QUE LAVAS NO RIO

UM POEMA DE EUGÉNIO DE ANDRADE DITO POR MÁRIO VIEGAS: É URGENTE O AMOR

PORTUGAL - VILA DO SARDOAL

ILHA DA MADEIRA - O GOVERNO PSD DE JARDIM DESRESPEITA A LEI

João Jardim volta a vitimizar-se. "Há uma inveja sobre a Madeira"

Publicado em 10 de Agosto de 2011 -  JORNAL i
Presidente do Governo Regional considera uma provocação o relatório do TC sobre dívida madeirense.

No dia em que se tornou público um relatório do Tribunal de Contas que refere que a dívida financeira da Madeira aumentou 99,4 milhões em 2010 e que o Governo Regional pagou despesas de funcionamento com as verbas concedidas para a reconstrução da ilha na sequência do temporal de Fevereiro de 2010, Alberto João Jardim não comentou os números nem o uso indevido dos empréstimos contraídos ao abrigo da Lei de Meios. Insistiu, antes, em sublinhar a coincidência de esta auditoria ser conhecida em altura de campanha eleitoral e ameaçou recorrer à legítima defesa se as "entidades da República" continuarem "a provocar o povo madeirense só porque não estão sob a tutela do governo da região".

"Alertei o senhor Presidente da República como alertei já este governo que, sempre que estamos próximo de eleições, aparecem umas entidades que são da República prontas a fazer-nos a vida um inferno", disse à margem de uma inauguração na freguesia do Faial.

O relatório do Tribunal de Contas concluiu que a região autónoma da Madeira contraiu no ano passado empréstimos no montante de 146,8 milhões de euros. No final do ano, a dívida financeira chegava aos 963,3 milhões de euros, mais 99,4 milhões que em 2009. Perante estes resultados, o Tribunal de Contas recomendou à Secretaria Regional do Plano e Finanças para ter atenção ao limite máximo de endividamento.

Sem fazer referência ao tribunal, Alberto João Jardim referiu que, apesar dos "cortes", a Madeira está a fazer um "esforço enorme", através do sector público e privado, e desafiou os madeirenses a "saber resistir". "Temos que ter esta alma de resistência", principalmente "no período que agora se vive."
João Jardim já antes tinha negado ter desviado verbas da reconstrução para outros fins, mas o relatório agora divulgado só vem reforçar o resultado de uma auditoria divulgada há apenas um mês. Nessa altura, o Tribunal de Contas concluiu que o Governo Regional utilizou na reconstrução da ilha após o temporal apenas 29,5% dos 191,3 milhões de euros que arrecadou no âmbito da Lei de Meios. Ontem, o tribunal voltou a lembrar que se estão a "ofender" normas do Estatuto Político-Administrativo da Madeira e da Lei de Finanças Regionais.

NOTA: MAL COMPORTADO, ESTE POLÍTICO MIMADO E OPORTUNISTA NÃO SE CANSA DE OFENDER E  DESRESPEITAR O GOVERNO CENTRAL DA REPÚBLICA.
À MÍNIMA CONTRARIEDADE FAZ DE IMEDIATO AMEAÇAS VELADAS, ENCHENDO A BOCARRA COM A PALAVRA "INDEPENDÊNCIA".
SEMPRE GOSTAVA DE SABER QUEM É QUE, DEPOIS, IRIA PAGAR-LHE OS DELÍRIOS DE GRANDEZA.


CALÇADA PORTUGUESA - PORQUE O ESTADO É MAU PAGADOR, É ASSIM QUE DEVE SER TRATADO!

Um calceteiro, uma dívida e uma história de fazer saltar as pedras da calçada

por Sílvia Caneco, Publicado em 10 de Agosto de 2011

A autarquia de Beja não saldou as dívidas de uma obra. Em resposta, o subempreiteiro tomou uma atitude radical e recolheu as pedras que já tinha colocado na avenida.

Um homem endividado, mas honrado é capaz de tudo para limpar o seu nome. Nem que tenha de deitar para o lixo as horas que andou a trabalhar de joelhos ou de cócoras a picar a pedra. Se o preço a pagar é estragar a sua própria obra, então, há que ter coragem. Sábado, Roosevelt Fernandes, subempreiteiro de uma obra na aldeia da Salvada, concelho de Beja, agarrou nas picaretas e em dois funcionários e voltou à obra inacabada da Avenida 25 de Abril. Acto contínuo, começou a remover a calçada já colocada.

