sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CONCERTO COMEMORATIVO LUÍSA TODI


Caros Amigos,

No próximo Sábado (8 de Janeiro) pelas 21h 30m, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, o Coral Luísa Todi realizará o concerto anual comemorativo do nascimento da cantora lírica setubalense Luísa Todi.

Assista e divulgue o concerto.

Cumprimentos

--
Coral Luisa Todi
Rua Carlos Ferreira, 15
2900 - 025 Setúbal

Telef/fax 265 57 21 90
coralluisatodi@gmail.com - www.coralluisatodi.org

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ちあきなおみ 霧笛 Chiaki Naomi Fado Amália Rodrigues Naufragio Cover

ILITERACIA


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UM ABRAÇO E BOM ANO
AOC

CARTAZ DA CAMPANHA PRESIDENCIAL EM PORTUGAL

ADIVINHEM DE QUEM É ESTE ORIGINAL CARTAZ DE CAMPANHA.
A POSIÇÃO É ESCLARECEDORA...:"ESTOU-ME CA....PARA AS DÚVIDAS DOS PORTUGUESES SOBRE O BPN".
QUEM ACERTAR TERÁ LUGAR ASSEGURADO AO LADO DO FUTURO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
APESAR DAS DORES DE CABEÇA INERENTES À TRABALHOSA FUNÇÃO DE "RAINHA DE INGLATERRA",NÃO DEIXA DE SER UM BOM PRÉMIO.
ESTE CARTAZ SERÁ BREVEMENTE COLADO PELAS RUAS DO PAÍS.
COLABORA PARTICIPANDO NAS COLAGENS!

Pasión Vega.- María la portuguesa (Ratones Coloraos)

COMPLEXOS DE INFERIORIDADE




Mestrado ... anda tudo louco? MESTRE EM GESTÃO E MANUTENÇÃO DE CAMPOS DE GOLFE

Soube hoje que ficaram de enviar a uma escola de Grijó um Cirurgião Arbórico.

Confesso a minha ignorância. Tive de perguntar o que era e fui informado que se trata de podador de arbustos.....

Diário da República, 2ª Série, nº. 51, 12 de Março de 2008

MESTRE EM GESTÃO E MANUTENÇÂO DE CAMPOS DE GOLFE

http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf

Leiam bem:

Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe. Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado!

O doutoramento virá a seguir.

VERDADES INCONVENIENTES

SOLDADO AMERICANO TEVE A CORAGEM DE DIZER O QUE TODOS CALAM.
O INIMIGO NÃO ESTÁ DO OUTRO LADO DA FRONTEIRA. ESTÁ BEM PERTO DE NÓS E É ELE O RESPONSÁVEL PELA MISÉRIA DO MUNDO.

Discurso de um soldado americano, (vejam antes que o vídeo seja banido da net.) O soldado apareceu morto 2 dias depois do discurso, a autópsia revelou ter sido um ataque cardíaco ( depois de um discurso desses, é difícil acreditar em ataque cardíaco. A menos que tenha sido
provocado... não seria de estranhar).

Vale a pena VER...


http://www.youtube.com/watch?v=JFOmnAjk1EQ&feature=PlayList&p=5E876630D2BF325B&playnext_from=PL&playnext=1&index=14

HUMOR EM TEMPO DE CRISE

PORTUGUESES, ATÉ AS VACAS SE REVOLTARAM!

A PACIÊNCIA ESTÁ A CHEGAR AO FIM


Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal.
Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, em certas cabeças.
O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".
Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.
Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás os Montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afetos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher-a-dias do Trabalho, e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece, uma barata de cabelos brancos. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes".
Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os "Institutos", de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamou "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treta, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.
Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rimel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.
Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser.
Pessoalmente, mas não tenho armas, já escolhi alguns alvos.
Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.
Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem estar de quem tem pouco, mas nas cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos.
Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição.
Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.
Não tenho armas, digo, mas menti, porque, de facto, tenho uma, e que é a pior de todas, o Dom da Palavra, e acabei, esta noite, de voltar a tirá-la do bolso.
Espero que vos faça acordar.

(AUTOR DESCONHECIDO)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

NATÁLIA JUSKIEWICZ, UM VIOLINO NO FADO


BPN - LUCROS DE 140% - NEGÓCIOS DE DROGA, ARMAS, PROSTITUIÇÃO?


