terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A FOTO DE MAIOR RESOLUÇÃO: 26 GIGAPIXÉIS



Extraordinária foto de 26 Gigapixéis, o que constitui novo recorde mundial de resolução …

Para verificar a sua dimensão, carrega primeiro a foto panorâmica da cidade de Dresden e depois clica sobre cada uma das fotos pequenas, mais abaixo.

Utiliza também os comandos à esquerda das fotos pequenas.


http://www.dresden-26-gigapixels.com/dresden26GP

OSVALDO PICOITO

OLHA A SORTE A DO PORCO!



Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.

(Não parece valer a pena.)

Se você peidar constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.

(Agora sim!)


O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de 10 metros .

(Uau!)

O orgasmo de um porco dura 30 minutos.

(Porque a natureza foi tão generosa logo com o porco?)

Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça até morrer de fome.

(Ainda não consegui esquecer o porco)

Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.

(Não tente isso em casa; talvez no trabalho!)

O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.

('Taí a origem do ditado: perde-se a cabeça por um bom ....')

A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.

(Trinta minutos...que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

O bagre tem mais de 27 000 papilas gustativas.

(O que é que pode haver de tão saboroso no fundo de um rio?)

Alguns leões se acasalam até 50 vezes em um dia.

(Que porco sortudo....qualidade é melhor que quantidade!)

As borboletas sentem o gosto com os pés.

(Isso eu sempre quis saber)

O músculo mais forte do corpo é a língua.

(Hmmmmmmmm...)

Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.

(E se a pessoa for ambidestra?)

Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.

(E é melhor que seja assim!)

A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.

(E alguém foi pago para descobrir isso?!)

O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.

(Conheço gente assim)

Estrelas-do-mar não têm cérebros.

(Conheço gente assim também)

Ursos polares são canhotos.

(Se eles começarem a usar o outro lado, viverão mais)

Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.

(E aquele porco???)

Agora que você já deu pelo menos uma risadinha, é hora de mandar esses factos malucos para alguém que mereça rir também, ou seja... TODO MUNDO!


MAIS QUE SORTE A DO PORCO HEIN! HUEUEHUEHUEUHEHEH

EXERCITE O SEU INTELECTO


Você sabe o que está faltando no texto abaixo? Preste atenção e observe...está no mundo das ...
Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.


Descobriu?


Não???


Então aqui vai......



Não tem a letra A em nenhum lugar! Incrível.

TECNOLOGIA DE PONTA À VENDA BREVEMENTE

TOMATES, PRECISAM-SE!


HUMOR EM TEMPO DE CRISE


O Chefe para o empregado:

- Acreditas na vida depois da morte?


Empregado:
- Claro que não! Não existem provas disso - Respondeu ele.

O Chefe:
- Pois, mas agora existem. Depois de teres saído cedo ontem para ires ao funeral do teu tio, ele veio aqui à tua procura...

O DEPUTADO ESFOMEADO




Tiago Mesquita (http://www.expresso.pt/)




Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.
Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)
O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.
"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração
Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.
Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.
Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.
Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.

O PALHAÇO


O palhaço

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto.
O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.
O palhaço coloca notícias nos jornais.
O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.
Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros, vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também.
O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres.
O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar, como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.
E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais, saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.

O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.
Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.
A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.
MÁRIO CRESPO