Três homens, picaretas na mão e as pedras a saltarem uma a uma. No final, essas e outras pedras amontoadas a um canto tiveram todas o mesmo destino. Seguiram viagem numa camioneta. Porque vai um homem arruinar o seu próprio trabalho? Porque a autarquia não pagou ao empreiteiro da obra, que não pagou ao subempreiteiro e que, por sua vez, não conseguiu pagar a pedra ao fornecedor. Perante os sucessivos azares, Roosevelt tomou uma decisão: já que não pode pagar a dívida ao vendedor, pelo menos entrega a pedra.

O presidente da Junta de Salvada, Sérgio Engana, ainda tentou travar o subempreiteiro. Ligou ao chefe de gabinete do presidente da Câmara de Beja a dar conta da situação, mas já era tarde: os três calceteiros já tinham retirado um metro quadrado de calçada.

"Não tenho problema nenhum em perder o meu tempo, porque pelo menos não perco a pedra e lavo o meu nome", desabafou Roosevelt Fernandes ao i, acrescentando que se a autarquia não saldar a dívida de 22 mil euros até hoje, irá voltar à avenida e retirar os mil metros quadrados de calçada que restam para devolver ao fornecedor.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, responde com outro ultimato: se o subempreiteiro arrancar o resto da calçada, a polícia será chamada ao local "porque as coisas não podem ser resolvidas dessa forma". Ao i, o presidente da autarquia confirmou que existe, de facto, uma dívida para saldar, mas disse desconhecer qual o montante. Garante, no entanto, estar nos planos da câmara saldar "as dívidas todas" e agendar com urgência uma reunião com o empreiteiro e o subempreiteiro da obra. Pulido Valente admite, porém, que a câmara enfrenta "problemas financeiros" e para já "não será possível saldar o montante total da dívida". "Vamos ter de conversar para encontrarmos uma solução."

O presidente insistiu em sublinhar que "o que está em causa neste momento não é um problema da câmara com o subempreiteiro, mas um problema entre o empreiteiro-geral e o subempreiteiro." Roosevelt Fernandes contrapõe: "Nós é que fizemos o trabalho e nós é que levámos o material para lá, nós é que o vamos ter de pagar." A empresa de Roosevelt Fernandes - a Romocalçadas - foi subcontratada pela Aquino Construções, a quem a câmara adjudicou a obra. Como se esta história não fosse já demasiado insólita, resta acrescentar que a Aquino Construções está neste momento em processo de insolvência.

As obras de requalificação da principal artéria de Salvada, orçamentadas em 230 mil euros, tiveram início em Outubro de 2009 e o prazo previsto para a sua conclusão era de 180 dias. Segundo o presidente da Junta, "a autarquia anunciou sucessivos prazos nunca cumpridos". Como Roosevelt Fernandes deixou de receber há oito meses, desde Fevereiro que "a obra ficou abandonada". "O que é censurável é que a autarquia até foi alertada para encontrar soluções financeiras que permitissem pagar a obra e não cumpriu", acusa Sérgio Engana. No meio deste braço-de-ferro, está a população de Salvada, que há dois anos anda a passear "entre pó e lama", critica o presidente da junta, que já deu o prejuízo como inevitável e agora só reza para que o subempreiteiro não cumpra a palavra e deixe ficar o que ainda sobrou.

ARQUIVOS SECRETOS DO VATICANO - OS SEGREDOS DA EXPANSÃO PORTUGUESA

Os segredos da Expansão portuguesa guardados no Vaticano

05.08.2011 - António Marujo


São mais de quatro séculos de documentação, guardados no Vaticano. Uma obra monumental em forma de catálogo inventaria este fundo precioso e revela o que contêm 14 mil documentos

São 13.811 documentos que mostram a Igreja Católica como ela realmente era, em Portugal, entre o século XVI e os primeiros 20 anos do século XX: revelações sobre a vida nos conventos, processos da Inquisição, desconfianças sobre a Maçonaria, relação com o poder político, nomeações de bispos, movimentações de missionários para África, Brasil e Oriente... "Arquivo Secreto do Vaticano - Expansão Portuguesa - Documentação" foi posto à venda. São três volumes, num total de 2986 páginas, numa caixa com cinco quilos de peso. Inclui um disco com a reprodução das páginas em ficheiro pdf.