À medida que os dias passam e as suspeitas se avolumam, há perguntas que é necessário repetir ao actual presidente da república.

Sabemos que não responderá, escondido na sua pretensa honestidade, acusando todos os que têm legítimas dúvidas, de campanha suja, MAS NÃO DEIXAREI DE AS FAZER.

O que me intriga, e a todos os portugueses, é porque este ex-primeiro ministro, ex-ministro das finanças, ex-presidente do PSD, um dos responsáveis pela crise em que Portugal mergulhou, insiste em alimentar a polémica à volta do banco BPN. Porque não acaba de vez com as dúvidas?

O candidato, ainda presidente da república, que não esqueça que é o bom nome do país, mais do que o seu, que está em causa. Ao alimentar este tipo de suspeições emporcalha o nome de Portugal.

Quem não deve não teme, diz a sabedoria popular!

Explique-se, não alimente esta dúvida que envergonha os portugueses, já tão descrentes dos políticos que os representam. Não nos obrigue, com o seu intrigante silêncio, com as suas desculpas mal formuladas, a acreditar que o mais alto magistrado da nação se envolveu nos jogos sujos da especulação: será o suicídio político desta democracia.

A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN?
O PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco.
Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou?
À própria SLN?
A algum accionista?
Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)
Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção?
Atiraram moeda ao ar?
Consultaram a bruxa?
Recorreram a alguma firma especializada?
Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.
Cavaco pagou?
E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso.
Passaram dois anos.
Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa.
Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que o comprador apareceu prontamente, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado.
E quem foi o benemérito comprador, quem foi?
Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.
Cito o Expresso online:
«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.»
Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara.
Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 140 %?
Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:
1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?
2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?
3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.
4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?
5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!
6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?
7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 140% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?
E já agora, se Cavaco Silva é tão preocupado com a pobreza e a inclusão dos cidadãos mais desvalidos, por que não aufere apenas o ordenado de Presidente da República?!
Será porque é mal pago e tem que acumular com as reformas de professor, do Banco de Portugal e de primeiro-ministro?!
Se estivesse sinceramente preocupado com os pobres e a recuperação das finanças do Estado, não deveria e poderia dar o exemplo e renunciar às reformas enquanto estivesse no activo?! Antes do Governo do dito senhor era assim, só se auferiam as reformas depois de deixar completamente o activo e os descontos eram englobados e pagas numa única prestação!
Que espera o professor para dar um exemplo de Catão como é o do seu apoiante Ramalho Eanes, o único que renunciou ao pagamento de muitos milhões que o Estado lhe devia?
Afinal o dinheiro de todos e que é dos nossos impostos tem um valor muito diferente, consoante a moral dos governantes sérios e dos que se governam …
Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social.

Uma última pergunta.
Cavaco não achou estranha uma mais-valia de 140%? Que negócio honesto dá um lucro tão grande em 2 anos?

Todos sabemos que apenas os negócios de droga, prostituição e armas são tão lucrativos.
Qualquer homem de bem, professor de economia, impoluto, previdente, desconfiado, recusaria participar em tão grande trafulhice. Ainda por cima com as ambições políticas que Cavaco acabou por revelar.
Ou Cavaco esclarece o que se passou, e será objecto do nosso julgamento, ou se demite e vai para um qualquer paraíso, à semelhança de Dias Loureiro, gastar os 140% .
Caso contrário, seremos mais um dos países da América Latina ou de África, onde os políticos são a ponta do icebergue do sobmundo do crime, para desgraça das populações.
AOC

Pasión Vega - Lejos de Lisboa

MANUEL AMADO, O "VERMEER" PORTUGUÊS


Manuel Amado . Exposição . Pintura
Título
Encenações

Conteúdo
40 inéditos recentes
Óleo sobre tela
Tema
Encenações introduzidas na vida real criando, por vezes, atmosferas de índole surrealista.
Inauguração
13 de Janeiro às 19.30h (Apenas para convidados)
Local
Sociedade Nacional de Belas-Artes
Rua Barata Salgueiro, 36, 1250-044 Lisboa
Tel. 213 138 510
www.snba.pt
De 14 de Janeiro a 15 de Março de 2011.
Das 14 às 20 horas. Encerra Domingos e feriados.
Entrada livre

