segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PORQUE NINGUÉM PRENDE ESTE GAJO?

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462179




João Rendeiro lançou um blogue. Antes um blogue que um banco: assim o prejuízo fica com o responsável.
É verdadeiramente surpreendente assistir ao regresso de João Rendeiro ao “espaço” mediático. Não pelo seu regresso: Rendeiro é livre de fazer o que entender e de se munir, como diz, de “lápis, folha A4, calculadora de bolso”. Mas pelo conteúdo: vem dar uma aula sobre banca; sobre o BPI; sobre o Banco de Portugal.

O descaramento não tem limites. O Banco Privado Português é um caso de polícia, defraudou milhares de clientes, é uma nódoa na história do sistema financeiro português, está em dissolução – mas o seu fundador e ex-presidente dá lições de banca. E de supervisão: chega ao cúmulo de acusar o Banco de Portugal de “política de avestruz”, precisamente aquilo de que foi acusado no BPP.

João Rendeiro não é um patinho feio, é uma ovelha negra para o sistema financeiro. Mas é inocente até prova em contrário. É arguido, no processo BPP, por fraude, abuso de confiança e falsificação, na sequência de queixa dos clientes e de reguladores. Nos últimos dois anos, depois da intervenção no banco, poucas vezes falou (nunca respondeu às perguntas do Negócios...) e quando o fez foi para se vitimizar e para se descartar. O seu argumento é de que não era presidente executivo do BPP à data dos factos. Quem dele suspeita quer provar que Paulo Guichard, que lhe sucedeu no cargo, era correia de transmissão de Rendeiro, que ficou “Chairman”. Quid juris? Os tribunais julgarão.

Há uma reacção típica em inocentes: dizerem-se perseguidos pelo sistema político, judicial, bancário ou mediático; nunca mostrar arrependimento, por medo de parecer confissão; e falar, porque um inocente não se cala. Rendeiro falou: o seu texto circula desde ontem à noite nas redes sociais e desde hoje nos jornais, incluindo o Facebook, onde João Rendeiro tem mais de mil amigos, todos eles posteriores ao descalabro do BPP.

Bom, mas admitamos participar no exercício de amnésia geral: vai o BPI ser forçado pelo Banco de Portugal a realizar um aumento de capital? O Banco de Portugal já o disse, no Relatório de Estabilidade do Sistema Financeiro, aliás em relação a todos os bancos: ou aumentam capital ou vendem activos ou reduzem crédito concedido. Disse-o em relação ao BES, o BPI ou BCP. E E Ulrich já respondeu. Não há uma novidade nisto, o que torna o texto uma viagem ridícula mas perigosa: o sistema financeiro está, como o País, no fio da navalha do acesso a financiamento e o alarmismo pode provocar o pânico. Algo que, em Outubro de 2008, ninguém fez ao BPP. Apesar de tudo.

Só há um banco sobre o qual Rendeiro deve falar: o esqueleto que sobra do seu. O resto é atrevimento e provocação. Mas que não deve ser ignorado: isso seria participar na inimputabilidade que Rendeiro reclama para si mesmo.

Este texto de Rendeiro não é prova de inocência, é falta de pudor. O BPP não é comparável ao BPN como um pionés não é comparável a um prego - mas ambos furam uma parede, a da solidez e reputação da banca portuguesa. Rendeiro nunca pediu desculpa nem mostrou qualquer remorso ou sequer consideração por aqueles que perderam dinheiro e viram as suas contas congeladas. Nem é necessário ser culpado para ter esse gesto de dignidade. Mas é preciso ser descarado para continuar, depois disso, a mandar “posts” – sobre banca...

A CEGUEIRA DE CARLOS CASTRO E RENATO SEABRA


SEGUNDA-FEIRA, JANEIRO 10, 2011
À procura de um sonho


Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.

Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.

Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.

E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro.
O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?

Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?

Caso BPN: O que esconde Cavaco?

PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF



Excelente lição da língua portuguesa

o novo acordo não o previa .... mas com a língua de Camões, não se brinca

Com a palavra os professores de língua portuguesa: Antonio Oirmes Ferrari, Maria Helena e Rita Pascale

Presidenta ??? Vale a pena ler pela aula de português ...

Queridos Amigos,

Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus sequazes, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.

Presidenta???

Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?

Bem, vejamos:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente,e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.

Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."

Museu de Instrumentos de Tortura - Toledo, Espanha

HUMOR EM TEMPO DE CRISE


Sabendo ler a pauta é bem mais fácil...