Os três volumes recolhem a documentação do fundo da Nunciatura Apostólica (representação diplomática) da Santa Sé em Lisboa, depositada no Arquivo Secreto do Vaticano (ASV). Esta instituição começou por ser isso mesmo - um arquivo secreto, que recolhia a documentação do papado. O ASV ainda sofreu várias contingências históricas: Napoleão transferiu-o para Paris após a conquista de Roma. Os documentos regressariam a Roma, com alguns perdidos pelo caminho. Em 1870, no processo de unificação italiana, o ASV foi também confiscado.

A partir de 1881, o Papa Leão XIII abriu aos investigadores a possibilidade de consulta aos fundos documentais - que ocupam 85 quilómetros de estantes, agrupados em 630 fundos documentais. Hoje, o ASV permanece um dos mais importantes fundos arquivísticos do mundo, quer em quantidade quer na relevância dos documentos.

"É a realidade da Igreja nua e crua", diz ao Ípsilon José Eduardo Franco, historiador e coordenador desta obra, sobre os três volumes postos à venda. "A Igreja Católica sempre foi uma grande armazenadora de informação. Os documentos eram enviados de muitos lados para o centro, no Vaticano." Havia relatórios dos diplomatas, mas também de missionários, de responsáveis das ordens religiosas, além de cartas, ofícios e outros documentos de responsáveis políticos com os quais a Igreja Católica negociava.

Como escavar uma mina

Nesta obra em forma de catálogo exaustivo, são inventariados todos os documentos relativos à Costa Ocidental de África e Ilhas Atlânticas (tomo I), Oriente (tomo II) e Brasil (tomo III). Incluindo processos da Inquisição. Como o libelo acusatório contra Frei Feliciano do Coração de Jesus, da província franciscana dos Açores. Em 12 de Outubro de 1815, em Angra do Heroísmo, este frade era "acusado de seduzir, induzir e planear da fuga de clausura uma sua confessanda, Faustina Isabel, religiosa do Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança da cidade de Angra, a qual viera a ser capturada pela guarda militar na casa de um fâmulo do mosteiro, onde o dito religioso a teria levado para se esconder, após a fuga que ocorrera na noite de 20 para 21 de Junho de 1815".

O réu defendia-se argumentando com a incongruência da acusação: não tinha sido apanhado em flagrante e tinha, até, acompanhado os soldados na busca à religiosa, "a qual se surpreendera ao vê-lo". O frade atribuía ainda a "pessoas mal intencionadas" o seu envolvimento neste caso, mas acabou excomungado, privado do exercício das ordens de padre e condenado a cárcere perpétuo. Mas também a ré Faustina Isabel era excomungada e condenada a dez anos de prisão.

Há também documentos traduzindo as desconfianças nascentes sobre a Maçonaria. Em 1868, uma carta de Joaquim Martins de Carvalho, director do jornal Conimbricense, comentava a declaração do cónego João Cardoso de Nápoles segundo a qual este não pertencia à Maçonaria. Carvalho apresentava documentos que garantiam que o padre Nápoles pertencia à loja Pátria e Caridade e apontava ainda outros clérigos que também integravam a Maçonaria.

Havia também, claro, relatos de testemunhos mais condizentes com a vocação cristã ou monástica, nomeadamente no que dizia respeito à actividade missionária. E ainda questões relativas à relação com o poder político. "Os problemas eram diferentes consoante as regiões, mas os relatórios e os documentos dão conta da vida e do que corria bem ou mal", diz Eduardo Franco.

Também a questão cultural está presente no conjunto. "Os avanços e recuos da europeização, da aculturação da mensagem cristã, da sua inculturação" parassem aqui reflectidos, diz o coordenador. Os jesuítas são pioneiros, com a questão dos ritos chineses no século XVII, na tentativa de inculturação do cristianismo, que só seria plenamente aceite no século XX.

Este projecto, que teve uma primeira fase entre 1998 e 2000 e foi depois retomado em 2004, é como escavar matéria-prima numa mina, diz José Eduardo Franco. "Recuperámos os documentos, fizemos a síntese do seu conteúdo, agora cada investigador terá de retirar as pepitas que ele contém."

WOMAN AGAINST LONDON RIOTS

terça-feira, 9 de agosto de 2011

QUE FAZER AOS BOYS DE GOVERNOS ANTERIORES?