OS VERDADEIROS ROSTOS DOS CANDIDATOS ÀS PRESIDENCIAIS

A TERNURA DO POETA ALEGRE


FERNANDO NOBRE O ROSTO DA AMI E DA SOLIDARIEDADE


FRANCISCO LOPES, O ELECTRICISTA DO PCP





























JOSE MANUEL COELHO, SÓ OS LOUCOS SÃO CAPAZES DO SONHO COMO BOLA COLORIDA ENTRE AS MÃOS DE UMA CRIANÇA














DEFENSOR MOURA, O RASTILHO DA VERDADE




AS RELAÇÕES SUSPEITAS DE CAVACO SILVA


CARTAZES DAS PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL

MOURA O DEFENSOR DA VERDADE



VOTA MANEL POR UM PORTUGAL ALEGRE

VOTA NA NOBRE AMI PARA NÃO TERMOS UM HAITI AQUI


EM TEMPO DE VACAS MAGRAS VOTA COELHO À CAÇADOR


VOTA CAVACO PARA INCENDIAR PORTUGAL

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A ESTRADA by Rodrigo Leao

CAVACO, UM MÍSERO PROFESSOR


UM MÍSERO PROFESSOR

http://www.youtube.com/watch?v=9bcaNXB5JmQ&feature=player_embedded

"EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA" !?

Esta frase que escapa da boca de Cavaco Silva numa entrevista a uma jornalista amiga diz tudo sobre o pensamento político de Cavaco Silva, o seu carácter e o desprezo que nutre por uma importante classe profissional.

Era um mísero professor catedrático que se baldava às aulas na Universidade Nova enquanto as dava na Católica, beneficiando assim de dois ordenados enquanto alguns alunos ficavam sem aulas e prejudicavam a sua licenciatura.

Era um mísero professor catedrático de economia que nada sabia de aplicações de poupanças e desse negócio sabia tanto como um qualquer trolha.

Era um mísero professor que além de vencimento de topo na carreira dos professores ainda acumulava com pensões do governo e do Banco de Portugal.

É um mísero político que tem dos professores uma visão ofensiva para toda a classe e que não hesita em ofender milhares de portugueses só para se armar em ignorante num domínio em que não pode invocar ignorância.

É um mísero político que depois de exercer os mais altos cargos durante mais de quinze anos diz que não é político para não carregar com o estigma de uma classe de políticos corruptos, muitos dos quais foram invenção dele.

É um mísero professor que tem uma luxuosa casa de férias no Algarve.

É um mísero professor que não tem a mais pequena consideração pelos professores deste país, não hesitando em promovê-los a ignorantes para invocar ignorância economia, ele que foi doutorado em York, professor universitário, técnico do Banco de Portugal, primeiro-ministro e
Presidente da República.

É um mísero professor que nem tem consideração pela sua profissão e condição de professor doutorado, imagine-se em que conta deverá ter todos os outros portugueses.

É um mísero político que para conquistar a Presidência da República exibe os seus conhecimentos de economia e na hora de esconder a forma como obteve dinheiro fácil disfarça-se de mísero professor que nada sabe de acções.

Resta-nos esperar que os portugueses não escolham um mísero Presidente da República.



Pois é! Cavaco Silva foi o principal arquitecto do "sistema" que hoje temos: gestores, administradores, etc. a ganhar ordenados milionários e outras mordomias que, ainda por cima acumulam com outras pensões ou reformas do Estado em contraponto com ordenados de miséria. Quem é que lhe chamou o "Pai do Monstro" em grande entrevista ao Expresso no verão de 2004,? Lembram-se? Nem mais nem menos que o seu Ministro das Finanças de então: Miguel Cadilhe. Devem recordar-se dos milhares e
milhares de empregos que nos anos 80 até meados dos anos 90, foram criados para os seus correlegionários, enfim, todos os que tinham cartão laranja. Era o tempo dos milhões provindos da CEE, muitos dos quais destinados a formação profissional ou para subsidiar e
modernizar a agricultura, por exemplo. Qual foi o seu destino? Deram para encher os bolsos de muitos, para comprar automóveis topo de gama, barcos de recreio e...até apartamentos. Tudo menos para serem aplicados no fim a que eram destinados! Isto passou-se tudo nos governos de Cavaco Silva, que é o grande responsável pela péssima distribuição da riqueza no nosso País, manifestando-se, além disso, incapaz, em clima de estabilidade política ecom tanto dinheiro ao
disposição, incapaz de encetar as reformas que se impunham na administração pública, na Justiça, Ensino, Saúde e outros.Este é o "cancro" legado por Cavaco Silva, o que só olha para o seu umbigo!.