O Millennium bcp é o patrocinador deste acontecimento.
Promove a edição de um catálogo com 40 obras reproduzidas a cores.
O texto crítico é da autoria de Nuno Júdice.
"Na série de quadros que nos são apresentados, o pintor faz uma dupla citação: uma citação das suas séries relativas a cidades, a jardins, a praias, a interiores; e uma citação das figuras recortadas da sua série teatral. Não se trata de uma colagem nem de uma sobreposição mas de um encaixamento, no sentido das mots-valises do futurismo e, depois, do surrealismo, em que duas realidades se interpenetram sem se anularem criando uma terceira realidade, mais complexa porque abrindo a visão a um nível superior ao que estamos a ver. A verdade, retomando a referência a Derrida, não é apenas uma afirmação mas também, e sobretudo, uma interrogação, como a que surge no Evangelho: O que é a verdade?
A resposta será, antes de outra coisa, a de que a verdade é a interrogação sobre o que pensamos ser a verdade.
O quadro para Manuel Amado é o objecto dessa interrogação. O seu ponto de partida é o mundo que o olhar percorre; mas ao ser captado, o que vemos não é esse suposto real que se sabe efémero a partir do instante em que o tempo do olhar o percorre - e nesse tempo encontra-se o do próprio homem, com a sua natureza precária no plano individual, para não falar do plano das próprias civilizações que Valéry declarou serem mortais. (...) Trata-se, portanto, de uma dissociação que faz nascer uma temporalidade no espaço do quadro, um antes - esse fundo que surge como citação da
obra anterior do pintor - e um depois, que é dado pela introdução do recorte que faz nascer essa cena teatral. E é esta a grande revolução introduzida por esta nova série: uma arte que situa no futuro a sua leitura, nesse pós-quadro em que o espaço cénico se irá animar, e o desfecho do que, no presente, se pode identificar com o abrir do pano."

Nuno Júdice, excertos do texto do catálogo

UM VÓMITO


Um vómito - por Francisco Moita Flores

O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganham.Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, tornou-se o ilustrativo exemplo de como a política, quando já se julga que não pode descer mais baixo, ainda tem mais um degrau para descer no mundo da amoralidade. Os subsídios aos funcionários atingidos pelos cortes nos vencimentos, que segundo ele não ultrapassam três milhões de euros, nem chegam a ser uma medida populista.

Atingem um núcleo restrito de técnicos superiores, chefes de divisão, directores e subdirectores, nos quais se incluem naturalmente o contingente dos seus mais leais serviçais políticos. Os 'boys' de César. Não tem a ver com ultraperiferia nem com a atracção de novos quadros, como alguém argumentou, pois não vai surgir desta decisão cesarista um movimento
migratório de quadros técnicos para os Açores. Tem apenas a ver com ambição e perfil de quem nos governa. Tido como um dos eventuais substitutos de Sócrates, o que daqui resulta é que quer atingir Sócrates. Não pela criação de uma política nobre, mas à cotovelada.

O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganham, e ao mesmo tempo um valente pontapé no Governo central do seu Partido. Em nome dos Açores? Não. Em nome da Autonomia? Não. Em nome dos interesses estratégicos de César. Um general que não alimenta as tropas corre o risco de deserções.

A sua decisão não foi apenas uma afronta ao Governo da República. É um escárnio sobre os funcionários que nas mesmas condições, em zonas mais pobres do que os Açores, estão comprometidos com o apertar do cinto orçamental. É o desprezo absoluto pela política nacional por troca com os prémios de jogo que decidiu pagar às suas clientelas regionais. Diz que este
ano a massa resulta de umas obra num campo de futebol que não se farão. E para o ano? E para o ano seguinte? É claro que acabarão por pagar aqueles que viram no resto do país os seus salários cortados. Não admira pois que esta mediocridade moral nem consiga receber o apoio do seu Partido.