Vale a pena ver calmamente...

Divirtam-se...

Carrega no o link http://www.flixxy.com/olsen-gang-elverhoj-overture-comedy-film.htm.


CARTAZ DA CAMPANHA PRESIDENCIAL

VOTA CAVACO PARA CONTINUARES COM A TRADIÇÃO

O VOTO EM BRANCO, O VOTO NULO E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


ELEIÇÕES PR :

Desde 1969, em que Marcelo Caetano promoveu um arremedo de eleições, jurei a mim própria que sempre que houvesse eleições votaria. Sei quanto custou chegar-se ao voto, por isso voto.

Cheguei mesmo à conclusão que os Presidentes da República em Portugal são meramente simbólicos e decorativos e nos custam um dinheirão inútil.

1. O Poder Executivo é do Governo.

2. O Poder Legislativo é da Assembleia (com deputados a mais para meu gosto, a maior parte a dormitar, que só serve para pôr o dedo no ar ou no botão, para perpetuar o seu tacho.).

3. A avaliação da Constitucionalidade cabe ao Tribunal Constitucional.

4. O Presidente só serve para mandar bitates e, se assim o achar, dissolver a Assembleia, promovendo eleições antecipadas. Mas isso mesmo pode fazer a própria Assembleia, malgré tout, mais democraticamente, apresentando uma Moção de Censura ao Governo que seja aprovada por maioria.

5. A diferença entre um Presidente assim, ou um Rei, é que somos nós a assegurar a sucessão em vez de ser a hereditariedade. Ninguém pode demitir o Presidente. Mas eu percebi que O PRESIDENTE, TAL COMO O REI, VAI NU. E nós no cortejo a bater palmas.

5. Logo : Vou escrever no meu boletim: "ANTI-CRISE _ FAÇAM UM RESORT PARA TURISTAS EM BELÉM"

6. Saramago, desiludido, propôs o voto em branco. Eu dou um voto nulo, com a minha opinião.É o meu direito.

A Bem da Nação! MJ

ARTESANATO TRADICIONAL PORTUGUÊS DAS CALDAS DA RAINHA


(Resposta de um eleitor e leitor deste blogue)

Actualmente, partilho de tais convicções mas olha que o voto nulo serve para que 1 (qualquer) candidato tenha mais hipóteses de ganhar à primeira volta!
As percentagens necessárias não contam com os votos nulos.
Assim, se num eleitorado de 100 pessoas para 3 candidatos, se houver 90 nulos basta que um dos candidatos tenha 5 votos para atingir os 50% que lhe dão a vitória à primeira.

Também há uma regra que não é propalada, talvez porque ser difícil de se consubstanciar (só numa situação de descontentamento geral): se os votos BRANCOS atingirem 50% dos votos VÁLIDOS (os nulos não contam), ninguém pode ser eleito; seria eleito o BRANCO

Portanto, diria que é preferível votar em branco que escrever no boletim "VÃO PARA..."

PS.
Embora me pareça que um PR e um REI não são muito diferentes nas funções (?) para que existem, nestes termos (e noutros?).
Para decoração, podia ser o Galo de Barcelos, já que nas Caldas (parece) que os deixaram de fabricar.

CINEMA PORTUGUÊS


Excelente filme dirigido pelo nosso grande cineasta António Lopes Ribeiro. Que saudades do seu famoso programa "Museu do Cinema" na RTP canal único na época.

Não fazia ideia da existência desta maravilha a cores que documenta os festejos e cerimónias do 8º Centenário da Conquista de Lisboa, ocorridas no ano de 1947, quando eu nascia, e retrata o relevo da grandeza do nosso império que estava a desmoronar-se desde 1820 chegando ao fim em 1975...

Outra surpresa para mim, é que eu estava iludido de que o cinema a cores era dos anos 50.

Para quem desencantou esta preciosidade que encanta, dirijo os meus parabéns.

É um filme muito interessante ...vale a pena " gastar " alguns minutos.

O Cortejo Histórico de Lisboa, 1947 - 1º Filme a cores da Câmara Municipal de Lisboa

Na tribuna, além de Carmona (PR) e Salazar(PM) estava EVA PERON

http://vimeo.com/7764090
UM ABRAÇO
BASÍLIO

UM PAR DE JARRAS


BOCA DO INFERNO

Ricardo Araújo Pereira, Visão 13/01/11
***
Quem não fazia a mínima ideia de que o País caminhava para a catástrofe económica pode alegar que não interveio por desconhecer que a crise tinha esta dimensão. Cavaco diz que sabia exactamente o que se ia passar. Logo, o cargo de Presidente da República não confere ao seu titular poderes especiais. toda a gente o sabe, aliás. Só por pudor é que não são esgrimidos argumentos como" Eu sou mais decorativo do que o senhor" ou "Disparate. Eu sou claramente o candidato que melhor enfeita um centro de mesa"

RECEITA PARA SODOMIZAR UM POVO!