COITADO, CAVACO É UM AMNÉSICO!


Cavaco não se lembra...

Dum artigo da Visão

http://www.youtube.com/watch?v=K3T3g_e4RN0&feature=player_embedded

PORQUE NINGUÉM PRENDE ESTE GAJO?

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462179




João Rendeiro lançou um blogue. Antes um blogue que um banco: assim o prejuízo fica com o responsável.
É verdadeiramente surpreendente assistir ao regresso de João Rendeiro ao “espaço” mediático. Não pelo seu regresso: Rendeiro é livre de fazer o que entender e de se munir, como diz, de “lápis, folha A4, calculadora de bolso”. Mas pelo conteúdo: vem dar uma aula sobre banca; sobre o BPI; sobre o Banco de Portugal.

O descaramento não tem limites. O Banco Privado Português é um caso de polícia, defraudou milhares de clientes, é uma nódoa na história do sistema financeiro português, está em dissolução – mas o seu fundador e ex-presidente dá lições de banca. E de supervisão: chega ao cúmulo de acusar o Banco de Portugal de “política de avestruz”, precisamente aquilo de que foi acusado no BPP.

João Rendeiro não é um patinho feio, é uma ovelha negra para o sistema financeiro. Mas é inocente até prova em contrário. É arguido, no processo BPP, por fraude, abuso de confiança e falsificação, na sequência de queixa dos clientes e de reguladores. Nos últimos dois anos, depois da intervenção no banco, poucas vezes falou (nunca respondeu às perguntas do Negócios...) e quando o fez foi para se vitimizar e para se descartar. O seu argumento é de que não era presidente executivo do BPP à data dos factos. Quem dele suspeita quer provar que Paulo Guichard, que lhe sucedeu no cargo, era correia de transmissão de Rendeiro, que ficou “Chairman”. Quid juris? Os tribunais julgarão.

Há uma reacção típica em inocentes: dizerem-se perseguidos pelo sistema político, judicial, bancário ou mediático; nunca mostrar arrependimento, por medo de parecer confissão; e falar, porque um inocente não se cala. Rendeiro falou: o seu texto circula desde ontem à noite nas redes sociais e desde hoje nos jornais, incluindo o Facebook, onde João Rendeiro tem mais de mil amigos, todos eles posteriores ao descalabro do BPP.

Bom, mas admitamos participar no exercício de amnésia geral: vai o BPI ser forçado pelo Banco de Portugal a realizar um aumento de capital? O Banco de Portugal já o disse, no Relatório de Estabilidade do Sistema Financeiro, aliás em relação a todos os bancos: ou aumentam capital ou vendem activos ou reduzem crédito concedido. Disse-o em relação ao BES, o BPI ou BCP. E E Ulrich já respondeu. Não há uma novidade nisto, o que torna o texto uma viagem ridícula mas perigosa: o sistema financeiro está, como o País, no fio da navalha do acesso a financiamento e o alarmismo pode provocar o pânico. Algo que, em Outubro de 2008, ninguém fez ao BPP. Apesar de tudo.

Só há um banco sobre o qual Rendeiro deve falar: o esqueleto que sobra do seu. O resto é atrevimento e provocação. Mas que não deve ser ignorado: isso seria participar na inimputabilidade que Rendeiro reclama para si mesmo.

Este texto de Rendeiro não é prova de inocência, é falta de pudor. O BPP não é comparável ao BPN como um pionés não é comparável a um prego - mas ambos furam uma parede, a da solidez e reputação da banca portuguesa. Rendeiro nunca pediu desculpa nem mostrou qualquer remorso ou sequer consideração por aqueles que perderam dinheiro e viram as suas contas congeladas. Nem é necessário ser culpado para ter esse gesto de dignidade. Mas é preciso ser descarado para continuar, depois disso, a mandar “posts” – sobre banca...