É levar demasiado longe o caciquismo. Aos limites do vómito. Porém, regozija-se o Bloco de Esquerda, o símbolo maior do refilanço pré-juvenil com e sem causas. E.... *Manuel Alegre! É doloroso ver um candidato a Presidente da República preso a esta imundície moral por necessidade de votos. *Dirão alguns que é coisa menor comparando com os muitos milhões do
BPN e de outros imbróglios afins. Seria verdade se o dinheiro fosse a medida de todas as coisas. Mas não é. A maior das medidas é o sentido de Pátria, assumida com elevada responsabilidade e rigor. E isto César não sabe o que é.

NOTA: O SENTIMENTO DE IMPUNIDADE DOS NOSSOS POLÍTICOS É TAL QUE NÃO SE ASSUSTAM COM OS COMENTÁRIOS DA IMPRENSA, DA OPOSIÇÃO, COM A REVOLTA POPULAR. SABEM QUE, NO DIA DAS ELEIÇÕES, LÁ ESTAREMOS TODOS A SANCIONAR A SUAS TRAPALHADAS E VIGARICES. OS POLÍTICOS SABEM QUE O POVO É COBARDE,QUE SEM LÍDERES CAPAZES DA ESTALADA CONTINUARÁ A APOIÁ-LOS. POR ISSO OS GENERAIS DESTE PAÍS PAGAM BEM AOS SEUS OFICIAIS, CRENTES DE QUE OS SOLDADOS, POR MAIS ATOLADOS QUE ESTEJAM NO SANGUE DAS BATALHAS, CONTINUARÃO A MARCHAR PARA O MATADOURO SEM REFILAR.
PRECISAMOS DE VISIONÁRIOS PARA UM NOVO 25 DE ABRIL. MAS NÃO SE DISTRAIAM DESTA VEZ, JUNTEM OS VAMPIROS TODOS NAQUELA TÃO CELEBRADAS PRAÇA DE TOUROS E APLIQUEM-LHES TRATAMENTO DE CHOQUE.
AOC

HUMOR EM TEMPO DE ELEIÇÕES


Dois pombos depois de comerem na mão duma pessoa, levantam voo e dizem um para o outro:
- Já viste que nós até parecemos políticos?
- Porque dizes isso?
- Repara bem, mendigamos migalhas às pessoas e uma vez cá no alto, cagamos-lhes em cima!

MAIS UM ASSALTO AO BOLSO DOS CONTRIBUINTES


Presidente dos CTT recebia dois ordenados

Mais uma Prenda de Natal

O Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa - que se demitiu no final do mês passado, sem ter terminado o mandato - recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo: um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros, e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. E isto apesar de ter suspendido o vínculo laboral com a PT.


A descoberta foi feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), na sequência de uma auditoria realizada após denúncias da comissão de trabalhadores dos CTT sobre actos de alegada má gestão na empresa. Segundo soube o SOL, o Conselho de Administração da empresa terá recebido o relatório preliminar desta auditoria no dia 29. A demissão de Mata da Costa foi anunciada no dia seguinte e justificada pelo próprio com «razões exclusivamente do foro pessoal e familiar».

A IGF classifica esta acumulação de vencimentos por parte de Mata da Costa - num valor mensal de cerca de 40 mil euros (ao todo, um milhão e 575,6 mil euros recebidos entre Junho de 2005 e Agosto de 2007) - como «eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal». Ainda assim, a IGF decidiu encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República, por ter «dúvidas quanto à legalidade» da situação.

Segundo o relatório preliminar da IGF, a que o SOL teve acesso, Mata da Costa, que era quadro da PT, foi nomeado para presidir aos CTT em Junho de 2005. Mas, em vez de se desligar desta empresa, fez um acordo de «suspensão do contrato de trabalho, embora estranhamente sem perda de remuneração

É de todo em todo, de bom tom, que os Portugueses saibam que prendas de Natal recebem!