Um problema para Portas. Que fazer aos "boys" e "girls" do MNE?

por Ana Sá Lopes, Publicado em 09 de Agosto de 2011
Quase 40% do postos de embaixadas estão ocupados por pessoal político, que transita logo para cargos bem pagos.

Melhor que ser "boy" em Portugal é seguramente ser "boy" no exterior. Cerca de 40% do pessoal das embaixadas são ocupados por profissionais que não são diplomatas de carreira, mas que são colocados nos postos diplomáticos na sequência de proximidade com o poder, nomeadamente carreiras na assessoria dos governos.

O caso de David Damião, ex--assessor de imprensa do primeiro-ministro José Sócrates e do primeiro-ministro António Guterres, há um ano colocado na embaixada em Madrid, é apenas um exemplo entre 103.

Outro é Carneiro Jacinto, antigo porta-voz do MNE Freitas do Amaral, agora em Washington. E Maria Luís, que foi assessora de Sócrates enquanto ministro do Ambiente, foi depois colocada na Representação Per- manente de Portugal junto à União Europeia.

O próprio assessor de imprensa de Paulo Portas, Miguel Guedes, esteve na embaixada portuguesa em Paris, onde foi colocado depois de uma carreira no governo Barroso-Santana.

É uma tradição antiga. Mas, em época de austeridade e cortes, espera-se que a Associação dos Diplomatas, que sempre se insurgiu contra estes "intrusos" - num momento em que não há dinheiro para colocar mais embaixadores de carreira no exterior -, venha a fazer a vida negra ao actual ministro dos Negócios Estrangeiros.

O vencimento de alguns destes antigos jornalistas, agora com o estatuto equiparado a conselheiros de embaixada, varia entre 10 mil euros e 15 mil euros. No caso de Madrid, por exemplo, além do vencimento, existe um subsídio para arrendamento de casa de cerca de 3200 euros.

A Associação Sindical dos Diplomatas já denunciou que não tem sido feito "qualquer esforço de redução, ou pelo menos contenção, destes lugares que, excepcionais no passado, traduzem hoje um verdadeiro serviço diplomático alternativo".

Segundo os números da Associação, "actualmente existem 264 funcionários diplomáticos no estrangeiro (englobando todas as categorias e todos os postos)". "E existem 103 nomeados no regime de pessoal especializado. Este pessoal especializado corresponde hoje a 39% dos funcionários da carreira diplomática em posto no estrangeiro." Os nomeados estão a ocupar lugares de diplomacia e também lugares técnicos que não podem assim ser preenchidos por pessoal de carreira do MNE. Na prática, os técnicos e diplomatas ficam em Portugal sem progredir na carreira e vêm os cargos ocupados por pessoal externo à carreira diplomática.

Não é de hoje a guerra dos diplomatas aos "boys" e "girls", mas os cortes orçamentais estão a paralisar a capacidade de o MNE colocar os seus diplomatas. Os quadros do MNE dizem que as regras de acesso são muito mais fáceis para os escolhidos pelo poder político do que para os funcionários de carreira.

No último decreto-lei que regulamentou a progressão, no final de 2010, a Associação queixava--se da manutenção de "condições menos exigentes para nomeação para estes lugares: apenas seis anos de experiência profissional para ocupar um lugar de conselheiro especializado, face a um mínimo de 11 anos para que um funcionário diplomático possa aceder ao concurso de promoção a conselheiro de embaixada". O facto de estarem em causa quase 40% do total dos postos diplomáticos no exterior levava a Associação a defender que "a simples dimensão relativa deste universo aconselha um cuidado especial e um rigor acrescido na sua regulação".

Alguns postos estão em fase de renovação de comissões de serviço. E Paulo Portas terá duas opções: cancelá-las, destacando diplomatas de carreira "desempregados", ou mantê-las em nome da sã convivência que sempre permitiu aos partidos de poder fazer rodar os seus amigos políticos por lugares com algum interesse profissional.

A um mês da negociação do próximo Orçamento do Estado, e com os olhos postos nos gastos públicos, esta vai ser uma batata quente para o MNE.