A CEGUEIRA DE CARLOS CASTRO E RENATO SEABRA


SEGUNDA-FEIRA, JANEIRO 10, 2011
À procura de um sonho


Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.

Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.

Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.

E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro.
O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?

Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?

Caso BPN: O que esconde Cavaco?

PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF



Excelente lição da língua portuguesa

o novo acordo não o previa .... mas com a língua de Camões, não se brinca

Com a palavra os professores de língua portuguesa: Antonio Oirmes Ferrari, Maria Helena e Rita Pascale

Presidenta ??? Vale a pena ler pela aula de português ...

Queridos Amigos,

Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus sequazes, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.

Presidenta???

Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?

Bem, vejamos:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente,e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.

Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."

Museu de Instrumentos de Tortura - Toledo, Espanha

HUMOR EM TEMPO DE CRISE


Sabendo ler a pauta é bem mais fácil...

Vale a pena ver calmamente...

Divirtam-se...

Carrega no o link http://www.flixxy.com/olsen-gang-elverhoj-overture-comedy-film.htm.


CARTAZ DA CAMPANHA PRESIDENCIAL

VOTA CAVACO PARA CONTINUARES COM A TRADIÇÃO

O VOTO EM BRANCO, O VOTO NULO E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


ELEIÇÕES PR :

Desde 1969, em que Marcelo Caetano promoveu um arremedo de eleições, jurei a mim própria que sempre que houvesse eleições votaria. Sei quanto custou chegar-se ao voto, por isso voto.

Cheguei mesmo à conclusão que os Presidentes da República em Portugal são meramente simbólicos e decorativos e nos custam um dinheirão inútil.

1. O Poder Executivo é do Governo.

2. O Poder Legislativo é da Assembleia (com deputados a mais para meu gosto, a maior parte a dormitar, que só serve para pôr o dedo no ar ou no botão, para perpetuar o seu tacho.).

3. A avaliação da Constitucionalidade cabe ao Tribunal Constitucional.

4. O Presidente só serve para mandar bitates e, se assim o achar, dissolver a Assembleia, promovendo eleições antecipadas. Mas isso mesmo pode fazer a própria Assembleia, malgré tout, mais democraticamente, apresentando uma Moção de Censura ao Governo que seja aprovada por maioria.

5. A diferença entre um Presidente assim, ou um Rei, é que somos nós a assegurar a sucessão em vez de ser a hereditariedade. Ninguém pode demitir o Presidente. Mas eu percebi que O PRESIDENTE, TAL COMO O REI, VAI NU. E nós no cortejo a bater palmas.

5. Logo : Vou escrever no meu boletim: "ANTI-CRISE _ FAÇAM UM RESORT PARA TURISTAS EM BELÉM"

6. Saramago, desiludido, propôs o voto em branco. Eu dou um voto nulo, com a minha opinião.É o meu direito.

A Bem da Nação! MJ

ARTESANATO TRADICIONAL PORTUGUÊS DAS CALDAS DA RAINHA


(Resposta de um eleitor e leitor deste blogue)

Actualmente, partilho de tais convicções mas olha que o voto nulo serve para que 1 (qualquer) candidato tenha mais hipóteses de ganhar à primeira volta!
As percentagens necessárias não contam com os votos nulos.
Assim, se num eleitorado de 100 pessoas para 3 candidatos, se houver 90 nulos basta que um dos candidatos tenha 5 votos para atingir os 50% que lhe dão a vitória à primeira.

Também há uma regra que não é propalada, talvez porque ser difícil de se consubstanciar (só numa situação de descontentamento geral): se os votos BRANCOS atingirem 50% dos votos VÁLIDOS (os nulos não contam), ninguém pode ser eleito; seria eleito o BRANCO

Portanto, diria que é preferível votar em branco que escrever no boletim "VÃO PARA..."

PS.
Embora me pareça que um PR e um REI não são muito diferentes nas funções (?) para que existem, nestes termos (e noutros?).
Para decoração, podia ser o Galo de Barcelos, já que nas Caldas (parece) que os deixaram de fabricar.