Estimados amigos

é por estas e infelizmente "muitissimas" outras... que devemos TODOS arregaçar as mangas e ELIMINAR da cena política toda esta "corja" que nos têm vindo a delapidar (roubar)em todos estes anos.

O texto que se segue serve para "elucidar" aqueles que por ventura tendo ainda dúvidas, considerem que AINDA HAVERA ALGUEM HONESTO na classe politica portuguesa...

Claro, que, o POVãO, devida e convenientemente alienado e iludido VAI ELEGER este senhor para mais umas férias prolongadas em Belém não tenhamos ilusões...

MAS É PRECISAMENTE CONTRA ESTES INFELIZES E DESGRAÇADOS acontecimentos que deveremos LUTAR...

Obrigado pela v/ atenção
Albino

Miguel Sousa Tavares, no Expresso!


«Não me admira muito a facilidade com que Cavaco Silva se deixou enredar na armadilha do BPN. Pode-se pensar que foi falta de previsão da sua parte, mas eu acho que foi antes falta de visão: Cavaco Silva acha-se genuinamente acima e imune ao que considera "baixa política". E baixa política, para ele, pode ser muita coisa, mesmo aquilo que é perfeitamente legítimo e normal na luta política. A sua pretensão é a de andar à chuva sem se molhar, fazer política fingindo-se acima dela. Ainda na recente mensagem de Ano Novo, referiu-se aos "agentes políticos", como se deles não fizesse parte: E antes execrou a pestífera espécie dos "políticos profissionais", como se os dezassete anos que leva de funções políticas públicas tivessem sido desempenhados a título gracioso. E o mesmo em relação ao desdém que vota à "política partidária", como se não tivesse çhefiado durante dez anos um partido político.
Não admira, assim, que, desenterrado o assunto BPN, Cavaco Silva tenha reagido conforme a sua natureza política, em três diferentes e sucessivos andamentos: indignação majestática, desconsideração política e intimidação senhorial.
Na primeira fase, achou que lhe bastaria dizer que seria preciso que alguém "nascesse duas vezes" para conseguir ser tão honesto como ele - uma resposta à medida da superioridade moral que atribui a si mesmo, mas contraproducente, visto que reconhecia que o assunto BPN era uma questão de honestidade.
Na segunda fase, achou (como no caso da "conspiração das escutas", engendrada entre Belém e o "Público"), que se podia contentar com explicações que não vinham ao caso e nada interessavam: que consultassem a sua declaração de rendimentos (que não contém respostas a nada do que está em causa); que aplicou as suas poupanças em quatro bancos (o que só seria relevante saber se nos outros três tivesse obtido lucros tão extraordinários e fulminantes como no BPN); que se tratava de ‘poupanças de uma vida de trabalho’, (como se o que importasse fosse conhecer a origem do dinheiro investido e não a razão do dinheiro acrescentado); e que pagou todos os impostos devidos pela operação BPN (impostos insignificantes e cujo pagamento, deduzido à cabeça pelo Banco, ninguém questionara).
Enfim, na terceira fase – a das ofensas – deu homem por si para acusar Alegre de ‘campanha suja, ‘indecente’, ‘ignóbil’, ‘cobarde’, ‘desonesta’ e de ‘baixa política’. E para concluir que ‘já tinha esclarecido tudo o que havia a esclarecer’. Pelo menos, vá lá, sempre reconheceu que alguma coisa havia a esclarecer.
Não sei ainda que desenvolvimentos terá este assunto nos próximos dias. Mas hoje, quinta-feira, em que escrevo este texto, duas coisas são claras para toda a gente: que, ao contrário do que afirma, Cavaco Silva não esclareceu nada do que interessava esclarecer e que já todos entendemos a razão para tal. Mas, como o assunto é, evidentemente, político, convém começar por responder a duas objecções políticas prévias dos defensores de Cavaco Silva.
A primeira tem a ver com a oportunidade do tema: porque é que o assunto só agora desceu à praça pública, porque é que um negócio particular, ocorrido entre 2001 e 2003, só agora surge questionado? Porque o negócio só foi conhecido em 2009, através de uma notícia deste jornal, embora já fosse falado à boca-pequena muito antes disso; porque, entretanto, o BPN foi nacionalizado e transformou-se num caso criminal, com as responsabilidades financeiras a cargo dos contribuintes; e porque, obviamente, estamos em campanha eleitoral e Cavaco Silva é candidato.
Isso remete-nos para a segunda questão prévia, que é a da legitimidade dos pedidos de explicações ao candidato-Presidente. Será isso apenas parte de uma campanha suja e desonesta?