Com Liliana Valente

COMENTÁRIOS:

Será que todos os portugueses que pagam os seus impostos e as contribuições à segurança social e todas as taxas e mais algumas neste país, podem processar o estado português (directamente os detentores dos cargos públicos que se provar terem responsabilidades) em tribunais competentes para o efeito, pela forma praticamente danosa como este gere o dinheiro de todos nós, alimentando e sendo conivente com estas parasitagens todas?Os cidadãos portugueses têm esse direito sobre o estado a quem delegamos com muito sacrifício o nosso dinheiro para que seja bem gerido, bem investido no bem público e no país e não nestas verdadeiras pilhagens?Juridicamente e constitucionalmente é possível?É uma discussão interessante a lançar pela sociedade civil que nunca se vê debater na comunicação social como televisões, rádios e jornais. Talvez fosse um principio para moralizar e colocar ética nesta podre sociedade gerida por um regime de autênticos interesses partidários actuando conforme interesses privados e praticamente nunca públicos. O país seria certamente diferente e estaria-se muito melhor, muito mais longe do precipício que nos há-de destruir como nação independente e soberana.

BOLSA DE NOVA IORQUE AFUNDA 7%

Quedas superiores a 5,5 por cento em Wall Street

Bolsa de Nova Iorque afunda com Nasdaq a perder perto de 7%

08.08.2011 - Por Pedro Crisóstomo

O discurso de reacção do presidente Barack Obama ao corte de rating dos EUA não conteve as fortes quedas dos principais índices de Wall Street. Antes pelo contrário: no fecho da sessão, o índice tecnológico Nasdaq foi ao tapete, fechando a derrapar quase sete por cento, enquanto o industrial Dow Jones tombou mais de 5,5 por cento.

Um dia de forte nervosismo nos mercados de capitais em todo o mundo terminou com os principais índices nova-iorquinos a descerem para níveis historicamente baixos. O Nasdaq conheceu mesmo a pior sessão desde 2008, ao fechar com uma quebra de 6,89 por cento que o levou aos 2,357.690 pontos.

Com uma descida pouco inferior terminou o índice Standard & Poor’s 500 Index, que, ao ceder 6,66 por cento do seu valor, terminou nos 1,119.460 pontos. Na mesma trajectória, o Dow Jones, que agrega empresas de base industrial, terminou a resvalar 5,546 por cento (fechando nos 10,809.850 pontos).

Primeiro nas praças asiáticas, depois nas europeias e, mais tarde, nos Estados Unidos e nas bolsas de referência na América do Sul, os investidores reagiram em forte baixa ao corte do rating máximo dos Estados Unidos na sexta-feira e nem as palavras dos líderes mundiais, comprometendo-se com medidas para assegurar a estabilidade financeira mundial, inverteram o sentimento negativo já esperado pelos analistas para esta segunda-feira.

Wall Street abrira já em queda, foi acentuando a escalada negative e os índices de referência afundaram de forma mais expressiva depois de Obama falar à nação para criticar a revisão em baixa da nota da dívida dos Estados Unidos pela agência de notação Standard and Poor’s de AAA para o nível inferior (AA+).

Obama falou quando os mercados europeus já tinham fechado – com quedas entre dois e cerca de cinco por cento – e no discurso não esqueceu a pressão do corte de rating (na sexta-feira) sobre as acções. “Os mercados vão continuar a subir e a cair. Mas somos os Estados Unidos”, declarou Obama.

São Paulo cai 8%, Buenos Aires 10,73%

Os índices de referência nas Américas Central e do Sul fecharam já sob o efeito do discurso de Barack Obama, mas também dos indicadores hoje revelados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) dando conta de um abrandamento da actividade económica mundial.

Uma conjugação de factores que, no caso do Brasil, a economia que mais desacelerou, terá pesado para o tombo de 8,08 por cento do principal índice da bolsa de São Paulo. Ao cair para 48.668 pontos, a desvalorização do Bovespa representa a maior descida percentual do índice desde Outubro de 2008, segundo refere o site do Folha de São Paulo.

Na Argentina, o recuo chegou aos dois dígitos. Buenos Aires terminou com Merval a ceder uns expressivos 10,73 por cento, quase o dobro da queda registada no principal índice mexicano (de 5,88 por cento).

No índice de referência peruano, em Lima, observou-se uma queda de 7,03 por cento no fecho da sessão, em linha com a perda da bolsa de Santiago, no Chile, que abrandou 6,96 por cento.

crise americana

HUMOR EM TEMPO DE CRISE