CINEMA PORTUGUÊS


Excelente filme dirigido pelo nosso grande cineasta António Lopes Ribeiro. Que saudades do seu famoso programa "Museu do Cinema" na RTP canal único na época.

Não fazia ideia da existência desta maravilha a cores que documenta os festejos e cerimónias do 8º Centenário da Conquista de Lisboa, ocorridas no ano de 1947, quando eu nascia, e retrata o relevo da grandeza do nosso império que estava a desmoronar-se desde 1820 chegando ao fim em 1975...

Outra surpresa para mim, é que eu estava iludido de que o cinema a cores era dos anos 50.

Para quem desencantou esta preciosidade que encanta, dirijo os meus parabéns.

É um filme muito interessante ...vale a pena " gastar " alguns minutos.

O Cortejo Histórico de Lisboa, 1947 - 1º Filme a cores da Câmara Municipal de Lisboa

Na tribuna, além de Carmona (PR) e Salazar(PM) estava EVA PERON

http://vimeo.com/7764090
UM ABRAÇO
BASÍLIO

UM PAR DE JARRAS


BOCA DO INFERNO

Ricardo Araújo Pereira, Visão 13/01/11
***
Quem não fazia a mínima ideia de que o País caminhava para a catástrofe económica pode alegar que não interveio por desconhecer que a crise tinha esta dimensão. Cavaco diz que sabia exactamente o que se ia passar. Logo, o cargo de Presidente da República não confere ao seu titular poderes especiais. toda a gente o sabe, aliás. Só por pudor é que não são esgrimidos argumentos como" Eu sou mais decorativo do que o senhor" ou "Disparate. Eu sou claramente o candidato que melhor enfeita um centro de mesa"

RECEITA PARA SODOMIZAR UM POVO!


Estimados amigos

é por estas e infelizmente "muitissimas" outras... que devemos TODOS arregaçar as mangas e ELIMINAR da cena política toda esta "corja" que nos têm vindo a delapidar (roubar)em todos estes anos.

O texto que se segue serve para "elucidar" aqueles que por ventura tendo ainda dúvidas, considerem que AINDA HAVERA ALGUEM HONESTO na classe politica portuguesa...

Claro, que, o POVãO, devida e convenientemente alienado e iludido VAI ELEGER este senhor para mais umas férias prolongadas em Belém não tenhamos ilusões...

MAS É PRECISAMENTE CONTRA ESTES INFELIZES E DESGRAÇADOS acontecimentos que deveremos LUTAR...

Obrigado pela v/ atenção
Albino

Miguel Sousa Tavares, no Expresso!