Não creio: será que, se se tivesse descoberto, durante a campanha presidencial americana, que Obama tinha conseguido uma taxa de lucro astronómica e rapidíssima com investimentos num dos bancos intervencionados pelo governo federal com o dinheiro dos contribuintes, isso não teria sido tema das eleições americanas?
Ou se se tivesse descoberto o mesmo acerca de um negócio entre Gordon Brown e um dos bancos ingleses que o Governo teve de nacionalizar para evitar a falência? E se, por acréscimo, os bancos em causa fossem geridos na altura por amigos políticos ou pessoais de Obama ou Gordon Brown?
E se, porventura, se descobrisse que tinha sido por ordens directas de um desses amigos e presidente do banco que eles tinham conseguido esse negocio da China?
Em que democracia do mundo é que isto não seria tema de campanha e em qual é que ao candidato em causa bastaria responder que era preciso nascer duas vezes para ser tão honesto como ele?
Ao contrário do que Cavaco Silva gostaria, não lhe basta declarar que não é político para se poder comportar como se o não fosse.
A questão é esta: em teoria, qualquer um de nós (vá-se lá saber como ... ), podia ter valorizado em 140% e em menos de dois anos um investimento no BPN, e não devia explicações a ninguém.
Mas quem exerce o mais alto cargo do Estado, quem, validando uma decisão nefasta do Governo, teve a responsabilidade de nacionalizar o BPN, chutando para cima de nós uma factura que neste momento vai já em 500 euros por cidadão (e muito mais para os que verdadeiramente pagam impostos) devia, pelo menos, sentir-se incomodado por ele próprio ter ganho uma pequena e instantânea fortuna onde todos nós perdemos, sem culpa alguma.
E, sobretudo, quando hoje já é claro que, corri um banco paralelo e 'virtual' numa garagem e outro banco de fachada em Cabo Verde, o BPN foi roubando os depositantes em benefício de alguns accionistas e outros privilegiados. E que tudo isto acabou num caso criminal escabroso como não há memória em Portugal. Bem pode Cavaco, para desviar as atenções do essencial, questionar a gestão pública e posterior do BPN ou tentar comparar a situação à dos bancos ingleses nacionalizados: uma coisa são as eventuais falhas da actual gestão pública do BPN ou os danos causados nos bancos ingleses por práticas de gestão irresponsáveis e aventureiras; outra coisa. são as consequências das actividades criminosas ocorridas no BPN, sob a presidência de um amigo político do Presidente.
Com tantos anos na "política profissional", Cavaco Silva não devia esquecer algumas das regras do jogo: que, na política, a única coisa que não se pode matar é o passado, que a vingança se serve fria e que não se deve desafiar quem nos pode atingir. Ao optar, soberbamente, por achar que ninguém se atreveria a questionar o seu passado com o BPN, ao imiscuir-se na última campanha das legislativas, lançando graves suspeitas contra o Governo com a história inconcebível das escutas inventadas, e ao não hesitar em atacar, para se defender, a actual administração do BPN e da CGD (onde estão amigos e membros da sua comissão de honra), Cavaco Silva pôs-se a jeito para o que agora lhe sucedeu.
O ‘aparecimento’ do despacho em que Oliveira Costa ordena que se lhe comprem as acções da SLN e onde fixa o extraordinário preço de compra das mesmas, não conseguirá retirar-lhe a reeleição, mas retirou-lhe, e para sempre, coisas que, do meu ponto de vista, são bem mais importantes.
Assim, ficámos a saber, por outra via, duas das respostas que ele se recusou a dar, por si mesmo: quem lhe comprou, as acções da SLN e quem fixou arbitrariamente o preço de acções que nem sequer estavam cotadas em bolsa. Foi Oliveira Costa - seu ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ex-membro da sua Comissão de Honra na candidatura de 2005 e financiador da campanha, ex-presidente do BPN e chefe da quadrilha a quem devemos 5000 milhões de euros de responsabilidades financeiras assumidas pelo Estado em nosso nome.
Restam as outras perguntas a que só Cavaco Silva pode responder; mas a que não responderá: quem e como o convenceu, a ele e à família, a investir na SLN, dona do BPN?
Como e porquê resolveu sair?
Não estranhou uma mais-valia de 75% ao ano?
Não lhe passou pela cabeça que isso pudesse ser um negócio de favor à sua pessoa política?
Não desconfiou, para mais sendo professor de Finanças, da solidez de um banco que assim remunerava investimentos particulares?
Conhece mais algum cliente do BPN que tenha realizado semelhante negócio com o banco?
Ou mais alguém que tenha realizado negócio semelhante com qualquer outro investimento financeiro, nessa altura?
Responda ou não, já é tarde de mais».