STOCKWELL STUDIOS


Dear all,

We are sorry to inform you that once again Stockwell Studios are in dangerof eviction from their long term premises. As you may recall, thanks largely to your support, last year StockwellStudios managed to reach agreement with the London Borough of Lambeth. Thatif they could satisfy council insurers by meeting basic health and safetystandards then they could remain on their current site. Acting in goodfaith, the members of Stockwell Studios immediately invested £30,000 oftheir own money to pay for emergency improvements to the building. In return Lambeth offered the studios a 5 year lease with a 2 and a halfyear break clause. Although the offer of the lease was very welcome, it wasjust too short and the studios sought to negotiate a slightly longer term. In the mean time, in order to fulfill all the requirements demanded by thecouncil, Stockwell Studios embarked on a second phase of improvements to thesite. Digging deep, they spent a further £20,000 to completely rewire thebuilding. Four weeks ago the Studios were told that the council, under pressure to geta capital receipt for the site, retracted their offer of a lease. While Stockwell Studios realise the enormous pressures on Lambeth to cutcosts, they would like the council to recognize the hard work and commitmentthe studios have made to the site over the last 25 years. Not least, thatthe members have taken out personal loans to cover the cost of the recenthealth and safety work on the understanding that they could continue on thesite. In January The Studios will meet with the council to discuss the long-termfuture of the site. We appeal to you for any advice, direction or support you are able to give. In line with the objectives of the current government Stockwell Studios arelooking at ways to acquire the site for the community. With its charitableaims and status the studios wish to complete its long term goal ofturning the studio grounds into a community garden and the 'landmark' AnnieMcCall hospital building into a community arts hub. 2010 saw Stockwell Studios work with volunteers from Ernst and Young todevelop a number of wildlife habitats that include a pond, bog garden andvarious plantings to encourage insect habitats. As a result the twice weeklyGarden open days continue to be very popular with both regular and one offvisitors. Last spring the London Bee Keepers Association introduced four hives intothe garden. The Studios proved such a good apiary that the L.B.K.A. now useit as demonstration site to give weekly classes on how to keep a healthycolony - our bees have already produced one batch of prize winning honey! Thank you for reading and have a happy new year! Stockwell Studios members Find us on

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BOM ANO DE 2011


Clique na garrafa e deixe voar o passarinho alguns segundos

http://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=QT35359283

deolinda - garçonete da casa de fado (live @ cinema são jorge, lisboa)

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ASSANGE


As democracias liberais do século XXI, com a sua utopia tecnológica e o seu vicio pela informação indiscriminada, não sabem o que fazer com Julian Paul Assange. Nem com a aliança entre a anarquia e a informática, como se a Internet não fosse, por definição, o lugar da
desordem e da anárquica liberdade. Ofendida, a maior e mais livre das democracias, a norte-americana, ordena aos paiases subservientes que lhe entreguem a cabeça de Julian Assange; contrataram umas salomas.
Assange foi apanhado no mais velho esquema do mundo, a armadilha sexual. Duas voluntárias suecas do site WikiLeaks conseguiram convencer sistemas de justiça que reputamos fiáveis (e que não são, como percebemos pelas represálias e perseguiçõo ao juiz Baltazar Garzón) de que ele as violou e forçou no ato sexual. E isto na Suécia, um país de pudor e abstinência.

Ninguém acredita que Julian Assange seja culpado destes crimes.
Simplesmente, os americanos, com a ajuda de todos os outros países 'amigos', querem silenciar Assange. E de caminho convertê-lo num mártir. O australiano é um anarquista que gosta de subverter o estado das coisas contando a verdade que lhe é transmitida através de documentos e outros meios de prova. E essa verdade dói. Porque desvenda a imensa e manipuladora em que se tornou o governo dos povos, o patrocínio das guerras, o jogo das diplomacias, o comércio das influências, a corrupção das instituições. Neste sentido, porque se limita a confirmar o que se suspeitava, que os povos sabem e podem muito pouco, hoje, no concerto das nações, o trabalho de Assange e do WikiLeaks é uma ameaça real à ordem estabelecida há séculos. Como escreveu JM Coetzee, nunca saberemos o que é viver fora do Estado, o que é não pertencer ao Estado, porque o Estado se apodera de nós e constitui a nossa identidade e as regras da nossa sociedade ainda antes de nele termos nascido. O Estado é tudo o que conhecemos.