«Não me admira muito a facilidade com que Cavaco Silva se deixou enredar na armadilha do BPN. Pode-se pensar que foi falta de previsão da sua parte, mas eu acho que foi antes falta de visão: Cavaco Silva acha-se genuinamente acima e imune ao que considera "baixa política". E baixa política, para ele, pode ser muita coisa, mesmo aquilo que é perfeitamente legítimo e normal na luta política. A sua pretensão é a de andar à chuva sem se molhar, fazer política fingindo-se acima dela. Ainda na recente mensagem de Ano Novo, referiu-se aos "agentes políticos", como se deles não fizesse parte: E antes execrou a pestífera espécie dos "políticos profissionais", como se os dezassete anos que leva de funções políticas públicas tivessem sido desempenhados a título gracioso. E o mesmo em relação ao desdém que vota à "política partidária", como se não tivesse çhefiado durante dez anos um partido político.
Não admira, assim, que, desenterrado o assunto BPN, Cavaco Silva tenha reagido conforme a sua natureza política, em três diferentes e sucessivos andamentos: indignação majestática, desconsideração política e intimidação senhorial.
Na primeira fase, achou que lhe bastaria dizer que seria preciso que alguém "nascesse duas vezes" para conseguir ser tão honesto como ele - uma resposta à medida da superioridade moral que atribui a si mesmo, mas contraproducente, visto que reconhecia que o assunto BPN era uma questão de honestidade.
Na segunda fase, achou (como no caso da "conspiração das escutas", engendrada entre Belém e o "Público"), que se podia contentar com explicações que não vinham ao caso e nada interessavam: que consultassem a sua declaração de rendimentos (que não contém respostas a nada do que está em causa); que aplicou as suas poupanças em quatro bancos (o que só seria relevante saber se nos outros três tivesse obtido lucros tão extraordinários e fulminantes como no BPN); que se tratava de ‘poupanças de uma vida de trabalho’, (como se o que importasse fosse conhecer a origem do dinheiro investido e não a razão do dinheiro acrescentado); e que pagou todos os impostos devidos pela operação BPN (impostos insignificantes e cujo pagamento, deduzido à cabeça pelo Banco, ninguém questionara).
Enfim, na terceira fase – a das ofensas – deu homem por si para acusar Alegre de ‘campanha suja, ‘indecente’, ‘ignóbil’, ‘cobarde’, ‘desonesta’ e de ‘baixa política’. E para concluir que ‘já tinha esclarecido tudo o que havia a esclarecer’. Pelo menos, vá lá, sempre reconheceu que alguma coisa havia a esclarecer.
Não sei ainda que desenvolvimentos terá este assunto nos próximos dias. Mas hoje, quinta-feira, em que escrevo este texto, duas coisas são claras para toda a gente: que, ao contrário do que afirma, Cavaco Silva não esclareceu nada do que interessava esclarecer e que já todos entendemos a razão para tal. Mas, como o assunto é, evidentemente, político, convém começar por responder a duas objecções políticas prévias dos defensores de Cavaco Silva.
A primeira tem a ver com a oportunidade do tema: porque é que o assunto só agora desceu à praça pública, porque é que um negócio particular, ocorrido entre 2001 e 2003, só agora surge questionado? Porque o negócio só foi conhecido em 2009, através de uma notícia deste jornal, embora já fosse falado à boca-pequena muito antes disso; porque, entretanto, o BPN foi nacionalizado e transformou-se num caso criminal, com as responsabilidades financeiras a cargo dos contribuintes; e porque, obviamente, estamos em campanha eleitoral e Cavaco Silva é candidato.
Isso remete-nos para a segunda questão prévia, que é a da legitimidade dos pedidos de explicações ao candidato-Presidente. Será isso apenas parte de uma campanha suja e desonesta?
Não creio: será que, se se tivesse descoberto, durante a campanha presidencial americana, que Obama tinha conseguido uma taxa de lucro astronómica e rapidíssima com investimentos num dos bancos intervencionados pelo governo federal com o dinheiro dos contribuintes, isso não teria sido tema das eleições americanas?
Ou se se tivesse descoberto o mesmo acerca de um negócio entre Gordon Brown e um dos bancos ingleses que o Governo teve de nacionalizar para evitar a falência? E se, por acréscimo, os bancos em causa fossem geridos na altura por amigos políticos ou pessoais de Obama ou Gordon Brown?