CAVACO SILVA - A MEMÓRIA CURTA DOS PORTUGUESES

O CANDIDATO ACREDITA NAS SUAS PRÓPRIAS MENTIRAS

Aníbal Cavaco silva a descoberto. VAI NU.
(Tal como recebi)

É urgente, é imperioso, que a maioria dos portugueses conheçam a verdade e a origem dos mais graves problemas que devastam o país.

*O MONSTRO*

Se os portugueses não tivessem memória curta e tivessem sido leitores do Expresso teriam dado por uns artigos de Cavaco Silva que, segundo o próprio, alertavam para o risco de Portugal chegar à situação em que estamos. Mas esses mesmos portugueses recordar-se-iam igualmente da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983. Nesse tempo o grande problema da economia portuguesa era o mesmo que enfrentamos actualmente, a sua competitividade
externa agravada agora por um contexto internacional menos favorável e por uma dívida pública e privada que consomem uma parte cada vez mais significativa da riqueza produzida pelo país.

Tal como agora os jovens não tinham emprego e no meu caso a situação era agravada pelo estigma de ter tirado a licenciatura do ISEG, os anúncios de empregos excluíam os que se tinham licenciado naquela escola, os senhores da Universidade Católica (por onde andava o Cavaco) e da Nova (onde o Cavaco se baldou até ter tido um processo disciplinar) usavam da sua influência para as empresas empregadoras favorecerem os pupilos da Nova e da Católica.

Lembrar-se-iam também de que a causa remota da vinda do FMI foi a decisão de Cavaco Silva de revalorizar o escudo, uma manobra eleitoralista apoiada num falso nacionalismo que retirou a competitividade externa das economias portuguesas, com as consequências que o país conheceu depois. O mesmo Cavaco que tinha responsabilidades directas no descalabro da economia portuguesa deu depois o golpe ao governo do bloco central quando tudo estava resolvido, governando em tempo de falsas vacas gordas, à custa da adesão à CEE que tinha sido conseguida por Mário Soares, do reequilíbrio das contas externas alcançado num governo liderado pelo mesmo Mário Soares e da imensidão dos fundos comunitários. Há poucos dias muitos evocaram o papel do falecido Ernâni Lopes na recuperação da economia portuguesa, ninguém se recordou de quem foi o responsável por Portugal ter ido bater à porta do FMI, nesse tempo Cavaco não tinha tempo para alertar em artigos no Expresso para as
consequências da sua incompetência.

Outro exemplo da preocupação de Cavaco Silva com a protecção da economia portuguesa e a competitividade das nossas empresas foi-nos dado quando já era primeiro-ministro. Para reduzir a taxa de inflação não hesitou em eliminar os mecanismos de protecção negociados durante a adesão para o sector agrícola e de um dia para o outro sectores como os cereais, carnes e lácteos deixaram de ter qualquer protecção em relação à forte concorrência
dos produtos vindos dos outros estados-membros soçobrando face à competitivade da agricultura europeia.

Cavaco Silva é o pai da conquista de votos a qualquer preço, dos acordos de concertação social à custa de cedências generalizadas, dos negócios lucrativos de acções com cotações fixadas por Oliveira e Costa, da promoção de professores de trabalhos manuais com o 5.º ano a professores com estatuto de licenciados, da possibilidade de os funcionários públicos poderem comprar
anos de serviço com base em mentiras o que permitiu a muito boa gente reformar-se com cinquenta anos porque deram explicações quando tinham doze, dos aumentos de pensões de reforma em vésperas de eleições, do agendamento de dezenas de cerimónias de inauguração de obras públicas em vésperas de eleições, de cerimónias do CCB onde se exibiam publicamente os novos militantes do PSD, muitos deles promovidos a chefes depois do competente
preenchimento da ficha de militante.