Ou era. A cultura subterrânea da Internet, com os seus hackers e bunkers, com os seus gênios e piratas, com os seus guerrilheiros e matemáticos, com as suas filiações e cooptações, criou uma outra matriz, um novo Estado, anárquico e subversivo, dentro do Estado.
Espanta que isto ainda não tenha sucedido mais cedo; e tendo sucedido, a ordem, o vulgar establishment, não tem modo de controlar a criatura a cujo nascimento assistiu babado de orgulho. Podem silenciar ou matar Julian Assange e ele terá mil discípulos a substituí-lo e milhares de dissidentes a desviar documentos e segredos para os avatares do WikiLeaks. O que diria George Orwell, que detestava a mentira politica e a novilângua, que odiava a vigilância e a repressão, deste caso?

Ainda não há muito tempo Hillary Clinton dava conselhos à China sobre liberdade na Net e sobre o modo como as democracias liberais devem ser abertas a este tráfico de informação, sem exceções. A Sra. Clinton falava da Google, um gigante que controla a maior base de dados sobre
cidadãos e que pratica uma política monopolista. A Google trabalha, como os outros gigantes, Amazon, Facebook, Pay- Pal, etc, para e com o Governo americano. No sentido em que nunca o desafiarão. Quando é desafiado, o Governo americano exige a aplicação do velho Espionage
Act, de 1917, e compara Assange a Osama Bin Laden. Tudo isto porque se divulgaram uns segredos de diplomacia graciosos que obrigaram a Sra. Clinton a controlo de danos com os aliados e inimigos. Quando o WikiLeaks divulgou o filme de Bagdad em que um Apache bombardeia civis e jornalistas da Reuters, e dispara um Hellfire sobre uma estrutura
abandonada onde moravam famílias, ninguém se importou com os danos. Eram colaterais. E quando Assange divulgou manuais de Cientologia, provas da corrupção no Quênia, provas do tratamento dos presos de Guantânamo, ou a decisão de um membro do grupo islâmico na Somália com ligações à Al-Qaeda, ninguém se escandalizou. Nem com os segredos da guerra perdida do Afeganistão. Assange e o seu site foram premiados e honrados pela Amnistia Internacional e organizações de jornalismo.


Bastaram umas piadas sobre Kadafi e Berlusconi, umas verdades sobre Hamid Karzai e o mano, sobre Putin e Medvedev, umas sentenças dos sauditas sobre a necessidade de Israel "cortar a cabeça da serpente iraniana", outras de Mubarak sobre o Iraque, para ficar tudo em polvorosa. Meia dúzia de verdades que todos sabíamos e que não desonram os que as assinaram. E quando o 'terrorista' ameaçou contar umas verdades sobre as corporações financeiras, caiu o pano. Os turcos acham que Assange é um espião israelita, o que torna a história vagamente hilariante. Assange preso é uma infâmia e um atentado à liberdade, não a de informação, à liberdade individual. A minha, a vossa. Se os americanos não conseguem conviver com a Internet, tentem acabar com ela. Não conseguirão.

CLARA FERREIRA ALVES

A DISTÂNCIA ENTRE A TOLERÂNCIA E A BARBÁRIE É CURTA


"Pequenos sinais de anarquia


Um texto de Clara Ferreira Alves



Os portugueses e os seus brandos costumes duram quanto tempo? O que fará 2011 pela nossa brandura? Nas televisões vemos com excessiva frequência imagens de violência e protesto nas ruas da Europa. Uma greve geral em Atenas que acaba em gás lacrimogéneo e colunas de fumo negro de carros incendiados. Uma revolta estudantil em Londres que acaba com a agressão a Charles e Camilla, sentados do outro lado deste mundo, a caminho de uma gala. No Rolls-Royce ficou a impressão branca de uma mão na carroçaria. Em Dublin, vemos os cartazes e as fogueiras, os berros de um povo obrigado a pagar a fatura dos bancos e da especulação ruinosa. Em Madrid, vemos confrontos entre a polícia e os manifestantes, ou Zapatero a ameaçar com a prisão os controladores de tráfego aéreo. Em Roma, vemos Berlusconi sobreviver mais um dia, enquanto nas ruas o protesto político explode e ergue barricadas e bloqueios. Montras partidas, gritos e greves, cartazes com palavras grossas. A paz social na Europa da austeridade está a acabar.