E se, porventura, se descobrisse que tinha sido por ordens directas de um desses amigos e presidente do banco que eles tinham conseguido esse negocio da China?
Em que democracia do mundo é que isto não seria tema de campanha e em qual é que ao candidato em causa bastaria responder que era preciso nascer duas vezes para ser tão honesto como ele?
Ao contrário do que Cavaco Silva gostaria, não lhe basta declarar que não é político para se poder comportar como se o não fosse.
A questão é esta: em teoria, qualquer um de nós (vá-se lá saber como ... ), podia ter valorizado em 140% e em menos de dois anos um investimento no BPN, e não devia explicações a ninguém.
Mas quem exerce o mais alto cargo do Estado, quem, validando uma decisão nefasta do Governo, teve a responsabilidade de nacionalizar o BPN, chutando para cima de nós uma factura que neste momento vai já em 500 euros por cidadão (e muito mais para os que verdadeiramente pagam impostos) devia, pelo menos, sentir-se incomodado por ele próprio ter ganho uma pequena e instantânea fortuna onde todos nós perdemos, sem culpa alguma.
E, sobretudo, quando hoje já é claro que, corri um banco paralelo e 'virtual' numa garagem e outro banco de fachada em Cabo Verde, o BPN foi roubando os depositantes em benefício de alguns accionistas e outros privilegiados. E que tudo isto acabou num caso criminal escabroso como não há memória em Portugal. Bem pode Cavaco, para desviar as atenções do essencial, questionar a gestão pública e posterior do BPN ou tentar comparar a situação à dos bancos ingleses nacionalizados: uma coisa são as eventuais falhas da actual gestão pública do BPN ou os danos causados nos bancos ingleses por práticas de gestão irresponsáveis e aventureiras; outra coisa. são as consequências das actividades criminosas ocorridas no BPN, sob a presidência de um amigo político do Presidente.
Com tantos anos na "política profissional", Cavaco Silva não devia esquecer algumas das regras do jogo: que, na política, a única coisa que não se pode matar é o passado, que a vingança se serve fria e que não se deve desafiar quem nos pode atingir. Ao optar, soberbamente, por achar que ninguém se atreveria a questionar o seu passado com o BPN, ao imiscuir-se na última campanha das legislativas, lançando graves suspeitas contra o Governo com a história inconcebível das escutas inventadas, e ao não hesitar em atacar, para se defender, a actual administração do BPN e da CGD (onde estão amigos e membros da sua comissão de honra), Cavaco Silva pôs-se a jeito para o que agora lhe sucedeu.
O ‘aparecimento’ do despacho em que Oliveira Costa ordena que se lhe comprem as acções da SLN e onde fixa o extraordinário preço de compra das mesmas, não conseguirá retirar-lhe a reeleição, mas retirou-lhe, e para sempre, coisas que, do meu ponto de vista, são bem mais importantes.
Assim, ficámos a saber, por outra via, duas das respostas que ele se recusou a dar, por si mesmo: quem lhe comprou, as acções da SLN e quem fixou arbitrariamente o preço de acções que nem sequer estavam cotadas em bolsa. Foi Oliveira Costa - seu ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ex-membro da sua Comissão de Honra na candidatura de 2005 e financiador da campanha, ex-presidente do BPN e chefe da quadrilha a quem devemos 5000 milhões de euros de responsabilidades financeiras assumidas pelo Estado em nosso nome.
Restam as outras perguntas a que só Cavaco Silva pode responder; mas a que não responderá: quem e como o convenceu, a ele e à família, a investir na SLN, dona do BPN?
Como e porquê resolveu sair?
Não estranhou uma mais-valia de 75% ao ano?
Não lhe passou pela cabeça que isso pudesse ser um negócio de favor à sua pessoa política?
Não desconfiou, para mais sendo professor de Finanças, da solidez de um banco que assim remunerava investimentos particulares?
Conhece mais algum cliente do BPN que tenha realizado semelhante negócio com o banco?
Ou mais alguém que tenha realizado negócio semelhante com qualquer outro investimento financeiro, nessa altura?
Responda ou não, já é tarde de mais».