Cavaco Silva é o pai das políticas eleitoralistas sem escrúpulos em que os votos justificam os meios, da invasão do Estado por milhares de boys, do enriquecimento fácil à custa do Estado, é o pai espiritual dos que roubaram mais de 3 milhões de euros no BPN que os portugueses terão de pagar com impostos e cortes de vencimentos. O candidato presidencial Cavaco não previu o futuro do país num artigo que escreveu há sete anos, o agora candidato presidencial escreveu o futuro do país quando foi ministro das Finanças e primeiro-ministro, escreveu gatafunhos na democracia quando o seu pau mandado inventou escutas e está a escrever uma página triste na história da instituição Presidência da República.

Quando Miguel Cadilhe disse que Cavaco Silva era o pai do monstro pecou por defeito, o candidato presidencial Cavaco Silva é ele próprio a representação viva do monstro.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Martinho da Vila - Lisboa Menina e Moça.wmv

VOTE NOUTRO GAJO QUALQUER, A BEM DA NAÇÃO EM CAVACO NÃO


CAVACO ESQUECE-SE QUE D. SEBASTIÃO DESAPARECEU ENTRE O NEVOEIRO


DESDE 1999 QUE CAVACO SILVA POSSUI, NA URBANIZAÇÃO DA ALDEIA DA COELHA, A VIVENDA GAIVOTA AZUL. TEM POR VIZINHOS OLIVEIRA COSTA E FERNANDO FANTASIA, HOMENS-FORTES DA SLN (BPN). UM LOTEAMENTO QUE NASCEU E CRESCEU À SOMBRA DE MUITAS EMPRESAS E OFF-SHORES (Todos sabemos que os off-shores servem para que as fortunas fujam do país legalmente e para a lavagem de dinheiro sujo). A ESCRITURA DO LOTE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO SE ENCONTRA NO REGISTO PREDIAL DE ALBUFEIRA. O PRÓPRIO NÃO SE RECORDA EM QUE CARTÓRIO A ASSINOU(um presidente com tantos lapsos de memória e silêncios não é confiável em qualquer país. Imaginem OBAMA a carregar, por esquecimento, no botão de disparo da bomba nuclear).


Teófilo Carapeto Dias, amigo de infância de Cavaco e seu vizinho nesta urbanização, afirma que o presidente adquiriu a propriedade através de uma permuta de terrenos, informação que o presidente não confirma nem desmente. Carapeto era dono de duas sociedades off-shores (as tais que sugam a vitalidade ao país dentro da legalidade).


Segundo a investigação judicial ao BPN, Oliveira Costa comprou a propriedade por 362.500 euros mas fez a escritura por 150.000 euros para "roubar" ao fisco 15 mil euros de sisa (isto, vindo de um membro do governo de Cavaco, é algo de inqualificável). Há ainda a acrescentar que quem pagou esta compra de Oliveira Costa, integralmente, foi o BPN. Ou seja, o antigo gestor do BPN e homem de negócios de Cavaco, ficou com um bem sem gastar nada de seu.


Quando se viu apertado, Oliveira Costa passou o bem para a sua mulher.


Quem também passou para o nome da filha o lote comprado na urbanização da Aldeia da Coelha, foi o amigo de infância de Cavaco, Teófilo Carapeto Dias.


O mesmo fez Fernando Fantasia, vizinho de Cavaco na Coelha.


Fantasia era accionista de empresas em sociedade com a SLN, que adquiriram terrenos em Rio Frio poucos dias antes do anúncio da construção do aeroporto naquela zona (Quem lhe terá passado a informação????).


Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças de Cavaco e seu vizinho na urbanização da Coelha, pagou 750.000 mil euros por uma casa avaliada pelas finanças em 53.000 (que mau negócio...ai Sisa a quanto obrigas!).


COM AMIGOS DESTES CAVACO NÃO PRECISA DE INIMIGOS!
MAS DIZ-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIGO QUEM ÉS!


(Texto escrito com base em informações recolhidas na revista Visão de 13-01-2011).


AOC


BOAS NOTÍCIAS


O primeiro-ministro, José Sócrates, parte no próximo sábado, dia 15, para o Qatar e Abu Dabi, com uma megacomitiva de empresários de áreas que vão da construção civil às energias renováveis, tecnologia e vestuário (economia real)e representantes dos bancos nacionais.