E em Portugal? Os portugueses ainda não interiorizaram a crise. O consumo desceu mas a circulação dos carros aumentou, como sempre aumenta nesta época, e os restaurantes estão cheios de celebrações natalícias. Os desempregados e os sem-abrigo que engrossam as legiões que dormem nos vãos dos prédios e nos bancos dos jardins, ou debaixo dos viadutos, são os que menos protestam. Num silêncio sem porta-voz, não têm quem os represente, têm apenas quem os ignore ou os ajude. Instituições de solidariedade social não-governamentais e a Igreja Católica, que continua a desenvolver uma ação social.

Porque a Igreja convive de perto com a tragédia da pobreza, e com as situações de desespero e destituição, vai alertando: a revolta social está a crescer, vai piorar, a violência vai aumentar. Os portugueses fazem orelhas moucas aos avisos. Desmantelado pouco a pouco, peça a peça, segundo os preceitos da agenda "europeia", do Estado social restará não se sabe o quê. A teoria do "empreendedorismo" não se aplica aos que não têm alternativas. E os cidadãos continuam a pagar impostos para os serviços de um Estado que vai deixar de os prestar. O sistema não se reconverte de um dia para o outro; pensar que as pessoas aceitarão mansamente o regresso à pobreza da qual saíram nos últimos anos é uma ficção.

A violência vai aumentar. Disto podemos ter a certeza. Não sei se veremos o gás lacrimogéneo e os carros incendiados mas já se notam pequenos sinais de anarquia. Muita gente vem ter comigo (talvez porque tenho um programa de comentário político na televisão, ou porque lêem esta coluna) em lugares públicos: "isto já não vai lá com conversa". Alguns espetam o dedo e dizem em sussurro furibundo: "isto precisa de uma grande reviravolta"; "temos de começar a apanhar esses bandidos desses banqueiros que nos meteram neste sarilho". Falam na "malandragem dos políticos", na "escumalha corrupta que nos anda a roubar desde o 25 de Abril". Nunca se deve argumentar com as massas nem contra este discurso mas o silêncio parece enraivecê-los mais. E continuam: "vocês, jornalistas, é só blá blá blá, mas a conversa não chega". "Isto", asseguram, este charco, precisa de uma pedrada. Umas pedradas nas montras dos bancos, dizem uns, uns políticos na prisão, dizem outros.

O discurso truculento encontra sempre ouvintes que acenam com a cabeça e repetem: isto não vai lá com conversa, andam a perseguir quem trabalha e deixam os malandros à solta. Os malandros estão identificados, têm nomes, e cresce como espuma nas bocas o desejo de agressão física. Aquele do PSD, o outro do PS. O amigo, de X, o amigo de Y. E os banqueiros. Os banqueiros são um alvo coletivo. Ouvem-se nomes de implicados em escândalos. A informação circula por todas as classes sociais.

Nunca, durante os anos de prosperidade, ouvi um discurso semelhante. Nem vi como um ataque destes mobiliza um grupinho de passantes que param, largam o que estavam a fazer e se juntam à festa. A violência social tem um poder de contaminação rapidíssimo. A multidão vai atrás. Num ano Sarajevo era uma cidade cosmopolita e tolerante da Jugoslávia, uma cidade com Jogos Olímpicos de Inverno e uma sociedade que misturava cristãos e muçulmanos, nacionalistas e anarcas, políticos e apolíticos, e no ano seguinte era um ninho de separatismos e ódios. Vizinhos que tinham coexistido uma vida matavam-se uns aos outros; médicos e professores que nunca tinham disparado um tiro convertiam-se em snipers e assassinos. Assim nasceu a Bósnia, no meio do mais rápido desmoronamento de uma sociedade europeia de que há memória. A distância entre a tolerância e a barbárie é curta e a sua superfície raspa-se com um cano de espingarda.

Texto publicado na revista Única de 23 de dezembro de 2010."