CAVACO SILVA - A MEMÓRIA CURTA DOS PORTUGUESES

O CANDIDATO ACREDITA NAS SUAS PRÓPRIAS MENTIRAS

Aníbal Cavaco silva a descoberto. VAI NU.
(Tal como recebi)

É urgente, é imperioso, que a maioria dos portugueses conheçam a verdade e a origem dos mais graves problemas que devastam o país.

*O MONSTRO*

Se os portugueses não tivessem memória curta e tivessem sido leitores do Expresso teriam dado por uns artigos de Cavaco Silva que, segundo o próprio, alertavam para o risco de Portugal chegar à situação em que estamos. Mas esses mesmos portugueses recordar-se-iam igualmente da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983. Nesse tempo o grande problema da economia portuguesa era o mesmo que enfrentamos actualmente, a sua competitividade
externa agravada agora por um contexto internacional menos favorável e por uma dívida pública e privada que consomem uma parte cada vez mais significativa da riqueza produzida pelo país.

Tal como agora os jovens não tinham emprego e no meu caso a situação era agravada pelo estigma de ter tirado a licenciatura do ISEG, os anúncios de empregos excluíam os que se tinham licenciado naquela escola, os senhores da Universidade Católica (por onde andava o Cavaco) e da Nova (onde o Cavaco se baldou até ter tido um processo disciplinar) usavam da sua influência para as empresas empregadoras favorecerem os pupilos da Nova e da Católica.

Lembrar-se-iam também de que a causa remota da vinda do FMI foi a decisão de Cavaco Silva de revalorizar o escudo, uma manobra eleitoralista apoiada num falso nacionalismo que retirou a competitividade externa das economias portuguesas, com as consequências que o país conheceu depois. O mesmo Cavaco que tinha responsabilidades directas no descalabro da economia portuguesa deu depois o golpe ao governo do bloco central quando tudo estava resolvido, governando em tempo de falsas vacas gordas, à custa da adesão à CEE que tinha sido conseguida por Mário Soares, do reequilíbrio das contas externas alcançado num governo liderado pelo mesmo Mário Soares e da imensidão dos fundos comunitários. Há poucos dias muitos evocaram o papel do falecido Ernâni Lopes na recuperação da economia portuguesa, ninguém se recordou de quem foi o responsável por Portugal ter ido bater à porta do FMI, nesse tempo Cavaco não tinha tempo para alertar em artigos no Expresso para as
consequências da sua incompetência.

Outro exemplo da preocupação de Cavaco Silva com a protecção da economia portuguesa e a competitividade das nossas empresas foi-nos dado quando já era primeiro-ministro. Para reduzir a taxa de inflação não hesitou em eliminar os mecanismos de protecção negociados durante a adesão para o sector agrícola e de um dia para o outro sectores como os cereais, carnes e lácteos deixaram de ter qualquer protecção em relação à forte concorrência
dos produtos vindos dos outros estados-membros soçobrando face à competitivade da agricultura europeia.

Cavaco Silva é o pai da conquista de votos a qualquer preço, dos acordos de concertação social à custa de cedências generalizadas, dos negócios lucrativos de acções com cotações fixadas por Oliveira e Costa, da promoção de professores de trabalhos manuais com o 5.º ano a professores com estatuto de licenciados, da possibilidade de os funcionários públicos poderem comprar
anos de serviço com base em mentiras o que permitiu a muito boa gente reformar-se com cinquenta anos porque deram explicações quando tinham doze, dos aumentos de pensões de reforma em vésperas de eleições, do agendamento de dezenas de cerimónias de inauguração de obras públicas em vésperas de eleições, de cerimónias do CCB onde se exibiam publicamente os novos militantes do PSD, muitos deles promovidos a chefes depois do competente
preenchimento da ficha de militante.

Cavaco Silva é o pai das políticas eleitoralistas sem escrúpulos em que os votos justificam os meios, da invasão do Estado por milhares de boys, do enriquecimento fácil à custa do Estado, é o pai espiritual dos que roubaram mais de 3 milhões de euros no BPN que os portugueses terão de pagar com impostos e cortes de vencimentos. O candidato presidencial Cavaco não previu o futuro do país num artigo que escreveu há sete anos, o agora candidato presidencial escreveu o futuro do país quando foi ministro das Finanças e primeiro-ministro, escreveu gatafunhos na democracia quando o seu pau mandado inventou escutas e está a escrever uma página triste na história da instituição Presidência da República.

Quando Miguel Cadilhe disse que Cavaco Silva era o pai do monstro pecou por defeito, o candidato presidencial Cavaco Silva é ele próprio a representação viva do monstro.