O pretexto da viagem foi o convite feito a Sócrates para discursar na World Future Energy Summit, uma cimeira de energias renováveis. Aqui o objectivo será exportar o know-how nacional, inesperadamente já adiantado, para abastecer o automóvel eléctrico. Se grande parte das baterias do Leaf, o eléctrico da Nissan, será fabricado em Portugal (Cacia), o país criou também o consórcio Mobi.e que vai lançar a rede de que os novos carros precisam para manutenção.


Surgem também, como resultado desta viagem, novas oportunidades de negócio para as empresas de novas tecnologias, como a Vision Box, que fornece a aeroportos internacionais material de identificação para os novos passaportes.


Sócrates anda feliz. A Argentina acaba de encomendar 500.000 computadores nacionais Magalhães.

MIA COUTO - GAMASUTRA


A miséria é, infelizmente, fértil nesse paradoxo: em vez de produzirmos riqueza, produzimos ricos. Antes fossem ricos. Porque são apenas endinheirados. E endinheirados que não produzem.

O Kamasutra não seria a prenda mais apropriada para a presente quadra. Nem sequer seria oferta original. Se é para dar um presente que seja algo que fale do gosto de nos darmos, da identidade de quem dá. Por isso, este Natal vou dar um livro que traduza a nossa originalidade e que, sendo publicação recente, cedo rivalizará com o célebre livro sobre os prazeres do amor.

A longa lista de tentadoras posições sexuais do Kamasutra cedo ficará esquecida perante o rasgão criativo desta outra obra. Falo, é claro, do “Gamasutra, a infinita arte do gamanço”. Um manual ilustrado sobre a roubalheira como modo de viver. Começo deste modo, fazendo paródia junto à fronteira do solene e do sagrado. Não o faço gratuitamente. Tenho uma intenção.

Entenderão ao lerem, se assim tiverem paciência. O melhor do Natal é a festa, a família, a sugestão de um mundo solidário. O tempo do verbo terá que ser, no entanto, alterado: o melhor do Natal já foi o Natal. Porque uma descarada subversão do espírito natalício foi convertendo em mercadoria e comércio aquilo que parecia ser generosidade pura e simples: darmo-nos nós, como somos, e tornarmo-nos mais próximos dos outros. Se ressuscitasse hoje, Cristo não teria que abordar apenas os vendilhões de um templo. O mundo inteiro é um bazar onde tudo se compra e se vende. Incluindo o chamado espírito natalício.

Rectifico o início desta crónica: o melhor do Natal é o espírito do Natal. Esse espírito não resiste à manipulação oportunista que a imagem de um simpático mas estafado Pai Natal, vestido com as cores da Coca Cola, apenas confirma a lógica de lucro a que nem os mitos escaparam. Um dos piores tormentos dos novos tempos de Natal são as mensagens feitas a metro. Por via de email, de telefone celular, as mensagenzinhas entopem as caixas de correio e obrigam-nos a um exercício penoso de as apagar às dúzias. Corro o risco de ser ingrato.

Mas eu peço aos meus amigos: não me enviem mensagens natalícias. Mandem-mas ao longo do ano, sobretudo, mandem-nas sem necessidade de data especial, com a originalidade e a graça que a verdadeira amizade requerem. A obrigação de trocar mensagens com amigos é algo de nobre. Mas também aqui aconteceu a banalização. Fórmulas repetidas, clichés sem gosto, fizeram da humana troca de emoções aquilo que os maus políticos fizeram ao discurso oficial: um desfile de frases feitas, em construção previsível, vazio de ideias, incapaz de comunicar ou de comover o mais ingénuo dos cidadãos. Pediram-me há dias, num programa de televisão, que formulasse um desejo para o nosso país.

A dificuldade primeira é escolher um único desejo quando os votos que trazemos são sempre múltiplos. Sentado ante a câmara de filmar demorei um tempo, navegando entre brumas e luzes. Acabei escolhendo uma meia fórmula, optei pelo seguro. Fiz mal. Porque o que mais queria ter formulado era uma espécie de anti-voto. Ou seja, eu devia ter falado daquilo que eu não queria que acontecesse. Seria o meu voto pela negativa. Disse o que todos dizemos: que o ano próximo seja um momento de construção de riqueza. Mas de riqueza nacional. E não de uns poucos. A miséria é, infelizmente, fértil nesse paradoxo: em vez de produzirmos riqueza, produzimos ricos. Antes fossem ricos.