PARA QUEM PRECISAR.....OS CONTACTOS DE QUEM NOS GOVERNA



Para começarmos bem o ano, anotemos estes contactos. Talvez precisemos deles, para exigirmos que a bandalheira acabe, para falarmos alto ou para o que for preciso.
A partir de hoje não me tornem a dizer que não sabem para onde mandar os protestos ou a "bomba".
Nzuá Milhazes


CONTACTOS


- Presidência da República: belem@presidencia.pt


- Primeiro-Ministro: pm@pm.gov.pt


- Ministro das Finanças: gab.mf@mf.gov.pt


- Presidente da Assembleia da República: gabpar@ar.parlamento.pt


- Grupo Parlamentar do PS: gp_ps@ps.parlamento.pt


- Grupo Parlamentar do PSD: gp_psd@psd.parlamento.pt


- Grupo parlamentar do PP: gp_pp@pp.parlamento.pt


- Grupo Parlamentar do BE: bloco.esquerda@be.parlamento.pt



- Grupo Parlamentar do PCP: gp_pcp@pcp.parlamento.pt


- Grupo Parlamentar d'Os Verdes: PEV.correio@pev.parlamento.pt

PORQUE GOSTAM OS POLÍTICOS DE MENTIR?



JÁ NÃO NOS BASTAVA SABER QUE CAVACO ESTÁ POR DETRÁS DA FRAUDE DO BPN, QUE SÓCRATES SE LICENCIOU DE FORMA FRAUDULENTA, AGORA SABE-SE QUE MANUEL ALEGRE TENTOU FORJAR HABILITAÇÕES QUE NÃO TINHA.
NINGUÉM LHE RETIRA OS MÉRITOS POÉTICOS MAS PORQUE SOFREM ESTES HOMENS DO COMPLEXO DE DOUTOR?
DE DESILUSÃO EM DESILUSÃO VAI SENDO FEITO O CALVÁRIO POLÍTICO DESTE POVO PACÍFICO.
ATÉ QUANDO?

@Revista Sábado - Carta de Manuel Alegre dirigida ao cunhado António Portugal pedindo-lhe um certificado que dissesse que teria completado o 3º ano do curso de Direito da Universidade de Coimbra (de realçar que Manuel ainda não tinha concluído o 3º ano)


Cinco dias depois de se ter refugiado em Paris, em Julho de 1964, Manuel Alegre escreveu ao cunhado, António Portugal, marido da irmã, e fez-lhe um pedido: “Preciso urgentemente dos meus documentos universitários, inclusive as cadeiras feitas e respectivas classificações. Junto do meu padrinho tenho possibilidades de completar o meu curso. Seria óptimo se ‘arranjassem’ as coisas de modo a que o certificado dissesse ter eu o 3.º ano completo.” A seguir , juntou um alerta contra a PIDE: “Será conveniente que esses documentos venham por mão própria, para esses filhos da puta não os roubarem no correio.” Manuel Alegre não concluiu o 3.º ano de Direito, daí o uso de aspas no verbo “arranjassem”. A carta, manuscrita, foi interceptada pela PIDE e está arquivada na Torre do Tombo, tal como uma transcrição dactilografada pela polícia política.

A ficha curricular de Manuel Alegre, guardada no Arquivo do Departamento Académico da Universidade de Coimbra, indica que o poeta concluiu o 1.º e o 2.º ano de Direito, mas quanto ao 3.º ano apenas regista aproveitamento na disciplina semestral de Direito Fiscal. Esteve inscrito também em Economia Política, a cujo exame faltou, e nas cadeiras anuais de Administração e Direito Colonial, Finanças e Direito Civil – mas não as concluiu Confrontado com esta questão, há um mês, numa entrevista dada à SÁBADO sobre outros aspectos da sua resistência ao salazarismo, Manuel Alegre respondeu que não se lembrava de ter feito um pedido ao cunhado sobre este assunto. Questionado sobre se, tendo em conta que não continuou o curso por ter resistido à ditadura, acharia natural pedir para lhe passarem o diploma como se tivesse o 3.º ano completo, Manuel Alegre respondeu: “Não, de maneira nenhuma. Nem tinha sentido, nem eles passavam. Então passavam a uma pessoa que é exilada? Não tem sentido nenhum. Não me lembro nada disso. Nem tem sentido.” Nessa entrevista, o candidato mostrou--se ainda convencido de que tinha concluído o 3.º ano do curso: “A memória que eu tenho é que tenho o 3.º ano de Direito e que estava a fazer cadeiras do 4.º ano.” Esta semana, confrontado com a informação oficial da Universidade de Coimbra (segundo a qual apenas completou uma cadeira do 3.º ano), Duarte Cordeiro, director de campanha do candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda, disse que Manuel Alegre mantinha a resposta dada há um mês.