Porque são apenas endinheirados. E endinheirados que não produzem
. Faço aqui, pois, o voto pela via da negação: o que eu mais queria que deixássemos de ser. E escolho: que virássemos costas ao roubo. Já não falo da prática generalizada que tomou conta das colunas dos jornais. Não falo apenas desse roubo que se estende dos medicamentos, aos cabos de fibra óptica, dos passaportes ao carris de comboio, das condutas de combustível a painéis solares para fontes de água. Não falo só do furto que causa milhões de dólares de prejuízo a companhias de electricidade, telefone e águas. E que nos torna mais pobres a todos nós. Não falo sequer desse outro espantoso roubo que faz com que, na berma das estradas, se comece por roubar os pertences dos sinistrados em lugar de lhes prestar socorro. Falo de outra roubalheira que se infiltrou no tutano do nosso corpo enquanto nação: a ideia que roubar é legítimo por causa da pobreza. Ou por causa da escassez de tempo que o político tem por mandato. Ou por causa de qualquer outra razão.

Falo de outros níveis de roubo: o roubo da esperança pelos políticos, o roubo da propriedade pública pelo gestor, o roubo da História e da memória por aqueles que se acham a geração de estreia nacional. Falo dessa roubalheira que é a corrupção, lenta hemorragia que nos pede insidiosa habituação. Falo do roubo do pensamento crítico por aqueles que fazem uso da ameaça velada, da censura subtil ou da arrogância e desprezo pelo debate aberto.

Numa palavra, o roubo no nosso país já não é um simples somatório de casos policiais, uma onda crescente que se destaca de um mar são. O furto tornou-se numa cultura, num sistema. Tornou-se regra. Somos hoje um país em permanente assalto a si mesmo. E nenhuma nação, por mais bem que esteja no caminho do progresso, pode conviver com uma doença assim.

Mia Couto

Arquivos Secretos da Inquisição - Episódio 2 de 4 - As Lágrimas da Espan...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Seis cuestiones básicas sobre la lengua catalana

Mulheres - Martinho da Vila

A REVOLUÇÃO COMEÇOU


Uma nova Era já começou!

Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!

As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!

De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":

1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam a projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.

Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...

Lula - Discurso Histórico

SOLUÇÃO-MOVIMENTO CÍVICO


Cidadãos e Amigos

Tenho recebido algumas respostas a esta minha "provocação". Esta parece-me bastante interessante, e como o autor expressamente autoriza, eu divulgo para voçês, pois a opinião de todos será fundamental neste processo.

Um abraço
Albino


Meu caro,

Movimentos Cívicos existem muitos para salvar rios e mares, passarinhos e gaivotas, linhas férreas antigas, ética nas estradas e por aí fora.

Podemos iniciar um MC .. não gosto do nome Solução pois é fundamentalista e Soluções tentam-se não se garantem … proponho Movimento Cívico Novo Rumo; mas, o que acho mesmo é que o que isto precisa é terapia de choque e provavelmente há maneiras de pacificamente, por enquanto, fazer algo. Precisamos é de um grupo de uns 5 a 10 carolas sendo alguns deles mestres em lidar com Facebook, Blogs e Twiter pois essas ferramentas é que ajudaram a informar, mobilizar, reunir, expor os malandros e vilanagens, exigir que justiça avance, etc etc. Precisamos de pessoas com qualidade de escrita, um bom jornalista por exemplo; depois é reunir, debater ideias, encontrar compromissos e implementar. Parece fácil …. não, não é fácil mas não é impossível.

Abraço (podes mandar ao grupo que escolheste)

António Almeida

CARTAZ DAS PRESIDENCIAIS


O BPN ROUBOU OS DEPOSITANTES EM BENEFÍCIO DE ALGUNS PRIVILEGIADOS


A QUESTÃO É ESTA: em teoria, qualquer um de nós (vá-se lá saber como...), podia ter valorizado em 140% ecem menos de dois anos um investimento no BPN, e não devia explicações a ninguém. Mas quem exerce o mais alto cargo do Estado, quem, validando uma decisão nefasta do Governo, teve a responsabilidade de nacionalizar o BPN, chutando para cima de nós uma factura que neste momento vai já em 500 euros por cidadão (e muito mais para os que verdadeiramente pagam impostos) devia, pelo menos, sentir-se incomodado por ele próprio ter ganho uma pequena e intantânea fortuna onde todos nós perdemos, sem culpa alguma. E, sobretudo, quando hoje já é claro que, com um banco paralelo e "virtual" numa garagem e outro banco de fachada em Cabo Verde, o BPN foi roubando os depositantes em benefício de alguns accionistas e outros privilegiados.


(Excerto de um texto de Miguel Sousa Tavares, escritor e jornalista, publicado no Expresso de 8-1-2011)